Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Bia Tumenas. Mostrar todas as postagens
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18 julho 2018

Você faz realmente parte da família?

Olá pessoal!
Como vão?

Com a decisão de se tornar au pair, deixamos para trás não só nosso país e cidade, mas sim toda nossa rotina, maioria dos nossos pertences, amigos e o mais difícil, nossa família.



Viver num país diferente não é tarefa fácil, e boa parte das agências e host families durante as entrevistas mencionam que querem que você faça parte da família. Mas isso acontece mesmo?

Vou contar um pouquinho sobre como foi comigo em relação a "ser parte da família".

Como já mencionei em outros posts, minha host family é britânica e mora no EUA há apenas 5 anos. Isso fez com que eles soubessem como é estar na minha situação de estrangeira vivendo e trabalhando sob regras e culturas diferentes.

Por eles (hostos) não terem as próprias famílias por perto, eles sabem a importância de ter amigos próximos e que te amparem na maioria das situações. E eles propocionaram o mesmo para mim: foram muito bons amigos e me deram o maior suporte em tudo o que precisei, desde comida, roupas e língua.

Mas isso quer dizer que fiz parte da família? 



NÃO. 

Por mais que a família goste muito da au pair, as prioridades deles sempre serão relacionadas a eles próprios ou com quem conhecem a mais tempo. Por exemplo, minha host family ia viajar para casa de amigos e pelo fato dos amigos não serem muito abertos comigo, a host family não me levou (com a desculpa, ou talvez verdade de que não cabia no carro junto com as kids, cachorro e todas tralhas que levaram).

Quem te considera como parte da família faria isso? Talvez. Mas sei que minha própria família do Brasil não faria.

Vejam bem, não estou falando que eles sempre me deixavam de fora, muito pelo contrário, eles sempre me convidavam para sair com eles, comer fora, passear, tomar vinho a noite com eles e tudo mais. Mas eu não acho que seja parte da família.

Bom, como falei, isso é apenas o MEU ponto de vista. Sei que cada host family é de um jeito, tem boas e tem ruins, mas também sei que família é só uma: a nossa!

Beijos!
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18 junho 2018

É fácil ter amigas gringas?

Olá, pessoal!
Como vão?

Todos nós temos expectativas e sonhamos acordados enquanto estamos no nosso processo de intercâmbio, certo? E comigo não foi diferente!

Eu achava que seria uma pessoa com uma vida social bacana, que conheceria várias pessoas, teria várias amigas au pairs e que passaria meu tempo off fora de casa com minhas novas amigas. Só que não.

Na cidade em que morei, só havia eu de au pair brasileira. Todas as outras eram da Europa e já se conheciam antes. Achei difícil me enturmar. Elas tinham os costumes muito diferentes dos meus e muitas vezes julgavam as coisas que eu fazia ou falava. 



Um dia fui tomar café com uma au pair da Islândia. Havia sido uma semana estressante, eu não dormia direito, estava trabalhando sem schedule e só precisava relaxar e conversar com alguém. Comentei com ela sobre estar cansada, mas que não podia reclamar, pois a host family já havia me pedido para fazer horários a mais e eu concordei.

Voltei para casa e naquele mesmo dia minha hosta veio falar comigo e perguntou o por quê eu não falei que estava sobrecarregada. Expliquei que não estava numa semana bacana. Como ela ficou sabendo? A au pair da Islândia contou para host dela que em seguida foi falar com a minha.

Me senti péssima, pois havia sido apenas um desabafo para alguém que sabe como é estar na mesma situação.

Depois desse dia não consegui confiar em mais nenhuma au pair para contar as coisas e acabei me fechando mais.

Posso dizer que minha melhor amiga durante o ano de au pair foi a Bia, que embarcou comigo no Brasil, mudou para um estado longe, mas que se tornou muito especial em pouquíssimo tempo. Até hoje sempre conversamos e compartilhamos tudo!

Não estou dizendo que todas au pairs da Europa julgam e fazem fofoca, apenas as que eu tive contato. Mas... brasileiros são brasileiros ♡

Espero que vocês façam e tenham ótimas amizades durante seu ano, pois essas amizades duram para sempre!

Beijos 
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18 maio 2018

Não ter schedule fixo é meh?


