quarta-feira, maio 25, 2016

Enquanto Au Pair eu nem dirigi...






Mas eu fiquei quase louca pra conseguir renovar a minha carteira de motorista antes do prazo, para eu poder fazer a carteira internacional para poder levar lá prazoropa! A renovação pode ser feita antecedendo até 90 dias da data de vencimento. Eu viajaria em abril, minha CNH venceria em julho e eu queria renovar em fevereiro, pra dar tempo de fazer a internacional. Entendeu a maluquice? A família não me pediu que eu tivesse a permissão para dirigir lá, e nem me disseram que eu teria que levar/buscar as crianças de carro. Aliás, eu nem dirigi enquanto fui AuPair. Quando eu tinha que buscar/levar o menino menor em/a algum lugar eu o fazia de bi-ci-cle-ta! E quando eu viajava eu ia de trem.

Eu sabia pedalar, mas não sabia andar de bicicleta. Irônico, não?
Na primeira vez que saí de bicicleta com as crianças, fomos até a casa de um amigo delas, em uma cidade vizinha, a 2km de distância de onde morávamos. Eu consegui cair, por pura barberagem, e só vi o quanto tinha me machucado quando chegamos na casa do amigo das crianças. Resultado: a mãe postiça veio de carro me buscar e fomos ao hospital, e era o meu primeiro-dia-na-Alemanha! Mais sorte impossível não?! Eu andava com um mini-dicionário no bolso, então a cena para eu explicar o que houve era a mãe postiça do meu lado esperando enquanto eu procurava a palavra que eu queria no dicionário. Hoje eu rio, mas foi um dos dias mais desesperadores lá. Dois dias depois meu braço estava engessado \o/

Fiquei quase 20 dias com gesso no braço e eu não podia fazer quase nada na casa! Eu era quase visita..rsrs E nesse tempo eu fui procurar um salão de beleza, pois eu não conseguia pentear meu cabelo sozinha. Meu cabelo é cacheado e, na época, era bem comprido, o que fazia do momento de penteá-lo ser uma guerra! Minha mãe postiça disse que ela poderia me ajudar a pentear o cabelo, mas ela nunca tinha tempo!! Então fui me resolver sozinha. Achei o salão de beleza e vi os preços todos na tabela, mas não gostei de nenhum. Êta serviço caro, hein? E nem era cidade grande! Enfim, estudei todo o vocabulário que eu usaria no diálogo com as atendentes e fui ver o que conseguia. A cena foi hilária!! Gastei uns cinco minutos tentando explicar o que eu queria que elas fizessem: só lavar e pentear! A cabeleireira deve ter ficado com pena de mim e cobrou apenas 10€.

Nesse tempo estava frio e eu resolvi comprar um casaco mais quentinho para me aquecer. Vocês já tentaram provar roupas com um braço engessado?? É IMPOSSÍVEL! E nesse tempo também eu comecei meu curso de alemão, e as primeiras páginas do meu caderno foram escritas com a mão esquerda, logo: não entendo nada do que anotei. rsrs Tudo isso por causa de uma bicicleta, vejam só! Não foi a única vez que eu caí, mas foi a mais desastrosa.

Bom, meu meio de transporte na cidade onde eu morava eram meus pés ou a bicicleta. O carro era a mãe e o pai das crianças que dirigiam. Eu levava o pequeno na casa de amigos, e íamos de bicicleta; se fôssemos ao parque, íamos de bicicleta e assim sobrevivemos. Aprendi a usar as marchas, a tal da buzina e a fazer sinais com os braços para os carros saberem o que eu iria fazer, e olha só: funciona! Os carros passavam no mínimo um metro longe de mim e a preferência era sempre sempresempre minha. Ah eu achava fantástico!

No entanto, a cidade era pequena e sem muitos congestionamentos no trânsito.

Entre cidades a viagem era de trem, a não ser quando eu ia com a família. Fomos duas vezes almoçar em uma cidade vizinha, a 30min de carro, e outras vezes na casa da avó das crianças, a uma hora de carro. Quando eu visitava outras cidades tinha o metrô ou bondes ou ônibus ou a cidade era tão grande que podia ser percorrida com os pés, sem a necessidade de rodas. 
 
Quando alguma criança tinha alguma atividade mais longe, que não desse para ir de bicicleta, ou quando as compras no mercado eram maiores, era a mãe quem fazia de carro.

No fim, nem usei a carteira de motorista internacional que fiz...

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