Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Mariana Neves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mariana Neves. Mostrar todas as postagens

24 junho 2019

Inverno nos EUA: primeiro e segundo ano

Quintal da minha casa nos EUA. Glastonbury/CT - Janeiro de 2016

Registro da primeira vez que eu vi neve

Eu vi neve pela primeira vez na vida em janeiro de 2016. Eu estava em casa e quando acordei. Num sábado, meu host (que sabia que nunca havia visto), disse: eu acho que você deveria colocar seu casaco e ir lá fora.

Minha host girl - que também era minha fotógrafa particular às vezes - saiu comigo e registrou a minha alegria/emoção/surpresa ao ver e tocar nesse fenômeno da natureza.

MAS o inverno americano não é feito só de neve. Aliás, os dias assim nem são os mais frios. E eu vim aqui contar pra vocês como foi para esse corpo - criado no país tropical - enfrentar temperaturas negativas.

Saía de blusa, meia calça grossa, bota, touca e luva. Eu juro, passava creme e usava manteiga de cacau todos os dias. E, mesmo assim, sofri consequências. Nas mãos mais do que nos lábios. Quando o clima começou a ficar muito gelado, minhas mãos começaram a rachar. E a sangrar. Como se eu as tivesse cortado. Elas ficaram vermelhas e eu dormia com pomada NAS DUAS MÃOS todos os dias. 

Talvez a mistura frio + contato com o aquecedor do carro na hora de dirigir não tenha sido uma boa combinação. Sei que minhas mãos doíam. E como doíam.

Não teve jeito. Só foi melhorando com o tempo mesmo. Como meu organismo não estava acostumado com temperaturas tão baixas, meu corpo acabou respondendo.

O segundo inverno que eu passei nos Estados Unidos já foi diferente. Não sofri nada. Pelo contrário: era como se meu organismo soubesse que eu pertencia àquele lugar. O que era verdade!

Sobre dias frios e com neve, eu tenho várias que, com certeza vão render outros posts.


Hoje é isso, gente. Passem creme e coloquem casado e luva! :) Bjs
Share:

24 maio 2019

Carta para minha mãe

Beco do Batman - eu e minha mãe / outubro de 2018

Mãe, eu tô bem. E sei que isso é o que mais importa pra você. Eu respeito o limite de velocidade quando dirijo e vou devagar em dias de chuva. Não se preocupe.

Fiz feijoada, bolo, biscoito e outros pratos da cozinha brasileira. Acertei no sal, no açúcar, na manteiga e na farinha de trigo. Aprendi que posso viver sem precisar abrir seu guarda-roupa. (Estou há 10 meses sem pegar uma blusa emprestada. Um recorde).

Eu já chorei, sim. Algumas vezes. Mas a vida adulta é assim. Aqui ou aí em casa, do seu lado, a gente aprende a disfarçar e esconder as angústias. Mãe, eu sinto falta do seu abraço, perfume e café. Do feijão, do bolo de fubá com erva-doce e das suas "frases de mãe".

Sinto falta de você batendo na porta do meu quarto pra me mostrar sua nova aquisição - já sabendo que há uma possibilidade desta ser compartilhada. Ah, eu uso jaqueta quando está frio e saio de casa com guarda-chuva quando o céu está cinza.


Mãe, eu não estou aí pra te apertar, presentear e te encher de beijo. Mas, mãe, eu tô bem!

- Texto publicado em Maio de 2016, 10 meses depois de desembarcar nos EUA. Ou seja, 10 meses sem ver e conviver com a minha mãe. O dia das mães foi esse mês e eu senti vontade de compartilhar o que eu disse pra ela na época.

OBRIGADA, MÃE! Por me incentivar tanto antes, durante e depois do meu intercâmbio! 💕
Share:

24 abril 2019

Minha primeira vez em New York


Rockefeller Center - Agosto/2015
Viajar para os Estados Unidos para ser Au Pair me fez ter várias Primeiras Vezes. Foi a primeira vez que eu andei de avião, a primeira vez que eu fui para fora do país, a primeira vez que eu saí da casa dos meus pais, a primeira vez dirigindo um carro automático, e por aí vai.

Desembarquei no JFK no dia 17 de agosto de 2015. Antes de irmos cada uma para sua host family, passamos alguns dias em um hotel, para um treinamento sobre o programa de intercâmbio. Era uma segunda e, na terça-feira, teríamos uma tour por NYC, a cidade que nunca dorme, o destino dos sonhos de muita gente do meu também, o cenário de muitos filmes Home Alone (Esqueceram de Mim socorro).

A tour não custava $70 e quem não quisesse ir, poderia fazer outra coisa nas horas que passaríamos fora. Eu, claro, já tinha incluído esse valor no meu orçamento. Pois: eu tinha que ir! Simplesmente precisava caminhar pelas ruas que eu cresci vendo na televisão e nas telas de cinema.

