quinta-feira, janeiro 17, 2013

Experiências Desagradáveis nos EUA #2


Depois de duas semanas no caos nessa casa (minha host mom ficou doze dias na Escócia), trabalhando que nem a escrava Isaura, é claro que a minha resitência caiu lá no dedão do pé e eu fiquei doente. É isso mesmo, e a saga continua, mas dessa vez com o sistema de saúde americano.

Emergency Room em Walnut Creek - CA
Duas semanas no caos, literalmente. Meu host é médico, então ele mal para em casa. A mãe tinha ido pra Escócia à negócios (?) e eu me ferrei. Trabalhei mais que as permitidas 45 horas por semana, fiz muito mais do que minha obrigação nessa casa e tudo bem, eu não ligo... não é sempre que isso acontece e não me custou nada ajudar nos serviços da casa, mas o que me deixou doida foram minhas crianças. Eles estavam impossíveis (claro, a mamãe foi viajar) e foi muito exaustivo pra mim. Conclusão, por causa do estress minha resistência caiu e eu peguei uma infecção de urina (palavras do Sr. Doutor).

Então na segunda-feira eu acordei me sentindo super mal, com uma dor nas costas (que depois descobri ser nos rins) muito forte e com meu estômago muito ruim. Mas tudo bem, a gente é forte, a gente aguenta. Trabalhei normal durante a manhã, com dor, mas dava para aguentar. Então quando deram umas 15h30 a coisa mudou de figura, eu mal conseguia andar. Só não estava chorando de dor por vergonha, porque olha.

Então meu host dad chegou em casa e me ‘avaliou’, disse que eu estava desidratada, minha pressão muito baixa emeus batimentos acelerados (oi, tô morrendo já?) e que ele queria me levar no hospital. É claro que eu não queria ir, mas não tive outra opção. Entrei dentro do carro e fui.

Não tinha fila na emergência, acho que umas duas pessoas na minha frente só. Assim que chegamos preenchi todos os mil documentos que eles pedem e esperei. E esperei. E esperei. E olha que não tinha fila.
Uma hora depois eles me chamaram para colher o exame de urina. Voltei para a sala de espera. Com dor.
Mais uma hora de espera e eles me chamaram para o consultório do médico, que não é um consultório. É uma salinha bem pequenininha com uma espécie de uma maca, uma poltrona, um armário e uma pia.
E eu me perguntando: sério mesmo que aqui que ele vai me consultar?

Mas tudo bem, a enfermeira me deixou lá dentro sozinha... Mais 45 minutos de espera DENTRO do consultório do médico.

E todo esse tempo morrendo de dor, o que vocês sabem que não contribuí para que o tempo passe mais rápido. Muito pelo contrário.

Finalmente o médico chega, me examinou em 15 minutos, fez algumas perguntas e disse que eu poderia ter duas coisas: ou uma simples infecção de urina, ou uma pedra no rim que estava sendo expelida. E me passou um antibiótico. Só isso e apenas isso. Nenhum um remédio pra dor, NA-DA.

Duas horas e quarenta e cinco minutos de espera, para ele me examinar em quinze minutos e nem me dar um remédio para dor (que eu tomei mesmo assim quando voltei para casa).

Na boa, a diferenca do Brasil é que você demora duas horas para ser atendido, mas pelo menos tem trezentas pessoas na sua frente. A sala de espera estava vazia aqui, minha gente.

Sem contar que no Brasil você não paga por atendimento na emergência em casos como o meu foi, só que aqui, uma semaninha depois o envelope com a conta do hospital chegou aqui em casa. U$ 355,00 por um exame de urina e uma consulta de 15 minutos. Fiquei inconformada.

Por isso, futuras AuPairs, um conselho a ser seguido é: façam o seguro de saúde completo. Não vale à pena arriscar, a gente nunca sabe o que pode acontecer aqui.

2 comentários :

  1. Anônimo20/1/13

    Nossa! Que absurdo! Obrigada pela dica.

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  2. Oi Gabriela, vc teve que pagar pela consulta, os host family não ajudaram a pagar pelo menos a metade? Vc ganhou hora extra por trabalhar mais do que as 45 horas?

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