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Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

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22 março 2019

Dois anos ou duas vidas? Minha experiência como Au Pair nos EUA

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim aqui falar um pouco sobre como foram os meus dois anos de au pair nos Estados Unidos. Já vou adiantar que é MUITO difícil resumir tudo o que aconteceu em apenas um post, então provavelmente não vou conseguir contar exatamente tudo nesse post aqui, quem quiser saber tudo mesmo vai ter que me acompanhar sempre aqui no blog - gosto de contar as coisas aos pouquinhos ;)

Bom, resumindo os meus dois anos de au pair: eu morei por um ano e dois meses em Connecticut, na cidade de Southington. Foi lá que passei a maior parte da minha experiência do au pair, onde fiz minhas melhores amizades, conheci meu ex-namorado, fiz as viagens mais loucas... mesmo sendo uma cidade super pequenininha, eu amava! Decidi estender com a mesma família, mas depois de dois meses de extensão, eles mudaram muito comigo e eu vi que não seria saudável (pra mim) empurrar essa relação por mais 10 meses apenas para "terminar o programa com sucesso". Pedi rematch - a família me expulsou de casa depois disso - e fui tentar a sorte. Deixei meu "boy" em Connecticut e me mudei pra Basking Ridge, New Jersey. E olha... foi a melhor decisão da minha vida. Minha nova host family era maravilhosa. Realmente fui uma irmã mais velha! Vivi um relacionamento meio à distância e deu super certo - mas como já mencionei no post anterior, não estamos mais juntos por questões nossas mesmo :) Terminei meus últimos 10 meses de programa e voltei. E cá estou.

Um resumo bem resumido haha só queria dar uma background pra vocês me conhecerem um pouco mais. Como já tem vários posts sobre o ano de cada menina aqui e normalmente é quase a mesma coisa, eu queria que o foco desse post fosse outro. Então, esse post não vai falar muito sobre minha experiência com minha host family, sobre meu rematch ou expulsão, mas sim minha experiência comigo mesma. Com os meus medos, com os meus desafios, com a minha saudade, meu amadurecimento...

Eu sempre quis ser au pair. Sempre quis ter essa experiência no exterior. E confesso que já fui decidida a ficar dois anos nos Estados Unidos. Mas quando cheguei lá... o choque foi MUITO grande. Queria vir embora no dia seguinte. Dormia pensando que iria embora na semana seguinte e acordava fazendo planos em desistir e pegar o primeiro voo de volta possível. Dois anos? NEM PENSAR. Não aguento mais nem dois segundos. Eu nunca tinha ficado mais que um mês longe da minha família, então a homesick foi gigantesca.

É muito "fácil" falar agora sobre homesick depois que já passou. Já passei pelos dois anos e estou no conforto da minha casa. Mas na época, a cada mês vencido, eu fazia um post no meu instagram cheio de sentimentos e de saudades. O que mais me marcou foi o de 6 meses. Época em que a vontade de voltar já não era tão grande e a vontade de ficar era enorme. Olha que bonitinho o que eu escrevi, tenho certeza que toda au pair vai se identificar com isso - manda praquela amiga que já passou pelos 6 meses ;).

6 meses
22 de novembro. Data que marca a metade do meu ano nos Estados Unidos. O calendário marca hoje, mas o coração já sentiu que está na metade faz tempo. A gente sente, porque ele também está dividido. Duas metades. Uma lá e outra aqui. Se antes a gente contava os meses pra ir embora, agora a gente já acha que tá passando tudo muito rápido. Antes a saudade era apenas do que e de quem ficou pra trás. Agora a saudade já é do que ainda não veio. Saudade de quem ainda está aqui comigo, mas que no futuro não estará. Eu também não estarei. Saudade de tudo o que já vivi aqui e de tudo o que ainda vou viver. Sempre é saudade. Mas agora é saudade de quem a gente conhece a pouquinho tempo e que já parece que faz um tempão. Aqui tudo é intenso. A saudade é intensa, a amizade é intensa e o amor também. Quanto mais o tempo passa, maior é a vontade de se dividir em duas e poder estar em dois lugares ao mesmo tempo. Estar com as pessoas especiais que ficou no Brasil e as outras que eu tornei especiais quando cheguei aqui.


Bom, nessa época eu ainda não tinha passado nem pelo rematch e nem pela expulsão. E nem imaginava que passaria por isso. Mas isso é o que deixa esse programa ainda mais desafiador e maravilhoso! Hoje, tendo passado por tudo o que eu passei, eu não me arrependo nenhum milésimo de segundo. Foram apenas dois anos que mais parecem duas vidas. Eu amadureci MUITO, parece que voltei outra pessoa. Vejo tudo com olhos diferentes e dou mais valor a tudo em minha volta. A gente fica muito grande e tudo ao nosso redor fica tão pequenininho. É uma intensidade deliciosa de se viver!!

Eu prometi a mim mesma que não iria fazer esse post como forma de influenciar nenhuma menina, mas eu não me aguento. Uma vez au pair, sempre au pair haha Hoje em dia trabalho em uma agência de intercâmbio e lido diariamente com meninas querendo ser au pairs e com todos os receios delas e eu sempre digo: VAI! Atropela esse medo e vai. Esquece que você leu que alguém teve uma experiência ruim. Esquece que alguém foi expulso de casa e passou por mal bocados. Eu também fui! E sobrevivi! Muito mais forte e mais feliz! Esquece a experiência dos outros e vai viver a sua! (não desmerecendo os relatos dxs meninxs, afinal, são muito importantes pra fazer a gente manter os pés no chão, mas não podem nos parar!).

Agora que você chegou até o final do texto quero te pedir desculpas se você achou que eu iria contar tim tim por tim tim sobre a minha experiência. Esse não era o meu objetivo. Não quero que você se alimente da minha experiência, mas sim que vá atrás da sua! Sem olhar pra trás e nem pra frente, apenas vá viver! Às vezes a gente tem que dar dois passos pra trás pra depois dar um saltão pra frente! Você vai ter homesick sim, você vai passar por problemas sim, você vai querer desistir um tantão de vezes. Mas vai ser você! E não a sua amiga, ou vizinha ou "a menina do blog". Imagina o tantão de histórias que você vai ter pra contar pros seus netos? :) 

Espero ver no futuro vocês aqui como colaboradoras pra dar conselhos pras próximas gerações de au pairs :)

Vejo vocês mês que vem!
See ya,

Ana

****Meninxs que ainda estão em dúvida sobre ser ou não ser au pair, ou meninxs que já são au pairs mas que querem desistir... pode deixar um comentário aqui e vamos conversar. Ou então em manda mensagem privada no instagram (@apaulascunha). Quero saber sobre o medo de vocês, a experiência de vocês e ajudar... NÃO DEIXE O MEDO TE PARAR.

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22 fevereiro 2019

Ser Au Pair de novo? Deus me livre, mas quem me dera!

Oi gente, tudo bem? 

Esse é o meu primeiro post (de muitos - assim espero) aqui no blog! Sempre gostei muito de escrever - sou jornalista - mas sempre tive o receio de ter um blog/ fazer parte de um blog porque simplesmente às vezes tenho um bloqueio criativo e não consigo escrever (ou às vezes tenho preguiça mesmo. Mas quando começo... não consigo parar). Bom, me disseram que aqui é o lugar das au pairs que passaram por MUITOS perrengues mas mesmo assim incentivam outrxs a serem au pairs, certo?! Então estou no lugar certo!

Pose de quem venceu o au pair depois de dois anos
- e que agora quer ser au pair de novo

Eu sou a Ana Paula, tenho 24 anos, jornalista e ex-au pair. Já fui au pair por dois anos nos Estados Unidos - onde passei por duas famílias e fui expulsa de uma delas! onde também viajei MUITO - Onde também namorei um americano por quase dois anos e voltei pro Brasil há nove meses (hoje faz exatamente 9 meses que voltei!) super heartbroken - sim, não estamos mais juntos - E mesmo depois de tudo isso ainda incentivo meninas a irem pro mundo e crescerem, assim como eu cresci! Hoje, trabalho em uma agência de intercâmbio e sou eu quem tenho contato direto com as meninas que querem ser au pairs. Mas não para por ai... já estou com tudo pronto pra ser au pair novamente! Dessa vez na Bélgica! Ser Au Pair de novo?! Quero!! Louca? Só um pouco. :)

Bom, esse post é apenas uma introdução sobre mim. Ao decorrer dos meus outros posts vou falar sobre minha experiência como au pair nos EUA, sobre minha experiência do lado de cá como agência ("O que a agência não te conta..." Na verdade, eu conto sim!) e também do meu processo pra Bélgica, já que ainda estou na fase de tirar o visto (já tive o meu match!). No meio disso tudo também pode rolar MUITOS momentos de reflexão, de saudades, de desilusões... pode rolar de tudo. I can't wait pra contar tudo pra vocês!! 

Se já quiserem dar aquela stalkeada e ver como foi meus dois anos de au pair nos EUA e também o tantão de viagens que eu fiz. Me segue no meu instagram: @apaulascunha.

Feel free pra me mandar mensagem se tiver dúvidas sobre qualquer coisa (ou até dicas de viagem). Amo ajudar au pairs! :)

See ya,

Ana 


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05 fevereiro 2018

FUGIR de BRASILEIROS durante o intercâmbio? SERÁ?

“Fuja dos brasileiros/ Não faça amizade com brasileiros/ Não ande com brasileiros”




    Essas foram uma das primeiras frases que ouvi quando resolvi fazer intercâmbio, e são coisas que ainda escuto com bastante frequência. Se a gente parar para pensar, até que faz sentido, pois com amigos brasileiros a tendência é não explorar tanto o idioma nativo, porém.... Bem, antes de sair tagarelando, vou me apresentar para você, que caiu aqui de paraquedas, está aqui pela primeira vez. Eu sou a Júlia, fui au pair em 2009 e hoje sou psicóloga e trabalho com assessoramento emocional para intercambistas ou pessoas que moram (ou que querem morar) fora. 

    Lembro que quando fui fazer intercâmbio, em 2009, estávamos em um grupo bem grande de brasileiros, de 15 a 20 pessoas, se não me engano, e “fatalmente” formamos aquele “grupão da alegria”, sempre rindo, falando alto, brincando com todo mundo; um dos intercambistas brasileiros levou até um jogo Twister (aquele que você gira a roleta e coloca o pé em uma cor e a mão em outra) para a escola de treinamento e jogamos com pessoas do mundo todo. Mas curiosamente, uma das brasileiras não chegava nem perto da gente, fazia questão de se manter longe, pois tinham falado isso na agência, e ela achava que andando com brasileiros, não aprenderia tanto o inglês. Ela queria fugir dos brasileiros.

    Naquele tempo essa já era uma das maiores recomendações das agências e especialistas em intercâmbio. Eu confesso que pensei e penso bastante nessa recomendação e hoje gostaria de dar a minha opinião como ex au pair, intercambista, alguém que sentiu o intercambio na pele e também como psicóloga que estuda o comportamento de quem passa um tempo fora de casa.

    Como falei anteriormente, as agências e os outros especialistas não estão 100% errados, porém, não precisamos levar tudo tão a ferro e fogo, no “8 ou 80”, ou seja,  ter só amigos brasileiros e falar com eles SÓ português ; a partir do momento que se tem uma pessoa de outro país, o inglês já torna-se praticamente obrigatório, até mesmo porque seria grosseiro ficar conversando em português, sendo que uma ou mais pessoas que estão não entendem, né?! 

    Entre o caminho da direita e o da esquerda, eu opto pelo caminho do meio! Amigos brasileiros são a nossa 2ª família fora de casa, eles são o colo, o aconchego, o abraço fora de hora que vem quando precisamos, a nossa companhia para comer arroz com feijão de vez em quando ou para dançar e cantar, samba, pagode, sertanejo e axé e até mesmo alguém para matarmos a vontade de um bom bate papo recheado de gírias brasileiras! Dá para ensinar tudo isso para um “amigo gringo”, e é divertidíssimo, a propósito! Aprender as manias e costumes do país dele também é sensacional e rende boas risadas, mas quem teve homesickness sabe a importância de um amigo brasileiro e um bom prato de brigadeiro!

    Ahh, Júlia, então você está falando que os estrangeiros não podem nos oferecer suporte nos momentos de crise? Não, não estou! Já ouvi milhares de relatos de “amigos gringos” e até mesmo de hostfamilies super acolhedoras, e muitos brasileiros até se casam durante ou depois do intercâmbio (provavelmente porque se sentiram acolhidos pelo parceiro), porém, os amigos brasileiros nos remetem ao seio familiar, ao nosso Brasil e isso tudo acaba tornando as “crises” de homesickness mais fáceis de lidar!

    Então resumindo: entre o caminho da esquerda e da direita, optem pelo caminho do meio! Tenham SIM amigos brasileiros, não fujam deles, mas tenham também amigos de outros países, ensinem sobre o Brasil, aprendam sobre  outras culturas! Essa é a maior riqueza do intercâmbio!

    Por isso foi hoje, pessoal! Esse foi o texto de hoje, TOTALMENTE contrário a opinião da maioria dos especialistas! Espero que vocês gostem, e principalmente, se sintam acolhidos!

    E a sua opinião, qual é?

    Abraços, até o próximo dia 05!

Júlia Balieiro Benedini - Psicóloga

CRP: 08/14965
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05 novembro 2017

De volta pra casa....

   
   Lá no aeroporto, encontrei uma colega que cresceu comigo durante a infancia, também era au pair, mas estava encerrando o 2º ano e voltando para o Brasil e estávamos no mesmo vôo. Acho que foi a sorte, pois confesso que não lembro até hoje como fui parar naquele avião! Provavelmente eu fui guiada por ela! Mas o restante eu lembro muito bem! Vôo com escala em Atlanta, eu sentada na poltrona do corredor e uma criancinha chorando com medo da decolagem....

   Olá, pessoal, tudo bem? Para você que caiu de paraquedas aqui, eu sou a Júlia, ex au pair e psicóloga, e hoje meu "foco" de trabalho é a assistência emocional online para intercambistas e pessoas que querem morar fora.
   No último post eu contei um pouco da minha despedida dos EUA, como passei as últimas semanas e dias como au pair, e hoje venho contar para vocês sobre o meu desembarque, reencontro com a família e acho que o mais emocionante: quando peguei meu sobrinho no colo pela primeira vez! Sim, ele nasceu quando eu estava nos EUA e até então nosso contato havia sido apenas por Skype.  Mas vamos lá, retomando do ponto onde parei, que está no primeiro paragrafo deste post...

   Vôo com escala em Atlanta, eu sentada na poltrona do corredor e uma criancinha chorando com medo da decolagem. Eu costumava carregar comigo um cachorrinho de pelúcia que comprei no meu 2º mês nos EUA, principalmente porque o formato dele encaixava na "curvinha" do pescoço/cabeça e era um travesseiro perfeito, mas ao ouvir aquele chorinho não pensei duas vezes; virei para trás, olhei para a criancinha e falei: He´s scared too, but if you hold him tight, he'll be ok! Do you wanna try? (Traduzindo: ele também está com medo, mas se você segura-lo bem apertado, ele ficará bem! Quer tentar?) Ela imediatamente estendeu os bracinhos (fofa! =]) e fechou os olhinhos enquanto o apertada "tigh"e dormiu minutos após a decolagem.

   O voo NYC para Atlanta até que foi tranquilo, acho que ainda não tinha caído a minha ficha! Desembarcamos (eu e minha colega) em Atlanta com pouco tempo, ia ser corrido, e ainda com aquele "monte de malas de mão" calculem!! Até que deu tempo, chegamos no portão correto, e aí do nada o voo mudou de portão, bem próximo do embarque. Acho que eu nunca corri tanto na minha vida arrastando aquela mala de rodinhas, que parecia que ia voar, mas mais um vez deu tempo! Entrei no avião, fui de janelinha, queria ver tudo! Na minha frente estavam duas brasileiras, ambas com a poltrona quebrada, porém, o quebrada, de certa forma, favorecia a elas, pois a poltrona estava deitando muito. As duas foram literalmente deitadas no meu colo e do senhorzinho que estava ao lado, e quando perguntei se elas poderiam subir a poltrona pelo menos um pouco a resposta foi "não, estou confortável assim". Ok, né? Como o voo estava cheio, fui de Atlanta à São Paulo "dando colo" para uma desconhecida! hahah
   A vista de Atlanta ali do avião era linda, e acho que foi ali que a ficha começou a cair. Chorei, chorei bastante e me despedi daquele país que me ensinou tanta coisa (confesso que eu achava que nunca mais teria condições de voltar, então a despedida foi bem dolorida).

   
   Tripulação, preparar para o pouso! Pronto, chegamos em São Paulo! Voltar foi muito bom! Pouco depois que cheguei, meus pais também chegaram e fomos para a casa da minha tia, que mora em São Paulo. Lá, reencontrei minha avó (saudades), meus tios e primos, e tive a primeira refeição brasileira: arroz, feijão, carne assada, salada e legumes! Sabe aquela comida que você come sentindo o sabor de cada ingrediente? Foi essa, inesquecível!! 

  Eu não quis esperar, dormir lá e vir embora para Curitiba no dia seguinte, queria pegar a estrada, ver minha irmã, cunhado, meus cachorros e finalmente poder sentir o cheirinho do Isaque, meu sobrinho. 
   Cada minuto da viagem parecia interminável, aquela viagem pareceu mais longa que a de Atlanta à São Paulo.

   Algumas horas depois, CHEGAMOS! O reencontro com meus cachorros também foi muito legal! Sabe aqueles vídeos onde os cachorros encontram os donos após bastante tempo? Foi mais ou menos parecido! <3  Hoje os dois já estão no céu dos cachorros, e a saudade deles é imensurável!
    Pouco tempo depois de chegarmos, chegou minha irmã, trazendo consigo o "meu gato", meu sobrinho. Lembro até hoje a roupinha que ele vestia, que por sinal, eu havia comprado e mandado para ele poucos meses depois de chegar nos EUA. Era um suetter azul com uma baleia e uma calça azul marinho. Os punhos do suetter era da cor da calça, deu pra imaginar, mais ou menos? O encontro foi inesquecível, lindo de viver ! Hoje o Isaque já tem 8 anos, e nossa ligação é incrível, e 6 anos (talvez 5 anos, agora não lembro exatamente hahaha) depois chegou a Luisa, minha sobrinha!
Este é o Isaque quando cheguei!
                                

  A readaptação não foi fácil, voltar a morar na casa dos pais, em outro país, estado e cidade diferentes, com costumes diferentes, desempregada, enfim, se eu começar a falar aqui, viramos a noite, né? Isso (com certeza) seria assunto para um único post, e quem já voltou sabe que o assunto é longo e não é fácil não! 

   Espero que tenham gostado dessa máquina do tempo, este post contando um pouquinho do meu retorno! Adorei relembrar os detalhes e tudo que vivi naquelas últimas semanas! 

   Espero vocês no próximo mês que, pasmem, já é dezembro!!!
   
   Beijos,



   Júlia B. Benedini - Psicóloga 
CRP: 08/14965                   
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05 outubro 2017

Maquina do tempo: última semana nos EUA

    No dia 24 de setembro fez 8 anos que eu embarquei de volta para o Brasil. Dia 25 de setembro de 2009 pisei em solo brasileiro depois de 9 meses na terra do Tio Sam.
    Essa semana, do dia 24 ao dia 28 de setembro é uma semana especial, e hoje vou contar para vocês como foram meus últimos dias nos EUA e a como foi a minha chegada no Brasil! Vou tentar fazer tudo em um post, mas se ficar muito grande, dividimos em 2x sem juros no cartão! =DD

    Primeiramente, deixe eu me apresentar! Meu nome é Júlia, fui au pair em 2009, hoje sou psicóloga e trabalho com assistência emocional online para intercambistas e pessoas que moram fora. Senti na pele a necessidade de um acompanhamento profissional durante o meu intercâmbio, vejo essa necessidade nos grupos que acompanho e principalmente, vejo como as pessoas que tem esse acompanhamento aprendem a lidar mais facilmente com as dificuldades naturais que o intercâmbio propõe.
    Mas vamos lá! Vamos ao assunto principal do post! Bem, eu já estava em rematch na casa de uma coordenadora, era o meu 7º mês. Ah! Era o meu 3º rematch.
    Esta coordenadora era uma pessoa muito bacana, mãe solteira de 4 meninos adoráveis e de um labrador lindo! Durante este período, conheci uma au pair da Ucrânia, e ela também ficou por lá um tempo.
    Well, eu já estava indo para a 3ª semana de rematch e nada de famílias. Não tinha entrado em contato com sequer 1 família durante aquele período, então, já comecei a trabalhar comigo mesma a possibilidade de ir embora.
    
 
  Como estava bem perto de NYC, decidi que naqueles últimos dias, eu ia curtir, e fui para lá todos os dias. Não lembro exatamente a ordem, mas em um dia fui em uma bestbuy, comprei uma câmera nova, pois a minha ex kid havia quebrado a minha (e descobri isso horas antes de embarcar para o cruzeiro nas Bahamas, imagine que alegria! Sorte que as memórias que tenho daquele lugar nada e ninguém pode quebrar e nem apagar). Comprei também o meu primeiro apple: um Ipod touch, coisa mais linda de viver! Logo depois, encontrei algumas amigas, turistamos pelo central park, andamos de "carruagem bicicleta", fomos no LOVE NYC, dançamos com os mexicanos na mexican parade (tipo um Brazilian day dos mexicanos), fomos na estátua da liberdade! Algumas meninas estavam chegando nos EUA, no comecinho do programa, enquanto eu tentava digerir o final prematuro do meu.

   No outro dia, vi que ainda tinha muito o que fazer e explorar por NYC, e voltei para lá sozinha mesmo. Fui no museu de cera, que era um lugar que já estava querendo ir e adorei! E de tardezinha veio a dúvida: subir no topo do Empire State Building ou assistir ao musical do Rei Leão? Eu estava considerando que aquela seria a minha última chance, minha última vez em NYC, talvez até nos EUA (drama queen) e optei pelo Rei Leão, que é um filme que fez e faz parte da minha vida (até hoje sei boa parte do filme decor), e não me arrependo da escolha! O musical é lindo, e já na primeira nota cantada, fui tomada por um sentimento enorme de nostalgia que não sei explicar com palavras, e só o que veio naquele momento foram lágrimas (no final até vieram perguntar se eu estava bem, de tanto que chorei hahaha)! É incrível, lindo! Super recomendo, apesar do chororô!

    Fui embora naquele dia prestando mais atenção em tudo, em cada árvore, cada rua! Lembro que algumas ruas tinham nomes de pilotos de formula 1! Nunca assisti, mas sempre ouvia meu pai falar! Cheguei em casa, dormi e no dia seguinte cedo, a coordenadora veio falar comigo.
Ela foi bem sincera, e como eu não havia estudado nada, não tinha créditos completos, não seria possível estender o programa, e que por essa razão, nenhuma família estava entrando em contato comigo. Eram só, praticamente, 4 meses left! É, depois dessa conversa, aquilo que eu já estava trabalhando em mim aconteceu: eu ia voltar para o Brasil.
                                             (O Rei Leão e meu Ipod <3)
    Confesso que a primeira coisa que me veio na cabeça foi o fracasso. Até arrisco dizer que ele foi quase que inevitável; mas hoje, rebobinando a fita dos meus 9 meses de intercâmbio posso, com certeza, mudar essa palavra para uma frase: termino de um ciclo.
    Antes disso, dei tchau para a au pair da Ucrânia, que havia conseguido uma família. Dividimos o porão da casa praticamente como irmãs, e passávamos o dia todo juntas. Apesar do pouco tempo de convivência (3 semanas), senti bastante a despedida, principalmente porque foi a primeira pessoa para quem dei tchau com aquela dúvida (quase certeza): será que vou ver de novo?
    Alguns dias depois outra amiga foi me dar tchau, e procurei o tempo todo pensar que não era uma despedida, não queria chorar, não queria que doesse! Essa amiga foi a minha grande parceira de intercâmbios, playdates, dividir subways na praia, rir de Mr Bean em onibus de excursão de chineses, etc; mas pensar que não terminaria ali ajudou, nossa! Como ajudou!


    Não lembro exatamente que dia era, mas logo comecei a arrumar minhas coisas. Com a ajuda de uma amiga brasileira (que também foi uma grande parceira) consegui uma empresa que enviava as caixas para o Brasil (não lembro o nome), comprei duas caixas enormes, milhares de “space bags” (aqueles sacos plásticos para embalar à vácuo) e encaixotei boa parte das minhas coisas. O restante coloquei nas malas e em um piscar de olhos estava eu, dentro de um carro (era tipo um uber, não sei se era motorista da agencia) e fui preenchida por um sentimento enorme de gratidão por aquela coordenadora e sua família, que dividiram uma parte de suas vidas comigo durante aquele tempo. 

    Eu não gosto muito de falar que estive em uma “família perigo”, não culpo somente a hostfamily por não ter dado certo, mas sem sombra de dúvidas, o cuidado e atenção que recebi naquelas 3 semanas fizeram a diferença (principalmente porque PASMEM, essa não era a minha coordenadora, era uma outra coordenadora, pois por alguma razão a minha coordenadora não ofereceu suporte que precisei – mas isso é outra história, né).

    Lá no aeroporto, encontrei uma colega que cresceu comigo durante a infancia, também era au pair, mas estava encerrando o 2º ano e voltando para o Brasil e estávamos no mesmo vôo. Acho que foi a sorte, pois confesso que não lembro até hoje como fui parar naquele avião! Provavelmente eu fui guiada por ela! Mas o restante eu lembro muito bem! Vôo com escala em Atlanta, eu sentada na poltrona do corredor e uma criancinha chorando com medo da decolagem....


                                                                                       Continua dia 05/11

(Pessoal, ainda tem muita história, poltrona quebrada no voo, mudança de portão de embarque em cima da hora do voo em Atlanta, choro, despedida, reencontro com a família, e vou contar também porque a semana toda é importante, e não só os dias 24 e 25! Enfim, muita, mas muita coisa e contarei mais para vocês no próximo dia 05)! Até lá! Beijos!!

Júlia B. Benedini - Psicóloga 

(CRP: 08/14965)




   
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05 setembro 2017

Você sabe o que é brothersick?

    Hoje eu decidi escrever um texto diferente, e que acredito que será bem difícil para mim. Não olhei todos os textos desse blog, mas sei que a maioria é direcionado para quem quer ser ou já é au pair, ou quer fazer intercâmbio, e realmente é este o propósito, mas você já parou para pensar como ficam nossos familiares quando embarcamos nessa aventura?

    Olá, meu nome é Júlia, sou ex au pair e hoje psicóloga e trabalho com assistência emocional para intercambistas.
Well, eu posso dizer que já senti os dois lados da moeda. Fui aquela que foi, em 2009, quando fui au pair, e também fui aquela que ficou, quando meu irmão foi fazer intercâmbio na Austrália. Aliás, fui não, eu ainda sou (aquela que ficou)!

    Nós podemos até imaginar o sentimento de quem fica, mas hoje resolvi contar para vocês como é. Claro que cada um sente de um jeito, mas acredito que pela minha experiência, eu consiga passar para vocês como “se sentem os que ficaram” quando decidimos voar.


    Meu irmão é o caçula aqui de casa, aquele que eu lembro exatamente quando nasceu (meus pais compraram presentes mim e para a minha irmã e falaram que foi ele quem mandou! Ótima estratégia para as mamães de plantão, btw), ele foi crescendo e me lembro que eu sempre chorava, pois ele não queria ficar no meu colo (eu tinha só 7 anos, não sabia pegar! Provavelmente eu o apertava).

    O tempo passou, eu cresci, ele cresceu. Eu fui fazer faculdade em outra cidade, já estava adaptada a morar longe da família, porém o que senti quando o vi indo para o seu intercâmbio foi completamente diferente!
Pouco tempo depois que eu voltei (não me lembro exatamente quando), meus pais começaram a preparar os papéis e o coração para dar tchau para outro filho, e dessa vez o “neném” da casa! Eu estava tranquila, achei que estava habituada a viver longe; ledo engano!
Ter alguém para falar inglês, alguém para comer meus lanches do BK quando eu não queria mais, cantar músicas em inglês (como I don´t wanna miss a thing) enlouquecidamente, sermos agora só nós dois (de irmãos) em casa (minha irmã já estava casada) e principalmente ter rodinhas nos pés nos aproximou, e aí ele decidiu ir!


    Não lembro se chorei no aeroporto, mas acredito que sim ou talvez eu tenha segurado.
Nós, quando vamos, damos tchau para nossos familiares, choramos com eles, entramos pelo portão de embarque, enxugamos as lágrimas e parece que começamos uma nova vida. As vezes nem olhamos para trás, para ver nossos queridos chorando, e dessa vez eu era aquela que estava “atrás”, e foi estranho, BEM estranho!

    O tempo passa e alguns dias a gente parece se acostumar, é aquela história de parecer que a qualquer momento ele vai chegar.
E assim foi! Ele foi, voltou, foi de novo, voltou e agora (em 2016, na verdade) foi para ficar mais tempo e concluir a faculdade lá.
Às vezes a saudade aperta mais, mas nós (que ficamos) nem sabemos ao certo se é saudade. Sabe aquele sentimento que, só depois de um tempo, aprendemos que é homesick? Acho que é isso, é uma homesick, parecida com “brothersick”.

    Eu me lembro que quando fui, passei alguns “perrengues” (quem já leu meus primeiros textos aqui sabe que passei por 3 rematches), mas sabe aquele ditado de “quando a água bate, o patinho aprende a nadar”? É exatamente assim. Quem fica já sabe nadar, está acostumado com a cultura, o ambiente, o trabalho; quem fica não precisa aprender a nadar, porque as águas não são novas, e nadar é rotineiro, não é novidade! Quem fica precisa aprender a lidar com algo que, até então eu não conhecia.

    Agora resta esperar, esperar mais um pouquinho ou até ele voltar, ou a crise de “brothersick” acalmar e assim então, ficar com o coração menos apertadinho!

    E então é isso, pessoal! Espero que tenha conseguido passar para vocês o que sentem os que ficam, não na intenção de faze-los desistir do intercâmbio, mas da valorização de cada segundo que se tem enquanto ainda estão por aqui, e para saber também um pouquinho do outro lado da moeda!



    Espero que tenham gostado e que este texto ajude vocês!
Gostou? Deixe o seu like, comente, conte como você sente que seus familiares e amigos estão durante o seu tempo de intercâmbio, compartilhe o texto com eles (quem sabe assim ele também não chega no meu irmão? Gostaria muito que ele lesse, mas sem eu ter que mandar ou marca-lo!

    Até o próximo dia 05, beijos!


Júlia B. Benedini – Psicóloga (08/14965)
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05 julho 2017

E se não der certo?


E se não der certo?

E se negarem meu visto?

E se eu não conseguir família?

E se a família não gostar de mim?

E se as kids não gostarem de mim?

E se eu não me adaptar?

E se eu não me (RE) adaptar ao Brasil?

    Já pararam para pensar quantos “e ses” passam pela nossa cabeça quando o assunto é o intercâmbio?

    Olá, meu nome é Júlia, fui au pair em 2009, hoje sou psicóloga e trabalho com orientação psicológica online para pessoas que moram (ou querem) fora no nosso Brasil varonil.
    Se (olha ele aí de novo) você mora, já morou ou até mesmo pensou em morar fora, com certeza essa combinação de palavrinhas já passou pela sua cabeça, né?! “E se”?
    Por mais que a gente tenha certeza, que seja um sonho, tudo que é novo e de certa forma arriscado (por mais planejado que seja) envolve o medo e principalmente a ANSIEDADE, e sobre ela que quero falar um pouquinho hoje.

    Não é “papo de psicóloga”, até porque vou começar o assunto com uma novidade! A ansiedade pode ser positiva, sabiam? Não estou ficando doida, e vou explicar! Nós temos a mania de enxergar alguns sentimentos como negativos (a ansiedade e a tristeza, por exemplo), porém, desde que haja equilíbrio, todos eles podem nos ensinar e ajudar de alguma forma. Quando estamos ansiosos e esta ansiedade nos impulsiona a agir, a fazer alguma coisa, ela é benéfica; já quando os pensamentos negativos (os famosos e se) tomam conta, nos deixando paralisados, nos impedindo de seguir em frente, ou ainda quando não conseguimos tomar decisões e acabamos “metendo os pés pelas mãos”, está na hora de repensar sobre quem está no controle da situação.

    No caso do au pair, vejo tanto pessoas desistindo do sonho de morar fora (e se não der certo), como pessoas que acabam entrando em “famílias perigo” ou em famílias ótimas, mas que não são um bom match, pois ficaram com “pressa” de ir logo, ou ainda “e se eu não achar outra família”?
    Costumo acompanhar grupos de au pairs no facebook, e (infelizmente) vejo muitos rematchs que poderiam ser evitados, se o match não tivesse acontecido por ansiedade.
    Eu sei, eu sei que dá medo de não arrumar outra família, dá medo de não dar tempo, dá medo de tudo! Eu também passei por isso, e passei 3 vezes, e somente da 3ª posso dizer que tomei a decisão pensando com clareza e com coerência (e o rematch aconteceu por outra razão).
    E o que fazer para tomar a decisão correta? Ela é garantia de um match perfeito? Infelizmente não. Eu costumo dizer para as meninas (digo meninas pois por enquanto não orientei rapazes) que já orientei e oriento e já falei aqui também que o au pair/intercâmbio é como um relacionamento: ninguém namora, se envolve afetivamente ou vai morar com alguém sem conhecer pelo menos um pouco da pessoa, saber alguns defeitos, qualidades, sem saber como aquela pessoa “funciona”. Vamos imaginar que você, que está lendo, seja uma pessoa que gosta de tudo limpo, organizado, arrumadinho. Agora se imagine morando com alguém que chega do trabalho, deixa os sapatos na sala, toma água e deixa o copo no chão ao lado do sofá, não cozinha e não ajuda com a louça e quando você abre o guarda roupas, vê uma avalanche de casacos, blusas e calças caindo sobre você. Haja amor, e haja paciência, né?  Claro que se tratando do au pair não temos todo tempo do mundo, mas e é aí que entra (de novo) a importância de se conhecer (como a palma da sua mão), saber quais são os SEUS defeitos, as SUAS qualidades, os SEUS pontos fortes e fracos, o que você suporta e não suporta, e a partir daí, “casar” com os da futura hostfamily. Tendo consciência de tudo isso, e principalmente de seus valores, você terá respostas práticas e racionais para os “e se” que muitas vezes a mente inventa.

    Para finalizar, deixo uma questão para reflexão: E se não der certo? "Traduza" “não der certo”. Eu passei por 3 rematches, podia dizer que meu intercâmbio não deu certo, e confesso que quando voltei para o Brasil, era isso que eu pensava: “não deu certo”. Hoje minha ideia é outra! Deu certo por 9 meses, depois voltei! Tudo é positivo, desde que a gente aprenda a enxergar de forma positiva! E qual está sendo a sua lição positiva de tudo isso (desde o início do processo até hoje)?



    Por hoje é isso, espero que tenham gostado deste texto de reflexão!

    Abraços, e até o próximo mês!!


                                                 
                                                Júlia B. Benedini – Psicóloga (CRP: 08/14965)  
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05 junho 2017

O dia que eu comi milho nos EUA

   Olá pessoal, como vocês estão?


   Meu nome é Júlia, fui au pair em 2009; sou psicóloga e trabalho também com orientação psicológica online para pessoas que moram ou que querem morar fora.

   Hoje vou contar uma experiência bem diferente, digamos, que vivi na terrinha do tio Sam. Quem me conhece sabe da dificuldade que eu tenho em provar novos alimentos, sempre foi assim, desde criança; o bom e velho arroz e feijão era suficiente. Este foi um dos detalhes que eu acho que esqueci, e que é parte da vida de qualquer pessoa que vai morar fora, né? A partir do momento que a gente se dispõe a sair da “zona de conforto”, precisa realmente sair. Ok, minha 3ª hostfamily (não, eu não fiquei 3 anos nos EUA! Se você não viu minha série de posts sobre matchs, clique aqui, ou então, eu posto todo dia 05! É só voltar alguns posts ;) ) era tranquila no quesito comida, a host cozinhava bem, e eu cozinhava bastante ali também, e sim, cozinhava arroz, feijão, carne, purê, comidinhas bem brasileiras, e que eles adoravam! Lembro de um dia que a host fez um purê de batatas (amo purê) com um molho que parecia molho madeira, mas conseguia ser ainda mais saboroso! Nossa, me acabei! Foi nessa casa também que provei alcachofra (amei) e aspargos (muito amor envolvido).

   Até que um dia, sábado, eu não estava trabalhando e estava “beem de boa” no meu quarto conversando com minha família no Brasil. Eu já estava adaptada ao estilo de alimentação deles e principalmente aos sábados almoçava mais tarde, até porque acordava mais tarde e tomava café da manhã. Eles comeram algo no almoço e saíram.
   
    Eu enrolei, enrolei e mais tarde fui na cozinha comer algo também. Quando cheguei lá, havia uma panela no fogão, e resolvi ver o que era né?! Curiosa! Agora vocês imaginam a grata surpresa quando abri aquela panela e vi aquelas espigas de milho lindas, amarelinhas, quentinhas, saindo fumaça! Nossa, que delicia! Imediatamente lembrei daqueles milhos que comia na praia, com sal e muita, mas muita manteiga derretida escorrendo! 

   Não pensei duas vezes, né?! Peguei um prato, escolhi a maior e a mais bonita espiga, peguei o sal e a manteiga e então ouvi: You´re gonna try? (assim, sem o "are" na frente mesmo pra fazer a pergunta, como a gente aprende na escola que tem que ser, minha kid nunca colocava! Hahaha- tradução: você vai provar?). Pensei, e respondi: We have corn in Brazil (nós temos milho no Brasil)! Ela ficou me olhando colocar a manteiga e o sal com cara de nojo, e eu olhando para ela e pensando: menina, você não sabe o que é bom!!! Até que ela soltou: Yuck! Novamente pensei: Não sabe o que é bom, não sabe o que é bom! Eu até não estava entendendo muito bem a cara dela, pois ela adorava comidas brasileiras e adorava provar tudo que era do Brasil! Estava até aprendendo a falar português através de um site, que não me lembro agora o nome!

(Minha reação quando vi as espigas de milho na panela! hahaha)



  
    Até que lá fui eu, feliz e contente e dei a primeira mordida e........IT´S SWEET!! Fiquei degustando aquele mix de sal, açúcar, milho e manteiga (muita), olhei para ela com uma decepção que não cabia em mim; e ela: what is it supposed to be (era para ser o que)? E pensei: SALGADO, SALGADO, SALGADO (of course)!! Depois, ela me contou que elas (ela e a mãe) cozinhavam o milho em água com açúcar! E pensar que eu lotei o "bichinho" de sal e manteiga! Depois disso a carinha de nojo dela fez sentido! Não sei se esse é um costume de coreanos (minha host era descendente de coreanos), se os americanos fazem assim, ou se era um hábito delas lá, mas sei dizer que foi tenso, uma das mordidas mais difíceis de se engolir! Hahaha


   
   No fim, claro, expliquei que no Brasil a gente cozinhava e comia o milho diferente, e ainda brinquei dizendo que nas praias eles são vendidos por pessoas na praia, e dizem que eles cozinham o milho com a água do mar, o que dá um gostinho todo especial! Ela acreditou, tadinha, e depois falei que era brincadeira! Hahaha (PS- ela acreditou e mesmo assim ficou morrendo de vontade de experimentar)!

   Enfim, este foi o post de hoje, uma coisinha mais leve, descontraída! E vocês, tem a mesma dificuldade que a minha? Como fazem para provar novos alimentos no país onde estão? Já provaram algo que não gostaram?


   Espero que vocês tenham gostado, e aguardo vocês no próximo dia 05!

   Beijos!!

Júlia B. Benedini - Psicóloga (e ex au pair)
CRP: 08/14965)
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05 maio 2017

Uma HOSTFAMILY para chamar de MINHA

Finalmente chegou o dia de contar como foi o match com a minha última HOSTFAMILY! Depois de 1 mês e 3 semanas batendo cabeça, achei uma hostfamily para “chamar de minha”.  Sobre como era a rotina nessa família eu contei nesse post aqui, então hoje vou contar mais sobre o match mesmo e como foi para escolher, ok?

Primeiramente, oii né!! Como vocês estão? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Júlia, fui au pair em 2009, sou psicóloga e hoje, além do consultório, trabalho com orientação psicológica online para pessoas que sonham morar fora do país (ou que já moram)!

Durante o meu intercâmbio, passei por 3 REMATCHES, e estou fazendo uma série de textos contando como foram meus matches, rematches e hospedagens na casa das hostfamilies; portanto, se você não leu meus textos anteriores PARA TUUUDO! Recomendo que você leia os textos anteriores e acompanhe a saga, essa novela quase mexicana (no offence) que foi o meu intercâmbio)!

Então, para escolher esta família, eu FINALMENTE comecei a usar aqueles “conselhos” que comentei no primeiro post da série, lembram? Pois é, eu fui BEM pé no chão, mas também, pudera
né?! Quase 2 meses nos Estados Unidos me fizeram enxergar que SIM, eu estava indo para trabalhar, que o salário era suficiente, mas não era a maravilha que eu pensava e que crianças eram crianças, no Brasil, nos EUA, ou em qualquer lugar do mundo, e que elas demandam atenção.

Uma das coisas que eu lembro bem, foi que logo de manhã, abri meu e-mail e vi o e-mail de uma hostfamily pedindo o meu contato com urgência. Passei meu número e segundos depois (foram segundos mesmo, sem exagero) o telefone tocou! Foi aí que percebi a mudança no meu inglês. Foram apenas 3 semanas na casa da 2ª hostfamily, mas as crianças eram bem comunicativas e me ensinaram MUITA coisa! Thank you, girls! Consegui conversar, fazer todas as perguntas e principalmente, sugar todas as informações que vocês podem imaginar da hostmom, peguei o telefone da au pair que estava lá, e também conversei muito com ela. Continuamos o contato via email (tanto com a host, como com a ex au pair).

Uma das coisas que achei muito importante foi que a au pair estaria lá para me ajudar e orientar nos primeiros dias. Ser direcionada com relação às crianças, saber onde eram as melhores lojas, os melhores cafés (Starbucks), mercados e principalmente: ter uma companhia nesse comecinho, fez uma diferença sem igual! Acredito que ela (ex au pair dessa HF) não sabe, mas ela foi um marco no meu intercâmbio e é uma pessoa por quem tenho muita gratidão! <3  

E assim eu fui analisando os prós e contras. Outro pró era que os vizinhos tinham uma nanny live in (babá que morava com eles) brasileira, e a criança era da mesma idade da minha. Eu estava liberada para fazer playdates quando quisesse e com quem quisesse. Uma das meninas que embarcou comigo para os EUA também morava por ali, e tinha crianças da mesma idade!

Tudo parecia perfeito demais, até que: a car will be available for you, and you will have to drive
Flor* (vou chamar a mais nova de flor) to daycare and pick her up. Nem preciso dizer que gelei, né?! Eu não tinha experiência nenhuma com direção, muito menos dirigindo crianças pequenas! Pensei, pensei... eu já estava arriscando tanta coisa, vivendo tantas coisas diferentes, por que não? Peitei! Eu já sabia dirigir carro automático (o da host era um new civic, tinham acabado de lançar), mas lembro que o dia que dirigi pela primeira vez, ainda com a ex au pair, cheguei a vomitar, de tão nervosa, ansiosa, de “tão tudo” que fiquei! E adivinhem? Passou! Em algumas semanas, ou até dias, dirigir se tornou um hábito!

Nessa família, eu tinha um schedule bem diferente. Os pais eram separados e dividiam a guarda das crianças, portanto, metade da semana eu ficava livre. A família tinha 2 meninas de 9 e 3 anos, sendo que a mais velha ficava na escola o dia todo. Meu schedule era tranquilo sim, eu tinha carro, aprendi a dirigir, “eduquei” a pequena e ensinei algumas coisas, e com o tempo ela foi pegando o meu jeito e eu o dela (claro que nem tudo são flores, crianças são crianças)! Alguns meses depois, outras amigas brasileiras foram chegando, outras de outros países e formamos um grupo grande e que eu tenho saudades até hoje!
Quase todos os dias tinha playdate, e a pequena Flor amava! Ela fez muitos amigos, as kids dos meus amigos au pairs eram amiguinhos dela! Ela era muito sociável (bossy, but friendly), e as crianças pareciam gostar dela, era divertido!

Muita gente diz que não se deve ter contato com brasileiros, pois isso atrapalha no inglês, e nossa! Como eu ouvi essa frase! Essa e aquela: se você conversar todos os dias com a sua família, a saudade aumenta! E é aí que entra o fator AUTOCONHECIMENTO. Eu fiz terapia no Brasil por um tempo, aprendi muitas técnicas de autoconhecimento na faculdade, e por aí fui aprendendo como tudo é relativo e como as coisas funcionam comigo, o que era melhor para mim. Realmente, algumas pessoas não desenvolvem tanto o inglês no contato com brasileiros, mas comigo não atrapalhava, e ainda ajudava na homesick; eu me sentia acolhida pelos amigos brasileiros, ter um pouco do Brasil, com toda a sensação de aconchego que nós sabemos que o nosso país traz me fazia muito bem! Fora isso, falava com a minha família TODOS OS DIAS pelo Skype, e não tinha homesick quando desligava (tem gente que tem, né)!

Então, pessoa, aqui se encerra a série de posts sobre os meus rematchs! Se vocês tiverem alguma sugestão de tema, alguma dúvida, por favor, deixe nos comentários do post ou ainda nos comentários da fanpage no facebook! Se tiverem dúvidas sobre como o psicólogo pode ajudar no processo de intercâmbio ou ainda como funciona a orientação, será um prazer esclarecer as dúvidas de vocês! E por hoje foi isso!!


Beijos,  aguardo vocês no próximo dia 05!!!!


Júlia B. Benedini - Psicóloga (CRP: 08/14965)
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09 abril 2017

Primeiro mês na Bélgica



Hey! Finalmente vou poder contar pra vocês como está sendo essa experiência aqui na Bélgica. Eu cheguei tem um pouco menos que um mês, então ainda não tenho milhões de coisas pra contar. Depois de ter sido au pair na Holanda, eu imaginei que aqui na Bélgica seria basicamente a mesma coisa, mas não é não.



Minha host family é composta por dois pais, e duas crianças. Um menino e uma menina. Antes de chegar, eu confesso que fiquei com um pouco de nervoso de morar com dois homens, não pelo fato deles serem gays, mas pelo fato de morar numa casa sozinha com dois homens, mas agora já me acostumei, e vou te contar que acho até melhor. Eles são super organizados, não só em relação a casa, mas também o schedule e etc.

Falando em Schedule, o meu aqui é meio louco. As crianças ficam uma semana na mãe, e uma semana aqui. E quando as crianças não estão, eu estou livre. YAY.

O meu quarto é bem bacana, eu fiz um vídeo no meu canal do youtube mostrando meu quarto, assistam AQUI.


Eu moro numa cidade bem pequena, tem umas lojas, uns bares, mercado, um bosque, mas nada demais. Porém tem transporte direto pra Antwerp, então acaba sendo bacana.

Eu juro que ainda não tenho uma opinião sobre a Bélgica. Estou começando a conhecer os lugares. Posso dizer que achei Antwerp um pouco bagunçado, sempre pego engarrafamento. Os ônibus não passam na hora que deviam passar, e isso faz com que esteja sempre lotado. Mas como toda a Europa, você fica apaixonado por todos os prédios, a cada esquina.



O centro de Antwerp é meio caótico, principalmente no final de semana, mas isso é uma coisa boa. A noite os bares, restaurantes estão super lotados. Uma coisa importante, a cerveja aqui é bem barata, e você encontra todos os tipos de cerveja da terra. Sério!

Vir pra Bélgica bagunçou a minha vida inteira, não estava esperando mesmo que isso acontecesse, mas eu não poderia estar mais feliz. Esse ano eu tenho refletido bastante sobre a minha vida, e as coisas que eu quero pro meu futuro, e espero que esse ano na Bélgica me ajude a concretizar todos esses planos e sonhos.

Espero descobrir várias coisas e compartilhar com vocês nos próximos meses.

Vejo vocês no próximo dia 9!
Dream big!

Ingrid Costa

Youtube:Ingrid Costa
Instagram: @ingridcostablog


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