Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

02 agosto 2021

Minha rotina como Au Pair

Que a vida de Au Pair nos proporciona momentos incríveis, como viagens sensacionais e estudar numa universidade americana, ninguém discorda! Mas por trás desses momentos tem uma rotina trabalhosa (e por vezes até desafiadora!) cuidando das suas host kids! Neste mês comemoro 1 ano como ex-Au Pair! Participei do programa de Julho de 2018 até Julho de 2020. Do fim do meu intercâmbio pra cá muita coisa mudou, e volta e meia relembro de coisas da minha rotina de Au Pair e me pego comparando com a minha rotina atual. Acabei lembrando que antes de eu ser Au Pair, eu vivia pesquisando muita coisa sobre como era a vida, a rotina, as alegrias e tristezas de um Au Pair e ficava sonhando em como seria quando chegasse minha vez! Isso também acabou me ajudando a decidir se eu realmente queria ser uma Au Pair ou não. Eu lia muitos blogs de futuras, atuais e ex-Au Pairs daquela época e um deles era o famoso "O Blog das 30 Au Pairs", blog do qual hoje eu sou uma das autoras, e por isso decidi reviver a minha ex-rotina de Au Pair e contar aqui como eram a maioria dos meus dias cuidando de 3 kids. Assim fica registrado a minha contribuição à todos os futuros Au Pairs que tem curiosidade em saber como funciona o intercâmbio no dia a dia, para os que querem decidir se a vida de Au Pair é pra eles ou não, ou então para os que querem apenas sonhar com essa vida louca de Au Pair!

Brincando com a minha kid mais nova. 

Antes de começar, meu schedule do 2o ano de Au Pair era de manhã das 7:30 às 9:30 e à tarde das 2:30 - 7:00 (às vezes mais terminava mais cedo 6:30 ou mais tarde 7:30 dependia do dia) de segunda à sexta. A host mom trabalhava 2-3 vezes por semana em NYC e ía de trem (que levava mais ou menos 1 hora) e nesses dias ela ficava fora o dia todo, quando ela estava em casa as vezes ela estava trabalhando de casa mesmo mas na maior parte do tempo ela fazia mercado e etc., mas as vezes ela mesma buscava as kids na escola e eu ficava esperando em casa. O host dad trabalhava de casa mesmo, tinha um escritório na casa e as kids sabiam que não podia atrapalhar ele. As vezes ele saia e vinha dar oi para as crianças mas na maior parte do tempo nem parecia que ele estava na casa. Uma vez por semana a avó materna, que morava perto, vinha visitá-los e dormia na casa, então ela ajudava levando uma das kids pras atividades extras ou buscando na escola, já que ela tinha seu próprio carro. Eu geralmente trabalhava no sábado a noite (tirando meu fim de semana off).

7:00 - 7:30: Hora em que eu geralmente acordava e me arrumava para começar a trabalhar às 7:30am

7:30 - 8:00: Subia para a cozinha e os dois kids mais velhos (14 e 12 y.o.) já estavam prontos pra ir para a escola então eu só verificava se faltava arrumar algo para eles e já íamos pro carro pra eu levá-los pra escola. Eles acordavam sozinhos com o próprio despertador, se arrumavam e tomavam café da manhã, os pais também acordavam cedo e auxiliavam eles se precisasse. Eles estudavam em uma Elementary School e ficavam na escola das 7:50am às 2:30pm. Eu também levava a host mom de carona e a deixava na estação de trem que ficava bem na frente da escola e ela ía pro trabalho dela. 

8:00 - 9:00: Voltava para casa e acordava a menina mais nova (6 y.o). Arrumava ela pra ir pra escola (trocava de roupa, arrumava o cabelo etc.), dava o café da manhã (que ela geralmente comia assistindo desenho na tv), arrumava a lancheira dela e a mochila da escola, ajudava ela a escovar os dentes. Nessa hora eu também tomava meu próprio café da manhã já que eu tinha tempo, esvaziava a dishwasher (máquina de lavar louças) e arrumava a cama das 3 crianças. 

9:00- Levava a kid mais nova no ponto de ônibus pra ela pegar o ônibus da escola (às vezes eu levava ela de carro). Ela geralmente voltava da escola mais ou menos 4:15 que era o horário que o ônibus chegava na nossa rua. 

Foto da famosa dish washer pra mostrar que tem sim 
muita coisa pra fazer.

9:10 - 2:30: Meu tempo off que eu usava ou para ir para a aula de inglês no community college (de 2 a 3 vezes por semana) ou pra ir pra academia.  Eu também almoçava e se precisasse ir ao mercado ou em alguma loja eu aproveitava esse tempo pra ir. Nesse horário eu também arrumava meu quarto, fazia minha própria laundry e planejava minhas viagens e etc.

