Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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27 dezembro 2014

Aquela palavra que começa com F...de Férias!!!


Mais um Dezembro chegou, e com ele veio os meus 24 anos...veio mais um Natal...veio 8 meses de programa...mas veio também as tao sonhadas e planejadas semanas de ferias.

Muitas meninas planejam ferias muito boas pelos Estados Unidos mesmo, ou vão para as Zoropa da vida. Tem também as opções de Disney e Parque do Harry Potter (sonhooo!!!), muitas vão para Caribe e seus Resorts. Ferias invejáveis, se me permitem dizer. No entanto, com todas essas opções e possibilidades, eu optei por passar as minhas férias na minha pequena cidade do interior de São Paulo, no meu querido Brasil. 

Quando tomei essa decisão de vir, muitas das minhas amigas e mesmo pessoas da minha família me perguntaram: Mas e você vai conseguir voltar para terminar o seu programa?

Ora, já ouvi historias de meninas que vão para os seus países de ferias e não voltam. Não estou aqui para julgar ninguém, mesmo porque cada um sabe onde o calo aperta mais. Porem, eu dei a minha palavra que voltaria, então...voltarei!!...

No entanto tenho a certeza que voltarei mais recarregada para continuar longe da família, longe da minha casa, longe do meu arroz e feijão, longe do meu namorado, longe de todo o conforto que só a nossa casa pode oferecer. E com certeza esses 4 meses que ainda me restam de programa, serão meses que aproveitarei com todas as minhas forças.

Mas, o meu objetivo com esse post na verdade, é dizer que não importa o que os outros pensam a respeito do seu programa, o que eles acham que você devia fazer ou não com as SUAS ferias, a decisão deve ser sempre sua. Eu podia ter feito qualquer um desses passeios "top", mas acho que nenhum me daria a paz que esses dias em casa estão me dando.

Quer ir para casa comer a comida da mãe, sentir o abraço do pai..a lambida do cachorro? O que te impede?

Todos esses lugares estarão nos mesmo lugares muito tempo depois da gente. Não precisa apressar e querer fazer tudo...as vezes um abraço e um sorriso de vó vale mais do que uma selfie naquele cenário de filme de Hollywood. E em algum momento, por mais que não queremos isso, aquele sorriso e abraço um dia estará, digamos, um tanto fora do nosso alcance. Mesmo que tenhamos todo o dinheiro do mundo...

Oportunidades se apresentam a todo momento. Cabe a nós escolhermos àquelas que melhor se encaixam naquele determinado momento, e de acordo com o nosso coração.

É isso meus amores, escrevi este post do computador do meu namorado, com ele e meu cunhado jogando Street Fighter no computador do lado tomando um drink e curtindo o momento, apenas.

Sou sim neta, sobrinha, namorada, cunhada e irmã bem coruja mesmo e sempre colocarei minha família e as minhas raízes em primeiro lugar...família foi Deus quem escolheu para nós...o resto a gente corre atras.

;)













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27 novembro 2014

Sobre ser honesto...com você e com a host family

"A lie keeps growing and growing until it's as plain as the nose on your face." - The Blue Fairy

Todos nós conhecemos a historia do boneco de madeira que sonhava em ser um menino de verdade. Pessoalmente, esse filme foi o mais assustador que eu já assisti. No entanto, ele nos traz lições muito importantes para a nossa vida. E acredite, você irá pensar muito sobre essas lições durante o programa de Au Pair.

Durante todo o meu processo sempre li, nos grupos do facebook, sobre as brigas, discussões, desentendimentos, pedidos de rematch e etc. E uma coisa que sempre notei foi que muitas aupairs não são completamente honestas consigo mesmas e com a host family. Eu mesma quando cheguei, em três dias eu estava surtando querendo ir embora de qualquer jeito, chorando manhã e noite. Qual era o problema? Absolutamente nenhum. Porem isso faz da situação uma mera "birra" ou "frescura"? Não. 

Nós temos uma ilusão muito bonita do que é viver nos Estados Unidos, e quando chegamos aqui vemos que não é bem assim. Especialmente em se tratando da nossa nova "casa". Aqui não é a nossa casa, não somos parte da família e nunca teremos a liberdade que temos na nossa casa casa mesmo. Concordo que tem meninas que se adaptam muito bem e que existem sim famílias fantásticas. A minha mesmo, não tenho do que reclamar. Mas, como tudo na vida, esse também é um relacionamento que precisa ser construído com muito trabalho dos dois lados. E o mais importante: HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA.

Vejo muitas meninas que aguentam e aguentam desaforos de host moms e dads, das kids principalmente e não fazem nada, não falam nada. Umas, porque tem medo de terem que pedir o rematch, outras porque acreditam que "devem" algo à família que as escolheu. Não! Pára tudo! Ninguém aqui deve nada para ninguém, para começo de conversa. Segundo, a gente também pagou para entrar no programa, a gente também tem regras a seguir, a gente está longe de casa, longe da nossa zona de conforto. Nos meus três primeiros dias surtados, o que eu mais fiz com a minha host mom foi conversar, com aquele inglês horrível e entrecortado pelo choro, mas nós conversamos e eu tentei explicar como estava sendo difícil me adaptar, como estava difícil comer, como estava sendo difícil simplesmente ficar aqui. Foi fácil? Não. No, entanto não deixei nada fora, do que estava sentindo. Com o passar dos meses minha confiança foi crescendo e eu fui me adaptando um pouco melhor e minha host mom foi me conhecendo e eu também acabei por podendo fazer perguntas e passei a conhece-la melhor. Mas, podem ter certeza que sempre que tem algum conflito entre as crianças e eu. Entre o schedule ou qualquer coisa, eu sou a primeira a procurar a minha host mom e conversar a respeito. 

Gente, as host families quando entram no programa elas também são instruídas como lidar com a gente que vem de outro país com outros costumes e etc. Elas estão, no minimo, dispostas a tentar conhecer você e aprender com você e ajudar você a se adaptar. Se você não aprender a se comunicar e a confiar na sua host family com quem você irá passar um ano, talvez mais em um país com uma cultura bastante diferente da nossa, como você acha que vai conseguir ficar longe da sua família e dos seus amigos que já te conhecem de trás pra frente? Amizades, namoricos são ótimos e ajudam e muito. Mas o dia-a-dia, os costumes da casa é entre você e a sua host family. E cada uma é de um jeito.

Criança mal criada tem no mundo todo. Aguentar mal criação ninguém é obrigado. Converse sobre como você pode disciplina-los, até onde você pode ir. Não custa nada perguntar e voce vai estar mostrando que se importa, e que quer que a coisa funcione.

Schedule, uma palavra apenas: ANTECEDÊNCIA. Quer sair, quer ir a algum evento, planeje e discuta. Horas de trabalho também. Assim ninguém é pego de surpresa.

Namorado novo...ah, conheça a pessoa primeiro, não precisa contar de cara. Afinal o que você faz nas suas horas vagas não diz respeito a sua host family. MAS, não custa nada informar, ao menos, onde está indo e o que está planejando. Eles são responsáveis pela gente, e você não esta morando numa pensão.

No mais é isso, gente! Não custa nada ser sinceras. Acreditem, pode nos poupar muitas dores de cabeça. e como já dizia o velho ditado: "A mentira tem perna curta"

Uma hora todas as frustrações e angustias virão a tona. 
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