sábado, julho 05, 2014

E a aventura está apenas começando...



Quem diria, passou voando. E isso porque, há dois meses, eu indaguei estar longe. Pois é, mas o grande dia chegou. Dia 05 de julho, mesma data onde completo com alegria minha 3º postagem no blog, é também o dia do meu tão esperado embarque para um país nórdico, Suécia. Mas no meio de tantas euforias e alguns textos redigidos à vocês leitores, confesso que fiquei em falta com detalhes do meu processo... Bom, tudo tem um ponto de partida e quando se trata do programa au pair, o ponto inicial, na maioria das vezes, não digo que começa do mesmo jeito, mas talvez, com os mesmos propósitos...
Outrora eu já tinha comigo dois sentimentos que futuramente se tornariam meus aliados no intercâmbio que viria a conhecer.

1- A curiosidade por lugares desconhecidos que sempre me acompanhou...
Eu era uma garota de uns 10 anos, talvez, quando ficava a me deleitar com os seriados, filmes e documentários estrangeiros. Imaginava o quanto eu queria viver aquilo no real, vestir aquelas roupas, andar pelos mesmos lugares que os personagens andavam, fazer anjinhos na neve, comer o que eles comiam, e como uma boa fantasiosa, eu me imaginava literalmente nas cenas, trocando minha personagem favorita por mim mesma. 

Isso me deixava satisfeita por algumas horas. E mesmo eu achando divertido toda essa incorporação de papel que só existia na minha cabeça, me vinha um vazio em seguida... Sim, não era eu lá... Mas um dia eu iria mergulhar em algo assim. Eu não sabia como, mas eu o viveria. Eu viveria uma vida que eu julgava ter apenas no mundo lá fora. Não ligaria para o padrão social, queria apenas me encontrar em algum lugar, ou quem sabe, me perder por algum momento, pequeno que seja...Com essa idade, eu nada podia fazer a não ser sonha-los e explorar no mapa cada lugar desejado.

2-O sentimento de desvelo pelas crianças...
Eu sempre fui uma criança que adorava comandar as brincadeiras, queria ser a cabeça, aquela que escolhia a função de cada um no jogo... E na maioria das vezes, a brincadeira por mim escolhida era ''escolinha''. Pois bem, eu pegava meus cobainhas, punha-os em filas, sentados e lecionava qualquer matéria que me desse na telha... Me sentia a professora! Foi então que o negócio ficou sério e passei realmente a ensinar crianças dando aulas de reforço. Gostava de estar junto a elas e observar seus comportamentos. 

O desejo de ganhar o mundo e auxiliar crianças em seus desenvolvimentos vieram a calhar quando conheci nosso querido au pair...

Mas faltava o país. Eis que se sobressaia no meu coração uma vontade pela Austrália, sentimento que logo se desvairou quando pesquisando, soube que não seria possível o visto nessas condições para lá. Porém nem tudo estava perdido, afinal, minha sede por terras desconhecidas não se limitava à exótica Oceania. E por mais que não estivesse no top 5 dos meus favoritos, a Suécia me encontrou, abruptamente e por acaso...

Minha irmã já 'au pariando' por lá, me disse as maravilhas que o país escondia. Levando em conta suas considerações e pesquisando mais sobre a geladeira nórdica, me encantei! Li relatos em blogs, estatísticas no google, posts nos grupos do facebook e claro, as informações da Wikipédia (praxe). E a cada linha lida, eu pensava: "Uau!", e me imaginava lá... Lá onde os dias de invernos são escuros e gélidos, onde no verão, a falta de luz do inverno é toda compensada nele, e não digo exagerando, estou a falar do sol da meia-noite, mas por esse motivo, os suecos se transformam junto com a mudança da estação, onde as pessoas caladas e 'vazias' dão lugar à seres alegres e falantes. Então é pra lá que eu vou. 

Aliás, quando o post estiver no ar, eu o estarei acompanhando, rumo à um destino que eu julgo ser uma aventura. E quando cito a palavra 'aventura', não estou ausentando a presença dos sofrimentos e realidades que viverei, ao contrário, todos os momentos vividos em uma cultura e lugar totalmente desconhecidos por mim, ouso chama-los, lúcida e conscientemente, de uma aventura, disfarçada de ousadia. 

E claro, que para coisas acontecerem, devemos abrir mão de algumas ou ainda permutarmos por outras... Então que assim seja, que eu viva os meus dias de sonho e, consequentemente, eu cresça como pessoa. Enfrente desafios, tenha meus momentos difíceis... Quiçá é isso que eu desejo, momentos difíceis, desejo desafios, porque a vida não é só feita de felicidade. Arrisco-me a dizer que o que vivemos de melhor são momentos felizes e para que esses existam, devem existir também as reflexões e aprovações.

Pois bem, vou vivendo-os e encontro vocês no próximo dia 05 :)



3 comentários :

  1. Anônimo5/7/14

    Adorei o seu texto!

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  2. Boa sorte, Radira! Espero que você tenha feito uma boa viagem! Amei seu post. Me identifiquei bastante.
    Abraços

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  3. Quero fotos! Boa sorte! hahaha

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