sábado, agosto 02, 2014

Eurotrip: Um roteiro possível- Parte II

Continuando….


Mês passado eu tava escrevendo aqui sobre a viagem que fiz pela Europa em 2013, com possíveis lugares para conhecer e se hospedar. Vou resumir um pouco para quem perdeu e tá com preguiça de procurar: eu fui pra Zurique visitar um amigo que estava em intercâmbio, depois de uns quatro dias lá, fomos para a França de trem. Ficamos três dias em Paris, na casa de uma amiga minha e agora partiremos rumo a Budapeste, na Hungria.


Pois bem, acordamos às 4h30 da manhã para pegar o primeiro metro na estação Stalingrad em Paris para ir para um lugar onde se pegava um ônibus fretado que nos levaria ao aeroporto. Nosso voo era low cost, pela Wizz Air ( pra quem não conhece, esses vôos não permitem despacho de bagagem- quem quiser despachar vai pagar caro-  e tem peso e tamanho certo da mala de mão. Por isso eu tava só com uma mochila), por volta das nove da manhã. Chegamos, fizemos o check inn e esperamos no portão de embarque.


A moeda em vigor na Hungria é o Forent, que tá bem desvalorizado (quando fui, comprei 292 forents com 1 euro). E tudo lá é muitoooo barato, nos sentimos ricos e chiques, fazendo três refeições por dia e pedindo a bebida separados. Pagamos 150 forents pela breja, 500 forents para entrar na balada, 2500 forents de um almoço completo, com dois pratos quentes, duas limonadas italianas e sobremesa. No final, gastamos cerca de 40 euros em três dias.


Aterrizamos em Budapeste por volta das 11h00 e aí vem a primeira surpresa: o metrô é da época da união soviética! Tudo escrito em alfabeto cirílico, o trem era muito velho e as pessoas eram bem diferentes do “padrão” europeu, se vestido com mais cores e  fazendo penteados e as unhas de um jeito, no mínimo, interessante. Ao entrarmos na estação, compramos os tickets e não havia catraca, mas sim, várias pessoas que ficavam na frente da escada rolante conferindo se você tinha a passagem. Saímos do metrô, pegamos o ônibus e andamos mais um pouco a pé até chegarmos no hostel. Ficamos no Wombats, o melhor hostel que já me hospedei até hoje.


O lado Peste de Budapeste

É importante dizer que Budapeste é dividida em dois grandes nichos: Buda, de um lado do rio e  Peste do outro. Buda é a parte mais rica e comercial da cidade, enquanto Peste é mais histórica. Nós estávamos hospedados em Peste, e descobrimos um mundo lindo lá. Passeamos a pé, comemos coisas muito legais e muito diferentes, passamos frio na rua e admiramos o céu.


Comida típica da Hungria. Olha minha cara de felicidade

No primeiro dia, só saímos para jantar. Fomos a uma taverna e pedimos um prato típico da Hungria, a mulher nos serviu uma tigela cheia de carne de tudo quanto era animal. Comemos um quarto, junto com o melhor refrigerante do mundo: refri de gengibre! No segundo dia, fizemos um walking tour de duas horas que nos levou até Buda, vimos um castelo e uma apresentação do exército. No terceiro dia fomos a uma casa de banhos, que, segundo a guia, tinha sido construída pelo império Romano! Realmente era tudo muito velho lá, inclusive as pessoas que frequentavam o lugar. Eu estava sem biquini e fui na caruda com calcinha e sutiã pretos, assim como meu amigo foi de cueca preta. Não havia tempo para banho, por isso fomos para o aeroporto cheirando a enxofre!


Budapeste ainda é meu roteiro favorito dessa viagem. A cidade é linda, apesar de bastante marcada pela guerra. O contato com uma cultura do leste europeu também foi muito importante para mim, que via a Europa como Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Holanda, Suíça e Portugal. Aprendi que o leste é mágico!!!
De Buda, olhando para Peste

No mês que vem o nosso terceiro destino: Bruxelas, a cidade capital da União Europeia!!!!


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