quarta-feira, abril 05, 2017

Olá pessoal, como vocês estão?

Meu nome é Júlia, fui au pair em 2009 e hoje sou psicóloga e trabalho com orientações online para pensa em ganhar a vida fora do país. Hoje estou de volta para compartilhar com vocês a saga do meu intercâmbio. Esse post é continuação dos dois últimos posts que fiz, em fevereiro e março. Em fevereiro, contei 5 conselhos que eu gostaria de ter ouvido antes de decidir pelo au pair, mês passado conte COMO e PORQUE esses conselhos teriam me ajudado no match e hoje vou contar como eles teriam me ajudado no meu REMATCH!

No final do primeiro mês de intercâmbio optei por pedir rematch. Dizem que você só conhece verdadeiramente uma pessoa depois de viajar ou morar com ela, né? Sim, é verdade! Alguns traços de personalidade realmente só conhecemos com um convívio mais próximo, mas algumas características que, ao meu ver, são essenciais para ter compatibilidade dá para saber antes disso, principalmente se VOCÊ SE CONHECE BEM!


Acabei indo para a casa da LCC, pois achei que lá teria mais liberdade para conversar com outras famílias. Aquela LCC foi um anjo que apareceu na minha vida. Eu estava disposta a ir embora, neguei várias famílias excelentes, tomei essa decisão em um momento de mágoa, raiva (por não ter dado certo) e MUITA homesick. Aqui abro um parênteses para outra dica: não tomem GRANDES decisões em momentos como esse, pois o sentimento fala por nós, não refletimos e na maioria das vezes, nos prejudicamos. A LCC era professora de inglês e me ajudou bastante com o meu poor english, logo que chegamos ela me levou ao mercado e me mandou pegar tudo o que eu quisesse. 
Conversamos bastante e eu decidi tentar mais uma vez, e foi aí que apareceu a minha 2ª família! Lembro direitinho da LCC falando: tenho uma família para você, mas por favor, não se assuste! São 5 crianças, mas você só cuidará de 2 delas.


A família tinha 5 crianças, de 11, 6, 4 e gêmeos de 1 ano. Os gêmeos tinham uma nanny só para eles e a mais velha ficava na escola até as 17:00, horário que eu parava de trabalhar. Como eles moravam perto, tive a chance de conhece-los pessoalmente, e aí, mais uma vez, a FALTA DE INFORMAÇÃO falou mais alto. Fui cheia de expectativas, achando que seria apenas uma entrevista com os pais, conhecer as kids e imaginem só a minha surpresa ao chegar lá e saber que nem a host e nem o hosto estavam e que já era “mão na massa” mesmo! Aquele foi o meu primeiro dia cuidando das meninas! 

Muita coisa aconteceu, eu estava fragilizada com o rematch, com medo, mas gostei deles (da host e da bebê, principalmente). Cheia de insegurança e com os meus dois pés atrás resolvi aceitar!
Na mesma semana em que me mudei para lá, a nanny dos gêmeos não foi mais. Eu poderia ter conversado com ela e coletado mais informações? DEVERIA, mas por alguma razão não o fiz, e lá estava eu, cuidando de 5 crianças sozinha! Já fui embora da 1ª casa doente, com uma gripe e tosse insistente, e ali piorou! As crianças eram boazinhas, os pais eram mais firmes e a host cozinhava muito bem, mas cuidar de 5 crianças, entre elas gêmeos de 1 ano foi muito desgastante. Se eu já estava com dificuldade de cuidar de 3, imagine 5?  Acabei optando mais uma vez por rematch. 
Lembro que fiquei muito mal, chorei muito, mas foi a coisa certa a se fazer.

Para escolher minha última família foi diferente. Pensei muito, pedi opiniões, conversei com a ex au pair, perguntei tudo o que tinha direito, pesquisei sobre a região e é claro que eles (3ª hostfamily) merecem um post só deles, mas este ficará para o próximo mês, MAIO já, minha gente!!


Espero que estes posts, bem “vida real” esteja ajudando vocês, e qualquer dúvida deixem nos comentários! Vou adorar responder cada uma delas!

Até o próximo mês!!

Abraços,


Júlia B. Benedini – Psicóloga (CRP:08/14965)

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