Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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15 maio 2016

Homesick ao contrário! HELP ME GUYS!

Oi, gente, tudo bom?
Mês passado eu não apareci por aqui, mil perdões!!!! Estou trabalhando que nem uma louca descabelada dando mil aula e preparando todas elas no final de semana, ai, tá fod#

Mas, vamos lá! Ao tema de hoje: minha homesick dazoropa! 

Ano passado, quando eu saí do Brasil, eu enchia a boca pra falar: aí, ó, tô indo mas vou voltar!não tem lugar mais legal que o Brasil, nazoropa é frio e eu não gosto de frio, não gosto da comida, é só um ano e depois vou voltar pra minha terrinha, achar um trampo na praia e ter vida boa! Pois bem, meus amigos, depois de muita água passar por baixo da ponte, minhas ideias mudaram.

Lógico que o ano que eu passei fora foi muito cansativo, eu trabalhava bastante, morava num cidade meia boca e tava sempre sem grana! Mas, existiram aqueles dois meses! Os dois meses em que fiquei na Suíça. Eu não trabalhei, tive vida boa e tal. Mas eu tive contato com a qualidade de vida, mesmo de quem trabalha. E isso me assustou. Vi os salários de quem é repositor de supermercado e isso também me assustou: positivamente! 
Pois bem, voltei ao Brasil, e simplesmente sinto que um pedaço de mim ficou na Europa! A natureza, as monatanhas selvagens, os rios limpidos ( ai meu Deus, que momento bucólico!!!!) e nadar nos lagos no verão.
Antes de chegar ao Brasil eu sabia que meu tempo aqui seria de um ano e meio, pois o Rico tem que voltar para estudar e a gente não considera mais se afastar. Mas vou dizer que um ano e meio vai ser muito. que a cada dia que eu levanto para ir trabalhar eu desejo ter minha casa ( estamos morando com meus pais para não gastar tanto)
Ontem fui visitar um amigo que já morou em Zurique e que foi nos visitar no ano passado e, pasmem, ele e o namorado estão passando pelo mesmo momento que eu! A gente fica vendo foto e lembrando "daquele tempo bão" e parece que nada aqui tem graça. Fico sempre meio triste, meio ok!
Eu e Rico decidimos então que voltaremos no final desse ano. Mas para isso eu preciso de dinheiro para passagem e para me manter lá por dois meses. E de emprego e de visto e reconhecer meus documentos, é tanta coia que me angustia!

Queria saber de vcs, alguém já passou por isso? Alguém tá passando? Como lidaram?


Beijinhos e até mês que vem!!

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15 fevereiro 2016

O primeiro mês depois do ano de aupair

Oi, gente linda, tudo bom?? 


Como vocês sabem, eu cheguei de volta no Brasil dia 02/01 e tenho morado com meu noivo na casa dos meus pais desde então. Hoje eu vou contar pra vocês como foi esse primeiro mês e um pouquinho das minhas sensações.

Para começar bem, eu cheguei sabendo que em um ano e meio terei que partir. É super triste pensar nisso, mas é verdade. Nós saímos de Zurique no dia 31/01 e desde que chegamos, o Rico tem procurado um apê pra gente. Mas isso é história pra um outro post. 

O meu vôo saiu de zurique no dia 01/01 às 11:35 da manhã. Nós tinhámos acordado às sete e dia 31/012 tinha sido dia de party hard, então imagina minha ressaca. Nós voamos para Madri e ficamos lá várias horas, para depois pegarmos o vôo para Guarulhos. Nosso vôo chegou uma hora antes do previsto e tivemos que esperar meus pais chegarem. Eles tinham feito uma camiseta verde e amarela com os dizeres " bem vindos Rico e Luana". Foi muito fofo da parte deles. O meu (agora nosso) quarto tava todo arrumado com jogos novos de toalha, uma cômoda nova e até uma TV. Além de duas canecas personalisadas com fotos nossas cheias de docinhos deliciosos. No dia seguinte teve um churrasco aqui em casa com minha familia toda reunida, foi super legal. Entreguei pra eles os presentes e tudo. 

No dia 04/01 fui com meus amigos para a praia, dia 07 meus pais tb foram e ficamos até dia 11. No dia 10 foi niver do Rico e de presente eu dei pra ele um dia de mergulho em Ubatuba, foi super bacana.


Passada essa semana a vida de fato começou para mim. E foi bem legal. Já fazia um tempo que eu estava sem trabalhar e as reuniões de começo de ano me fizeram muito bem. Ainda estou estranhando algumas coisas, como jogar os papéis higiênicos no lixinho do banheiro e não no vaso sanitário. Sinto falta do frio no rosto e da neve, eu amava tomar um café quentinho no inverno, olhando nevar ou viajando na neblina lá fora. Sinto muita mas muita falta de Nesslau, lugarzinho maravilhoso que passei os dias mais felizes e minhas maiores crises de 2015. Sinto falta de ficar até tarde na rua, andando por ai, fazendo nada. 

Mas eu amei voltar a comer a comida brasileira, com temperos da minha mãe e gosto de casa, amei sentir o sol na cara, um sol qe queima e essa lumisidade toda que só um país tropical pode te proporcionar. Amei rever minha familia e amigos e só de pensar em ficar sem eles de novo ja me dá um aperto no coração. Aqui é e sempre vai ser minha casa, meu porto seguro, um lugar que eu me sinto super confortável. 

O que eu não sei é se eu nasci para morar na minha casa ou se eu nasci para voltar de tempos em tempos.


Um beijo, 
Luana
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15 janeiro 2016

12 coisas que coloquei na mala em 12 meses na Europa (parte 2)

Oi gente maravilhosa, como vocês passaram de Ano Novo, tudo certo? Aqui tá tudo muito bem. Dia 02-01 eu voltei pro Brasil e já estou aproveitando esse calor maravilindo! A adaptação tá sendo bem bacana por enquanto e estou retomando minha vida aos poucos. Meu noivo veio comigo e estamos construindo nossa vida na terra papagali agora, mas isso é história pra um outro post (acho que ainda preciso de um tempo para pode falar com vocês sobre a volta e readaptação e PLANOSSS). Hoje eu vou terminar de contar a história do mês passado e enumerar mais seis coisas que eu coloquei na minha mala durante o intercâmbio na Europa.

Bom, vamos lá então:

7. Autoconhecimento
Não importa quantas amigas você tem, nem quantas mensagens vc recebe por minuto nos apps de pegação. Um fato é real: nessa vida de aupair vai ter momentos em que você será companhia para você mesmo. Vc vai falar consigo e refletir sobre sua vida, sua trajetória e suas ações. Essas reflexões vão te levar a se conhecer melhor e, gente, autoconhecimento é tudo de bom!

8. Egoísmo (OU AMOR PRÓPRIO, COMO PREFERIR)
"Nossa, Luana, como assim, vc foi lá e ficou egoísta?" sim mas não. A vida de aupair te obriga a pensar mais em você. Se você é daquele tipo que tá sempre ajudando, sempre se matando e nunca fala um não pros seus hosts, pode ter certeza que um dia vc vai explodir. Não acho que todas as hostfamilies façam por mal, muitas delas só querem que você se integre na vida deles e vc pode aceitar isso ou não, mas vai de vc falar sim ou não e para isso vc tem que se colocar em primeiro lugar.

9. Métodos infalíveis de roubar comida a noite
QUEM NUNCA

10. Reflexão
Antes do intercâmbio eu era muito esse tipo de garota estourada, que não guardava um "A", sempre despejando meus pensamentos e doa a quem doer, a partir do momento que vc sai da sua zona e conforto vc começa a pensar duas vezes  antes de falar e essa reflexão só te traz mais conhecimento e vc descobre que tem hora que ouvir é mais importante que falar.

11. Paciência
Criança é assim quer comer, brincar, falar, desenhar, ver tv e tomar sorvete ao mesmo tempo e elas falam rápido e não falam direito e resmungam e tudo isso em outra língua. No começo vc pensa que vai surtar, que sua cabeça vai explodir, que vc vai sair correndo e nunca mais voltar. Mas relaxa, respira que passa! Um dia vc consegue entender o "cirancês" e daí seus problemas estarão resolvidos.

12. Saudades
Senti saudades da minha família, das minhas cachorras, do meu quarto, dos cheiros, dos remédinhos, da comida, do silêncio, dos amigos, da faculdade, do meu antigo trabalho, da minha antiga vida. Agora eu voltei e sinto saudade dos barulhos, da neve caindo na janela, das crinças entrando no meu quarto, do choro da baby durante a noite, do Spyke, do jardim atrá da casa, da cerejeira. Vida de aupair é vida de saudade!

Até mês que vem!!!!!!
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15 dezembro 2015

12 coisas que coloquei na mala em 12 meses na Europa (parte 1)

Oi, gente linda, tudo certo com vocês?
Bom, aqui ta tudo bem e tudo muito frio (ainda bem). Estes serão meus últimos dias aqui na Suíça, no comercinho de janeiro eu e o meu noivo voltaremos ao Brasil e outra aventura começará (aguardem!). Enquanto como meus últimos Lindts, bebo vinho bom e uso cachecol, eu estava pensando em tudo que aconteceu comigo esse ano, as alegrias, as aventuras, os desesperos, os choros e as saudades. Há um ano e pouco, fiz um post aqui, falando que antes de morar fora a nossa mala ta vazia, sem essas experiências e que, com o tempo, ela vai se enchendo. Bom, posso dizer que a minha mala hoje já está quase completa (ela é tipo aquela bolsinha da Hermione, que nunca enche) e parando para pensar, esse ano foi muito bom!! Por isso, separei 12 coisas ( viagens, momentos, aprendizados e situações) que coloquei na minha mala e quero dividir com vocês. Postarei seis esse mês e seis no próximo.

1. Maturidade
Parece cliche, mas não custa advertir. Para se fazer intercâmbio, principalmente como aupair, é necessário ter maturidade para encarar os rojões. Eu não tinha, mas agora eu to melhor.

2. Peso
Depois desse ano eu venho pra o Brasil com 5 quilos a mais (esses não estão na mala, estão na pança mesmo), não tenho vergonha de falar que engordei, ainda tenho umas crises e falo que vou fazer dieta, mas não faço, claro, são meus últimos dias aqui!! Tem gente que engorda e tem gente que emagrece, mas enquanto isso não for um problema de saúde, relaxa e come o que vc quiser, no Brasil vc vai ter tempo para comer certo.

3. Médico (ou a falta dele)
Aqui na Europa não é comum que as pessoas vão ao médico com tanta frequência como no Brasil, e isso dá uma pirada no psicológico, claro. Um causo: eu não fui ao ginecologista antes de vir pq não deu tempo, ou seja, perdi uma consulta anual. Cheguei na Alemanha e eu tinha pílula para mais três meses, tomei as cartolinas e resolvi parar por inúmeros motivos. No primeiro mês, minha menstruação veio certinho, mas no segundo atrasou uns 10 dias e eu senti cólicas por uma semana. Como meu período sempre foi muito certo, eu surtei e quis ir no médico. E tinha ginecologista na minha cidade aceitando novos pacientes? Não! Eu fiquei muito no desespero, não sabia como procurar nem nada, minha hosta falou que ela podia tentar ligar no hospital direto, pois bem, eu fui no ambulatório, o médico me examinou estava tudo certo. Ufa! Fiz uns exames e fui liberada, no dia seguinte, menstruei! Então, calma e tenta se programar para ir aos médicos necessários no Brasil antes de vir pro intercâmbio. 

4. Dinheiro
Depois do susto do médico, eu passei por susto de dinheiro, por causa dos exames que fiz, não sabia se o meu seguro saúde ia cobrir ou não, estava morrendo de medo de ter que pagar do meu pobre bolso. Outras noites em claro. A conta chegou só em outubro e o seguro saúde pagou. Dinheiro é uma coisa que aupair não tem, todo mundo sabe. Eu me desesperei várias vezes por causa disso, mas no final, da tudo certo, devo alguns agradecimentos à família do meu noivo tb, que me ajudou com a grana depois que parei de trabalhar.

5. Verão
Não gostei do verão da Europa, não sei como explicar, mas o ar é muito pesado, seco, parece que não dá pra respirar, mas amei os finais de semana nadando no lago de Zurique, ou indo à piscina públicas, adorei as duas viagens que fiz: pra Dinamarca com a hostfamily e para a Áustria com o bom e a família dele.

6. Natureza
Não sei como explicar, mas aqui, a possibilidade de estar em contato com a natureza é muito maior, vc pode praticamente cruzar a Europa por trilhas, que são, além de muito bem cuidadas, um jeito especial de conhecer um tipo de floresta diferente do nosso. No Brasil nunca fiz muita trilha por medo de não ter marcação direito e eu me perder no meio da mata atlântica e nunca mais sair de lá, aqui na Suíça fazemos umas caminhadas selvagens todos os finais de semana, além das trilhas de bike que são muito boas também.


Bom, gente, por enquanto é isso, as outras seis coisas e as novidades do Brasil eu conto mês que vem!


Beijos, Luana
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15 novembro 2015

Você está no intercâmbio certo? Faça o teste e descubra!

Oi, genteeeee, tudo certinho com vocês???
Aqui ta tudo certo, tirando o fato de que nessas três semanas de férias eu já engordei um monte hahahahahaha.


Bom, vamos ao post de hoje!!! Relembrando menus momentos de aupair eu tive a ideia de postar algumas dicas para pessoas que ainda estão pensando se devem ou não fazer essa modalidade de intercâmbio, e aqui vai um teste para te ajudar a escolher!


1. Você é uma pessoa pontual?
A. Sempre
B. Na maior parte das vezes, mas já me atrasei.
C. Oi? Impossível

2. Imagina que é domingo cedo e vc ta com aquela ressaca da balada de sábado, às sete da manhã vc começa a ouvir um gritaria, bateção de panela e choro pela casa. Qual sua reação?
A. Nem ligo, acordo cedo de qualquer jeito mesmo
B. Acordo, dou uma resmungada e volto a dormir até o meio dia
C. Saio do corpo, fico puta, não consigo mais dormir, estraga meu dia

3. Qual é seu nível de paciência com birras?
A. Sou paciente, ignoro ou tento fazer algo para acalmar a criança
B. Tem limites, mas não ficarei estressada por isso, sou adulta e sei lidar com crianças birrentas.
C. Se fizer birra comigo, faço birra de volta

4. Qual sua relação com merda, seja na fralda, calcinha, cueca, privada, parede, cama?
A. Todo mundo caga, só não ligar pro cheiro
B. Não curto ficar limpando, mas trabalho é trabalho e a gente tem que aturar.
C. Odeio o cheiro, a consistência, não coloco minha mão em merda.

5. Como você vê o país que você ta indo?
A. Muito melhor que o Brasil.
B. Um lugar bom para se viver por um ou dois anos, um lugar novo para conhecer, mas não sei como será, afinal ainda não fui.
C.P-e-r-f-e-i-t-ooooooooo

6. Você tem conhecimento da língua?
A. Sim, sou fluente já, falo desde pequenas
B. Tenho estudado e aprendido, mas o intercâmbio será exatamente para melhorar.
C. Sei o básico do básico. 

7. Como você acha que vai ser morar com outras pessoas?
A. Bem tranquilo, sou super flexível, como de tudo, não sou encanada com limpeza, e me adapto a situações bem tranquilamente
B. Vou tentar dar o meu melhor, mas convivência nem sempre é fácil.
C. Tenho meu quarto para quando terminar o expediente. Ninguém vai me incomodar lá. 

8. Defina trabalhar aos finais de semana
A. Super ok, não ligo, serei parte da família!
B. Foda, mas acontece, desde que seja planejado e conversado.
C. Só aceito match com final de semana off.

9. Se sua hosta ta com cara de cu o dia todo, vc não sabe o que houve, qual sua reação?
A. Vou conversar com ela, e procuro a todo custo saber o que está errado. Ela vai se abrir comigo.
B. Tento uma aproximação, mas se não rolar, deixo ela na dela.
C. Nem ligo, to off.

10. O que te levou a procurar o intercâmbio de aupair
A. Meu sonho de conhecer outro país e morar com uma família que vai me acolher e serei parte dela.
B. Aprender um novo idioma e uma nova cultura, mesmo tendo que me subordinar a algumas coisas que não gosto. Também gosto de cuidar de criança, mas sei que às vezes enche o saco
C. Conhecer outro país e poder ter dinheiro pra viajar e gastar com um monte de coisas.

Resultado: 

Maioria das respostas A: Alice High ego
Você acha que está super preparada para todas as coisas que acontecerem no seu intercâmbio, se diz fluente e ama ser parte de uma família que não é a sua. Sonha com o match perfeito num lugar super legal é uma família sem defeitos. Acha que sabe tudo sobre crianças e seu ano de aupair será fácil. Cuidado, a vida é uma caixinha de surpresas. Pode ser que seu não seja tudo isso que você espera, mas um pé atrás nunca faz mal.

Maioria da respostas B: A/O ponderada/o
Você sabe que não será fácil e que passar um ou dois anos fora não é fácil, nem noção das suas limitações e tem consciência de que ninguém é perfeito, nem você, nem a família, mas sabe como lidar com situações adversas de maneira adulta! Esse intercâmbio pode ser o certo para você! Mesmo que tenham complicações não planejadas, possivelmente você saberá lidar com elas.


Maioria das respostas C: A Alice  mal informada
Você acha que a casa da hostfamily é um hotel e que seu quarto é inexpugnavel, seu trabalho é só mais um trabalho é uma vez off, nada pode te acertar. Você também é bastante inflexível e certamente não está madura/o para esse tipo de experiência. Que tal ir como estudante de línguas?


E ai, qual seu perfil? Vc concorda com as respostas???

Me conta tudo nos comentários.


Beijos e até o próximo dia 15!





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30 outubro 2015

O resumão do ano e a hora do adeus!

"Acabouuuuu, acabouuuuuu, é tetra, é tetra" Essa foi a primeira frase que pensei na sexta-fiera passada, di 23 de outubro, ao acordar para meu último dia de aupair. Como foi meu adeus? Você descobrirá nas próximas linhas.




Para quem acompanhou a minha história, sabe que desde agosto minha saaída está ensaiada, que eu tenho alguns planos para os próximos meses e que eu estava bem ansiosa pra mudar e começar uma vida diferente antes de voltar para a vida real no Brasil. No post de hoje, eu vou tentar resumir um pouco do que foi essa minha jornada de quase dez meses na casa da hostfamily, o que mudou em mim e o que eu descobri que era essencial que não mudasse.
Meu ano começou em 11 de janeiro de 2015, um domingo às 11 da manhã. Meu namorado e o pai dele me levaram de carro de Zurique até Schwabisch Hall, uma pacata cidade no sul da Alemanha. A família que eu havia escolhido tinha o tal do feeling, sempre teve e eu estava muito anida. Iria cuidar de dois meninos de 5 e 3 anos e de uma baby de 3 meses. O começo da minha relação com a família foi bastante bom. Conversávmos após o jantar e eu ia até fazer compras com ela quando eu não estava cansada. O marido quase não ficava em casa e, por isso eu, tina bastante liberdade. Meu namorado ia me visitar a cada 15 dias na cidade. Chegava sábado e ia embora no Domingo. Dormíamos num hotel, pois a família não permitiu que ele dormisse comigo, o que não achei de todo ruim, pois, assim, teríamos nossa liberdade.
Entre março e abriu a gente descobriu um jeito fácil e barato de eu ir pra Zurique, de ônibus. Eram 3horas e meia de viagem na sexta de noite, o que faazia com que tivessemos mais uma noite juntos no final de semana. Eu comecei a visitá-lo com mais frequência, quase todo final de semana, já que era meu tempo off, a família nunca falou nada. Quando eles pediam que eu trabalhasse no sábado ou domingo, eu ficava, mesmo tendo trabalhado mais que minhas horas durante a semana.
No começo minha rotina também era tranquila. Eu trabalhava das nove às quatro, sim, mais que as seis horas permitidas pela lei alemã. Mas desse tempo, durante a manhça, a baby dormia quase o tempo todo e os meninos estavam na escola até as duas, o que me deixava com um tempo livre pra estudar e fazer minha coisas, já que, enquanto a baby dormia, ela ficava no carrinho no salão da mãe, que me ligava quando ela acordasse. Contudo, a escola entrou em greve em maio e aí eu tive meu primeiro desentendimento com a família. Numa sexta-feira, que eu ficaria em casa e trabalharia no sábado eu fiquei com os três por muito tempo. Ela disse que a amiga dela passaria pegar os meninos às 14h00 e a mulher tava mega atrasda, o que me irritou muito. Daí ela me liga pra perguntar se tava tudo bem e eu respondi, "today was too much" mas só de desabafo, sabe. Ela me vira a voadora " but it is your job." meu sangue subiu e eu repliquei " yes, and it was supposed to be for 6 hours per day, not 8". Nessa hora a mulher virou o diabo e soltou um "we talk later" e só voltou a falar comigo no domingo. Eu expliquei a situação e tudo voltu ao normal.
Em junho fomos à Dinamarca, por 15 dias e eu não tive final de semana ou horário definido para trabalhar. A gente tava no meio do nada e eu passava o dia com eles, fazendo viagens pelo país ou no meu quarto dormindo. Ajudava sempre a colocar e tirar a mesa da janta, ajudava a cortar as coisas e andar com as kids quando eles queriam um tempo livre. Contudo, mesmo assim, não me senti muito incluída, e eles sentiram o mesmo. Nós conversamos sobre isso, mas desde então a relação começo a ficar estranha.

Eu nçao sentia mais vontade de ficar lá nos finais de semana e, por isso, comecei a vir pra Zurique toda sexta e voltar no domingo de noite. Eu estava trabalhando cada vez mais e, agora que a baby já estava maior ela não dormia tanto mais e nem ficava no salão, ou seja, alguns dias, eu ficava das nove às cinco trabalhando. A hora que ela chegava eu só queria deitar na minha cama e ver filme. E foi o que comecei a, de fato, fazer. E, por fim, depois da briga que a gente teve na hora que eu falei que ia sair antes do previsto, eu comecei a eveitar os cafés da manhã. Eu preparava tudo e voltava pra cama. Eu estava sempre cansada, meio triste e desanimada nos últimos tempos. Até que o dia chegou e eu não me cabia em mim de alegria.
Nossa última semana foi ok. Eu trabalhei muito, principalmente no final de semana do dia 17, pois eles passaram o dia num SPA, mas eu já tinha um alívio de dever cumprido no meu coração. Na quinta-feira eu estava meio triste, meio melancólica, meio animada. Até fiz um textçao no Face falando dos meus sentimentos.
Na sexta, eu acordei e comecei a arrumar minhas coisas. Ninguém falou nada, nem no café da manhça, nem no almoço. Meu namorado chegou às 15h00, arrumamos juntos o que faltava em 10 minutos, carregamos o carro e eu voltei, com o casaco na mão, para falar tchau pro hosto e pros meninos. Ele me deu um aperto de mão e me desejou tudo de bom, eu pedi desculpas pelos erros cometidos e também desejei força para ele e coragem (semana que vem ele está indo lutar no Afeganistão), o menino maior me deu um beijo e um abraço e o menor só deu tchau do sofá. A baby estava dormindo e eu queria sair sem dar tchau porque ela era minha maior paixão naquela casa. Contudo, com os barulhos, ela acordou e eu dei um último abraço e a primeira lágrima escorreu. Eu nçao disse tchau, nçao consegui, só abracei ela e senti o cheirinho dela pela última vez. Entrei no carro e fomos ao salão da hosta. Cheguei lá com lágrimas nos olhos e fiz o mesmo discurso que pro hosto. Ela só me deu uma abracinho sem sal e disse: tinha que ser desse jeito. Saí de lá meio triste por ir embora e meio com o coração partido pela frieza da hosta, o pai dela tinha um brilho interessante nos olhos e ele sempre foi muito acolhedor, foi um adeus curto, mas bacana.
De lá partimos para a cidade, afinal eu tinha que fazer uma fotos de recordação. Disse adeus a cada cantinho, a cada esquina, ao café, às folhas que caíram no chão, à escadaria da igreja e terminamos a tarde jantando num restaurante mongoliano que eu amava. 
Às sete da noite do dia 23 de outubro de 2015 eu deixei Schwabisch Hall no fiesta do meu namorado abarrocado de coisas, mas com um coração leve.
Desde o meu primeiro post, eu falo de uma mala de experiências, a qual eu trouxe vazia e que tenho enchido. Agora ela já tá quase cheia. Faltam dois meses para o tão esperado regresso. Mas agora é só diversão.
Um beijo, e até dia 15!
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15 outubro 2015

Dois meses no paraíso!


Oi, amados, tudo certo????

Hoje vou contar pra vocês como eu e o Rico nos planejamos e qual deverá ser nossa rotina nos próximos dois meses. Como eu disse nos posts anteriores, eu vou terminar meu ano de aupair com dois meses de antecedência e, nesse tempo, viveremos juntos numa casa no meio do nada em uma pequena cidade no interior da Suíça chamada Nesslau. Lógico que dois meses sem salário não será fácil e, para que essa viagem seja possível, eu e o Rico tivemos que abrir mão de várias outras coisas. Como nos planejamos? Vou te contar tudinho aqui no post.

Primeira coisa que decidimos foi quanto de dinheiro cada um colaboraria. Eu tinha 430 euros no meu cartão de viagem que meu pai me deu de presente no começo do ano e eu não gastei. A nossa ideia era fazer uma viajem de 10 dias pelo leste europeu com esse dinheiro, e essa foi a primeira coisa que abrimos mão. Foi muito difícil de mudar no começo, mas o leste europeu aguenta esperar por nós mais um ou dois anos. Agora, ficar dois meses sem trabalhar, vai saber quando teremos essa chance de novo. 

Pois bem, voltando aos gastos. Eu falei que queria trazer 230 euros pro Brasil para passar o primeiro mês e poder ir pra praia quando chegarmos. Teria então 200 euros "sobrando". Durante os três meses que eu continuei trabalhando como aupair, peguei 50 euros dos 260 do meu salário e dei pro Rico. Ou seja, 150 euros salvos. Ele perguntou para a mãe dele quanto precisaríamos gastar com comida e gasolina. E ela disse que em torno de 50 euros cada um por semana. Iremos ficar entre 1 mês e 1 mês e meio nas montanhas e o resto do tempo em Zurique. 

No final das contas, iríamos precisar de 400 a 500 euros para nós dois. Como queremos fazer passeios e tomar uns bons drinks de vez em quando, eu e o Rico combinamos que eu daria 250 euros e ele completaria com o resto. O que passar desse valor será por conta dele até ele falar que não pode mais gastar. 

Para economizar, nós decidimos que vamos fazer uma compra grande com coisas que não estragam na Alemanha, pois é mais barato. Depois, na Suíça, só vamos comprar o que faltar. 

Ficamos muito preocupados com o que fazer em Nesslau por dois meses. A cidade é bem pequena e não tem nada, a não ser montanhas e para subir de trem é muito caro. Então, para não ficarmos bodeados em casa todos os dias, planejamos nossa rotina dessa forma:
Acordaremos entre 8:00 e 8:30, faremos uma hora de matpilates e prepararemos um café da manhã saudável. 
10:30 estudaremos. O Rico precisa aprender português e eu sou professora. 
12:30 comeremos algo frio, tipo um sanduíche ou salada de frutas e sairemos para fazer uma trilha ou ir ao mercado à pé pela floresta ou arrumar o telhado, a casa, varrer as folhas, etc.
Entre 16:30 e 17:00 voltaremos para casa, tomaremos banho e estudaremos até as 20:00
Entre 20:00 e 22:00 jantaremos algo quente, beberemos vinho ou cerveja (mas só duas vezes por semana)
Depois das 22:00 eu possivelmente irei fazer minha pesquisa ou estudar qualquer coisa enquanto o Rico irá dormir porque ele é um jovem com alma de idoso.

Agora. Será que essa rotina vai dar certo ou viveremos dois meses a base de alcool, sexo e pizza? Para descobrir, vocês terão que esperar os próximos posts!!!

No próximo post, mudarei um pouco o assunto e falarei como foi minha última semana como aupair, do que sentirei falta e para o que não ligo a mínima. 

Beijos, e até dia 30 


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30 setembro 2015

Vida de aupair terminando e uma aventura pela frente ( parte dois)

Olá, gatinhos e gatinhas, hoje tem mais um post meu, especial para vocês porque esperar um mês é muito tempo. Vamos continuar a história com a ideia Maluca das montanhas? Vamossssss
                       

Depois que eu falei pra minha hostmother quer sairia em outubro, ela surtou, ficou puta, fechou a cara e não conversou comigo por um longo tempo. Mas depois tudo voltou ao normal. Até que, certo dia, durante o café da manhã, com meu hosto em casa, a história voltou à tona. Nós estávamos à mesa e ele disse:
- Luana, a minha esposa comentou comigo que você quer sair sair no final de outubro. Eu não sei se vai ser possível. Eu viajo em novembro e não temos outra aupair. 
 Eu fiquei tipo:
- Oi?????
Dai ele disse:
- Veja bem, não é um não, mas a gente precisa pensar sobre.
- hosto, eu não estou pedindo para sair, eu estou avisando. Como vcs vão fazer, eu não sei. Mas meu ultimo dia aqui será, no máximo, 13 de novembro.
- mas você não pode sair assim, do nada.
-lógico que eu posso, no contrato está escrito que eu preciso avisar com duas semanas de antecedência, eu estou te dando três meses. Estou dando minha cara a tapa e corre do o risco de você dizer que quer que eu saia em duas semanas. Se eu quisesse prejudicar vcs, eu avisaria com duas semanas de antecedência e iria embora. É como foi conversado com a hosta há duas semanas: eu irei abrirão de duas semanas de férias se for necessário. Vcs não precisam me dar os dias livres nem me pagar.
Nesse momento a hosta falou:
- Mas, Luana, vc não é só mais uma funcionária, você é parte da nossa família, você não pode nos abandonar assim. O contrato é mera formalidade.
- Não, hosta, eu não sou e nunca pedi para ser parte da sua família, eu sou funcionária, podemos ter uma relação amigável, mas eu tenho minhas atividades, tenho meus horários a cumprir e recebo um salário ao final do mês, o que me caracteriza sim como uma funcionária sua. 
A hosta levantou da mesa com tudo, olhou furiosa para mim e disse:
-  Ok, se vc quer assim. 
E se mandou. O hosto tentou colocar a culpa nas minhas costas, deu a entender que eu estava sendo mal agradecida e tal, mas eu não me importo. Para mim a situação estava clara.

Mais ou menos no começo de setembro eles encontraram a nova aupair e clima lá e, casa melhorou. Contudo, perdi muito meu ânimo para continuar a ser sociável e fazer parte do cotidiano da família, também não me sinto bem vinda. 

Mas agora nada disso importa, o que realmente importa é que em 23 dias eu estarei livre. Em 30 dias eu viverei um sonho de morar no meio dos Alpes do leste da Suíça e ter uma vida tranquilo, cercada por estudos, aulas de português, trilhas, comida fresquinha e limpinha, chuva e ocasionalmente neve e muito, mas muito amor do lado do bofe.

No dia 15 contarei como nos preparamos, um imprevisto tenebroso que rolou e como está nossa expectativa para essa viagem maravilinda.

Beijos e até dia 15
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15 setembro 2015

Vida de aupair terminando....e uma aventura pela frente(parte I)


Era um domingo de sol no meio do verão quando tudo aconteceu. Meu namorado (agora noivo!) estava me levando para a estação de trem e eu lá, no banco do passageiro, tristonha, sem expectativas para a semana que iria começar, quieta no meu canto, deixando as ideias fluírem. Com raiva da minha hostfamily por algum motivo agora desconhecido (eles não são de todo ruim, eu que tb não sou de todo boa para essa profissão, tenho que admitir), quando tive um devaneio.
- Rico, imagina se no seu último dia de trabalho (30/10), vc passa me pegar em casa e a gente foge junto pros Alpes e ficamos lá dois meses na casa do seu avô, já pensou sair vazada da casa da família MUAMUAMUAMUA


- Eles bem que merecem. A gente podia ir mesmo né, ficamos lá, vc me ensina português, a gente faz trilhas.....
- ah, mas sair vazada é mancada, não é? 
- Verdade . Então vê no seu contrato com quanto tempo de antecedência vc tem que avisar e sai a gente avisa e vai.
- Mas é o visto? Será q eu posso ficar na Suíça por tanto tempo sem visto depois que meu visto pra Alemanha ter sido cancelado? E dinheiro?
- Quanto ao visto, eu ligo nos lugares amanhã cedo. E dinheiro vc contribui com quanto vc puder e eu completo com o resto. No seu último dia a gente faz uma compra grande de comida e produtos de higiene na Alemanha e dai vamos pra Nesslau. Mas vamos dormir e pensar se é uma boa ideia....
-Ok.
- no trem de volta pra casa, desenvolvi o assunto com as amiga aupair tudo...

No outro dia cedo

- e aí? Fechou role nos Alpes? Já liguei no consulado, eles te deixam ficar três meses aqui, mesmo depois de ter tido visto da Alemanha. Vc fica como turista, relaxa!
- simmmmmmm

Bom, depois dessa conversa, fui ligar pra minhas duas almas gêmeas, a Gabi e a Bruna pra perguntar como eu falaria para a família, se a ideia era realmente boa é se era muita loucura. A resposta delas foi 

- muito a sua cara! Avisa sua hostfamily com antecedência, mas vai na fé que vai dar certo!

O próximo passo foi falar com meus pais. Minha mãe ficou meio desorientada, para ela, não é normal alguém ficar dois meses sem trabalhar. Mas falou : vai na fé, vc sabe o que faz.
Eis que chega o momento de contar para a hf. O gancho surgiu quando ela falou que testava vendo as novas meninas Para começarem ano que vem. Eis que eu digo:
- e se você procurar alguém para começar em novembro? Pra mim é tranquilo.
-sério? Ai, seria ótimo pra gente também, porque daí as crianças se adaptariam a ela antes de o meu marido viajar. 
- sim, sim, tranquilo.
Sai correndo liguei pro Rico e contei as novidades. E eLê, muito sábio me responde:
-mas e se eles não acharem outra aupair, vc fica?
- ih, não sei
- vai lá e esclarece isso, Luana. avisa q vc sai em outubro.
Eu fiquei que era a ansiedade em pessoa. Mas numa quarta feira rolou um stress no jantar e eu desembuchei, bem direto e reto, como diz papai:
-Eueoricoconversamoseeusaioemoutubro.
-oi?
-sim, eu trabalharei até outubro. No máximo até 11/11
- mas e se eu não achar outra aupair até a data? Comofaz?
-não sei, dai vc tem que ver. Tem três meses para procurar.

((((((Climãoooooooooo))))))


Continua.....
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15 agosto 2015

Dear hostfamily

Oi, gente, tudo bem?

Sempre que a gente inicia o processo pra ser au Pair a gente tem que escrever uma carta para a nossa hostfamily. Nessa carta, a gente fala um pouco da nossa personalidade, das nossas qualidades e defeitos e da nossa expectativa para o ano de aupair. Normalmente essa carta serve de referência para a família te escolher ou não. Mas como seria uma carta para a hostfamily depois de alguns meses morando com eles? Será que seríamos tão simpáticas?

Nesses últimos dois meses aconteceram algumas coisas aqui em casa que me deixaram meio incomodada. Para resumir a história, eu avisei que não iria ficar até dezembro, mas que iria sair em 13/11 pois recebi a proposta de ir morar com meu namorado. De acordo com o nosso contrato, temos que avisar com duas semanas de antecedência a nossa partida. Pois bem, eu resolvi "ser legal" e avisei com três meses e meio! O que vocês acham que aconteceu? A família agradeceu minha sinceridade e me desejou boa sorte? Não! Eles ficaram putos, falaram que eu não podia fazer isso com eles, que eles precisam de uma aupair e que eu era parte da família. Como eu apronto uma dessas? Pois bem, dada essa situação e a montanha de tempo que tenho para pensar na vida, eu criei uma carta que eu escreveria hoje para a minha hostfamily, sete meses depois de ter começado o programa. Vamos à carta:


Querida hostfamily,

Eu sou uma pessoa muito esclarecida, sei das coisas que gosto e das que não gosto. Eu aprecio passar um tempo comigo mesma, no meu quarto, vendo vídeos ou lendo alguma coisa. Quando faço isso, não estou triste ou brava, só estou em paz comigo mesma. Também sei lidar bem com a solidão e não estou interessada em fazer novos amigos. Meus amigos antigos e as meninas que vieram do Brasil no mesmo mês que eu já me bastam. Eu não gosto de sair para a balada, como sua antiga aupair fazia todas as noite, mas eu gosto de passar os finais de semana com meu namorado e gostaria que vocês não achassem que é porque eu não gosto de vocês.

Eu entendo que vocês tiveram uma experiência diferente com a primeira aupair, mas por favor, entendam que nem sempre eu quero ser parte de uma família que não é a minha família. Isso não significa que não podemos ser amigos. Eu gosto muito de conversar e sou muito aberta a qualquer tipo de assunto, diferente de vocês, que já barraram algumas conversas nossas com silêncios e olhares, os quais as vezes eu entendo e as vezes não.

A gente já conversou sobre minha postura de não conseguir entrar no cotidiano e nos assuntos da sua família, que eu pareço um planetinha rodando na órbita do seu cotidiano. Pois bem, talvez eu esteja feliz neste posto e não vejo o porquê de vocês não estarem. Eu sei que a gente sempre quer ser amado, mas isso é só um ano, não me obriguem a amá-los, pois eu não sou fácil de ser conquistada.

Eu sempre tento dar o melhor de mim, mas eu sinto que, para vocês, nunca é o suficiente. Eu gosto de morar aqui e trabalho horas a mais sem nunca ter falado um "a", eu nunca disse não às suas solicitações e sempre tentei cuidar o melhor possível dos meninos e da Johanna, por quem, vocês sabem, eu cultivo um carinho imenso. Será que sou eu que estou fazendo algo errado? Ou será que falta um pouco de abertura por parte de vocês?

Esses dias vocês vieram me dizer que minha motivação está descrescente, talvez seja verdade. Mas nesses meses eu nunca consegui um tempo para uma conversa sincera. Ninguém nunca me perguntou se eu estou me sentindo confortável, feliz, animada e, em caso de não estar, ninguém nunca me perguntou o porquê.

Eu queria dizer que eu aproveitei muito meu tempo aqui e que vocês foram muito bons para mim, mas também preciso dizer que viver na Alemanha por um ano e ser aupair não era o sonho da minha e vocês não estão me dando uma oportunidade única. Vocês me deram só mais uma oportunidade dentro de tantas outras. Não me tenham como mal agradecida, eu tenho muito a agradecer a vocês, mas eu tenho em meu coração que não lhes devo nenhum favor, que estou aqui pois mostrei-me capaz de cuidar dos seus filhos.

Obrigada por tudo o que vocês fizeram e fazem por mim, sei que existem famílias que são muito ruins com as aupairs, eu agradeço de todo meu coração, e espero que as coisas melhorem até novembro.


Um abraço, Luana
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15 julho 2015

O outro lado da moeda

Oi, galera linda, tudo bom???

O post de hoje vai falar um pouco da visão da hostmother sobre ter Aupair. A gente já leu bastante sobre como é ser Aupair, o que a gente precisa, qual a rotina e as coisas boas e ruins do mundo auperiano. Mas, como será que é para a família? Quais os pontos positivos e negativos? o por quê de ter um/a Aupair, quais características são levadas em conta na hora de escolher a pessoa? Essas perguntas e algumas outras foram feitas para a minha hostmother. Claro que não representa a opinião de todas as hostfamilies, mas pode ser uma luz no fim do túnel para quem está on há muito tempo e não acha família ou pra quem está começando agora o processo.


Só para contextualizar, eu vivo na Alemanha, em uma cidade pequena, cuido de três kids: uma baby e dois meninos de 3 e 5 anos que já vão para o Kindergarden. Minha hm é cabeleireira e o salão dela é pertinho de casa, uns 50 metros. O papa é militar e fica muitoooooo tempo fora, o que possibilitou que eu ficasse muito próxima da minha hm. Aqui eu trabalho cerca de sete horas por dia, de segunda a sexta. A regra do programa é que a aupair pode trabalhar no máximo seis horas por dia, mas como a baby dorme e fica no salão enquanto está dormindo, eu fico off, às vezes por três horas, às vezes por 15 minutos, já conversamos sobre isso, mas não tem muito o que mudar. Eu gosto muito do clima e da vida aqui, por isso, não reclamo do " sacrifício" . Minha família aqui não é perfeita é muito menos rica, meu salário é o de sempre e a gente achou um curso bem baratinho pra eu fazer, mas tenho cortes de cabelo de grátis. 

Eu sou a segunda aupair da familia, ano passado, eles tiveram uma aupair mexicana, de 18 anos.
Bom, sem mais delongas, vamos às perguntas:


1. Quando você teve a ideia de ter um/a aupair?

Resposta: eu já quis ser aupair quando tinha 18 anos, apesar de hoje em dia achar que não conseguiria aguentar o tranco, eu já conhecia o programa e sabia como funcionava, acho muito legal a oportunidade de trocarmos informações sobre nossas culturas.

2. Qual é a melhor coisa de se ter um/a aupair?
Resposta: Ter mais flexibilidade nos horários, para poder ir trabalhar e também para ter mais tempo para mim mesma, mesmo não sendo frequente. E também, porque as crianças podem ficar em casa e não em qualquer lugar.

3. E a pior?
Resposta: Ter alguém na sua casa o tempo todo, você tem que mudar seu estilo de vida e sua rotina por conta disso.

4. Qual a diferença entre ter um/a aupair tão nova e depois um/a aupair mais velha?
Resposta: A/o aupair mais nova/o é muito mais uma criança, você tem que ser mais cuidadosa, no jeito que você fala ou reage aos acontecimentos, você também tem que tomar conta dela/e, você tem que explicar mais as coisas, tomar mais cuidado quando ela/e sai, tem que ajudar muito mais nas coisas cotidiana. No começo, explicar sobre cozinhar, ir ao mercado, é mais trabalhoso para a hostmother. Mas ao mesmo tempo, ela é mais próxima, brinca mais e se diverte mais com as crianças. A/o aupair mais nova/o aproveita mais os mementos. 

5. Quando você procurava por um/a aupair, o que vc olhava primeiro?
Resposta: As fotos. Pra ver se a pessoa é simpática.

6. O que vc acha que uma pessoa que vai ficar responsável pelos seus filhos precisa ter?
Resposta: É importante que a pessoa consiga seguir o ritmo da nossa família, ser organizada e saber se divertir com as crianças. Ser independente e saber quando deve ajudar. 

7. O que vc leu em perfis e acha desnecessário?
Resposta: Ler que todo mundo ama crianças e que quer ficar com as crianças e se divertir com elas o tempo todo.

8. Sobre a língua, vc acha que um/a menino/a com um bom nível de alemão, melhor que o meu no caso, teria uma convivência mais fácil com a kids?
Resposta: Claro que será mais fácil pra conversar com as crianças, mas se ela/e não tiver um coração aberto e saber se aproximar das crianças, essa relação continuará a ser complicada.

9. O que vc jamais admitiria de um/a aupair? O que te faria mandar o/a aupair embora?
Resposta: Roubar dinheiro ou qualquer coisa da casa e se eu descobrir que ela mente e tem duas personalidades.

10. O que você considera mais importante para que a convivência na casa seja sempre boa?
Resposta: A coisa mais importante é saber conversar e sempre falar quando algo é bom ou ruim e não me ter como a sua mãe, eu posso ser sua amiga ou sua chefe, mas nunca minha mãe. 

É aí, será que você seria uma boa aupair para a minha hostfamily? Tenho que dizer que a tarefa não é fácil.

Bom, gente maravilhosa. É isso, espero que tenham gostado e até o mês que vem.



Beijinhos
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15 junho 2015

10 coisas que toda aupair que cuida de baby precisa saber


Oi gente, tudo bom? O post de hoje vai ser uma listinha sobre minhas experiências com recaem nascidos. Eu cuido de uma baby com sete meses, quando cheGuei ela tinha três. O aprendizado está sendo incrível. Espero que oost ajude vocês.






1. Se o baby for menor de três meses tome cuidado como tirá-lo do berço ou do carrinho.

Bebês muito novos não conseguem segurar o próprio peso do corpo, ao tirá-los da cama ou do carrinho você deve segurar no meio das costas com uma mão e com outra a cabeça, assim eles ficarão retinhos e a chance de desenvolverem algum problema na coluna é menor.


2. Tenha sempre um paninho por perto

Bebês que ainda são amamentados tem maior probabilidade de vomitar, na realidade não é aquela coisa nojenta de gente bêbada vomitando depois de comer 5 pedaços de pizza, é só uma gostinho branca de leite que volta, tipo refluxo. Por isso, se você pega o baby logo depois da mãe ter amamentado, ande com um paninho no seu ombro, isso garantirá que sua roupa não fique cheirando a leite azedo. Se você que dá o leite na mamadeira, tente controlar a quantidade que o bebê está tomando para que ele não beba muito rápido, assim, a chance de refluxo é menor.

3. Cuidando do bumbum

É normal que o baby que ainda só toma leite não faça tantoooooo coco, e quando faz é amarelo é fácil de limpar. Eu indico que vocês limpem o bumbum do baby com um paninho umedecido em água morna ou um papel. Evite usar aqueles lencinhos cheirosos, a pele de.e ainda é muito sensível. Se a caca for imensa e tiver muito sujo, você pode usar o lencinho, mas lembre-se sempre de passar um pano ou papel com água depois. Sabão neutro também ajuda, mas você pode deixar isso por conta da mãe ou do pai que trocar o bebê antes de dormir.

4. Winter is comming 

Tanto nos Estados Unidos como na Europa o inverno é cruel e os cuidados com o bebê devem ser redobrados. Sempre que estiver fora de casa com o baby confira se as mãos estão geladas. É normal para crianças de pele branca ficarem mais brancas ainda se ela dormem no carrinho do lado de fora ( minha baby não dorme dentro de casa durante o dia, por exemplo). Aqui na Alemanha quando a temperatura estava. Útil baixa, a gente usava umas bolsas com sementes que a gente esquenta no microondas e põe por baixo do cobertor, ajuda bastante. Eu sei que a gente morre de frio aqui é que a gente vai tentar deixar o bebê mega aquecido. Isso também é problemático.quando o bebê sua, ele fica mais propício ao desenvolvimento de bactérias ou fungos na pele, então devemos ficar atentos também se não estamos exagerando nos casacos.

5. Apurando os ouvidos

Quando seu bebê começar a chorar, tenteado ficar desesperada. Respire fundo, e tente entender o choro. O bebê chora de um jeito diferente para mostrar que está com sono, fome, dor, tédio ou quando algo está desconfortável ou incomodando. Aprenda a ouvir esses choros e detectá-los sem se estressar. O bebê percebe seus estresse e fica nervoso também. Depois de você identificar o choro, vai ficar fácil de resolver o problema.

6. Abaixando o volume

Aqui em casa tem, além da menina de sete meses, dois meninos de três e cinco anos. Imagina a barulheira. Normalmente a menina não se incomoda e fica bem mesmo com a gritaria, correria e etc. Porém, com os meninos brincando na sala, ela não consegue dormir e eu não posso sair para passear com ela, o que causa ainda mais estresse na coitada e dai ela começa a chorar muito alto. Nesse caso, eu sempre vou até os meninos e explico a situação, falo que a gente precisa de um pouco de silêncio para a irmã deles dormir. Normalmente eles entendem e vão brincar em outro lugar, ou eu fico com ela no jardim até que ela durma. É muito importante para o bebê que o ambiente seja favorável ao sono.


7. Calmaria após a tempestade

Depois de chorar e se debater, seu baby vai dormir, e você vai relaxar e descobrir que gastou muita energia cuidando dele, possivelmente, se vc estiver sozinha, vc vai relaxar ou tirar um cochilo. Muito cuidado!!! Eu não indicaria que voce simplesmente largasse o bebê dormindo e fosse cuidar da sua vida, lembre-se que é seu horário de trabalho e vc é responsável por aquela criaturinha. Então, aproveite seu tempo para ler um Livro, ver um filme, ouvir música, ficar de boa, mas evite dormir. Estando acordada, caso seu baby também acorde vc poderá cuidar dele antes de ele chorar.

8. Diálogo é tudo

Esteja sempre em contato com seus hosts, tire todas suas dúvidas, conte suas descobertas e tente compartilhar com eles o máximo de experiência que puder, isso vai te ajudar a entender melhor o corpo de bebê é saber se está tudo bem. Preste muita atenção nas coisas que os pais falam para ele enquanto ele come ou nas brincadeiras. Se você conseguir fazer mais ou menos a mesma coisa, o bebê se acostumará mais rápido com a sua presença. Tenha também um jeito rápido de se comunicar com os pais em caso de acidentes ou de o bebê chorar e você não saber o porquê.

9. Liberdade acima de tudo

Tente não ficar rodeando o bebê o tempo todo. Deixe-o livre para brincar, rolar no chão, falar e se descobrir. Sei que é tentador ficar o tempo todo com o baby no colo, pegá-lo assim que ele começar a chorar e ficar o mais próximo possível, mas eles também precisam de espaço, com cautela, claro. 

10. Divida seu amor

Abrace,  beija, carregue, brinque e converse com seu baby. Ele pode ao se comunicar com palavras, mas você perceberá que não existe amor mais puro e sorriso mais lindo nesse mundo. Delicie-se e aproveite!!!!!!


É isso, gentesssss, espero que a listinha tenha ajudado. Se eu esqueci de alguma dica ou vc faz alguma coisa diferente, comenta aqui e a gente pode dividir as experiências.



Beijosss

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12 junho 2015

Inteligência emocional


Oi, galeris, tudo bom??? Hoje eu vi. Aqui pra falar de um tema meio confuso, acho que meu texto também não será dos mais claros e objetivos, mas vamos tentar. O tópico de hoje vai trabalhar com coisas que existe, dentro de nós é que, às vezes, são pequenos os fatores que nos fazem perder o controle, chorar e desistir de uma experiência que pode ser maravilhosa. Isso chama inteligência emocional, esse termo significa, a grosso modo, como controlamos nossas emoções. Lógico, que não tocarei no ponto da depressão, não sousicologa e não tenho domínio sobre esse tema, que já e tange a patologia, mas o que precede a depressão ou simplesmente aquela formiguinha chata q faz a gente chorar por besteira.

Quando fazemos intercâmbio ficamos muito sensíveis e qualquer coisa pode nos desestabilizar. O problema é que quando trabalhamos com crianças, é necessário que seja os o mais centradas possível e manter a cabeça fria é muito importante para entendermos com mais clareza os momentos de estresse, além de denotar maturidade para a hostfamily. Mas como fazer para ser tão centrada? Abaixo eu vou contar algumas coisas que aconteceram comigo e como eu lido com as situações pelas quais tenho passado aqui.



Tudo começou quando eu decidi que iria fazer o intercâmbio, quase um ano antes dele de fato acontecer. A primeira coisa que eu fiz foi me preparar para todas as coisas que poderiam acontecer, desde eu escolher uma família meia boca e sofrer por conta de trabalhar muito até pensei em possibilidades de perda de entes queridos como minha avó, meu pai e minha mãe. Lógico que ao pensar nessas coisas, minha garganta dava um nó e eu tinha vontade de desistir de tudo, mas daí a inteligência emocional entra e diz: "seja prática e tenha um plano. Em caso de perda, você fica ou volta?" E eu coloquei tudo em ideias muito claras o que eu faria em caso de morte, acidente ou doença de parentes e amigos.

O segundo passo foi me educar para não achar que meu ano seria maravilhoso, que a Alemanha é perfeita e que eu seria feliz todos os dias. Eu li muitas histórias de aupairs que se ferraram e mais uma vez eu comecei a imaginar o que eu poderia fazer nesses casos, como agir, o que conversar e com quem contar.

Daî entra o terceiro passo: eu escolhi uma família que mora há três horas da casa do meu namorado ( sim, eu já vim pra cá namorando há um ano e meio) e eu conversei com ele sobre grana ( a qual eu não tenho), tempo que eu teria para ficar com ele e que se algo acontecesse eu correria para a casa dele. Se eu passasse dois dias sem dar notícias, ele poderia ligar na casa da hostfamily ou vir ver se estava tudo bem. 

Eu sei que parece pessimista, mas essas pequenas atitudes fazem com que vc não se sinta sozinha aqui e tenha em que se apoiar nos momentos difíceis, vc se programa para não sofrer e, em caso de sofreguidão, você já tem um plano b e passará por momentos difíceis o mais rápido possível.

O último ponto que eu quero tratar é da necessidade de você ter consciência que sua vida será assim por um ano e perder um dia é perder muito tempo. Depois que seu ano acabou, ele está acabado. Você tem a vida inteira para chorar e ficar na cama, mas tem só mais um tempo muito curto para viver um monte de coisa nova. Então se você trabalhou muito, vai dar um role no final do dia. Se está com saudades de casa, vai dar uma volta no campo, na cidade, na casinha de sapê, mas não fica na cama chorando. Se você ta de bode e quer ficar na cama, se dê o luxo, mas faça isso um dia ou um final de semana. Se permita curtir e aproveitar e tente acima de tudo bloquear seus pensamentos negativos com ideias praticas e resoluções simples para problemas simples. Como diz minha mãe, o que não tem solução, solucionado está.





Beijinhos e até o mês que vem 
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