Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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14 junho 2019

Como lidar com os autos e baixos durante o intercâmbio

Oi gente, como vocês estão? Hoje vim falar de um assunto um pouco mais delicado que é como lidar com as emoções durante o intercâmbio e contar um pouco de como está sendo o finalzinho desse primeiro ano que fez minha vida mudar completamente de rumo.

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11 meses. Se eu olhar para a Elisa de 11 meses atrás eu vejo uma pessoa completamente diferente. Se eu ainda tivesse o pensamento daquela época, eu estaria voltando pra casa mês que vem, tendo que me despedir da host family, amigos e da cidade que tanto criei sentimentos.

Pra quem acompanhou meu primeiro post, sabe que eu vim para o intercâmbio namorando, foram 4 anos maravilhoso com alguém que me apoiou do início ao fim do meu processo de decisão para vir pra cá. Infelizmente foi algo que chegou ao fim mais ou menos quando eu completei 6 meses aqui. Não foi um período fácil e ainda não é 100% fácil para eu me abrir sobre isso. Diversas vezes pensei em desistir ou simplesmente acabar meu primeiro ano e ir para casa. Eu sentia falta da minha família todos os dias e percebi que estava tendo minha primeira homesick.

O que me ajudou a continuar? Sem dúvidas as amizades que fiz aqui me ajudaram demais. Por isso que eu diga, tenha amigos, amigos representam família. Mas sem dúvida uma das coisas que mais me ajudou a seguir em frente foi ter escolhido uma host family que eu sabia que poderia ser acolhida do jeito que eu esperava. Parece papo de au pair Alice? Parece. Mas minha host family fez toda a diferença nos momentos ruins que passei aqui, pois pude me abrir e receber o apoio que precisava.

Agora eu olho para meu primeiro post aqui e lembro que falei que esse sonho era meu e de mais ninguém. Nisso eu continuo acreditando. Tudo o que cresci e aprendi durante o intercâmbio, me faz ter orgulho da pessoa que me tornei e por ter um dia dito que eu iria atrás dos meus sonhos. Não foi fácil chegar até o fim desse primeiro ano, mas me sinto completa e feliz por simplesmente não ter desistido. E seguimos em fortes porque chegou o Summer haha!

Então se tenho algumas dicas para deixar pra você que está vindo pra cá ou que está passando por um momento ruim, é:

  • Faça amigos e se abra com eles, colocar pra fora e saber que tem alguém pra te ouvir ajuda e muito;
  • Escolha uma host family que vá te dar aquilo que tu precisa, no meu caso era uma verdadeira representação de família;
  • Faça por você, as vezes vai doer, mas uma hora vai poder perceber o quanto tudo valeu a pena;
  • Se sentir que precisa, procura a ajuda de um profissional, várias psicólogas são especializadas em atendimento de intercambistas contando até com atendimento online.

Espero que todo mundo tenha a sorte de olhar pra trás e se sentir orgulhoso da pessoa que se tornou, conseguindo passar por adversidades e simplesmente ser feliz.
Beijinhos e até o próximo mês.
Elisa.
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13 março 2019

Learning Across America: alternativa para aulas

Oi gente, tudo bem com vocês? Hoje vim fazer um complemento no meu post sobre as opções que temos para aulas no ano de Au Pair, apresentando mais um curso de curta direção e de viagem.


Washington, DC

Pra quem quer saber um pouco mais sobre como funciona a questão de horas, créditos e o valor da bolsa que recebemos da família para estudar, entra na minha tag Elisa Padilha que tem um post completinho onde explico tudinho para vocês.

Bom, pra quem me conhece sabe que eu não aguento mais ter aulas de inglês nessa vida, já foram uns longos 10 anos dentro de sala de aula aprendendo o idioma. Quando cheguei aqui resolvi que ia fazer algo diferente com o valor da bolsa que recebemos. Queria muito ter feito alguma aula da minha área de formação, porém os cursos eram caros, em horários que não fechavam com meu schedule e algumas vezes nem aceitos pela APIA.

Minha LCC sempre mandou todas as aulas disponíveis na região e que fossem aceitas pela APIA para validação dos créditos e horas. Sempre me chamou a atenção os cursos de finais de semana com viagem. Meu schedule é fixo e eu não me imaginava indo pra aula duas vezes por semana na correria depois de cuidar de uma criança o dia inteiro haha.

No post anterior falo um pouco sobre minha primeira escolha de aula que foi sobre mulheres no mundo dos negócios. A aula foi na George Washington University em D.C. durante um final de semana. Para minha sorte a APIA mudou as regras sobre os créditos no início desse ano, o que passou ser possível fazermos duas aulas de finais de semana para completar os 6 créditos obrigatórios. Na regra anterior era permitido apenas uma.

Sendo assim, minha segunda escolha foi no mais barato e interessante que achei. O programa que escolhi foi o Learning Across America oferecido pela Borough of Manhattan Community College (BMCC), onde você tem um final de semana de aula sobre a história da cidade que você vai visitar e em um outro final de semana tem a viagem guiada pelos principais pontos turísticos. 

Para Philly area (onde eu moro atualmente), as aulas foram ministradas na Peirce College e tinha como como opções de destinho Washington D.C., Niagara Falls e Lancaster (Amish Country). Como minha intensão era gastar menos e simplesmente cumprir os créditos, lá vou eu mais uma vez para Washington D.C.

Se você não gosta de história não recomendo, pois é só o que tem nessa aula. Aprendemos sobre história americana, sobre a constituição, algumas das personalidades influentes, sobre a historia de Washington D.C. e discutimos um pouco de política, é claro. O mais interessante é a integração e o diferente ponto de vista de Au Pairs de diversas nacionalidades.

Nós tínhamos temas antes das aulas e um projeto final para ser entregue depois, mas tudo bem tranquilo. Próximos passo é visitar os principais pontos turísticos sobre os quais aprendemos nas aulas. A viagem tem a duração de apenas um dia. 

Fica aqui então mais uma dica pra quem está querendo completar créditos ou horas, e não quer passar muito tempo dentro de uma sala de aula. Link para cursos em outras localidades: https://www.learningacrossamerica.net/

Qualquer dúvida ou sugestão, só deixar aqui nos comentários. Fiquem bem e até mês que vem. Beijos!

Elisa 
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13 fevereiro 2019

Como tomar decisões difíceis no intercâmbio?

Oi gente, como vocês estão? Hoje vim ter uma conversa diferente e abrir um pouco o meu coração para o atual momento do intercâmbio. Essa semana estou completando 7 meses dessa louca aventura e pra quem não sabe está chegando àquela hora: estender o programa ou voltar pra casa? Como tomar uma decisão que pode mudar tudo?


Provavelmente a próxima vez que eu voltar aqui já vou ter tomado a decisão final e, diferente de muitas meninas, estou chegando no prazo final e ainda não sei o que fazer haha. Pela APIA (Au Pair in America) nós recebemos o e-mail da extensão no oitavo mês, assim temos tempo suficiente de deixar toda a documentação pronta para ficar online e achar uma nova família, se esse for o caso. O mesmo para as famílias que precisam de uma nova Au Pair se você não for ficar com eles. No meu caso: não faço ideia do que fazer.

Para ser mais sincera eu tenho 75% de certeza que vou voltar para casa e não vou ficar para meu segundo ano e se eu ficar por nada eu trocaria de família. Meus sete meses foram marcados por diversos altos e baixos, mas minha Host Family nunca foi um ponto baixo e vou ser eternamente grata por ter escolhido eles. Então se vocês estão nessa dúvida como eu estou, o melhor jeito é colocar tudo em uma balança, entender suas inseguranças e prioridades. Porque tanta dúvida?

O principal ponto positivo de continuar no programa seria a ótima relação que eu tenho com a minha Host Family, eu me sinto em casa desde o primeiro dia que cheguei e eles me apoiaram até nos meus piores momentos aqui. Cuidar de criança pequena é legal, mas você já pensou o que quanto se apega à essas criaturinhas? Outro ponto positivo seria viajar mais. Já tenho algumas viagens programadas para os próximos meses, com os principais lugares que eu queria visitar, mas ainda está longe do ideal, então sem dúvida esse seria um diferencial. Uma razão para eu ficar seria guardar dinheiro. Com minha ideia de conhecer diversos lugares eu sei que vou voltar pra casa de bolso vazio, o que pode ser um problema parando pra pensar que talvez eu não consiga um trabalho logo na volta. E por último, estudar mais. Eu acabei me detendo em fazer apenas cursos de finais de semana e deixando de lado cursos que poderiam acrescentar algo no meu currículo.

Ai você diz: E como não vai estender com tantas coisas boas que tu poderia fazer? Ao mesmo tempo que tem tantos atrativos pra ficar, a saudades de casa está cada vez maior e temos novidades maravilhosas na minha família, momentos que eu quero estar lá para viver. Já estou deixando de participar de coisas que me cortam o coração e já me fizeram ter vontade de desistir e voltar. Outro ponto é a minha carreira profissional, sou formada na área faz 2 anos mas tenho pouco de experiência, o que me preocupa em ficar mais difícil de achar um emprego ao longo do tempo. Outro ponto é que eu não pretendo morar aqui pra sempre, o que seria um diferencial para me fazer ficar mais tempo e me preparar pra isso. 

Muitas coisas aconteceram na minha vida pessoal nesses 7 meses e eu realmente não sei se estou disposta a deixar mais coisas pra trás e dar uma chance para mais um ano de intercâmbio. Não que esse tempo aqui tenha sido ruim, muito pelo contrário, está sendo umas das melhores fases da minha vida e sempre vou recomendar pra todo mundo. São muitas coisas para pensar e pesar a importância. Mês que vem volto pra contar qual foi minha decisão final, assim como a reação da minha Host Family e família no Brasil.

E vocês, como lidam na hora de tomar uma decisão tão importante na vida de vocês? Aceito dicas de como passar por isso sem surtar haha!

Beijos, fiquem bem e até o próximo mês.
Elisa.
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13 janeiro 2019

Road Trip de Ano Novo - Nashville to New Orelans

Oi gente, tudo bem com vocês? FELIZ ANO NOVO!! Hoje vim contar pra vocês um pouquinho sobre a minha primeira semanas de férias aqui nos Estados Unidos, com alguns detalhes e dicas desses destinos maravilhosos.


Comecei a pensar nas minhas férias mais ou menos no terceiro mês, porque já sabia que queria passar o ano novo em um lugar diferente e que não fosse New York. Primeiro pensei em ir pra Califórnia como sempre foi meu sonho, mas aí analisei preços de passagens e acomodações para essa época e percebi que ainda não iria rolar. Foi então que pedi para minha hosta ideia de lugares legais para passar essa data e de cara ela me falou New Orleans. Sempre quis conhecer, mas nunca tinha colocado nos meus planos. Ela me enviou um roteiro pronto de uma Road Trip de 7 dias que começava em Nashville e terminava em New Orleans para o ano novo. 

Li e amei, daí parti para o Grupão no face e só vi as meninas falando bem dos lugares. Roteiro praticamente pronto, postei de novo procurando companhia e encontrei as 4 melhores e mais divertidas companheiras de viagem. 
Voamos Nashville no dia 25/12 e alugamos um Airbnb (melhor decisão da vida). Ficamos lá até dia 28/12 ao meio dia. Compre souvenires e compre um whisky diferente haha O lado bom da cidade, é que você pode entrar de bar em bar sem pagar entrada, se um não está bom pode pular pro próximo.
Lugares que valem a pena conferir em Nashville:

  • Parthenon;
  • Country Music Hall of Fame and Museum;
  • Alguns dos vários murais que tem pela cidade, principalmente o da asa (clichê mesmo);
  • The Stage on Broadway – Música country ao vivo;
  • Ms. Kelli’s Karaoke Bar;
  • Wild Horse Saloon – Esse lugar tem Dance Line pra dançar que nem nos filmes;
  • Coyote UGLY – Sim, é o do filme;
  • The Valentine – Se você cansou um pouco de Country e quer ouvir outras músicas;
  • Honky Tonk.