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Olá!
Como vão?

Muitas pessoas quando estão em processo de match sempre se preocupam bastante quanto ao horário de trabalho, de folga e tudo mais, certo? Eu não me importei muito com isso e acabei tendo match com uma família que não tinha horário para nada!

Vou contar um pouquinho de como era não ter um schedule fixo durante o programa. O horário nunca foi muito um requisito para mim, e isso foi um dos pontos mais importante para minha host family ter o match comigo.

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Meu host dad trabalha em casa, mas frequentemente tem reunião pelo celular. Minha host mom é advogada na Wall Street, mas como é chefe de si mesma, ela pode escolher onde e quando quer trabalhar. E a au pair? A au pair, coitada, trabalha quando os outros querem! hahah

Não ter um schedule fixo, como tudo na vida, tem seus prós e contras. Começando pelo lado negativo:

- Você nunca sabe o que vai ser a semana. A hosta me avisava apenas na noite anterior qual horário eu deveria estar lá embaixo dando café para as kids. 
-Você não consegue marcar nada em cima da hora (uma ida no Starbucks ou na padaria da esquina).
- Você não sabe se está trabalhando ou não, nos casos dos hosts estarem em casa junto com você e as kids.
- Você às vezes tem as folgas em horários meio doidos, ou algumas horas de folga quado menos espera.

E claro, há também o lado positivo:

- Se eu não estava me sentindo bem, a hosta conseguia desencaixar a agenda dela e me deixar de folga.
- Se eu soubesse que iria sair em algum dia da semana, eu podia avisar, e eles encaixariam a agenda deles conforme meu compromisso.
- Quando os hosts me davam folga-relâmpago durante o dia em horários estranhos, eu não tinha muito tempo em pensar aonde ir, e isso me levou para lugares perto, mas incríveis (que nunca teria ido se eu tivesse tempo para pensar aonde ir).
- E o mais importante para mim: o fato de cada dia ser diferente do outro e sair da rotina.

Claro que todos esses pontos acima são apenas da MINHA opinião. Sou geminiana, não gosto de rotina, de tudo igual então, não saber como seriam os dias seguintes me deixavam mais animada! hahah

Se vocês estão em processo de match, não deixem de conversar ou considerar uma família só por causa do schedule. Às vezes algo melhor do que esperava acaba acontecendo!

Beijo!
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18 abril 2018

Tragédia durante o programa





Olá!
Como vão?

Quando decidimos ser au pair, nós sabemos que estamos nos submetendo a coisas que estão fora do nosso costume. País novo, cultura nova, situações novas, né?

Geralmente quando digo que passei por situações estranhas durante o programa de au pair, as pessoas não costumam acreditar. Mas gente, sério foi um dia mais estranho que o outro.

Hoje queria falar de uma das situações mais bizarras diferentes que passei com os vizinhos da minha host family.

Logo no meu primeiro mês no EUA, eu estava já no meu quarto pronta para dormir até que começo ouvir barulhos de tiros. Fiquei desesperada, já achava que estava morando com alguma família louca e assassina que matam au pairs como hobby - nem um pouco dramática hahah. 

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Como meu quarto ficava no sótão, eu não conseguia identificar se vinha dos andares de baixo da nossa casa ou se vinha da casa do vizinho. Meu quarto não tinha tranca e eu, como não sou tão trouxa, empurrei todos os armários e cômodas na frente da porta, não ia arriscar, né? Não dormi nada naquela noite.

Quando desci logo cedo de manhã vi a família toda chorando, assim como a mãe da família vizinha. Já fiquei com o estômago embrulhado esperando a notícia. Estava já tremendo e quase chorando também até que consegui perguntar o que estava acontecendo.

Eles me olharam e me contaram que houve um acidente na noite anterior e que... a galinha morreu. É, A GALINHA MORREU. A vizinha tinha algumas galinhas no quintal, e um guaxinim apareceu a noite e matou a galinha (uma das preferidas).

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E aí... vestimos preto e fomos para o enterro da galinha. hahahaha sério. A vizinha e os filhos fizeram discurso e tudo mais. E não contente, a vizinha pegou a câmera e ficou tirando foto do funeral.

