quinta-feira, novembro 20, 2014

Calm Down, Woman!



Faltando menos de 1 mês pra meu embarque a coisa que  me toma todos os dias é medo. Sério.  Eu podia tá empolgada, feliz. Mas medo define e define bem. E ansiedade também.

O post de hoje será pessoal/filosófico/sentimental. Tão próximo ao meu embarque a única coisa da qual consigo falar (e escrever, no caso) é sobre essa TPE – Tensão pré-embarque.

Neste momento só 3 semanas me separam do meu novo ano. Significa que esta é a última publicação como pré-au pair. Dia 20 de dezembro estarei devidamente instalada na casa da minha Host Family, aguardando o Natal e o Ano Novo. Não sei nem o que esperar!

Agora eu choro toda vez que penso no aeroporto. Quase não me reconheço! Eu sempre tão independente e desapegada, não consigo imaginar deixar minha terra de meu Deus com meus pais, irmão, namorido, amigos, gato e cachorros aqui. 

Essa história de medo e ansiedade ficou tão crítica, que ontem, dia 19/11, fui levada às pressas do trabalho para o hospital. De repente, enquanto eu trabalhava na frente do computador, minha visão do lado esquerdo se alterou. Perdi minha visão periférica e passei a ver duplamente com o olho esquerdo. Até que passei a não ver nada. E nem a sentir meu braço, que ficou sem forças e logo depois completamente dormente.


Pensei: Jesus, vou morrer.

Corre pro hospital, vou pra emergência, faço uma tomografia de emergência. Nada. Foi uma crise de ansiedade. Ou uma enxaqueca bizarra, que trouxe todos os sintomas hards antes da dor propriamente dita. Mas a explicação foi uma só: stress.

Olha, eu sou uma pessoa naturalmente ansiosa, e juntando com a vida que eu levo, tudo se encaixa. Mas ter 25 anos e achar que você tá tendo um AVC não é mole e, como disse uma ex-chefe minha, talvez seja um sinal.

Eu fiquei pensando nisso. Um sinal... Mas de que exatamente? Que eu devo desistir de tudo e sossegar meu faixo na terra brasilis e fim? Ou que esse medo irracional não colabora em nada e não muda (nem mudará) os fatos?

Vou ficar com a segunda opção. Sabe, eu sempre acho que a gente aprende com tudo. Principalmente nos piores momentos. De fato não tenho bola de cristal nem sou vidente pra prever como será meu novo ano, longe de casa há mais de uma semana, deixando uma vida aqui da qual não terei total controle e construindo uma nova lá. Mas a gente nunca sabe o dia de amanhã, mesmo que tudo possa ser muito previsível. Eu achei que iria morrer ontem. E poderia ter sido isso. Não saí de casa pra trabalhar achando que no meio da tarde ia bater no hospital com sintomas *graves*.

Um dia de cada vez, Camila. UM - DIA - DE - CADA - VEZ.

Ah, e, definitivamente, o medo não vai estar incluso na minha bagagem.





8 comentários:

  1. Anônimo20/11/14

    Camila o amanha a Deus pertence,procura viver o hoje,a ansiedade nao deixa a gente aproveitar os momentos bons de hoje.Aproveita pra curtir esse ultimos dias no Brasil,com tua familia teus amigos,e vc sabe que eles vao estar aqui te esperando aconteça o que acontecer.Fica bem,confia em Deus e tudo vai dar certo/mãe de au pair

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  2. Pé no chão e cabeça nas nuvens. Bora lá! Já parou para pensar no que tu estás prestes a fazer? Tu vai sair da tua zona de conforto para conhecer coisas novas, pessoas novas e tá fazendo isso porque em algum momento foi o que te pareceu ser certo. Agora já é aquele momento em que as barras de segurança te prendem no carro e a montanha-russa começa a sair do lugar. Mas na montanha-russa tu és obrigada a ficar até o final porque o carrinho não vai parar no meio. Aqui, se tu chegar lá e não gostar pode decidir voltar. Nenhuma escolha é permanente e tu tens o poder de mudar. O medo do desconhecido é natural, mas não se deixe controlar por ele. Agora que falta só um mês, vamos esperar chegar lá pra ver como é.. Quem for de verdade, te espera. Não tenha medo. Respire fundo, vá em frente, sorria e divirta-se! ;DD

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    1. Thanks, Mel! Passado o susto já estou voltando pras condições ideais de temperatura e pressão! Agora nada me segura! Uhuuulll!

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  3. Anônimo21/11/14

    Eu já passei por essa ansiedade 2 vezes. A primeira qdo eu sai de casa com 18 anos pra fazer faculdade em outra cidade e a segunda quando fui para Coréia do Sul num intercâmbio de 1 ano. Eu não tive nenhum sintoma como tu, mas eu sentia medo, pensava pq eu estou fazendo isso, etc. E é como a menina disse ali em cima sobre a montanha russa. Eu sempre comparei minhas aventuras com uma montanha russa. Na fila, a empolgação esperando a minha vez de andar, depois vem a tensão ao perceber q finalmente chegou minha vez, ai qdo o carrinho começa a andar vem o arrependimento e o medo, a sensação de q eu não precisava estar ali, mas depois vem a parte divertida, em que eu vejo q foi a melhor escolha. Lógico que também tem os altos e baixos. O intercâmbio é como um percurso de montanha russa, infelizmente passa muito rápido e no final você vai querer andar de novo. Comigo foi assim. Tenho certeza que você terá uma experiência incrível. Não se preocupe com o medo, isso é normal, afinal não sabemos oq nos espera. Mas é como diz aquela frase: Vai. E se der medo, vai com medo mesmo.

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    1. É isso aí mesmo! Já passei por tanta coisa, tantas mudanças... Sei que tô preparada pra mais essa! Foi um momento de pânico, mas agora tá tudo sob controle, tudo sussa!

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  4. Anônimo22/11/14

    Olá Camila, quando vc vai? Embarco dia 14/12...

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    1. Vou nesse mesmo dia! Qual sua agência?!

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