quarta-feira, dezembro 04, 2013

Sobre encontrar uma nova au pair e se encontrar no meio do caminho

A gente percebe que o nosso ano está acabando quando chegam dois momentos que eu vivi esse mês: Marcar a passagem de volta pra casa e encontrar uma substituta pra minha pessoa aqui. 
A primeira já foi executada depois de muitos empecilhos da KLM... Dia 08 de março here I go de volta pra minha terrinha. Mas a segunda ainda está em andamento! 



Acredito que preciso dizer que eu desde sempre quis participar disso. A idéia deles escolherem alguém pra vir ficar com as MINHAS kids sem saber de nada me dava calafrios. Principalmente por saber como são a maioria das meninas inscritas e saber que eles não mereciam isso! 
Quando começamos a falar sobre o voo de volta, o host perguntou se eu conhecia as meninas ou sabia de alguém que poderia estar interessada, já que eles já haviam renovado com a agência, mas acreditavam que eu conheço eles melhor que a agência. Obviamente. 

E aí que começa a montanha russa de emoções... Por que ao mesmo tempo em que a gente quer encontrar alguém bem bacana que mereça ter uma família tão boa quanto a minha... A gente não quer alguém que possa nos substituir na casa e no coração deles. 
Tenho amigas que estavam passando pela mesma coisa e me contando como haviam odiado isso, como os hosts sempre gostavam das meninas que elas menos gostavam e como algumas nem haviam fechado, mas já achavam que já tinham ocupado o lugar delas. 

Comigo não tem sido tão terrível. Não tem sido fácil também, mas foi ok. É difícil pegar o perfil de uma menina e falar "sinto muito, não vai rolar.", do mesmo jeito que é difícil falar com alguém e gostar muito da pessoa, ao melhor estilo "podemos ser best friends", mas não saber se seria a melhor opção pra sua família. Fora o medo das meninas estarem mentindo, ou te enrolando, ou serem ingratas e depois de virem passarem a reclamar horrores de todas as coisas que você já tinha falado... 

Sim, por que eu falei. Não sou exatamente famosa por ser quieta e ponderada com palavras. Falei todas as coisas maravilhosas que fizeram por mim e todas as merdas que as vezes acontecem. Escrevi tudo sempre de um modo que fizesse com que as meninas que só querem farra dia e noite, noite e dia fossem fugir 3 dias sem parar da descrição da família. Contei coisas  que acontecem aqui, histórias horrorosas das minhas amigas, causos e mais causos pra deixar claro pra quem vier que, por mais que esse tenha sido de longe o melhor ano da minha vida, não é tudo conto de fadas não.  

Obviamente a minha candidata favorita teve match com outra família, mas espero que se tudo der certo a gente possa pelo menos se conhecer aqui na Holanda. 
Agora está entre duas meninas (provavelmente até o dia da publicação já terão decidido), eu gostei bastante das duas, mas tenho algumas dúvidas em relação a ambas. E posso dizer que a minha família está mais ou menos no mesmo status que eu. 

No geral posso dizer que adorei estar inserida e participando ativamente desse processo por dentro. Discuti abertamente com a família o que achei de cada uma e deixei que eles tirassem algumas conclusões por conta própria também. Agora estou aqui roendo as unhas tanto quanto as meninas pra saber quem será a escolhida por eles. 

E uma das coisas mais legais que aconteceu com isso, pra mim, foi perceber o quanto sou valorizada aqui em casa. Eles sempre consideraram minha opinião, repassaram muita informação pra mim, deixaram que eu e somente eu desse algumas informações, sem nem checar o que eu estava passando pras meninas ou não e com tudo isso eu pude perceber o quanto eles confiam em mim e no trabalho que tenho feito aqui em casa. 
Uma das maiores dúvidas que todo mundo sempre levantou quando disse que iria ser au pair era se eu seria capaz de cuidar de crianças... Não só provei pra todos e pra mim mesma que sou capaz de cuidar... Como descobri que sou capaz de educar, passar valores, ensinar, e ser responsável por todos os pequenos aspectos da vida deles. A mãe que eu sempre imaginei que não existia dentro de mim, apareceu nesses últimos meses. E foi reconhecida, foi valorizada, foi apreciada. 
Eu não só talvez tenha encontrado alguém muito bacana pra ficar com as minhas kids, eu encontrei também uma nova visão sobre mim, que por mais que tenha existido nesses meses todos eu nunca havia notado. Mais importante do que provar pra todos que sim, eu fui capaz eu descobri que eu tenho o respeito e a confiança da minha host family. E isso não há nada no mundo que pague. 

E essa também é uma das coisas que eu tentei passar pra todas as meninas com quem falei: Apesar de todas as merdas que podem acontecer durante o seu ano como au pair, o importante é focar nas coisas boas que também vem com isso. No final, elas vão valer muito mais que qualquer "english improvement" ou "upgrade no currículo" e geralmente vão vir das situações que você menos espera... Como ajudar a host family a encontrar uma nova au pair. 

Enfim, é dezembro, último post do ano, as emoções ficam a flor da pele e a gente se permite divagar um pouquinho. 
No próximo post estaremos em 2014, algo que eu não estou looking forward pra ver como vai ser, e eu estarei mais ainda de cabeça na minha depressão de final-do-ano-de-au-pair. 
Mas um feliz natal e ano novo pra todas vocês! 
Nos vemos em 2014! 

Um comentário:

  1. Tb tenho q marcar o voo (meu ano tb termina em Marco) e tb 'tenho' q ajudar na minha substituta.. mas Nao fiz nada ainda … q dificil esse momento =/

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