sábado, julho 17, 2010

Da Homesick e outras chateações... por Srta Daniela

Homesick a tradução seria: saudades do lar ou da pátria. E isso você só não vai ter se tiver um coração de gelo e não tiver deixado ninguém que você ama pra trás.
Eu morria de medo de ter homesick, ser ou não au pair sempre foi uma experiência que dependia mais se eu ia me sentir segura de deixar minha mãe sem mim (ela teve cancêr a um ano atrás), mas graças a Deus eu descobri que nos momentos difíceis eu me supero.
Eu estou na minha terceira semana aqui nos EUA, das meninas que fizeram treinamento comigo muitas foram embora porque essa aqui não é a vida que elas querem ter ou porque não aguentaram ficar longe de tudo que deixaram no Brasil.
Mas eu vim com um objetivo, e foi muito difícil cada passo do processo, e quando eu olho para trás e vejo todo o esforço para fazer o application, as aulas particulares de inglês pagas de forma suada (e não estou falando de favores sexuais hahahaha to falando de money que é gudi e nois num have), o processo de entrevista com famílias que deixa a gente em pânico cada vez que o telefone toca e faz nossos F5 do computador ficarem gastos, tudo o que você tem que comprar depois do match e a dedicação para escolher presentes que vão agradar a família, o visto que me tirou o sono muitas noites, as despedidas algumas muito dolorosas, o voôs intermináveis, o treinamento que é uma tortura, chegar numa cidade nova onde eu não conheço nada e nem ninguém, simplesmente eu me recuso voltar pro Brasil, eu não vou fugir, porque imagino que as pessoas que voltam (e não estou falando de quem entrou em rematch e voltou porque não conseguiu família, esotu falando de quem simplesmente desiste e vai pra casa), nos primeiros tempos, vai conseguir explicar para si e para os outros que voltou, que fugiu porque era a única coisa a fazer.Com o passar do tempo, as tais emoções vão se esmaecendo, ficando mais e mais pálidas e um dia vai sobrar apenas um gosto ruim de fracasso na boca por ter a consciência de que desistiu e de que não foi capaz de enfrentar. É sempre assim na vida: uns poucos vencem as dificuldades e a maioria "explica" a derrota. Essa visão de fracasso eu recebi num email e achei muito real com o que realmente pode acontecer com pessoas que voltam...
Enfim o que eu tenho feito é, eu não fico tempo demais na internet e no telefone em contato com o Brasil, porque se eu fico um pouco mais que o necessário já fico nostálgica querendo estar em casa, querendo estar na festa que eu perdi, ou no churrasco, ou etc.
Eu escolhi minha host family a dedo, avaliei cada ponto das regras deles e do que eles ofereciam, sendo totalmente eu mesma na entrevista sem tentar agradar, e pra minha sorte eles também foram eles mesmos e eu não tive surpresas desagradáveis. Eles são muito bacanas comigo.
No treinamento eu não fiquei andando só com brasileira, eu fiquei andando com as meninas que iam morar perto de mim, uma ou outra que eu me identifiquei que não ia morar perto de mim também, mas a maioria eram meninas que iam morar perto de mim, resultado eu tenho com quem sair e pra quem ligar desde a minha primeira semana, inclusive ontem saí com uma delas, que já fez amizade com outras au pairs do cluster dela, ou seja por sua vez também já conheci mais gente, já troquei mais telefone, e assim meu telefone sempre toca, e eu sempre tenho o que fazer e quando você tem como sair e ter momentos bons aqui, é muito mais fácil enfrentar tudo que você vai sentir de saudade e nostalgia do Brasil, porque você vai ter pessoas pra te apoiar e pra te fazer rir e ter momentos bons aqui, que nem sempre vão superar os momentos bons do Brasil, mas viver com o corpo no lugar e a cabeça em outro é causa número um de homesickness.
Quanto as meninas que tem namorado, essas pelo que eu vejo são as que mais sofrem, é uma gangorra, porque além de você se virar com sua própria insegurança e saudade você tem que lidar com a insegurança e saudade do outro, eu nem posso opiniar sobre isso porque eu não vim namorando, prometi casar com vários quando eu voltasse mas eu estava solteira a um ano e meio e hoje eu agradeço meu estado civil porque OH MY GOD como tem homem bom nesse país. É isso meninas as fotos de hoje são com algumas amigas que eu conheci no treinamento, espero que esse post dê um novo ponto de vista de como enfrentar a temida homesick.
Ahh as outras chateações eu ia falar basicamente sobre eu não conhecer a cidade e ter passado uns sufocos horríveis indo parar em outras cidades às 3 da manhã de tão perdida que eu estava, mas sejamos práticas eu vou comprar um GPS e chega de mi mi mi...

Se você quiser seguir a minha saga particular confira no meu blog http://srtadanidaquiparaomundo.blogspot.com ou siga-me no twitter: http://www.twitter.com/SrtaDani

4 comentários:

  1. Oi Dani...Simplesmente amei seu post e suas fotenhasss!!!!!
    Não quero ser uma fracassada...E é bem oque vc disse mesmo: depois de passar por tudo pra estar nos States, desistir não é uma opção!
    Vamos erguer a cabeça e aguentar até o fim...rs
    Um beijão pra ti..see you!!

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  2. Oiiii Dani!

    Caramba, adorei as fotos!
    E gostei da dica de andar com as garotas que vão morar perto, assim vc já vai pegando mais vivência!E companhia pra sair! Ueba! haha

    Beeijo
    E boa sorte sempre!

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  3. Oi Dani,
    Só tenho uma coisa a dizer: obrigada, o meu medo é hoje é o mesmo que você tinha/tem, como partir e deixar minha mãe aqui depois de tudo, mas seu post me deu força para continuar na luta...

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  4. Post maravilhosooooooo...amei!

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