Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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21 abril 2013

The dark side of the force e seus cookies.



Oi? Como assim já é dia 21 de novo? Falaram para eu segurar o tempo, se não ele ‘’avua’’, mas sei lá né, acho que não funciona. Mas vamos falar de coisa boa, vamos falar do dark side of the force e seus cookies.

Uma coisa que reparei da vida “aupariana” é que vemos muitos blogs e textos falando das viagens, do processo e da experiência, mas não tanto sobre os pepinos que aparecem, e às vezes os pepinos são tantos que parece até a casa da salada.

A primeira coisa que acho interessante deixar claro é: Au pair é sim um intercâmbio cultural, mas também é trabalho. Você quer viajar, comprar, achar o amor da sua vida, fazer parte da família real, estudar o acasalamento dos insetos típicos do noroeste da Holanda? Você pode, mas tenha em mente que você vai para trabalhar, você precisará cumprir horários/ordens e por mais clichê que seja, para poder exigir seus direitos você precisa cumprir seus deveres. E quais são os seus deveres? Seus deveres serão exatamente o que você acordar com a sua host family antes de aceitar o match. Corre a boca pequena que o combinado não sai caro. 

O ano de au pair tem tudo para ser um ano sensacional para todos, mas se em feriado de uma semana coisas saem do script, imagina em um ano. Ter ou não ter pepinos não é uma escolha, a única escolha é como você vai trabalhar com os pepinos. É você quem vai classificar os problemas como riscos e oportunidades. E fazer ou não fazer as tarefas também não é escolha sua, a sua escolha é fazer de bom ou mau humor.

Um item interessante é morar no seu trabalho, por isso você precisa tomar cuidados extras com “deixar as emoções visíveis”, todo mundo tem aquele dia que acorda de ovo virado, mas não da pra tomar café emburrada na frente dos outros, ou deixar o nervosismo mostrar as caras enquanto está com as kids .

A parte de morar no trabalho para mim foi até tranquila, o meu maior problema como au pair foi morar em uma casa que não era a minha (nem a dos meus pais), foi não ter um lugar para falar “É meu, bitch”  “Minha casa, minhas regras” em nenhum lugar durante 365 dias. Eu já morava sozinha há 3 anos antes de me mudar para Holanda, então talvez por isso tenha sido algo agravante pra  mim. Ficar meio inibida de usar a cozinha e fazer barulho num ataque de fome da madrugada faz parte e chegar em casa tirar o sapato na porta e se jogar no sofá não faz parte. E o pior de todos os piores, ficar final de semana em casa, estar com fome, não ter comida no quarto e não descer porque você está com “preguiça de socializar lá em baixo” (acredite, essa foi uma das frases que mais ouvi). 

Outro problema é estar longe da família, e não ter colo na hora que você quer. Ou não ter aquele almoço em família que começa as 11h e termina as 17h, com o tio avô fazendo a piadinha com a sobremesa se “é pra ver ou pra comer”.

Mais um? Ok. O problema de tomar cuidado como que fala para a família no Brasil. É complicado você ligar para a sua mãe que está a milhares de Km de distância chorando e se desesperando por algo. A tendência é sua mãe ficar super preocupada, não dormir e ficar tensa porque por mais que ela queira não pode fazer nada para ajudar. E isso deve ser péssimo pra uma mãe. 

Noites de insônias e angústia assistindo episódios de “Chegadas e partidas” do GNT existem, você deita pra dormir e parece ter um caroço de azeitona agarrado na goela. Vontade de jogar tudo para o alto? Tem também. Pensamentos como “O que estou fazendo da minha vida? Larguei tudo para ser babá? Ano que vem continuarei sendo estudante” após ver seus amigos apresentando o TCC e ganhando o título de Publicitários, rondam a cabeça.  E vontade de soltar o verbo com todos os nativos e perguntar por que eles são tão esquisitos é um pensamento mais frequente do que você imagina.

Como você pode ver, tem de quase tudo. Mas as noites de insônia são minoria, jogar tudo para o alto não dá, porque depois você vai ter que catar. O que você está fazendo da sua vida? Conhecendo o mundo e ganhando bagagem e realizando um desejo. E Largar tudo? Bom, não é beeeem largar tudo, é só deixar de lado por um ano. E para ser babá? Acredito que cuidar de criança é uma das melhores experiências para a vida e para a alma. E soltar o verbo com os nativos? Ah, eles são esquisitos mesmo quando não nos convém, mas é uma cultura nova, e se você for esperto, vai levar na mala só que for bom. Aceita que dói menos, babe.

Se você tem um desejo, corra atrás. O desejo é humano, demasiadamente humano, e poderoso.

Beijos e até o próximo 21.


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21 março 2013

O sentimento de ser mãe


Olha, eu acredito que o sentimento de au pair é só um pouquinho inho do sentimento de ser mãe de verdade, ser au pair é ser “mãe” somente 4 horas por dia e já é uma tarefa difícil – eu costumo brincar que ser au pair é o melhor método contraceptivo que exite – fico imaginando então como é ser mãe 24 horas. (Então um beijo grande pra minha, que é mãe sem aspas 24 horas por dia há 25 anos, e mãe de 3)
Eu já tive todos os sentimentos possíveis, confesso que jogá-los pela janela era um deles, mas o sentimento de querer proteger, ou de querer tirar o mal estar deles com o dedo e passar pra gente quando eles estão doentes valem muito mais. Pra resumir em uma frase eu diria: As vezes me perguntava "por que eles não são meus" e as vezes agradecia "Ainda bem que não são meus".
Rola muita coisa de mãe mesmo e eu repetia muita coisa que minha mãe fazia/faz comigo. A que eu mais gostava é quando eles não fecham a porta do armário e eu espero eles subirem para o quarto (3 andares) e chamava pelo nome carinhosamente “Meninos, vocês podem vir aqui um minutinho?”, “O que você quer Lara?”, “Estou te chamando, então venha aqui por favor e pare de gritar pois não sou surda”, “Ok Lara chegamos, o que você quer?”, “A porta estava aberta quando você chegou? Não, então feche” – E isso pode se repetir para mochila jogada no meio da cozinha, roupa espalhada pela sala.
Meu coração se derretia todinho quando eles se aproximavam para chorar/se proteger no meu colo, ou quando pediam para eu contar uma história, ou até mesmo quando eles querem me dar a mão.... Uma vez combinamos de  ver um jogo do Ajax eu, o pai, o mais velho e um amiguinho, mas deu treta com os ingressos e faltou um e claro que a primeira a ser excluída foi a au pair, mas no da seguinte o mais velho disse na mesa do jantar que ele preferiria ir comigo do que com o amigo. E o coraçãozinho frágil da gente, como fica?! Feito manteiga no microondas.
Eu posso dizer tranquilamente que apesar de as vezes que quis jogá-los da janela eu os amo muuuuuito, e acredito que isso não seja nem 1/5 de amor de mãe de verdade. Eu sinto saudade de todo o meu ano como au pair, mas a saudade que sinto dos meus meninos (que na verdade não são mais só meus, já são da nova au pair que é inclusive minha amiga) não se compara a nada. Tudo que vejo na rua tenho vontade de comprar pra eles, toda vez quando escuto uma criança contar história lembro dos casos e das historias mirabolantes deles. Vivo mostrando as fotos e contando as peripécias para os outros, e eles estão em quase 100% de fotos do meu mural. E eu não vejo a hora de poder vê-los novamente. É engraçado trocar um trabalho com dois meninos que a soma das idades é 14 anos por um bando de marmanjo e documentos.
E tem mais, eu pouco tinha experiência com crianças antes de ir e o que eu mais repito é: Eu não sei cuidar de criança (quando um caiu de boca na escada, o outro caiu da janela de cabeça no chão ou quando um foi quase atropelado eu fiquei mais branca e aflita do que eles) mas sei fingir que sou uma. E se você é assim, acredito que já tenha 95% do necessário para ser au pair.
Meninas que já foram, eu entendo a saudade de vocês. Meninas que estão no ano de au pair, paciência e não os jogue da janela quando der vontade. Meninas que ainda vão, se preparem porque vocês vão descobrir o amor mais puro que existe.
Esse foi mais um post da 21 (o último redigido com 21 anos) que fica com o coração apertado tipo rosbife amarrado toda vez que escreve sobre seu Ano Laranja. 
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21 fevereiro 2013

Oi, prazer, eu sou a 21.

21. Estamos no século 21. O bordão “Faz um 21”. O fim do mundo seria dia 21.  21 é o Número Místico da Consciência Cósmica. O nome do segundo álbum da Adele. Eu tenho 21 anos. E agora 21 é o dia da minha coluna.

Meu nome é Lara Monnerat, sou mineira de Varginha, moro em São Paulo capital, estudante de Publicidade e Propaganda na PUC-SP e ex au pair em Delft-Holanda.

Fiquei muito feliz em poder contribuir com o Blog, afinal os textos são sempre muito bacanas, seja pra atual au pair se localizar/dividir alegrias e problemas, seja para ex au pair matar a saudade relembrando e principalmente para aspirantes a au pair, período que temos mais dúvidas e curiosidades.

O programa de au pair nos EUA é famoso, antigo e conhecido, agora o mesmo programa na Holanda é relativamente novo para as brasileiras (no meu processo pré-embarque eu achava poucos textos, blogs e depoimentos), informações e pessoas reais.

O programa de au pair na Holanda é um pouco diferente dos EUA, trabalhamos menos (30 horas semanais) e recebemos menos ainda (300 a 340 euros por mês). Mas principalmente pela localização da Holanda na Europa, a facilidade de viajar pelo velho continente é imensa. E acredite, são lugares incríveis de deixar qualquer um boquiaberto, é ver tudo aquilo que lemos no livro de história na nossa frente.

Por que escolhi ser au pair na Holanda?

Vou confessar: nunca passou pela minha cabeça ser Au Pair na Holanda, a única coisa que eu tinha certeza era que queria morar um ano na Europa. Aí veio a parte mais importante, o Money (que é good nois num have) , o único programa que cabia no meu bolso: Au Pair (claro que isso não foi um problema, e sim a solução, já que sou apaixonada por criança). Logo depois veio a escolha do país, Holanda o único país da Europa que têm o visto especial para Au Pair e que quase todo mundo fala inglês, porque países que só falam línguas que misturam russo com a língua do hopi hari não da né. Passei 2 horas na internet lendo sobre a Holanda e pronto, criei uma nova paixão. Tudo me pareceu tão perfeito que foi como se eu mesma tivesse inventado.

Tudo decidido (na minha cabeça) porque por mais que eu achasse que era dona do meu nariz, eu tinha 20 anos e um pai e uma mãe. Então veio a segunda fase do processo: preenchi tudo que eu podia em dois dias e fui pra casa dos meus pais com toda papelada pronta (isso porque comecei o meu processo pela House of Orange). Claro que eles fizeram as clássicas perguntas: Por que Au Pair? Por que Holanda? Mais as adicionais: Como assim minha filha? Um ano? E foi aí que eu gastei todo o meu dom de persuasão, todo mesmo, achei que nem ia sobrar mais pra faculdade.

No final das contas achei minha família pelo APW, fiz o match em duas entrevistas e dei sorte. Tranquei a faculdade quando faltava somente o último ano e embarquei para os Países baixos no dia 18/12/2011. Morei em Delft, uma cidade pequena e linda e cuidava de dois meninos (na época 5 e 7 anos). Estipulei meu objetivo (deve ser a primeira coisa a ser definida): Conhecer um país por mês, e voltei para o Brasil com 12 países mais a Holanda na bagagem. Junto com a bagagem voltei apaixonada por dois meninos que não são meus, amigos do Brasil inteiro (a velha história de fazer intercâmbio e conhecer mil brasileiros), amigos de outros países, inglês fluente, sem um tostão no bolso e com lembranças do que acredito que vai ser o melhor e mais especial ano da minha vida.

Todo dia 21 você poderá ler a minha coluna e eu contarei sobre processos, darei dicas de viagem, dicas da Holanda, atividades relacionadas ao mundo das au pairs. Só achei educado me apresentar antes de começar a falar sobre tudo.  Se aparecerem dúvidas nos comentários posso até fazer uma postagem com o tema “Pergunte que eu respondo”.
Essa sou eu, e te vejo no próximo 21.

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