Dia 28/12 pegamos o carro alugado e partimos em direção à Memphis. No meio do caminho paramos no Loveless Café, sem dúvida a melhor refeição da viagem pra mim. Vale a pena ir e pedir o “all you can eat” para família. 
Em Memphis ficamos em um hotel qualquer para passar a noite e no dia seguinte fomos para Graceland, a casa do Elvis e no Museu Nacional dos Direitos Civis. O Museu foi instalado no local onde Martin Luther King foi morto e sem dúvida é um lugar que não se pode passar reto. O Central BBQ é um dos lugares mais famosos para comer e recomendo porque é muito bom.



No dia 29/12 chegamos no nosso último destino: New Orleans. Essa cidade não dorme e se sua frustração nesse país é que as festas terminam às 2h da manhã, esse lugar é pra você. A Bourbon Street fica no French Quarter e tem é um longo corredor de festas e restaurantes. Assim como em Nashville, você não paga para entrar nos lugares e pode trocar sempre que não gostar. Outra vantagem dessa cidade: beber na rua é liberado. 
Quero muito conhecer New Orleans sem tanta gente, era ano novo e estava acontecendo evento de futebol americano universitário. Fizemos um tour sobre Vodoo e caminhamos pelas ruas da cidade que tem uma arquitetura de encher os olhos. O interessante é que lá são disponibilizados tours  gratuitos com algum tema específico, como comida, vodoo e haunted.
Voltei pra casa no dia 01/01 às 05:40 da manhã, dormi e acordei só para trocar os voos e vir pra casa, com muita alegria no coração por ter feito uma viagem por lugares tão especiais com pessoas maravilhosas.

Se vocês tem qualquer dúvida sobre roteiros e gastos fico muito feliz em responder. Beijinhos e até mês que vem.

Elisa.

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13 dezembro 2018

Opções de aulas para Au Pair

Oi gente, como vocês estão? Hoje vou falar de um assunto que muitas pessoas antes de virem como Au Pair ou até logo depois de chegarem tem dúvidas, os cursos que temos pra fazer. Vou exemplificar também um dos cursos que escolhi.

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As famílias disponibilizam para nós 500 dólares anuais para pagarmos algum curso de nossa escolha. Na Au Pair In America, minha agência, você pode escolher o programa EduCare, onde a bolsa é de 1.000 dólares anuais. Porém, você terá que fazer mais créditos e o pagamento semanal é menor. 

Também pela minha agência, nós temos que contabilizar 6 créditos ou um mínimo de 72h de aula. Só finalizando tudo é que podemos estender para o segundo ano e receber o certificado no final do programa. 

Quando cheguei minha LCC disponibilizou uma lista de universidades e cursos disponíveis para o nosso cluster, assim como uma lista de cursos que podemos realizar em finais de semana. O curso mais fácil de conseguir os créditos e que a maioria das Au Pairs escolhem é o ESL.

ESL é o English as Second Language. Para esse curso é realizada uma prova para poder ver em qual nível você melhor se enquadra. Apesar de muita gente dizer que as aulas são fracas, já ouvi bom relatos sobre essas aulas e como elas podem te ajudar logo no início se o seu nível de inglês é mais básico.

Eu não escolhi fazer o ESL porque fiz aulas de inglês por tanto tempo que não conseguiria fazer mais. Tentei um curso isolado de universidade na minha ária de formação (negócios), mas apenas uma aula já ocuparia toda a bolsa disponibilizada e não chegaria nem perto de conseguir os créditos ou horas necessárias.

No fim, acabei escolhendo um curso de final de semana em Washington D.C. que realmente recomendo. O nome é Women's Business Leadership Seminar e no curso foi abordado diversos aspectos de como nós mulheres temos que ter confiança em nós mesmas e como devemos ser mais valorizadas no mundo dos negócios. Também tivemos lições de postura, de negociação e de empreendedorismo. Em todo tempo de aula tivemos que elaborar um produto ou serviço a partir de algo que seja de nosso interesse e todas as lições foram levando à conclusão, que foi uma apresentação e agravação de um “comercial”.

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Se você se interessa pelo mundo dos negócios ou só quer ganhar um pouco mais de confiança em si própria, o curso é ofertado duas vezes por ano. Cada aula dá direito à 3 créditos ou 36 horas aulas. 

Ainda tenho metade dos créditos para cumprir, então se você tiver alguma sugestão pode deixar aqui nos comentários haha. Espero ter ajudado e qualquer dúvida sobre esse assunto estou à disposição.

Beijos e até mês que vem.
Elisa.
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13 outubro 2018

Stay at home mom: sonho ou pesadelo?

Oi gente, hoje volto com um assunto que divide muitas opiniões na hora de escolher família: Stay at home mom. Vou contar um pouquinho do meu ponto de vista e de como está sendo minha experiência.

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Stay at home mom é a host mom que trabalha ou fica em casa o dia todo e temos uma diferença gigantesca daquela que fica o dia todo sem fazer "nada" e aquela que trabalha em casa.

Antes de eu começar meu processo eu tinha pavor e dizia que nunca ia querer estar nessa situação, imagina alguém em cima, dando opinião e atrapalhando o dia todo. Pra mim era o mesmo que trabalhar em um escritório e o teu chefe ficar em cima do teu ombro monitorando tudo o que está fazendo. Tudo isso se dava à inúmeras experiências ruins que eu via por aí. Quem é que iria querer uma incomodação dessas por um ano inteiro?

Mas eu dei entrada ao meu processo e muitas coisas na minha cabeça começaram a mudar. Eu tinha que ter o pé no chão, mas não poderia achar que minha experiência seria ruim porque a do outro também foi. E aqui estou eu com uma stay home mom.

"Guria tu é louca?" - As vezes um pouco, mas não me arrependo da minha decisão. Minha hosta é aquela que realmente TRABALHA o dia inteiro, vejo ela durante a nap do baby e no fim do meu horário. Ela faz de tudo para que ele não a veja durante o dia, pede pra levar ele pra outro lugar ou distrair ele quando ela sai ou precisa ir aonde estamos. Nós sabemos como a criança muda e só quer a mãe sabendo que ela está aí. Hoje eu só agradeço por ter ela em casa.

Como cuido de baby, ela fica em contato comigo durante o dia para saber se está tudo bem, se ele está chorando sem parar ou fazendo manha, ela me dá dicas do que poderia acalmar ele. Meu baby tem alergias severas à diversas comidas, então qualquer coisa ela está aí. Sem falar que ela é uma ótima companhia quando ele está na nap.

Mas como eu disse, nenhuma experiência é igual a outra. Antes de aceitar o match tenha certeza que a rotina dela em casa é do jeito que você espera. Isso pode atrapalhar muito e tornar o teu ano impossível! Uma host mom que aparece de 5 em 5 minutos atrapalhando sua rotina e da sua kid pode não ser a melhor escolha.

Espero que vocês sigam o que o coração de vocês pede. Procurem sempre ser feliz antes de tudo.

Um beijo e até mês que vem.

Elisa

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13 setembro 2018

Seus sonhos e de mais ninguém

Oi gente, meu nome é Elisa, tenho 22 anos e agora também faço parte do Blog das 30 Au Pairs. Vou estar aqui com vocês todo dia 13. Como primeiro post, vou falar um pouco sobre minha caminhada até chegar aqui como Au Pair na Philadelphia. Ao longo dos posts espero poder ajudar vocês com as dúvidas que tiverem sobre o programa. 

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Independence Hall - Philadelphia

Tudo começou no início da minha universidade, sou formada em Comércio Internacional e durante nosso curso, deveríamos ter uma experiência internacional para podermos nos formar. Foi aí que comecei a pesquisar sobre os tipos de intercâmbios existentes e participar de palestras com alunos do curso que já haviam feito algum. Então conheci o Au Pair com uma menina que tinha ido e amado a experiência, fiquei um bom tempo pensando se eu faria ou não.

Acabei por não fazendo antes de me formar, pois não sabia se era exatamente isso que eu queria e não me sentia pronta para ter uma responsabilidade dessas no momento.

Me formei em dezembro de 2016 e comecei a trabalhar na minha área em algo que eu amo, porém ainda sentia que alguma coisa estava faltando. Eu ainda não havia realizado meu sonho de fazer um intercâmbio. Então voltei com a ideia de ser Au Pair, comecei a ir atrás de agências e cotações no segundo semestre de 2017.

A minha agência é a Experimento, representante da APIA (AuPair in America) no Brasil. Escolhi não por preço, não por recomendação, mas por que foi onde me senti melhor e onde eu achava que iria ter a melhor assistência.
No dia 13/11/2017 (meu aniversário) me dei um presente e assinei o contrato com a empresa. Mesmo sabendo que eu só teria tudo ok para entregar meu application em abril, resolvi fechar para já ir me organizando com custos e não desistir mais. Como não tinha CNH ainda, na metade do mês dei entrada na carteira.

Em abril entreguei meu application e fiquei online apenas no final de maio. Meu maior medo era não ter fluxo de famílias por não ter muito tempo de habilitação, mas pra minha surpresa a primeira família apareceu só um dia depois. Então, não tenha medo do seu fluxo ser pequeno por conta disso, capriche no resto para as famílias vão ver suas melhores qualidades.

A primeira família que entrou e que eu conversei, eu já amei, eles precisavam ser meu match, eram de Chicago, dois meninos de 1.5 e 3.5. No dia seguinte entrou uma família da Califórnia (que sonho) menina de 11, menino de 8 e um baby a caminho. Só que eles me enrolaram tanto com o Skype, que acabei fazendo só com o pai e as coisas não fluíram. Dois dias depois entrou A família no meu perfil, a minha família, aquela que eu senti o tão aguardado feeling (SIM, ele existiu pra mim). No dia seguinte eles me pediram o match, só que eu tinha mais um Skype com a família de Chicago e pedi um dia para responder e já aproveitei para tirar dúvidas.

No segundo Skype com a primeira HF eu já não me sentia do mesmo jeito, já estava com os outros na cabeça haha e foi assim que nem em uma semana online, fechei meu match.

Embarquei dia 15/07/2018 e aqui estou eu, morando no subúrbio da Philadelphia, cuido de um baby boy de 2 anos que é a minha paixão e de gêmeas de 10 anos. Meu schedule é só com ele, mas com muitos cuidados por conta de alergias à comidas super agressivas.

Eu sou aquela menina que deixou pra trás um grande amor - 3 anos e meio ❤, que deixou um trabalho na área de formação e veio realizar um sonho de viver uma nova cultura e crescer. Então se uma coisa que tenho para dizer é: não tenha medo de viver os teus sonhos, ninguém deve te impedir de realizá-los, se você se arrepender, pelo menos pode dizer que tentou.

Estou muito feliz em compartilhar minha experiência com vocês. Quando estava no processo procurava todo dia posts em blogs para me ajudar, espero poder ajudar também. Sem falar que estou só no comecinho dessa louca jornada, vai ser maravilhoso voltar aqui e rever como foi.

Um beijo e fiquem bem.

Elisa
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