Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Matheus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matheus. Mostrar todas as postagens

07 março 2016

Coisinhas que a vida de Au Pair te ensina

       
Um pouco mais de 13 meses, exatos 400 dias. 9.600 horas recheadas de experiências maravilhosas – e outras não tão boas, também. Muitas amizades novas. Muita gente nova! Diversos lugares, comidas diferentes. Inglês, Português, Francês, Holandês, Espanhol, Alemão e deve ter língua faltando aí. Uma vida todinha em uma versão pocket de 1 ano. E dessas muitas coisas que eu aprendi, algumas foram muito importantes pra mim. Talvez não façam tanto sentido pra você, mas tenho certeza de que aí na sua cabecinha você sabe no que você mudou e o quanto isso é valioso na sua vida. Vamos lá, então, que vou te contar quais figurinhas novas adicionei ao meu álbum da vida:


Ser Tolerante: as coisas nem sempre são como a gente idealiza e, na maioria das vezes, mudá-las está totalmente fora do nosso controle. Desde aquele post no grupão que você acha um absurdo e já quer ir lá dar um barraco até sua indignação quando a sua kid, um anjinho com você na semana, dá a louca e bate nos hosts no fim de semana. Não é problema seu! Passe pro próximo post e aumente o volume da sua TV, respectivamente. Haha!

Me colocar no lugar dos outros: de amigos, de host parents, dos kids. Eu gosto muito de uma frase que me motiva a pensar assim: “Be kind. Everyone you meet is fighting a battle you know nothing about”. Sempre que eu ia ao Walmart ou McDonald’s aqui, me incomodava o jeito que os functionários me tratavam. A maioria tá sempre de cara fechada; alguns até te tratam mal... Eu achava isso um absurdo. Até que eu comecei a pensar (e também descobri coisas que não sabia sobre o quão mal pagos eles são e as péssimas condições de trabalho). Hoje em dia, eu tento me imaginar ali, naquela situação. Aquela caixa que te atende com uma cara não tão simpática deve estar trabalhando há muitas horas pra ganhar uma merreca que, provavelmente, não vai ser suficiente pra pagar o aluguel dela e colocar comida na mesa pros seus filhos. Talvez ela seja uma mãe solteira que não pode contar com a ajuda do pai dos seus filhos... Enfim! Não custa nada tentar entender o lado do próximo. E, afinal, nada melhor um “Obrigado” com sorriso no rosto pra quebrar qualquer mau-humor =)

Ser mais paciente: inspira, expira. Faça isso 10x. Vá dar uma voltinha, ver uma série, tomar uma água... e... pronto! Passou! Meu pavio cresceu demais nesse ano de Au Pair. E o porquê eu não preciso nem falar, né?

Curtir minha companhia: no meu primeiro mês de Au Pair, eu tinha zero amigos. Eu sempre saía sozinho. Cinema, mercado, shopping, restaurante. Mesmo depois de um tempo, depois de ter feito algumas amizades, eu ainda fazia muita coisa by myself. Hoje, eu conheço bastante gente e é difícil eu sair sozinho, mas isso já não é mais um problema. Muito pelo contrário! Eu curto e muito pegar um cinema mesmo sem companhia. Adoro dirigir por aí sem ninguém, cantando minhas músicas. Recomendo, inclusive!

Comer de tudo: pensem numa pessoa que ficava com fome, mas não comia nada de muito diferente. Eu sempre fui MUITO chato pra comer. Eu não gostava de NA-DA. Não sei como eu sobrevivia... Mas aqui o buraco é mais embaixo! Ou eu comia o que tinha ou ia morrer de inanição nas primeiras semanas. Eu me forçava a comer tudo que os hosts faziam. Algumas coisas eu odiava. Mas comia! Me lembro da primeira vez que eu comi Orange Chicken e eu quase vomitei com aquilo. Era doce e salgado ao mesmo tempo... eca! Adivinhem quem ama um Orange Chicken nesse março de 2016? Pois é... euzinho.

Neve é menos legal do que parece: é bonitinho ver tudo branquinho? É! É emocionante ver neve pela primeira vez? É! É legal acordar 5h da manhã com um text dos hosts avisando que não vai ter aula por causa da neve (isso pelo menos 1x por semana durante o inverno)? Não. Não é. É legal não poder sair de casa porque seu carro atola no gelo? Hmmm... acho que não é. Ou então ficar parado no meio de uma estrada atolado na neve? Não mesmo! É... eu queria que a neve fosse super legalzinha como é no filme da Elsa...

Ser mais direto: eu olho os texts que eu trocava com os hosts quando eu cheguei e... que menino chato! Eu dava muita volta pra falar coisas simples. Respondia um textão pra perguntas em que um “sure” seria suficiente. O problema não é nem se vão me achar chato ou não, mas o que eu sentia. Eu sempre achei super cansativo isso de ter que dar um role todo pra falar um “não”, por exemplo. Isso é desgastante! Por isso, hoje, se eu te responder “sim”, “não”, “okay” numa conversa por text, não quer dizer que eu tô bravo e não te amo mais. É só preguiça de todo aquele mimimi mesmo.

Ser mais grato: olhando pra trás, nesse um ano que passou, eu vejo quantas coisas boas eu vivi; quanta gente legal eu conheci; a sorte que eu tive pra muita coisa... começando pela minha HF, que tem sido maravilhosa pra mim; meus kids tranquilos, carinhosos, compreensíveis; as pessoas que eu conheci aqui que são como minha família; as oportunidades de viver coisas, comprar coisas, comer coisas (parte mais gostosa); de ter uma cama quentinha no frio; de não precisar lavar louça, ou estender roupa no varal. São coisas pequenininhas, mas que fazem toda a diferença.

O Matheus que veio não é o mesmo Matheus que vai dar tchau pra isso tudo daqui alguns meses (ou não). O Matheus que veio pesava uns quilinhos a menos e tinha mais cabelo. Na hora de ir embora, aquelas 3, 4, 5 ou 12 malas que você vai levar de coisas materiais nem se comparam com aquela sua bagagem que ninguém vê, mas que você leva no seu coração e na sua mente.

E assim eu me despeço do Blog das 30 Au Pairs. Eu espero que eu tenha te ajudado de alguma forma nesses últimos meses como colaborador aqui do site. Sou muito grato por toda a equipe do Blog, pela oportunidade e suporte de sempre. Vou sentir falta de aparecer pra vocês todo mês por aqui.

Mas não se preocupem, porque eu não vou deixar vocês sentirem saudade de mim. Muito pelo contrário! Pra quem quiser, tem overdose de Matheus no www.ebasicamenteisso.com, meu novo blog que acabou de sair do forno. Tem post pra todos os gostos. Te vejo por lá!

Um grande abraço,

Matheus 
Share:

07 fevereiro 2016

Manhê, quero ir embora!

Último dia 2 de fevereiro eu completei um ano de programa. Como eu já falei aqui, decidi estender (com a mesma família) por mais 1 aninho. E, umas semanas antes de completar 12 meses, me aconteceu algo inesperado: uma crise-de-quero-ir-embora. Eu me arrependi de ter estendido, queria porque queria ir embora... até falei pros meus familiares no Brasil, meus amigos e todo mundo com quem eu conversava, na verdade. Hahaha! "Quero ir embora daqui logooooo! Não vejo a hora de acabar esse segundo ano". Coisas desse tipo.


Felizmente, isso não durou muito. E eu digo "felizmente" porque, eu querendo ir embora logo ou não, a extensão já tava feita e eu precisava focar no meu segundo ano pra não surtar e largar tudo no meio do caminho. Afinal, é mais um ano sendo Au Pair, tendo as mesmas responsabilidades, estudando e tudo mais. Então, eu disse a mim mesmo que eu precisava esquecer essa ideia de Brasil e focar no que estou fazendo agora. Eu precisava de algo que me motivasse a encarar mais 12 meses fazendo the very same thing every fu**ing day. E deu certo! 

Eu fiz uma listinha mental com diversos motivos que me incentivavam a ficar aqui. Estudar mais, juntar uma grana, aperfeiçoar o inglês mais ainda, fazer algumas viagenzinhas estavam entre eles. Mas, mais importante de tudo, foi ter aprendido que essas coisas acontecem -- E MUITO! -- quando você é Au Pair. As nossas emoções ficam à flor da pele, a gente ama tudo quando acorda e quatro horas depois já tá querendo pedir pra sair. Tem dia que você quer abraçar as kids; tem dia que você quer trancá-los no basement... normal! (Brincadeira. Não pode! Hahah). 

