Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Eddy Chagas. Mostrar todas as postagens
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06 dezembro 2013

E se as crianças se esquecerem de mim?

Eae aupovo, tudo certo?
O post desse mês vem de mãos dadas com o da Isa, que fala lindamente sobre como é escolher o Au Pair substituto.
Depois de 1 ano e meio de volta à minha terra, as kids estão no 8º Au Pair delas e na minha ultima conversa com eles por skype surgiu um sentimento novo: Ciúmes do novo Au Pair!

(Eu, em pânico)

Pois é, demorou mas bateu. E creio que isso ocorra com todo ex-au pair. O motivo da demora? Eu explico:
Saí das americas com a consciência limpa! Minha host family me amava e era contra o meu desejo de voltar, respeitavam, mas não queriam. Quando voltei, continuei conversando com minha host, ela me fez propostas de voltar e pelo ano que se passou ela sempre me dizia: "You know, the new Au Pair is great with the house, he is responsable and he is a great cook. But not so good with the kids though. They don't seem to connect with him, he is not you." - E isso me matava porque eu ajudei no processo de escolha do novo au pair e achei, de verdade, que ele seria diferente.

O ano se passou e recebi um e-mail pra avaliar novos candidatos pra preencher a vaga de au pair (Na minha host family é assim: a host seleciona os que ela mais gostar e manda pra todos os antigos Au Pairs. Nós fazemos skype, conversamos entre nós e damos nossa opinião. Por ultimo, eles escolhem). Adorei o Au Pair novo, dedicado, esforçado, honesto e tals, fiquei super feliz... Até a semana passada!

Fizemos skype e estava tudo normal, as kids me contando como foi o Thanksgiving, etc... E perguntei: "- Como esta o novo Au Pair?"
Seguem abaixo as respostas de acordo com o que eu me lembro ou o que minha cabecinha criou:

- "Eddy, he is great! He is so much better than you on sports!"
- "He is awesome! We have so much fun with him!"
- "OMG he is so much prettier than you and he is european, you can't beat that!"
- "He is the perfect Au Pair, not like you Eddy, you ain't no good."


Okay, eu exagerei nas duas ultimas, mas foi assim que me senti. Meu, como é que eles estão gostando de outro au pair mais do que a mim? Não pode? Na mesma hora comecei a me sentir péssimo e numa atitude desesperada, comecei a lembrar eles de momentos bacanas que a gente passou junto e quanta diversão a gente teve. Comecei a pensar que eles estavam se esquecendo de mim... É claro, os skypes não são mais tão frequentes, eles não se lembram de mim todos os dias e daqui a pouco vão se esquecer de mim totalmente. Afinal, eu sou só mais um au pair no meio de 8 que já passaram por essa família.

Amigos, a resposta para o meu problema veio em 3 minutos, quando pedi pra falar com o Au Pair e saber como estavam as coisas com ele:

"- Hey Eddy, how are you? I've been meaning to talk to you. Can I ask you a question?

- Sure!

- What did you do to these kids? Seriously!

(naquele momento eu me preparei pra ouvir tudo de ruim que eles falaram de mim pra ele)

- Eddy, they won't stop talking about you and telling me how much fun you were. My songs are never as good as your songs, they always tell stories about you and the hosts really love you. How did you do that? I try hard but they only talk about you!"

(me senti assim)


E foi então que eu percebi. Todo esse tempo eu fiquei preocupado achando que ele era melhor do que eu e, na verdade, ele estava com os mesmos pensamentos sobre mim. Conversei com ele, disse que passei pela mesma situação, dei umas dicas e percebi que ele ama muito aquelas crianças, elas estão em boas mãos, com certeza.

A lição é: crianças vão fazer você ficar insegura (o) o tempo todo. Antes do embarque você vai pensar que elas não vão gostar de você durante o seu ano de au pair. Quando você estiver lá, vai ficar insegura e achar que eles gostam mais do antigo au pair. E quando voltar, vai ter medo de que eles te esqueçam e te substituam. A verdade é que as crianças tem muito amor pra dar e que o espaço que você preencheu no coraçãozinho delas é eterno, não vai apagar. Não importa se a nova au pair é uma Super Nanny, ela não é você e nunca será, não há formas de apagar a sua influência nas kids e elas sempre vão lembrar de você de uma forma especial.

Espero que o post tenha sido de ajuda pra vocês.

Abraços!

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24 outubro 2013

E se arrependimento matasse?

Buenas galera! Como estamos nessa primavera/outono? Bebendo muitos drinks?

Esse mês venho falar de uma coisa que serve para as futuras Au Pairs como exemplo e para as/os antigos Au Pairs pra identificação. To falando de ARREPENDIMENTO. E se ele matasse, eu estava morto, enterrado.


Acreditem ou não, já faz 1 ano que eu estou de volta à terrinha e de tempos em tempos (lê-se: every fucking day) eu me deparo com o mesmo comentário na cabeça: Por que cargas d’àgua eu não fiz isso enquanto morava fora?!

Segue então, uma lista de arrependimentos meus, coisas que eu fiz ou deixei de fazer e que não faria ou faria diferente (Entendeu?)

-       Mas Eddy, não devemos viver de arrependimentos e você mesmo já disse que não se arrepende de nada e que faria tudo da mesma forma!

Bom, meu querido muffin de amêndoa, as pessoas mudam e as opiniões também. Não me arrependo da decisão de ter ido pra lá, mas se fizesse tudo outra vez, iria sim, ser um pouquinho diferente.
Bora pra lista? Vem comigo:
1º Não gastaria tanto com bebida: Juro, gastava MUITO DINHEIRO com bebida. Se vocês acham que bebida é cara aqui, tenta morar em Califa. Quando bebia cerveja com amigos em SF eu não ligava muito, bebia PBR mesmo, bem vagabunda. Mas quando a gente ia pra balada (outra coisa que não devia ter feito tão frequentemente), eu queria bebida boa, pagava bebida boa pros affairs da vida e ainda era aquele tipo de cara “amigo de todos” que pagava bebida pro melhor amigo da sua vida toda que você acabou de conhecer a 2 minutos atrás mas que vocês tem tanta coisa em comum mesmo sendo de países diferentes. Então se eu fizesse tudo novamente, com certeza ia manerar na bebida. Aliás, o meu fígado e a dor de cabeça do dia seguinte agradeceriam. Imagina um mundo onde trabalhar sábado de manhã sem dor de cabeça e estômago virado é possível?
2º Falaria mais frequentemente o quanto eu amava as minhas kids: Sei que parece bobeira e isso não é comum, principalmente vindo de um male au pair mas mew, se tem algo que eu sinto falta é de ter o abraço apertado do Tay de manhã, quando ele grudava nas minhas pernas e eu continuava fazendo café da manhã com ele lá, pendurado em mim como se fosse um macaquinho. Saudades do BK me explicando apaixonadamente sobre algum livro que ele esta lendo e eu fingindo que estou super interessado só pra ver o rostinho dele iluminar. Saudades da minha princesa e de ficar no chão do quarto dela abraçadinho, lendo as mesmas estórias pra dormir de sempre, mesmo que quase dormindo com ela de tão cansado. O amor incondicional das crianças é uma coisa que me faz falta e me arrependo de não ter aproveitado mais disso.
3º Viajaria mais e consumiria menos: Se eu somar o dinheiro que gastei com livros, roupas, acessórios e um monte de tranqueira que eu nem mesmo trouxe comigo, eu poderia ter ido pra Europa depois do meu ano como Au Pair. Sério, gastava muito com bobeira. E dá pra viajar e comprar roupa, só tem que ter controle, uma palavra esquecida pelo dicionário do gordinho aqui.
4º Ficaria mais 6 meses: Estava tão desesperado pra voltar depois de um ano que nem pensei nisso no momento. Mas cara, 6 meses não são nada. O Brasil ia estar aqui do mesmo jeito, as pessoas não iam mudar, eu ia poder fazer a faculdade normalmente e ainda teria a chance de comprar mais coisas/viajar pra mais lugares. Tonto que fui, quis vir embora o mais rápido possível por causa da saudade. Não fico triste, mas faria diferente se voltasse no tempo. (Se bem que se eu voltasse mais tarde não teria conhecido meu amor e não seria a pessoa que sou hoje, então, risca isso. Foi bom eu ter voltado depois de um ano sim.)

Galera, o que eu quero deixar como conselho é: Siga o seu coração. Por mais clichê que isso soe, não faça nada que não queira e aproveite essa viagem de todas as formas possíveis. Alugue um carro e faça uma road trip com os amigos, participe de house parties, tenha dates com pessoas de diferentes países, vá pra muitos shows/peças da broadway/espetáculos, compre tudo o que sempre quis ter mais que no Brasil sempre foi muito caro, etc.
A verdade é que não existe um manual de como ser um Au Pair de sucesso. A gente aprende com os próprios erros e com os erros dos outros também. Aproveite a experiência e tire a melhor lição disso. Não há melhor treinamento pra vida adulta do que o programa de Au Pair então aproveita enquanto é tempo. Cometa erros, se perdoe por isso, aprenda a perdoar os outros, cresça e volte com força total pra esse Brasilzão de meu Deus.


Bom final de Outubro pra todos e Happy Halloween antecipado!
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24 setembro 2013

Thank you notes

Então assim: Esse mês fiquei bem sem tempo. God only knows como é difícil manejar escola, trabalho, namoro e vida virtual. Não tive muito tempo de pensar num post meaningful e cheio de esperanças, então achei bacana postar algo engraçado, ao menos! Pra quem não conhece, o Jimmy Fallon tem esse quadro no programa dele e eu sempre adaptei pra minha vida, o "thank you notes"!



Então vai lá, bota uma música bonita de fundo e vem comigo!



Au Pair Thank You Notes:


 
Obrigado LCCs. Por me lembrarem do Brasil todos os dias, especialmente do senado brasileiro: o cargo existe, você só não sabe qual a função dele. 

***

Obrigado Host Kids. Por fazer a taxa de natalidade entre ex-au pairs ser mínima. Vocês realmente conseguem nos fazer voltar com uma opinião diferente ao Brasl: A de que a gente não quer nunca, nunca, ter filhos.

***

Obrigado Host Mom. Por me mostrar que crianças são difíceis de lhe dar, mas adultos são 10 vezes piores.

***

Obrigado Host Dad. Por agir exatamente como o salário no Brasil: Aparece raramente, paga as contas e some.

***

Obrigado amigas alemãs. Por me ensinarem que sempre, não importa o quanto você já esteja bêbado, sempre cabe mais álcool no nosso corpo.

***

Obrigado creepy american guy que só tem amigos au pairs. Por me mostrar que, por mais que eu estivesse desesperado pra pegar alguém, sempre tinha um mais desesperado que eu.

***

Obrigado Starbucks. O café nunca foi bom mas quem é que vai pra Starbucks por causa do café mesmo?

***

Obrigado California. Por sempre me mostrar pessoas lindas que eu não podia ter, carros caros que eu nunca vou comprar e vida de filme que eu nunca vou ter. Senso de realidade agradece.




É isso por hoje, galera. Desculpa o post lixo, mas pelo menos não deixei de postar, né?

Beijo do gordo!
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24 agosto 2013

Você esta sendo espionado (a)

Três horas da madruga, você levanta com uma fome imensa e precisa descer as escadas da casa que não te pertence pra pegar algo pra comer. Você desse sorrateiramente os degraus, vai até a cozinha, acende a luz com o maior cuidado e abre a geladeira. Quando você pega algo pra comer, o que vem a tua cabeça? E se há câmeras aqui e amanhã meus host vão ver que eu comi de madrugada?
Pois é, se o pensamento de que sua casa pode ter cameras escondidas ou seu telefone esta grampeado já passou pela sua cabeça, relaxa: VOCÊ NÃO ESTA SOZINHA (O)!

Gente, eu tenho que confessar. Eu era um ótimo Au Pair pra minha família: dedicado, paciente, flexível e tals. Mas do momento em que eu colocava os meus pés pra fora da casa eu me transformava. Juro, acho que já fiz tudo o que era proibido de se fazer no programa (e vou deixar pra mente brilhante de vocês imaginar quais foram as coisas erradas que eu já fiz).

Quem nunca dançou numa roda com Jean Claude Van Damme em Los Angeles e depois se sentiu culpado, né?


