Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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14 março 2021

Na sequência de uma despedida, um novo ciclo que se inicia...

 

Olá pessoal!

Hoje gostaria de deixar aqui uma reflexão de uma ex-au pair para você que está considerando se tornar uma, pra você que está no processo, pra quem está sendo au pair e até pra você que assim como eu, chegou ao fim dessa jornada.

Eu acredito muito que tudo que acontece na vida de cada um, acontece por um motivo. Eu conheci muita gente ao longo dessa jornada, e cada uma delas me ensinou algo.

Vi muitas histórias felizes e outras nem tão felizes assim. Aprendi a dar muito valor a tudo, pois quando se mora longe de casa, da família, dos amigos e da sua zona de conforto, se amadurece na marra.

Eu gostaria que todos um dia pudessem ser tirados da sua zona de conforto para amadurecer e aprender lições que só esse intercambio proporciona.

Quando decidi entrar nessa empreitada eu não tinha ideia de tudo que poderia acontecer na minha vida. Vi o programa como uma forma de aprimorar meu inglês pra conseguir um emprego melhor quando voltasse ao Brasil e se desse talvez viajar e conhecer outros lugares. Alcancei todos os meus objetivos e fico sou muito grata a essa oportunidade.

Se você está na dúvida e os seus motivos pra vir são mais fortes do que os que você tem para ficar, então siga seu coração e sua intuição. E sobretudo - siga os seus objetivos de vida.

O Au Pair não é pra sempre (AMÉM!), mas aproveite porque tem muitos momentos bons e únicos. A pessoa que você se tornará depois é totalmente diferente daquela que saiu de casa com tantos sonhos e algumas malas rumo ao desconhecido. Seja gentil consigo mesmo, entenda e respeite seus limites e celebre suas vitórias. Morar em outro país, se adaptar e falar uma língua estrangeira é para os corajosos. E pra você que chegou ao fim, existe sim vida após o au pair - seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Só depende de você.

Dito isso, hoje chego ao final da minha jornada aqui no blog também. 

Agraceço por todo o carinho, comentários e todos vocês que tiravam um tempinho para ler meus posts todos os meses.
Desejo sucesso e sorte a todos. 

Um beijo e obrigada por me acompanhar até aqui.

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14 fevereiro 2021

Dates nos Estados Unidos

Olá pessoal!

Vamos aproveitar que hoje é Valentine’s Day e vamos falar de DATES (encontros).

(Se você quiser saber um pouco mais sobre essa data, confere o post de ontem aqui no Blog, a Lê nos trouxe mais detalhes sobre essa data).

Bom, hoje vou compartilhar com vocês a minha experiência me aventurando nos dates americanos.

Eu vim para os Estados Unidos solteira e depois do choque da adaptação, passaram-se alguns meses até que eu quisesse conhecer alguém por aqui.

Aqui o jeito como as pessoas se conhecem e “chegam” uma nas outras é diferente do que estamos acostumados no Brasil. Parece que aqui as coisas rolam em slow motion. Sim! Eu juro! O pessoal é bem mais “devagar” aqui. Eu particularmente não me importo com isso, porque gosto de conhecer, conversar bastante até me sentir confiante pra deixar que as coisas evoluam, mas eu conheço algumas pessoas que não são muito fãs desse jeito “lento” dos americanos (nem todo mundo é assim não, tá?! Toda regra tem sua exceção).

Voltando a história, como eu não curto baladas e também não saía muito no início, o jeito mais fácil de conhecer pessoas foi através dos APPS de relacionamento. Dentre os mais famosos temos: Tinder, Bumblee, OkCupid entre tantos outros. 


Nos apps você encontra todo tipo de pessoa, desde as pessoas mais legais até as mais escrotas (infelizmente esbarramos com umas criaturas assim...)

Se eu pudesse dar um conselho pra você que usa APPS:  seja honesto com o que você está buscando e saiba filtrar muito bem (isso não é uma garantia, mas vai ter salvar de muita enrascada e de claro, perder tempo!)

Eu conheci pessoas muito interessantes, inteligentes e sem preconceitos, porque sim, tem muita gente sem noção que faz piadinha quando descobre que somos Au Pairs e/ou brasileiras. Também conheci pessoas não tão legais assim, mas graças a Deus foram embora com a mesma velocidade que chegaram.

Fui em alguns dates e muitos deles foram incríveis! *-*

Uma vez fui em um Festival da Angry Orchard em NY numa fazenda lindaaaaa! (Quem mais ama essa Apple Cider??? Por favor comente aqui – sou viciada! Hahaha) 

Fui par de um rapaz em um casamento do primo dele em um hotel na 5th Avenue em NYC (um casamento de cinema! Nunca tinha visto tanto luxo na minha vida – segue uma foto do dia:


                                                               Guardo esse vestido até hoje!

Conheci lugares muito legais, viajei pra Philadelphia, fui em um jogo dos Warriors e tive uma sessão privada no cinema para ver A Star is Born (esse com certeza é o meu date favorito e mais especial, pois foi com o meu atual marido, ainda volto pra contar essa história aqui).

Hoje eu lembro da minha época de dates e me divirto muito com essas histórias. Acredito que isso também faz parte da experiência de viver no exterior, é inevitável! (a menos que você já tenha compromisso com alguém ou simplesmente não queira conhecer ninguém nesse sentido e tá tudo bem também).

Mas aqui ficam algumas dicas muito importantes caso você deseje se aventurar no mundo dos APPS e dates:

1 – Sempre marque o primeiro encontro em um lugar público;

2 – Sempre avise um amigo/a do compromisso, o nome da pessoa, mostre uma foto e informe o local  (just in case);

3 – Desconfie de pessoas que não tem nenhuma rede social;

Sei que pode parecer too much mas lembre-se de que você está um país diferente e tem muita gente mal intencionada por aí. Better safe than sorry, certo?

Um Happy Valentine’s Day para todos vocês e me deixem saber nos comentários as histórias de dates com americanos ou outros gringos que eu vou adorar saber.

Um beijo e até o mês que vem!

 

 

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14 novembro 2020

O que é possível fazer com o salário de Au Pair?


Oi pessoal!

Hoje eu venho falar sobre dinheiro, mais especificamente sobre doláres! Tenho certeza de que seus olhos até brilharam aí do outro lado da telinha. Principalmente se fizermos a conversão para o real hoje (no momento no qual escrevo este post a cotação é de R$ 5,46!!!). Quem não gostaria de ganhar quase 6 vezes mais do que a sua moeda natal, não é mesmo?

Assim como muitas meninas e meninos, esse foi um dos pontos que me atraíram para o programa de Au pair, além de aprimorar meu inglês e viver no exterior eu poderia ganhar uma boa grana também. Por que não unir o útil ao agradável?!

Eu vim de uma família muito simples e tudo na minha casa era bem pensado, nada era desperdiçado e sempre dei muito valor ao dinheiro, na época da faculdade por exemplo eu preferia andar um montão pra não gastar com mais um ônibus, levava marmita pra economizar o vale refeição (quem nunca?!) e por aí vai...

Antes de vir pra cá eu ouvia o termo Au Poor (fazendo referência ao quanto a Au Pairs são pobres) e me perguntava: Nossa, será que US$ 195,75 por semana é realmente tão pouco assim? A resposta é: DEPENDE. Sim, depende de quais são os seus objetivos, depende da sua educação financeira, da sua relação com o dinheiro e diversas outras variáveis. Vou contar pra vocês a minha percepção e experiência:

Dá sim pra viver muito bem com esse salário, porque se lembre que você não tira aluguel, eletricidade, água, internet,  comida (não tô falando dos snacks que você como boa Au Pair escondia, esconde ou irá esconder no seu quarto kkkk) e em alguns casos – gasolina, pois algumas famílias pagam por isso. O seu dinheiro é livre de qualquer compromisso. Não vou dizer que você dá pra comprar bolsas de luxo toda semana ou esbanjar como se não houvesse amanhã.

No meu caso, por exemplo, eu consegui durante o meu intercâmbio, mandar um dinheirinho pra minha mãe, comprar diversos eletrônicos (computador, celular, Kindle etc), roupas, sapatos, bolsas, viajar 3 vezes pra Disney e 9 estados dos EUA, ir ao Brasil (levar presentes pra amigos e família),  fazer uma viagem para a Europa e conhecer 3 países diferentes – Reino Unido, Holanda e França e ainda ter um dinheirinho na conta no fim de cada mês.

O que eu quero dizer é que parece pouco, mas o poder aquisitivo nos EUA é muito diferente do que temos no Brasil. Os americanos são muito consumistas, reflexo de uma cultura extremamente capitalista o que torna tudo muito mais acessível ao consumidor de uma forma geral.

