Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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07 dezembro 2018

O au pair mudou a minha e vai mudar a sua! Você esta preparada para a mudança?

Parece clichê, mas é a verdade nua e crua. A gente muda. Nossa cabeça muda. Prioridades mudam. Talvez coisas (pessoas) que você não quisesse deixar pra trás ou achou que ia tudo continuar igual, mudam e você não tem controle nenhum sobre isso. 

Pra mim foi uma libertação. Mas você também tá pronta (o) pra isso? 



Tem muita gente que tem medo de mudança, do novo, do futuro e por isso não se lança a sorte e acaba deixando muita coisa boa passar sem se dar conta. Eu não sou uma dessas pessoas. As vezes acho que me lanço até demais (risos). Mas o que seria de nós se não nossas experiências? 


Todos os dias ouvimos relatos negativos da #aupairlife, mas perai, se tanta gente faz tem algo de bom na opção também, e pra mim, foi uma das (se não a melhor) escolha que fiz nesses meus 20 aninhos de glamour. 

Há 9 meses atrás estava eu, com 19 anos, infeliz com meu trabalho, surtando com futuro (faculdade etc.), num relacionamento mais ping-pong que Neymar e Bruna, meus pais passando por uma crise e eu sem saber o que fazer, mas absorvendo todo aquele drama pra mim e querendo de alguma forma resolver tudo, como sempre. Mas leia de novo e me diga o que ali em cima eu realmente tenho controle sobre?
Pois bem, estava surtando por não poder fazer nada pelos outros pra ajudar a melhorar a situação e nem por mim... em partes.

Tive um surto e decidi me jogar com tudo no programa e menos de 3 meses tava embarcando pra França (o que era um segredo pra toda a família e amigos também/sou daquelas que só contam depois que tudo se realizou já). E volto a dizer que não podia ter feito nada melhor.
Estou tirando o meu tempo. Pra me encontrar, me descobrir e saber o que quero pra mim, sem influências, dramas, coisas pequenas que quando estão no nosso dia a dia nós transformamos em tempestades, mas vejam bem... Não estou diminuindo ou dizendo que o problema de cada um é menor que o meu. NÃO. Estou dizendo que quando estamos longe de casa, da família, morando com estranhos, num lugar onde não falamos a língua e estamos só, aprendemos a nos virar por nós mesmos e damos valor nas coisas mais simples. 

E pra mim, de tudo, de todos os países, pessoas, lugares, comidas, festas etc., o que foi mais importante e relevante no meu período aqui, foi a evolução que eu passei. O quanto eu cresci e me tornei quem eu sou. As vezes a gente só precisa de um empurrão, as vezes de que alguém nos jogue do abismo, mas sempre tenho comigo que temos que diariamente nos desafiar e nos propor a fazer algo diferente por nós mesmas. 

Se joguem, façam por vocês. O máximo que vai acontecer é volta para casa e ai podemos encaixar nossa querida frase clichê (que não lembro se realmente é assim, não me julguem): "Se deu certo ótimo, se não, foi experiência" que mesmo se não for como esperava, a experiência do que viveu sempre estará com você... 

Beijos de luz! 🍀
Insta: @viromeiro 
Joyeux noël! 🎅🌲


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07 novembro 2018

A novela mexicana que é a minha vida de au pair!

Coucou les filles!

Estou aqui de novo para compartilhar com vocês mais um drama da minha vida de au pair. Talvez seja mais um desabafo, uma forma de buscar uma luz no final do túnel ou qualquer coisa do tipo, mas acredito que tenha gente que já passou ou mesmo (espero que não) que passará pela mesmo situação e acho importante sabermos que não estamos sozinhas e devemos compartilhar experiências e o mais importante: saber que somos livres para fazer o que for melhor pra nós mesmas durante a duração do programa. 

Por que estou dizendo tudo isso? 