O problema não é fazer coisa errada, o problema é o que vem depois disso: A CULPA E O MEDO.
Quando eu era um au pair eu podia jurar que minha família podia ler meus txts, ouvir minhas phone calls e ver o que eu fazia no meu quarto. Tinha um medo enorme de que eles descobrissem minha dupla identidade. (HAHA)
Sério, no meu quarto eu tinha um banheiro só pra mim e as vezes eu tomava banho e me trocava no banheiro porque desconfiava que, de alguma forma, eles tinham colocado uma camera no meu quarto pra saber o que eu faço durante a noite.

Uma vez eu estava no telefone com uma amiga e reclamei pra ela sobre umas coisas que minha host fazia comigo e tals, reclamação de Au Pair. Ficamos uns 15 minutos dando risada e falando mal das nossas shitty lives. Até que no dia seguinte minha host sentou-se na mesa e me perguntou:

HOST- Hey Eddy, is there something wrong you would like to tell us?

EDDY- (OMG SHE KNOWS!) Nope, not at all. I just really miss my family this week, cof, cof. 

She knows!


Até hoje não sei dizer se é verdade mas foi MUITA coincidência.
E o pior é que minha host family fala português também, então não adiantaria ligar pra sua amiga brasileira pra perguntar como foi que você chegou em casa porque a última coisa que lembra era dos jello shots que bebeu. Eles iriam saber!

Uma amiga uma vez me contou que a host dela confirmou que tem acesso a todas as mensagens enviadas por ela e que ela pode saber pra quem foram feitas as ligações. Ela só não fazia isso porque achava falta de respeito. Imagina isso? 
Lembro que quando estava mudando o plano do meu telefone tive que pedir ajuda pro meu host e ele entrou no site da Verizon pra mudar o plano da minha conta. Eu vi a opção" Messages Historic" no site, certeza.

Mas eae Eddy, comofas agora? 
Minha dica? Liga o botão do F***-SE e continua fazendo o que quiser e vivendo da forma que quiser.
Se você ficar por 1 ou 2 anos toda preocupada pensando que mora na casa do BBB, você não vai sair de casa! Cameras e grampo telefônico podem até ser verdade mas eles nunca poderiam usar isso contra você. 

E mew, você já se comporta, faz cara de paisagem e finge que ta feliz o dia todo com tua host family. No seu tempo off é direito seu falar a maior quantidade de merda possível e de cometer todos os erros que um bom au pair deve cometer.
Ou, faz como eu e começa a falar bem da sua host family no telefone, mandando mensagens positivas sobre ela pra seus amigos. Vai que cola né? 

Tem que ser esperto, igual a Phoebe.

E vocês? Tem alguma história sobre achar que esta sendo espionado? Conta pra gente! 

Beijos do gordo!




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24 julho 2013

Porque a Califórnia é Melhor?

Eae meus muffins de batata doce com caramelo, tudo firmeza na mesa?
Hoje eu vim falar de coisa boa e não é sobre a Yougurteira TopTerm não! É sobre o lugar mais lindo e interessante do mundo: A CALIFORNIA!



Então se você, futura au pair, tem planos de ser mais uma au pair de Virgínia ou de D.C., senta e lê o post todo porque eu vou te mostrar como a Califórnia é melhor pra ser au pair ou, pelo menos, pra viajar pra lá nas suas 2 semanas de ferias.


Primeiramente eu não devia nem estar dando satisfação aqui. A Califórnia é ótima e se você não gosta dela, SHAME ON YOU!   brinks

Minha história com a Califórnia é engraçada. Cresci assistindo Friends e viajava em Gossip Girl, Will and Grace, Sex and the City, Seinfeld e pretty much qualquer outra série que se passasse em NYC. Tinha fascínio pela Big Apple e achava que quando fosse pra lá eu encontraria o sentido da vida. Quando conheci minha host family pensei em dizer não porque não queria morar na West Coast, especialmente em San Francisco, uma cidade que eu não sabia nada além da Golden Gate Bridge.

Fui pra NYC e achei linda, maravilhosa, me senti em casa. Sabia onde ir, como ir e com quem falar lá. Entendia o metrô de lá como se já tivesse morado em Manhattan antes e servi de guia turístico pro pessoal do treinamento, mostrando os lugares hehe.



Dae fui pra Califórnia e juntei fatos importantes que me mudaram a cabeça e podem influenciar na sua preferência de cidades:

- A Califórnia preza muito pela qualidade de vida. Você vê restaurante vegetariano e mercado de produtos orgânicos em toda esquina. O pessoal se preocupa com a procedência dos alimentos e realmente cuida do corpo (As pessoas mais bonitas e de melhor porte físico que eu conheci na minha vida moram lá!)
Se você quer ficar em forma e dar uma virada na sua forma de se alimentar, corre pra lá. (Emagreci 20kg lá)

- Todo mundo é simpático! É muito difícil achar alguém que te trate mal. O pessoal sempre é muito acolhedor, gosta de falar, contar história, ajudar (as vezes até demais). É até motivo de piada americana. Se você se perder e perguntar por direções no carro pra alguém da East Coast, eles vão dar a resposta mais curta de todas ou dizer que não sabem. Se perguntar à um californiano, ele vai parar, usar o Smartphone dele pra achar a localização, te explicar citando os nomes das ruas e provavelmente te levar até lá se for no caminho dele. O problema é entender a explicação com o sotaque da Califórnia.



- A Califórnia tem TUDO ou é perto de TUDO! Morava em San Francisco. Se quisesse ir fazer snowboarding, subia 4 horas dirigindo pra Lake Tahoe onde tem neve. Se quisesse ver paisagens bonitas e acampar, Yosemite ficava a 4 horas ( um parque nacional simplesmente LINDO).
Los Angeles fica a 6 horas (perto de San Diego, Santa Monica, etc.), Santa Cruz, Monterrey e the Big Sur ficam perto (E quem sabe quais são esses lugares pode dizer, não existe lugar mais bonito). Se você tiver moral, 9 horas dirigindo e você esta em Las Vegas! Uma vez em Vegas, aluga um carro e vai pro Grand Canyon, que é pertinho! Au Pair da Califórnia não precisa esperar pelas 2 semanas de férias pra ir viajar, faz isso nos fins de semana off.



- A California é um estado de mente aberta. Posso dizer isso das big cities (L.A e S.F). O pessoal pode ser o que quiser ser, sempre tem espaço pra você lá. Você pode se vestir do jeito que quiser, ouvir o tipo de música que quiser e falar da forma que quiser. Em sua maioria eles não são preconceituosos, aceitam a vida como ela é e pensam muito a frente das coisas. Você sempre vê casal gay andando nas ruas de mãos dadas, gente fumando maconha nas praças, etc.

- A Califórnia tem as melhores festas, festivais, paradas, feiras, reuniões e comemorações de feriados de TODOS os estados! E eu AMO uma boa festa.

É isso gente. Só queria falar um pouco do lugar que mudou a minha vida. Em agosto vai se completar 1 ano que eu voltei e não tem um dia que eu não sinta falta do lugar que me mostrou que é normal ser diferente e que esta tudo bem assim, o lugar que me trouxe amigos pra vida toda e que me transformou. Comentem ae, quem já foi pra lá ou quer ir. E quem não gosta de lá também!

Beijo do gordo!
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24 junho 2013

O dia em que o Au Pair disse NÃO!

Olá amiguinhos e amiguinhas! Prontos pra mais uma história da Carochinha?

Era uma vez um lindo Au Pair brasileiro não-perfeito que nunca ficava triste. Morava numa casa onde todos os respeitavam e o tratavam bem. A rainha tinha filhos não-perfeitos, um marido não-perfeito e até uma cachorra brasileira não-perfeita, tudo era bom e não precisava de perfeição. Só tinha um problema: A BRUXA MÁ E OS 3 ANÕES, mais conhecida como: "A família da melhor amiga da minha host".

O jovem au pair tratava todos do vilarejo com muito cuidado. Ele levava a realeza à escola, cozinhava, limpava a casa e andava com a cadela real, tudo do jeito que ele gostava, seu reino era seu lar. Conhecia todos os amigos da realeza, fazia questão de preparar jantares suculentos e de manter o castelo com o melhor ambiente para receber as familias de amigos e amigas da rainha e do rei.

Não era um trabalho difícil. As crianças reais adoravam receber visitas de outras realezas com filhos. Eles brincavam e se divertiam, o au pair nem precisava inventar brincadeiras. As familias adoravam o fato de poder conversar com um brasileiro e saber sobre aquele reino tão-tão distante. Todas as famílias se divertiam, exceto uma: A família da melhor amiga da host-real.

Au Pairs anteriores já haviam alertado o pobre Au Pair sobre tal malevolência: - "Uma mulher sem coração, odeia qualquer ser vivo, não sabe criar os filhos e tem um marido viciado em trabalho. É mal amada e gosta de maltratar os outros!" - eles diziam.
(Foto meramente ilustrativa das 3 kids-anões)

As crianças, certamente, não eram fáceis. Os 3 tinham a mesma idade das 3 crianças reais e se supunha que eles se dessem bem, o que raramente acontecia. A menina mais velha tinha problemas com seu peso, auto-estima e gostava de ficar sozinha. A menor era egoísta e tendia a ser mandona. Mas o do meio era, com toda a certeza, o pior deles. Uma mistura da criança mais mimada dos USA com a criança mais bagunceira do Brasil. Ele não respeitava ninguém, agredia os pais e falava palavrões na frente de todos.

O jovem au pair, uma vez ou outra, teve a tarefa de cuidar das 3 anões na casa da bruxa. Não é fácil. Pior ainda era sair com eles. Pior ainda mais era sair com eles e com as kids reais, ao mesmo tempo!


Até que num belo dia de sol o Au Pair, tendo somente uma de suas crianças pra cuidar, teve a idéia de levá-lo ao Parque Aquático no dia seguinte! A rainha adorou a idéia e disse que isso iria ser uma ótima oportunidade para que o au pair e a kid-real passassem mais tempo sozinhos, já que eles se davam tão bem. Na manhã seguinte o Au Pair arrumou sua roupa de banho e arrumou as roupas de banho reias. Ao encontrar a rainha, ele teve a péssima notícia: - "O anão do meio se juntará a vós nesse dia de alegria! Divirtam-se os 3!"

Bom gente, o resto é resumo: Levei os dois na maior boa vontade. O menino não parava de falar palavrão no carro e fazia meu menino chorar. Fiz tudo o que era possível até que... ELE BATEU NO MEU MENINO! Mano, ele BATEU no-meu-me-ni-no! Eu parei o carro, tirei ele do carro, gritei com ele, coloquei no banco separado e voltamos direto pra casa. Liguei pra minha host na mesma hora. Ela veio pra casa e me pediu desculpas, disse que o menino passou dos limites e que iria conversar com a mãe dele pra que isso não acontecesse mais.
Eu tomei toda a coragem que me restava, enchi o peito e disse: Isso não vai mais acontecer mesmo porque eu nunca mais quero tomar conta das crianças da bruxa pra você. Pode me demitir e fazer o que quiser mas se eu tiver que passar mais um minuto na frente do menino que deixou o rosto do MEU MENINO com marcas eu prefiro ir embora pro Brasil!
Minha host me garantiu que eu nunca mais olhasse pra cara deles, disse que eu nunca precisaria fazer nada que eu não gostasse ou não me sentisse confortável. Ela disse que nunca viu um Au Pair defender as crianças dela dessa forma e que era uma honra me ter por perto.

O au pair foi nomeado Sir, daquele dia em diante. A realeza aprendeu que au pairs dizem não e que, as vezes, nós somos mais fortes do que eles pensam. Assim sendo, eles viveram felizes para sempre e o au pair não precisou mais encontrar a bruxa má.

Gente, essa é a história do dia em que eu disse um NÃO bem grandão pra minha host!
Alguns de vocês já quiseram dizer não pra algo? Ou disseram e quase morreram de medo? Me conta nos comentários!

Bom mês pra vocês gente, até a próxima!

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24 maio 2013

Já não se fazem Au Pairs como antigamente.

Conversando com uma de minhas melhoras amigas e parceira de crime (uma ex-au pair), realizei uma coisa que vem sendo apresentada à um bom tempo: Não se fazem mais Au Pairs como antigamente!
A espécie antes conhecida como "brasilis-auperarius" esta sendo extinta e eu vou explicar o porquê.
(Au Pairs dos anos 70, the old good times)

Sou estudante de psicologia e como vocês já podem esperar, tenho uma incrível capacidade de fuder com a vida das ouvir as pessoas. Enquanto nos Estados Unidos, ouvia muitos papos entre as Au Pairs, entre as host families e conversava muito com minha adorada ex-LCC. Sempre reparei uma diferença grande nas au pairs brasileiras, sempre caracterizadas por uma personalidade forte. Minha LCC mesma, dizia que adorava trabalhar com au pairs brasileiras: "brasileiras estão sempre de bom humor, não reclamam muito das famílias, cuidam bem das crianças e sabem se divertir. Nunca tenho problemas com brasileiras".
(Au Pairs brasileiras são famosas por dançar bem e sempre ter disposição)

Nessa vida de au pair você conhece muita gente e, especialmente, muito au pair do mundo todo. Começa a reparar que cada nacionalidade tem uma particularidade (não generalizando, mas estabelecendo uma curva média): Au Pairs colombianas, por exemplo, são geralmente super sexy, adoram uma festa e são ótimas cuidadoras mas o inglês nunca será muito bom. Au Pairs francesas são sempre muito divertidas quando começam a criar intimidade mas não são muito boas com crianças. Au Pairs da Africa do Sul são sempre muito divertidas, têm um ótimo gosto musical e adoram festejar mas geralmente bebem demais, etc.

Percebi que as brasileiras eram sempre as mais amadas pelas famílias por trazer o pacote completo. Mas desde que retornei e comecei a acompanhar os casos do pessoal que foi depois de mim, comecei a notar uma diferença enorme nos novos au pairs. Uma certa mudança de hábito, como se fosse uma nova raça, uma raça mais "cocky", mais "picky".

No meu tempo, quando você tinha problemas com a sua host family você conversava com eles, chorava no skype com sua familia pedindo pra você voltar (porque seu pai acredita que você merece mais do que ser babá nos USA), depois falava com a LCC e falava cazamiga au pair pra desabafar. Au Pair de hoje já pede por rematch, já diz que o programa não atendeu as expectativas e que a família é muito seca com ele/a.

No meu tempo, quando uma kid te xingava, você falava com os pais, ficava com uma raiva imensa no peito, saía no final de semana com os amigos, esquecia disso e estava pronto pra outra. Hoje os au pairs já querem ligar pra LCC pra denunciar abuso e humilhação.

No meu tempo, Au Pair ia pros USA e comia muito McAngus, tomava muito café na Starbucks e quando não tinha dinheiro ia pra 7ELEVEN pra comer um taco de $1 por pelo menos uns 3 meses pra só depois começar a sentir saudades das comidas brasucas. Hoje, na semana de treinamento as au pairs correm pra Berta Brazil em Manhattan porque já faz QUATRO DIAS que eles não comem arroz e feijão.

Futura au pair antes entrava em todos os blogs sobre o assunto, pesquisava, tinha pasta no computador com tudo sobre o assunto e não fazia pergunta idiota. Hoje, a galera entra nos grupos do Facebook pra perguntar qual é o salário e qual a idade limite pra ser Au Pair. AH VÁ!



No meu tempo au pair era duro, até pensava em largar tudo e voltar pra casa mas não tinha dinheiro pra pagar a passagem porque gastou tudo na Forever 21 e não teria dinheiro pra voltar nem que vendesse o corpo na Hell's Kitchen. Hoje em dia, as au pairs são tudo RYCAS, vão com umas 15 malas, ganham o salário + mesada dos pais e tem dinheiro na poupança.


Sei que falando assim eu pareço um tio de 50 anos reclamando de uma vida que não existiu. Mas só queria que vocês soubessem que a vida de au pair não é fácil. Não é qualquer um que pode ser au pair, tem que gostar de criança e ter paciência, tem que saber que as vezes você vai ter que abaixar a cabeça e engolir sapo pro seu próprio bem. Tem que saber que não precisa postar no Facebook que esta desesperada porque já fazem 2 SEMANAS que esta online e nenhuma familia entrou em contato.

Gente, vamos ser mais espertos, menos fresquinhos e mais tranquilos. Chega de reclamar. Se não é do jeito que você queria, tenta mudar. Se não da pra mudar, se satisfaça ou pede pra sair. Au Pair não é bagunça não!

UFF! Saiu do peito.

Beijo galera, até a proxima, usem filtro solar.


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24 abril 2013

Dúvida sanada.


E no último episódio da vida do Eddy...
" Eddy estava em dúvida: Fica no Brasil? Compra uma bicicleta? Aceita a proposta e volta para os Estados Unidos? A Honey Boo Boo um dia aprenderá a falar um idioma de verdade? 
Acompanhe agora o fim (ou não) dessa intrigante jornada. (AFF)"

Paulina esta aflita.


Sabe aqueles dias em que você se sente sozinho e sem ninguém pra conversar?
EU NÃO!
Sério gente, não sei como é que eu fui ser tão abençoado assim, mas tenho muita gente torcendo por mim e afim de me ajudar, me ouvir, me aconselhar.

VOCÊS SÃO UNS LINDOS! 
Depois do post do mês passado, muita gente comentou, me chamou no Facebook, etc., pra me aconselhar e eu finalmente tenho uma resposta pra vocês:

Não vou pros SAZUNIDOS! Me decidi.
#choraaupair


Mandei um e-mail pra minha host agradecendo a oportunidade mas disse que teria que recusar.

Motivos #1
Nos falamos por skype, a conversa foi ótima, matei a saudade das kids e tals. Então começamos a conversar sobre a possibilidade. Percebi que meus hosts não estavam dispostos a mudar minha schedule ou ajustar ela. Com os horarios que eu fazia antes, eu chegaria atrasado todos os dias pro college e não teria tempo pra estudar, só nos domingos. O salário seria basicamente o mesmo, mas eles não me ajudariam com muita coisa que eu precisaria. No final das contas, não compensa.

Motivo #2
No último fim de semana, meu "quase-avô" faleceu. Ele era avô das minhas primas, mas como crescemos juntos, ele me tratava como um neto também, sempre reunia a familia e nos convidava pra todos os eventos na casa dele. Quando ele faleceu, toda a minha familia estava unida, todos se ajudaram e uniram forças pra que tudo fosse do jeito que deveria ser. Vi o sofrimento no rosto dos meus tios, da minha família e percebi que não vale a pena, não pra mim. Fazer uma faculdade lá pode ser uma ótima escolha, mas estar aqui com a minha família e saber que eles estão aqui por mim, isso não tem preço. Não há nada que pague. Por mais que minha família tenha seus problemas, eu amo eles.
Isso mesmo, pequena havaiana que eu não me recordo do nome.

Motivos #3 e #4

Minha vida profissional e educacional tem sido ótima, obrigado. Estou fechando o bimestre com notas ótimas, meus alunos são ótimos, meus horários são flexíveis e o pagamento é mais do que suficiente pra agora. Tenho o amor da minha vida ao meu lado e estamos felizes. A Aline (minha melhor amiga) voltou de Cali depois de 2 anos sendo Au Pair e eu finalmente estou completo! A vida esta boa.

E é isso, gente. Sei que muitos não vão concordar e vão achar loucura eu desperdiçar uma oportunidade dessas mas a verdade é que eu aprendi uma lição importante que me traz um auto-conhecimento muito grande:
"Não há sonho completo se quem eu amo não esta ao meu lado. Não há felicidade, pra mim, se eu não puder compartilhar desse sentimento com as pessoas que importam."



Valew gente, a partir do próximo mês volto a postar coisas legais.

Beijo do gordo, cada vez mais gordo.

See y'all!


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01 abril 2013

OH, DÚVIDA CRUEL!


Gente, tenho uma novidade! Minha host me chamou pra voltar e fazer minha universidade lá, pra deixar de ser Au Pair e ir pra lá pra ser nanny (manny, porque sou um boy, não uma girl). Eu aceitei!
O post de hoje é sobre a documentação necessária pra se tornar um estudante universitário nos USA.

HAAA! PEGADINHA DO MALANDRO! MAIS UMA VEZ! APRIL FOOL’S DAY!


Bah, acho que todo ano vai ter isso, né? Inovação e originalidade, a gente vê por aqui.

Antes de tudo, preciso agradecer: Crislaine, sua linda! Obrigado por cobrir meu post! E Isabella, meu anjo, obrigado por me ajudar no momento de emergência! Família Au Pair é assim mesmo, todos unidos!
Mas o papo é quase verdade, gente. Então senta, mais uma vez, que lá vem outra história.



Quando eu estava chegando ao final do meu ano como au pair de luxo, minha host me perguntou se eu queria estender, disse que nós nos divertíamos tanto e que eles gostaram muito de mim, que eu era tudo o que eles estavam precisando no momento e tals (segura o ego inflado do au pair). Eu agradeci e disse: NOT REALLY, SORRY. Expliquei que queria me formar, continuar a faculdade, ter um emprego bacana, virar adulto e tals.

Voltei pro Brasil e agora, depois de 6 meses de Brasil, estou estável: Tenho um escritório no centro da cidade onde sou tutor de Inglês, sou dono da minha própria empresa, que ainda é pequena, mas esta caminhando pra um ótimo rumo (além de fazer meus horários, tomar as decisões importantes, etc). Tenho uma vida ótima, conheci o amor da minha vida, saio pra lugares bem legais, faço tudo o que eu quis. A universidade esta indo muito bem também, obrigado, sou parte do conselho da UNE, sou o representante de sala e as matérias estão incríveis. Estou correndo atrás de um lugar pra morar que seja só meu, comprando um carro só meu e tals. Nada a reclamar.

Até que na semana passada, minha host entrou em contato num e-mail mais ou menos assim:

Hey Eddy, how are you?
We are starting to think about next year...any interest in coming back? Seriously... (my kid’s name) was diagnosed a few weeks ago with CAPD (Central Auditory Processing Disorder) and he's working very hard to learn to deal with how he hears. But he misses you. So do the other kids!
I hope Brazil is treating you well and that school is going well. Come back and do your graduate work here! We'd love to have you.
Beijos.

Dae os au pair pira, né?
Só de imaginar estar de volta com minhas crianças, ter o carinho deles, a diversão que eu tinha, ajudar meu garoto nesse momento difícil... (Ah, vocês têm que entender que eu e meu menino do meio já passamos por MUITA coisa juntos. Temos uma conexão MUITO FORTE. Eu sempre ajudei ele com os problemas escolares e até me ofereci pra voluntariar na escola onde ele estudava, de graça, pra que eu pudesse ficar perto dele e o ajudasse).

Fora isso, estudar nos USA sempre foi uma coisa que eu quis, voltar a morar em SF então? Imagina? Uma chance de voltar e fazer tudo outra vez mas sem cometer os mesmos erros e tals, ia ser maravilhoso.

Mas eae? Volto e continuo por mais QUATRO ANOS sendo um babá? Morando com a host family num quarto com cama de solteiro que não é meu, dirigindo um carro que não é meu e comendo comida que não fui eu quem pagou? Largo da minha independência, empresa e do meu amor aqui só pelo desejo envaidecido de morar num outro país? Largar a universidade e começar lá do zero? (Já procurei pra fazer a transferência do curso, mas a abordagem do meu curso é muito diferente nos USA, não há nenhuma matéria que eu poderia me livrar de fazer).

É amigos, a vida é uma caixinha de surpresas.

Pra adiantar pra vocês: Ainda não decidi por completo. As chances são de que eu fique. Não acho que faria tudo isso de novo, mas ainda não tenho certeza. No peito ainda bate uma saudade das kids, dos amigos, da minha vida de lá.

Tenho tempo, eles me querem de volta pra Agosto e temos muita coisa pra conversar ainda. Veremos.

Queria saber de vocês. O que fariam no meu lugar?

Beijos gente, Feliz 1º de Abril! Contem pras suas kids todas as pranks que vocês já fizeram nesse dia. Vão render boas risadas e eles vão se aproximar ainda mais de você.


Beijo do gordo!
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24 fevereiro 2013

Conselhos à um jovem Au Pair


Tendo voltado ao Brasil à 6 meses atrás, costumo me pegar fazendo as mesmas perguntas de tempos em tempos: O que eu faria novamente e o que eu faria diferente se fosse Au Pair outra vez?

