Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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02 junho 2018

Dutch kids



Oi gente, tudo bem?

Hoje eu queria falar um pouco sobre o comportamento das crianças holandesas, de acordo com a minha percepção durante esses (quase) 5 meses de Holandinha.

Umas das coisas que eu pensava antes de vir, era a curiosidade em relação a criação das crianças daqui. Obviamente já tinha ouvido falar que eles são criados pra serem independentes desde cedo. E foi bem por aí mesmo. Uma das primeiras coisas que eu percebi é que as crianças daqui fazem muitas aulas extracurriculares (futebol, música, hóquei, balé etc), além da natação (que é quase que um esporte obrigado e todos fazem). Eles também começam a pedalar desde cedo (desde cedo MESMO), criando uma certa independência já tão cedo também.

Outra coisa que percebi é que os pais aqui deixam que as crianças realmente vivam a infância. Não existe aquela super proteção com medo de que eles caiam, se machuquem (dependendo da situação, obviamente) etc. Eles sabem que é dessa forma que farão os filhos crescerem mais fortes e independentes. Não criam barreiras/medo desde o início. Essa é uma das diferenças que eu notei em relação as crianças brasileiras. Aqui as crianças não são mimadas, como no Brasil. Aqui eles são criados pra serem independentes realmente cedo. E tudo que é vivido vai servindo de aprendizado.

Dentro de casa, por exemplo, televisão e Ipad é algo completamente controlado. E isso não é apenas o que eu vejo dentro de casa, por exemplo, mas o que eu tenho visto desde que comecei a ser aupair aqui. Todos os amigos dos meus kids, as kids das AuPairs que eu conheço, etc, tem um limite diário (ou semanal!) pra assistirem televisão. É algo bastante controlado. O objetivo é que as kids realmente brinquem, saiam, interajam... e não simplesmente percam horas do dia de frente a uma tela animada. E isso também foi uma das diferenças que notei em relação a algumas crianças no Brasil. As crianças já estão nascendo muito conectadas, passam horas de frente a TV, por exemplo. Claro, mais uma vez, sem generalizar. Também sei que é algo muito cultural também.

E, por fim, a punição entre eles aqui é SEMPRE com base em conversa. Nada de punição física. Se as kids erram, os pais explicam exatamente o que foi feito de errado e porquê. E eu acho que esse é o melhor tipo de punição. Se você faz a criança refletir e entender exatamente o que foi feito pra não repetir novamente. Aprendizado.

Essa tem sido a minha vivência durante esse tempo aqui. Tenho aprendido bastante com eles também. 

Beijinhos, 

Rahy


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02 abril 2018

Fail trip: nunca viaje sem se planejar.



Oi!
Vou falar aqui um pouco da minha experiência de uma trip não planejada. Inclusive, acabei de chegar dela. haha
Quando eu soube do feriado da Páscoa (hoje, dia 2 de abril) e que eu teria 3 dias seguidos livres, já pensei em fazer uma pequena trip. Com umas amigas que também tinham essa mesma intenção, decidimos pesquisar nosso destino. Eis que decidimos que iríamos para a Suíça, mais especificamente para Berna, e de lá poderíamos tomar outros rumos. O fato é que a viagem e o primeiro destino foram escolhidos por causa dos valores, que pareciam ser bem interessantes. E, sem nem pensar muito, compramos.
Sempre que falávamos que estávamos indo pra Suíça no feriado, era quase que clichê ouvir: "prepare o bolso, porque é um país bem caro". Mas parece que nosso encantamento era tanto que nem demos tanta atenção a esse "detalhezinho". haha. Então decidimos pesquisar cidades que poderíamos conhecer esses dias, além de Berna, e criamos um mini-roteirinho de 4 cidades lindas pra conhecer lá. Mas com um detalhe: não atentamos a pesquisar os preços das passagens de trem pra irmos para cada uma. E, obviamente... cidades lindas, expectativas altíssimas.
Nosso primeiro erro foi na passagem de trem. Achamos uma num valor bom, compramos e só depois fomos ver as paradas e trocas de trem + tempo. Na ida teríamos 3 trocas, e na volta, PASMEM, 3 trocas e um trem com 14 paradas. QUATORZE. Mas seguimos otimistas hahaha. Eis que o primeiro trem atrasou, ainda na Holanda, e perdemos o próximo que iria fazer uma conexão em Koln (Colônia) - Alemanha, que seguiria pra uma cidadezinha chamada Basel, na Suíça, e depois pra Berna. Dessa forma, o próximo trem seria apenas 6h depois. E, com isso, nosso "roteiro" estaria perdido por algumas horas. Mas sempre tem alguém barraqueiro (ou justo?) pra tomar a frente de resolver as coisas. Obviamente que não fomos as únicas a perdermos o trem, e que não havia sido nossa culpa, afinal a troca de um trem para o outro seria de 12 minutos e ainda assim perdemos por conta de atraso. 1h depois, estava tudo resolvido: arrumaram umas vans para nos levarem até uma estação na Alemanha e de lá seguiríamos a nossa viagem.
Saindo de Monchengladbach, na Alemanha, seguiríamos viagem até Koln, de Koln pra Basel e de Basel para Berna (ufa!). Porém, com o atraso do primeiro trem, perdemos o último trem que saía pra Suíça, saindo de Koln. Com isso, tivemos que esperar 4h na estação, e foram as 4h mais longas da viagem.
Passamos um tempinho na Mc Donalds pra ficarmos mais quentinhas, porque o frio estava batendo, mas o sono chegou forte e decidimos nos arriscar a tirar um cochilinho nas cadeiras da estação. Até porque o segurança de lá não parava de nos encarar de cara feia, porque claramente estávamos lá para passar tempo e não para consumir, de fato (embora compramos uma batatinha haha).
Eis que aí foi a parte mais bizarra da viagem. Somente durante esse tempo vimos muitas coisas, como várias pessoas bêbadas. Uma delas, uma senhora quase que apagada, que mal sustentava a própria cabeça, mas ainda virando uma garrafa de vodka. Em meios a uns cochilinhos, deitada numa cadeira, um casal nas cadeiras da frente, vinha até ela dar uns golinhos da bebida. Goles roubados. Claramente pessoas completamente anônimas. Então, do nada, surge um homem que começou a conversar com ela. Neste momento, perdi completamente meu sono pra observá-lo, porque eu realmente não sabia se ele tentava ajudá-la ou não. De longe, eu não conseguia entender nada, mas não parei de observar - afinal, a mana estava completamente entregue, e queria ver se o cidadão queria tirar vantagem da situação. Até que a bolsa dela caiu no chão, e ele, calmamente, a pegou. Neste momento eu já estava em posição de partida para chamar algum segurança e mostrar o rapaz, mas ela teve um mega reflexo de puxar a bolsa de volta. Então ele foi embora e ficamos lá, observando ela novamente.

Enquanto isso, alguns idosos que também passavam a noite na estação, estavam virando garrafas e garrafas de bebidas. Alguns bem debilitados já. Mas bebendo como se não houvesse amanhã. Alguns bombeiros passaram carregando alguém desacordado numa maca, um grupo de jovens cheio de bebidas passava por lá também. E o casal que estava dando uns golinhos na garrafa da senhora, começou a brigar em alto e bom tom. Gente??? Nesse momento eu jamais conseguiria pregar um olho sequer. Até que uma idosinha muito fofinha passou por lá e resolveu bater uns papinhos com esse mesmo casal. De longe não se ouvia o que conversavam, mas em um determinado momento o rapaz resolveu expulsá-la de lá dizendo que não queria mais conversar. Ela, muito idosinha, caminhava devagar saindo de lá, mas o rapaz, impaciente, se levantou como se estivesse ameaçando empurrá-la. Nesse momento meu coração disparou. Porém, não só eu e minhas amigas, como algumas pessoas sãs que ainda haviam naquele ambiente completamente louco, paramos para esperar a senhorinha sair de lá sem que aquele ser estúpido a machucasse. Pouco tempo depois, a senhora que estava deitada nas cadeiras com a garrafa de vodka se levantou e foi embora também. Cambaleando, é claro.
Enfim, o nosso trem chegou e fomos para Berna, com uma troca de trem em Basel. Com o atraso do primeiro trem, tivemos essa espera toda e a perda do trem que teríamos direto (o que daria a oportunidade de dormimos). Quando chegamos, fomos deixar nossas coisas no hotel (a única decisão planejada da viagem que deu certo hahaha) e fomos turistar. Ainda era cedo, então tínhamos o dia inteiro pra cumprir o nosso possível roteiro, embora com muito sono, claro. 
Fomos para as estações comprar as possíveis passagens para as cidades que colocamos no nosso roteiro sem um mínimo de pesquisa (além de fotos no google). E gente, como muita gente deve saber, a Suíça é um dos (senão "O") países mais caros do mundo. Caímos durinhas no chão quando vimos os preços das passagens pras cidades que planejamos. Somente eram mais caras que a passagem da Holanda - Suíça (Berna) que compramos. E muitos dos lugares que pensamos em ir, exigiam uma trilha. Ou seja: muito planejamento. Se tratando de Au Poors, obviamente desistimos de tudo e decidimos que Berna seria boa o suficiente para o nosso primeiro dia. hahaha. E, de fato, é uma cidade linda. Sem dúvida coloco na minha listinha de um dos lugares mais lindos que já vi. Mas aquele sentimentozinho de frustração estava conosco. E o sono também, é claro. Em umas 4h turistando, decidimos ir pro hotel descansar e tentar planejar algo pro segundo e último dia. Mas chegamos lá e apagamos de tanto cansaço. Decidimos acordar mais cedo no dia seguinte e planejar o que poderíamos fazer.
Acordamos cedinho, como planejado, e decidimos nos informar se era possível sairmos mais cedo da Suíça, com o nosso ticket, é claro, e passar algumas horinhas em Frankfurt, que estava em uma das nossas conexões. Afinal, cortamos todas as cidades da Suíça do nosso roteiro. Mas, como imaginávamos, não era possível sair mais cedo de lá, apenas dentro da Suíça. Ou seja: de Berna para Basel. E assim fizemos.
Basel é uma cidadezinha muito fofa e turística também, mas não há muito o que se ver, além de ser muito semelhante com Berna. Adoramos, é claro, mas em pouco tempo já não tínhamos muito o que fazer e passamos algumas longas horas dentro das Mc Donalds da vida, Subway e Starbucks. Até porque o tempo estava bem indeciso. Hora chuva, hora sol e hora granizo. Vai entender... haha. E eu achando que o clima da Holanda que era meio louco...
Enfim, hora de voltar pra casa. Somente no trem de volta decidimos ver quantas paradas aquele trem faria. Somente 14 paradas. Somente. E se não bastasse, estávamos sentadas perto da porta. Ou seja... sem chance de dormir. Mais 10h acordadinhas contando as horas hahaha. Voltamos pensando em o quanto fomos desligadas em relação a organização e planejamento. Que não adianta ter somente a passagem pra o lugar, se você nao tem o roteiro nem possíveis valores a gastar. Assim como as passagens de trem: sempre prestar atenção ao tempo das trocas, assim como quantas paradas tem cada trem. Porque se for pra fazer uma viagem longa assim, que pelo menos você tenha a oportunidade de descansar. Não adianta chegar nos lugares já exausta e perder de aproveitar tanta coisa linda, né?
Como eu disse no meu post anterior, tudo que vivemos aqui entra pro nosso caderninho de lições. Essa trip nos ensinou mais uma. 
Uma coisa bem importante: a viagem também é feita de companhias. E eu e minhas duas amigas nos divertimos da nossa forma também, nem que tenha sido rindo de nós mesmas. Estar com elas foi, sem dúvida, a melhor parte. E só pra deixar muito claro: amamos conhecer Berna. É um lugar lindo que eu super recomendo pra quem tiver a oportunidade de ir lá. Apenas fomos com expectativas altas demais em relação a um roteiro completamente não-pensado e tivemos que lidar com a frustração de que não íamos cumprí-lo. E também tivemos que lidar com os preços altíssimos DE TUDO na Suíça. Detalhe bastante importante também pra quem quiser ir lá. Preparem o bolsinho! haha







Ufa! É isso! Mas sigo pronta pra próxima trip. De trem ou não, longa ou não, mas, com toda certeza, planejada! haha


Kusjes! Doei! <3

Rahy








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02 março 2018

Intercâmbio de Au Pair e a prática do autoconhecimento.





Oi, gente, tudo bem?

Por aqui tá tudo bem (e também tudo frio! hehe).

Hoje vou escrever um post meio "filosófico", mas é sobre algo que eu andei pensando esses dias. Interessante pensar que em dois meses aqui eu já sinto tantas mudanças em mim (não apenas as mudanças físicas como as pancadas que eu vivo refazendo toda semana no meu corpo com quedas, nem as climáticas, como a gripe que nunca passa hahaha). Por isso eu decidi falar um pouco sobre isso, baseada em minha experiência.


Primeiro de tudo, acho que qualquer viagem que você faça, independente do lugar, é algo que te faz descobrir um pouco mais sobre você. Você tem a oportunidade de sentir onde estão os seus pontos fracos e fortes e descobrir ainda mais sobre os seus valores pessoais. Claro, se aventurar de coração aberto é essencial. Porque assim você não cria barreiras. É importante se permitir.


Com o tempinho que estou morando aqui, já fiz tanta coisa que eu achava que não seria capaz. Venho quebrando tantas barreiras que eu tinha criado na minha cabeça antes mesmo de tentar. Mas a parte boa de muita coisa que você vive aqui, é que nem sempre existirá a opção de dizer "não", e aí você tem que encarar de toda forma. Muita coisa você percebe que, na verdade, sempre foi possível. Antes não era porque você estava com medo/vergonha/insegurança. Imagina o tanto de coisinha que as vezes a gente deixa de viver por isso, sem nem ter dado a oportunidade de tentar, né? Eu agora meto a cara. E se algo não der certo, tudo vira aprendizado no final.


Uma das coisas que eu me sentia insegura antes era em relação ao meu inglês. Eu era a pessoa que mais enchia a boca pra dizer que meu inglês não era suficiente pra conversar. Mas inglês é algo que está no seu dia a dia durante o seu intercâmbio. Não é uma opção decidir falar em inglês ou português haha. Dessa forma, eu vi que eu consigo conversar, sim, e que na realidade o nome do que eu sentia era auto-sabotagem. Talvez se não fosse pela necessidade, eu estaria deixando de conhecer tantas pessoas por uma coisa tão simples, sabe? Ainda bem que agora eu tenho mais segurança, embora, claro, eu ainda fale com algumas dificuldades. O que não é vergonha nenhuma se você ainda está aprendendo. Mas tudo isso porque eu precisei "meter a cara" pra ver que esse "bicho da comunicação" era algo criado por mim mesma.


Durante esse tempo pude conhecer pessoas de vários países. E o mais legal disso tudo é que você tem a oportunidade de "viajar" através das histórias que cada pessoa conta sobre seus países. Imagina perder tudo isso por insegurança? Até mesmo no país que você está fazendo o intercâmbio. Comunicação é a base pra você conhecer e se inserir na cultura.


Estar de coração aberto para as oportunidades e desafios que irão aparecer durante o seu intercâmbio é essencial pra que você se permita viver um dos (ou o) melhores anos da sua vida. Eu me comparo a quem eu era no Brasil e o tanto de coisa que ando fazendo durante esse tempo que eu nunca imaginei antes. E isso em tão pouquinho tempo. Muito certa de que é um ano de aprendizado e amadurecimento também.


Com tudo isso eu percebi o quanto eu quebrei algumas barreiras que eu tinha criado por pura insegurança. E é algo que te fortalece cada vez mais, com certeza. Porque você aprende com cada uma delas tudo que você teria deixado de viver se o medo tivesse sido a sua escolha. Imagina?


O ano de au pair é isso aí. Coração aberto, quebra de barreiras, muitas histórias, muitas conquistas , novas pessoas e muitos perrengues. Mas, com toda a certeza, no fim, uma pessoa mais forte.





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02 fevereiro 2018

Meu primeiro mês de Au Pair na Holanda



Oi, people, tudo bem?

O meu último post foi escrito 3 dias antes da minha vinda pra Holandinha e eu era pura ansiedade. Agora, 3 dias pra fazer um mês, já tenho algumas boas histórias pra contar. O engraçado é que a sensação é de que estou aqui há meses.

Costumo dizer que sou rainha em passar perrengues. Do tipo: "olha, um perrengue! Vou passar!". Já comecei no aeroporto mesmo. haha. Cheguei no aeroporto antes da minha hostmom. Ela foi me buscar sozinha porque era bem tarde já e o host ficou em casa com as kids. Se por foto eu já achava ela uma rainha, pessolamente nem se fala. Chegou toda fofa me abraçando, perguntando como tinha sido de viagem, sobre minha família, sobre o voo, tudo. Ainda no aeroporto, fomos no mercado (sim, tem um mercado no aeroporto) comprar algo pro meu café da manhã do outro dia. Só pra que eu ficasse bem a vontade quando acordasse. E aí comprei uma bandejinha com frutas e um pote enorme de iogurte. Só esperei mesmo sair do mercado pra derrubar o pote da minha mão e estourar no meio do aeroporto, fazendo uma mega sujeira. 

Como cheguei na noite da sexta, meu primeiro final de semana foi com a família, pra nos conhecermos. Obviamente, minha primeira noite foi quase em claro de tanta ansiedade pro outro dia, que eu iria conhecer as kids e o host. Acordei e fui vê-los. Todos muito simpáticos e receptivos comigo, as kids super fofas e ansiosas pra abrirem os presentinhos que eu trouxe. hahaha. Foi legal porque eu ensinei como usar os brinquedinhos (regionais) e isso deu uma ajudinha pra que eles me dessem uma abertura pra brincarmos juntos. Depois, almoçamos na praia que tem perto da minha cidade (Zandvoort) e papeamos muito. Quando voltamos, eles me deixaram mais a vontade pra descansar e dar uma organizadinha nas minhas coisas. No domingo eu já fui conhecer a cidade vizinha, que é uma cidade grande e linda (Haarlem). Foi quando minha ficha caiu e eu tive aquela sensação de que eu nunca tinha saído daqui. Definitivamente eu me sinto em casa na Holanda.

A primeira semana oficial, vida real, não foi diferente do que eu imaginava. As kids estavam ainda muito apegadas a antiga Au Pair deles, claro, e eu sabia que a nossa relação seria construída. Assim como tem sido ainda. Normal. Então o momento de ir buscá-los na escola e creche foi bem delicadinho e exigia paciência e muita conversa. Em casa já era mais fácil porque é aquele momento delícia de brincarmos juntos. Mas ainda assim, sem muita brecha. haha. Agora, quase 1 mês depois, tudo tem sido mais fácil, mas ainda está sendo construído. Eu percebo que o carinho já existe (por parte deles, claro, porque pela minha já existia antes mesmo de chegar haha), que eles gostam da minha presença e se importam comigo. Estão sendo super doces e amorosos cada vez mais. É uma delícia poder sentir isso no dia a dia. Tudo tem ficado mais fácil.

Uma das coisas que eu mais temia, mesmo antes de chegar, era a bakfiets. Quem não? Aquela bicicleta enooooorme com uma caixinha de madeira super pesada pra transportar as crianças. Se eu sou aquela pessoa que não tenho equilíbro nem em pé, que posso facilmente cair tropeçando em mim mesma, imagina que responsa pedalar a bike. Mas era algo inevitável. hahaha. O host foi super paciente e deu umas voltinhas comigo no quarteirão da minha casa pra que eu entendesse bem. Minha partida foi linda: virei a bicicleta todinha pro lado e quase caí. Depois peguei o jeito e consegui pedalar. Mas, né, eu tava sozinha. Eis que chega o belo dia de andar com as kids. E seria bem amor: os dois de uma vez só. Saí com a minha kid mais nova pra buscar o mais velho em um playdate. E com o gps na mão. Sente só a pressão: pedalar a bakfiets com uma kid e com o gps na mão. Até tava indo bem, mas meu celular descarregou e eu fiquei completamente lost no meio do caminho. Não fazia ideia de onde era a casa que meu kid tava e precisei voltar pra casa pra carregar meu celular. Estava indo tudo bem (tirando meu celular descarregado) até que eu consegui cair da bike parada, já com os pés no chão. E com minha kid mais nova também. É aquela frase de: nunca conte vitória antes da batalha acabar. haha. Apesar do susto, não foi nada demais, não nos machucamos. Machuquei mesmo só o meu coração que já estava aliviado por não ter caído durante o percurso. hahaha. Acabou que não precisei mais buscar meu kid porque a mãe do amiguinho dele o trouxe em casa. Sou grata a ela, que foi fofa e compreensível.

Porém, contudo e todavia, escapei da bakfiets naquele dia, mas sabia que uma hora nao poderia mais evitar. Até que precisei, novamente, ir buscar meu kid no playdate dele, na mesma casa. Dessa vez eu fui tão determinada e cuidadosa pra chegar lá, que deu tudo certo. Parecia que eu tinha ido dormir sem saber pedalar a bike e acordado expert. Foi muito fácil, zero desequilíbrio. Pedalei com os dois e com o GPS na mão, sem medo nenhum. Hoje em dia eu adoro (porque ela é elétrica). haha. Mas também tudo isso me serviu pra constatar: não precisa ter medo de nada. Você só precisa encarar. No final, tudo é adaptação. Tudo mesmo.

E é assim que as coisas aqui estão sendo: se estiver com medo, com vergonha ou o que for, vai assim mesmo. Porque não há nada a perder. O medo só deixa de existir se for enfrentado, né? Além do mais, tudo é adaptação. E se as coisas não derem certo, viram aprendizado (e talvez boas gargalhadas depois). 

E é assim que vou seguindo pro meu segundo mês aqui: me adaptando mais e me desafiando o tempo todo.

Beijinhos!
Rahy
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02 janeiro 2018

Au Pair na Holanda: como foi o meu match.




Oi, meninas!

Primeiro de tudo, gostaria de desejar um feliz ano novo! Espero que seja um ano de muitas conquistas para todas! E, para as que vão viajar agora como au pair, como eu, que venha um ano lindo e memorável! :)

Faltam exatos 3 dias para o meu "feliz ano novo", que é quando viajo. Fico pensando que eu deveria estar com o coração pela boca, de tão ansiosa, mas a realidade é que estou bem calma. Muito tranquila. Bom, né? Ou vai ver toda a minha ansiedade é uma bolinha de neve que poderá cair realmente no dia. haha

Hoje queria contar sobre o meu processo de match. Penso que pode ajudar muitas meninas que ficam (assim como eu fiquei) apreensivas nesse momento. Comigo não foi diferente: eu li muitos textos sobre como foi o processo de algumas meninas, vi muitos vídeos, tudo! Embora, no fim, cada caso é um caso, mas tudo isso ajuda a nos deixar mais seguras e saber o que esperar.

Bem, antes de mais nada, a agência que estou indo para a Holanda (se não me engano, pra ser Au Pair lá, você precisa, necessariamente, ir por alguma agência) é a HBN. Só tenho elogios, até agora. Tudo feito com muita atenção e cuidado. Estão sempre disponíveis pra te ajudar e há também agentes brasileiras, que facilitam ainda mais os helps que você precisa durante o processo.

O email mais esperado do processo (ou um dos) dizendo que eu havia ficado online, me animou muito. É quando sua ficha vai caindo, aos poucos, de que você está quase lá. Apesar disso, eu não estava com muitas expectativas de que teria um match rápido, porque via que algumas meninas demoravam alguns meses até consegui-lo. Então eu estava muito tranquila em relação ao tempo. Só que, uns 15 dias online, mais ou menos, recebi um email da agência dizendo que havia uma família interessada em conversar comigo. Aquela pessoa calma e tranquila deixou de existir na hora! O que parecia ainda meio distante, havia deixado de ser. Meu coração foi na boca! Eu estava num parque com uma amiga e não consegui fazer mais nada. Parei tudo pra ler a cartinha e ver as fotos da família. Tremendo, mas muito feliz! Respondi a agência na hora dizendo que poderiam marcar a conversa com a família e assim marcaram pro dia seguinte.

Era um fim de domingo quando começamos o skype. Conversamos mais sobre vida pessoal. Me perguntaram sobre meus planos, expectativas, quando e porquê decidi ser Au Pair, tudo. Foi uma conversa muito fácil e descontraída por parte deles e por mim. Mesmo com dificuldades com o meu inglês, fluiu muito bem. Foi quase 1 hora de skype e eu nem notei. Terminei muuuuito ansiosa e na torcida pra que fosse match. Parecia a família perfeita pra mim naquele momento. Eles foram mega fofos no skype, moravam na cidade que eu fiz o meu intercâmbio, tivemos sintonia na conversa... tudo! Era tudo o que eu queria: ter match com a primeira família. 