Eu fico muito feliz de ter conseguido conquistar tudo que mencionei e de poder dizer que é possível sim, mas você precisa traçar uma meta e fazer sacrifícios. Talvez para fazer aquela viagem tão sonhada eu tenha que ter evitado compras e saidinhas em restaurantes por uns bons meses? Sim. Valeu a pena? COM CERTEZA!

Se o seu objetivo é fazer um pé de meia, vai na fé que dá sim! Se quer viajar – também dá! Se quer comprar coisas que nem sonharia em ter no Brasil, opa, oh se dá!

Tenho muitas amigas que viajavam uma vez por mês, outras que fizeram cursos em universidades renomadas para dar aquele UP no currículo, outras que ajudaram muito a família no Brasil e por aí vai...

Eu acredito muito no poder da disciplina e uma coisa que eu gostaria de compartilhar é: Comprei meu primeiro iPhone - 4S - em 2013 depois de quase 1 ano economizando, trabalhando como estagiária. Me lembro de ter pago exatos 1.250,00 reais de uma vez só (doeu viu). Até hoje eu guardo aquele celular pra me lembrar de que com esforço conseguimos conquistar tudo aquilo que desejamos e que devemos dar valor a cada centavinho que ganhamos. Acredite, esses US$ 195,75 semanais são fruto de muito esforço, lágrimas, saudade e perseverança. Faça valer!

Espero vocês no mês que vem!

Beijos  

   

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14 outubro 2020

Não se apegue ao que te apaga!

Oi pessoal!

Hoje finalmente vou falar sobre uma parte da minha vida da qual poucas pessoas sabem. Sobre como quase anulei um dos meus maiores sonhos por conta de um relacionamento, mais especificamente: um relacionamento abusivo.

Muita gente associa esse termo a apenas abuso/agressão física, mas existem outros tipos de abuso dentro de um relacionamento e acredito que depois do físico, o pior e mais perigoso é o abuso psicológico e foi exatamente esse o tipo de abuso que sofri.

O ano era 2015, conheci uma pessoa e ele foi meu primeiro namorado. Quem já teve o primeiro namorado com certeza lembra dessa fase e de como enxergamos um mundo perfeito (que não existe!) e de que aquela pessoa é a única no mundo e você não consegue imaginar sua vida sem ela – sério, eu olho pra Jessica de 5 anos atrás e tenho vontade de gritar pra ela: ACORDAAAAA garota!

Os primeiros meses de namoro foram maravilhosos, eu me sentia nas nuvens mas depois de um tempo essa sensação foi diminuindo na mesma intensidade. Tudo começou com atitudes suspeitas, joguinhos pra me fazer sentir ciume (um ciume doentio e fora do comum, que machuca) e piadinhas que na verdade tinham um fundo imenso de verdade. Eu poderia continuar essa lista, pois ela é grande, mas vamos focar apenas nesses pontos.

Só quem já passou por um relacionamento assim vai conseguir entender o sentimento de impotência que toma conta de nós. É surreal e ainda assim muitas pessoas julgam quem passa por isso como se fosse fácil se livrar dessa situação. Eu demorei apenas alguns meses para me libertar mas conheço historias de pessoas que viveram isso por anos.

O que eu quero dizer com tudo isso é que eu encontrei o programa de au pair em 2015 e nunca nenhum projeto na minha vida me despertou tanta vontade e curiosidade como esse. Pra vocês que leram meu primeiro post sabem que eu vim para os Estados Unidos em 2017, e uma boa parcela de culpa desse “delay” foi por conta desse relacionamento, por ter adiado meu sonho por conta de uma pessoa. Ele nunca me apoiou, nunca torceu por mim, pelo contrário, em toda oportunidade me colocava pra baixo e jogava aquele balde de água fria nos meus planos.

Foi nesse época que eu me perdi de mim mesma, ficava triste o tempo inteiro, e os momentos que ficavamos juntos, que teoricamente deveriam ser felizes, acabavam drenando a minha energia ainda mais.

Acredito que eu tentei me enganar durante um tempo, achando que as coisas poderiam melhorar ou que era só uma fase, mas a certeza veio quando eu percebi que ele mais me fazia mal do que bem e se eu continuasse naquele relacionamento eu jamais iria alcançar o que queria, eu ficaria como um passarinho preso numa gaiola – eo tempo minhas caras e meus caros, NÃO VOLTA!

Demorou pra que eu percebesse os danos daquele relacionamento na minha auto-estima e na minha vida, mas depois de um tempo e hoje principalmente, eu vejo o quão abençoada e privilegiada eu fui por ter tido a oportunidade de pular fora daquele barco que já estava condenado a afundar.

                
Eu posso afirmar com uma grande parcela de certeza de que se eu estivesse naquele relaciomento, eu não estaria aqui hoje, escrevendo e compartilhando a minha história com vocês, eu não teria realizado meu grande sonho que era fazer um intercâmbio nos EUA, não teria aprendido a me amar do jeito que me amo e consequentemente compartilhar esse amor com o verdadeiro homem da minha vida (mas isso eu deixo pra contar em outro post 😉 )

AH!

Essa história teve um plot twist digno de Hollywood! Depois de 2 anos o embuste apareceu DO NADA me pedindo perdão e uma nova chance. Pois é, 2 anos. A Jessica de 2 anos atrás já não existia mais, a nova Jessica estava morando fora do país, aprendendo a se amar, e a não deixar nenhum macho escroto ditar os caminhos da vida dela. Eu tenho certeza de que pessoas tóxicas não conseguem ver outras felizes e ele pensou que poderia me prender naquela relação tóxica de novo.

Not anymore.

Se você está em dúvida, entre um intercambio, um projeto, seja lá o que for, se existe alguém que você chama de amor mas que não te apoia nos seus planos e sonhos, eu te digo que está na hora de você rever realmente o que importa na sua vida e digo mais: seja VOCÊ a sua prioridade, SEMPRE! No matter what. Quem te ama e quer te ver feliz e realizada vai te apoiar e vai querer o seu bem. Pense nisso.

E se você está em um relacioamento abusivo, eu te desejo força e coragem pra sair dessa situação. Você merece mais, você merece ser amada e respeitada e se ninguém te disse isso hoje, eu digo: YOU ARE ENOUGH!

Você ainda pode ser aquela princesa dos contos de fada, mas seja a princesa que se salvou sozinha.


                  
     

 Um grande abraço e te vejo no mês que vem!

 

 

 

 

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14 setembro 2020

REMATCH OU NÃO: EIS A QUESTÃO!

 Oi pessoal!

Hoje vamos falar sobre um assunto polêmico e que nenhuma au pair quer vivenciar mas falar sobre Rematch é preciso.


Fechei o meu primeiro match com uma família em New Jersey, uma kid de 2 anos e meio, a 40 minutos de New York. 



NY - Summer 2017


Os primeiros dias e até diria que os primeiros 3 meses foram bem difíceis, a adaptação, a homesick, a falta de amigos, a língua, costumes, comida... 

O trabalho em si não era desgastante mas uma coisa que com certeza escola de treinamento NENHUMA te prepara é para o desgaste psicológico que é morar com os seus chefes e muitas vezes ter que engolir vários sapos. 

Depois de 5 meses eu conversei com a minha então host mom e expliquei o meu descontentamento com algumas coisas, tais como: não poder usar o carro (que foi prometido no match mas chegando lá foi outra história), trabalhar além das horas permitidas pelo programa (45 semanais ou 10 horas diárias), curfew de 10 pm (que no match havia sido especificado como apenas o primeiro mês e depois seria estendido), o fato de eu não poder carne na casa deles porque eles eram vegetarianos (no match foi acordado que se eu comprasse com o meu dinheiro ok, porém mais uma vez isso não aconteceu), além de diversas outras coisinhas. 


Bom, ela prometeu que iria melhorar as coisas pra mim mas não melhorou, diria até que tudo piorou e foi aí que com 8 meses de programa eu pedi o famoso e temido REMATCH.

Não vou mentir pra vocês não, o medo de não achar uma outra família e voltar sem concluir o que eu havia me proposto foi bem grande. Mas pra minha sorte eu tive mais de 50 famílias interessadas no meu perfil durante essa transição. 


Uma coisas que eu pude notar foi como eu passei a ser mais criteriosa na hora de escolher ou não uma família pra conversar... no primeiro match eu não tinha muita noção de como tudo era e depois de passar 8 meses morando com uma host family eu já sabia muito bem o que não aceitar. 


Passado alguns dias, eis que uma família da Califórnia (a 30 minutos de San Francisco) com 3 kids (8, 11 e 12 anos) entra no meu perfil. Eu já me assustei de cara com a quantidade de crianças mas resolvi conversar apenas por consideração. 

O fato foi que depois da ligação com a host mom eu senti uma energia muito boa vindo daquela família e mesmo precisando de alguém que soubesse nadar (sim galera, até os meus 26 anos eu não sabia nadar) ela se propôs a pagar minhas aulas de natação caso eu aceitasse o match. 

Teve uma outra família também de New Jersey com apenas 1 kid de 12 anos que gostou muito de mim e aí a dúvida tomou conta do meu ser: ficar onde já conheço pessoas e trabalhar menos ou cruzar o país, ter 3 kids porém morar em um dos estados mais cobiçados pelas Au Pairs? Só tomei minha decisão quando a LCC da Califórnia me ligou *DO NADA* dizendo que eles queriam fechar o match comigo. Ela vendeu o peixe deles tão bem que olha, foi difícil dizer não. 

Então no dia 22 de abril eu me mudava da East Cost para a West Coast. 

Lembro do quanto eu chorei me despedindo da kid, abraçando ela e dizendo o quanto eu a amava e jamais iria me esquecer dela. Nos apegamos e muitoooo a essas criaturinhas. 



On my way to California s2


O que eu posso dizer é que essa família da Califórnia foi tudo que eu precisava pra ter uma boa impressão e ótimas memórias do meu programa de Au Pair. Tudo que eu não tinha com a primeira família eu tive com essa. Realizei muitos sonhos e planos, pude estudar o que eu queria e fiz muitos amigos... Serei eternamente grata pela experiência que eles me proporcionaram, por me incluírem na vida deles não só como a babá dos filhos deles, mas como alguém que está vivendo uma experiência de troca cultural. 


 San Francisco - 2018 


Infelizmente não terminei meu programa com eles, por questões financeiras eles tiveram que abrir mão do programa de au pair, mas o ano que passei lá com certeza foi o melhor de todo o programa de Au Pair. 


Por isso, se você que está lendo está em dúvida sobre pedir ou não rematch, eu digo: analise sua situação, se existem mais contras do que prós, pode ser que seja hora de você tentar uma experiência melhor e acredite: existem famílias maravilhosas por aí, não perfeitas, mas muito boas mesmo. 


Se quiser conversar mais sobre, me chamem no Instagram que eu vou adorar te conhecer.


Beijos e até o mês que vem.



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14 agosto 2020

AU PAIR: Um filme sem legenda!

 Olá pessoal!

Hoje resolvi contar como foi a minha experiência com o inglês quando cheguei nos Estados Unidos como Au Pair.

Como já contei no último post, minha primeira vez nos EUA foi em 2011 e, naquela época, juro que não faço a menor ideia de como sobrevivi durante aquele intercâmbio! Hahaha Meu inglês era apenas PÉSSIMO.

Ok, vida que segue e pulamos para 2017. Meu inglês evoluiu muito em 6 anos. Nesse meio tempo estudei por conta própria, fui para escolas de inglês, fiz aulas com professor particular e trabalhei em uma multinacional, mas ainda podia melhorar (E MUITO)!

Confesso que mesmo com um bom listening e writing, meu speaking deixava muito a desejar... Na hora de falar começava a ficar muito nervosa, dava aquele branco, coração palpitava e isso não era uma questão de personalidade não viu?! Porque por natureza eu sou uma matraca ambulante e se deixar falo por horas e horas a fio (meus amig@s que suportam meus áudios de quase 10 minutos no WhatsApp não me deixam mentir HAHAHA).

E pra ser a cerejinha do bolo, minha primeira host family era indiana! Sim! Imagina eu tentando falar e ainda tentando desvendar o sotaque deles. Não foi fácil não galerinha... Só Deus sabe dos perrengues que eu passei e da frustração que eu senti muitas vezes.

Hoje eu conto as histórias daquela época com um sorrisão no rosto e fazendo piada do meu inglês porcaria, porque temos que ver tudo como parte do processo de evolução, certo?

Não vou mentir, muitas vezes pensei em desistir, ficava cabisbaixa por ver outras Au Pairs falando melhor do que eu, queria participar das conversas e não conseguia, mas o importante é que nunca desisti, fui vivendo um dia de cada vez, com paciência e perseverança. 

Atualmente meu inglês é fluente, converso com qualquer pessoa sobre qualquer tipo de assunto sem problemas e não tenho mais medo ou receio de falar como no início.

Acredito que eu só tive a percepção de como tudo mudou quando um dia decidi ligar na operadora do cartão de crédito para negociar a anuidade e outras taxas. Quando sai daquela ligação, (com o objetivo alcançado UHUUUL) me lembrei daquela Jessica que morria de medo de abrir a boca pra falar inglês e como eu evolui de lá pra cá. Por isso, dê valor às suas conquistas, cada uma delas, por menor que seja. Pra muita gente talvez não pareça muita coisa, mas pra mim ser independente em um país que não fala português me dá muito orgulho.

Se você quer algumas dicas de como eu melhorei meu inglês, pega papel e caneta e anota ai:

1 – SE DEDIQUE – assim como tudo na vida, se você se dedicar, você consegue!

2 – SE DESAFIE – na dúvida – fale! Você só vai aprender e melhorar quando falar, afinal ninguém vai conseguir ler sua mente pra saber o que você está pensando.

3 – PEÇA AJUDA – e tenha mente aberta para a correção, afinal se a pessoa quer o seu mal, ela não vai te corrigir, certo?!

4 – TENHA CURIOSIDADE – viu uma palavra diferente, procure o significado! Alguém falou algo que não entendeu, peça a explicação. Você vai ver o quanto isso vai te ajudar, além de te trazer muito vocabulário.

Fiz tudo isso ao longo dos meus 2 anos de Au Pair e ainda continuo fazendo porque o aprendizado é diário.

E o mais importante, se você decidiu embarcar nessa aventura e aprender uma língua nova, você já merece os parabéns, não é todo mundo que tem essa coragem, acredite! Todas as vezes que eu converso com alguém e a pessoa me pergunta de onde eu sou (porque claramente meu accent é diferente) eu encho a boca pra falar que sou brasileira, tenho muito orgulho das minhas raízes e de ter alcançado meu objetivo quando decidi me aventurar tão longe de casa.


          (Você sabe o que é um sotaque estrangeiro? É um sinal de bravura).

Se eu consegui, você com certeza consegue!

Me contem a experiência de vocês nos comentários porque eu vou adorar saber e se precisar de umas dicas de inglês, me chama lá no insta, ok?!

Beijos e até a próxima!

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14 julho 2020

Sair da zona de conforto é a viagem mais incrível que você pode fazer!


Dentre todas as viagens que já fiz, com certeza fugir da zona de conforto foi a mais importante de todas!

Oi, meu nome é Jessica, tenho 28 anos e sou de Cotia - São Paulo. Fui Au-Pair entre os anos de 2017-2019 nos Estados Unidos e atualmente moro em San Diego, Califórnia.

Antes de falar sobre como o Au-Pair aconteceu na minha vida, preciso voltar alguns anos no túnel do tempo... Desde que tinha mais ou menos 8, 9 anos, sempre tive fascínio pela lingua inglesa e procurei aprender e me dedicar o máximo que pude. Meu primeiro intercâmbio de estudos foi em 2011 em Chicago, nos Estados Unidos, por meio de um concurso na escola. E foi por conta desse intercâmbio que eu decidi cursar Comércio Exterior em uma das faculdades públicas mais bem conceituadas do estado de São Paulo.

Eu sou completamente apaixonada pela minha área de graduação e tive a oportunidade de trabalhar com o comércio internacional enquanto ainda morava no Brasil. Mas eu sabia que precisava de mais, e embora eu trabalhasse em uma grande empresa no Brasil e tivesse um cargo muito bom, eu precisava aprimorar meu inglês e a forma mais rápida e eficaz para isso naquele momento da minha vida, era morar em um país que tivesse a língua inglesa como nativa.

E aí começa a minha jornada, pessoal!

Comecei minha saga oficialmente em janeiro de 2017, procurando agências e participando de reuniões. Em maio daquele mesmo ano sai da empresa. Em 16 de junho, - dia do meu aniversário - meu perfil ficou on-line no site da agência. No final de junho tive meu match, julho visto aprovado e em 20 de agosto de 2017, eu embarcava para experiência que mudaria o rumo da minha vida pra sempre!

Tive muitas aventuras durante esses quase 2 anos sendo Au-Pair, realizei muitos sonhos, passei inúmeros perrengues, pude conhecer outros países e o mais importante: melhorei e muito o meu inglês!

Se você chegou até aqui lendo esse post, te prometo contar a minha experiência, e quem sabe, te ajudar ou te dar aquele empurrãozinho que está faltando pra tomar a decisão de embarcar nessa jornada. Não prometo ter histórias bonitinhas sempre, mas prometo te trazer a verdade e o que eu pude absorver de aprendizado ao longo desse tempo.

Sejam muito bem vindos(as) ao dia 14!

Até a próxima,

Jessica Anhalt :*

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