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Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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05 abril 2021

Minha host mom vai muito com a minha cara e agora?


Olá de novo, essa é a continuação do meu ultimo post, aonde eu conto a segunda parte dos meus dois anos de Au pair.

Muito bem, quando eu cheguei na casa da minha host family em Chicago eu já percebi que a energia das pessoas lá era diferente. Eu fui muito bem recebida e eu lembro de ter muita gente pro jantar. Eu fui morar no subúrbio numa cidade muito fofa chamada Wilmette (que é vizinha de Evanston, cidade famosa pelos filmes Meninas Malvadas e Esqueceram de mim). Wilmette e tipo aquelas cidades de filmes em que os vizinhos se conhecem e passam os feriados juntos, viajam juntos, os amigos das crianças moram perto, e o clima é de família mesmo. Eu até comentei em outro post que eles me levaram pra tomar sorvete no primeiro dia e foi todo mundo, uns três carros cheia de gente kkk.

Em Chicago eu fui cuidar de três crianças também, eram duas meninas de 6 e 11 anos e um menino de 13 anos. Eles são muito educados e mais dependentes do que as crianças que eu cuidava, também por serem mais velhos, creio eu. Pra me dar bem com as meninas foi muito rápido, eu aprendi a fazer as panquecas no café da manhã e elas já me amaram kkk. A de 11 anos gosta de Harry Potter e de vídeos engraçados então a gente ficava um tempão rindo juntas. A de 6 anos fazia birra às vezes, mas é um amor e tudo que ela quer é alguém que brinque com ela, então lá ia eu brincar de boneca, pintar as unhas, pular na cama elástica, dançar etc. Com o menino foi mais difícil, talvez por ele ser adolescente ou porque ele é mais tímido mesmo. A gente teve até um momento awkward em que a host mom insistiu que a gente passasse um tempo juntos pra se conhecer e a gente ficou num silêncio muito chato. Ele acabou indo jogar videogame e eu fiquei assistindo um filme kkk mas enfim, no final do meu ano ele era meu parceiro do lanche da meia-noite:)

No começo eu quase tive problemas com a host mom, porque quando eu começo uma coisa nova eu gosto de instruções claras, antes que eu possa me adaptar e desenvolver meu senso de proatividade hehe. Então nós tivemos uma ou outra desavença antes que ela pudesse confiar em mim e eu começasse a fazer tudo certinho e seguir o cronograma das crianças sem problemas. 

Enfim, eles sempre foram muito bons comigo, cumpriram o que tínhamos combinado desde o princípio como os horários, uso do carro, finais de semana off (se eu trabalhava eles me pagavam extra, mesmo se eu tivesse horas sobrando). Nós viajamos pro México por uma semana e eu trabalhei só dois dias porque minha mãe e minha irmã foram me visitar lá. Eles foram super fofos com elas, mesmo não sabendo se comunicar kk. Foi muito diferente da viagem que eu fiz pro Canadá com a host family da Califórnia, em que eu trabalhei todos os dez dias que a gente ficou lá, desde a hora que as crianças acordavam até quando iam dormir (pra não dizer que não tive folga, eles me deram uma noite off e um pouco de dinheiro pra ir jantar com a outra au Pair que tinha ido junto com a família que foi com a gente) e  tive que trabalhar cedo quando a gente voltou de viagem.

Eu posso dizer que tudo que a gente fazia era recíproco, eu trabalhava muito bem pra eles porque sabia que iam me pagar certinho, que eu poderia descansar o suficiente, o que são coisas que qualquer trabalhador almeja não é mesmo?! Rsrs

Eles sempre me elogiaram e o meu relacionamento com as crianças era tipo de irmã mais velha. Eles me ligam até hoje, depois de 1 ano e meio que eu voltei pro Brasil. 

O que eu sei é que eu amo eles e se tiver a oportunidade de voltar a trabalhar pra eles eu volto, e eles dizem o mesmo (olha eu sendo Alice, que bonitinha kkk). 

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03 março 2021

Minha host mom não vai muito com a minha cara e agora?

Como diz o ditado: nem Jesus agradou a todo mundo não é mesmo? Kkk pois é, vamos lá. 

No primeiro dia do meu primeiro ano de Au pair eu já percebi que a minha host mom me tratava como se eu fosse apenas uma brasileira ignorante (como quando eu fui lavar um copo na pia pra pegar água da geladeira e ela tirou o copo da minha mão achando que eu ia tomar água da torneira num copo sujo kk). Eu relevei, mas com o passar do tempo eu fui vendo que ela não ia muito com a minha cara. 


Eu tinha uma relação muito boa com o meu host dad. Ele amava ouvir as minhas histórias do Brasil, porque ele achava que tudo parecia uma novela haha. Enquanto isso ela achava tudo um absurdo e não gostava de conversar comigo a não ser sobre as crianças. Tanto que uma vez eu pedi a opinião dela sobre um assunto pessoal só pra puxar conversa e ela foi super grossa dizendo que não sabia tudo (ela é advogada e eu perguntei sobre algo relacionado a isso). A partir de então passei a não puxar mais assunto com ela - o que era difícil, porque o host Dad viajava bastante (o que eu detestava) - então na maior parte do tempo éramos só nós duas e eu sentia falta de conversar com outro adulto.


As crianças eram uns amores mas tinham muita energia e acabavam com a minha kkk. Eu sempre inventava alguma coisa pra ajudar com que eles se comportassem, e a mãe deles não gostava muito dos meus métodos. Então ela sempre estava me reprimindo sobre como eu devia lidar com eles. Era difícil eu fazer alguma coisa que agradasse ela. Tanto que ela estourou comigo quando eu dei pras crianças um starburst (que é uma bala pequenininha) por eles terem arrumado o quarto sozinhos. 


Eu sei que foi um ano difícil e o único jeito de eu me sentir melhor sobre a situação foi tratar ela simplesmente como uma chefe. Eu tinha que lidar com ela durante minhas horas de trabalho, fora isso eu a evitava. Assim se acabou o ano e eu fui morar com uma família totalmente diferente (o que vai ser o assunto do meu próximo post :)). E eu ainda tinha minhas crianças e o host dad que me faziam sentir em um pouco em casa (mesmo as crianças me deixando louca kk)


Uma coisa que me deixa chateada é que toda Au pair depois de mim aparece nos stories do Instagram dela com legendas que me deixam com um ciúmiezinho mas tá tudo bem kkk.


Nem sempre a gente se dá bem com todo mundo, o importante é fazer o nosso trabalho e achar os detalhes que nos ajudam a continuar ;) 

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03 fevereiro 2021

A importância dos meetings com a LCC

Eu sei como as reuniões com a LCC e outras au pairs podem ser chatas pra caramba, eu mesma faltei em várias e todas as vezes que eu ia eu reclamava antes de ir mas sempre acabava me divertindo de certa forma rsrsr.

Você provavelmente sabe do que eu estou falando, mas se por acaso não sabe, LCC é a nossa Local Childcare Consultant, que está ali para intermediar na relação entre as Au pairs e as host families se preciso, e uma vez por mês ela faz uma reunião com as Au pairs da região (que pode ser um piquenique, um jogo de boliche, uma festa de halloween, uma reunião simples no parque, etc.)

Posso dizer que se eu tivesse uma relacão melhor com a minha LCC no meu primeiro ano do programa, eu tenho certeza que eu teria conseguido resolver algumas coisas que eu queria falar com a minha host family e não conseguia (tais como usar o carro, horas extras e meu relacionamento com a host mom que não era muito minha fã kk).

Mesmo não indo em muitas reuniões, foi assim que eu fiz muitas das amizades que eu levo até hoje. No primeiro ano parecia que só as brasileiras iam porque e eu me lembro apenas delas kkk. Umas lindas que me levavam pra sair e me ajudaram a não surtar com a minha host family rsrsrs. 



No meu segundo ano, no meu primeiro dia com a host family, eles me levaram para tomar sorvete. Chegando lá a gente viu um grupo de meninas e eu e a Au pair que estava me treinando, comentamos que só podiam ser Au pairs. Então eu perguntei e elas disseram que eram aupairs mas de outra agência. Eu passei a mandar mensagem pra elas e saía mais com elas do que com o pessoal do meu grupo kk. A amizade dura até hoje.

O interessante de se encontrar com outros au pairs é ouvir a história de cada um, saber o que eles faziam antes de se aventurar a cuidar dos filhos dos outros em outro país, saber dos perrengues que estão passando com suas host families, os planos que cada um tem para depois do fim do programa. O fato é que sempre haverá alguém em uma situação melhor, pior ou até mesmo super parecida com a tua, o que te faz ver as coisas com uma visão diferente.

Eu já vi muita gente que precisou muito da LCC, que precisou dos conselhos, que teve que ser abrigada porque estava com host family perigo, vocês também já devem ter visto muita história sobre isso também. Minha LCC por exemplo, ajudou uma amiga minha de outra agência porque a dela não dava assistência. O importante é saber que você tem o suporte de alguém que vai ouvir o teu lado e o da tua host family. Sei que há muitas LCCs que não se importam nem um pouco com a au pair mas mesmo assim, sempre vai ter alguem pra te ajudar.




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03 janeiro 2021

Uma semana de férias na Europa

No meu primeiro ano de Au pair minha host family me deu minha segunda semana de férias depois de 10 meses que eu estava lá e eu queria muito ir pra algum lugar longe dali. Já que na minha primeira semana de férias eu tinha ido visitar o Brasil (por motivos de que minha mãe e irmã não conseguiram o visto para me visitar na Califórnia 😔) eu decidi ir para a Europa. O meu erro foi deixar para organizar meu roteiro de viagem para a noite anterior à minha viagem. hehe

Dois meses antes eu tinha comprado a passagem de ida e volta para Paris, mas depois decidi que uma semana era muito pra visitar só um lugar (o que na verdade não é, mas eu queria aproveitar a chance e conhecer outros lugares). Chegando em Paris estava chovendo e por conta do cansaço da viagem e da diferença de fuso horário eu só conseguia dormir haha. Três horas da manhã eu acordei animada para sair mas não achei seguro andar sozinha. 

No segundo dia eram duas horas da tarde e eu resolvi alugar uma bicicleta e explorar a cidade. Como não levei muito dinheiro não subi na torre Eiffel nem entrei em nenhum dos museus e coisas afins. 

Fui na maioria dos pontos turísticos de bicicleta mas o interessante é que eu estava de vestido então foi meio difícil kkkk (eu até dei uma de Marilyn Monroe naquelas calçadas com saída de ar, que vergonha!) Depois disso eu andei bastante a pé e tive que parar pra comer e tirar meu sapato (muito deselegante mas meus pés estavam doendo demais porque não fui com os sapatos certos para caminhar kkk). Enquanto eu esperava meu croissant eu me deparo com o chef  Érick Jacquin passando com a maravilhosa da esposa dele! Não pude pedir uma foto pois infelizmente estava descalça kkk.











Depois de Paris eu peguei um avião para a Dinamarca, um lugar que eu queria muito conhecer por causa da série Rita e do filme Copenhagen. Eu não entendia nada de dinamarquês, acabei pegando um trem do aeroporto pra cidade sem pagar porque não sabia que tinha que pagar antes, e fiquei esperando alguém me cobrar, enquanto eu segurava o dinheiro na mão, mas não aconteceu. 

A cidade é um amor! Eu fui direto pro hostel e dormi demais, até ter coragem pra explorar a cidade. Eu comprei um citypass pra poder ir em todos os museus e exposições da cidade mas como eu saí muito tarde do hostel, não consegui aproveitar todos os lugares, algo que me arrependo muito. Fiquei dois dias em Copenhagen mas gostaria de ter ficado muito mais!


No dia seguinte fui para Londres. Tentei não dormir muito e aproveitar mais a cidade kkk. Era muito fácil pegar o trem e ir para o centro. O Big Ben estava em reforma e eu não quis esperar na fila para ir no London Eye. Eu não sabia muito o que fazer na cidade sozinha  mas Londres é uma graça! Dois dias depois voltei para Paris.


Novamente em Paris, me encontrei com um grupo de brasileiros que me levaram para comer MC’Donalds (eu sou vegetariana mas a salada estava ótima kkk), aproveitei para ver a torre Eiffel mais uma vez, almocei meu sanduíche em um parque observando os francesinhos brincar depois fui embora. 

Uma das coisas boas que eu fiz foi ter pago as estadias antes e deixar pelo menos isso organizado. Eu aconselho se organizar melhor, levar um dinheirinho a mais para talvez comer em um restaurante melhor ou entrar nos museus, subir na torre Eiffel, ir no mundo da Disney, ir no parque do Harry Potter (que eu quero muito ir da próxima vez que for a Londres!), ou até mesmo tomar um chopp num barzinho hehe. 

Viajar sozinha é o máximo! Mas aconselho a aprender a tirar fotos sozinha porque minhas fotos ficaram terríveis kkkk


Qualquer lugar que tu queira ir não pense duas vezes, se quiser ir, só vai!

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03 dezembro 2020

Ser ou não ser parte da família?


A minha teoria é que a maioria das pessoas que decidem ser aupair são pessoas mais independentes, que não veem problema em ficar sozinhas. Mas mesmo assim as vezes é legal ter alguém pra sair no final de semana pra sair pra comer, conversar, dar risada. Será que dá pra fazer isso com a host family? 

Assim que eu cheguei no meu primeiro ano de aupair na Califórnia eu já decidi que queria voltar pro Brasil kkkkkk não é por nada, mas quando eu me dei conta que eu estava sozinha e que teria que cuidar da filhos dos outros e que eu não conhecia nada nas redondezas eu me desesperei e achei que não daria conta. 

Mesmo assim eu persisti, fui levando um dia de cada vez, não da melhor maneira mas fui levando. Eu comecei a perder peso, não queria fazer nada nas minhas horas vagas além de dormir. Quando eu passava meu tempo off com eles significava que eu iria trabalhar de graça enquanto os hosts se divertiam, mas talvez isso significasse que eu era parte da família certo?

Coisas que a gente tinha combinado na entrevista, antes de eu embarcar, foram mudando: eu não tinha o final de semana off, eu não podia usar o carro a não ser que eu falasse aonde eu ia, que horas eu iria voltar, com quem eu iria voltar e coisas do tipo, mas será que isso é fazer parte da família? 

Eles até me levaram de graça pro Canadá em época de neve gente! Eu estava muito empolgada porque eu nunca tinha visto neve antes então fui bem feliz. Só que eu não consegui aproveitar porque não tive nem um dia off pra explorar. O que eu tive foram algumas horas numa noite em que eu consegui sair pra comer com outra au pair e dizer que estava passeando hahaha eu sabia que iria a trabalho, mas começar trabalhando da hora que tu acorda até a hora em que as crianças vão dormir pode ser cansativo, just saying.

Eu tive que ir para o hospital porque eu estava com uma cólica menstrual que quase me fez desmaiar de dor e eles queriam que eu voltasse a trabalhar, porque estava no schedule, talvez fosse porque eles queriam ficar de olho em mim, pra ter certeza de que eu estava melhor não é? Eles até viajaram e me deixaram sozinha com as crianças - uma coisa que eu sei que vai contra as regras do programa mas eu fiz mesmo assim por ser “parte da família”. Kkkkk ok chega de sarcasmo hehe

Eles me convidavam pra tomar um drink às vezes pra eu contar da minha vida no Brasil e essa era a única hora em que eu pensava que eles talvez me vissem como alguém mais do que uma guria que apenas trabalhava pra eles. Depois que eu fiz amizade com algumas meninas maravilhosas brasileiras eu passei a sair do meu basement, comecei a conhecer as cidades vizinhas, passei a sair com gente da minha idade e que entendia o que eu estava passando, afinal elas eram aupairs também haha

Eu passei a apenas fazer o meu trabalho e não esperar nada deles, afinal minha vida não iria mudar porque eu não conseguia arranjar coragem pra enfrentar a situação e exigir uma mudança, eu já estava muito cansada psicologicamente e fisicamente. 

As únicas horas em que eu podia ser eu mesma era quando eu saía de casa, sozinha ou com as minhas amigas lindas maravilhosas s2. Até que eu decidi que iria estender meu segundo ano de Apair com outra família, e de preferência bem longe dali haha. Assim que eu cheguei em Chicago eu me senti acolhida pela host family mais maravilhosa que eu já conheci e tive o prazer de trabalhar. Eles não eram perfeitos, não são, ninguém é. Mas o fato de tentarem entender o meu lado, respeitarem o que a gente tinha combinado desde o princípio, me ajudar a me alimentar bem kkk coisas que não parecem muito mas que mostram que essas pessoas realmente se importam com você (algumas pessoas devem achar que eu sou Alice por achar isso mas tudo bem kkkk) fizeram a diferença e ainda me fazem ter um carinho especial por eles até hoje - tanto que a gente conversa depois de mais de um ano que eu voltei.

A questão é que todas as pessoas são diferentes e algumas têm mais afinidade entre si do que outras. Eu digo isso porque a minha primeira host family vive postando sobre quão maravilhosas são as Au pairs que vieram depois de mim (eu não  tenho ciúmes hehe), enquanto eles me proibiram de postar fotos com as crianças na época. 

Enfim, acho que é por isso que quando me perguntam se vale a pena ser Au pair eu digo que “sim”! Ninguém pode dizer como vai ser a tua experiência, se a tua host family vai te tratar como parte da família ou não. Pra mim tem mais a ver com a afinidade e química do que com o esforço ( se bem que se esforçar ajuda um pouquinho hehehe).

Minha dica na verdade é pra não se preocupar em ser parte da família ou não, tenha certeza em fazer da tua experiência a melhor possível, dê o seu melhor e não aceite menos do que tu merece! 
Beijos de luz s2


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