Lembram que há um mês atrás falei pra vocês sobre readaptação e etc? Pois bem, 2 meses com a família nova foi mais que suficiente pra mostrar que sim, foi uma boa opção ter vindo viver meu sonho de morar em Paris, mesmo sabendo que isso custaria o ótimo relacionamento com a família anterior e que tinha o risco de não tem o mesmo "feeling" de novo. Mas deu certo. Foi ótimo. Me adaptei, fiz 18637 amizades e Paris virou minha casa (as vezes nem eu acredito). Mas como nem tudo na vida são flores e sabemos que ainda mais sendo au pair sempre SEMPRE S E M P R E algo vai acontecer, não tardou para o balde de água fria chegar... 

Os meus host me dão a notícia que vão se separar! OI? Sim, do nada. Sem aviso prévio, nunca vi 1 briga deles, achei que fosse o casal perfeito e então recebo uma notícia dessa. 
Plus: a mãe que sairá da casa.
E plus plus: eu e as kids ficaremos. 

Levei uns minutos, horas e dias pra digerir a situação, a idéia e como tudo iria ser de lá pra frente... 

Refleti, conversei com os meus hosts, tentei entender como e quando as coisas iriam começar a mudar (porque achei que ainda levaria um tempo pra tudo acontecer), saber das kids, como elas tinham reagido e etc e pasmem de novo: em 2 semanas a mãe já ia se mudar. 

Gente! Sério, eu já não sabia mais como reagir ou o que esperar, as próximas refeições da li em diante juntos eram com um clima estranho, as conversar mais frias, os diálogos mais curtos, parece que uma censura tinha sido colocada na casa. E a au pair lá, sem saber como deveria reagir. Devo eu fazer a Sandy e fingir que não sei de nada e agir normal ou começar a pisar em ovos igual todo mundo???!!! 

E que que eu fiz? A Sandy né, porque não sou obrigada e viver numa constante armadilha psicológica e me pressionar o tempo todo com medo de ser o motivo de provocar discussão ou debates na casa (o que começaram a ser bem mais frequentes) 

Minha host saiu de casa no final da semana passada e todos nós estamos aprendendo a viver sem "a dona da casa" na casa. 

O que mencionei lá em cima falando que devemos fazer o que for melhor pra gente durante o programa e não me vejam como uma pessoa egoísta e/ou maldosa é o seguinte: eu quero estar lá por eles. Pelas minhas kids. Quero ser apoio e ajudar no que precisarem, mas para isso não posso eu me sacrificar mentalmente pra ajudar e fazer algo que não está no meu controle.

As coisas vão começar a mudar agora. Como as kids vão aceitar e reagir ao fato que a mãe não vive mais com eles? Eu não tenho idéia. Como será o emocional deles daqui pra frente? So esperando pra ver.

Tenho um carinho enorme pelas minhas kids e meus hosts também e desejo que as coisas se passem da melhor forma possível, mas tem horas manas que temos que pensar na gente também. Temos que ajudar e estar lá por eles, mas não podemos servir de apoio pra alguém e depois desmoronar. 

Só espero que tudo isso tenha um desfecho positivo. Que ambos sejam felizes agora e que as crianças entendam a decisão. Por agora tudo o que eu sei é que tenho que esperar pra ver. 

Então deixo aqui o espaço aberto pra quem tiver dicas, conselhos e já tiver passado por isso, mandem luz e informações. Quem nunca tiver passado, desejo que não tenha essa desagradável experiência e pra quem tá passando vamos conversar e se ajudar! 

Bisous! 
@viromeiro
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07 outubro 2018

Adaptação é difícil, mas e a readaptação?


Oi gente. Vic aqui! 


Sabe quando a gente abandona nossa casa, conforto, família, segurança, amor, etc etc etc e começa a surtar até que um dia percebemos que tudo está encaixadinho de novo? Essa é a nossa fase de adaptação! Leva tempo. Desespero. Drama. Na minha listinha pessoal posso até acrescentar decepção. Mas a gente ter que se manter firme e resiliente até o final... e esse final a gente não vê chegar. Um dia você finalmente entende que já está de novo "onde deveria estar". Você se adaptou. 

Eu estava morando no sul da França, numa cidadezinha linda chamada Aix-en-provence, fiquei lá por 6 meses. Se hoje me perguntarem como foi minha experiência: M A R A V I L H O S A. Amo de paixão minhas kids que ficaram lá. A família virou minha família e tenho o melhor relacionamento do mundo com eles. Se tivessem me perguntado na 1° semana: Desistam do au pair, não venham, quero voltar pro Brasil.

Nossa Vic, como assim? 

Foi exatamente assim... passei uns bocados quando cheguei do tipo: criança mal educada, pais sem paciência, língua que não domino, e a lista continua. Mas a questão principal ai é que eu sou um ser humaninho que sofre muito por antecipação e comecei a desenhar o pior quadro possível na minha cabeça de como seria esse intercâmbio e foi ai que me surpreendi porque tentei viver mais no presente e não tentar adivinhar e precipitar o futuro e dando tempo ao tempo as coisas mudaram da água pro vinho. Ganhei confiança das kids então a mal criação diminuiu, os pais deram uma relaxada, as aulas começaram e por ai vai...
E tudo começou a se encaixar. Eu tava em casa de novo!
Ai como a senhorita aqui não consegue sossegar resolveu se aventurar em Paris (isso é história pra outro dia), mas enfim eu mudaria de família. O que? Tudo de novo? Todo o sofrimento e etc? Sim. Exatamente. E não sei pra vocês, mas mudar de família e ter que recomeçar a aprender tudo de uma família nova, pra mim, é um parto. Mas ia ter que passar por essa fase...

Duas semanas antes de me mudar de vez minha família real oficial tava aqui e conheceram minha host family antiga e foi mágico. 2 dias antes de me mudar eles foram embora. Aquele baque dar tchau pra sua família no aeroporto e chorei igual bebê. Cheguei na casa da minha host family (antiga) e como dali um dia ia embora, tinha o que me esperando? Uma festa de despedida surpresa. Com direito a bolo dizendo "Obrigado" e vários presentinhos e mimos. Adivinha o que aconteceu???? 

Eu chorei, as kids choraram e foi um rio de lágrimas que quase me fez desistir do sonho clichê de Paris. No meu último dia lá comecei a ponderar se valeria a pena abrir abrindo mão do que já tinha no Sul. 

E o que eu fiz? Sim! Mudei, vim pra Paris, deixei minha host family """"perfeita"""" pra vir viver mais esse sonho de ser parisiense! 

Me arrependo? Não! Tá fácil? Não também. Estou passando por toda a adaptação ainda, estou conhecendo os pais, fazendo amizades, me interando da rotina, descobrindo como lidar com as novas kids que vivem uma vida completamente diferente das outras. Ou seja, estou me redescobrindo e quase começando do zero a vida au pair (novamente). 

Se vai valer mais a pena no final, não sei, mas sei que o que já vivi até aqui não tá escrito. E se sobrevivi uma vez e deu certo no final, elevemos o pensamento positivo pra dessa vez também dar (me mandem energias)! 

Muita gente pode pensar besteira abrir mão de uma família boa só pra ir viver do outro lado sendo que já tá na França e pode ir pra Paris e blá blá blá. Ouvi muito isso, mas não sei vocês, mas eu sou uma pessoa que gosta de aventuras. Coisas novas. Me redescobrir. E pode ter certeza que mesmo se der errado, vou arranjar um jeito de fazer tudo da certo. 

Então pra todo mundo que tá com dúvida e medo de trocar o certo pelo duvidoso, só tenho a dizer que: troque. 

Se for teu sonho, vale a pena arriscar. 

Fica a reflexão e pra quem quiser acompanhar minha vida parisiense de vinho barato (aupairlife) e baguete na frente da torre, meu insta é @viromeiro.

Beijos de luz e força pra gente! 🍀💥






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07 setembro 2018

Host kids: uma história de amor e ódio!


Oi!

Meu nome é Victoria Romeiro, podem me chamar de Vic/Vi, tenho 20 aninhos, venho de Campinas, uma cidade no interior de São Paulo, e faz 6 meses que comecei essa loucura (maravilhosa) que chamamos de au pair. 

Sou au pair na França, em Aix en Provence e logo logo estou mudando pra viver meu sonho clichê que é morar em Paris e me sentir dentro de um filme da Disney  (risos e não julguem). Me juntei a esse super blog recentemente e quero compartilhar com vocês o máximo de informação/ajuda/novidades etc que puder e espero que gostem!

Há 6 meses cheguei na França com vários sonhos, idéias, objetivos e muito deles foram alcançados, alguns substituídos e outros deixados de lado... mas por quê? 

Porquê a gente não tem noção do que nos espera aqui. Você que ainda não veio, pode ter certeza que vai se surpreender e viver muito mais do que está fantasiando. 

Cheguei na minha host family. São 3 kids e do dia pra noite virei mãe de 3 meninos. Não foi fácil. Levou tempo pra me adaptar, para entender como tudo funcionava aqui, pra entender os pais, os mimos (e como tem mimos), para saber como conquistá-los pra que eu parasse de sofrer e eles também. Mas antes disso, fui mandada embora quando entrava no quarto pra chamar pra ir pra escola, chamada de chata, comparada com a última au pair e muitas outras coisas que podem imaginar... e o que eu fiz? 

Como uma boa canceriana, (cheia de atuação e drama) sorria pra eles, esperava o momento ali passar e ia pro meu quarto chorar as pitangas pra minha mãe. QUE DECISÃO MAIS ESTÚPIDA. 

O tempo foi passando, eu fui pegando o jeito com eles, o relacionamento foi melhorando, mas ainda não sentia que tava 100%. Um dia postei no grupo das "Brazilian au pairs in France" e perguntei qual era a fórmula mágica pra fazer as kids nos amarem (já que a linda aqui tava surtando porque eu sempre tive mel com crianças, menos com as minhas) e me falaram que a partir do 3° mês as kids melhoram de comportamento porque pegam confiança em você e etc. 

SURTEI. 3 meses é 50% do meu intercâmbio, não quero viver numa guerra metade do tempo que estou nessa familia. Quero ser diferente. Quero ser a melhor "nounou" que já tiveram. E foi assim, do dia pra noite que vesti uma capa de super mãe das minhas kids. Como assim?

Assim, sabe quando a gente era criança e brigava com a nossa mãe e fazia um drama todo e era malcriado e todo o resto? E depois de 5 minutos vinha com a carinha de cão sem dono e pedia perdão e lógico que nossa mãe nos perdoava? 

Eu virei essa pessoa. Não a criança birrenta que retrucava quando minhas kids eram mimadas, eu virei a mãe que educa com amor e mostra o porquê não se deve fazer isso e como isso fazia mal a quem estava a volta deles. Eu parei de dar murro em ponta de faca e tentei mostrar pra eles o quanto eles eram importantes  pra mim e  como me fazia mal aquele maltrato. Precisei de paciência? Muita. De jogo de cintura? Não tem idéia. Mas foi a melhor escolha que eu podia ter feito... 

Não tô falando pra você dar sua cara a tapa, de jeito nenhum e sei que nossa obrigação não é educar e sim cuidar, e veja bem, há uma grande diferença nisso. Mas, como eu me vi numa situação onde iria ser insustentável caso algo não fosse feito, resolvi o caminho mais difícil que me levou ao meu objetivo de forma mais fácil. 

Hoje meus kids são meus babies. Real oficial. Eu os amo de todo meu coração e sei que eles também. Me provam com pequenas atitudes e alegram e meu dia de uma forma inexplicável. E sempre SEMPRE S E M P R E tentam me agradar. 

Meu tempo com eles está acabando! E não só eu, mas sinto que eles estão tentando também aproveitar cada segundo que temos juntos antes que eu vá embora. Não me largam (o que tem hora que é meio sufocante, não vou mentir), mas é reconfortante pro coração saber que esses pinguinhos de gente realmente se importam conosco. 

Sabe a ideia de ser a melhor au pair que tiveram? 

Concluída com sucesso. Ou pelo menos eles dizem isso pra me iludir, mas tudo bem porque eu amo ouvir: "Vic, je t'aime, t'es super gentille et ma nounou préféré" ♡ 

Mas depois de tudo isso, o que eu quero falar pra vocês é que: esse é seu intercâmbio, seu sonho e você lutou pra chegar até aqui, então não desista por causa de terceiros e keep strong quando tudo parecer desmoronar porque coisas boas virão pra você. Acredite. 

A bientôt,

Bisous! 

Vic 

Insta: @viromeiro 



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