sexta-feira, maio 07, 2010

Depois de pedir a Deus uma luz do que fazer da minha vida sem graça...

Eu sempre fico curiosa para saber como outras pessoas decidiram se tornar Au Pair, então vou resumir minha história.

Sempre fui muito curiosa, certo dia vejo o nick de uma conhecida “Neve. Uhuuul”, aí pensei: Neve? Onde ela está? ;OO Fui lá na cara de pau e perguntei. Ela disse que estava sendo Au Pair, mas estava ocupada no momento e depois explicava melhor. De imediato: Google. Comecei a me interessar pelo programa. Mas eu tinha 19 anos, estava no meio da faculdade, namorava, e fui convencida de que era melhor me formar primeiro. Acabei deixando a ideia pra lá. Eis que namoro acaba, faculdade acaba e eu não consigo arranjar emprego (apesar de dar mais entrevista do que celebridade). Depois de pedir a Deus uma luz do que fazer da minha vida sem graça, recebo um e-mail falando do Au Pair. Aí tudo (re)começou.

Escolhendo a agência:

Comecei a fuçar a comunidade e percebi que 3 agências sempre estavam em destaque: Cultural Care, APIA e APC. Então fui nas três. Não é uma escolha fácil, todas querem vender o produto, então o tratamento é excelente. A primeira que fui foi a STB – APC, mas logo desisti quando a atendente falou que não recomendava tirar o visto em Recife (o Estado mais próximo de mim). Fiquei em dúvida entre APIA e CC. Pesquisei feito uma louca na comunidade, e percebi que a maioria das meninas são da CC e que não existiam tantas reclamações assim. Então, agência escolhida. Essa foi a minha decisão, mas se você ainda não escolheu, vá em todas e pesquise muito. Nem sempre o que é bom pra mim, é bom pra você.

Preenchendo o Application:

Essa sem dúvida é a parte mais chata de um processo que requer muita³ paciência. São inúmeras folhas com perguntas que parecem se repetir o tempo todo. Eu demorei meses para preencher, mas já soube que vai ser tudo online. Sorte para as que ainda vão preencher. Nesse processo só acho importante destacar uma coisa: não mintam. Eu sei que tem muitas meninas que não possuem experiência com criança e acham que são capazes de cuidar, parece tudo muito fácil, mas não é. Tenham responsabilidade nessa hora.

Falando com as famílias:

A primeira ligação é sempre a mais difícil, depois você vai pegando jeito. Muitas meninas querem saber o que te perguntam na ligação, isso depende de família para família, mas todas que entraram em contato perguntaram quase a mesma coisa. Descreva sua experiência com crianças. Sabe nadar? Quanto tempo dirige? Sabe e/ou gosta de cozinhar? O que sua família acha de você ser Au Pair? Tem namorado? Etc. Não se acanhe em perguntar, se sabe que vai ficar nervosa, anote num papelzinho tudo o que você quer saber. Eles estão entrevistando você, mas você também está os entrevistando. Afinal, é um ano.

Muitas famílias dão falsas esperanças, dizem que adoraram você e que querem match, mas do nada somem. Por isso, não cantem vitória antecipadamente. Do mesmo jeito que a gente fica sem graça para dispensá-los, eles também ficam. Ninguém disse que seria fácil.

Match:

Todo mundo fala sobre sentir o feeling com a família. Eu sou mais racional que emocional. Teve uma família que adorei mesmo, mas não gostei do horário. Não quis match com eles. É difícil encontrar uma família perfeita, pais simpáticos, crianças calmas e na idade que a gente quer, a cidade que sonhamos... Não seja tão exigente quanto a cidade, você tem um ano para passear nos States. Mas seja em relação ao horário, se não acha que é bom para você, se acha que não consegue se adaptar, não feche por pressa. Os pais não precisam ser os mais simpáticos, precisam te respeitar, respeitar seu espaço. Procurem por isso primeiramente.

Visto:

Eu ouvia falar que o visto era um bicho de sete cabeças. Essa é a parte mais tensa, porque de nada adianta family, sem visto. Eu só posso dizer para ir tranquila, não tem muitas dicas porque isso depende de cada cônsul. Mas vocês possuem um tópico inteiro só falando disso na comunidade. Leiam, estudem, pensem no que vão responder. Levem todos os documentos, mesmo que não peçam nada. E coloquem uma coisa na cabeça: vocês sabem inglês. Não chegaram até aqui sem saber. Não conversaram 20/30/40 minutos com uma family sem entender nada.

Tensão pré embarque:

Depois do visto, não tem para onde correr, você vai para os Estados Unidos! Então se organize, compre presentes, marque dentista, médicos, despedidas (para quem gosta). Eu tive um mês para fazer tudo, foi e ainda está sendo corrido. Não comprem muitas coisas, mas também não é para morrer de frio. Se vocês moram numa cidade quente, assim como eu, comprem umas roupinhas de frio para passar as primeiras semanas, pode ser que você não tenha tempo de comprar lá.

P.S. Escrevi antes porque estarei na semana de treinamento, se eu tiver tempo faço um vídeo para mostrar tudo. Desculpem o post gigante.

Monick Vasconcelos

P.S¹: Monick chegou hoje na casa da host, como algumas já devem saber, mas qual foi a surpresa maior? Ela esqueceu o notebook no ônibus. Por sorte eu tinha o texto dela e estou postando. Depois ela esclarece qualquer dúvida.=*

4 comentários:

  1. Nossa, que droga! Ela chegou e já perdeu o note! :(

    Mas enfim, tomara que ela esteja bem e feliz com a família dela!

    Toda sorte do mundo,Monick!

    E como costumo dizer, esse processo é um teste de paciência e ansiedade :S

    Beijos!

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  2. Achei uma mais esquecida que eu! haha!! Boa sorte com a HF e nessa nova empreitada! Beijos!

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  3. Oláaaaa

    Flor, adorei seu post.
    Também estou me preparando para ser au pair e você me ajudou muuuito!!

    Beijossss
    Thay

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