Durante a manhã desse dia, tivemos treinamento normalmente. A saída para NY seria a tarde. Depois do almoço, as organizadoras do curso reuniram todas nós e entregaram um envelope para algumas. Eu fui uma delas.

Dentro do envelope um cartãozinho (que eu guardo até hoje, pois ele tem um significado muito grande) que dizia que a tour pra NYC era um presente da minha host family pra mim. "Enjoy it!"

E então eu saí do hotel em que estávamos e entrei no ônibus, em direção a New York. Feliz porque estava indo para o famoso lugar que inspirou muitas canções ao longo dos anos e inspira até hoje, mas também porque antes mesmo de chegar na minha nova casa, eu já tinha certeza que eu estaria na melhor host family possível!

As luzes da Time Square, o verde do Central Park (é verão em agosto), a vista do Rockefeller Center e mesmo a Estátua da Liberdade, olhada de longe, do outro lado do rio... Tudo ali causou algo dentro de mim. Algo bom. Uma certa emoção.

Era meu segundo dia nos EUA e eu estava passeando e tirando fotos em um lugar que, até alguns meses antes, era distante de mim e da minha realidade.

Depois desse dia eu fui várias outras vezes pra Big Apple. Eu morava a 3h30 de NY. Então eu costumava dirigir até a estação de trem mais próxima - cerca de uns 40 minutos -, e de lá pegar o trem para passar o dia na city.

Fui no calor, fui no frio. No outono e na primavera. E, se Deus quiser, voltarei quantas vezes puder!
Share:

24 março 2019

Mais famoso do que gostoso


Lembrando que esse texto é uma opinião minha e tem gente que discorda. E tá tudo bem. :)

Muita gente que tem vontade de ir para os Estados Unidos -  e alguns até que foram - comentam comigo: “Starbucks, Mc Donalds, American Pizza, Dunkin' Donuts … Que delícia, né? Imagina isso sempre?”

E a minha resposta para essa pergunta, geralmente é: Na verdade não é bem assim!

Eu morei nos EUA dois anos e, juro, fui tomar no café no Starbucks umas 10 vezes. ˜aproximadamente˜
Como assim, Mari? Simplesmente porque os Cafés locais são MUITO melhores do que o que o Starbucks oferece. Quase na esquina de casa tinha o So G. Um lugar pequeno, aconchegante, que estava sempre cheio de gente e com o melhor Mocca da cidade de Glastonbury - ouso dizer da região de New England. No calor, no frio e mesmo nos dias de neve. Eu estava sempre lá.
Eu ia quase todo dia. Sozinha, com as amigas ou com a minha host. Para refletir, fazer minha homework, desabafar ou mesmo jogar conversa fora. Quando eu não ia até lá, minha host levava pra mim. No Natal de 2016 ganhei um cartão da minha host mom, tipo desses de presente, para gastar no So G. E, meu, vou te dizer que foi a coisa mais útil que eu poderia ter ganhado. <3

Na moral? Não se iluda. Mc Donalds nos EUA é péssimo (Burguer King é melhor - mas também é ruim). O hambúrguer é mais fino e meio frio, o sabor não é lá aquelas coisas e o queijo nem é derretido direito. O Mc do Brasil é melhor. 

Anotem: Plan B, Five Guys e Shake Shack são exemplos de lugares onde vocês devem ir quando estão procurando um lanche mais gostoso e com sabor de verdade.

Um pedaço de pizza com bastante queijo e pepperoni e outro com sausage e pedaços de pimentão podem ser deliciosos… em um primeiro momento. Depois você começa a querer outros sabores, a desejar uma massa mais fina e a sentir falta até da azeitona. Hahaha

Menos de uma semana após minha chegada na minha host family eu estava lá, comprando uma dúzia de donuts só pra mim, no Dunkin' Donuts.
O macio e o doce logo me conquistaram… Por uns dois meses, três, no máximo.

Grandma chegou um dia com uma caixinha de roscas feitas num lugar que eu esqueci o nome, confesso perto da casa dela e, eu devo dizer que deixava o DD no chinelo. Tanto em tamanho, textura da massa, quanto no sabor e variedade.

É claro que quando a gente desembarca na terra do Tio Sam pela primeira vez é tudo muito novo e a vontade de experimentar todos esses “sabores originais americanos” é normal e super compreensível.

Tanto que eu comi tudo isso! E você também deve fazer. Mas se permita tentar outras coisas, outros lugares. Principalmente os locais, próximos à sua casa ou academia.

Tem coisa que é mais famosa do que gostosa! Vai por mim! 
Share:

24 fevereiro 2019

Eu tenho um artigo publicado nos Estados Unidos

Meu artigo na "The Change Agent", publicado em março de 2017. Coloquei até minha bowl de mingau com amoras pra fazer um charminho na foto (eu amava isso no café da manhã)
Eu sou jornalista e, como muitos de nós, amo escrever. E essa paixão teve espaço também em inglês.

Durante os meus dois anos como Au Pair, eu fiz alguns cursos, entre eles o de ESL (English as a Second Language). num outro post eu escrevo sobre eles. Nesse, minha Teacher sempre me incentivou com meus textos, pois dizia que era perceptível o quanto eu gostava de escrevê-los.

Um dia, durante a aula, fomos comunicados que poderíamos escrever um artigo sobre qualquer assunto que se encaixasse no tema “We fight, we win”, em português “Nós lutamos, nós vencemos.” O conteúdo seria avaliado por editores de uma revista local, justamente dedicada à alunos estrangeiros, que estavam nos EUA estudando inglês, e um texto seria escolhido para ser publicado nessa revista.

Decidi, então, escrever exatamente sobre o desafio que era estar ali, em um país diferente, falando outra língua que não era a minha nativa, sem a minha família e amigos próximos.

Miss Pat Bresnahan, mais conhecida como a professora de ESL que você mais respeita, revisou e eu enviei meu artigo.

Duas semanas depois recebi em meu email a notícia de que a minha produção havia sido escolhida e que a mesma seria publicada na próxima edição da revista “The Change Agent” - que circula especialmente na região de New England. Ganhei $50 por isso e ainda matei meus pais de orgulho - e minha teacher e meus hosts também. 

Eu gosto de compartilhar esse episódio pois ele me lembra do quanto eu fui capaz e além lá fora e do quanto eu ainda sou.

Cara, eu tenho um artigo publicado nos Estados Unidos. Em inglês. E isso ninguém tira de mim!

Meninas, acreditem em vocês. A gente pode muito mais do que imagina! 

Leiam esse texto e se sintam encorajadas. POR FAVOR!!! (se quiserem ler, venham falar comigo, que eu envio)

Se quiserem me mandar email, chega mais. Se quiserem saber um pouquinho da minha vida como Au Pair e de como tudo tem caminhado desde que eu voltei, chega mais também no meu insta @nevesmariana


Um beijo e até mês que vem! 😘🙃
Share:

24 janeiro 2019

“Você nunca pensou em desistir?”



O título traz uma pergunta comum, que quase toda Au Pair ouve. E a minha resposta é: sim, já pensei em desistir!

Quando todo mundo me pergunta como foi a minha experiência morando dois anos fora, eu procuro sempre falar das coisas boas primeiro. Afinal, elas são mais legais de ouvir e geralmente fazem sorrir quem as ouve.

Eu tive uma host family maravilhosa, que me tratava como parte da família. As minhas “kids” teenagers eram parças e eu fiz amigos incríveis.

Mas eu pensei em desistir, sim. Esse pensamento durou apenas um mês. Mas eu pensei.

Apesar de ter carta, eu dificilmente dirigia no Brasil. Quando cheguei nos EUA, me vi diante de um carro automático, tendo 4 kids sob minha responsabilidade. Eu teria que levá-las à escola, à casa dos amigos, às aulas de música e de natação. Eu teria que frequentar meus cursos, a academia e sair com a galera.

Pois bem. Me atrapalhei toda logo no PRIMEIRO dia em que eu saí com o meu host, pra ele me mostrar os “lugares mais frequentados”. Estacionar não era mesmo meu forte.

No meu terceiro dia na casa, eu passei quase DUAS HORAS com o meu host no estacionamento de uma igreja próxima de onde morávamos, treinando “encaixar” o carro entre duas latas de lixo.

Eu tenho certeza que passou pela cabeça dos meus hosts: “Como vamos deixar nossos filhos andarem com ela na direção?”

Nesse dia eu pensei em desistir! Imagina dirigir pra todo lado, o tempo todo? Eu não tinha prática.

Mas eles não desistiram de mim! Dois meses depois eu estava na estrada, dirigindo a caminho de Boston.

Deixei os Estados Unidos com várias viagens em que eu fui conduzindo o veículo (da family, dos amigos ou alugado). Ah, e estacionando de ré também.

Nota: Quando a vontade de desistir vier a mente, não desista! Resista! E mais importante: persista! Talvez o desfecho da sua situação (ou desafio, como eu prefiro chamar) seja como o meu! Ou ainda melhor!💛 🚗


Share:

24 dezembro 2018

Então é Natal...







... e o quê você fez? Brincadeira. Não vim cantar a música da Simone. Vim contar como foram as minhas noites e dias de Natal nos Estados Unidos.


“Neve caindo lá fora, a gente de suéter natalino na frente da lareira do lado de dentro.”


Mas é aí que você se engana. Passei dois natais com a minha host family e ambos não foram nada convencionais.


Em 2015, nosso voo para a Califórnia estava marcado para a tarde do dia 23/12. Chegaríamos na casa do irmão do meu host a noite, onde ficaríamos até o ano novo.



Quando, no meio do caminho, recebemos a notícia de que nosso voo saindo se Hartford havia sido cancelado devido à condições climáticas.


Voltamos pra casa e acabamos passando o dia 24/12 em casa mesmo, com um jantar coreano simples, porém delicioso, preparado pelo grandma (mãe do meu host).


Nosso almoço de Natal, no dia 25/12, foi baby carrots e barrinhas de cereal. HAHAHA No carro. A caminho do aeroporto de Newark.


A viagem foi ótima. Aproveitamos muito e eu, obviamente, AMEI conhecer a Califórnia. ❤️
Em 2016, eu e minha melhor amiga decidimos ser voluntárias num evento com crianças carentes, chamado We Are the Children. Meu amigo já participava há algum tempo e me falou sobre o projeto. Me interessei e, na manhã do dia 25/12, estávamos nós três rodeados de pequenos, correndo de um lado pro outro, brincando, dançando e gargalhando.


Os abraços, beijos e sorrisos compartilhados ali aqueceram meu coração.


Frio. Porém nada de neve. ⛄️


Cheguei em casa a tempo de almoçar, celebrar e trocar presentes com a família. 🎁


Dois anos. Dois natais. Nada comuns. E eu amei!


Que o Natal de vocês seja tão incrível - e por quê não diferente? - quanto foram os meus!🎄
Share:

24 novembro 2018

Quando tudo ainda é novidade

Me mudei para os Estados Unidos em 2015. Entre os amigos que fiz, estão Rochelle e Dustin - um casal que eu amo muito e sinto saudades tinha uma produtora em Hartford, a cidade vizinha de Glastonbury (onde eu morava).

Quando completei 6 meses de intercâmbio, em fevereiro de 2016, eu decidi gravar um vídeo contando a minha experiência até ali - embarque, adaptação, inglês, saudades, comida, entre outras coisas - e eles, imediatamente, compraram a ideia.

Eu já voltei há 1 ano, mas esse vídeo, além de me trazer boas lembranças, traz pontos importantes a respeito desse período como Au Pair. Os primeiros meses são realmente os mais difíceis. Tudo é diferente e cheio de novidade. A gente ainda está se acostumando a pagar e ganhar em dólar, a não comer comida no almoço, a falar inglês o tempo todo e a sair por aí com um copo de cappuccino na mão.

Então eu resolvi compartilhar com vocês justamente esse vídeo. Enjoy it! ❤️

Um arrependimento: não ter gravado mais! ☹️

Beijos e queijos! 


Share:

24 outubro 2018

Voluntariado nos EUA

Alguns integrantes do Friendship Circle - Easter/2017

Estudar, ir pra academia, cozinhar, lavar roupa. Essas são algumas das atividades que eu costumava fazer enquanto as crianças estavam na escola.

Daí eu percebi que eu queria fazer algo mais. Foi quando me informei e, então, comecei a voluntariar no Glastonbury Community Center.

Eu ia quinzenalmente e ajudava nas atividades com idosos na fase inicial de demência e Alzheimer (o grupo era chamado de Friendship Circle).

Caça-palavras, forca, pintura, cruzadinha, leitura, bingo e conversa. Muita conversa!

Quando falei que eu era from Brazil, Connie - uma senhora alta, ex jogadora de basquete - logo disse: “I remember Tom Jobim and Girl from Ipanema”, e tratamos logo de colocar pra tocar.

Pessoas no início da doença têm mais facilidade para lembrar das coisas do passado e esquecem com mais rapidez o que aconteceu uma semana ou até mesmo algumas horas atrás. Então era uma alegria pra mim quando eu chegava, quinze dias depois, e eles sabiam que eu me chamava Mariana e que eu era Brazilian.

Me despedi um dia antes de embarcar de volta pra nação verde e amarela. Eles e a equipe responsável me abraçaram, agradeceram e me deram uma espécie de coberta de lã, que uma das senhoras havia feito.

Falei algumas coisas e saí de lá com o coração grato! Os meus dias na companhia deles me ajudaram a melhorar meu inglês, a ser paciente e a ouvir mais! entre outras coisas.

Às vezes, doar seu tempo é suficiente! 💖

"You may not have saved a lot of money in your life, but if you have saved a lot of heartaches for the other folks, you are a pretty rich man."