Acredite, se você é ou vai ser Au Pair, vai passar por essa fase, todos passam! Quer dizer, quase todas vocês. Metade vai estender o visto pra estudante e ficar no país como nanny por mais um tempo ou vai casar com um americano ou um cara de qualquer outra nacionalidade, não por interesse, mas porque nunca foi tão bem tratada e nunca teve um marido tão dedicado a você.

A outra metade volta, e com a volta, a vida normal também volta e chega aquele momento em que você vai perguntar: Eu faria tudo isso novamente?

A resposta é obvia: Claro que faríamos! Tá brincando? Foi a melhor experiência de todas, conhecemos gente de todos os lugares do mundo, e tals. Talvez numa outra oportunidade, ou se pudéssemos voltar no tempo, faríamos tudo novamente.

É aí que você começa a se pegar, de tempos em tempos, imaginando como seria se você passasse por isso tudo de novo, mas com a bagagem, o conhecimento, o amadurecimento e a experiência que você já adquiriu. Seria diferente? Seria melhor?

Foi por isso que resolvi deixar aqui, uma lista de coisas que eu faria novamente, ou coisas que eu não fiz e que dessa vez eu faria. Que ela sirva de conselho pras futuras Au Pairs, talvez pra cometer os mesmos erros, talvez pra aprender algo que ainda não aprendeu.  Vamos lá:


-                      Compraria mais roupas e gastaria menos dinheiro comendo fora.
Tinha o costume de comer fora o final de semana todo. E não era em qualquer lugar não, gostava de lugar bom. hehe

Compraria mais roupas úteis pro Brasil.
Onde é que eu vou usar o meu casaco todo peludo aqui no Brasil? E a scarf que em SF é moda mas aqui é quase inútil com o clima que temos? E os milhões de moletons?

Viajaria mais.
Não que eu não tenha viajado, mas se pudesse, viajaria mais ainda. Pra deixar de conhecer os lugares turísticos e realmente conhecer a cultura americana, indo pra cidades diferentes, tipo Portland!

-                     Gastaria menos com balada.
O problema não é IR pra balada. Recomendo pra todos, pra dançar, se divertir, conhecer gente linda, fazer amigos, tirar fotos ótimas  e fazer inveja pra aquele amigo que era popular e bonito na época do colégio e te zuava por ser nerd e vergonhoso e gordinho e que agora é ralé e gordo. Não meus amigos, o problema não é IR pra balada e sim GASTAR na balada. Eddy, precisava mesmo comprar drinks a cada 30 minutos? E precisava pagar bebida pra todas as pessoas que você achou interessante?

Me divertiria mais com minhas kids.
Hoje, vendo o ano que passei com eles, vejo que era muito divertido, fazíamos muitas coisas, mas pela correria do dia a dia, eu acabava não priorizando a diversão deles e sim, os compromissos e a responsabilidade em chegar nos locais nas horas certas. Seria um pouco mais flexível e brincalhão com eles.

Gastaria mais com shows das minhas bandas favoritas.
Continuaria gastando metade do meu salario com festivais e shows das bandas. Junto com viajar, essa é a melhor forma de investir o dinheiro em você.

-                     Seria mais duro com os host parents.
Não me entenda mal, meus host eram LINDOS, eu adorava eles. Mas host é host, e as vezes eles cometiam algumas injustiças, as vezes exploravam um pouco, as vezes faziam coisas com as kids que eu não concordava (gente, não é nada relacionado a punição, tá? hehe). Acho que bateria de frente com eles um pouco pra “stand up for my believes”.

E é isso gente, quero que vocês, como Au Pairs ou Ex-Au Pairs, compartilhem comigo a sua lista do que faria diferente: Prolongaria o programa? Sairia com a Paris Hilton sem calcinha? Ficaria com o filho da vizinha que sempre te olhava de uma forma diferente enquanto passava correndo sem camisa no parque?

Um beijão, e até o próximo dia 24! E não se esqueçam, meu ultimo conselho: USE FILTRO SOLAR!

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24 janeiro 2013

Gente que fala mal do Brasil


Hoje o tema é comum: Gente que fala mal do Brasil.
Falar mal do Brasil é uma doença comumente vista em 3 estágios: pré-embarque, durante a viagem e pós-viagem. Discutiremos suas causas, tratamentos e função na sociedade. Fique ligado! hehe
(Lado bom e ruim sempre andam de mãos dadas)


Maaaaas primeiro, eu queria fazer um pedido de desculpas. Devo ser a pessoa mais avulsa desse lindo blog. Com a correria da vida acabo nem me lembrando de ler os posts e por mais que eu tente, não consegui visitar o blog com a frequência que queria.
(~foto meramente ilustrativa, pra vocês que não sabem~)

Enfim, ano novo, vida nova, cliché antigo!
Passei as ultimas semanas resolvendo minha vida, dando um jeito na minha agenda e reservando tempo pro blog e pra fazer coisas que eu amo e o post de hoje fala um pouco sobre isso. O assunto do dia é: Gente que fala mal do Brasil.

JURO! Vocês podem até não conhecer, ou não saber que existem, mas, por incrível que pareça, tem brasileiro que fala mal do Brasil! (aff , eu sei)
(Sim, weirdly surprised friend, tem gente que fala mal do Brasil!)

Eu entendo, o Brasil não é um lugar péssimo pra viver mas tem MUITOS PROBLEMAS, a corrupção COME SOLTA (ou corre solta, nunca soube qual era o certo), a saúde é uma porcaria e blah blah blah WHYSKAS SACHÊ! Eu já reclamei, você aí da poltrona, também já reclamou e até a dona Chica admirou se se, com os problemas do Brasil.

O que eu acho chato é ver a diferença entre esses dois tipos de Au Pair:


-        O/A Au Pair que quer conhecer os países, conhecer pessoas novas, crescer e se tornar uma pessoa melhor e que sabe que no Brasil, um país em desenvolvimento, as coisas AINDA não são tão boas quanto em países de primeiro mundo mas que, mesmo assim, temos nossa riqueza e cultura. Essa/esse Au Pair vai, com certeza, falar bem do Brasil e recomendar a TODOS os amigos de outros países que conheçam o Brasil. (Até pra aquela amiga alemã, cheia de frescuras e medo de mexicanos).

-      O/A Au Pair que quer conhecer os países, mimimi... E que vai falar mal do Brasil em TODOS os momentos. Ele/ela vai reclamar e comparar o Brasil com qualquer país, vai dizer a todos que o Brasil não esta preparado pra Copa do Mundo, vai dizer que agradece a Deus por estar num país onde o sistema de transporte finalmente funciona e vai dizer que se morasse no Brasil nunca teria dinheiro pra comprar o Mac ou o iPhone 5 dela/dele e não vai recomendar o Brasil pra ninguém. (Especialmente pra aquela amiguinha safada francesa).

(Gente... HELLO!)

Temos que entender que, uma vez que estamos em outro país, somos o espelho do nosso. Temos que mostrar pra essa "gringada" que o Brasil é MUITO BOM, que a diversidade de pessoas é linda, que tem as mulheres mais lindas do mundo, que tem as paisagens mais exóticas de todos os lugares, que tem as pessoas mais gentis e calorosas e que a comida... Deus, a comida é fabulosa! 

Então, quando forem au pairs, por favor, falem bem do Brasil e mostrem o lado bom, por mais que seja quase impossível se controlar, por que eu imagino que deve ser MUITO DIFÍCIL ficar calado ao invés de dizer algo ruim.

É isso gente. Vamos ser mais amigos do Brasil porque ele esta sozinho e sente que vai ser eliminado no próximo paredão por questão de afinidade.   :/  #brasilchatiado

Ah! Quero ver comentários de quem já ouviu a galera que fala mal do Brasil quando volta... Que é a mesma coisa! Haha

Xoxo

Até o próximo mês!
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24 dezembro 2012

Jewish Xmas!


Eae galere, bão?
Preparados para mais uma aventura nessa incrível jornada que é a leitura dos meus posts? Puxa a cadeira, senta no chão e HERE WE GO!




Geralmente escrevo os meus posts com uns 20/15 dias de antecedencia. Mas dessa vez deixei pra escrever em cima da hora. Por quê? Porque eu queria escrever quando ja estivesse sentindo o Christmas Feeling! Essa mágica data onde tudo é branco e lindo nos USA e quente e feio no Brasil! (Brinks, Brasil. Te amo!)


(Ah, a neve! Linda e perfeita nos 3 primeiros dias!)

To aqui pra contar como foi minha experiência de Natal vivendo com uma host family judáica.


Primeira coisa: Fomos pro estado de Montana, no topo do país, onde a neve no inverno é linda e onde habita a maior e melhor montanha pra se praticar skiing ou snowboarding, a Big Sky!
Como meus hosts são judeus, eles não comemoram o Natal, por isso a idéia de todos os anos ir pras montanhas com as kids, um jeito fácil e divertido de reunir a família e de deixar as kids longe das decorações natalinas/cristãs. Porque, querendo ou não, quando as kids encontram o Santa ou Baby Jesus, é chato para os pais pra explicar que aquilo não segue o que eles acreditam, e tals. Eu entendo, faria o mesmo com minhas kids.

Eles alugaram uma casa linda na montanha, pertinho da estação de ski. Na verdade, dava pra ir pra estação “skiing” de casa até lá. Eu, como não sabia “skiing”, ia no bondinho que passava em frente de casa. HAHA
(Eu no começo)

No Hanukkah (Channukah, se preferirem, pois não tem jeito certo de escrever, os dois valem.), a celebração é de 8 dias e celebra o milagre do óleo que serviu pra acender as velas pelos 8 dias de batalha dos Macabeus, blahblahblah, google it, as kids recebem presentes durante os 8 dias, de toda a familia.
Meus hosts me deram 2 presentes especiais: 1º A viagem toda de graça, com quarto só pra mim com suite e me levando a ver neve pela primeira vez.  2º Uma semana inteira de acesso à montanha e aulas pagas de Snowboarding. Esse é o presente que eles dão todos os anos pra todos os au pairs que trabalham pra eles.

Caí muito, me esfolei todo e meu corpo ficou todo dolorido nos primeiros 3 dias e era humilhante ter que aprender na mesma montanha de beginners que umas kids de 7 anos. HAHA
Mas do quarto dia em diante, estava fera! Andava na montanha nível 1 e nos últimos dias fui até à montanha nível 3 (Big deal). Minhas kids me acharam o máximo, apesar de eles, com 8 e 10 anos, andavam na montanha 9 e 10.

(Eu depois da primeira semana, cof cof)

Bom, nem tudo é final feliz e houve o lado ruim da história:
1º Ficamos lá por 2 semanas, minha host me deu 8 dias de aula e acesso à montanha, nos outros dias, fiquei em casa com minha menina menor, porque ela estava cansada de neve e não queria mais ir pra montanha. Trabalhei uma semana inteira dentro da casa, só olhando a neve la fora.
2º Fomos pra Montana dirigindo. Então foram 24 horas de viagem só pra ir e mais 24 horas pra voltar de Montana. Voltamos no dia 31, ou seja, passei a virada do ano num hotel no meio do deserto em algum lugar entre Idaho e Nevada. O lugar era tão deserto que eu não ouvi nem os fogos de artifício.

Mas no geral, foi muito bom. Fiz coisas que eu sei que nunca faria na minha vida, descobri que sou bom em Snowboarding, fiz amigos na Montanha e até saí pra uma baladinha onde o Justin Timberlake e a Jessica Biel estavam porque, sim, eles “esquiaram” na mesma montanha que a gente. Na noite de Natal, mesmo não tendo nenhuma necessidade, mesmo eles não acreditando em nada daquilo, a minha host family saiu do conforto da casa, me levaram pra jantar num restaurante da estação de ski e depois ficaram todos comigo na montanha pra ver a celebração do “Santa e os Reindeers” (Que eram instrutores da montanha) descendo a montanha no meio da noite com lanternas. Foi mágico.
Nessa noite, voltei pra casa e entrei no skype a tempo de pegar minha família do Brasil, que estava esperando com o pc ligado pra começar comigo o amigo secreto da família, que eu não deixei de participar, mesmo de longe. Chorei horrores e foi muito bom.

(Imagem meramente ilustrativa representando minha felicidade no Natal)

Bom, foi isso, gente. Adorei a minha experiência de Natal e espero que vocês adorem a de vocês.

Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de luz e energia!
Um beijão do seu, do meu, do nosso: Eddy!   (AFF)



xoxo
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