Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Ana Falcão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ana Falcão. Mostrar todas as postagens

01 setembro 2020

CONQUISTAS: Eurotrip e minhas histórias dignas de filme.



Sempre soube que um dia eu iria para a Europa, um dia...mas nunca imaginei que eu iria com 20 anos de idade, sozinha e ter pago tudo com o meu dinheiro.

Conquistas. 

Agora eu entendo o como é bom conquistar as coisas depois de muito esforço e batalha, não digo apenas esforço de trabalho, mas sim de vida, de todos os momentos que eu passei durante todos anos, pois se eu estou aqui nessa avião voltando para Raleigh, depois de duas semanas fora, de ter passado por 5 países, 6 cidade, 1 trem com delay, 1 voo cancelado e tudo isso sozinha, com toda certeza que eu digo, eu sou quem eu sou hoje, por conta de tudo que eu passei. E digo mais, eu sou muito sensacional, normalmente eu já falo isso da boca pra fora, mas hoje eu digo no sentindo ser ter raça, ir atrás de tudo, não depender de ninguém e trabalhar duro para conquistar o meu futuro.

Eu fui muito iluminada nesta viagem, conheci lugares incríveis e pessoas incríveis e o legal de você viajar sozinha, é que você se abre para o mundo e o mundo se abre para você. Compartilhei momentos incríveis com pessoas que fizeram total diferença na minha viagem e tenho histórias incríveis que parecem filmes, "subi no palco de um bar em Berlim e dancei muito", "dei um role de vespa de madrugada com um menino que eu conheci em Roma", "eu dei uns beijos aos pés da torre Eiffel e a minha cara ficou cheia de batom vermelho". 




Momentos que ficaram na minha memória para sempre e que terei orgulho de contar para as pessoas. Sou muito muito grata aos meus pais por tudo, em especial a minha mãe, porque se eu sou essa pessoa hoje em dia, foi porque ela me ensinou a ir atrás dos meus sonhos e ser independente. 
Mas principalmente, eu sou grata por mim mesma, por ter ido na cara e na coragem, por acreditar em mim e no meu potencial, por não levar desaforo para casa e por lutar, mas lutar muito, pelos meus sonhos, que graças a Deus, muitos já se realizaram e muitos que eu nem sonhava estão se realizando. Sou grata por essa viagem, por essa grande conquista, esse grande amadurecimento e por essa incrível história. 




Ninguém vai realizar os seus sonhos por você, você tem que trabalhar duro, correr atrás e acreditar muito. E eu posso dizer...não tem nada mais gratificante do que conquistar as suas coisas por conta própria, sem depender de ninguém. E olha que frase incrível, "Quando eu tinha 20 anos, eu fui para a Europa sozinha por duas semanas e conheci 5 países.".

ps: todas as minhas fotos foram tiradas por um tripé que eu comprei na Amazon, #dicaadica
Share:

01 agosto 2020

Voltei para o Brasil e agora?


Oi pessoal, sou a Ana Luiza e eu fui Au Pair nos EUA por quase dois anos e meio. Eu morava em Raleigh, Carolina do Norte e tive momentos incríveis vividos nessa cidade que posso chamar de lar.

Voltei para o Brasil em abril de 2020 e vou contar um pouco sobre como se senti alguns dias antes de partir e como estou me sentindo de volta ao meu país. Porque sabemos que sempre vai ter aquela pessoa que vai perguntar, "Porque não ficou lá?" ou "Como você está se sentindo de volta?".

Então vamos lá...

Demorei para saber como colocar em palavras, essa tal dor que eu senti e que doeu muito. Provavelmente foi a pior que eu já senti na minha vida; foi a dor de tomar uma decisão que ia mudar minha vida e que foi uma decisão que eu nao queria tomar, mas eu sabia que era certo.

Foram duas semanas de altos e baixos, mas os baixos eram bem baixos. Eu chorava tanto, meu peito doía e eu só queria que aquilo passasse e eu me lembro de falar pra mim mesma "vai passar, vai passar", mas por dentro eu sentia que nunca ia passar. E agora...meio que passou, as vezes parece que vai voltar mas numa intensidade menor e de um modo diferente. Mas na realidade não sei exatamente como eu me sinto estando do volta. Eu olho para as pessoas que ficaram e olho pra mim que fui, e sinto conflito de crescimento pessoal diferente. Eu 100% acredito que nós aprendemos com tudo que vivemos na nossa vida, mas acho que posso colocar que eu meio que vivi esses 2 anos mais intensos do que as pessoas que ficaram de uma maneira diferente. 

Me lembro quando eu vim visitar o Brasil em 2019 e me lembro da alegria absurda que eu senti um dia antes da viagem; infelizmente em 2020, um dia antes de voltar para o meu país eu senti um sentimento totalmente oposto. Talvez era medo, tristeza, incerteza, perda ou todas as opções juntas; e tudo bem...faz parte sentir tudo isso. 

Essa minha jornada foi sobre distribuir um pedacinho de mim para tudo que eu vivi e conheci e infelizmente (ou felizmente) esse pedacinho de mim ficou com esses momentos vividos e agora vai ficar esse sentimento de vazio dentro de mim. Eu li um texto que expressa exatamente como eu me sinto, mas um parte em especial fala assim, "sou muito grata pelas minhas peças faltando, porque sem perdê-las eu nunca saberia a alegria de as encontrá-las novamente" e isso talvez explique a felicidade que eu senti em visitar o Brasil em 2019...eu estava achando uma peça que eu havia deixado lá. 

Então estou ansiosa de sentir essa alegria novamente, pois sei que minhas peças perdidas estão por aí, esperando por mim. 

Share: