Fatos que eu soube depois que voltei



“Teu pais quis ir te buscar”, minha mãe me disse numa conversa.
Olhei surpresa pra ela: “Oi? Como?”
Logo ao chegar na casa da minha família postiça, tirei fotos do lugar e mandei pra eles, para verem que eu estava na civilização e que tudo estava bem. Porém minha casa ficava no final da rua, e atrás da casa tinha um lago e atrás do lago tinham árvores que aparentavam ser uma floresta. E a esperta aqui mandou fotos que mostravam apenas UMA CASA – a minha – e mato, nadinha a mais. E meus pais se apavoraram com isso! Minha mãe me contou que eles chamaram então a antiga Au Pair da família para conversar com eles; ela conseguiu acalmá-los, depois eu mandei fotos de outro ângulo da rua, com mais casas, e eles se acalmaram. Mas ela me disse com essas palavras “Teu pai tava quase indo te buscar!”

Eventualmente meu pai não aparecia no Skype para conversar comigo. Vou contar para vocês que eu conversava com eles quase todos os dias por Skype. Se não ia dar para conversar naquele dia eu mandava um e-mail à tarde avisando – na época ainda não tinha whatsapp. E quando eu viajava era só por e-mail e facebook, quando a internet de algum lugar deixava. E quando alguém da família não aparecia no Skype para falar comigo eu achava meio estranho, mas deixava quieto; vai ver estava ocupado naquela hora, ou algo assim. Depois descobri que era por causa da saudade e que não era pra eu ficar triste de saudade também.

Antes de ir, instalei Skype no computador da vó e ensinei-a a mexer nele, e também no facebook para que ela pudesse me acompanhar. Vejam que orgulho!! Já deixei configurado para que o Skype abrisse quando o computador fosse iniciado. Depois fiquei sabendo que quando eu ligava para a vó e ela demorava para atender era porque o vô ouvia o chamado e ia chama-la para atender (Vô não enxergava, então não conseguia mexer no computador), e que ele ia rápido e desesperado dizendo “A Mel tá chamando! A Mel tá chamando!” E então ela vinha me atender.

Uma das amigas que sempre viajava comigo pela Europa, que era Au Pair numa cidade vizinha a minha, achou que eu ia voltar antes do programado. Descobri isso quando nos encontramos aqui no Brasil, na formatura de outra amiga nossa. E ela disse que parecia que eu sofria demais com a distância e a saudade e por isso ela pensou que eu fosse desistir e voltar para casa. Realmente foi bem difícil no começo, mas eu não pensei em voltar não.

Minhas amigas da faculdade não se encontraram tanto como quando eu estava junto. 
Temos um grupo de amigas da faculdade que se encontra regularmente quando dá certo. Geralmente eu que tomo a iniciativa de chamá-las para os encontros e geralmente é na casa de alguém, não necessariamente na minha. Então no nosso primeiro encontro depois que eu volto do meu ano como Au Pair elas me dizem que não se encontraram tanto porque ninguém se empolgava em organizar, ou algo assim. Ao mesmo que fiquei feliz, por eu ter feito falta de certa forma, fiquei triste, por elas não se organizarem para se encontrar.

Não tinha mais molho de cebola no almoço de domingo.
Domingo é regra que o almoço é na casa da vó. E também é regra que teremos farofa com croutons feita pela tia e o molho de cebola feito pela vó. Sou louca por cebola, adoro de qualquer jeito e insisto no molho de cebola para a salada. Meu tio também gosta, a mãe também, a prima e a irmã; mas descobri que como eu não estava nos domingos para o almoço a vó não fazia o molho! Quando eu voltei o molho também voltou! haha

Achei curioso que me contassem esses fatos.

Bom resto de março e até abril!
Fiquem bem!


Comentários

  1. kkkkk , o molho voltou tbm!
    Adoro saber dessas histórias de au pair, um dia quero ser uma.

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