quinta-feira, abril 17, 2014

a volta pra casa

Um mês desde que voltei. UAU. 
Eu preferi deixar esse post pra esse mês pra poder dar um panorama mais completo de como é a volta pra casa, ou pelo menos como foi pra mim. 
Mas não sei se um mês já foi o suficiente pra absorver e assimilar o que é voltar pra casa depois de um ano fora. Os sentimentos são muito conflitantes e confusos ainda, mas vou dar o meu melhor. 
Vamos por partes então... 

A PARTIDA

Não sei o que aconteceu, mas nas últimas semanas/meses eu e minha família estávamos vivendo uma grande lua de mel. Ao contrário do que geralmente acontece, nossa relação terminou milhas de distância a frente de como começou. Tudo estava em tão perfeita sincronia que pra mim não fazia sentido algum ir embora. Não logo quando tudo havia finalmente se encaixado daquele jeito. 
Eles foram maravilhosos comigo nos últimos dias, deram uma festa pra eu poder dizer goodbye pra todos os vizinhos, me levaram pra jantar, me deram uns presentes lindos... enfim... eu realmente deixei eles pra trás com o coração partido. 
O aeroporto foi uma das coisas mais difíceis pelas quais passei na vida. Saber que você está indo embora e deixando pra trás aquelas crianças que você ama tanto e "nunca mais" na vida vai vê-los novamente ain't easy my friends! 

A CHEGADA

Depois de 12h dentro do avião durante o dia eu finalmente cheguei em São Paulo. A alça da minha mala de mão havia quebrado, tive que carregar 16kg no braço, mais as outras tralhas que tinha levado. Tava um calor dos infernos e eu de calça comprida e moletom. Eu tava com duas malas gigantescas e tive que pega-las sozinha... Ou seja, meu humor não tava dos mais... amigáveis. Minha mãe e minha madrinha foram me buscar, e enquanto elas seguravam as lágrimas eu só sabia reclamar do calor e do cansaço. É... #meujeitinho
E essa é a pior parte, enquanto todo mundo se mostrava super feliz de me ter de volta e me enchiam de amor, eu só conseguia ser simpática. Nada além disso. Fora que não existe non-awkward way de responder a pergunta "E aí? Gostou de voltar? Ta sentindo falta de lá? O que ta achando?" Tudo uma bosta, por mim nem teria vindo. Mas enfim né... 



A READAPTAÇÃO

Still going on. Porém, não está sendo tão difícil quanto imaginei. Acho que em partes por que não me permito parar pra pensar muito nisso. Já comecei a trabalhar 10 dias depois de chegar, fui pro Rio me lembrar das coisas que mais gosto daqui, fiz novos amigos, conheci novos lugares, revi os melhores amigos e assim tenho me mantido ok. Claro que existem dias ruins em que não consigo tirar minhas kids da cabeça. E que acordo no meu quarto aqui pensando que ainda to no meu quarto de lá. Ou esquecendo que aqui não existe bicicleta e não posso mais ir e vir conforme eu bem entender. Tudo precisa de organização, planejamento e requisição de caronas. Isso tem sido a pior parte, eu perdi toda uma liberdade e independência conquistadas lá e não consigo mais voltar ao que era antes. Porém sinto que estou vivendo uma vida de adulta pela primeira vez. Sem mais faculdade, sem mais assunto de crianças, sem mais preocupações com cada centavo gasto... Se não fosse a questão da locomoção eu diria que tudo vai indo muitíssimo bem, obrigada. Ou pelo menos se encaminhando para estar. Mas ainda existem dias e momentos em que coisas ridículas fazem uma falta tremenda, em que as crianças não saem da cabeça e as memórias parecem fazer parte de uma outra vida. 



É engraçado como as coisas mudam tanto e continuam as mesmas em um ano. Encontrar todos os  amigos que continuam aqui, indo aos mesmos lugares, fazendo as mesas coisas... Ao mesmo tempo em que muitos trocaram de emprego, casaram, tiveram filhos... É estranho. Os mesmos bares, as mesmas tretas, relacionamentos que terminaram, relacionamentos que começaram... Tudo igual ao mesmo tempo que tudo diferente. 
Eu acredito que esse período logo depois da volta é crucial. Pelo o que entendi é geralmente nos primeiros meses logo após voltar que a maioria das meninas decidem que não conseguem mais viver no Brasil e que precisam ir pra algum outro lugar. Esse, por enquanto, ainda não parece ser o meu caso. Mas eu ainda não tive muito tempo pra assimilar e absorver tudo o que aconteceu nos últimos tempos. 
Mas só digo que: você aí, que ainda está em dúvida... SE JOGA. Sem dúvida essa foi a melhor experiência de toda a minha vida. Olho pra trás e desacredito do quão feliz eu consegui ser nesse um ano. 
Agora é respirar fundo e aguardar pra ver o que vai ser da minha vida de volta ao br! 

Até mês que vem gente linda!

4 comentários :

  1. Isa,
    Adorei o post (quase chorei quando li). Acho que a despedida de ida é difícil, mas é um "tchau" com prazo de validade, agora a volta não é assim. Como vc mesma disse: a gente não sabe quando vamos vê-los e se vamos vê-los de novo. Te desejo força e tudo de melhor. Apesar dos problemas o Brasil tem muita coisa boa para oferecer também. Acho que é hora de se focar nisso.

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  2. Isa,
    Pelo jeito vc tem tudo para dar certo ai. :)
    Eu estou prestes a voltar pela segunda vez, nem fui e ja quero sair correndo.
    Adorei o post! Tudo igual ao mesmo tempo tudo diferente.

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  3. Isa,
    Pelo jeito vc tem tudo para dar certo ai. :)
    Eu estou prestes a voltar pela segunda vez, nem fui e ja quero sair correndo.
    Adorei o post! Tudo igual ao mesmo tempo tudo diferente.

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  4. Anônimo29/4/14

    Ai chorei lendo, estou voltando dia 17/05 com o coração apertado...
    Fé em deus ^^

    Bjks

    Amanda

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