Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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13 julho 2017

Doeg / Doei / Dag


Olá meninas e meninos,

Meu ano de Au Pair acaba no mês que vem, e esse é meu ultimo post pra vocês.

Nem acredito como esse ano passou rápido e quando eu olho pra trás me surpreendo do tanto de coisa que mudou na minha vidinha.

Por isso decidi, neste ultimo post, fazer uma compilação das coisas que aprendi, em 16 tópicos.

1 – SAUDADE
Saudade é uma das poucas coisas que o tempo não cura, mas que você aprende a lidar.
Na minha primeira vez como Au Pair, tinha 19 anos, achei que não ia aguentar de saudade, e que não seria capaz de resistir um ano sem meus parentes e amigos. Mas resisti, aos trancos e barrancos.
Agora, com 28 anos, a  saudade existe, ela está la, ela martela, mas pra mim, ela é suportável.

Minha dica: recebam o máximo de família e amigos aqui, isso mantém a saudade controlada.

2- LÍNGUA
Hoje eu vejo o Dutch com outros olhos.
Quando cheguei pareciam que um estava brigando com o outro. Agora eu vejo tanta beleza nela. Com seus sons que saem da garganta e vogais impronunciáveis – kkkkk
Serio gente, é uma língua tão mais tão rica, que vale super a pena aprender.

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Minha dica: Cheguem, e comecem a estudar no 2º dia. A qualidade da escola é importantíssima. Gastem dinheiro com isso, vale a pena.

3- PESSOAS
Empatia é um problema sério aqui. Mas não é por mal. Eles simplesmente acham que é normal. Eles são diretos e sinceros, e falam as coisas na sua cara.
Minha dica: faça o mesmo

4- TRANSPORTE
Nada no mundo funciona melhor que o transporte publico da Holanda.

Minha dica: faça o download do app 9292 – ele te levará a qualquer lugar. Antes de sair de casa cheque o horário do trem, ônibus, tram, ferry... etc.

5- ROUPAS
Faz frio aqui, mas também faz calor. Esteja preparado.

Minha dica: suas melhores amigas serão: lã, botas, chinelo e shorts. Nessa ordem.
Não saia de casa sem checar o tempo.

6- COMIDA
Voce vai engordar, fato. E você vai se chocar com as mini porções de carne oferecidas.


Minha dica: passe numa churrascaria antes de entrar no avião.

7- DINHEIRO
O salário de Au Pair não da pra nada.

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Minha dica: traga dinheiro do Brasil. O quanto conseguir.

8- CASA
Exija fotos do seu quarto e da casa antes de vir.
Eles PODEM - ênfase no podem - ser sujos e bagunçados; a casa VAI ser velha e teu quarto pode ter mofo. 
True story

9- FURTOS
Furtos acontecem. São raros, mas acontecem. Fui furtada mesmo sendo brasileira. O cara devia ser muito bom.

Minha dica: pense SEMPRE que você está na 25 de março no final de semana que antecede o natal.
O replacement da ID de Au Pair é 260e, keep that in mind

10 – AMSTERDAM NÃO É TAO LEGAL ASSIM
Amsterdam tem 348924729 coisas para fazer, especialemnte se voce curte museus. Mas não se engane, ela é bagunçada, cheia e cara.


Você vai visita-la, obviamente, mais até do que voce gostaria. 

Minha dica: king's day é demaaaais
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11 – AMIGAS
Suas amigas são suas companheiras. Nunca menospreze o poder da ocitocina.


12 – O POVO
Os holandeses são as pessoas mais bonitas do mundo, na minha opinião. Dá gosto de sair de casa.

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13- MEDICINAS E FARMACIAS
Farmácias aqui são uma decepção, se você for hipocondríaco igual a mim.
Médicos não vão te receitar remédios, e eles acreditam piamente no poder do self-healing. Mesmo se você estiver morrendo.

Minha dica: traga do Brasil todos os remédios que você conseguir tomar. E se precisar de um medico FAÇA DRAMA

 14- NÃO DEIXE DE VISITAR


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Kasteel de Haar
Weesp
Giethoorn
Paleis het loo
Rotterdam
Den Haag
Kinderdijk
Muiderslot
Breda
Naarden
Maastricht
Entre outras...

15 – COMPRAS
Sim, a Primark é muito barata, mas as roupas NÃO duram.

E finalmente,

16- AU PAIR NA HOLANDA
Ser au pair na Holanda, foi a melhor experiência que já vivi na minha vida. Se pudesse começaria tudo de novo.


Foi um prazer fazer parte da vida de vocês esses tempos,
Muito obrigada por tudo!!!


Muitos Beijos,

Li Arbex
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13 junho 2017

O dia que quebrei o pulso na Holanda - Parte 02

Olá minha gente,

Meu dia finalmente chegou, e agora posso terminar minha historia.

Pra quem não lembra, contei que quebrei meu pulso, e também da minha experiência com a medicina Holandesa, e o self healing pra tudo deles.





Contei também que pra mim não funcionou, e que uma semana depois, consegui a cirurgia.

Bom, vale ressaltar que, eu deixei bem claro, que NÃO QUERIA ASSISTIR A CIRURGIA, mas de novo esse negocio de não dar remédio falhou comigo.

Eles realmente me deram um remedinho, mas numa dose tão fraca que eu acordei no meio da cirurgia TRES VEZES, e as três vezes eu pedi mais drogas.

Até que a terceira vez a anestesista disse: “já tá acabando, não precisa de mais não”

Enfim, acabou a cirurgia, foi tudo bem, ganhei uma cicatriz de lembrança da Holanda, e 12 sessões de fisioterapia.

Agora vem a parte legal

Aqui na Holanda, pela agencia que eu estou, au pair tem dois seguros.

Esse seguro cobre, grazadeus, wintersports e fisioterapia em casos de acidentes e cirurgia – LIMITLESS!!!!!

O que foi minha maior alegria desde a queda ne, minha gente?

Aqui em casa, os hosts obviamente não ficaram felizes. E eu só posso agradecer a demora de conseguir um visto e os gastos, por eles não terem pedido rematch, imagina a sua au pair sem uma mão por pelo menos dois meses?

Por incrível que pareça, eu nunca deixei de cozinhar (choquem) e ultimamente tenho dobrado as roupas e andado de bike (raramente).

Mas a minha maior sorte é que minhas kids são grandes, imagina só se tivesse bebes!!!

Bom gente, agora, tô no meio das minhas sessões de físio, mas como vocês podem ver já estou bem melhor, conseguindo até digitar.

Quanto aos wintersports, muito provavelmente a minha experiência acaba aqui, por motivos óbvios. Kkkk





É isso gente,
Muitos beijos,
Até mês que vem,

Li Arbex

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13 maio 2017

O dia que quebrei o pulso na Holanda - Parte 01

Olá meninos e meninas,
Tudo bem com vocês?

Hoje vou contar um pouquinho da minha experiência com os hospitais/médicos da Holandinha.

*post dividido em dois*

Como toda boa historia tem um começo, ai segue a minha:

Era Holiday das meninas, e os pais foram viajar, eu de férias, resolvi esquiar na Alemanha... dai, vocês já veem que boa coisa, não é.

O dia estava MARAVILHOSO, a neve branquinha, um dia ensolarado, e eu aprendendo a esquiar... simplesmente não podia ser melhor.

A primeira coisa que aprendi, foi o famoso “pizza point” aparentemente é com esse movimento que você controla a velocidade (eu que o diga) kkkk




Anyway, desci duas vezes, e estava me achando o máximo, até que paramos para um café e resolvemos que aquela seria a ultima descida... e foi... Por algum motivo eu não consegui desacelerar e cai!! O tombo mais bobo da minha vida ... mas, nessa brincadeira quebrei o pulso.




Para o meu desespero eu soube imediatamente que meu pulso estava quebrado...

O que é DESESPERADOR, porque você está sozinha num pais diferente, um host no Brasil e o outro no Vietnã e eu sentindo uma dor horrorosa.

Ah vale frisar 02 pontos:

1 – nunca tinha quebrado nada;
2- quando se trata de dor/doença/dodói, eu sou pior que criança.

Enfim, fui levada até um hospital na Alemanha, onde constataram a quebra do pulso, e já queriam marcar a cirurgia para o dia seguinte.

Eu, querendo ir embora, disse que faria a cirurgia na Holanda mesmo, que era lá que eu morava e queria ir pra casa – já que ia demorar uma noite de qualquer jeito.

PIOR ERRO!!!

Pra quem não sabe a Holanda tem essa politica IRRITANTE de self-healing (odeio), onde paciente e médico esperam para ver como o corpo vai reagir ao problema, e TUDO no mundo é tratado com paracetamol!!

Eu, brasileira até nos ossos (literalmente), não aguento essa politica, gritava de dor, queria remédios, queria a Drogasil, Droga Raia, Drogaria São Paulo, tarja preta, queria cesárea, queria a cirurgia, queria sarar pra onteeeeem!!!!!!

Os médicos, do outro lado achavam que como eu já estava de gesso (colocado na Santa Alemanha), o processo de cura já estava começando, e que eles não iam fazer nada nas próximas 02 semanas pra ver como ia ficar.

Quase morri; dai veio a intervenção divina.

Aqui na Holanda, tem essa historia de “médico da família”, e esse medico é o seu salvador.

Descobri que ele manda e desmanda na sua saúde. Ele que te encaminha e que abre as portas do paraíso, digo, hospital pra você.

Ok, a minha medica - linda, maravilhosa - sentiu peninha de mim, e escreveu um pedido para que um cirurgião me analisasse, detalhe isso tudo em 24 horas.

Finalmente, o cirurgião me atendeu, exatas 24 horas após a minha queda =/

O cirurgião então teve a brilhante (Dutch) ideia de não fazer a cirurgia, e sim, puxar meu braço e recolocar o osso no lugar.

SEM ANESTESIA.

Obviamente, isso não funcionou comigo – já que eu já estava chorando só com a ideia.
Foi então que ele resolveu aplicar anestesia SUPER FRACA e LOCAL, me deixando acordada e ainda sentindo dor.

Quando esse homem pegou meu braço, achei que ia morrer – juro.

Eu senti ele recolocando o osso no lugar. Descobri, então, o significado de espernear. Era perna braço choro grito, tudo que você possa imaginar.

Horrível e pra minha desgraça não foi o suficiente, o osso ainda não estava no lugar.

Ainda sim os médicos resolveram dar mais uma semana.

Mais uma semana de dor.
05 dias depois, liguei para minha medica da família, e pedi, novamente por um encaminhamento. Porque não queria mais esperar.

Foi ai que FINALMENTE, consegui minha cirurgia.
UMA SEMANA depois de ter quebrado meu pulso.




E ainda tenho que escutar gente dizendo “nossa uma semana depois, que rápido não?”

To be continued...

Gente, mês que vem eu continuo com os próximos capítulos

Muitos beijosss


Lí Arbex
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13 abril 2017

Hosts Brasileiros - quero isso pra mim??

Olá meninos e meninas,

Chegou o dia 13!!! Uhullll


Hoje meu recadinho é para vocês que têm preconceito com família/hosts brasileiros.



Estou na Holanda à 04 meses, cuido de duas meninas lindas (09 e 11 anos), que falam português fluente!!

Isso porque a mãe delas é brasileira, e mora na Holanda há mais de 20 anos!!

Eu sempre tive aquele preconceito com família brasileira... isso porque, eu gosto de mergulhar na cultura dos países, e obvio quero aprender a língua o máximo possível.

Vale começar contando que conheci minha host family antes do meu ano começar.

A mãe e as kids vieram de férias para o Brasil um mês e meio antes que eu embarcasse, e me convidaram para um almoço.

Claro que eu morri de preocupação porque além de skypes, e-mails e whatsapp, eu ainda ia passar por um crivo detalhado de uma entrevista pessoal. Quantas meninas podem dizer que passaram por isso?




Minha gastrite já estava batendo, maaaas no final das contas deu tudo certo, me diverti muito com as kids, e a Hosta se mostrou tudo aquilo que eu esperava e mais.

Foi uma experiência no mínimo diferente, porque quando eu parei para pensar melhor eu percebi que aquilo também foi uma entrevista para elas, eu também tive a oportunidade de analisar se aquela era uma família que me encantava, o que foi muito legal.

Hoje tenho certeza que tomei a decisão mais acertada, apesar do meu PREconceito com famílias de hosts brasileiros, vejo que eles são minha família na medida, e não os trocaria por ninguém!! =)

Aqui segue uma lista de pros e contras de conviver hosts brasileiros (pelo menos um como é meu caso):

Contras:

I)                    Você não é novidade - tudo que você demonstra ali não é novidade, famílias brasileiras investem em au pairs brasileiras, eu sou a 8ª au pair da casa, a mãe e as kids viajam para o Brasil a cada seis meses, literalmente não tenho nada de interessante à acrescentar à elas referente ao Brasil.

II)                  Você não vai praticar a língua com as crianças – na minha casa a língua falada é o português. Meu host não fala português, então com ele me comunico exclusivamente em inglês, enquanto que com a mae e as crianças, a comunicação é em português. Vale frisar que a mais nova adora falar que não gosta de sotaque, então não gosta de me ver falar dutch.

III)                Alguns costumes tradicionais são deixados de lado – Meus hosts são separados, eu moro com o pai (dutch), quase todas as comemorações são celebradas com a mãe (brasileira), então realmente, toda a cultura que eu aprendi, extraí de amigos e conhecidos.


           Prós:
I)                    Obviamente, a comunicação é extremamente simples, desde o primeiro recadinho, até problemas com a alimentação das kids.

II)                  Confiança, por algum motivo, é ilimitada. Só o fato de você ser brasileira, te faz ser parte da família quase que simultaneamente à sua chegada.

III)                Brasileiro sabe o que é se sentir explorado. Brasileiro não explora.

IV)               Famílias são normalmente calorosas, e o amor nunca falta.

Bom gente, como vocês podem ver, eu super indico família com hosts brasileiros. Acho que é uma experiência valida e interessante.

Amo me sentir em casa aqui, e escutar um “Eu te amo”, quando bate a saudade de casa!!!


Caso alguma família multicultural te procure... dê chance à ela.

Espero ter ajudado!!

Até o próximo dia 13 =)
Muuuuitos beijos,
Li Arbex


Facebook: Li Arbex
Intagram: arbexli
Email: arbex@outlook.com.br


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