quarta-feira, janeiro 24, 2018

Não entendi

“Mas eu era tão segura nas minhas aulas de inglês no Brasil. Que língua é essa que eles falam aqui?” - Esse é um pensamento que passa pela cabeça de quase toda au pair, pelo menos, durante os três primeiros meses de intercâmbio.

E eu não vou omitir os fatos: às vezes é desesperador. Eles falam uma frase gigantesca e no fim você se pergunta “Como é que eu respondo?”

As paredes do meu quarto eram testemunhas do quanto eu chorava de nervoso no começo. Algo do tipo: não-vou-dar-conta, nunca-vou-conseguir-responder-a-altura e etc.

A real é que eles falam rápido mesmo. Eles usam expressões mesmo. Eles abreviam mesmo. Assim como nós, brasileiros.



Uma vez liguei para o meu amigo-irmão-professor de inglês me queixando e questionando a minha decisão de ter ido para os EUA. Ele, muito calmo e sábio, me disse: Respira. É um processo. Primeiro você está treinando o seu listening. Para, então, você praticar e se sentir mais a vontade com o seu speaking.

BINGO! Ele estava certo!

Com o passar do tempo, as coisas foram se ajeitando na minha mente. Ah, perder o medo de errar foi essencial! 

Eu tinha consciência de que a minha resposta sairia da minha boca gramaticalmente errada. Mas eu também sabia que eles entenderiam e, a partir daí, me corrigiriam e eu aprenderia.

Dito e feito!

Dois anos de programa e o quê eu posso dizer é: tenha paciência. Inclusive com você mesma! Um passo de cada vez.

A gente começa traduzindo tudo (mentalmente) para o português e, de repente, sem nem perceber, já está respondendo sem pensar. Ou seja, já está pensando em inglês.

Não entendeu? Pergunta. Continua não entendendo? Pergunta de novo. Ainda assim não entendeu? Insista. Não aceite “Never mind” e “I get it” como answer.

Afinal, o programa consiste em (cuidar de criança) aprender inglês! 🙂

Beijos e até o próximo post, Brasil!

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