Eu tive que me segurar para não rir - com todo respeito. E quando não aguentava mais me segurar, comecei a sair e a vizinha brava comigo veio perguntar o por quê eu não ia ficar. Com lágrimas (de riso) nos olhos, falei que ficava muito emotiva enterrando galinhas e que não suportava aquilo.

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Vida de au pair não é para qualquer um! Tem que estar preparado para tudo, inclusive funeral de galinha. hahaha


Beijos!


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18 março 2018

City tour em NY


Olá, gente!
Como vão?

Depois de termos o match com a família, recebemos várias informações por e-mail da agência, e uma delas é sobre o tal city tour em NY. Mas o tour de 6 horas por quase $100 vale ou não vale a pena?

Antes de mais nada, logo que chegamos nos EUA, a equipe da agência nos recebem e nos levam ao hotel para os dias de orientação e treinamento. O hotel da agência que eu fui (APIA) fica em Tarrytown, no estado de Nova York. A cidadezinha fica em torno de 45 minutos de Manhattan.

Hotel Doubletree em Tarrytown, onde é realizado o treinamento

O grupo de au pairs que embarcaram comigo e eu fomos no primeiro dia de táxi para NY, então várias coisas que queríamos fazer, ver e conhecer já foram realizadas no primeiro dia.

Eu não havia me inscrito tour, pois moraria em Bronxville (que fica há 20 minutos de NY), e também porque eu já havia ido para lá antes e conhecido alguns dos principais lugares. Mas quando cheguei no hotel, recebi um envelope da minha host family com o ingresso do tour que eles me deram de presente surpresa! <3


O tour em si é bem superficial. Descemos do ônibus apenas três vezes: uma para subir ao Top of the Rock, outra próxima a uma parte que dava para ver a Estátua da Liberdade (beeeeeeeem de longe e minúscula), e por fim pudemos descer por 15 minutos na Times Square. Gente, 15 minutos na Times não é nada. Mal chegamos ao centro e já estava na hora de ir embora.

Caso você vá morar em NY mesmo ou alguma cidade perto ou tem planos de ir pra lá durante seu ano de au pair, não compensa pagar os $100 trumps (pelo menos 100 dólares é bastante para mim e quando fui viajar eu não tinha quase nada de dinheiro haha).

É um city tour que acontece a noite, depois de ter acordado cedo nos últimos dias, depois de um dia inteiro de treinamento cansativo. Como ganhei o tour, tentei aproveitar as coisas que sabia que não faria por mim mesma (por exemplo, ir ao Top of the Rock).

No Top of the Rock

Para as au pairs que vão morar muuuito longe e não têm expectativas de ir pra NY, vale a pena pagar o tour e conhecer o que puder, mesmo que superficialmente, da cidade. Afinal não se sabe se haverá oportunidade novamente. Então aproveitem!

Beijos!
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18 fevereiro 2018

E quando as kids não gostam de você?



Olá, gente!
Como vão?

Hoje vou contar um pouquinho como foi a adaptação das minhas kids comigo (e minha com elas hahaha).

Quando tive match com minha host family eu estava bem contente que eles tinham duas meninas, pois sempre tive mais facilidade para lidar com girls do que com boys. Fiquei bem contente também por causa da idade delas, que tinham 5 e 3 anos.

Pelas fotos elas estavam sempre sorridentes e alegres. A host mom havia dito que elas eram super simpáticas e que adoravam todos que elas conheciam. Fiquei mais feliz ainda. DOCE ILUSÃO.



Como fui a primeira au pair da família, as kids não entendiam o porquê havia uma pessoa estranha morando com elas, nem o porquê elas deveriam respeitar alguém que chegou ontem na casa delas. 

Durante os primeiros dias que eu estava lá elas não falavam e nem me pediam nada. Elas preferiam deixar de fazer algo do que pedir minha ajuda. Eu ficava apenas pelos cantos recolhendo a bagunça que elas faziam.

Me sentia mal por não achar que estava trabalhando, mas eu também sabia que a partir do momento que fosse apenas eu e elas a história seria diferente. ILUDIDA NOVAMENTE.



As kids me batiam, chutavam, cuspiam e diziam coisas chatíssimas como "você não percebe que ninguém te quer aqui?". E não venham me perguntar se eu não contava para a host family, pois eu contava sim. Mas adiantava alguma coisa? Não.



Um dia a kid mais velha estava conversando com a mom enquanto eu não estava perto (mas podia ouvir claramente o que estava sendo dito), e ela falou de alto e bom tom que não me queria lá. Quando a mom questionou o por quê, ela disse que eu era a pior pessoa do mundo (com essas palavras exatamente) e que eu deveria voltar para onde eu pertencia e que não era ali.

Eu tentei até o último momento o meu melhor. Cuidava com muito carinho e tratava realmente como se fossem minhas filhas. Mas elas não aceitavam qualquer afeto que fosse, nem mesmo em palavras.

Elas só foram ser carinhosas e amáveis comigo quando a au pair nova chegou em casa para a semana de treinamento. Elas tratavam a au pair nova exatamente como me tratavam, e eu me tornei a melhor pessoa do mundo para elas.

Nossa primeira e última foto juntas no meu último dia com eles (primeira vez que elas deixaram eu ficar perto delas e estar junto em foto)


Então se você que está com sua host family nova e as kids não te aceitam, minha dica é: não se importar. Não deixem que as coisas chatas que elas falem sobre vocês te ponham para baixo. Não importa. Você está aí porque os responsáveis delas acharam que você é capaz e isso ninguém pode dizer o contrário.

Aproveitem o máximo que puderem e o que ouvirem deixa entrar por um lado e sair pelo outro!

Até o próximo dia 18!
Beijo



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18 janeiro 2018

E os bichinhos?

Olá gente!
Como vão?

Está errado quem pensa que au pair cuida só de kid. Boa parte das au pairs vivem com host families que têm cachorros, gatos, tartarugas, porquinhos, etc. E para algumas au pairs, o convívio e os cuidados com os bichinhos entram na rotina. 

Os afazeres em relação ao pet não é da responsabilidade da au pair, mas pelo menos para mim - uma animal lover assumida - foi impossível morar lá e não cuidar, brincar e me apaixonar pela pet da família.

Minha host family tem uma labradora linda chamada Betsy e o amor por ela foi instantâneo. Algumas vezes eu preferia mais cuidar da Betsy do que das kids hahhahah.



A gente compara várias coisas do Brasil com país que vivemos (preços, casa, segurança, política, dates, personalidades, transporte, etc), mas quase sempre esquecemos de ver a diferença entre nossos cuidados com os bichinhos, algo que muda MUITO, pelo menos entre o Brasil e o EUA.

Vou falar um pouquinho sobre essas diferenças entre os dois países, começando pela que mais me agradou, que é que os cachorros vivem e ficam dentro de casa. Eles compartilham todos os espaços da casa com a família. Não tem aquela coisa de "cachorro só do lado de fora", como acontece muitas vezes no Brasil.

O custo de manter um cachorro no EUA é muitíssimo alto, e muitas vezes antes de uma pessoa adquirir um cachorro (seja por compra ou adoção) é conferido se o futuro dono terá condições financeiras e de boas condições de vida para mantê-lo.




Os cachorrinhos no EUA também são bem quietinhos, talvez pelo fato de ficarem bastante dentro de casa. Quase nunca latem ou rosnam. Um exemplo disso é a Betsy, que por todo o tempo que morei com a host family, só a ouvi latir uma única vez para um esquilo que entrou na cozinha para pegar comida.

E a maior e melhor diferença de todas na minha opinião: não existe cachorro de rua. Estive um bom tempo no EUA e Canadá, passei por várias cidades e nunca vi nenhum cachorrinho de rua. Há uma grande preocupação com a causa, e existem muitas pessoas interessadas em adotá-los ou ajudá-los em instituições. 

Enfim, acredito que o Brasil deveria seguir esse exemplo. E au pairs que têm bichinhos, cuidem e amem muuuuito seus host pets, pois o amor que os animaizinhos nos dão não muda nada de um país para o outro. 

Abaixo vai um vídeo que fiz da minha host dog Betsy!





Beijo

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18 dezembro 2017

Devolvendo os bichinhos para a jaula



Olá pessoal!
Como vão?
Hoje vou contar um dos casos de desespero que passei com minhas host kids na primeira semana de trabalho.

Estávamos em pleno verão, as kids já estavam cansadas de ficarem em casa ou fazerem as mesmas coisas. Então, a host mom teve a brilhante ideia de irmos ao Bronx Zoo (o maior zoológico metropolitano dos EUA e um dos maiores do mundo). Achei a ideia ótima já que eu também queria conhecer o lugar, os hosts estavam de folga e poderíamos sair e nos divertirmos todos juntos. SÓ QUE MUITO NÃO.


Às 9 horas chegamos em frente ao zoológico, o hosto pegou o carrinho duplo das kids, nos acompanhou até a porta do zoo, me entregou a mochila cheia de coisas e disse "Buscaremos vocês às 17h. Have fun!".

Fiquei meio cismada, pois o dia que fomos era mais lotado já que a entrada era franca para todos, também porque era minha primeira semana como au pair e a primeira vez sozinha com as crianças. As minhas kids no começo não me obedeciam, fingiam que não me ouviam, além de se acharem adultas e quererem sair sozinhas por aí (elas têm 5 e 3 anos). Só fiquei observando o "funny day" que teríamos.



Depois de quase 1 hora na fila conseguimos os tickets. Elas estavam quietas e com sono. ÓTIMO. Mas foi só colocar o pézinho lá dentro que a alma de kids diabólicas predominou sob elas. TUDO aconteceu naquele dia. TUDO.

Quem tem que usar carrinho duplo para carregar crianças sabe que não é fácil ficar empurrando e manobrando aquele troço enorme pelas pessoas. Minhas kids também sabiam disso e se aproveitaram para saírem correndo enquanto eu carregava o trambolho.

Dia vai, dia vem, víamos cada bicho por 30 segundos e depois elas já estavam gritando que estava chato e queriam ver outro animal. Estava levando as coisas como dava, até que a kid mais nova em um ataque de nervos pegou os dois sapatos dela e jogou dentro da jaula das zebras/cervos. Sim.



Ela jogou e começou a chorar, espernear e gritar. Coloquei as kids no carrinho e afivelei as duas para irmos procurar um funcionário para ir pegar os sapatos lá dentro. Aí foi aquela maior vergonha ao contar para o funcionário o que aconteceu. O moço foi super compreensível e disse que ia pedir para buscarem. Fiquei aliviada... mas o alívio não durou 10 segundos ao olhar em volta e ver que a menina mais velha não estava mais no carrinho.

MEU FUCKING GOD SILVIO SANTOS.



Desfaleci, faleci, ressurgi e morri.
Comecei a rezar. A única coisa que pensava era eu contando para os hostos que perdi a menina. Já me vi na cadeia ou foragida. Entrei em desespero, saí gritando o nome dela, enquanto a mais nova ainda não parava de chorar pelo sapato. UM INFERNO.

Até que depois de 5 minutos achei a kid não muito longe de mim, mas também perdida, chorando e gritando meu nome. Depois disso foram abraços, choros, broncas e promessas de não fazer mais isso... até a hora do almoço.

Sentamos em uma das mesas que há para lanchar e em volta ficam alguns bichinhos soltos por lá, como pavões, macaquinhos e tartarugas. Não deu nem tempo de abrir a mochila para pegar os lanches e a kid mais velha já estava em cima de um pavão. Foram segundos entre eu ver e dizer "volta aqui" e o pavão atacá-la depois dela ter puxado as penas dele. 

Outro alvoroço começou: ela deitada no chão, o pavão voando/correndo para cima dela, eu em volta jogando as coisas nele para sair, a kid mais nova chorando que estava com fome, e as pessoas em volta olhando e gritando para alguém ir ajudar.


Resolvida a situação, novamente passamos por choros, broncas e promessas. Tudo isso e ainda era só 11h30.
O resto do dia se resumiu em ficarmos em áreas menos cheias, fazer coisas mais calmas e que mantivessem as kids menos perto dos animais, pois eu estava há um passo de deixar as bichinhas nas jaulas hahaha.

Até o horário de ir embora fizemos atividades oferecidas pelo zoológico (como gincanas), pinturas no rosto, tomamos sorvetes e compramos alguns souvenirs. Às 17 horas quando os hostos chegaram e nos perguntaram se nos divertimos as meninas tiveram a audácia de falar "it was just ok". Just like that.



A Santa Au Pair tem apenas que aguentar, sorrir e aproveitar do jeito que dá... hahaha

Até o próximo dia 18! :D




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18 novembro 2017

Play dates: cilada ou vale a pena?


Olá gente!
Como vão?

Para quem nunca ouviu falar, play date é quando duas ou mais crianças se reúnem pra brincar, com lugar e hora marcada, na maioria das vezes acompanhadas de um responsável.

Conversando sobre esse assunto com uma amiga também au pair, ela me disse que odeia os play dates, pois sente que acaba cuidando de mais kids do que ela é obrigada.



Hoje moramos em Bronxville (que fica há 20 minutos de Nova York), mas até uma semana antes de eu chegar minha host family morava no centro de Manhattan. Quando eu cheguei aqui não entendia o porquê minha host mom procurava tanto por play dates para as minhas kids, que na época não tinham amigos aqui por serem novos na cidade.

No começo eu não marcava play dates pras minhas kids, principalmente por causa delas serem bem desobedientes, agressivas e rudes com outras pessoas e crianças, então levá-las à qualquer lugar era muito difícil.



Mas como durante o verão elas passavam muito tempo dentro de casa juntas (o que começou a causar muitas brigas entre elas) e muito tempo na TV, então resolvi marcar alguns play dates para distraí-las um pouco e para conhecerem mais crianças na cidade nova. Só que eu acabei descobrindo outros pontos positivos nestes encontros!

As minhas kids ficaram mais comportadas com outras crianças por perto. Passaram a assistir menos TV durante o dia. Chegavam cansadas em casa, então dormiam muito bem de noite, sem contar que o dia passava muuuuito mais rápido quando estávamos fora de casa!

Para mim também foi ótimo! Eu conheci outras au pairs, tinha um tempo para conversar com elas sobre assuntos que não envolviam crianças em si, reclamar, rir, sem contar que podia "relaxar" mais já que as crianças brincavam super bem juntas!

Enfim, na minha opinião vale a pena sair em play dates sim! Faz bem para a criança e faz bem para a au pair.

Até próximo dia 18!
Beijos
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18 outubro 2017

Morando com britânicos nos Estados Unidos



Olá gente!
Como vão?
Bem, eu sou au pair nos Estados Unidos, porém minha host family é da Inglaterra! Isso mesmo, britânicos que moram há 6 anos nos Estados Unidos.

Antes de ser au pair, eu havia apenas viajado para a terra do Tio Sam e para o Canadá, ou seja, aprendi na maioria inglês americano, com sotaque americano, tudo americano. 

A maioria das pessoas sempre me fala que meu inglês é super bom e que nem sempre dá para perceber que sou brasileira, etc etc etc., mas mal sabem elas o quanto eu passo de perrengue e quanto bullying sofro pelas minhas host kids , especialmente quando falo algo e elas me corrigem da forma “certa” britânica (como quando eu falei para elas colocarem as “panties” e a mais velha de 5 anos falou “você quis dizer ‘knickers’, você já deveria saber isso depois desse tempo todo, né Bia?”. OK, OK).

Antes de embarcar para cá, fiquei com medo de não entender o sotaque da galera, de fazer papel de troxa para a host family, de não conseguir me expressar, de falar X quando na Inglaterra significa Y, enfim. Mas hoje não me importo mais, já que tudo isso aconteceu comigo. hahaha


Além de ser uma “nova língua”, é uma cultura totalmente diferente, uma nova vida que tanto eu quanto eles estamos aprendendo a lidar…

Em relação aos costumes deles, é lei todo dia chá com leite às 5 horas (quando a hosta está em casa), enquanto que o hosto já está mais americanizado e anda com a caneca de 30 litros de café para cima e para baixo.

Também a estranha bebida com pepino e tomate toda noite (basicamente um drink feito de Gin, laranja, limão, maçã, hortelã e pepino), estranhozinho, mas rotineiro.

A maneira que educam as crianças é bem diferente da maioria das famílias americanas, também. Vi muita família americana que descaradamente mimam os filhos. Eu sei que nem todos são assim, mas a maioria que conheci são. Os britânicos já são mais “pulso firme” e me lembraram bastante as famílias brasileiras. Quando dizem “não” para a kid, realmente querem dizer não e nada vai mudar, independente de choro, birra, berros. Não é não.

Mas não posso reclamar nadinha da minha host family. NADINHA. Ao contrário do que muita gente diz sobre os britânicos serem frios, sérios e não muito amistosos, os meus hosts me provaram o contrário. Nunca me senti tão em casa estando fora de casa. 

A hosta me abraça, me faz chá depois de um dia puxado com as kids, além de conversarmos sobre várias coisas. Meu hosto está sempre alegre, contando piadas, falando sobre séries, fazendo piadinhas e dançando com as kids. Aprendemos juntos sobre a cultura americana e nos divertimos com isso.

E o melhor de tudo de morar com eles, é que tenho a experiência única de vivenciar duas culturas diferentes ao mesmo tempo!

Um beijo e até o próximo post!
Instagram: biatumenas


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18 setembro 2017

Como que come nos EUA?




Olá!
Tudo bem?

Hoje eu gostaria de falar sobre a principal diferença entre a alimentação do que eu estava acostumada no Brasil e aqui nos EUA. Só gostaria de dizer que essas são as minhas impressões, de acordo com a minha experiência, vivência e dia-a-dia.

Bom, uma das principais dificuldades que tenho sentido aqui no EUA é o tipo de alimentação que eles têm. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, eles não vivem a base de fast food, comidas fritas e gordurosas. 

A maioria das famílias compram comidas orgânicas, frescas e naturais. Mas até aí tudo bem. O que me deixou mais encafifada é a maneira que eles comem. 
Eles não fazem refeições grandes, com frutas, pães, café com leite e queijo e presunto de manhã. Nem aquele pratão de arroz, feijão, bife, salada e ovo no almoço. Muito menos aquele saladão, sanduíche ou pizza na janta.

Vou falar agora sobre como é aqui em casa no dia-a-dia. De manhã eles costumam comer cereal com leite.

O almoço e a janta costumam ser bem parecidos, porções pequenas de algum vegetal (tomate cereja, pepino ou brócolis), uma fatia de presunto, bolacha de agua e sal e às vezes algum resto de ontem (linguiça, frango ou batata) hahah. E uma fruta. SIM, A FRUTA JUNTO DENTRO DO MESMO PRATO. Outro dia foi nuggets e melancia junto e só.

E entre cada uma das refeições eles têm esses snacks, que variam entre frutas, iogurte, queijo, suco, bolachinha, etc. Na verdade a cada 30 minutos eles costumam comer alguma dessas coisas. Eles têm snacks o tempo todo. O TEMPO TODO.

Como eu achei muito diferente ao que estava acostumada no Brasil, no começo eu tentava acompanhá-los nesse ritmo de comidas, mas não consegui. Eu sou “pedreira” e tento sempre comer como estou acostumada. Um dia fiz arroz e feijão e deixei porções congeladas, e quando sinto que preciso de “sustância”, eu esquento elas. 

Uma dica que dou é essa: procurem coisas que vocês sentem que vão sustentar, prepare mesmo que uma grande quantidade e congele. Não dá para mudarmos os hábitos deles, mas podemos nos adaptar a situação, afinal precisamos de energia o suficiente para tantas tarefas de au pair.

Um beijo!

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18 agosto 2017

Ser primeira au pair: na mosca ou furada?


Olá!
Como vão?


Hoje vou falar um pouquinho da situação que tenho vivido aqui nessa primeira semana: ser a primeira au pair da família.



Conversei com várias meninas no treinamento em NY, e a maioria me disse que ser a primeira au pair é a melhor coisa que tem, pois não há comparações entre au pairs anteriores, a família não fica tão restrita e inflexível quanto as regras, é tudo novo para todos.


Mas agora vou falar da realidade que ninguém comenta.
É muito difícil ser a primeira au pair. Em relação aos pais, eles não sabem se estão agradando, o que instruir a au pair e se preocupam muito, deixando a gente meio sufocada. Já com as crianças é pior a situação, elas não estão acostumadas a ter alguém dentro de casa, ainda mais alguém que está lá para fazer as coisas que os pais geralmente fazem. Elas não aceitam a situação (no começo), e apenas ignoram a existência da au pair. Se querem algo, se brigam, se qualquer coisa, elas procuram os pais.

Falando por experiência própria, não é fácil ser primeira au pair. Ainda não está fácil. Estou há poucos dias aqui, e elas ainda não obedecem, não aceitam as coisas que falo e muitas vezes saem gritando LEAVE ME ALOOONE.


Mas o que tenho ouvido de muitas au pairs é que é isso é mega normal e com o tempo passa, elas te aceitam e até obedecem mais do que os próprios pais (assim espero, amém).

Bom, o que vocês acham sobre ser primeira au pair? Na mosca ou furada?

Um beijo!

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18 julho 2017

E o inglês, #comofaz?


Olá, gente! Como vão?

Hoje gostaria de falar sobre um assunto que às vezes assusta as pessoas, e que muitas vezes impedem muita gente de fazer um intercâmbio: o idioma.

Quando eu fechei o programa de Au Pair, todos sempre diziam que parecia ser super legal e eu, na minha empolgação com tudo, sempre falava “Por que você não faz também?!”. Quase todas as pessoas me disseram “mas eu não falo inglês...”. Eu sou professora de inglês há 5 anos e a maioria dos meus alunos me diziam a mesma frase: “não viajo/faço intercâmbio porque não sei inglês.”

GENTE, PARA. Sério. Sei que o idioma é uma questão super importante para ir para fora, mas não deixem de ir por causa disso. Gostaria de compartilhar algumas dicas de como eu aprendi, e também as dicas que eu sempre dei para os meus alunos. Vamos lá!

Desde que eu era pequena eu gostava de inglês, meus irmãos iam em uma escola do bairro, mas eu não podia ir porque era muito nova. No entanto, meus pais compravam umas fitas VHS que vinham com umas revistas chamadas Magic English.

Magic English é um conjunto de revistas e DVDs da Disney. Em cada edição é abordado um tema diferente (família, casa, comida, cores, números, etc.). No DVD tem váááários pedaços de desenhos da Disney onde são utilizados os termos do tema (além de ser interativo com quem está assistindo, você repete, canta, fala, etc). E na revista possui várias explicações simples sobre o idioma, utilizando também os personagens da Disney, além de jogos de tabuleiro, tudo em inglês, mas bem fácil de entender! Me ajudou MUITO!
Tem alguns vídeos no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=Akz2fTrqT6s) vale conferir, além de ser uma opção barata (em torno de 15 reais cada edição)!



Música é outro meio que ajuda muito quem quer aprender inglês. O que eu fazia muito quando estava aprendendo era pegar uma música que eu gostava, e ficava vendo a letra e a tradução, cantava junto e tentava decorar. Ajuda MUITO para pegar vocabulários novos e algumas expressões, também!
Mas vale lembrar que é bom começar com músicas mais calmas. Tem gente que quer começar já com aquele rap enrolado e desistem e alegam que nunca conseguirão entender, deixa o Eminem pra depois



Séries e Filmes ajudam muito muito muito para pegar a entonação, maneira de falar, expressões do cotidiano, vocabulário e tudo mais. Assim como a música, é bom começar com séries e filmes mais simples, que não usem muitos termos técnicos. Por exemplo, uma série que me ajudou muito foi One Tree Hill, pois se trata de assuntos do dia-a-dia. Conforme for se sentindo mais confortável aí pode ir mudando os ares e assistir outros seriados rsrs.



Escola para as pessoas que precisam de motivação para estudar e aprender algo é uma boa pedida. Hoje em dia há várias escolas e métodos diferentes que podem ajudar todo mundo. Por exemplo, a escola que eu trabalhava até mês passado oferecia aulas de inglês individuais, só o aluno e o professor na sala e com foco na conversação. Então, para quem tem pressa para aprender e principalmente em falar, é uma boa opção. Sei que não são todos os lugares que oferecem esse tipo de alternativa, então outra ferramenta é a internet com aulas online! 


Hoje temos sorte de haver uma variedade enooooorme de ferramentas que podem nos ajudar a aprender um idioma, seja ele qual for. Então o que eu sempre falo é: Não deixem de viajar, fazer um intercambio, ou perder oportunidades por medo de não conseguir falar um idioma.

Espero ter ajudado!
Beijos

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