quarta-feira, maio 17, 2017

Hostdad: Ter ou não ter?

Oi pessoal! No meu texto anterior, sobre meu feeling com a minha hostfamily, eu expliquei que estava sem critério algum na hora da procura. Podia vir o que viesse!
Entretanto, após publicar o texto eu lembrei de dois critérios que eu tinha na época: a família não podia ter gatos (sorry catlovers) e preferencialmente que fosse single mom.
Eu queria uma single mom por que eu morria de medo de um homem dá em cima de mim ou a esposa simplesmente ficar com ciúmes sem eu ou o homem ter feito nada ou até pela simples privacidade que um homem estranho vai te tirar.
Contudo, apareceu a minha host family mara e eu ignorei o fato de ela conter um hostdad. E como vcs sabem, só love pela minha decisão. 
Mas então, vou escrever hoje sobre a experiência de ter um hostdad e o porquê na minha próxima busca por família eu vou dar prioridade pra família com dois adultos.
Para começar, aqui na Finlandia tu vê a diferença grotesca de respeito que o homem tem pela mulher quando comparado ao Brasil, nunca vi um olhar diferente vindo do meu host ou dos amigos deles. Ele sempre me tratou e trata com muito respeito. A hostmom então, sempre segura, jamais demonstrou algum desconforto, inclusive em uma viagem que fizemos para Lapônia ela perguntou se tudo bem eu dormir no mesmo quarto com o host enquanto ela dormia no outro quarto com as crianças (pensem minha cara de pânico). Quanto à privacidade, não tem jeito, a existência do homem te restringe um pouco.
Entretanto, ele mais me ajuda do que atrapalha. Por ele ter uma empresa, ele muitas vezes vai trabalhar tarde e fica com  as crianças de manhã, ajudando a dar o café, escovar os dentes, vestir,... Além disso, por causa do horário flexível é com ele que eu posso contar quando eu quero um day off, ele chega mais cedo em casa e nos meus primeiros dois meses era ele que fazia o almoço para as crianças e não eu. Não posso esquecer de comentar que ele é gentil e se preocupa comigo, como por exemplo uma vez eu estava mal, e ele comprou um pacote de doce pra eu me sentir melhor.
Ele não é de falar muito, mas quando estamos sozinho eu vejo que ele se esforça muito pra manter uma conversa comigo, na frente dos outros acho que ele tem vergonha de falar inglês e então quase não falamos.

Como vocês podem ver, é muito útil ter mais uma pessoa em casa, eu tenho certeza que se minha host fosse separada, eu teria muito mais trabalho. Além de tudo que eu falei sobre ele especificamente, eu acho que quanto mais adultos em casa, menos sofrido é o trabalho da au pair (salvo exceções), então hoje eu vejo com outros olhos uma família com hostdad.

Bom, é isso aí! Pra quem tem um certo preconceito com hostdad como eu tinha, tá na hora de abrir a cabeça.

Obs: Se alguém quer que eu fale sobre um determinado tema, me avisa nos comentários.

Beijos e até mês que vem.

Paula Franz

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