terça-feira, janeiro 16, 2018

Continuação - fim do intercâmbio nos EUA e a decisão de ir para a Holanda

Bom dia, pessoal!! 

Estou de volta pra terminar de contar a minha saga nos Estados Unidos e a partida para o Reino dos Países Baixos (também conhecido como Holanda ou Holandinha do amor para os íntimos hahah). Antes de começar a soltar o verbo, queria desejar, novamente um ótimo 2018 para todo mundo e perguntar se vocês já começaram a se movimentar para que seus sonhos de realizem. Lembrem-se que ninguém vai sonhar nossos sonhos pra gente. Então, força na peruca e vamos atrás do que queremos!!

No post passado eu comecei a contar a minha experiência nos EUA, mas como ficou muito longo, deixei o assunto pela metade e estou aqui para terminar. Com menos de 2 meses de EUA eu passei pelo temido rematch e não tive um final feliz (pelo menos era o que acreditava na época, né? Hoje sei que foi a melhor coisa que podia ter me acontecido!). Agora vou contar como aconteceu e o desenrolar de tudo. 

Naquele dia 12 de Fevereiro de 2013 eu sabia que alguma coisa boa não ia acontecer. Sabe aquele dia que já começa todo errado? Então, foi esse. Meus hosts tinham deixado o carro sem combustível, o único posto que tinha diesel na vizinhança estava com a bomba quebrada, rodei km até achar um, não estava passando cartão, procurei outro, tinha prova pra fazer num college pra começar a estudar, estava atrasada.. enfim, tudo errado. Cheguei a quase ficar sem combustível na highway, mas mantive a esperança, achei o posto, abasteci e já tava quase dando pulos quando vi que faltava menos de 2 quarteirões pra eu chegar no college e encontrar minha amiga.

Parei naquelas intersections (que eu odeio até hoje e tenho frio na barriga toda vez que estou num carro em uma delas), observei o trânsito e tudo parecia okay. Nenhum carro vindo, carros parados, então comecei a me preparar para virar à esquerda e foi aí que tudo aconteceu. Quando eu vi, eu já tava rodopiando e em menos de 5 minutos a polícia chegou. A policial foi muito simpática e atenciosa (até me desejou parabéns, já que meu aniversário era dali a 4 dias) e entregou a multa para mim e para outra moça lá mesmo. 

Eu e a outra motorista fomos para o hospital, mas não aconteceu nada sério com ninguém. O air bag queimou minha mão e eu fiquei com marcas do cinto, mas nada grave. Lembro o que minha host falou quando chegou lá, disse que estava feliz que eu estava bem e quando eu falei que estava preocupada com o carro, ela respondeu (eu lembro como se fosse ontem): "cars can be fixed, people can't. I'm glad you are okay". Quando ouvi isso até me deu um alívio, já que eu morria de medo de rematch. 

Ah, eu mal sabia o que estava por vir... A LCC me mandou uma mensagem mais para o fim do dia dizendo que tinha ficado sabendo do acidente e que no dia seguinte iria ver como eu estava (eu inocente nem me toquei). Na manhã seguinte ela chegou e sentou comigo e meu host e aí me informaram que eu estava em rematch, mas que não era por causa do acidente (fiquei ué, por quê então, né?). Enfim, as duas semanas de rematch foram péssimas e eu não via a hora de me ver livre de tudo isso, mesmo que fosse pra voltar pro Brasil. 

Não achei família em duas semanas e eu mesma paguei meu voo pro Brasil. Avisei a agência que tinha comprado a passagem saindo de Orlando e que eles precisavam dar um jeito de me levar até lá, pois eu não tinha como chegar até o aeroporto. Então, minha LCC me buscou, pagou hotel e me levou pro aeroporto. Quando embarquei no avião estava aliviada e pronta para deixar tudo aquilo para trás. Pena que não foi assim.

Uns 4 dias depois que cheguei no Brasil, o host me mandou um e-mail que a motorista tinha entrado com processo. E foi aí que o pesadelo parte 2 começou. A host family me mandava e-mail, o seguro me mandava e-mail, a APC me mandava e-mail. Por fim, descobri que a moça estava processando, pois ela também tomou multa (por cruzar o sinal vermelho) e o seguro dela não queria cobrir. 

Além disso, descobri que a família não tinha me colocado no seguro do carro e eles estavam querendo que eu fosse declarada culpada para arcar com as despesas do meu bolso, já que o seguro não iria pagar. Chegou um ponto que a agência me disse para parar de responder às mensagens da família e dizer para eles que contatassem a advogada da Au Pair Care, pois eu já estava no Brasil e não tinha nada o que eu falar com eles mais. Isso durou meses, era uma dor de cabeça sem tamanho e eu ficava desesperada pensando como eu ia pagar qualquer coisa em dólar, né? Para vocês terem ideia, quando o caso foi encerrado já fazia 1 mês que eu estava na Holanda. 

Não preciso nem dizer o baque que foi voltar para o Brasil... Eu tinha  me planejado por tanto tempo, tinha tantos planos, abandonei tanta coisa (como a maioria das pessoas) e recebi aquele banho de água gelada. 

O retorno foi muito difícil, muito mesmo, fui à psicóloga, queria voltar a todo custo, pesquisei mil jeitos de voltar pros EUA. Até que um dia acordei e pensei "que saber, meu negócio é sair do Brasil, vou pesquisar outro programa de Au Pair". Eu nem me lembro como cheguei até a Holanda, mas lembro que decidi ir pra lá por causa do idioma, já que diziam que apenas inglês era suficiente. 

Pois bem, entrei em contato com a HBN que me aceitou mesmo sem ter referência da Host Family (minha ex-LCC tinha escrito uma carta de referência e eles aceitaram) e decidi ir sem criar expectativas. Eu não pesquisei NADA sobre o país, nada mesmo. Eu sabia apenas que tinha maconha e bicicleta... nada mais. Lembro que pesquisei também "Snow in Amsterdam" já que  meu sonho ainda era ver neve hahaha.

Depois da minha experiência nos EUA vocês devem pensar que fui bem criteriosa pra escolher família, né? Errado hahahahah, eu só queria sair do Brasil. Eu lembro que coloquei no meu app da Holanda que a única idade que eu não tinha experiência era recém nascido e, que embora eu tivesse carta de motorista, não queria dirigir. Um pirulito pra quem adivinhar como era a minha host family. Fechei match com a host grávida (precisavam para dali um mês), tinha que dirigir e eles precisavam só por 6 meses (ou seja, eu teria rematch 101% de certeza). Loucura? Pode ter sido... mas querem saber, foi a melhor coisa que fiz! 

Não me arrependo nem meio segundo, foram 6 meses maravilhosos e eu não mudaria nada. Quando fazia 4 meses que eu estava na Holanda já comecei a entrar em contato com a agência para saber da troca de família. Consegui outra sem problemas, mas isso fica de assunto para outro post! Se deixar eu falo da Holandinha do amor o dia inteiro! 

Por hoje acho que está bom! Próximo post vou falar um pouco mais da Holanda e da minha experiência por lá! 

Como eu disse, não tenho quase fotos dos EUA, então vou deixar aqui 3 fotos minha no meu último dia em Amsterdam, antes de voltar pro Brasil depois de um ano maravilhoso como Au Pair.


Um comentário:

  1. Nossa que história de superação! Caraca mau posso imaginar como foi teus dias sendo importunada pela HF americana querendo te culpar, que irresponsáveis.
    Admiro sua capacidade de recomeçar e a vida é isso mesmo, tem que seguir o baile como dizem por aí kkk

    Bjus

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