No dia seguinte, havia um email da agência dizendo que eles queriam fazer um segundo skype. Esse sim eu fiquei ainda mais nervosa. Eu sabia que era o skype de bater o martelinho, tudo ou nada! Sabia que eles fariam perguntas mais específicas, que seria uma conversa estilo entrevista mesmo, sendo eu a entrevistada. Estava mega nervosa. E aí conversamos. Foi como eu havia imaginado: uma conversa bem específica, com muitas perguntas. Nos dois skypes eles sempre falaram que estavam conversando com outras meninas super legais também e que seria uma decisão bem difícil. Terminei o skype achando que não ia rolar, já que a conversa não tinha fluído tão bem quanto a primeira, talvez por causa do meu nervosismo. No dia seguinte, recebi um email da agência dizendo que a família havia escolhido outra menina, embora tivessem gostado de mim também. Eu fiquei super triste. Imaginei que poderia esperar muito pra uma outra família aparecer novamente e tive medo de não ter mais o mesmo feeling. Mas aí, dois dias depois, havia uma outra família interessada no meu perfil.

Depois eu vi que não fazia sentido me lamentar porque eu não tive match com a primeira família. Sabia que encontraria ainda uma família muito especial e que eu tivesse um bom feeling de novo. E que tinha sido muito bom para ter mais segurança, já que eu agora tinha mais ideia de como seriam os próximos skypes com as outras famílias.

Marquei um skype com a outra família, que não apareceu. Remarcamos. A família não apareceu novamente e eu desisti deles. haha. Não era pra ser, né? Mas nem me abalei. Já estava tranquila de novo. E aí apareceram mais duas famílias interessadas no meu perfil. Marquei skype com a primeira família (minha segunda família do processo, que foi o meu match) e fizemos um skype super rápido, de 16 minutos. Tempo suficiente pra eu ter sentido um super feeling e adorado eles de cara! Tive um feeling ainda maior do que a primeira família, mesmo que tenha sido uma conversa mais rápida. Como são as coisas, né? haha. Eles foram uns amores comigo. Conversamos e rimos muito. Pegaram meu whatsapp pra dar a atual Au Pair deles, brasileira, e me disseram que seria muito bom para que eu pudesse conversar diretamente com ela em português e perguntar tudo que eu quisesse. Fofos, né? E então conversei bastante com ela, que foi super fofa e atenciosa comigo, me falou sobre tudo, jogando a real mesmo, e depois me mostrou as kids por vídeo chamada. Não tinha como ser diferente: eu já estava derretida por eles. Só precisava que a família me dissesse que era match. haha

No outro dia fiz mais um skype, com a terceira família. Também achei uns amores, super fofos, tivemos uma conversa fácil e divertida. Mas eu já estava só esperando que a outra família me desse um feedback positivo. De toda forma, acho válido continuarmos o processo e irmos fazendo os outros skypes enquanto nada estiver definido. Após esse skype com a terceira família, no mesmo dia eles já marcaram o segundo skype comigo, pro outro dia. Nesse mesmo dia, a segunda família (o meu match), também havia me mandado um email marcando outro skype, só que pra um dia depois. Ufa! 

Fiz o skype com a terceira família pela manhã, que foram bem diretos: queriam um match. Me apresentaram uma das kids, me mostraram os gatinhos da casa, foram realmente uns fofos. Não me cobraram resposta, apenas queriam que eu pensasse. Me deram espaço. Eu imaginava que o segundo skype que eu ainda faria com a segunda família (meu match), seria pra conversamos sobre o match mesmo. Acontece que eu recebi um email da agência antes, dizendo que as duas famílias haviam me escolhido e caberia a mim decidir qual das duas eu queria dar match. GENTE, COMO ASSIM? Eu que ia escolher a minha família! haha Nem acreditei quando vi o email! Mas aí escolhi a segunda, que na realidade já estava escolhida desde o primeiro skype, mesmo tendo adorado a terceira família, que eram uns amores. A menina que tiver dado match neles deu muita sorte também, assim como a primeira família. <3

Por fim, o skype com a minha família ainda estava marcado. O mesmo que eu achava que seria pra conversarmos sobre match. Quando começamos, eles falaram que estavam sabendo que havia outra família, além deles, interessada em mim, e queriam conversar sobre o match. Ou seja: eles não sabiam que eu havia os escolhido! Não deve ter dado tempo da agência comunicar, talvez. Então eu mesma disse que tínhamos um match, e vê-los comemorando no skype foi a melhor sensação de todo o meu processo de Au Pair. Eu realmente estou muito feliz com minha família, e tenho certeza que iremos nos dar muito bem. As kids são fofíssimas e eu já estou in love por eles.

O que eu tenho a dizer, é: não desanimem se não tiverem um match rápido ou com uma família que você tenha um super feeling. A sua família vai chegar na hora certa e você vai saber. <3

Doei! <3

Instagram: @rahysasantiago
A Ponte Blog - bloguinho que divido com a Dai. Espacinho que dividimos nossas ansiedades, planos e futuras vivências como Au Pairs na Holanda








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02 dezembro 2017

Futura Au Pair na Holanda: minhas motivações.




Oi, gente.


Me chamo Rahysa, sou nova aqui no blog. Hoje é o meu primeiro post e gostaria de começar me apresentando e contando as razões que me fizeram querer viver um ano de Au Pair na Holanda.

Sou Designer gráfico, tenho 27 anos, sou libriana e bastante inquieta. Gosto de descobertas. E isso inclui lugares, pessoas e coisas novas. Também amo trocas. Troca de culturas, de experiências, troca de tudo que me acrescente de alguma forma. E foi por isso que decidi ser uma Au Pair.

Como uma boa inquieta, uma das coisas que eu mais gosto nessa vida é viajar. Na verdade, quem não, né? :) E esse foi um dos motivos que me fez decidir fazer um intercâmbio. Quero viajar, quero viver uma nova cultura por um tempo, aprender ou melhorar um novo idioma e, principalmente, quero sair do meu mundinho e enxergar coisas diferentes. Literalmente. Sei que será, também, um ano muito intenso e de muito aprendizado pessoal. 

Minha primeira motivação em fazer um intercâmbio foi a insatisfação profissional que eu estava vivendo. Sabe quando sua rotina vira automática e o seu trabalho não te dá mais prazer nenhum? Estava me sentindo assim. Precisava viver novos ares. E isso não seria necessariamente novos ares profissionais. Era pessoal também, pois eu acho que estava precisando fazer algumas descobertas em mim. Tipo aquele break. Então, decidi chutar o baldinho sem medo e ir atrás do que me preenchesse naquele momento.


Procurei todas as possibilidades de intercâmbio e decidi ir como Au Pair, por ser um intercâmbio mais acessível em relação aos outros. Acho que nem dá pra comparar, na verdade. Além do mais, trabalhar com crianças também é algo que eu gosto bastante. Pedacinhos de gente que possuem um coração tão puro, uma inocência e veracidade tão grandes, que, definitivamente, não tem como não ser um trabalho prazeroso. E, por fim, mas não menos importante, minha outra motivação foi o idioma. Eu sempre quis dar um up no meu inglês. E lá na Holanda todo mundo (ou quase) fala inglês, mesmo não sendo língua nativa deles. Portanto, escolha feita. E estou sendo bem feliz nela.

O meu destino, claro, não poderia ser outro. A Holanda. Sou apaixonada por esse país, minha gente. A arquitetura, a história, a cultura, as pessoas, as comidas... tudo lá eu adoro. Só não tenho muita certeza sobre o clima frio quase o ano inteiro. Mas dizem que quando a gente ama, ama até os defeitos, né? haha.

Já estive 3 vezes na terrinha das tulipas (2013, 2016 e 2017), e acho que, sempre que eu tivesse a oportunidade de viajar, era pra lá que eu iria. Tipo figurinha repetida mesmo. E esse ano eu pude fazer um mini intercâmbio de 3 meses e voltei pra casa já pensando em retornar. Logo, não tive dúvidas: meu intercâmbio seria lá. Quero repetir a figurinha again. haha. E já estou ansiosa pra voltar e comer pão com manteiga e granulado de chocolate no café da manhã novamente. :9

Posso dizer que fui feliz no meu processo de Au Pair. Tenho agora uma família linda e que  tive um feeling incrível (mas deixarei pra contar no próximo post). E agora só falta 1 mês e pouquinhos dias pra viajar. Por enquanto, apenas vou alimentando as borboletinhas que já habitam minha barriga, de tanta ansiedade! :)

Muito prazer,
Rahy.

:)
Doei!

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