segunda-feira, janeiro 11, 2016

Parte da família

Olá galera, tudo bem por ae? Minha vida "pelo mundo" me surpreende a cada dia, maaas hoje eu resolvi falar sobre um requisito - talvez importante - para ser au pair: ser parte da família.


Antes de qualquer coisa, eu quero deixar bem claro que tudo que direi nesse post, eu terei como base a minha experiência de au pair na Holanda (que vocês podem acompanhar em outros posts de minha autoria aqui no blog), histórias que passarinhos verde me contaram e  o "desejo" de muitas(os) futuras(os) au pairs e host families, SEM generalizar.

Muita gente sonha com a promessa de "ser parte da família", mas na vida real isso não acontece muito, e pasmem: eu não culpo só as famílias. É claro que existe muuuita host family folgada, mas vamos combinar um negócio né minha gente? Existe muuuita au pair folgada e sem noção também.

Eu tive uma relação maravilhosa com a minha host family holandesa, somos uma família até hoje, conversamos, trocamos mensagens, nos preocupamos uns com os outros, rimos e sentimos saudade - mesmo seis meses depois do meu intercâmbio ter acabado. Sempre digo que nossa "experiência" deu tão certo, porque ambos os lados estavam abertos para tal. Eu estava disposta a ser parte de uma família holandesa e eles de coração e braços abertos para receberem uma "filha".

A verdade é que muita gente só olha seu lado. Ser parte da família, queridos, não é só ganhar presente no natal, ser levado junto naquela super viagem de férias, ganhar passe livre para usar o carro, etc, bem como também não é ser escrava(o) dos fofos, tudo tem limites, mas ajudar a arrumar a cozinha depois do jantar - quando isso não é sua obrigação - por exemplo, é ser parte da família, afinal você não ajuda na sua casa no Brasil?

Eu fiz muito pela minha host family, depois de alguns meses lá descobri que a host estava grávida e eu entrei na dança, mesmo não curtindo babies. Eu assistia filmes com minha host, dançava com meu host, cozinhávamos e jantávamos juntos sempre, fazíamos passeios juntos, íamos a sorveteria, ver o host jogar, passear com as crianças, eu ajudava a limpar e a cuidar das kids, tudo isso mesmo quando eu estava off porque no fundo éramos uma família de verdade, claro que no meu tempo off isso não era uma obrigação, mas eu fazia mesmo assim. Eu ganhei muitas coisas "em troca", não só presentes e coisas materias, mas amor, carinho, respeito, admiração, amizade, ensinamentos e o melhor de tudo: uma família do outro lado do oceano e isso não há nada no mundo que pague.

Então, meus queridos, o que eu digo a vocês é: estejam preparados para ser au pair, vão de coração e mente aberta e analisem beeeeem a família, o que eles exigem, oferecem e o que você quer e se dispõe a fazer. Eu entendo que algumas pessoas não querem "ser parte da família", mas eu digo, levando em conta a minha experiência, que vale muuuuito a pena!

É isso ae galera, feliz 2016 a todos! Nos encontramos por aqui, todo dia 11, beijinhos.


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6 comentários:

  1. Essa é uma parte realmente importante do intercâmbio e dá todo um plus à experiência! Minha experiência terminou há alguns meses e fico feliz por ter conseguido uma família alemã. É impagável continuar recebendo mensagens da Gastfamilie e saber que, assim como foram especiais para nós, também fomos especiais para eles. :)

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    1. Exatamente Aline! Não tem preço.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Acho incrível essa ideia de fazer parte da família, é uma troca, um fluxo de informações constante. Eu pretendo ser male au pair agora no meio do ano, ainda não achei uma família, mas espero conseguir uma família no estilo de me aceitar como membro temporário. #lucky

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    1. Que legal que voce pensa assim! Boa sorte.

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  4. Acho incrível essa ideia de fazer parte da família, é uma troca, um fluxo de informações constante. Eu pretendo ser male au pair agora no meio do ano, ainda não achei uma família, mas espero conseguir uma família no estilo de me aceitar como membro temporário. #lucky

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