Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Marcella Nunes. Mostrar todas as postagens
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13 julho 2016

Au pair é parte da família, será mesmo?

Oi pessoal, como vocês estão? Estava eu, sem ideias do que escrever, vagando pela minha timeline do facebook quando me deparo com a publicação de uma amiga querida que está no final do segundo ano como Au Pair.

Nessa publicação ela fazia um desabafo, a situação era a seguinte: num sábado a noite, ela não tinha planos de sair com os amigos, então, resolveu jantar com a host family dela. Quando ela contou para os host parents que iria ficar em casa pro jantar, eles meio que disseram que não seria possível, pois, como ela não os tinha prevenido antes, não foi planejado jantar para mais uma pessoa.

Uma das propagandas do intercâmbio é que você será agregada como parte da família, só que situações como essa fazem a gente se perguntar, será mesmo que eles me consideram parte da família?



É normal que estando longe de todas as pessoas que a gente conhece e ama, a gente fique um pouco mais sensível com relação a certas coisas. E é mais normal ainda que você crie vínculos afetivos com a sua host family, a final, você tá ali todos os dias vivendo com eles. 

E é justamente por causa dessa afeição que você desenvolve pelas crianças, e até mesmo pelos pais, que você acredita que sim, você é parte da família deles. 

Não me entendam errado, é OBVIO que eles também se apegam a Au Pair, que criam vínculos. A recíproca é verdadeira, só que antes de ser uma pessoa que eles gostam bastante, você é "funcionária" deles, você aceitou estar ali com o objetivo principal de cuidar dos filhos deles.

Então se alguma situação desse tipo acontecer com você, não fique triste! Eu sei que na hora pode parecer difícil, mas tenta lembrar do porque você está ali passando por tudo isso, respira fundo, sai um pouco de casa. Dê uma volta, encontre seus amigos, faça alguma coisa relaxante... Erga a cabeça e lembra que tudo vai dar certo no final.

Por hoje é isso, espero que tenham gostado e até o próximo dia 13.

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13 junho 2016

Paris? Oui, pourquoi pas...

Salut tout le monde, como vocês estão? Hoje venho aqui vender meu peixe pra vocês, ok, meu não, o da França. Antes de eu embarcar e durante o ano que eu passei fora várias pessoas me perguntavam "por que a França?" e -como quase tudo na minha vida- eu não sabia dizer o porque... Tudo o que eu dizia era aquela resposta automática "ah, eu já falo inglês e quis aprender outro idioma". Agora que eu já passei por tudo, experimentei tudo é que me dou conta de por que vale a pena ir para a terra do croissant.

Fui au pair durante um ano em Paris, posso me considerar com sorte em relação as outras au pairs do restante da França... Claro que existem cidade lindíssimas -mais bonitas até que Paris propriamente dito...- mas como já dizia a frase "Paris est toujours une bonne idée".




Assim que cheguei em Paris me senti completamente perdida, os prédios todos extremamente parecidos (uma vez eu não consegui achar o prédio que eu morava, tinha passado na frente dele umas 3 vezes... Quase entrei em pânico). Pior do que me perder na minha própria rua, foi entender as linhas de metro (pra quem não conhece dá uma olhadinha no mapa das linhas...) Mas no final você acaba sabendo as cores exatas de cada uma das linhas e em que vagão entrar pra sair mais perto da sortie que você quer.



Depois que você se acostuma, Paris é só amor. Verdade seja dita, tem muito francês mau humorado por ai, mas se você chegar com jeitinho dando um bonjour bem educado, tudo se resolve e vamos combinar que no final a gente acaba gostando deles... Quero ver achar alguém que morou na França e não encontrou aquele melhor amigo, ou ainda, aquele amor francês.

Paris te conquista com cada um dos seus cafés charmosos, com mesinhas na calçada pra você ficar lá, de boa, vendo a hora passar, bebendo um expresso. Quando o tempo esquenta e a chuva para (aliás, dizem por ai que na chuva, Paris fica ainda mais bonita), fazer piquenique no parc Monceau, ou em um dos mil parques da cidade, é uma das coisas mais prazerosas que você pode fazer depois de longos meses cinzas de inverno. Ou ainda, fazer uma pré night com seus amigos e uma garrafa de vinho, sentado à beira do rio Sena, de frente pra Notre Dame...

Mas o espetáculo mesmo fica por conta dela, a Dama de Ferro, que a cada hora cheia durante cinco minutos, ela fica lá, toda linda piscando e te apaixonando ainda mais, e provando pra quem quiser ver, que Paris é sim, a cidade luz.

Paris virou minha casa do coração e eu torço pra quem quiser embarcar nessa aventura se apaixone por esse lugar tanto quanto eu.

Então é isso pessoal, até a próxima.














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13 maio 2016

Avós: queira sempre eles do seu lado

Salut tout le monde, como vocês estão? Pelo título do dá pra ver que o assunto desse post vai ser um pouco delicado. Querendo ou não, toda a au pair vai acabar passando pela situação de ter que conviver com os avós das crianças, seja por conta de férias escolares que você vai - muitas vezes sem necessidade - com as crianças para ajudar os velhinhos ou, eles estão pela cidade para fazer uma visita, em qualquer que seja o caso, uma coisa é certa: você quer que os avós sejam seus aliados.

Digo isso por uma simples razão: Eu passei por uma experiência horrível uma vez, tão ruim que os pais das crianças chegaram a duvidar da minha capacidade de cuidar dos filhos deles. Mas calma, que no final tudo deu certo. E se você tomar todos os cuidados possíveis, nada nem perto disso vai acontecer com você.

Então Marcella, como que foi essa história? Bom, eu estava no meu PRIMEIRO mês de au pair e a mãe das crianças, que é australiana, foi passar duas semanas na Austrália pra resolver coisas com os pais dela (como eu disse nesse post, nós dividimos as tarefas). Então foi aquele susto né, pela primeiríssima vez eu ia estar mesmo encarregada das crianças. Quer dizer, não totalmente, já que na segunda semana a mami das crianças iria chegar pra me dar um help.



Bom, quem é au pair sabe que o primeiro (ou primeiros) meses é sempre aquele estresse, você não conhece muito bem a rotina, as regras... E no meu caso, eu tinha sempre a mãe das crianças por perto pra me orientar e eu meio que me baseava nisso pra fazer meu trabalho (erroneamente, agora eu vejo que eu deveria ter agido mais por conta própria...).

Basicamente o que aconteceu foi que, a avó esperava que eu ditasse as regras no quesito cuidados com as crianças e horários e já eu, como estava acostumada com a mãe ditando as regras da casa, continuei esperando que a avó assumisse essa responsabilidade.

Conclusão que, eu estava lá linda achando que estava abalando no meu trabalho, quando na verdade, a avó falou para a mãe das crianças quando ela chegou que eu era incompetente, e não era responsável o suficiente para cuidar das crianças. É óbvio que a mãe ficou extremamente bolada e eu levei um esporro daqueles. Mas é aquilo né, use os erros para fazer acertos, depois disso nunca mais esperei que a mãe ou quem quer que seja o "superior"na casa ditasse as regras, eu tomei as rédeas e moldei as regras do dia a dia a meu gosto - especialmente depois que a mãe das crianças começou a trabalhar, o que sinceramente, tornou tudo muito melhor.

Então esse é meu conselho para futuras e atuais au pair, que ainda não tiveram a chance de conhecer os vovôs e vovós das suas kids, tente manter sempre uma boa comunicação com eles, sejam uma equipe, por assim dizer. Porque o julgamento deles pode ser bem importante na sua reputação como uma boa au pair.

Então é isso pessoal, espero que vocês tenham gostado e até o mês que vem!

Bisous

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13 abril 2016

Ganhando extra

Salut tout le monde, como vocês estão? Todo mundo sabe que au pair sobrevive com pouca grana por mês/semana e todo mundo sabe que a situação pode apertar, afinal, imprevistos acontecem. Tem gente que numa situação de emergencia pode correr e pedir um help pros pais, mas infelizmente os pais de muita gente não tem condições para ajudar nessa situação. Então, o que fazer?


Quando estava no meu ano de au pair eu estava planejando para fazer minha última viagem antes de voltar pro Brasil, mas final de intercâmbio é aquela história, por mais que você tenha economizado, você já gastou bastante dinheiro com vááárias coisas.

Quando a gente volta pro Brasil a gente se dá conta de como é difícil organizar uma viagem internacional barata, então eu não podia perder essa última oportunidade... Foi então que fui pesquisar formas alternativas de ganhar uma grana, o famoso bico.

Ser au pair estrangeira (de fora da União Européia) na França restringe bastante as oportunidades de arrumar um "segundo job". Se você por acaso for uma das sortudas brasileiras com dupla nacionalidade, arrumar um bico em qualquer outra coisa será mais do que fácil, pois sendo cidadã européia você pode trabalhar livremente pelo país.

Mas aqui vamos tratar da realidade nua e crua da maior parte dos mortais, como eu. Com o visto de au pair francês, seu único trabalho legal é: ~tcharam~ ser au pair! Ou seja, oficialmente, você não pode ser empregado por nenhum outro estabelecimento, mas, assim como em todo lugar, existem aqueles trabalhinhos informais que dá pra juntar um bom dinheiro extra, eis aqui minhas sugestões:

1) Garçonete: Em alguns bares/restaurantes (principalmente casas brasileiras) contrata-se garçonetes para trabalhar alguns fins de semana a noite, quando o movimento é maior. A grande sacada pra se dar bem é: seja o mais prestativa possível, porque são as gorjetas que os clientes deixam pra você é que fazem a maior parte do salário.

2) Babysitting: Sim, você passa o dia inteiro cuidando de crianças e depois vai cuidar de mais outras crianças. Mas acredite, na minha opinião, é a melhor maneira de juntar dinheiro extra. Existem vários sites em que se encontram anúncios para babysitting, mas sinceramente, nem é necessário...  Muitas famílias deixam anúncios nos murais das escolas de idiomas e sempre vai ter uma "pessoa que você conhece que conhece outra pessoa que precisa de uma sitter pra um fim de semana".

Então é isso pessoal, se vocês tem outras sugestões deixem aqui nos comentários.

Beijos e até o próximo dia 13.

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01 abril 2016

Ir por agência ou não, eis a questão

Salut tout le monde, como vocês estão? Acho que a maior dúvida quando começamos a programar nosso ano como AuPair é: devemos gastar com agência ou eu posso fazer tudo por conta própria sem problemas? E se eu for por conta prória, é seguro?

Ah, lembrando que tudo que eu falar aqui estou dando minha opinião sobre como funciona pra França, cada país tem suas regras e tudo pode variar, ok?

Na França, o programa de AuPair é regulamentado, logo, antes de fechar com uma agência ou procurar por uma família em um site, pesquise sobre seus direitos, pra que você não seja pega desprevenida. Toda AuPair que esteja trabalhando legal e oficialmente como AuPair possui um contrato de trabalho que se chama Accord de Placement Au Pair, e cabe a famille d'accueil entrar em contato com a prefeitura local e providenciar esse documento. No contrato vem escrito algumas das informações básicas do seu trabalho como por exemplo, a distância de onde você mora até um curso de idioma, até um centro comercial, quanto você receberá por mês/semana, seus dias de folga, e o mais importante, de que a família se compromete a te fornecer comida e hospedagem num quarto individual/compartilhado (virá especificado qual opção).

Agora sim, vamos a parte das agências e sites!



E se eu escolher ir por uma agência... No Brasil existem pouquíssimas agências que oferecem o programa para a França, e na minha humilde opinião, não valem o preço que cobram. Existem agências francesas (que inclusive são os contatos das agências brasileiras na França) que são muito boas e bem mais baratas.

Enfim, a vantagem das agências são as mais óbvias, elas fazem o trabalho pesado de encontrar e selecionar as melhores famílias que se encaixam no seu perfil e critérios. Além claro, de toda a parte burocrática e legal, ou seja você não precisa pensar em toda a papelada chata de contrato e etc, porque a agência está lá justamente para garantir seus direitos.

O lado negativo que eu pude perceber com a minha experiência foi que a agência não dá tantas opções de família para conversar. Não sei se por eu ter restringido a minha pesquisa somente para Paris e algumas poucas cidades ao redor... Mas durante meses eu só conversei com duas famílias indicadas pela agência. Uma outra coisa que desfavorece a escolha por uma agência é que depois que você chega na França você praticamente não entra mais em contato com a sua agente, a não ser em caso de problema com a família que ai é realmente muito importante ter o apoio de uma agência para resolver qualquer pepino que surgir.

Uma outra coisa bem bacana, que pelo menos foi oferecido pela minha agência, antes do embarque nós fomos colocadas em contato com outras meninas que estariam indo para a mesma região que nós para já começarmos a fazer amigos e não chegarmos no país "abandonadas", e durante a primeira semana eles tiveram o cuidado de nos organizar um piquenique com todo mundo, agentes e todas as aupairs que já tinham chegado.

... Mas e se eu quiser ir por conta própria? Bom, a vantagem mais evidente é que: é de graça! E você tem uma infinidade de famílias para entrar em contato, nesse caso, tudo depende de você encontrar quem te agrada.

Por outro lado, não há um filtro de quem está se inscrevendo no site, podem ter pessoas muito maneiras, como pode ter gente querendo só contratar uma empregada doméstica barata. Além de você estar indo por sua conta e risco, ou seja, em caso de problemas com a família você não tem a quem recorrer pra pedir ajuda, caberá a você encontrar uma outra família e resolver toda a situação.

E o mais importante de tudo, como você terá que lidar com toda a parte burocrática, certifique-se bem de todos os seus direitos, tenha mais de 100% de certeza de que tudo está bem claro entre vocês e EXIJA o seu contrato de trabalho. Se fizer isso tudo, não tem porque não dar certo!

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado e qualquer dúvida, é só deixar nos comentários!

Bisous

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13 janeiro 2016

AuPair bilíngue

Salut tout le monde! Como vocês estão? Mais um dia 13 e dessa vez eu estou aqui pra contar pra vocês como eu me tornei uma au pair bilíngue.

Mas heim?! Então, a minha famille d'accueil era franco-australiana. O pai, francês e a mãe, australiana. Como eu já contei pra vocês em um post anterior, durante um bom tempo, a minha HM não trabalhava, logo, o idioma do cotidiano em casa era o inglês, além disso, minha menina mais nova aprendeu o inglês antes do francês, então pra ela era mais cômodo falar o inglês. Só que como o pai é francês, as vezes algumas situações engraçadas aconteciam, por exemplo na hora do jantar, quando estávamos todos juntos os dois idiomas eram usados ao mesmo tempo no mesmo assunto!

Por isso eu vim aqui dar um pitaco :'), pra quem sabe ajudar na hora de decidir (ou não) fechar com uma família bilíngue.



Você faz um intercâmbio 2 em 1:
Sabe aquelas promoções pague 1 leve 2? Então, funciona do mesmo jeito. Eu melhorei meu francês (lógico) e obrigatoriamente acabei melhorando muito meu inglês. Ou seja, voltei pra casa com duas línguas extrangeiras bem desenvolvidas.

No final, acaba que você não pratica tanto o francês (ou o idioma que você se propôs a fazer) quanto poderia:
Isso é inegável, por mais que você esteja fazendo curso de francês, falando francês com seus amigos, você ainda assim, não está usando ele em casa, com as crianças - elas são maravilhosas pra ajudar a aprender qualquer coisa - etc... Minha opinião? Pra quem chegar na França (ou qualquer que seja o país) com um nível mais básico da língua, não recomendaria, pra uma pessoa que está começando eu índico fortemente uma imersão completa na língua que você está saindo do Brasil pra aprender.

E é isso, por hoje é só, espero que possa ter ajudado,
Bize
Até mês que vem!

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13 dezembro 2015

Gata borralheira, não queira ser uma

Salut tout le monde, vous allez bien? Esse mês venho trazer para vocês mais uma experiência pessoal (essa coisa de compartilhar experiências faz eu me sentir uma velha :')), e espero que possa a ajudar a futuras Au Pairs a não cometerem o mesmo erro, ou ingenuidade que eu tive.

Quando a gente fecha o contrato com a família que vai nos receber, sabemos por alto quais serão nossas funções na casa, mas a realidade mesmo a gente vê na pratica, as vezes o trabalho acaba sendo bem menos do que o previsto, mas pode ser também que seja o oposto.

Nós, brasileiros, temos a cultura/mania de querer sempre mover mundos e fundos para agradar a todos, mas os gringos não tem muito essa coisa não e acaba que eles não enxergam os nossos agrados, como o que realmente são, logo, o que era pra ser uma gentileza acaba se tornando parte do trabalho.

O erro que muitas meninas (eu inclusive) cometem é o de nunca estabelecer limites para o que os hosts pedem, acredito que por conta de não querer desagradar os chefes - até porque você mora com eles, imagina o climão -, eu então, detesto criar situações desconfortáveis.

Certa vez, numa sexta feira, as crianças não teriam aula por causa de conselho de professores, a mãe me disse na noite anterior (quinta-feira), que a mãe de um dos coleguinhas tinha convidado minhas duas crianças, para passar o dia na Disney.

Até então, tudo bem, sabia que não teria o dia inteiro livre, teria que organizar as roupas das crianças e fazer o jantar, normal, mas achei que quando estivesse com tudo pronto, estaria livre... Acontece, que no sábado, seria a festa de aniversário da minha mère d'accueil e ela pediu, gentilmente, para já que estaria em casa sem as crianças, ajudar com algumas coisinhas para ela. Eu inocentemente, disse sim, claro, por que não?!

E quando me dei conta do que aconteceu, acabei ficando a sexta feira o dia inteiro fazendo aperitivos pro aniversário da mãe + o jantar das crianças enquanto o que eu deveria estar fazendo (que era tomar conta das crianças) eu não estava porque elas passaram o dia inteiro - literalmente, eles chegaram em casa quase meia noite.





Moral da história: Saiba se impor e determinar o que faz e o que não faz parte das suas tarefas, porque por mais que você seja considerada "parte da família", estar lá é, antes de mais nada, o seu trabalho.

É isso, até o mês que vem!

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13 novembro 2015

Host mom em casa, vale a pena?

Oi gente, tudo bom? Esse mês eu queria compartilhar com vocês minhas opiniões e experiências com a presença da HM em período integral em casa.



Quando fechei o contrato com a minha famille d'accueil sabia que teria que cuidar de duas crianças, não tão pequenas, num período de 4-5 horas diárias, fazendo todo o trabalho que todos já sabem qual é. Sabia que iria ser corrido por conta das crianças fazerem atividades em lugares diferentes e tudo mais, porém quando cheguei lá na França, soube que a minha HM não trabalhava e que ela ficaria em casa, e meio que nós iríamos dividir as responsabilidades com as crianças.

Minha primeira reação foi: ufa! Mas algum tempo depois (depois de uns 4 meses ela arrumou um emprego e eu passei a cuidar das crianças sozinha) acabei descobrindo que fazer o trabalho de Au Pair com a presença integral da HM em casa acaba sendo até pior do que sem ela.

Lembrando que: isso aqui é a minha experiência pessoal e a minha opinião, acredito que isso possa variar de família para família, caso a caso. Mas, convenhamos que toda informação é bem vinda! :)
Nesses 4 meses que eu trabalhei em conjunto com a host mom, a única parte realmente bacana que eu pude perceber foi a ajuda em transportar as crianças para as atividades principalmente nas que coincidiam ser em horários muito próximos.

Mas Marcella, por que todo esse terror psicológico, por que foi tão chato assim? Primeiro que estar com teu chefe 24 horas do teu lado não é o sonho de consumo de ninguém :P

Segundo porque as crianças passam a meio que não respeitar as suas ordens. Pensa aqui comigo, você tem 6 anos e uma estranha, gringa vira e te manda fazer alguma coisa que você não quer fazer naquele momento. Ai você, criança de 6 anos, vai correndo pra sua mãe perguntar se vc pode fazer a atividade x mais tarde, e sua mãe -que não estava presente quando mandaram a criança fazer a atividade x- acaba cedendo a vontade da criança.

Pode parecer um exemplo até meio bobo, mas se a gente analisar essa situação acontecendo várias vezes, acaba que a Au Pair não consegue impor respeito para as crianças. As kids acabam meio que não ligando para suas ordens, porque tem alguém "superior" a você na casa.

Talvez, se eu tivesse tido esse feedback antes de escolher a família, ate tivesse feito outra escolha, não sei...

Bom gente, é isso, esperam que tenham gostado, qualquer dúvida é só deixar nos comentários :)
Bisous bisous
À tout à l'heure!

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13 outubro 2015

Le visa français - parte 2

Salut tout le monde, vous allez bien? Hoje vamos continuar a saga que eu comecei no mês passado. O último post foi basicamente toda a parte burocrática do visto que nós temos que fazer enquanto estamos no Brasil, agora a gente vai falar um pouquinho da continuação e todo o processo de regularização do visto.

Quando você pega seu passaporte no consulado, você tem o visto impresso e colado bonitinho, mas ele ainda não está válido. No momento em que você recebe seu passaporte de volta, a pessoa responsável no consulado te entregará uma folha com os procedimentos a serem feitos quando chegar na França.



Assim que você chegar na sua cidade francesa, procure na listagem que o consulado te entregou o endereço do OFII que cuida da sua região. O que é o OFII? O OFII (Office Français de l'immigration et de l'intégration) é o organismo francês responsável pelos processos imigratórios no país.

Logo que descobrir o endereço do OFII responsável pela sua cidade você tem até 3 meses para enviar para eles cópias dos seus documentos (não consigo lembrar exatamente quais, prefiro não tentar colocar nada aqui pra não acabar falando besteira, mas no papelzinho do consulado vem toda a listagem bem direitinha). Lembrando que seus documentos devem ser enviados em carta registrada com aviso de recebimento!

Depois de alguns dias eles te encaminharam para uma mostra de documentos (cópias e originais) para agendar a consulta médica (no caso do visto de au pair eles pedem um exame clínico simples, raio-x de pulmão e teste de visão) com os médicos do organismo e te dão o valor do imposto do seu visto. Cada tipo de visto tem um valor diferente, no caso do visto de estudante au pair, custa 58 euros, para pagar o imposto vc deve comprar os "selos fiscais" no valor exato, os selos vocês acham em qualquer loja de tabaco.

Chegando o dia da sua consulta médica você deve se encaminhar para o local designado com TODOS os papéis que te entregarem no dia da mostra de documentos + o seu passaporte + os selos fiscais no valor exato do seu imposto. É extremamente importante estar com todos os documentos em ordem e mais importante ainda é estar com os selos fiscais em mão no valor exato.

Depois de passar por toda essa procissão burocrática e ter terminado seus exames clínicos, você sai do OFII com o seu titre de séjour colado no passaporte e tem finalmente o seu visto válido para a sua estadia na França!

Então é isso pessoa, espero que eu tenha ajudado!

Gross bisous

Marcella

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13 setembro 2015

Le visa français - parte 1

Salut tout le monde, como vocês estão? Esse mês vamos falar um pouco sobre a parte "burocrática" de se tornar au pair na terra do croissant, como o programa de au pair na França não é muito popular aqui no Brasil (são poucas as agências aqui que fazem esse tipo de intercâmbio pra lá), a gente acaba não conseguindo todas as informações que precisamos e ficamos transbordando dúvidas, então vou tentar passar pra vocês um pouquinho do "passo a passo"do visto. E pra esse post não ficar gigante vou dividir o assunto em duas partes, hoje vou falar da parte do processo feito no Brasil.

Primeiro, é preciso saber que diferente de alguns países da Europa você não pode solicitar o visto já estando na França, o pedido deve ser feito aqui no Brasil, segundo que o processo é bem burocrático e chato (mas nada impossível ou difícil), é só fazer tudo bem certinho que ninguém implica com você :D



Et c'est parti! O primeiro passo dessa brincadeira é fazer o seu cadastro no Campus France (não, o Campus France não é uma agência e não vai ajudar você a encontrar uma família, ele é apenas um site adjacente ao site do consulado), basicamente você vai preencher um dossiê eletrônico, depois mandar alguns documentos por correio para o consulado, pagar uma taxa pré consular e agendar uma entrevista com um professor da Aliança Francesa (pra testar seu nível de francês e fazer uma entrevista mesmo, pra saber seus motivos de querer ir pra lá, porque a frança etc). Mas não se preocupem, porque cada etapa é bem detalhada e explicadinha no site, vai sem medo! ;)

Feito tudo isso você está liberado para agendar a sua entrevista consular (quem já tem a passagem comprada antes de tirar o visto: cuidado! Geralmente essa parte é a que a gente passa mais tempo esperando, eu só consegui data livre pra 1 mês depois da minha entrevista com o professor). Somente três estados tem consulado que emite visto: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, escolha o que for mais cômodo pra você, porque quando seu visto for aprovado você tem que voltar ao consulado para buscar o passaporte (não sei dizer se eles enviam o passaporte pra casa...).

Chegando no dia da entrevista é extremamente importante que você esteja com TODOS os documentos que eles pedirem, originais e cópias, quanto mais pendências ou documentos errados mais longa vai ser sua espera pelo visto. Além dos papéis, deve ser paga uma taxa consular, que se não me engano custa 50 euros e deve ser pago em dinheiro convertido para real (isso mesmo que você leu, tu tá pagando renovo o visto). Uma coisa importante de lembrar sempre: Para ser au pair na França é obrigatório já falar um pouco de francês e ter como comprovar a sua quantidade de horas/aula já feitas - seja diploma, uma carta do professor particular, histórico etc. Feito tudo isso, eles dão um prazo de até 15 dias para liberarem o seu passaporte - com ou sem visto - e a segunda parte dessa saga eu conto para vocês mês que vem!

É isso, espero que vocês tenham gostado e que eu tenha tirado a dúvida de quem precisa!

Gross bisou

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13 julho 2015

Os encontros fazem as mais belas viagens

Oi pessoal, tudo bem? Com muito aperto no coração vou chegando as minhas últimas semanas do intercâmbio, dia 08 de agosto embarco de volta para o Rio. E com o final do programa se aproximando tão rápido, a única coisa que eu consigo pensar é em tudo o que eu vivi e aprendi durante esse ano fora, e bom... Achei que valeria a pena compartilhar com vocês também, sei que muita gente faz esse tipo de post quando vai chegando no final, mas cada pessoa tem uma experiência, uma vivência diferente da outra, então é sempre interessante compartilhar.



Nos meus primeiros meses aqui tudo foi bastante diferente e talvez um pouco assustador, me acostumar com uma cultura, educação, rotina... enfim, me acostumar com muita coisa diferente das quais eu estava acostumada no Brasil.

Sem contar que me vi numa situação na qual eu não me via há muito tempo, sabe aquele frio na barriga em primeiro dia de aula numa escola/curso novo que você não conhece ninguém mas você quer dar seu melhor pra que as pessoas gostem de você? Foi mais ou menos assim que eu me senti, tive que sair da minha zona de conforto e ser "cara de pau" para conhecer novas pessoas, novas amizades.

No começo me sentia bem sozinha mas depois de algum tempo você começa a conhecer pessoas, e essas pessoas que você conhece te apresentam a outras pessoas e assim vai... E quando você se dá conta você deixou de ser aquela au pair sozinha do começo e já virou melhor amiga de infância de várias pessoas e no final das contas, você acaba criando uma pequena família com várias culturas e nacionalidades diferentes, o que só acaba te enriquecendo de coisas boas e divertidas.

Não vou dizer que o trabalho é fácil, porque todo mundo tá careca de saber que é perrengue... Tem momentos em que você quer explodir suas crianças, tem momentos que você tá tão de saco cheio que se pergunta "por que diabos eu aceitei isso?", mas ai tem aqueles momentos em que você rola no chão rindo com as crianças, que vocês fazem uma gostosa (talvez dolorida) guerra de travesseiros e aquele impagável abraço seguido de um "eu te amo" de uma sinceridade enorme que só as crianças são capazes de ter.

Pra mim, apesar de todas as situações difíceis que a gente passa quando está longe da família/amigos, de dificuldades com a host family etc, vale a pena passar por essa experiência e depois voltar pra casa com uma bagagem de vida muito maior do que você esperava ter na sua idade.

Bom gente, é isso, espero que vocês gostem do post e... Até o Brasil! :)

Bisous

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13 junho 2015

Everyone's Irish on March 17th

Oi pessoal tudo bom? Eu já tinha ouvido falar que as vezes você nasce num país mas seu coração pertence a outro. Eu nunca levei muita fé nessa história ai... Até eu ir pra Dubin!



Confesso que estava um pouco nervosa pra ir, ia ser a minha "primeira" viagem sozinha, sem amigos, sem internet, apenas eu e meu mapinha. E minha relação de amor com a cidade começou logo quando cheguei, estava procurando o hostel e claro que eu me perdi. Só me restou perguntar pras pessoas na rua como eu chegava lá e eu encontrei um casal tão fofo que foram comigo até a rua do hostel conversando comigo, uns lindos!

Tinha 5 dias para ficar por Dublin e pra fazer turismo isso foi mais do que suficiente, as coisas são bem próximas umas das outras (não usei transporte público em nenhum momento, só para ir passear no Malahide Castle, que é fora de Dublin). A cidade é incrível, muito bonitinha, a única coisa que não é bacana por lá é o tempo... Você tem que sair preparado para todas as estações do ano.

Meus conselhos de coisas imperdíveis para quem for visitar a cidade: o Trinity College, é uma universidade na qual a biblioteca foi usada como cena para Harry Potter (a parte da seção restrita) e eles guardam também o livro de Kells; o Dublin Castle; pelo menos dar uma passada em uma tarde para beber alguma coisa no Temple Bar; Kilmainham Gaol é a prisão a onde os líderes revolucionários da independência irlandesa ficaram.

Dependendo do tempo, é legal dar uma passada no Merrion Square e no St. Stephen's Green, são dois jardins bem legais, um bem pertinho do outro!


Pra quem gosta de cerveja e/ou whisky visitar a Guinness Storehouse e a Old Jameson Distillery são dois passeios beeem legais!

Bom gente, espero que eu possa ter passado um pouquinho do gostinho dessa cidade que me conquistou, é uma viagem que vale super a pena de fazer e eu super recomendo!

É isso, espero que vocês tenham gostado e até o mês que vem. :)

Gros bisou

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16 maio 2015

Como não acabar com seu dinheiro em Paris


Oi pessoal, tudo bem? Todo mundo já tá careca de saber que dá sim pra se viver com o dinheiro de Au Pair, ninguém vive uma vida de luxo, mas se souber economizar direitinho, todo mundo se diverte! Então hoje eu vim trazer algumas dicas para ajudar a vocês a economizarem um pouquinho mais o nosso tão suado argent de poche.



1- Comida e bebida:
Acredito que a coisa com o que as pessoas mais gastam na vida é comer na rua. Em Paris comer na rua pode não ser tão vantajoso para uma au pair, é muito difícil encontrar lugares com comida minimamente decente por um preço baratinho, a boa para evitar gastar tanto com isso é sempre levar um lanche de casa (ou do supermercado) para os seus passeios pela cidade. O mesmo podemos dizer para as bebidas, em bares ou clubs bebidas são extremamente caras, então vale muito mais a pena juntar todos os seus amigos, comprar as bebidas no supermercado e fazer um “before party”. E se mesmo assim, vocês quiserem beber algo no local, aproveitem os happy hours porque em geral o preço diminui bastante.

2- Ande sempre com uma cópia do seu passaporte+visa ou titre de séjour:
A grande maioria das atrações turísticas em Paris é gratuita (se não for gratuita pode ter preço reduzido) para estudantes de até 25 anos residentes na União Européia. Então lembrem sempre de perguntarem sobre a tarifa reduzida, vale super a pena!

3- Produtos de beleza:
Ao contrário do que muita gente pensa, Paris não é o lugar mais indicado para se encontrar produtos de beleza baratinhos. Por exemplo, fora de época de promoções, comprar maquiagem as vezes pode ser um gasto extra um tanto quanto elevado. Mais caro ainda são produtos para as unhas, ir numa manicure aqui é absurdamente caro e o serviço não é como no Brasil, além disso esmaltes são muito caros (e eu particularmente prefiro os brasileiros) e os "acessórios" que nós estamos acostumadas a usar no Brasil aqui são extremamente caros (por exemplo, um alicate de cutículas aqui custa em média 16 euros) ou super difíceis de achar (como lixas de pé), por isso tragam o máximo que vocês conseguirem, por garantia!

4- Táxi:
Como nós aqui temos o direito ao passe de transporte ilimitado táxis acabam meio que sendo desnecessários. Mas sempre tem aquele dia que a gente sai, fica até um pouco mais tarde na rua e acaba perdendo o último metro/trem e o nosso primeiro instinto é parar um táxi na rua e ir pra casa, mas antes de pegar um táxi, pense com um pouco de carinho na ideia de usar um dos ônibus noturnos, existem vários pela cidade e eles vão para vários lugares (inclusive para fora de Paris).

Então é isso gente, espero que vocês tenham gostado e até o mês que vem!

Bises

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13 abril 2015

Vive la france e o "jeitinho francês"

Coucou, tudo bem pessoal?
Hoje fazem 7 meses que cheguei em terras francesas (yay!) e nesse tempo todo já deu pra se acostumar com o estilo de vida, e principalmente, perceber algumas peculiaridades do jeitinho francês. E pro post de hoje eu vou compartilhar com vocês algumas coisinhas interessantes dos meus chers amis français. :)



1) Estacionar:
Nunca fiz auto-escola, mas sei que muita gente sofre na hora de fazer baliza pela primeira vez. Pros franceses isso passa longe de ser um problema, eles tem um jeitinho perfeito para estacionar e falta de vaga nunca é um problema, melhor do que escrever, deixo vocês com uma foto do que eu quero dizer.

Tassia Dias AuPair


2) Franglês:
Nós temos o portunhol e aqui eles tem o franglês, o que é um assunto um tanto quanto polêmico, porque muitas pessoas juram de pés juntos que franceses ODEIAM que falem com eles em inglês, eu particularmente nunca tive problema com isso, mas isso é outro assunto. Os franceses incorporam várias palavras inglesas no cotidiano deles, a coisa é que eles não pronunciam da maneira certa - em inglês -, eles magicamente colocam isso numa pronúncia francesa que chega a doer os ouvidos, até título de filme sofre. Por exemplo: Hobbit (diz-se em inglês "robbit" em francês "obite") Só escutando para saber como é isso!

3) Queijo para a sobremesa:
A primeira vez que vi minha menina perguntar se ela poderia pegar queijo para a sobremesa eu fiquei tipo WHAT?! No começo isso pode parecer realmente muito bizarro, mas depois fica tão natural que você vai se pegar cortando uma fatia de queijo pra comer depois do jantar.

4) Protestos, manifestações e greves:
Eu tive uma professora aqui no curso que sempre dizia que os franceses nunca estão contentes com nada, que eles dizem "ça va pas..." pra qualquer coisa que você perguntar... Sinceramente, não sei se é 100% verdade, mas que eles estão sempre fazendo um protesto, ah, isso é verdade. Eu já perdi as contas de quantas passeatas eu já vi pela cidade. Isso sem falar das greves: greve dos motoristas de trem, metro, greve de taxista, ônibus... Quase faz parte da rotina...

Bom gente, então é isso, espero que vocês tenham gostado. Qualquer dúvida deixa aqui nos comentários, vejo vocês no próximo dia 13! 

Bisous :)


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13 março 2015

Estressado? Quem nunca?


 Salut, como vocês estão?

Hoje vamos falar de um problema que muitas(os) au pairs tem durante o programa, o estresse. Não vamos negar, todo mundo sabe que ser au pair não é fácil, estar longe das pessoas que amamos, num país estranho falando uma língua estranha e por mais que nossas “famílias” no estrangeiro sejam maravilhosas, tem sempre coisas que acabam fazendo com que a gente “exploda”.

Conversando com outras au pairs eu pude perceber que o estresse é uma situação bem comum, mais comum do que eu imaginava e por diferentes motivos. Seja por morar numa cidade sem nenhum tipo de atrativo, longe de uma grande cidade; Por problemas com as kids (ou com os pais, ou com os dois); Por já ter sido au pair em outro lugar e a atual experiência não está cumprindo as expectativas deixadas pelo ano anterior; Ou simplesmente uma semana sobrecarregada... Enfim, existem inúmeras razões que podem nos levar ao nosso limite.



Quando nós estamos estressados não conseguimos enxergar o quão, muitas vezes, essas situações são normais, nós ficamos cegos pelos nossos problemas e não conseguimos encontrar uma solução para superar essa fase difícil e por isso muitas meninas e meninos acabam desistindo do programa.

Por isso, respire fundo, conte até 10 e tente fazer coisas para espairecer. Minhas dicas para vocês: Aproveite TODO o tempo livre que vocês tiverem. É importante que exista uma diferença clara entre os horários que vocês estão trabalhando e o tempo off de vocês, e quando você não tiver que trabalhar, simplesmente não trabalhe! Saia, vá encontrar seus amigos, faça passeios turísticos, assista um filme... É importante que a gente tenha um tempo pra relaxar e cuidar de nós mesmo, a final se nós não fizermos, quem vai fazer? E por último se tiver oportunidade (e dinheiro, rs) vá viajar, conhecer lugares novos, gente nova, cultura nova, aproveitar todas as oportunidades que esse ano de intercâmbio dá.

Então é isso gente, lembrem de nunca tomarem decisões de cabeça quente para não se arrepender depois, todo mundo aqui passa por momentos difíceis, mas tem bons momentos que fazem valer a pena.

Mil beijos e até mês que vem!

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13 fevereiro 2015

Carnaval em Paris? Tem sim!

Coucou! Como vocês estão?

Como todo mundo já sabe, o carnaval tá chegando... Ah, o carnaval, aquela época do ano polêmica que uns amam e outros odeiam cada vez mais a cada bloco de rua que passa em frente a porta de casa. Mas as vezes quando estamos longe de casa, a gente começa a sentir falta de coisas que antes eram tão da rotina que a gente nem percebe o quanto gosta (pastel de feira, tu me manques...), e isso vale até pras coisas que você não é tão chegado assim.

Uma coisa boa é saber que mesmo tão longe do Brasil, você ainda pode sentir um gostinho de carnaval aqui em terras europeias. E, o que muita gente não sabe é que aqui em Paris eles tem algo que se aproxima de um bloco de rua!


Como funciona? Basicamente da mesma forma que funciona no Brasil. Tem um ponto de concentração - esse ano será na Place Gambetta - e depois o grupo sai em marcha em direção ao destino final - Place de la République -, com música, gente fantasiada e tudo mais. O "bloco" dura em torno de 4 horas e tem previsão de chegada as 18:00, com festa no local até as 20:00. (Não se enganem, se eles dizem que acaba as 20:00, as 20:00 acabará. Nada daquela história de brasileiro de esticar um pouquinho). Além disso, é bem tranquilo de achar festas em boîtes temáticas de carnaval.

O carnaval em Paris comparado com o nosso, é inexistente... Mas, já estando aqui, vale a experiência, no mais, se você quiser alguma coisa que chegue um pouco mais próximo da nossa festa, o carnaval em Colônia na Alemanha é muito famoso, e é super fácil, rápido e barato ir de trem pra lá.

Então é isso, biz e até o próximo dia 13!

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13 janeiro 2015

Au Pair na França: comment ça marche?

Salut, feliz ano novo pra todo mundo! Que 2015 seja maravilhoso para todos nós!!
Todo mundo sabe mais ou menos qual é o processo pra chegar como au pair aqui na França, por isso hoje vamos falar do depois. Como funciona o dia a dia de uma au pair, aqui, na terra do croissant?



Começando pelo básico: Ganhamos no mínimo 80 euros por semana, sendo que podemos trabalhar no máximo 30 horas por semana. Há a possibilidade de se trabalhar aos fins de semana - o que é muito raro, a maioria das au pairs tem o fim de semana livre -, sendo assim, você tem o direito de no mínimo um fim de semana inteiro livre por mês. Visto o básico, vamos passar para a prática! :)

De uma maneira geral, dá pra perceber que os pais costumam procuram atividades diversas, para sempre manter as crianças entretidas com alguma coisa. Por exemplo, minha menina mais nova faz aulas de esgrima, inglês, tênis, desenho e conservatório de música. O lado bom: as crianças vão estar sempre ocupadas com alguma atividade, salvando você de estar sempre inventando algo para distraí-las. O lado ruim: Correr de um lado para o outro com as crianças, para deixar/buscar todas a tempo em suas atividades. Ou seja, quanto mais crianças mais atividades para levar/buscar, pense nisso! ;)

Aqui em casa a rotina das crianças é bem definida, com o que elas tem que fazer, hora do banho, hora do jantar e hora de ir pra cama. Por exemplo, jantar as 19:00 - no máximo 19:15 -, cama as 20:15 pra mais nova e 20:45 pro mais velho. Assistir TV? Só se tiver tempo entre terminar o banho e o jantar ficar pronto.

Temos normalmente as manhãs e um pedacinho da tarde livres, que é quando podemos passear, ir para o curso de francês - existem vários cursos de francês específicos para au pairs, com horários e dias adaptados pra nossa rotina - etc. E começamos a trabalhar de verdade por volta de 16:00/16:30 que é quando as crianças saem da escola, com exceção das quartas feiras que, dependendo da escola, as crianças não tem aula ou estudam só até a hora do almoço, por isso que nas quartas ficam concentradas as maiores partes das atividades das crianças.

Além das férias de fim de ano escolares (as mesmas que nós temos no Brasil), aqui a cada 6 semanas eles tem 2 semanas de férias! Sim, a cada um mês e meio, duas semanas de férias! Mas não é sempre que nós ficamos livres durante essas pequenas férias. Muitas vezes as crianças não viajam e os pais arrumam atividades de férias para as crianças e nós temos que levar/buscar e todas as outras coisas que fazemos em semanas normais.

Nosso dia termina normalmente as 20:00/21:00. No começo parece uma loucura, mas com as semanas a gente vai se adaptando e fazendo as coisas tão automático que nem percebe, é só ter coragem. :)

É isso, espero que vocês tenham gostado, dúvidas e sugestões é só deixar nos comentários.
Bises, até o mês que vem!

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13 dezembro 2014

Pass navigo: O que é? Para que serve?

Coucou! Ça va? Meu nome é Marcella, sou au pair há quase 4 meses em Paris, e a partir de hoje estarei aqui para preencher os décimos terceiros dias dos meses de vocês. Yay! E para começar, vamos falar um pouquinho sobre o tão querido pass navigo. Mas Marcella, o que é esse negocio de pass navigo? Calma que eu já chego lá.

                                       

Primeiro, vamos conversar um pouco sobre geografia, Paris fica na região da Île de France e esta, por sua vez, possui duas empresas que são responsáveis pela organização dos transportes públicos, a RATP e a SNCF, para organizar a área de atuação de cada empresa, a região da Île de France é subdividida em zonas geográficas numeradas.

O pass navigo é nada mais nada menos que o cartão de transporte, que te dá o direito de ir e vir infinitamente por todos os tipos de transportes públicos. Ele pode ser comprado como semanal, mensal ou anual. O chato é que a área de atuação dele é determinada quando você compra, ou seja, você não pode sair por ai passeando por todas as zonas.

Para Paris e para as zonas ao redor, o pass navigo é um direito da au pair, ou seja, a famille d'accueil se encarregará dos custos do seu pass anual. Quem vem por conta própria se certifique que a família está ciente do seu direito, porque e uma economia enorme para nós, já que pagar pelo transporte não sai nada barato no final...

O que muitas pessoas não sabem (ou demoram um tempo para descobrir) é que durante os finais de semana, as pequenas férias escolares e durante as férias de verão o pass navigo sofre o chamado "dézonage", ou seja, você pode passear pelas zonas de cobertura da Île de France sem se preocupar com o custo de transporte!



Outro serviço que também é oferecido para quem tem o pass navigo, mensal ou anual, é o chamado véligo. O espaço véligo incentiva a quem tem o pass navigo (mensal e anual) a utilizarem bicicletas como meio de transporte, os pontos de retirada das bicicletas se encontram perto de outros grandes transportes públicos (estaçoes de metro, gares de trem...). Mas como nada nessa vida é de graça, quem quiser aproveitar o serviço tem que pagar uma taxa anual que varia de 10 a 30 euros.

Espero que tenham gostado, qualquer dúvida deixem nos comentários abaixo.
Bises e até o próximo dia 13!

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