Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Marjane Johner. Mostrar todas as postagens
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16 maio 2019

Das coisas que abrimos mão pelo intercâmbio


Oi pessoal, tudo bem? 

Quando decidimos fazer um intercâmbio, existe uma série de coisas que precisamos abrir mão, materialmente e emocionalmente.

Por exemplo, quando eu decidi fazer intercâmbio, cortei uma série de supérfluos: diminuí as viagens (pior parte), passei o celular pra pré-pago, parei de comprar roupas, passei a comprar marca de comida mais barata, parei de pedir comida (reflexos de uma vida adulta), e no final até acabei me mudando pra poder economizar ainda mais. Coloquei na tela de fundo do celular, uma foto que me remetesse ao meu sonho e toda vez que eu olhava, lembrava da prioridade, né mores? 

E também podemos falar da parte emocional, quando deixamos nossos amigos, família, cidade, emprego, etc quando muitas vezes precisamos colocar a necessidade das kids acima das nossas, abrimos mão da vida profissional, por vezes para poder estar aqui e cuidar desses seres de luz que nem são nossos né... Alguns deixam amores para trás, alguns deixam o amor esperando e alguns só dão uma pausa para ver no que vai dar... 

Mas o ponto que quero chegar é que todos nós trilhamos um caminho para estar aqui, que não foi nada fácil, e cada um teve que abrir mão de alguma coisa, alguns mais, outros menos, mas todos nós tivemos pequenas ou grandes atitudes para chegar onde estamos hoje, nada caiu pronto até nós, e permanecer aqui, é tão difícil quanto chegar aqui, pois o intercâmbio de au pair é ainda mais desafiador pelo fato de morarmos junto com a host family. E as vezes até esquecemos de ser gratos pela oportunidade de finalmente estarmos onde estamos, e é nessas horas que é bom olhar pra trás e lembrar o que estamos buscando aqui e de tudo que abrimos mão para realizar esse desejo/sonho :)

E você qual atitude precisa(ou) tomar pra chegar até o seu sonho? Do que você abre(iu) mão?





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16 abril 2019

O primeiro looping

Oi pessoal, tudo bem?

Venho direto do meu primeiro looping pra contar um pouquinho como estão sendo os primeiros dias, primeiras impressões...

Eu estou me sentindo bem à vontade, pra ser bem sincera. Minha host family é bem bacana, me tratam bem, perguntam se eu quero algo no mercado... Minha kid é uma fofinha, e o novo baby pode chegar a qualquer momento! As vezes eu até esqueço que estou em outro país, falando outra língua, tem horas que o cérebro trava e a palavra não sai ou sai em português, assim como às vezes estou falando em português e saem umas frases em inglês ou ainda quando a gente quer contar uma história e falar sobre a vida, nem sempre conseguimos achar as palavras e as vezes até rola uma mímica hahahha

Até agora sem conflitos, sem grandes preocupações, mas o misto de sentimentos tem se transformado em coragem, força e estou buscando novas formas de lidar com os momentos que me sinto só, pois quando chegamos precisamos conquistar novos amigos, descobrir os novos lugares, aprender sobre as leis de trânsito, sobre dirigir carro automático (no meu caso), e enfim, é tudo novo, tudo começado praticamente do zero mesmo.

Alguns mitos caíram, como por exemplo, crianças não tomarem banho por dias, a minha toma todos os dias, a comida ser ruim, pois minha host mom é uma ÓTIMA cozinheira e eu confesso que estou comendo melhor que na minha casa hahaha minha host mom foi ao mercado e comeu umas frutinhas pra provar antes de trazer pra casa, foi num aniversário e pediu pra trazer bolo pra casa, falei que ela é uma quase brasileira e ela adorou hahahah 

O primeiro looping tem sido interessante e não tão turbulento quanto eu imaginei, mas tem dias que a paciência esgota com o novo, porque essas primeiras semanas são de adaptação sua na casa, das crianças com você, da host family com você, não dá pra pegar o carro pra fazer nada sozinho, tudo você depende de alguém e confesso que no auge de quem morava sozinha no Rio de Janeiro, com 27 anos recém completados, tem sido um pouco desafiador. Mas sei que tudo é questão de paciência, pois as coisas vão melhorar... as coisas vão se ajustando e ficando melhor, a gente vai fazendo novas amizades, vai aprendendo sobre os lugares e tudo vai melhorando. 


Sigo viva e no próximo post falo um pouco mais sobre os desafios do próximo looping dessa vida de "aupé" (pois eles sempre existirão hahaha) :)






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16 março 2019

A montanha russa de sentimentos de um intercambista


Oi pessoal, tudo bem?

Meu embarque é em alguns dias e eu escrevo esse texto com muitas coisas em minha cabeça... mais alguém já passou por muitas sensações pré embarque? Não parece uma montanha russa? 

Cada um sente as coisas de uma forma, mas eu estou passando por um momento onde tenho momentos nostálgicos, choro, fico feliz, tenho medo, quero contar pra todo mundo e ao mesmo tempo não quero contar, quero me proteger do julgamento alheio (afinal sempre vai ter quem julgue por estarmos indo para outro país para cuidar de crianças, principalmente para aquelxs que estão ou já terminaram a graduação), no momento seguinte já quero comer toda comida que vejo pela frente, pois nenhuma é como a dos nossos pais e até mesmo do nosso país, em outros momentos não sinto fome, pois estou muito nervosa e tem momentos que eu me sinto expectadora da minha vida, parece que nada disso está acontecendo comigo, tento viver dias normais, e todos esses sentimentos acontecem no mesmo dia hahahha.

Se eu disser que nunca pensei em desistir nesses últimos 30 dias pré embarque, vou estar mentindo, afinal esse pensamento vem do medo do desconhecido. Mas é esse mesmo desconhecido que me aguça a curiosidade e a vontade de viver o novo que me dá forças pra deixar a insegurança de lado e ter a certeza que é exatamente isso que eu quero para o meu próximo ano. Viver uma cultura diferente, aprender uma língua diferente, conhecer pessoas diferentes, me adaptar a tudo isso e sobreviver a toda essa mudança de sentimentos.

E se formos fazer uma analogia, o intercâmbio em si também é uma montanha russa, afinal quando estamos pensando em entrar nela, olhamos e estudamos se realmente queremos, existem aqueles que se preparam psicologicamente por dias, alguns por semanas, outros por anos, e também tem aqueles que se jogam sem nem pensar. Assim que entramos na fila repensamos muitas vezes se é isso que queremos, ficamos com medo, alguns desistem, outros tem certeza. E esse momento pré embarque e o próprio dia do embarque, e treinamento (pra quem tem no seu programa) é quando estamos subindo a montanha russa, quando dá aquele frio na cabeça e surgem muitos pensamos "por que eu inventei de fazer isso?", "nossa, como estou animado para isso", "que frio gostoso na barriga" e por aí vai... E então chega o momento que chegamos na família, é como a descida, aquela parte que a gente grita e vê que está acontecendo mesmo, alguns gritam de medo, outros de emoção, e então logo sem seguida vem aqueles choques culturais, o que pode ser comparado ao looping, que nos deixa de ponta cabeça, mas sabemos que em seguida o looping acaba e a gente vai se adaptando. E como cada experiência é única, quando essa montanha russa acaba (ou o intercâmbio) é quando alguns dizem "nunca mais", já outros voltam pra fila no mesmo momento e outros precisam de um tempo antes de tentar de novo. Mas o mais importante é tentar curtir cada momento dessa montanha russa do intercâmbio.

Meu embarque é amanhã, dia 17, e no próximo post eu conto pra vocês como está o meu primeiro looping :) 


Até breve!




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16 fevereiro 2019

Au Pair aos 26 anos!


Oi pessoal, tudo bem?
Meu nome é Marjane, tenho 26 anos e em março embarco para ser au pair de dois babys, em Maryland. Nasci em Porto Alegre/RS e há dois anos, me mudei para o Rio de Janeiro, onde sou recepcionista em um hotel na orla de Copacabana.

Namoro o au pair há muitos anos, desde que estava na faculdade, mas ouvi de um professor que eu era "muito crítica" e não servia para esse tipo de intercâmbio, em seguida, fiquei noiva, e um dos meus principais conflitos era desistir desse sonho (porque ele não me apoiava). O relacionamento não deu certo (ainda bem) e eu voltei a sonhar com esse intercâmbio (2015), e foi então que tomei a decisão de sair do meu emprego (maio de 2016) para me dedicar ao programa. Intensifiquei as aulas de inglês, cuidei de crianças para adquirir as horas do programa, e dei entrada na CNH. Estava tudo correndo muito bem, até que minha melhor amiga se mudou para o Rio de Janeiro, conseguiu um emprego e me disse que eu poderia conseguir um aqui também, aplicar para o intercâmbio daqui mesmo, e de quebra, praticar o inglês trabalhando em recepção de hotel. Marquei minha prova para dezembro (2016) e comprei a passagem para janeiro, porém eu reprovei ainda na baliza.

Acabei vindo pro Rio de Janeiro de qualquer forma, consegui o emprego em fevereiro e comecei a trabalhar em março, e em hotéis, normalmente se trabalha em escala 6x1, ou seja folga somente em um dia da semana, o que dificultou para que eu tivesse tempo de tirar a carteira, mas em outubro de 2017, finalmente consegui passar na prova, mas já não estava mais tão motivada pra esse tipo de intercâmbio, procurei alternativas e dei uma enrolada... Até que em meio a um caos dentro do hotel, em abril de 2018 um gerente gritou comigo, e foi a partir desse grito que encontrei forças pra correr atrás do meu sonho: fazer meu tão sonhado intercâmbio nos Estados Unidos. Porém, eu tinha recém completado 26 anos, corri atrás de tudo, tive problemas no meu formulário médico, e só fui ficar online em agosto, e em outubro de 2018, tive meu match! Tive 7 famílias no meu perfil, fiz skype com 6 e fechei com a 3.
E agora estou no processo de desligamento da empresa, dando tchau pra cidade maravilhosa, e programando minha volta temporária pra casa da minha mãe, ficar um pouco com a família, antes de um ano bem intenso, mas cheio de descobertas! Embarco em 17/03/2019 e, chego na família no dia 21/03, bem na troca para o signo de áries (alguém mais aqui é x loucx dos signos?) e faço 27 anos em 07/04, e posso dizer que depois de tudo isso, sou uma pessoa muito mais madura e pronta para esse intercâmbio!


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