Share:

24 setembro 2018

Fall in New England


Fall in Glastonbury, CT
Enquanto a primavera chega por aqui, o outono dá as caras por lá. Essa é uma estação da qual eu particularmente gosto muito.

As folhas secas e alaranjadas caindo das árvores, as feiras com atrações e comidas típicas, que acontecem em toda região e o cheiro de canela caracterizam a season.

As abóboras invadem as ruas e as casas. Desde a colheita até as sopas, doces e até café. (É óbvio que eu experimentei o famoso pumpkin spice latte. Não curti. Porém, uma vez nos Estados Unidos, no fall, você deve, sim, provar.)

O amarelo, marrom e laranja predominam nas decorações. O clima é composto por um solzinho ralo e um vento gelado. O fim de tarde nessa época do ano é um espetáculo a parte. Em tons de rosa, a beleza do céu é de tirar o fôlego (se você puder acompanhar o pôr do sol do alto, o faça. É algo inexplicável.)

Se você como eu é apaixonadx por fotos... Get ready!!! As imagens não precisam de muito para ficarem maravilhosas! Difícil não sair bem com um cenário desses!

Você que já presenciou tudo isso, há de concordar comigo. E você que ainda não, há de concordar um dia!

“It looked like the world was covered in a cobbler crust of brown sugar and cinnamon.” - I miss fall in New England and everything that comes with it.

🍁🍂🎃
Share:

24 agosto 2018

Fui. E voltei.




Amanhecer da janela do avião, no dia 25 de agosto de 2017, enquanto pousava de volta no Brasil
  Há dois anos embarquei para um intercâmbio nos Estados Unidos. Há um mês desembarquei de volta no Brasil. Meu vôo para Nova Iorque em agosto de 2015 foi, na verdade o primeiro vôo da minha vida. De lá pra cá eu criei gosto por aeroportos e aviões. 

  No meu quarto, lá, quando comecei a me desfazer do que não seria necessário, dias antes de retornar, eu me deparei com uma agenda em que eu havia escrito, em uma das páginas, alguns “lugares que eu gostaria de ir nos Estados Unidos”. Chorei ao me dar conta de que conheci muito mais. Chorei ao perceber que fiz muito mais. Chorei, agradecida por ter vivido muito mais do que pensei viver quando tive meu visto aprovado. 

  Fui pra NYC e pra Boston mais de uma vez, fui pra Disney, Miami e no jogo do Patriots. Fui pra Califórnia, Chicago e no show do Coldplay. Fui pra vários estados e também cidadezinhas espalhadas por o que chamamos de, New England. 

 Dirigi. Muito. Me apaixonei. Por lugares. Por pessoas. Por comidas. Por séries. Por mim. Sim, por mim. Por quem eu descobri ser enquanto estive lá. Voltei. Pra minha cidade, pra minha casa, pro meu quarto, pra minha família, pros meus amigos. 

 Aqui, não tenho o ‘crew’ da academia, em que convencíamos umas as outras a ir nas aulas e também a participar de 10 milhas com obstáculos. Aqui, não sei o melhor lugar para comprar vinho e nem tenho, no quarteirão de baixo, o melhor Cappuccino e Mocha que eu já provei. 

  Não dirijo a hora que eu quiser, pra onde eu quiser. (Tenho dificuldade com carro manual. Me julguem. Beijos). Aqui, não posso sentar de frente para o ‘Connecticut River’ enquanto leio meu livro, converso com um amigo ou apenas observo o movimento da água e o reflexo do sol na mesma. 

  Mas aqui eu tenho meu pai, minha mãe e meus avós. Aqui eu sei como se fala e como se escreve (HAHA). Aqui, tenho meus amigos reunidos ao redor da mesa, usando gírias e expressões bem brasileiras. 

  Aqui, tenho arroz e feijão, pizza com palmito e pão na chapa com manteiga. Aqui, eu tenho beijo e abraço apertado. Ao deixar os Estados Unidos, eu posso dizer que eu saí de casa. Mas ao pisar no Brasil, eu voltei pra ela.

Nota: escrevi esse texto em setembro de 2017, enquanto ainda estava em fase de readaptação de volta ao Brasil. Hoje faz UM ANO que eu desembarquei no Aeroporto de Guarulhos e, de lá pra cá, algumas coisas mudaram. Os sentimentos e lembranças... ah, essas seguem ainda mais intensas!
Share:

24 julho 2018

Aniversário nos EUA | Festa Surpresa


Cheesecake Factory | West Hartford | 24.07.2016

HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!!!! Então eu pensei: por quê não compartilhar como foi a comemoração dos meus 25 anos em 2016?!

Pois bem.


Era um domingo de sol, típico do verão americano. Na cozinha, os gêmeos decidiram preparar um café da manhã pra mim e esse gesto fez meu dia começar muito bem. Omelete, torradas, bacon e salada de frutas. Que dupla, meus amigos! Que dupla!

Minha amiga chegou porque ~ queria passar o domingo comigo, sair pra comer, coisa e tal. ~  Naquela manhã, fomos a um dos meus lugares preferidos em Glastonbury: a Ferry, perto de casa. Mandei mensagem para uma outra amiga e fomos comemorar meu aniversário almoçando no Cheesecake Factory.

Comemos e Helena (brasileira) precisou ir embora. Fiquei mais um pouco com a Dafne (mexicana) e partimos. Eu estava dirigindo e, quase na esquina de casa, ela vira pra mim e fala: sorry, I have to cover your eyes and I need to drive now (me desculpe, tenho que cobrir seus olhos e eu preciso dirigir agora).

WHAT???

Ela me ajudou a descer do carro e eu estava certa, até o último minuto, que Lucas and Morgan, os gêmeos, iriam aprontar comigo. Afinal, eu aprontei com eles uma semana antes, no aniversário de ambos. Então, nada mais justo. Eu juro que eu estava me preparando para qualquer coisa, menos para UMA FESTA SURPRESA!

SIM! Com meus amigos da igreja, minhas amigas au pairs, a host family da Dafne e, claro, minha host family maravilhosa!
Comida, bebida, um bolo lindo e delicioso (Saraphina, you are the best) e cupcakes, of course.

Sério, gente! Eu, até hoje, não superei essa festa. Minha host family, mais um vez, mostrando o tamanho do coração que têm!
Foi um dia diferente e cheio de alegria!

Eu amo fazer aniversário! E nesse dia eu senti amor vindo das pessoas que eu amo no Brasil e daqueles que escolhi e aprendi a amar nos Estados Unidos!

Meninas, quando a gente tá longe e as datas comemorativas chegam, dá aquele aperto no peito. Mas aí você percebe que está cercada de gente que te quer muito bem e faz de tudo para ver seu coração sorrir. 💖



Share:

24 junho 2018

O dia em que tudo deu errado

Tomar vinho e bater papo com meus hosts no backyard era uma das coisas que eu mais gostava de fazer. Realmente, tudo deu mais certo do que errado 💖

Não posso reclamar. Durante o meu tempo como Au Pair as coisas deram mais certo do que errado. A gente passa vários perrengues e acaba se virando e tirando - quase que - de letra todos eles. Engolindo choro, dando a cara a tapa e mandando ver.

Mas nesse dia, não. Nesse dia deu tudo errado.

Já tinha completado um ano com a minha host family e havia estendido o programa. Para o meu segundo ano era necessário ter a drive license, porque a Permissão Internacional para Dirigir (PID) já não valia mais.

Naquela manhã eu estava indo com a minha amiga para Waterbury, cidade a 40 minutos de Glastonbury (onde eu morava) para fazer a prova prática de direção. Treinei estacionar de ré, algo que era minha dificuldade até então. Estava confiante. Afinal, eu já estava dirigindo pelas ruas dos EUA há um ano.

Estava frio e tinha nevado alguns dias antes. Nos Estados Unidos você pode fazer a prova com o seu próprio carro, o que é ótimo. Na estrada (eu quem estava no volante), um bloco de gelo ‘voou’ da parte de cima do caminhão na nossa frente, pegando no meu para-brisa, do lado do passageiro. Sério. Eu “vi” o vidro quebrando. O barulho foi grande. Mas não quebrou. Nem trincou. Nem nada. Ainda bem.

Chegamos ao local da prova e minha amiga ficou me esperando. Mandei bem na direção. Tomei cuidado para não ir muito rápido, parar em todos os PARES e tals (porque quem dirige tem uns macetes). Ao estacionar de ré e muito bem, por sinal, desci do carro e a “perita” que me acompanhou disse: alguém buzinou pra você no farol, porque estava um pouco devagar. Por isso não posso te aprovar.

O QUÊ? Eu fiquei com tanto medo de ultrapassar a velocidade pra ela me reprovar por estar devagar? Chorei rios e remarquei a prova.

O dia estava chegando ao fim e eu fui buscar o mais velho na High School, depois da natação. Mas eu esqueci a luz do carro ligada durante, sei lá, uns freaking 30 minutos. Quando eu dei partida no carro para irmos embora… O carro estava sem bateria. Eu já estava nervosa/chateada pelos acontecimentos anteriores. Mais essa agora?

Liguei pro meu host, super sem graça. E ele foi me socorrer. Antes de sair da High School ele me disse pra estacionar na garagem de casa, do lado do carro dele. Assim ele poderia fazer a famosa “chupeta”. Meu carro sempre ficou na drive way. Porque eram duas vagas na garagem: uma para um dos carros dele e outra para a mini van da minha host. Como ela ainda não tinha chegado, eu poderia estacionar na vaga dela.

Chegando em casa, calculei mal e dei uma raspadinha/batidinha na parede, na entrada da garagem. Pô, Mari, tudo no mesmo dia? Consertei e estacionei direitinho.

Desci do carro. Meu host atrás de mim. Pedi desculpas e disse algo do tipo: Que dia péssimo! Desculpa! Mesmo! Me fala quanto vai ficar e eu arco com o prejuízo. (Que não foi grande, mas, cara, o carro não era meu e tem a parte da consciência também, né?!)

Meu host, muito gente boa, parça, disse: yeah, it’s not a good day. But don’t worry! (Pois é, não é um dia bom. Mas não se preocupe!)

Eu entrei em casa e fui tomar uma água. Quando ele entrou, eu pedi desculpas de novo e ele disse: it’s ok. Ao que eu respondi: no it is not! E desabei! Ele nunca tinha me visto chorar. Ele deu a volta no balcão central, me abraçou e disse: it’s ok, Mari. It’s Just a car. I know your day wasn’t good. Go have some rest! (Está tudo bem Mari. É só um carro. Eu sei que você não teve um dia bom. Vá descansar um pouco!)

Desci para o quarto e, passados uns 40 minutos, minha host bateu na porta. Abri e lá estava ela: com duas taças de vinho branco. Uma pra mim e outra pra ela. Ela queria me ouvir sobre meu dia. Conversamos por 1h, se não foi mais. E eu me acalmei!

Naquela noite, durante o jantar, com a família reunida ao redor da mesa, eu percebi que o meu dia tinha dado errado até ali. Pois ser Au Pair numa família maravilhosa, compreensiva e humana… tinha dado muito certo!!!

Kisses, everyone! 😘
Share:

24 maio 2018

Tough Mudder Girl





Mission Fitness - Not just a team... We are a MF'ing Army
Mês que vem faz um ano que eu completei a prova mais doida da minha vida. Então é dela que eu vou falar no post de hoje. Mas pra contextualizar, vou resumir ~a ópera~.

Muita gente vai para os EUA e acaba engordando ~e muito~. Eu acabei fazendo o caminho contrário: emagreci 2kg e pouquinho. Por dois motivos. Um: os meus hosts cozinhavam muito bem. E quando eu digo bem, eu não tô falando de mac and cheese, meat balls e coisas assim. Eu tô falando de salmão grelhado com batatas assadas e lombo ao molho de champignon. ~beijos, Brasil~. Ah, e SEMPRE tinha salada em casa. S-E-M-P-R-E! Dois: eu comecei a frequentar a academia que minha host ia. Nunca tive paciência pra aparelhos. Fico entediada. E como lá o esquema era de aulas, eu me interessei. No meu primeiro dia minha host me apresentou e todos os trainers foram muito receptivos. E os membros então nem se fala. Acabei pegando gosto pelas aulas de Bootcamp e Boxing. Mas, assim, real. Eu ia, pelo menos, 4 vezes na semana. Algumas vezes de domingo de manhã. ~domingo sete e meia da manhã.~ Fiz amizade rápido e combinava com meu crew os horários para irmos juntas.

Quase um ano depois da minha matrícula - alguns quilinhos a menos e pernas mais durinhas - minhas amigas e meus hosts me convenceram a me inscrever para a Tough Mudder New England. Que nada mais é do que um circuito que conta com 23 obstáculos distribuídos em 10 miles (16km).

Água gelada, túneis, paredes de escalada e lama, muita lama, fazem parte do trajeto. No dia 24 de junho de 2017 lá estava eu, na Mount Snow, em Vermont, com mais 27 pessoas (é, acho que era 27) que formavam o “exército” da Mission Fitness. 

No meio do caminho minha amiga machucou o joelho e teve que ser carregada até o final. Revezamos nisso. Eu não consegui passar pela Monkey Bar e caí na água (upper body nunca foi meu forte). Um dos membros da equipe teve câimbra e nós esperamos ele chegar até o topo do morro em que estávamos. Pra citar algumas coisas.

Cerca de cinco horas depois de termos iniciado, cruzamos a linha de chegada. E, meu, foi uma das sensações mais loucas que eu já tive. Voltei cheia de roxos, arranhões e toda dolorida. Mas também voltei com um sentimento incrível de missão cumprida! Eu superei os meus limites físicos e psicológicos. Na verdade, muito mais psicológicos que físicos. 

Tivemos treinos específicos antes? Sim. Mas nada se compara ao momento da prova, de fato. O espírito de equipe é nítido entre todos os participantes. Ninguém escala uma parede escorregadia sozinho. Mas se você pegar impulso, sair correndo e alguém pegar na sua mão e te puxar, é totalmente possível.

Pessoas de cadeira de rodas e/ou amputadas me mostraram que a frase de Clarice Lispector é mesmo verdade: “aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe”. Eu fui. Eu comecei. E eu terminei a Tough Mudder New England 2017.

Se eu faria de novo? Eu só não me inscrevi para a desse ano porque eu não vou poder ir mesmo. ~chorando~.

Ps: Qualquer dia eu escrevo um post sobre a Mission Fitness, meus treinos e como fazer parte dessa “família” (Mission Fitness Family, os membros costumam dizer) me ajudou, e muito, com meu inglês.


Um beijo e três burpees pra vocês! Até mês que vem! :)

Share:

24 abril 2018

Das coisas que perdi





Gosto dessa foto, tirada pela minha host kid, no jardim de casa. Talvez eu tenha perdido muitas coisas, mas ganhei, por exemplo, uma amiga e uma fotógrafa pra vida.
Quando eu decidi embarcar nessa aventura chamada 'Intercâmbio', tinha em mente que, durante o meu tempo aqui nos Estados Unidos (1 ano, no mínimo) eu perderia muitas coisas. E foi o que aconteceu. Perdi o casamento de uma amiga especial e o nascimento do primeiro filho da minha amiga de infância. Não pude estar ao lado da minha irmã de coração no dia da morte de seu avô. Perdi a formatura e o casamento da minha prima. Perdi o noivado daquele que eu chamo de irmão e não me despedi de quem viajou para estudar na Europa. Perdi cafés da tarde, aniversários e momentos ao lado daqueles que eu amo. Ausência que gritava. E, desde que cheguei, tenho perdido. Perdi o medo de dirigir e a vergonha de falar inglês (mesmo cometendo erros). Perdi, aliás, o medo de errar, de arriscar. Perdi a insegurança e o comodismo que às vezes tomavam conta de mim. Perdi o preconceito contra comida japonesa. Também perdi a vontade de me privar de algumas coisas. E daí que eu percebi que, na verdade, mesmo perdendo, eu acabei ganhando. Responsabilidade, maturidade, sonhos, pessoas, viagens, oportunidades, experiências. Lidar com a perda - de algo ou alguém - nem sempre é fácil, mas pode ser demasiadamente enriquecedor.



Um beijo e até o mês que vem, gente! <3 

Share:

24 março 2018

Brasileira, au pair nos Estados Unidos, morando numa família de coreanos



Feijoada, Panqueca Americana e Japchae
A partir desse título, poderia dissertar sobre vários assuntos. Mas eu escolhi falar de comida! Porque a gente gosta mesmo é de comer.

Afinal, eu não deixei o arroz com feijão no almoço pra comer apenas pizza de pepperoni. Eu deixei a dupla mais famosa do Brasil pra comer kimchi (acelga, repolho, rabanete ou nabo em uma conserva apimentada) e Japchae (macarrão de batata-doce que é feito com vegetais fritos e aromatizado com óleo de gergelim e molho de soja).

Eu nunca fui fresca com relação a comida. Mas, sim, tem sempre algumas coisas que a gente não come, não gosta e tals. Normal, né?! Acontece que eu decidi ir para os Estados Unidos com a mente e boca aberta aos sabores.

Pizza com salada? Comi. Hambúrguer com pedaço de picles como acompanhamento? Comi também. Ovos mexidos com bacon, nem se fala. Panqueca com maple syrup? Quase todo fim de semana.

Mas eu  também dei espaço ao jjajjangmyon (macarrão chinês, com molho feito com carne picada e feijão preto), ao Bibimbap (arroz servido com uma variedade de legumes, proteínas e ovo, misturados à uma pasta de pimenta vermelha.

Voltei apaixonada pelo bulgogi (carne cortada, marinada em um molho meio doce à base de soja e grelhada com pimenta, cebola e brotos de feijão) e pelo mandu (tipo um pastelzinho recheado de carne de porco, que pode ser cozido ou frito).

Mas o legal desse mix de cultura é que ~todo mundo come~ eles passaram a gostar de cuscuz e de cachorro-quente com purê de batata e vinagrete. De pavê e de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. De couve-flor gratinada e de berinjela assada com carne moída. De pastel e de feijoada.

Eu? Além de aprender inglês, aprendi a comer utilizando o palitinho (algo que eu faço com muita maestria atualmente) e a comer bagel com cream cheese. Mas, mais do que tudo isso, eu aprendi que a gente pode se abrir, mudar de opinião a respeito de várias coisas. Inclusive preferências culinárias.

Share: