terça-feira, outubro 20, 2015

Parece simples, mas não é!

Se tem algo que aprendi nessa vida de au pair é que muitas das suas dúvidas não serão respondidas por nenhum blog ou outra colega de jornada. Muitas das (importantes) coisas que você precisa saber você vai descobrir na cara e na coragem. E por isso que acho que ser "descolada" é característica fundamental pra se sair bem nesse programa. Se você já não é por natureza cara-de-pau, curios@ e bom(a) investigador@, aprenda já!


Assim como tod@ au pair, quando cheguei aqui tudo

parecia super difícil e complicado de entender e resolver. Muitas informações que eu precisava não encontrava em lugar algum, ou não havia quem pudesse me responder. E não é falta de vontade das pessoas em te ajudar, ou de alguém que não quis falar sobre tal assunto em um blog. É simplesmente porque cada caso é um caso, e cada estado é um estado (no caso dos EUA). Aqui MUITA coisa muda de estado pra estado, às vezes de cidade pra cidade! É muito doido! Plus, eu não sei se esta é uma impressão minha, mas em geral nos Estados Unidos processos burocráticos não seguem normas e padrões muito bem, digamos... definidos. E isso foi de certa forma chocante pra mim, porque vim com a idéia de que muita coisa no Brasil não funciona e que tudo é muito complicado. Bom, eu descobri que estava enganada...

Vou dar um exemplo bem comum pra quem deixa de ser au pair e quer continuar nos EUA: A maldita mudança de status (meu calvário daqui a 2 meses...)

Pra quem não sabe do que estou falando: Quando você termina seu programa de au pair e quer permanecer no EUA sem precisar voltar ao Brasil e retirar novo visto você tem a opção de solicitar à imigração uma mudança no seu status migratório. E no nosso caso as opções normalmente são A) Turista (B-2) ou B) estudante (F-1).  Pra isso você precisa preencher formulários, pagar taxas e enviar documentos.



Em teoria há regras bem definidas para o processo. Na prática, nem tanto. Há casos e casos, possibilidades e possibilidades, e na real é uma grande loteria + boa vontade do querido da imigração que vai pegar o seu caso. Isso sem contar nas incongruências com relação a prazos e períodos - você pode solicitar até seis meses de permanência à partir da data do término do seu período legal como au pair. Mas as análises, neste momento por exemplo, estão levando até 9 meses só para começarem a ser feitas. Ou seja, você já ficou 6 meses, já passou deles, e eles ainda vão analisar seu caso e, possivelmente, pedir provas de que você tem condições de ficar os 6 meses em questão (que em tese já estão vencidos). Quer dizer... Uma loucura!

Pra mim isso é kinda of purpose, justamente pra fazer com que muita gente desista, ou colocar geral ilegal... Sei lá! Só acho que é uma bagunça.

Aí vem outras coisas que me deixam de cabelo em pé: taxes (até hoje não entendo direito como funcionam os formulários. São extremamente confusos e nada auto-explicativos), escritórios de Drivers License (eu fui impedida de fazer teste em um escritório porque a lanterna auxiliar do freio estava quebrada, mas em outro, na mesma cidade, não houve problema com isso), escritórios de Social Security (é o inferno na terra. Se você já foi no INSS no Brasil, você sabe do que estou falando...) e por aí vai.

Mas voltando ao que eu comecei lá em cima: Tudo isso, e muito mais, você vai ter que enfrentar quando estiver aqui. Vão aparecer problemas, complicações, situações, que você não vai encontrar como resolver no Google. Vai ter que perguntar muito, ir aos locais, trocar informações com colegas, e descobrir por si mesm@.  No início pode parecer difícil e até impossível resolver algumas coisas. Mas passado um tempo, quando você se acostuma com a língua e seus skills de comunicação melhoram, tudo fica mais fácil. Mas não pode ter vergonha nem medo! Tem que ir na cara e na coragem MESMO.

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