"Senhora? Volta aqui! Você tem que acabar seu 2o ano!"
Minha dica é: se você tiver uma dessas crises -- seja de segundo ano, de segunda-feira ou de qualquer outra segunda, dê tempo a você mesmo. Pode demorar dias, semanas e até mesmo mais de um mês pra você resolver essas confusões da sua cabeça, mas essa hora chega! Talvez você vá até mesmo decidir ir embora... quem sabe? Mas tenho certeza de que, se bem pensadinho, você vai fazer a melhor escolha, a escolha que vai te deixar felizinhx. Converse com amigues que já passaram por isso (me ajudou muito! Thanks, Aline <3).

É isso aí! Desejo ótimas extensões (eita! x ou s? :P) pra todos vocês!

Até mais! =)
Share:

07 janeiro 2016

New Year’s Resolutions

Happy New Year, everyone! Um 2016 bem lindo pra todos vocês!

Nada melhor do que começar esse ano já definindo algumas metas, não é mesmo? Então, pensei em trazer aqui 10 dicas pra você, Au Pair, do que mudar nesse 2016:

1 – Dizer NÃO à Host Family mais vezes. HF é igual criança e fica mal acostumada se você é muito bonzinho;



2 – Viajar o máximo que puder;


Kids quando a gente viaja com a HF
















3 – Diminuir a quantidade de papel de trouxa feito (com xs migues, boys, HF, HK... todo mundo, né?)

2015 não foi fácil prxs trouxianes...

















4 – Estudar Inglês (ou outra coisa – mas estudar!). Afinal, é pra isso que a gente tá aqui! – Ou não...

























5 – Comer menos McDonalds (e ficar mais pobre, consequentemente =/)

























6 – Cobrar gas dozamigue Au Pair folgadx;

Gas não é barato, né, galeraaaaa!











7 – Fazer menos barraco no grupão;

Passa pro próximo post, amigue.















8 – Parar de gastar dinheiro com coisas que você não precisa;











9 – Ir num date por semana, pelo menos;














10 – Conseguir seu Green Card! o/



















É isso aí, galera. Espero ver todo mundo em 2016 viajando bastante, beijando todo mundo e sendo mais feliz. Um beijo nos corações de vocês. Até a próxima! =)

(Só pra deixar bem claro que não são minhas metas e que esse texto é uma zoeirinha.)
Share:

07 dezembro 2015

TO PAGAAAAANDO!

​
Eu espero que a maioria já saiba disso, mas sei que tem muuuuitxs Au Pairs que não sabem. Você paga pra morar com a sua Host Family, sabia? Ou você acha que eles tão fazendo caridade em te dar comida e um teto pra morar? Na-na-ni-na-não! Aquele dinheirinho que faz falta toda sexta tá indo pros hosts pagarem suas três refeições diárias, oferecerem um quarto, um banheiro, um iPhone 6s Pl... Brincadeirinha! iPhone não tá incluso no pacote.

Nosso salário de Au Poor é calculado com base no salário mínimo federal dos EUA, que é de $7.25 por hora: 
             - 7.25 x 45 horas semanais = $326.25
             - $326.25 - $195.75 (stipend dx Au Pair) = $130.50


E aí a gente se pergunta: "CADÊ MEUS $130.50 SEMANAIS???". Isso é o que você PAGA pra sua Host Family para morar com eles, como eu já disse. 

Se você tá PAGANDO para ter um quarto, um banheiro (ainda que seja dividido), comida etc., você tem todo o direito de ter essas coisas em boas condições e comida disponível para as suas três refeições diárias. Eu conheço gente que compra comida e paga do bolso; outros que têm quarto em más condições, sem tranca; ou divide quarto com os kids quando viaja... São obrigações da HF e TAMO PAGANU por isso, mas nem todo mundo sabe (poréeem deveria, neammmm! Tá no contratinho da gente).

Então, se seu hosto ou hosta babaca te falar algo, negar comida ou coisa do tipo, caça lá no site da sua agência e dá uma esfregadinha na cara deles porque ninguém aqui é obrigadx a nada. 




Vou deixar o link da página da minha agência onde eles falam isso e aí vocês procuram nos sites das suas agências: 



Beijos e queijos

Até mês que vem -- e ano que vem, também! 

Share:

07 novembro 2015

Estender com a mesma Host Family?

Há alguns meses, o fantasma da extensão vinha me assombrando. Estender ou não estender? Ok, vou estender. 6 meses, 9 meses ou 12 meses? Já que é pra ficar, bora encarar mais um ano. Mesma host family ou não? E foi aí que a resposta não veio tão depressa como nos questionamentos anteriores. Eu precisava de uma estratégia que me ajudasse a decidir o que fazer. Então eu dividi essa decisão em quatro passos: 

  1. Definir meus objetivos para o segundo ano e depois que o programa acabar;
  2. Listar pontos positivos e negativos;
  3. Prestar atenção nas host families das pessoas que eu conheço e me questionar: eu gostaria de ter essa host family?;
  4. Conversar com os hosts e pedir um feedback (coisas boas e ruins) sobre o meu trabalho desde que cheguei aqui.
1 - Meus objetivos para o segundo ano e minha vida depois do programa de Au Pair

Eu decidi que quero tentar ficar aqui para estudar depois do término do programa. Pra isso, preciso guardar cada centavo do meu salário de Au Poor. Eu gastei quase todo meu dinheiro em viagens. Então, ficando onde estou (e sem mais tantas opções de lugares pra ir na região), não ficarei tão tentado a viajar e, consequentemente, guardarei mais dindin. Se eu fosse pra West Coast -- que era meu objetivo, caso eu quisesse voltar pro BR depois do segundo ano -- ia querer viajar bastante, conhecer tudo por lá e acabar zerado como no primeiro ano. 

(Se você tem certeza de que voltar para o Brasil depois do Au Pair é o que 'cê quer, não pense duas vezes em arriscar ter uma nova experiência e explorar um novo lugar no segundo ano. Mesmo se a família não for tão boa, vai valer a pena. E outra, rematch tá aí caso não dê certo. Vá sem medo!)


2 - Listar pontos positivos e negativos


3 - Prestar atenção nas host families das pessoas que eu conheço e me questionar: eu gostaria de ter essa host family?

Sinceramente, eu nunca tive essa vontade. E eu não acho que minha host family é melhor do que as outras ou a melhor de todas. Acredito muito no conceito de match. Eu tive, sim, meu match perfeito. Isso não quer dizer que a família é perfeita. Talvez minha host family não seja a host family que você gostaria de ter...

4 - Conversar com os hosts e pedir um feedback (coisas boas e ruins) sobre o meu trabalho desde que cheguei aqui

Eu comecei o papo  dando aquela brincada. Cheguei pro meu host e disse: "Precisamos conversar". Ele fez uma cara de assustado e eu falei em seguida: "Quero rematch". Mas ele não caiu e disse, rindo: "No, you don't". Hahaha!
Aí eu falei que queria um feedback e ele começou a pensar, pensar e pensar... E disse que não tinha coisas ruins pra falar (YAY!), que ele só gostaria que eu ficasse mais a vontade pra levar ozamigue em casa. Disse, depois, umas coisas que ele achava bacana em mim e que eram importantes pra eles. Acabou que ambas as partes queriam estender =)

A DECISÃO

Well, não foi uma decisão fácil. Tem dias que eu penso: "Eu fiz bosta! Deveria ter escolhido voltar pro Brasil/Deveria ter escolhido estender por 6 meses/Deveria ter escolhido estender com outra família". Outros dias penso que foi a melhor decisão da minha vida e que eu amo esse lugar... É aquela bipolaridade auperiana que a gente sempre vai ter.

Eu espero ter ajudado vocês pelo menos um tiquinho. Se alguém quiser conversar mais sobre, me mande um email ou me chame inbox que a gente bate um papo.

Bjssss




Share:

07 outubro 2015

14 Tipos de Au Pairs

Heeeeeeeey there! 

Você já parou pra pensar nos diferentes tipos de Au Pairs que você conhece? Não? Então vem comigo que eu te mostro!  


1 - Au Pair Psicóloga: você começa a desabafar da sua host family exploradora, das kids mimadas e, antes de você acabar a primeira frase, ela já despeja seus conselhos e teorias. No fundo, você só queria chorar mesmo.



2 - Au Pair Tecnológica: ela guarda o salário do ano todo pra comprar seu MacBook Pro de 2,5 mil dólares. As viagens dela se limitam a passeios pela Best Buy pra checar qual será a sua próxima aquisição.



3 - Au Pair Sofrida: Limpa a casa todinha, faz a laundry dos hosts, café da manhã, almoço, jantar; trabalha 60h semanais (e não recebe extra)... sem contar que ela não tem carro e mora no meio do mato. 





4 - Au Pair Viajada: conheceu os 50 estados americanos + Canadá + 10 países Europeus. Isso tudo com o salário de Au Pair. Em um ano.



5 - Au Poor: Todxs.



6 - Au Ryca: Se o seu orçamento para comida não se limita a apenas dollar menu no McDonalds TODA vez que você sai, 'cê já é uma Au Ryca. 



7 - Au Pair Tradutora: metade das mensagens recebidas no WhatsApp dela são do tipo: “miga, como eu falo isso em inglês?”. Fora as vezes que ela sai com azamiga e é feita de intérprete. 



8 - Au Pair Joel Santana: mesmo depois de dois anos de Au Pair, o inglês dela ainda tá assim:



9 - Au Pair Barraqueira: tá em todos os barracos do grupão, xinga todo mundo e acaba sendo expulsa pelas moderadoras. 



10 - Au Pair Leite com Pêra: papai e mamãe mandam dinheiro pra ela todo mês porque, afinal, quem consegue comprar roupas, eletrônicos e viajar com apenas $195.75 por semana, né? Além disso, ela nunca tinha lavado uma roupa ou feito comida na vida. Essa aí sofre!



11 - Au Pair Motorista: não sabe o que é sentar no banco do passageiro. Ela não bebe, o carro dela é econômico, então os amigos sempre a elegem como a motorista da (de todas as) vez (es).



12 - Au Pair Esfomeada: ela tá sempre com fome, não importa a hora do dia. Come um big mac, fritas e milk shake às 11h e ainda pergunta: “topa uma comidinha brasileira pro almoço?".



13 - Au Pair Reclamona: NADA TÁ BOM pra essa criatura! 



14 - Au Pair Rematch: essa não fica mais de 2 meses numa família. Em um ano, ela já morou em 5 estados.  



E aí? Que tipo de Au Pair você é? 

Abraço e até a próxima! ;)
Share:

07 setembro 2015

Dirigindo nos EUA: neve traiçoeira



Dirigir aqui nos EUA não tem muito mistério. Carros automáticos, com direção hidráulica, ABS, controle de estabilidade e zaz. Acho que o maior problema de quem tem dificuldade com a direção é o trocar de marchas, então o fato de isso não ser necessário já ajuda muuuuito. Eu nunca tive problemas pra dirigir aqui, porque sempre gostei muito e já dirijo há bastante tempo.

Cheguei aqui na época de bastaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaante neve. MUI-TA NE-VE. Eu nunca tinha dirigido na neve. Aliás, nunca tinha estado na neve. Meus hosts me deram o carro já de cara e sem treinar nem nada (dirigi duas vezes com eles, só), afinal eu já tinha experiência. No asfalto. Sem. Neve. Mas ok. Bora dirigir na neve. E eu dirigi na neve numa boinha. Às vezes o carro dava umas deslizadas de leve e eu quase morria do coração? Sim, acontecia. Depois acostumei.

PORÉÉÉÉMMM, um belo dia, quando tava nevando muito (e já tinha nevado muito nessa P#@&%), eu fui passear todo alegre e saltitante. Como era fim de semana, eu tava com o carro pequeno que NÃO é 4x4. Beleza. Fui pros rolês da vida, fiz o que tinha que fazer e voltei pra casa. MASSSS É CLARO que ia ter nevado 500 mil inches de neve durante o dia e as estradas estariam todas branquinhas, fofinhas e coisinha bonitinha de filme. SÓ QUE NÃO! NÃO É BONITO! Ok, é bonito. Mas irrita muito, atrapalha muito, faz a vida da gente mais triste. 

Pois bem, estou lá dirigindo de volta pra casa, quando meu carro começa a perder força e parar... e aí eu percebo que é por causa da neve amada. "Oh, céus! Quem poderá me defender?". Ninguém, porque eu não ia me entregar! Eu fiquei lá tentando tirar o carro da neve por uns 15 minutos. Vai pra frente, pra trás. Vira pra cá, pra lá. Põe na primeira marcha (é automático, mas dá pra fazer isso). Desliga o controle de tração, liga. Canta um pouco. Pensa no que vai fazer amanhã. Deixa o carro descer um tico. Acelera até acabar com o seu pneu. Faz o ponteiro da gasolina descer sem sair do lugar. Acelera bem devagar, virando o voltante pra um lado e pra outro, sem se afobar e... voila! Saí do lugar e fui pra casa! =D

O dito cujo atolado na driveway aqui de casa.
Eu não sei ao certo dizer a vocês o que eu faço, mas isso me aconteceu mais umas 5934986243 vezes depois e eu sempre consegui sair dessas situs. However, dica da host vó pra dirigir na neve: "Pise nos pedais como se houvesse um ovo embaixo de cada um deles. E, claro, você não deve quebrar esses ovos!". Acho que funciona... Tomar bastante cuidado nunca é demais, também. Então dirija bem devagarzinho e com bastante atenção -- sempre, e na neve ainda mais.

E você, já passou perrengue dirigindo na neve? Conta pra gente nos comentários!

Até a próxima!
Share:

07 agosto 2015

Por favoooooor, PARE agoraaaaa!

Cantora Wanderlea em "Pare o casamento"
Há uns três meses, estava eu dirigindo para o DMV (Department of Motor Vehicles) daqui perto pra fazer meu Knowledge Test (Teste escrito) da Driver's License. Coloquei os kids no bus e peguei o caminho da roça. Geralmente, eu não dirijo nesse horário em época de aula, porque coloco os meninos no bus e volto pra minha caminha quentinha. O que acontece de diferente entre 7 e 9 da manhã nas ruas? Os ônibus escolares estão à solta! 



Pra quem não sabe, aqui nos EUA você TEM QUE PARAR quando os school buses param pra pegar ou deixar as crianças. Nada mais justo, não é mesmo? Afinal, ninguém melhor do que nózes pra saber que essas kids malucas saem correndo do nada. Mas vamos voltar às regras:

1 - Quando o ônibus escolar está prestes a parar, luzes amarelas começarão a piscar e você deve se atentar e se preparar pra parar, também;

2 - Ao parar, um stop sign aparece e as luzes vermelhas que piscam agora;

3 - Você precisa parar se estiver atrás do ônibus (meio óbvio, neammm) ou mesmo no lado contrário da pista, no caso de pistas de 2 faixas. Já quando são 4 faixas, as regras mudam um pouco. Veja:


Não respeitar essas regras e não parar para um ônibus escolar só é menos grave do que infrações de trânsito cometidas por algum MOTORISTA DE ÔNIBUS ESCOLAR. Quer dizer... bem no dia da minha prova, eu já cometo uma infração super duper grave. Hahahahah. Bacaaaana!

Enfim, eu NÃO PAREI! E eu só percebi isso porque o motorista buzinou sem parar por uns bons segundos. GRAZADEUS não tinha nenhum carro de polícia por perto -- não sei como, porque naquela área sempre tem. Na hora, eu entrei em choque! Como eu tinha feito aquilo? Como assiiiimmm eu não tinha visto o ônibus? E eu fiquei preocupado o resto o dia. Comecei a pesquisar na internet pessoas que já tinham feito isso (e só vinha uma coisa pior que a outra).
Depois de sofrer bastante, chamei meu host pra conversar assim que ele chegou e contei o que aconteceu (com a maior cara de "fiz merda"):

Eu: Host, preciso falar com você!
Host: Sim, pode falar.
Eu: Eu fiz uma coisa muito horrível. *me sentindo a pior pessoa desse mundo*
Host *já achando que eu tinha matado alguém*: O que aconteceu?
Eu: Não parei pro ônibus escolar D: D:
Host: Ah, que susto! Achei que era outra coisa. Você levou uma multa? *meio assustado*
Eu: Não, não. Só não parei mesmo.
Host: Bom, se você não levou multa, provavelmente que nada vai acontecer. Fica tranquilo! Isso acontece. Só toma cuidado e PARA da próxima vez.

E demos risada. 

Eu quase morri o dia todo pra ele AGIR PACIFICAMENTE ASSIM? Hahahaha. Brincadeira! Bem melhor assim. Eu é que sou doido e já me precipitei achando que ia ser preso, ia pagar multa de 2903583826 dólares e zaz. 
É que, de fato, isso é algo muito sério nos EUA. Fora que se eu tomasse uma multa, além de pagar uns 500$, eles levariam 4 pontos na carteira (o máximo é 5 -- e você perde a DL), e o seguro viria quinhentas vezes mais caro no ano seguinte. Se vocês derem uma lidinha nessas respostas pra pergunta da minha colega de cagada, vão entender o drama.

Essa é a minha história, galieeeera! Pelo amor de alá, tomem cuidado com esses ônibus. E, quando vocês fizerem algo que os hosts podem não curtir muito, conversem com eles! É a melhor saída. =]

Beijo, beijo. Até mês que vem!                                                                                                                                                                                                                       

Share:

07 julho 2015

Host dad and host... dad!

Hey there! 

Primeiro post meu aqui no blog (Woohooo!). Então, deixa eu contar pra vocês um pouquinho de mim: I’m Matheus, tenho 21 anos e sou Au Pair em Redding, Connecticut. No Brasil, sou Professor de Inglês e estudo Letras. Eu decidi que queria ser Au Pair lá no finzinho de 2012 e, por dois anos, fiquei com esse sonho na cabeça, desistindo e voltando atrás. Hoje, estou aqui há 5 meses e curtindo bastante a experiência.

Vamos ao que interessa! Well, vivem me perguntam como é ter hosts gays e a reposta é sempre muito óbvia na minha cabeça: absolutamente normal, como seria com qualquer outro casal hétero. Ou até mesmo melhor! Porém, não é tão normal assim pra muita gente. Eu to aqui pra tirar isso das cabecinhas de vocês!

Antes mesmo de ficar online, eu já pensava nessa possibilidade de ir para uma HF com pais gays (mulheres ou homens). Eu queria muito que fosse um casal gay, na verdade. Então, quando vou fuçar no perfil da primeira família que tava interessada em mim: dois hostos (Yaaaaay o/). Eu deixei bem claro no meu perfil que eu não só NÃO tinha preconceitos, como também gostaria muito de fazer parte de uma família assim. Acho que isso contou pontos pra que eu tivesse meu match.

Getty Images, Google.
Existem muitos prós nisso tudo. Que eles são gays é o primeiro! É, isso já é uma coisa muito bacana. No Brasil, é muito difícil ver um casal gay conseguir adotar crianças (e pensar que eles adotaram os meninos há quase 10 anos!). Mas o que quero dizer aqui é que eles têm a mente mais aberta, sem preconceitos e uma visão bem progressista e relaxada, eu diria. Meus hosts não encanam com nada! Eu posso fazer as coisas como eu quiser, quando eu quiser; eles são muito menos exigentes em relação à arrumação da casa, coisas dos meninos etc. Eu sinto que nada é um problema pra eles, do tipo: "Não deu pra fazer? Beleeeeza! Depois cê faz, se der. Se não der, ok também."

Eu tenho sorte, porque, além disso tudo, um dos meus hosts já passou pela experiência que eu tô passando. Ele já morou fora 2 anos com uma host family (tipo Au Pair, só que não), então ele é bem compreensivo e me dá até exemplos de coisas que eu passo e que ele já passou, também. Por exemplo, a primeira vez que fui pegar o carro e quase morri de vergonha na hora de pedir -- aconteceu com ele, também! Hahahahah!

Se aparecer uma família gay no seu perfil, corra... pra eles! Você não vai se arrepender nem um pouquinho! =D


 *Texto adaptado do meu blog pessoal.
Share: