Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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05 dezembro 2014

Plano B...

''... Plano de contigência em relação ao principal; alternativa de emergência para contornar a perda de uma situação.''
No mundo aupairiano é popularmente conhecido como "rematch".



Meu último post foi falando exatamente sobre a minha decisão de ter peço o rematch, e por inúmeros motivos.
Pois bem, resumindo, estou atualmente na Suécia, mais precisamente ao sul, onde tomando um trem, via ponte de Oresund, chego em Copenhagen em 1h30, mais ou menos. Eu acho isso maravilhoso, porque além de poder desfrutar de outro país com facilidade, tenho uma irmã e vários amigos lá.
Mas o que isso tem a ver com o meu plano B? 


Bom, estava eu cá, pensando com os meus botões, quando resolvi abandonar os 6 meses que me restam de visto na Suécia e partir para uma aventura de 2 anos na Dinamarca. Visitei várias vezes Copenhagen e me encantava a cada visita. Então, ''por que não ?'' Fazendo-me essa pergunta, eu não obtive nenhuma resposta negativa de mim mesma. Partindo, assim, para o próximo passo que seria reativar meus perfis nos sites hospedeiros. 


Já que eu me enconto na Europa, facilitou bastante o número positivo de famílias me respondendo. Tive algumas entrevistas por skypes, outras pessoalmente e outras através de mensagens apenas. 
Confesso que não me vi morando com nenhuma delas. E principalmente por já ter tido uma experiência desagradável, dessa vez fui mais exigente e cautelosa.
Usei e abusei do Au Pair World, que sempre cito sendo o meu favorito. Mas um pouco desanimada com os perfis encontrados lá, abrangi para outros. Recordando-me que minha irmã, em sua primeira experiência como au pair, aliás uma senhora experiência, havia encontrado sua host no site Find AuPair, fui fuça-lo. Eu já tinha perfil lá pra falar a verdade, apenas reativei-o, afinal, vai que...

Em uma quinta-feira, favoritei alguns perfis que haviam chamado minha atenção. Na sexta-feira uma das famílias me favoritou de volta. Confesso parte II, não sei explicar o porquê, mas de todas que favoritei, aquela foi a que menos gostei. Então fiz cara de pouco caso quando recebi notificação deles. No sábado eles me mandaram e-mail perguntando se poderíamos fazer skype no domingo. Como estava entediada naquele final de semana, respondi o e-mail com uma nova pergunta, querendo saber se eles pagariam meu ticket, então ao invés de um skype, uma entrevista pessoalmente. A resposta foi rápida e positiva. Sem nada a perder, no mesmo dia peguei minha brazilian bag e parti pra Copenhagen, encontrei com a minha irmã e dormi na casa da host dela. No outro dia, ela me acompanhou na entrevista. 

Chegamos timidamente no lugar onde eles moram, pois era lindo!!! Lindo! Próximo a praia e a um dos maiores parques de lá (se não o maior). Dando de cara com tanta beleza e casarões e mais casarões, pensei logo não gostar, pois na minha cabeça julgadora, meu lema era, quanto mais ricos são, mais explorados também hahah que nessa altura do campeonato, eu confesso parte III, que eu estava julgando tudo e todos hehe

Mas tcharam!! Fomos recebidos tão bem que o assunto ''trabalho'' deu lugar, na maioria do tempo, a muitas piadas e risadas. 
Resumindo, ela teve apenas uma au pair e disse que ficou feliz quando uma brasileira se interessou pelo seu perfil, pois ela nos julga como sendo pessoas alegres e extrovertidas, que aliás, concordo 8)
Perguntou-me se eu me sentiria bem sendo au pair deles e que da parte dela, ela já não tinha mais dúvida, pois havia gostado muito de mim.
Confesso parte IV que hesitei um pouco antes de falar o "sim", pois me lembro que quando fechei com a minha atual host family, eu havia me identificado bastante  também e acabou dando em rematch. Mas por outro lado, não temos bola de cristal e realmente não conseguimos adivinhar qual será a família menos problemática, não é mesmo ? Esse tal de match é um pouco nas escuras mesmo, só vivendo para descobrir. Então eu disse "sim", mas antes me certifiquei dos meus direitos e lhe disse que queria muito fazer um curso de inglês, ela falou que sem problemas me pagaria um e já ia começar a procurar. Bom, menos mal.


Assim terminou meu domingo, 16 de novembro. Um novo match, uma nova tentativa, um recomeço, um plano B ;)

Agora me aguardem, próximos dias 5 vocês me verão da Dinamarca, mas isso não significa que não contarei aventuras da Suécia, pois pra quem não sabe, namoro um sueco, então provavelmte, Suécia continuará fazendo parte dos meus posts ;)

Beijos, até a próxima.

Meu Blog! (Prometo voltar a atualiza-lo :X) 
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05 novembro 2014

Da alegria ao desespero... e à superação.

Respirar novos ares, fazer tudo novo. Conhecer novos lugares, um novo idioma, novas pessoas. Viver algo que por muitos anos você almejou. Se sentir livre.
Tudo é novo, tudo é diferente, mas já está tudo arquitetado na sua cabeça: Sim, eu quero morar "fora", farei um intercâmbio e será maravilhoso. 

Até que você se vê diante de todas as burocracias pré-viagem, visto, dinheiro para se manter e etc.
Então quando você quase desiste, por um acaso, se depara com o termo "au pair". Não demora muito e logo descobre que o intercâmbio "foi feito" pra você. Lê, relê, joga no google as trocentas maneiras de encontrar algo sobre ele e, finalmente, decide: Bora fazer o au pair!
Afinal, essa foi a maneira que você encontrou de realizar um sonho. 

E como nada que é bom, vem de graça, começam a chover na sua cabeça todas as possíveis dificuldades que você enfrentaria passando a morar com uma família estranha, a grande responsabilidade que será cuidar de crianças, além de abrir mão das suas regras para viver as deles.
Mas em algum lugar pararelo do seu cérebro, essas dificuldades não serão, de longe, algo para se preocupar antecipadamente e logo as esquece, voltando para seu mundinho perfeito de au pair, a Alice.

A verdade é que nos decepcionamos quando acreditamos que nada será tão difícil que não podemos superar, que momentos ruins existem, mas tiraremos de letra. 
Há o fato que cada experiência é singular, pois nem todas hosts families e nem todas au pairs são iguais, óbvio. Mas as essências de ambas são as mesmas. As dificuldades enfrentadas são as mesmas, os motivos são os mesmos, os desejos são parecidos. Todas as au pairs, por mais diferentes que sejam, passam por experiências similares. O que há de diferente é o jeito que cada uma lidar com isso.

E não por acaso, estou escrevendo esse texto. Minha positividade foi tamanha em um ano quase perfeito que me decepcionei. Me decepcionei com a minha host family, aquela que parecia agradável, que parecia, no mínimo, confiante.
Mas, então, você começa a fazer sua parte, e é exigido mais e mais, sem ao mínimo um "obrigado" como reconhecimento. E você não se manifesta, apenas se conforma. 
Só que você não nasceu para ser idiota para sempre, e a questão de apenas uma parte cumprir o acordado, começa a te incomodar, principalmente, quando a parte esnobada é você. 

De repente seus sonhos principiantes se desvairam bem na sua frente e o ano bonito que você imaginou para o seu intercâmbio, se transforma em um Rematch!
Era o que você temia e o peso que faltava para você pensar em desistir de tudo! Mas por sorte, existem os momentos que você para pensar, e são nesses intervalos onde te passam as alegrias vividas, as conquistas já alcançadas e todos os outros porquês pelos quais você largou tudo para entrar de cabeça nessa aventura. Enxergar a luz ao fim do túnel é essencial nessa hora e pensar que, quanto mais difícil está sendo, mais gratificante será ao final. 

E sabe aquela "adorável" família que te prendeu em todos os encantos imaginados e que você conheceu no skype ? Se eles viraram um pesadelo pra você, acalme-se e mude. Você não é obrigado a suporta-los. O rematch está ai pra isso. Seria bom não precisar usa-lo, mas é calmante saber que ele existe e que podemos socorrer a uma segunda chance.

E eu te afirmo, é pertubador deixar para trás o que a gente sonhou e não realizou. Deixar pelo caminho algo, por pura falta de persistência.
Então, esteja ciente, desafios existem, e muitos, no nosso caminho escolhido. Mas desistir não seria a melhor opção.
Seguir em frente, sim! (:


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05 outubro 2014

Hosts Kids: A escolha da idade!

Oi oi, gente!! Espero estar tudo ótimo com vocês.
Primeiro, peço desculpas pela falta de post no meu último dia 05. Como todo humano, ocorreu um problema e não tive cabeça para escrever. Quem sabe, assunto para um próximo post :P

Enfim, mais um dia 05, três meses de Suécia, vou abordar no texto de hoje um tema até que discutido por nós au pairs! Cuidar de babies ou kids maiores ?



Advertência: O texto a seguir será baseado nas minhas experiências :P

Antes de ser au pair na Suécia, eu tive uma experiência como au pair no Brasil (sim, você não leu errado, fui au pair em São Paulo, mais especificamente). Durante um período de 06 meses, eu cudei de dois lindos boys, 1 e 3 anos. Os pais trabalhavam muito, então eu meio que fui mãe dos pequenos durante minha estadia lá haha. Tinha dias que eu estava ''mortinha da silva'', sem exageros. Cuidar de criancas pequenas requer TODA, eu disse TODA uma atenção. Você não pode se dar ao prazer de se descuidar um minuto das ''pecinhas'', o que faz com que muitas au pairs escolham kids maiores para olharem. Até aí eu concordo, mas em contra partida, eu penso que a adaptação com crianças menores ocorre de uma maneira mais natural. Levando em conta a idade e se você passa uma boa parte do seu tempo com elas, naturalmente, elas vão se apegar a você e não saberá destinguir se você é ou não uma babá, uma tia, uma amiga ou até mesmo a mãe haha. 

Isso aconteceu comigo, meu baby de 1 ano só gostava de tomar a mamadeira antes de dormir no meu colo e toda vez que me via, era uma alegria! Várias vezes ele pulou do colo da mãe pra se aconchegar no meu lol
Até mesmo meu menino de 3 anos não me via como uma babá, na cabecinha dele, eu era como uma amiga. E quando eu ficava brava, ele punha bico de choro e me perguntava se eu não queria ser mais sua amiguinha... Coração amolecia na hora, né ?! :)

É ótimo essa inocência das crianças e o carinho que elas te dão, sem te diferenciar. Mas como eu tinha sempre muito trabalho, porque crianças assim, você tem ficar atenta a toda higiene deles, corta unha, troca fralda, dar banho, penteia cabelo, troca fraldas, alimenta, escova dentes, troca fraldas mais uma vez, coloca pra dormir... E mais umas trocentas coisas que não importa o seu schedule, se você for cuidar de criancas pequenas, você fará isso. E é uma rotina que você precisa cumprir, você não pode simplesmente esquecer de trocar as fraldas ou alimentar suas kids ou deixar para fazer no outro dia hahaha

E por esse motivo, as vezes eu me desesperava por dentro e pensava, minha próxima host family será com kids maiores. Pois bem, cá estou eu com 3 kids 6, 8 e 10 anos e querendo meus pequenos de volta.

Como uma boa au pair, nunca estamos satisfeitas, certo ?

Bom, cuidar de crianças maiores, realmente, não precisa de tanta atenção. Você fala o que eles tem que fazer e eles fazem by themselves, óbvio você não precisará dar banho ou seja lá o que for. Porém, crianças nessas idades sabem muito bem que você é uma babá, então muitas vezes, por mais boazinhas que elas forem, vão te tratar com indiferença em algum momento. Há aquelas que são mais mimadas e malcriadas e batem nas au pairs, ou dizem coisas absurdas, existem casos e casos assim. E tenho a sorte de não estar dentro dessa estatística. Minhas crianças até certo ponto são educadas e me respeitam. Eu disse até certo ponto, porque elas não sabem diferenciar dia de trabalho com dia de folga da au pair, então estão sempre na minha porta querendo brincar ou quando elas resolvem cuidar da minha vida. Sim!! Eles adoram saber tudo o que eu faço, que horas vou sair, quando vou voltar e com quem. Enfim, são coisas mínimas, mas que pode te incomodar, então você tem que impor no primeiro dia que chegar na casa da HF, ou caso contrário, elas te vêem como alguém que tem que estar sempre a disposição, e claro, não é assim que a banda toca.

A questão é que depois de passar pelas duas experiências, eu desejaria ser au pair de babies novamente.

Na verdade, isso é tudo muito relativo, eu sei. E vai de cada au pair saber o que prefere. Porque nos dois casos tem os prós e contras. Então ponha na balança e veja o que te favorece mais. Essa foi apenas a minha humilde visão a respeito do assunto (:
E vocês, o que preferem ?

Por hoje é só. Até o próximo mês ;)

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05 agosto 2014

1 ano em 30 dias!

Meu intercâmbio já acabou ou está apenas começando ?

É engracado como em tão pouco tempo e já me aconteceu várias coisas. Bom, quem me acompanha nos dias 05, provavelmente, leu no meu último post que eu embarquei para a Suécia. Pois é, cá estou, completando 1 mês cravado... Cronologicamente, sim, mas psicologicamente, eu poderia dizer que já vivi meu ano de au pair haha.

Vou contar como está sendo até agora essa minha experiência meio maluca. Aliás, nada nessa vida de au pair é normal lol
Já na primeira semana na casa da família e eu saio com o carro para ir me adaptando ao lugar e... voilá! bato num meio fio e furo um pneu hahah Como assim, Radira ? :O 
Sim, comecei com o pé esquerdo -.- Minha host mom estava comigo no carro e tentou me acalmar, disse que isso acontecia e ia ficar tudo bem! Resumindo, tou super nervosa e não consigo dirigir tranquila lol Pior é que moro numa fazenda e eles precisam de alguém para levar as crianças para a escola... O que foi que eu fiz ? Pedi rematch. Sim, o temido rematch ( que não é tão temido assim ). Minha hf ficou surpresa com o pedido e disse que isso não seria motivo pra eu querer sair e que eles dariam um jeito. E deram... Me falaram que as crianças podem ir de ônibus para a escola e que quando eu quisesse sair, eles poderiam me levar a estação e rapidinho eu estaria onde eu quisesse :) Mas é tão bad ter o carro ao se alcance e não se sentir segura dirigindo -.- Bom, espero superar isto haha

Ainda na primeira semana fiz um amigo da Polônia. Ele estava aqui na fazenda fazendo alguns trabalhos na casa e acabamos por pegar amizade. Super gente fina e bonito :P A parte triste é que ele já voltou para seu país, embora ele pensa em voltar para a Suécia <o/ A amizade com ele me ajudou bastante, porque meus primeiros dias e estava, eu, entrando na tal homesick -.-

Segunda semana e minha primeira visita... Como alguns sabem, minha irmã é au pair aqui na Suécia também, mas mês passado ela estava de férias no Brasil e decidiu voltar um pouco mais cedo pra ficar duas semanas aqui comigo xD Foi super bacana e eu pude aproveitar melhor alguns passeios. Fomos, ela, minha hf e eu, para o meu primeiro Konsert sueco de uma cantora pop. O show aconteceu numa cidade vizinha e apaixonante, Båstad. Além disso, fomos juntas para a migração, onde eu devia tomar minhas digitais e fotos! Foi super tranquilo essa parte, aliás, uma coisa que eu sempre falo, até agora vir para a Suécia, como au pair, não teve nada de burocrático.
 E aproveitamos para conhecer um pouco do centro de Malmö. Se não me engano essa é a terceira maior cidade da Suécia e tem muuuuuitos estrangeiros. 

Terceira semana e um swedish boy na area. Pois é, pessoas. Me rendi a esses sites de relacionamentos hahahah lol Mas é isso mesmo, a vida aqui é outra, a cultura é de total diferença e pra quebrar o gelo, só mesmo nesses sites. Então, fiz conta no o Badoo e tcharan! conheci um sueco que é supeeer fofo. Super atencioso e mora há 15 minutos de mim de carro. Na verdade, a mizade com ele surgiu desde os primeiros dias que eu cheguei, mas na minha terceira semana aqui, percebi que realmente estamos bem ligados. Conversamos todos os dias e ele me ajuda com os lugares e o idioma. Além disso, depois que minha irmã voltou para Estocolmo, voltei a me sentir sozinha e se não fosse por ele, eu estaria de volta a homesick hahah

Quarta semana, recebi meu cartão de identificação da migração, foi super rápido uhuul! E... uma sensação de que o verão está acabando. Quando cheguei me encantei com o clima do swedish summer. Bem que todos diziam, as pessoas ficam alegres, as paisagens são lindas, o sol brilha por muito tempo nessa época, e está fazendo um calor gostoso que lembra o Brasil! Mas agosto chegou e com ele a rotina, voltam as aulas das criancas e vai-se o querido verão. Exagerando um pouco, mas ainda temos duas semanas pela frente de férias, então, deixem-me por um roupa leve e curtir o que me resta. ^^




Até o próximo dia 05!
Beijos.
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05 julho 2014

E a aventura está apenas começando...



Quem diria, passou voando. E isso porque, há dois meses, eu indaguei estar longe. Pois é, mas o grande dia chegou. Dia 05 de julho, mesma data onde completo com alegria minha 3º postagem no blog, é também o dia do meu tão esperado embarque para um país nórdico, Suécia. Mas no meio de tantas euforias e alguns textos redigidos à vocês leitores, confesso que fiquei em falta com detalhes do meu processo... Bom, tudo tem um ponto de partida e quando se trata do programa au pair, o ponto inicial, na maioria das vezes, não digo que começa do mesmo jeito, mas talvez, com os mesmos propósitos...
Outrora eu já tinha comigo dois sentimentos que futuramente se tornariam meus aliados no intercâmbio que viria a conhecer.

1- A curiosidade por lugares desconhecidos que sempre me acompanhou...
Eu era uma garota de uns 10 anos, talvez, quando ficava a me deleitar com os seriados, filmes e documentários estrangeiros. Imaginava o quanto eu queria viver aquilo no real, vestir aquelas roupas, andar pelos mesmos lugares que os personagens andavam, fazer anjinhos na neve, comer o que eles comiam, e como uma boa fantasiosa, eu me imaginava literalmente nas cenas, trocando minha personagem favorita por mim mesma. 

Isso me deixava satisfeita por algumas horas. E mesmo eu achando divertido toda essa incorporação de papel que só existia na minha cabeça, me vinha um vazio em seguida... Sim, não era eu lá... Mas um dia eu iria mergulhar em algo assim. Eu não sabia como, mas eu o viveria. Eu viveria uma vida que eu julgava ter apenas no mundo lá fora. Não ligaria para o padrão social, queria apenas me encontrar em algum lugar, ou quem sabe, me perder por algum momento, pequeno que seja...Com essa idade, eu nada podia fazer a não ser sonha-los e explorar no mapa cada lugar desejado.

2-O sentimento de desvelo pelas crianças...
Eu sempre fui uma criança que adorava comandar as brincadeiras, queria ser a cabeça, aquela que escolhia a função de cada um no jogo... E na maioria das vezes, a brincadeira por mim escolhida era ''escolinha''. Pois bem, eu pegava meus cobainhas, punha-os em filas, sentados e lecionava qualquer matéria que me desse na telha... Me sentia a professora! Foi então que o negócio ficou sério e passei realmente a ensinar crianças dando aulas de reforço. Gostava de estar junto a elas e observar seus comportamentos. 

O desejo de ganhar o mundo e auxiliar crianças em seus desenvolvimentos vieram a calhar quando conheci nosso querido au pair...

Mas faltava o país. Eis que se sobressaia no meu coração uma vontade pela Austrália, sentimento que logo se desvairou quando pesquisando, soube que não seria possível o visto nessas condições para lá. Porém nem tudo estava perdido, afinal, minha sede por terras desconhecidas não se limitava à exótica Oceania. E por mais que não estivesse no top 5 dos meus favoritos, a Suécia me encontrou, abruptamente e por acaso...

Minha irmã já 'au pariando' por lá, me disse as maravilhas que o país escondia. Levando em conta suas considerações e pesquisando mais sobre a geladeira nórdica, me encantei! Li relatos em blogs, estatísticas no google, posts nos grupos do facebook e claro, as informações da Wikipédia (praxe). E a cada linha lida, eu pensava: "Uau!", e me imaginava lá... Lá onde os dias de invernos são escuros e gélidos, onde no verão, a falta de luz do inverno é toda compensada nele, e não digo exagerando, estou a falar do sol da meia-noite, mas por esse motivo, os suecos se transformam junto com a mudança da estação, onde as pessoas caladas e 'vazias' dão lugar à seres alegres e falantes. Então é pra lá que eu vou. 

Aliás, quando o post estiver no ar, eu o estarei acompanhando, rumo à um destino que eu julgo ser uma aventura. E quando cito a palavra 'aventura', não estou ausentando a presença dos sofrimentos e realidades que viverei, ao contrário, todos os momentos vividos em uma cultura e lugar totalmente desconhecidos por mim, ouso chama-los, lúcida e conscientemente, de uma aventura, disfarçada de ousadia. 

E claro, que para coisas acontecerem, devemos abrir mão de algumas ou ainda permutarmos por outras... Então que assim seja, que eu viva os meus dias de sonho e, consequentemente, eu cresça como pessoa. Enfrente desafios, tenha meus momentos difíceis... Quiçá é isso que eu desejo, momentos difíceis, desejo desafios, porque a vida não é só feita de felicidade. Arrisco-me a dizer que o que vivemos de melhor são momentos felizes e para que esses existam, devem existir também as reflexões e aprovações.

Pois bem, vou vivendo-os e encontro vocês no próximo dia 05 :)



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05 junho 2014

Sites para se encontrar HFs!

Eu não achei que esse seria um assunto importante para se explorar, mas a quantidade de meninas e meninos que tem dúvidas sobre os sites para encontrar Hosts Families é grande. Geralmente, os au pairs que decidem ir sem agência (assim como eu) tomam esses sites como o pontapé inicial para a busca de uma família hospedeira em algum lugar do mundo. E devo dizer que é uma mão na roda! Há também os au pairs que vão pelo intermédio de agências e querem expandir o número de famílias em seus perfis. Procurando, conversando e, se o santo bater com o da HF, tentam convencê-las a irem pelas suas agências.
  
''Bom, e como funcionam esses sites que tanto falamos nos grupos ?'' Au Pair World, Great Au Pair, Au Pair.com, Find Au Pair... Como podem ver, existem várias opções. Vou falar aqui sobre alguns, ou, pelo menos, os mais usados.



Começando pelo tão famoso Au Pair World (APW)
Particularmente é o meu favorito, não só por ter sido o site onde encontrei a minha host family, mas por ter sido o que mais me deu retorno em quantidade de famílias que falaram comigo. Enfim, no Au Pair World, como na maioria, você faz o seu perfil, adiciona fotos, e tem três textos para você redigir: uma apresentação para as famílias, um texto sobre você e por último o porquê de você querer ser au pair. Feito as etapas, agora é só mãos a obra. Você poderá encontrar uma HF clicando em ''find a family'', onde você preenche uns critérios de buscas, tal como país da sua nacionalidade, seu sexo e país que você gostaria de ser au pair, podendo selecionar múltiplos países.

- Detalhe: Se você fez isso e achou paupérrima a quantidade de famílias mostradas, você pode expandir de outra forma o número de perfis, colocando que você é do mesmo país da família hospedeira, assim, aparecerá uma quantidade maior de HFs. Lembrando que nesse caso, aparecerá nos perfis delas a exigência de ter uma au pair no Host Country ou, pelo menos, no mesmo Continente, mas vamos combinar que pode ser chances a mais. Vai depender da sua abordagem (: -

Ou se você não quer ter nenhum pouco do trabalho citado acima, basta clicar na ferramenta ''easyfind'' que te redirecionará automaticamente para perfis de famílias que coincidem com o seu. Leia os perfis, veja com qual você se identifica e prepare uma boa mensagem para, quem sabe, sua futura family. Aproveite que o site oferece essa ferramenta do envio de mensagens e abuse e use. Ou, simplesmente, mande uma mensagem automática para ela. Coisa que eu não indico, porque todas nós sabemos que só o que essas famílias recebem são mensagens, então devemos fazer diferente, aborde um texto que, provavelmente, irá chamar a atenção delas.

O bom do Au Pair World é que você não precisa ser membro pagante para ter acesso ao sobrenome dos hosts, isso facilita na hora de dar uma de detetive no google. Aliás, faça isso, tente encontrar algo dos hosts na internet. Afinal, para quê queremos o google ? Não viramos loucas(os) detetives quando se trata dos nossos(as) namorados(as) ? Então, façam o mesmo com a vida das famílias ! hehe
LOL, falei pacas do nosso amigo Au Pair World. Vou ganhar quanto pela propaganda, produção ?


Esse aqui comigo não funcionou :S Nem famílias fakes me quiseram. #chateada! .-.
Bom, quando eu comecei a pesquisar sobre sites para esse fim, o GAP estava no topo. Obviamente, corri e fiz meu perfil lá, mas achei um pouco complexo de início, aos poucos você vai se acostumando.
Como procede ? Ele faz uso de mais aplicações. Você faz um perfil também, com uma quantidade maior de perguntas para se responder que os outros, faz os textos, coloca fotos, e além disso, você pode adicionar um vídeo seu com crianças  etc e tal, e terá a sua disposição uma entrevista para preencher em inglês e deixar arquivada no seu perfil. Não é obrigado fazer tudo, mas lembrando que quanto mais informações, melhor.

Feito isso, você, sendo membro não-pagante, estará restrito a muitas informações nos perfis das famílias e não poderá mandar mensagens, apenas favoritá-las e caso haja interesse por parte deles, eles entrarão em contato com você.

- Detalhe: Se as exigências das famílias não coincidirem com as descrições no seu perfil, nem adianta, você não consegue favorita-las, logo, as famílias não irão receber nenhuma notificação. Daí você parte pra outra, não perca tempo -

Eu gostei desse, bacaninha :) Mesmo blablablá inicial, faz perfil, põe as fotos, escreve os textos, busca famílias e favorite-as.
- Detalhe: Você consegue em alguns casos mandar mensagens para as famílias, outros não, apenas adiciona-las aos favoritos. Creio eu, que pode ser a questão de famílias pagantes ou não, não tenho certeza, e não procurei saber ao certo -

O bom do AuPair.com é que você consegue ver quem visitou seu perfil :)


Bom, se eu for falar de todos os sites existentes, tomarei todos os outros 29 dias das outras integrantes do blog, e ninguém quer isso, né ?
Então segue abaixo os links de mais alguns sites para se encontrar hosts families e algumas dicas.


Só os que me recordo no momento, sem falar dos muitos outros. É site a dar com pau, então façam suas escolhas e quem sabe sua 'família-metade' não está te esperando em algum desses rs'.


Tip 1: Importante, sempre tente colocar fotos com mais pessoas e em momentos diferentes, e não só de você. Com crianças, com sua família, em uma paisagem da cidade onde você mora. Atente para as roupas usadas nas fotos, querendo ou não, esse será seu emprego e muitas, senão todas, famílias prestam atenção nesses detalhes, então se é isso mesmo que você quer, capriche nas apresentações.
Faça textos claros, objetivos e com foco nas qualidades do seu trabalho com crianças. Não adianta colocar 3 linhas, não especificar quase nada e depois chorar que nenhuma família te quer.

Tip 2: Atente para as famílias fakes, não entre em desespero e aceite a primeira que aparecer, sem ao menos, procurar saber melhor sobre ela. Veja se a esmola não é grande, se for, desconfie! Mais uma vez, se conseguir, use o google para obter mais informações. Peça para conversar no skype, peça para ver as crianças. Ligue para o número que eles derem. Em hipótese alguma envie dinheiro. #Rááá! Você pensa que não ? Mas tem os casos de meninas que enviaram. Bom, não é nada de tão extraordinário que devemos fazer, ou no caso do dinheiro, não fazer. São coisas simples para verificar a veracidade da família.

Tip 3: Também não vá ficar totalmente descrente e achar que todas as hosts families são falsas, e sair dispensando tudo. Acalme-se, volte a 'tip 2' e faça aquelas verificações básicas e necessárias :)

4ª e última Tip: Use o google mais uma vez, de novo e quantas vezes forem necessárias, aproveite enquanto é de graça, vai que dá a louca nos fundadores e eles começam a cobrar! '-' Mas não digo apenas sobre esse assunto, use-o para pesquisar mais sobre todo o intercâmbio. A cada clique é uma informação a mais que você ganha. Jogue lá das mais diferentes maneiras possíveis: ''quero ser au pair'', ''como ser au pair?'' ''você quer ser au pair?'', ''o que é uma au pair?'', ''em quais países encontramos o programa de au pair?'', ''escolhi ser au pair, e agora?'', ''blogs de au pair''... Lembrando que temos aqui no Blog também a ferramenta de busca, 'a lupinha'. Garanto que sem resposta, você não ficará. (:

E por fim, Good Lucky for All !! xD

Qualquer coisa,
M. Facebook!
M. Blog!

Beijos!
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05 maio 2014

Por que viajar ?




 De início, essa pode ser uma pergunta boba, mas quando a questão é viajar como au pair, essa pergunta se transforma na cabeça das pessoas de tal maneira que parece um bicho de sete cabeças, e então eis que escuto algo do tipo: ''Você vai sair da sua casa para cuidar dos filhos dos outros ??? :O'' (escrevi imitando essa frase na minha cabeça com uma voz bem nojentinha haha).
Não, eu não vou SÓ cuidar dos filhos dos outros. Claro que quando entramos nesse programa, temos que estar cientes que iremos na maior parte dar assistência à crianças, muitas vezes teremos que tomar decisões e seremos responsáveis por elas, e, óbvio, gostar de lidar com essa realidade, ou pelo menos, aceita-la :)

Bom, uma coisa não há como negar: momentos difíceis todas nós teremos, e é como dizem, ''se é pra sofrer, que seja em Paris.'' No meu caso, Suécia (vide detalhes lá embaixo ;D). Mas seria hipocrisia entrar nessa e não se sentir bem em um ambiente com bebês e crianças. Você pode até tentar faze-lo, mas isso só te prejudicaria quando você chegasse lá, pois não é tão fácil como parece. Crianças requerem TODO um cuidado especial. E isso é um dos principais fatos desse intercâmbio, além do tal custo-benefício citado por todas.

Como eu ia dizendo, não iremos apenas cuidar dos filhos de pessoas que nem conhecemos, estamos com isso ganhando novas experiências, e diga-se de passagem, que bela experiência! =D Viajar é descobrir coisas novas a cada passo dado, é conhecer melhor a si próprio, vivenciar momentos inesquecíveis, ter histórias para contar, lugares diferentes que, talvez, sejam um pouco longe das nossas realidades, e sem contar do grande aprendizado que somamos, e não estou falando apenas da incorporação de um novo idioma, mas sim, de um ponto de vista diferente sobre várias culturas, isso nos leva a ter um respeito maior pelo próximo e por modos de viver diferentes dos nossos. Eu penso que, praticamente, todas as au pairs tenham uma visão similar a essa minha quando decidem entrar de cabeça nesse programa.




E foi sob esse meu jeito de olhar o 'verbo viajar' que eu descobri o intercâmbio que iria suprir meus desejos e necessidades. Me identifiquei de cara, e, resumindo, encontrei uma família hospedeira na Suécia.
O programa de au pair é legalizado lá, mas não tem agências que antecedam por nós, fazemos nossas buscas por HF em sites como o AuPair World, onde encontrei a minha, e negociamos tudo direto com a host family, lembrando que no site da migração sueca traz informações como carga horária e o salário de uma au pair. O visto é feito online e, não é válido lembrar, mas a aplicação pode ser feita por correio também, porém não é tão eficiente quanto a opção pela internet. Bom, quanto ao procedimento, já existe aqui no blog posts bem explicados sobre isso, mas querendo tirar dúvidas, é só perguntarem.


Voltando ao meu processo, irei morar com uma família em Helsingborg, beeem longe da capital Estocolmo, mas TCHARAN! Em 30 minutos estarei com os pés na Dinamarca. Para mim está de bom tamanho! Terei contato constante com dois países diferentes. Seria matar dois coelhos com uma cajadada só ? ;D
São três kids, duas meninas de 10 e 8 anos, e um boy que completou 6 anos dia 30 de abril, mesmo dia do meu pai =D Meus hosts parecem legais (como todos parecem também, suponho lol) e eu terei uma casinha do lado da deles for me \o/ Eles moram em uma pequena cidade, mas fica logo ao lado da terceira maior cidade do país. Bom, tenho mais detalhes do meu processo para contar no próximo mês. Por enquanto, me encontro em um estado de felicidade, ansiedade e um aperto no coração, tudo ao mesmo tempo.

E para finalizar, prazer, meu nome é Radira =) Como podem ver, postarei nos dias 05 e estou super feliz com o convite de compartilhar meus pensamentos e processo aqui com vocês.

Beijos!
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