sábado, fevereiro 15, 2014

Tudo novo (de novo)!

Olá gentes!!! 
Bom, eu sou a Luana e sou nova aqui no Blog (na vida de Au Pair também) e vou aproveitar essa primeira postagem para me apresentar um pouco e falar como decidi entrar nessa vida internacional. 

Quem nunca acordou um dia com vinte e tantos anos e pensou: e agora? Bom, esses “e agora” me perseguem desde os 16, sou muito agitada e nunca suportei a rotina de "escola, cinema, clube, televisão", já fiz mil e uma coisas na vida: faculdade de jornalismo (desisti depois de um ano), agora tô terminando a de Letras, fiz cursinho, já trabalhei com (quase) tudo.Enfim, não paro de mudar e mudar e mudar.

Mas nunca vou esquecer um dia em que acordei, isso quando fazia o segundo ano do Ensino Médio, e pensei: “e se eu fracassar? E se eu não der certo na vida? E agora, José?”. Essas dúvidas zuniram na minha cabeça enquanto enrolava no banheiro, e fui entrando na paranoia da vida moderna. No carro desabei e fiquei chorando pra minha mãe, que me deu uma bronca e disse: “vai logo para a aula de física que se você não estudar não vai dar certo mesmo”.

E aí eu estudei e estudei e estudei e....e agora? Parece que aos vinte e poucos anos a gente tem um vazio, que lutamos em preencher o mais rápido possível. Vejo amigos preparando o projeto de mestrado, outros dando aula em várias escolas e outros já fazendo vestibular de novo. Acontece que nenhuma dessas lacunas me preencheu, existe um bichinho dentro de mim que vive falando: “e viajar? E aquela montanha o meio do nada? E a Rússia? Você estudou russo pra que, hein?”. Ao mesmo tempo, outra vozinha me alertava: “viajar, pra quê? Você precisa ter é sucesso, fazer carreira, ganhar dinheiro”.

Aconteceu que um dia eu silenciei essas duas opiniões e pensei de verdade sobre todas as opções que se abriam na minha frente. Percebi que, de fato, “ser alguém na vida” não está só relacionado a ser monetariamente e socialmente bem sucedido, mas sim estar em paz com você mesma. Foi então que surgiu a ideia de unir minhas duas grandes vontades: ter filhos e viajar. O mundo deu um empurrãozinho, claro, e me fez gostar de um moço lá da Suíça.

Decisão tomada e malas prontas? Claro que não! A busca pela identidade e a segurança de saber o que queremos é continua e não depende só da gente. Eu estava super insegura sobre o ano que vem. Já tinha conversado com algumas amigas que chegaram às mesmas conclusões que eu, mas o que seria daquilo tudo sem um argumento de autoridade. Pois bem, no primeiro dia útil deste ano tive um encontro com minha orientadora. 

Depois de conversarmos sobre artigos, monografias e projetos eu lancei a ideia, como quem não quer nada: “professora, a senhora acha que se eu não ingressar no mestrado ano que vem e resolver viajar por um ano e trabalhar no exterior eu vou jogar uma oportunidade única fora?”, levando em conta que ela é toda acadêmica, pensei: “agora sim fiz minha caveira com a mulher”. E foi aí que veio o susto, ela riu e respondeu: “menina! Que perder um ano que nada! Você é nova, tem que sair da zona de conforto. Vai viajar sim, rala bastante e quando você voltar, a universidade vai estar aqui para você”.


Pronto, agora sim eu tinha tudo, só faltava contar para a família e começar a procurar as hosts. A vida de au pair está começando pra mim e, a partir de agora será uma história atrás da outra. Sou nova nesse mundo de viajante, mas as malas são bem grandes e tenho certeza que no final disso tudo elas estarão cheias de histórias para contar!

6 comentários :

  1. Lindo texto!
    E acho que vc está certíssima! Te desejo muitas histórias, muitas malas e muita felicidade!

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  2. Assim como todas nós que embarcamos nessa aventura, vc quer sempre mais! Meu primeiro post aqui no blog tbm foi sobre isso! Sucesso na sua caminhada!

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  3. Ameeeeeeei! Super me identifiquei com seu texto Lu, acho que temos realidades bem próximas

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  4. Ah que linda. Me identifiquei também! Aposto que vais conseguir muuuito sucesso. Bjs <3

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  5. Aquele momento em que você lê algo e parece que foi você que escreveu. Realmente estes sentimentos bateram mais ou menos na mesma época do colégio e agora depois de terminada a faculdade a sensação de confusão foi maior ainda. Admiro pessoas que tiveram coragem como você, espero que eu consiga ter também. É mais fácil quando se tem apoio, mas independente dele é preciso coragem. Vou buscar as duas coisas. Parabéns!

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  6. Lindo, ameeei! Pena que ainda tenho 4 anos de faculdade hahaha

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