2:30 - 4:15: Buscava as kids mais velhas na escola e ou trazia para casa ou levava 1 deles (ou os 2 à depender do dia) pra alguma atividade extra que eles faziam na parte da tarde (baseball, dança, aula particular de matemática, tênnis, etc...). Cada dia era uma criança que tinha atividade extra, tinha dias que coincidia que 2 ou as 3 tinham atividades e por isso era bom quando a avó vinha ajudar, assim não ficava corrido e todos chegavam a tempo. Após dirigir as kids eu voltava pra casa e duas vezes por semana eu fazia a laundry das crianças. Na segunda eu botava pra lavar as roupas de cama deles (que a diarista trocava da cama) e na sexta eu lavava as roupas deles mesmo. Era super fácil, só jogava na máquina de lavar e quando estivesse pronto colocava na de dryer (secadora de roupas). Depois eu dobrava e guardava nos armários. Esse processo levava a tarde toda porque as máquinas levavam cerca de 1 hora pra lavar e depois 1 hora pra secar e às vezes precisava separar brancas de coloridas, e por isso fazia duas rodadas. 

4:15: A kid mais nova chegava no ponto de ônibus, eu ía buscar ela na esquina e caminhávamos pra casa. Daí ela comia um lanche e assistia tv e depois íamos brincar até a hora do banho e jantar. Se ela tivesse alguma atividade extra (fazia dança, ginástica e teatro) eu buscava ela de carro no ponto de ônibus e íamos direto, eu dava o lanchinho dela no carro mesmo. Tinha atividades que eu esperava lá até terminar e tinha atividades que eu voltava pra casa e depois voltava pra buscar ela. As vezes após deixá-la eu ía buscar  um dos outros irmãos em outra atividade (me sentia uma motorista de Uber hahaha)

5:30: Hora do banho da kid mais nova. Dava trabalho levar ela pro banho porque ela nunca queria ir, mas também, depois que entrava não queria sair. Como ela tinha 6 anos, eu comecei a ensinar ela à se lavar sozinha e ía apenas ajudando ela. Mas no começo eu precisava lavar ela eu mesma. Ela amava brincar na água e eu sempre deixava ela brincar por uns 10 minutos antes de se lavar. Depois disso eu já colocava o pijama nela.

6:00: Fazia o jantar. Geralmente eu fazia jantar pra todos da casa já que geralmente de segunda à sexta todos jantavam juntos. Era bem simples, macarrão, chicken nuggets (pras kids), ravioli (que a hosta comprava congelado) com molho de tomate, arroz, carne moída na frigideira (que eles chamavam de "tacos" não sei porque), fazia também salada pra mim e pra host mom (ela geralmente só comia salada mesmo - e era sempre a mesma) e às vezes fazia brócolis no forno. Eu não me importava em cozinhar, já que gosto de cozinhar e eu sempre jantava na casa. Eu só achava que a hosta deixava muito pouca comida pra eu fazer (sempre jantava e ficava com fome, mas fazer o que né?!). As kids quase sempre só comiam macarrão (a famosa pasta). 

Foto com os carros porque dirigir foi a minha maior obrigação de Au Pair
 (e aparentemente da minha kid também hahaha!)

6:30 - Jantar. Os pais geralmente já estavam em casa (as vezes eu precisava ir buscar a host mom na estação de trem e as vezes o host dad que ía buscar ela) e por isso depois que eu jantava eu já estava off. Nas sextas feiras os hosts costumavam pedir comida de algum restaurante (comida asiática, ou hamburger etc...) e eles sempre pediam se eu queria também e não se importavam eu pedir pra mim. 

Depois que eu ficava off ou eu ía pra academia (se eu não tivesse ido de manhã), ou eu tomava banho e ía pro meu quarto ver alguma série, ligar pra minha mãe etc. Às vezes tinha meeting com a LCC por volta das 8:00 então eu me arrumava e ía (as vezes dava até carona pra alguma outra Au Pair).  As vezes nas sextas eu saía com alguma amiga pra jantar fora (geralmente Burger King haha).

Rotina de sábados à noite quando os host parents íam jantar fora ou pra alguma casamento etc:  Dava banho na kid mais nova, fazia o jantar, mas geralmente os hosts pediam pizza e eu comia junto com as kids, depois brincava com ela ou víamos algum filme até a hora de ir dormir depois eu colocava ela na cama e ficava vendo alguma série ou fazendo minhas unhas até umas 11:30 ou meia noite quando os pais chegavam. Os dois kids mais velhos sempre ficavam ou jogando video game ou vendo Netflix/Youtube no quarto deles ou no basement. Às vezes algum amiguinho deles vinha dormir em casa, mas geralmente não me dava nenhum trabalho extra pois eles já eram grandinhos. Pra eles eu só falava que estava na hora de ir dormir e eles mesmo colocavam o pijama e deitavam, eu só checava se eles estavam prontos e pagava a luz do quarto pra eles hahaha. 

E esse era minha rotina na maioria dos dias. Espero que tenha dado uma luz sobre como é a vida de Au Pair na prática pra vocês.

Beijinhos! 

Share:

13 julho 2021

Casamento em Las Vegas

 Sim! É isso mesmo que você leu. Não! Não fui eu quem casei! HAHAHA
 Quero dedicar o meu post desse mês ao casamento de duas amigas lindas que ocorreu no final de semana de 4th of July e eu tive o privilégio, não só de participar, mas também de ser uma das madrinhas de honra.

Paula e Thalita são brasileiras: interior de São Paulo e Curitiba, respectivamente, e ambas embarcaram nessa aventura do programa de Au Pair há alguns anos. Pasmem: se conheceram pela internet e o match foi perfeito! Não vim contar a história delas aqui, mas compartilhar a experiência de fazer parte de um casamento em Las Vegas.

As noivas organizaram tudo e partimos em dois carros saindo da California para Nevada. Dividimos quartos em um hotel bem próximo à Fremont Street e nos arrumamos lá mesmo: nos vestimos, maquiamos (obrigada Yuke pelo seu talento) e dirigimos em dois carros até uma capela chamada "The Little Vegas Chapel" onde a cerimônia aconteceu. No estilo da cidade, claro que ninguém menos que um sósia do Elvis Presley realizou o casamento, com a participação especial da Melancia (a dog mais fofa do mundo), com a entrada triunfal das alianças.



Após a cerimônia, celebramos o casamento com o aluguel de uma "Limo tour" onde pudemos dançar, beber e comemorar a união delas. O plano era seguirmos para uma balada, mas acabamos mudando a rota e voltamos para o hotel. O dia seguinte foi dia de piscina, tour pela tão famosa Strip (rua com os casinos e diferentes atrações), jantar com as noivas e todas as madrinhas e parte do grupo finalizou o dia com um tour noturno de helicóptero pelas principais ruas da cidade (uma das experiências que eu mais recomendo).

Las Vegas é bem aquilo que vemos nos filmes mesmo. Festas a noite toda, bebedeira, MUITO movimentada, as pessoas completamente arrumadas, shows, atrações para todos os lados e também muita gente doida. HAHAH Sim! Tivemos vários perrengues desde o momento que chegamos até o último minuto antes de deixarmos a cidade de volta para a Califórnia. Estamos em pleno verão, então imaginem o calor que estava... Não teve água (nem cerveja) que refrescasse... Tivemos até uma sandália que derreteu com o calor do asfalto.

Sabe aquele ditado de que O QUE ACONTECE EM VEGAS, FICA EM VEGAS?! É esse o meu recado pra vocês hoje! HAHAHA Então, se você curte uma festa, balada e vida agitada, Vegas é o lugar. E mesmo se você não tiver um casamento pra ir, vale a pena. viagem e quem sabe uma celebração do seu próximo aniversário?! 

De resto, desejo muitos e muitos anos de felicidade para essas duas coisinhas lindas que são Paula e Thalita e que possamos comemorar essa união pra sempre, onde quer que elas - ou eu - estejamos. I love you both!

ps: peguei o buquê e já prevejo um casamento muito em breve! Alôôôôô alôôôôôô HAHAHAHA

Um beijo e um xêru no cangote. Vejo vocês no mês que vem! 
Share:

02 julho 2021

O Famoso 4 de Julho

Um dos feriados mais importantes e mais legais dos EUA é o famoso 4 de julho! Esse e o Thanksgiving foram os meus preferidos durante meu ano de Au Pair nos EUA. Se você faz ou vai fazer seu intercâmbio nos EUA confira algumas curiosidades e dicas pra aproveitar o Fourth of July durante o seu ano! 

O que é o tal "4 de julho?"

Também conhecido como July 4th ou Independence Day, o Fourth of July nada mais é do que o dia da independência americana! Bem parecido com o nosso 7 de setembro. Assim como o Brasil já foi colônia de Portugal, os EUA já foi colônia Britânica, e a independência do país se deu no dia 4 de julho de 1776, quando a declaração da independência da foi escrita. Ela teve alguns autores, dentre eles o famoso Thomas Jefferson, que posteriormente foi presidente dos EUA. A data só virou feriado nacional em 1941. 

Como é comemorado?

Os americanos costumam se reunir para ver o show de fogos de artifício que acontece geralmente após o pôr do sol. Bem parecido com o que fazemos na virada do ano, porém não é tão comum nos EUA se ter fogos para a virada, já que em 31 dezembro é inverno no hemisfério norte e o clima não é tão propício! Já no dia 4 de julho, começo do verão no hemisfério norte o clima geralmente é de calor! E ainda com o horário de verão o sol se põe mais tarde facilitando pra que todos queiram ficar fora de casa até mais tarde pra ver os fogos! Só a titulo de curiosidade, a declaração da independência americana foi assinada na cidade da Filadélfia, no estado da Pensilvânia, e a tradição de soltar fogos de artifício no 4 de julho se iniciou em 1777 também na Philadelphia, um ano após a sua assinatura, e continua até hoje! 

Como posso aproveitar esse feriado sendo Au Pair?

Primeiro de tudo, verifique com a sua host family se você estará off*. Se estiver peça se eles irão fazer algo legal que poderia te incluir, assim quem sabe junto com eles você poderia experienciar a comemoração de uma forma típica americana. Mas se eles não te incluirem, ou não forem fazer nada, recomendo juntar os amigos e procurar onde ir assistir os fogos. Os americanos sendo tão patriotas, fizeram o feriado se tornar tão popular que geralmente até a menor das cidades tem a sua própria comemoração. Jogue no Google o nome da sua cidade com "4th of July" e o ano atual, ou melhor ainda pergunte pra outros Au Pairs e até pra sua LCC. Vale a pena ir! Não digo isso  pelos fogos, mas sim pela experiência, afinal estamos muito acostumados com os shows de fogos maravilhosos no nosso Réveillon no Brasil! 

No meu primeiro ano de Au Pair a LCC do grupo de uma amiga minha, foi até um parque numa cidade próxima à que eu morava para ver os fogos e chamou todos os Au Pairs do grupo dela. Quase como um meeting extra. Ela era super querida, levou snacks, toalha de picnic, e até mini bandeirinhas dos EUA para todos! O evento foi num parque enorme à céu aberto, à beira de um lago. Além dos fogos, um parque de diversão e barraquinhas de comida se instalaram lá! Foi bem divertido, chegamos antes do sol se pôr e caminhamos até achar a LCC no gramado, as pessoas geralmente levam toalhas ou cadeiras e ficam sentadas lá, na grama mesmo. Ficamos conversando, ouvindo música, comendo snacks até o sol finalmente se pôr e assistirmos aos fogos! Foi uma experiência bem legal e bem americana!


Muitos americanos fazem barbecue nesse dia! Quem sabe sua host family faz um e você tem a chance de experienciar como é um churrasco americano. Ah, e se você decidir não ver os fogos, ou se não tiver na sua região, quem sabe você mesmo pode organizar um com seus amigos Au Pairs! Se por algum motivo não tiver fogos na sua cidade ou se for cancelado por chuva e etc., você pode ver pela TV se quiser! O show de fogos das grandes cidades, como NYC, Philadelphia e etc., sempre são transmitidos por algum canal. 

*Caso você não esteja off, converse com os host parents e pergunte como será o dia, quem sabe eles não irão te levar junto pra ajudar com as kids enquanto assistem aos fogos, ou quem sabe eles mesmos planejaram um churrasco pro dia, e dependendo de como sua host for (só você irá saber dizer), por mais que você esteja trabalhando talvez consiga aproveitar a experiência mesmo assim! Se sentir que gostaria de estar off pra poder aproveitar o dia (se seus amigos todos forem fazer algo e só você estiver trabalhando por exemplo) tente conversar com a host family, quem sabe eles te deixam off mais cedo pra você poder aproveitar, afinal é um feriado nacional e com o horário de verão escurece mais tarde, os fogos não vão começar tão cedo assim! Boa sorte! E lembrando que folgas em feriados não necessariamente podem ser dadas pelas host families, então antes de fechar o match converse com eles sobre isso! ;)

Fogos no parque em que fui, em 4 de julho de 2019.


Ah, se você estará off por vários dias, ou se o 4 de julho cair num final de semana e você quiser viajar (ou se você está tirando uma das suas semanas de férias) quem sabe você não planeja uma viagem pra Washington DC, a capital dos EUA, e fecha seu 4th o July com chave de ouro?! Washington DC é um lugar super legal de conhecer, e vale muito a pena! Além da famosa Casa Branca, a cidade tem vários museus localizados todos na mesma rua, a famosa National Mall, e todos os museus são de graça! Muito legal pra descobrir mais sobre a história americana e tem tudo a ver com o famoso 4 de Julho! Philadelphia, na Pensilvânia, também tem tudo a ver já que a declaração foi assinada lá e a tradição dos fogos começou lá também! Tem coisas muito legais pra ver em Philly, incluindo a famosa escadaria do filme do Rocky Balboa!

Esse foi o post desse mês! Espero que tenham gostado das dicas!

Beijinhos e Happy Fourth of July

Pra saber mais: https://www.history.com/topics/holidays/july-4th

Share:

01 julho 2021

Como está o fluxo de famílias para Au Pair nos EUA na pandemia?

 



Oi, gente! No último post eu me apresentei brevemente e também dei dicas de como lidar com o processo de au pair nessa pandemia (que está bem incerto quanto a vistos e prazos). Irei aproveitar o gancho do post para falar como está o fluxo de famílias nessa pandemia de acordo com a minha experiência com a APIA e o meu ponto de vista sobre ter um perfil forte para conseguir famílias NIE (national interested exception ou exceção de interesse nacional), as famílias que trabalham na área da saúde ou que têm crianças com necessidades especiais que liberam a exceção de visto de emergência para embarque com o J1 de au pair.

 

Vou começar falando sobre o meu perfil, mas dar uma base do meu tipo de perfil a vocês. Eu fiquei online no dia 10/04/2021 pela APIA com o perfil de Au Pair normal (sem ser extraordinaire ou educare). Tirei a CNH exclusivamente para o au pair e não tenho carro para praticar muito a direção, peguei em dezembro de 2020, ou seja, não sou strong driver (que é quem tem muita experiência com direção). Também tive experiência com criança apenas para o au pair, tenho um pouco mais do mínimo de horas exigidas, que são 200h, que consegui cuidando de uma criança nas minhas últimas férias do trabalho. Já cuidei de crianças há muitos anos, mas não consigo colocar no application porque não tenho mais contato com os pais das crianças. Tirei nota 4 de 6 no ITEP, meu inglês é considerado high intermediate. Sei nadar e amo esportes, tenho habilidades fortes com jogos, artes e criatividade. Tenho cursos relacionados a cuidados com crianças e sou da área administrativa com habilidades em gestão de equipes, conflitos, inteligência emocional e multitarefas.

 

Perfis como o meu é considerado fraco de acordo com opiniões de au pairs nos grupos do facebook (e também li relatos de famílias nos grupos de match), principalmente por eu não ter muita experiência com direção e nem com crianças e as famílias aparentemente valorizam isso mais do que outros aspectos. Meu ponto mais forte é o inglês e as habilidades que comentei acima, mas não são fatores 100% atrativos quanto comparados com experiências, mas sim complementares. Principalmente no momento atual em que vivemos, onde existem muito mais au pairs online do que famílias procurando au pairs que venham de fora dos EUA.

 

Eu fiz uma pequena pesquisa nos grupos de match no facebook para observar o que as famílias estão buscando e a esmagadora maioria está atrás de au pairs que estejam de rematch ou procurando extensão para o segundo ano, justamente porque alguns países (incluindo o Brasil) apenas estão emitindo vistos NIE e não existem tantas famílias NIE disponíveis, o que faz com que seja muito disputado conseguir a atenção dessas famílias e as exigências maiores que o que seria normal antes da pandemia.

 

Depois de dizer todo o contexto que expliquei acima, sim, o fluxo está muito fraco. Já li relatos de pessoas online desde 2020 (com variadas agências) e sem famílias no perfil, mas também já vi meninas fecharem match com menos de um mês online. E não estou falando apenas de perfis considerados “fracos”, mas também perfis com muita experiência estão enfrentando dificuldades neste processo, o que torna tudo mais incerto ainda.

 

Todos que estão neste processo estão bem confiantes que o visto J1 para au pairs seja liberado em breve, visto que o J1 de estudos acadêmicos foi liberado recentemente. Com a liberação, as famílias que não fazem parte da exceção NIE poderão entrar com a documentação para o visto das au pairs, o que na teoria aumentaria o fluxo novamente.

 

O que pudermos fazer para “fortalecer” nosso perfil e tornar cada vez mais atrativo com o fluxo forte ou fraco, sempre é válido!

 

Se você gostou do meu post e quiser me acompanhar, estou nas redes sociais Instagram @ingridviaja e Youtube "Ingrid Viaja" onde compartilho todas as atualizações do meu processo de Au Pair e também de viagens.

 

Obrigada por ter lido até aqui e até o próximo post!

Share:

29 junho 2021

Full time Nanny 2

 

Ola people.

Hoje vou falar mais um pouco do meu full time nanny por aqui.

Resumindo, uma familia de Americanos, Judeus (gosto de falar da cultura, e da nacionalidade por aqui, aprendi muitas coisas, pois sempre perguntava) . Aprendi um pouco da religiao deles, tinha outra visao de judeus, e pude ver e perceber que nao era nada daquilo que pensava, imaginava ou que outra pessoas (nao judias) tinham me dito. Eles tambem tem o Deus deles, assim como toda religicao. Tem as tradicoes, e tb os holidays (feriados) deles. As criancas iam no daycare que ensinavam a cultura Judia, musicas e tradicoes. Sei que toda sexta feira eles celebram fazendo um pao, que chama Challah. O dia chama Sabbath, as criancas aprendem a cantar musicas tambem. E eles nao celebram Natal, eles celembram Hanukah, tem as comidas especificas, 8 velas entre outras coisas.

Apesar deles nao celebrarem Natal, esta familia com quem fiquei 3 anos, me perguntaram logo no comeco da minha religiao, e se eu celebrava Natal. Disse que celebrava sim, no Brasil com minha familia. Mas aqui eh outra historia ne (feriados podem ser bem triste e depressivos quando estavamos longe da farra da familia brasileira) Aprendi a conviver, passo Natal com a familia do meu marido... Mas hoje 2021 prefiro que seja so NOS aqui em casa =) .

A familia nunca deixou eu passar meu natal em branco, sempre me deram um presentinho de natal. Um pagamento extra. Tem familias generosas ne. Quando eu era au pair ganhei meias hahaha.

Por eles nao celebrarem natal, nao dava presente para as criancas, mas sempre levava algo no aniversario delas,  ou ate mesmo besteirinhas como adesivos, playdoh pra gente brincar no dia a dia. Qualquer coisa que pedisse pra mae das meninas comprar pra atividades ela comprava sem problemas. As meninas tem um quarto apenas de brinquedos o famoso PlayRoom, alem dos brinquedos nos quartos, e outra sala cheia de brinquedos.

Por 3 anos de trabalho eu falei 1 vez, que foi super desespero pra mim, pois eu nao consegui levantar da cama naquele dia, dormi de mal jeito, e estava super assustada pois nao conseguia me mover, e quem nao tem seguro de saude aqui, pode ser mais desesperador se precisar ir pro medico. Lucky, o pai das meninas eh medico cirurgiao (Ele visa mais pro lado de atletas) ele receitou um remedio pra mim que pude pegar no mesmo dia pra dor.

O que quero dizer com isso, que por ser baba temos o compromisso com a familia, eles dependem disso. Nao tinha carteira assinada, ou seguro de saude da parte deles (Acho importante conversar, se for pensar long term com a familia).  Minha relacao com a familia terminou, quando engravidei =) . Trabalhei ate os 8 meses, e fiz alguns dates nights e ate mesmo passei final de semana com as meninas e minha filha pra eles viajarem.

Eu so tenho que agradecer ha eles, tivemos uns desentendimentos sim, mas resolvemos entre nOs. Tudo que minha filha tem hoje sou eternamente agradecia ha eles. Cama, moveis, roupas ate 3 anos de idade, brinquedos, eles passaram tudo pra mim. E sempre me perguntava o pq eles guardavam roupas das meninas haha (ate entao nao tinha planos pra gravidez, e minha gravidez tambem nao foi planejada, foi presente).

O que nao tive como familia quando era Au pair, tive com esta familia Americana. Foi bom, cuidei as meninas como se fossem minhas. Sempre vou ter um carinho muito grande com eles.

E agora eu sou mamae.   




Share:

25 junho 2021

Quanto ganha um(a) Au Pair na Austrália?


Têm
 dúvida sobre o quanto recebe um(a) Au Pair na Austrália?
Vou te contar tudinho:
O salário é em torno de 200 AUD (dólar australiano) por semana numa jornada de 20 horas semanais. Ou seja, um(a) Au Pair no país ganha cerca de 1000 AUD (dólar australiano) por mês.
Como não existe uma regulamentação específica, esse valor pode variar a depender da localização da família anfitriã, de quantas crianças você será responsável e, é claro, de quantas horas você vai trabalhar por semana.
Quando encontrar a família ideal, lembre-se de colocar tudo o que foi combinado com eles no contrato, incluindo a duração do programa. No país, a duração mínima é de seis meses e a máxima de um ano (podendo renovar por mais tempo). 
Como Au Pair na Austrália, você tem direito a acomodação com quarto individual e todas refeições (pelo menos 3 por dia), um salário semanal, a possibilidade de usar o carro da família e, normalmente, dois dias de folga por semana ou um dia e meio. Como membro da família, o(a) Au Pair poderá fazer as refeições junto com a família.
Isso tudo, porém, deve ser combinado com a host family, assim como as férias. Apesar de não haver legislação sobre férias no país, o tempo recomendado é de 2 semanas a cada 6 meses de trabalho.
O número de horas de trabalho pode variar entre 10 e 40 horas por semana. No entanto, se o teu visto for o de estudante, isto te permite trabalhar até 20 horas por semana (ou 40 horas quinzenais). Nas férias da escola você pode trabalhar full-time (sem limite de horas).  Independente de qual for seu visto, coloque tudo no contrato. 
Algumas informações que não podem faltar no contrato são: número de horas de trabalho; cronograma exato; número de folgas por semana; duração e data de início das férias; detalhes da acomodação; e responsabilidades detalhadas.
Quando você não estiver trabalhando como Au Pair, poderá realizar cursos. O programa recomenda que o intercambista se inscreva de início em um curso de inglês, mas depois você pode renovar seu visto escolhendo outro curso que seja profissionalizante, uma graduação ou alguma especialização. Se o seu visto for de estudante, aliás, a realização de um curso é obrigatória. A princípio, o estudante deve pagar pelo curso, mas em alguns casos as famílias financiam essa atividade.
Espero ter ajudado com estas informações, mas caso você tenha qualquer outra dúvida referente a ser Au Pair na Austrália, me mande uma mensagem. Será um prazer te ajudar!  
Meu Instagram: @naiandrakatiuscia.

Beijos!!!








Share:

03 junho 2021

Alguns dos meus aprendizados durante o intercâmbio

 Olá, genteeee! 

Junho chegou, metade do ano! E eu continuo achando que o tempo está voando! Mês que vem já é o meu aniversário! 😲

Em meio a toda essa loucura, o que mais pairou sobre a minha mente no último mês foi a famosa reflexão sobre o que eu era antes e o que eu sou agora neste intercâmbio. Acredito que por viver uma vida em outro país, longe de tudo e todos, o mais comum dos pensamentos do intercambista é a reflexão. Eu sempre-sempre-sempre-sempre-sempre me pego em um looping doido pensando sobre algo que eu fiz ou que estou fazendo no momento.

Mas, muita calma nessa hora! Não, gente. Eu não vou vir aqui falar sobre o que eu era e o que eu sou hoje de novo rsrs Por um minuto, eu parei e fiquei refletindo - quase não faço isso, né? - se, por ventura, eu não estaria escrevendo a mesma coisa de novo (?) *Pausa dramática* Não, não. Hoje eu vim compartilhar com vocês coisas que venho aprendendo ao longo do intercâmbio, o que se tornou um hobbie e o que eu achei que eu jamais me veria fazendo na vida! É aquele famoso ditado, né? "Nunca diga nunca". O Universo traz de volta e com uma velocidade além da Luz. 😅

Bom, até onde eu sei - e me lembro -, quando você vai aplicar para o programa de Au Pair em agências de intercâmbio, tem AQUELA LISTA interminável de formulários a serem preenchidos, documentos a serem entregues e etc. A ansiedade bate forte, toc-toc na sua porta! E você se vê em um mundo inteiramente novo! Até que, de repente, chega aquela pergunta e... puff! "Quais são as suas habilidades?" É natural, gente! DÁ UM BRANCO TERRÍVEL! Você tem várias habilidades, mas nessa hora, você se perde todx! 😟 

Eu lembro que na minha época de aplicante para Au Pair nos EUA já tinha uma galera que zoava expectativa x realidade deste ponto. E sei que isso persiste até hoje. Se não me engano, até se encaixa no famoso quadro de Au Pair Alice. Normalmente, a pessoa coloca que cozinha muito bem, sabe fazer penteados estilosos, tem talento natural com arts and crafts e quando chega na hora H, cara-a-cara com a host kid, as coisas acabam não sendo beeeem assim... (Salvo exceções de gente que realmente faz valer!) E quando eu estava aplicando para ser Demi Pair aqui na Austrália, esta pergunta não estava presente em nenhum formulário. Eu me dei conta disso, mas eu não falei nada, por dois motivos: o primeiro porque eu achava fielmente que ficaria só 4 meses por aqui; e o segundo porque eu parei e refleti... Não tinha habilidades que poderiam ser levantadas como "show de bola" para usar com as crianças. Logo, me mantive quieta! 😜

Quando eu saí do Brasil, eu ainda tinha todas as fórmulas de Excel na minha cabeça, as últimas leituras da faculdade e estava começando a fritar um ovo com mais maestria. E, desde a minha primeira semana aqui, eu venho aprendendo coisas novas, desenvolvendo talentos que eu acreditava que nunca teria e usando acessórios que um dia eu considerei desnecessário para mim! É aquela frequente descoberta de si mesmo, sabe? 

Ah, Sthé, mas e aí, o que foi que você aprendeu e tem aprendido durante todo esse tempo? Segue uma parte da lista, gente:

  • Cozinhar de verdade! - Bem mais do que só fazer uma gororoba para não morrer de fome, eu consigo cozinhar umas refeições mais elaboradas seguindo uma receitinha da internet ou algo da minha mãe. Por exemplo, meu bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro faz um sucessão por aqui! hehe
  • Dirigir na Austrália - Por aqui, o sentido da direção e a posição do volante são diferentes! Aquela famosa mão inglesa, já ouviu falar? Eu tinha um medo brabo no início, mas com o tempo e com o super apoio da Carmen, eu peguei o jeito e deslancho de boa! YAAAAY!
  • Trabalhar por hora - Isso requer muito mais do que um know-how da área na qual você vai atuar, mas também velocidade (algo que quando se trata de corpo, eu sou beeem lenta), atenção aos detalhes e ao mesmo tempo, o fechamento dos olhos para detalhes que não fazem parte do seu trabalho. Para pessoas que tem um faniquito chamado perfeccionismo assim como eu, isso é um desafio diário! Você precisa entregar um trabalho em X horas e qualquer distração, seja por 1 ou 2 minutos pode acabar afetando o trabalho todo! Atrasos não são remunerados e se você sair sem terminar, as chances de manter seu trabalho pelas oportunidades seguintes é zerado. 
  • Trabalhar com Serviços de Limpeza - O famoso "Cleaner" que lava privadas, limpa escritórios, casas e lojas, requer bem mais do que uma escovinha de limpar privada e uma vassoura na mão. Isso requer treinamentos envolvendo produtos químicos, o uso deles e o que o cliente espera que seja feito. Gente, sério! Eu cheguei aqui achando que ninguém limpava como os Brasileiros, mas eu quebrei a cara, viu? A galera limpa SIM! E existem diferentes tipos de limpeza, desde uma faxina básica até uma que limpa até o teto da sala de casa. Aprendi e sigo aprendendo! Sempre tem um produto que eu ainda não conhecia ou algum equipamento que pode facilitar algum procedimento. Digamos que nada dê certo aqui, eu me sinto capaz de abrir uma empresa de limpeza, porque olha... conhecimento é poder! 
  • Fazer arte no papel higiênico - Sim, você leu certo! Sabe quando você vai viajar e faz check-in no hotel? Então né... quando você chega para usar o banheiro, você já percebeu que o papel higiênico traz alguns pequenos detalhes como, por exemplo, um envelope ou uma flor? Pois beeeem, eu aprendi a fazer algumas dessas artes! É o que chamam de mimo por aqui e que os clientes SEMPRE reparam! O bônus pro cliente ver que você realmente se importa com o seu trabalho e que é do tipo de pessoa que se atenta aos mínimos detalhes. 1 ou 2 minutos que valem a pena serem investidos no seu trabalho se este se trata de limpeza. 
  • Auxiliar um estranho com direções - Este sempre foi um dos meus maiores medos! Você se vê em um lugar público e uma pessoa aleatória-desconhecida chega pedindo uma informação. NOSSA! No Brasil, eu até suava frio rsrs Por aqui, demorou cerca de um ano para eu me sentir confiante o suficiente para engajar em algo assim e fazer valer o inglês e o conhecimento que eu tenho. Hoje, se alguém me para na rua e pergunta se eu sei onde fica X lugar, eu vou e ajudo sem gaguejar ou ficar insegura se eu consegui explicar certinho. 
  • Penteados - Gente! É real! Eu consegui aprender a fazer uma trança embutida, e alguns penteados com tranças! A felicidade no meu olhar quando eu vi isso no cabelo da Emelia e da Charlotte... vocês não tem noção! Sempre me achei uma negação com cabelo e deixava minha mãe cuidar disso. Uma vez aqui e cuidando de meninas que acreditam que imagem é muito importante, ou eu aprendia na marra ou eu aprenderia com o tempo mesmo, porque não pode ir para a escola com cabelo solto rsrs Assisti um tutorial de trança embutida e depois disso, estava lá, segurando o cabelo da Emelia e trançando como eu me recordava. PASMEM! Deu certo! rsrs

  • Lidar com a minha timidez - Demorou um pouco, eu confesso, mas depois que eu passei a entender que por aqui sou eu por mim mesma e que se eu não me "mexer", nada começa a andar, eu passei a pensar muito sobre isso, respirar fuuuuundo e correr atrás. Por exemplo, se eu precisasse comprar algo ou conversar a respeito de X coisa com alguém, me dava uma travada ferrada! E não, não era pelo inglês, mas algo meu mesmo. Até mesmo quando estava no Brasil, eu era assim. Mas hoje, se eu preciso ir em tal lugar, eu vou! E há vezes que eu até esqueço de dar aquela respirada funda, pois quando vou me dar conta, já até resolvi o que eu precisava. O mesmo acontece com chamada de voz. Se eu tiver que lidar com algum serviço, eu atendo o celular "Hello." e só vou! E poxa, não é por nada não, mas por tudo que eu já vivi até hoje e tudo que tenho a dizer é: que orgulho de mim, viu! 💙
  • Inovar e criar - Lidar com crianças é algo que tem mexido muito comigo desde que eu cheguei aqui. Seja pela faixa etária, seja por como o mundo tem evoluído nos últimos tempos. Não sei se há uma resposta exata para isso, mas eu sinto que se a gente não inova, não investe na criatividade, dá a impressão de que as crianças vão acabar nos deixando para trás. Mas... como assim, Sthé? As meninas que eu cuido são muito espertas, gente! Uma lábia brilhante! Tanto que a mãe, a avó, eu, as tias... sempre tem alguém que cai na delas rsrs E assim como nós vamos nos entediando com a mesmice após um certo período de tempo, as crianças também vão. É um processo natural, né? "Kel ama refrigerante de laranja", mas depois de mais de um mês só tomando refrigerante de laranja, pode ser que o Kel esteja mesmo enjoado. Então, eu tenho como meta pra mim, trazer pelo menos 1 coisa nova por mês para testar com as meninas, seja uma forma mais dinâmica de manter a casa limpa e organizada - já que isso faz parte das obrigações diárias delas -, um jogo ou um passeio, e até mesmo a forma de ver uma bebida ou snack. Como sou a louca do chocolate, já fiz o chocolate batido gelado, o chocolate quente cremoso, o chocolate quente com marshmallow, o leite com achocolatado, o brigadeiro, a pipoca de chocolate, a pipoca com brigadeiro e... sigo inventando com as meninas. Assim como "inovo", sempre as convido para tentar algo comigo, trazê-las mais para perto, fazer com que elas se sinta mais envolvidas nesta criação. E tem dado certo! 
  • Vocabulário - Não sou conhecedora de 100% da Língua Portuguesa e muito menos da Língua Inglesa, mas desde que terminei os estudos de General English e mergulhei com tudo neste ambiente em inglês, há sempre uma nova palavra, um novo ditado ou uma nova gíria que eu aprendo. No mês passado, eu fiz uma média de novos conhecimentos por semana e meu vocabulário segue crescendo em cerca de 10 novas palavras/expressões. E dá um orgulho! Aquele 1% mais inteligente. 😍

Mas assim, gente, de um modo geral, eu quis trazer algumas das coisas novas que eu aprendi porque durante as inúmeras vezes em que eu parei e pensei sobre meu tempo aqui, já houveram momentos em que eu me senti uma inútil, estagnada no tempo ou presa ao passado. E eu me enganei em todas essas vezes, entende? Afinal, mesmo as pequenas coisas, aquelas que parecem não fazer diferença, vão nos modificando, pouco a pouco, de modo que quando olhamos para o espelho e vemos o todo, muita coisa mudou! 

Minha mãe sempre me disse que não somos o alguém de ontem e também não seremos os mesmos de amanhã. AH! Eu sigo a Bruna Brito no Instagram (@brnomundo_), e no ano passado, logo quando eu a conheci, ela falou sobre conselhos que ela gostaria de ter recebido quando mais jovem. Esses conselhos têm andado comigo desde então: "Nunca vai existir uma situação perfeita para começar. Comece hoje!", "Tudo, absolutamente tudo é um processo. Foque no seu objetivo e seja paciente." e o melhor de todos: "O que você fez pelo seu sonho hoje?", um papo muito top sobre ter constância em tudo que você for fazer. 

Há vezes em que não percebemos e vezes em que vamos indo de pouquinho em pouquinho, e no final? Subimos a montanha e temos uma paisagem incrível criada por nós. Hmmm... Mas que paisagem, Sthé? A nossa jornada! 
Ps: Se você se sentir confortável, chega mais e me conta sobre seus aprendizados nos últimos meses! 

Tenham um ótimo mês de Junho e... Nos vemos em Julho! See ya! 🐨

Share: