quinta-feira, setembro 17, 2015

O que aprendi nos US of A

Olá amigos, como estão vocês nesse 17 de setembro?

Eu vou bem, obrigada. Meu ano de au pair americano acabou de se encerrar e estamos naquele momento de adaptação, onde até a sua casa não parece SUA mais, quem dirá o resto da sua vida, não é mesmo?!

Quem me conhece pessoalmente sabe que meu segundo ano de au pair não foi o melhor momento da minha vida e até agora não acredito que realmente consegui termina-lo, já que passei 80% do meu tempo pensando em pedir pra sair!

Porém gosto de ser otimista e pensar que tudo na vida serve pra aprendermos e nenhuma lição ou experiência é inútil, então vamos aos ensinamentos que Tio Sam me deu!!!

- Por favor e obrigado: americano usa pra TUDO, num nível que me irritava e me fazia passar por mal educada as vezes já que não seguia o mesmo ritmo. Agora que voltei e nunca escuto nada e um simples "tenha um bom dia" deixa as pessoas me olhando estranho eu sou obrigada a admitir que a educação (mesmo que falsa muitas vezes), faz uma falta danada!

- O valor do transporte público: morei numa área em que o transporte publico era INEXISTENTE e não se fazia NADA sem carro. Nunca mais reclamo dos ônibus de SP depois de viver assim.

- Consciência racial: no Brasil por sermos extremamente miscigenados quase não discutimos raça e racismo, apesar de sofrermos com isso em diversos níveis. Por ter trabalhado pra uma família negra eu pude notar o quão mais conscientes e preocupados com essa questão eles são. Um dos fatores para mudar as crianças de escola, por exemplo, foi querer que eles tivessem mais contato com outras raças e culturas, já que vivíamos em uma área extremamente branca classe media cristã onde as pessoas não saiam muito daquela bolha. Tive a oportunidade de conversar muito com o meu host sobre os principais acontecimentos enquanto estava lá e isso me deu um novo olhar e consciência sobre o assunto. (Eu poderia escrever um post inteirinho só a respeito de raça, política e fatores similares de tanto que pude aprender com eles, mas esse não é o objetivo de hoje!)

- Dirigir: apesar de saber dirigir e dirigir sempre que necessário, nunca houve essa obrigação de pegar o carro no matter what antes de chegar lá. E o hábito de dirigir, e não só dirigir, mas lidar com as mais diversas situações atrás do volante foi algo que eu desenvolvi muito durante meu ano.

- Comer orgânico: antes de ir morar com a minha host family, a questão orgânica nunca teve muita importância na minha vida... Era aquilo do "se possível ok, se não ok também". Depois de entrar em contato com essa cultura de comer orgânico, local e conhecendo a procedência dos alimentos que consumo passou a ter uma influência muito maior em mim e faço questão de comprar as marcas "amigas" por diversos motivos.

- Inglês: por mais que eu já tivesse um inglês bem razoável quase fluente antes de embarcar, só vivendo e respirando a língua que a gente começa a pegar algumas nuances e detalhes que antes passavam despercebidos. Se pro meu inglês bom que sempre foi elogiado por todo mundo viver num país nativo fez muita diferença, não consigo nem imaginar o tamanho do impacto pra quem ainda tá aprendendo!

- Valorizar o Brasil: por mais que a gente não esteja no nosso melhor momento aqui, depois de conhecer algumas realidades americanas eu vejo que não estamos tão atrás como gostamos de repetir. Temos um sistema de saúde público que apesar de todos os pesares é publico e tem capacidade de oferecer tratamentos de ponta a custo zero. Temos universidades publicas entre as melhores do mundo que não custam um centavo a mais pra quem atende. Temos leis trabalhistas que garantem o pagamento de salário mínimo, férias, decimo terceiro, licença maternidade, seguro desemprego entre outros benefícios. E amigos, essas são algumas das coisas que nossos amigos yankees não tem acesso. Temos muito o que melhorar? Sem duvida alguma! Mas as coisas não são tão ruins como gostamos de pensar.

- Lazer e entretenimento: eu moro em SP e aqui nós temos acesso a infinitas formas de lazer e entretenimento. Não posso falar o mesmo de Maryland, onde até a praia minúscula que ficava há alguns minutos de onde eu morava era private e precisava pagar ou ter passe pra frequentar. Sempre reclamei muito de SP (e ainda reclamo) mas tive que dar o braço a torcer muitas vezes quando o quesito era diversidade e diversão.

Eu teria muuuuuito mais a comentar sobre meu ano americano e tudo que aprendi com ele, mas é difícil escolher quais foram os pontos mais marcantes e o por quê disso. Mas acho que essa lista até que resume bem se considerarmos meu cérebro bagunçado pós-retorno!

Até o mês que vem com um post de mais conteúdo, espero!
Beijos!


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