Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

29 maio 2021

Full time Nanny!

 

Ola people,

Bom h0je vou compartilhar sobre meus 3 anos trabalhando para uma familia americana.

Conheci eles por referencia (o que nao eh muito comum por aqui, ainda mais pra nOs brasileiros). Mas antes de fechar com eles, eles queriam mais referencia; de quem? Da familia com quem trabalhei como au pair. Bom, a minha preocupacao no comeco era da minha EX host Mom nao responder, ja que tivemos alguns conflitos, mas sempre fiz meu trabalho por la, entao esperava por algo positivo rs.

Deu tudo certo, ufa.

Conheci a familia num dia de semana, fiquei com eles (os pais) e a baby que na epoca tinha 7 meses. Conversamos sobre rotina, horas, pagamento. Estou no suburbio de Chicago como ja disse. E por aqui pra trabalhar de baba varia muito.  Era metade do ano, e os pais ofereceram $13 a hora, e que cada ano que ficasse seria um aumento de $1 rs. 6 meses depois ja recebia $14. A casa deles, era 10 minutos de onde eu morava, super deu certo. E tinha mais uma menina de 3 anos e meio. A mae ficava em casa (maioria do tempo em mercado, ou fazendo as coisas dela) Ela nao me incomodava quando estava em casa. Pois comentei a respeito da minha experiencia com a minha host em casa. As criancas eram mais dificil de me respeitar e escutar.

Era praticamente meu servido de au pair, so que bem pago rs, e eu podia comer a comida deles haha (mas levava meu arroz e feijao rs) . A comida das criancas era comida processada (unheathy, e facil de preparar), chegava logo cedo pro cafe da manha, as vezes levava a de 3 anos pra escola, ou buscava. Ate entao, eu nao cobrava gasolina por ser tudo perto (um vacilo, pois acabava fazendo extra atividades, como levar para bibliteca e parquinhos).

Logo eu me mudei , e eles tambem, ficou uma distancia de 40-45 minutos quando tinha trafego (a maioria das vezes) trabalhava das 7am – ate as 5pm. Mas sempre ia alem deste horario. Acabava fazendo 50h na semana. Ai me voce pergunta se fiquei rica? Nao foi bem assim haha. Na epoca meu marido perdeu o emprego, (pois eh nao eh tudo conto de fadas). Entao fazia muito dates nights pra eles e pra outras familias tambem. Isto foi num periodo de uns 4 meses.E nao tinha muita experiencia com responsabilidades, ou seja gastei bastante dinheiro com coisas futeis. (vivendo e aprendendo).

Ate ai ja estava no meu segundo ano com eles. As meninas eram super de boa comigo (ate a hora da mae chegar em casa, o que nao eh diferente em nenhuma familia rs).

Ia pra festa de final de ano na casa deles, ate minha mae e irma ja foram rs.

Voei pela primeira vez em primeira classe com esta familia, eles tiraram ferias com amigos pra Jamaica, e queriam que eu fosse junto pra ajudar. Opaaaa, mas eh claro, bom estava trabalhando. 

Mas o melhor de tudo foi o banho de mar na Jamaica (ainda voltarei, lugar maravilhoso), tenho muita saudades do mar. E acordar e ver o mar foi tao bom. Eles pagaram minha passagem, e me pagaram uma certa quantia pelos 5 dias que la ficamos. Eu tambem tirei ferias no tempo com que trabalhei com eles, fiquei 1 mes no Brasil. Nao combinamos de ferias, ou folga, ou seja, nao foi pago este tempo. Acho importante ter estes topicos antes de trabalhar full time para um familia.

Eu quero compartilhar mais um pouco sobre estes 3 anos com esta familia, vou postar pro proximo mes. Pois eles tiveram uma grande importancia pra mim e para minha familia. 

 

Esta foto, foi a paisagem que tive por 5 dias. Ficamos hospedados num vilarejo. 


 

No dia do meu niver, tinha happy birthday, cupcakes, cartao de niver $ .

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28 maio 2021

Death Valley, Vegas and Joshua Tree pt.2



Olá gente! Hoje além de trazer um roteiro de 1 dia em Vegas, vim também comemorar meus 3 anos de embarque para os EUA! Há 3 anos que não vejo a minha família e muita coisa mudou na minha vida desde que cheguei. Hoje estou trabalhando como nanny live in para poder juntar dinheiro e aplicar para o meu mestrado futuramente, porém planejo ir visitar a minha família ano que vem. Estou escrevendo esse post sentada no aeroporto esperando o meu voo pra Chicago pra ir visitar a minha ex host family <3. Venho outra hora contar da vida pós Au Pair, desafios e recompensas desse pós que nos deixa tão inseguras. Mas vamos lá para o post!
Sai de Pahrump rumo a Vegas mais ou menos 10am, eu gostaria de ter saído mais cedo, porém como havia nevado na noite anterior e eu teria q passar pelas montanhas pra chegar em Vegas eu resolvi esperar a neve derreter pra poder seguir a viagem com segurança, já que o meu carro não era 4x4. Eu acompanhei as condições das estradas pesquisando no Google, recomendo fazer o mesmo se por acaso o lugar que vocês estiverem indo visitar neve. Conversando com o dono do Airbnb ele disse q naquela região só neva 1x por ano, e eu me senti total privilegiada haha (contém ironia) eu dirigi muito na neve em Chicago, mas lá eu tinha um carro SUV, eu jamais me arriscaria dirigir um carro normal na neve, é super perigoso!
De Pahrump até Vegas da cerca de uma hora de carro, quando eu cheguei eu primeiro parei na placa Welcome Vegas, depois eu decidi ir direto para o Seven Magic Mountains, que é uma exposição de arte permanente e fica há 20 min do centro de Vegas. Fiquei cerca de 30 min lá e voltei para Vegas. Todos os Casinos oferecem 1h free parking, então deu pra visitar alguns Casinos sem precisar gasta com estacionamento. 




O primeiro lugar q eu fui foi o Luxor, é um casino em forma de pirâmide, fiquei uns 20/30 min lá só pra tirar foto na frente e ir visitar outro casino, depois parei no Bellagio, que é onde tem a fonte que faz todo aquele espetáculo das águas, o espetáculo acontece de seg a sex, das 3pm (sab., dom. e feriados começa as 12pm) até as 8pm a cada 30 min. e das 8pm até as 11:55pm a cada 15 min. Eu andei pelo Casino e eles tem uns jardins temáticos lá dentro, também tem uma escultura feita inteira de vidro em formato de flores chamada “Fiori di Como”, no teto da entrada que custou cerca de 10 milhões de dólares! Eu diria pra deixar esse casino por último pois eu voltei lá a noite pra assistir o show da fonte e tbm logo em frente fica a Eiffel Tower que é muito mais bonita a noite. O The Venetian foi um dos meus preferidos, tem um canal lá dentro com gôndolas e o teto que parece super realístico, vc pode pagar pra ir e escolher o passeio entre indoor ou outdoor, com duração de 10 min. e os preços são de seg. a sex. das 10am as 11pm $29 por pessoa, de sex. a dom. $36 e feriados $39, cada consola comporta 4 pessoas e eu super recomendo tentar achar cupons! Eu não tinha muito tempo e não achei q Valéria a pena fazer sozinha haha então só entrei pra tirar foto mesmo. Eu tentei entrar na Elvis Chapel, que fica em na Fremont street em Old Vegas (que eu não achei nada de especial), mas eles estavam fechados para visitas por conta do corona, então eu resolvi voltar para Vegas e ir no High Roller. Eu comprei um cupom de desconto no Groupon e peguei o horário da noite, eu achei incrível ver as luzes de Vegas lá de cima. O ingresso foi $32 ($37) mais $12 do estacionamento, se vc der sorte de não pegar fila talvez vc não precise pagar estacionamento (1h free), mas demorou um pouquinho pra achar a entrada, me localizar e subir, e o passeio todo demora certa de 30 min. 
Sai de lá por volta das 8/9pm e segui rumo ao Joshua Tree. Foram 4 horas de viagem até lá, fiquei hospedada em Palm Springs, dirigi por 2 desertos (Mojave e Joshua Tree) a noite, sem iluminação nenhuma e nenhum carro ou sinal de celular, com gelo e neve em alguns trechos da pista, foi um dia intenso e cheio, cheguei no Airbnb em Palm Springs muito cansada e só queria saber de dormir haha mas essa história fica para o próximo post! 
Até mais pessoal 

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20 maio 2021

A loucura que foi meu processo de Au Pair na pandemia - Parte ll

 Oi! Como vocês estão?

Hoje vim contar o desfecho da minha história de Au pair até chegar aqui nos Estados Unidos.




Se você ainda não viu a parte l, o link está aqui: https://bit.ly/3eYUpHQ

Vamos lá: terminei o último post contando para vocês o Plano México, que foi quando eu propus minha estadia de 14 dias no México para a minha host family e eles aceitaram!

Daí começamos a nos mexer para fazer isso acontecer: eles entram em contato com a agência para ver quais eram as opções, se poderíamos fazer isso ou não. E depois de muita conversa e troca de e-mails a Au Pair Care autorizou, se responsabilizou pelas passagens (do Brasil para o México e do México para os EUA) e mandou uma lista bem grande condições, por exemplo:
 
- todos custos em relação a hospedagem e alimentação seriam por nossa conta;
- se o México fechasse a fronteira com os Estados Unidos enquanto eu estivesse lá, eles não pagariam minhas passagens de volta para o Brasil;
- exigiram meu seguro saúde enquanto eu estivesse no México;

E algumas outras coisinhas mais, deixando claro que eles pagariam as passagens e só.

Tudo isso aconteceu em novembro de 2020 e, como minha host family tinha disponibilidade de me esperar, decidimos marcar a viagem para o México para janeiro de 2021, assim eu poderia passar Natal e Ano Novo com a minha família no Brasil.
E para minha surpresa - e alegria - eles decidiram passar as 2 semanas no México comigo e aproveitar para tirar férias.

CONHECI MINHA HOST FAMILY NO MÉXICO? 

Sim! Viajei para Cancún no dia 14 de janeiro e fiquei sozinha em um hostel por 2 dias. Eles chegaram no dia 16 e fui encontrá-los no Airbnb que ele tinham alugado para ficarmos as duas semanas.

Foram 14 dias bem intensos conhecendo a host family fora da rotina, me acostumando com o inglês 24 horas, em um espaço totalmente diferente para todo mundo. Mas também foi bem gostoso! Passeamos um pouco (Covid, né), fomos em restaurantes bem bons, experimentei várias comidas diferentes e sem gastar 1 centavo porque minha host family bancou absolutamente tudo!

FINAL FELIZ, JÁ? 
Só que não. Estava tudo lindo, tudo maravilhoso, mas ainda eu ainda tinha duas preocupações na cabeça todos os dias desde que eu havia chegado lá:
- os Estados Unidos tinham que manter a fronteira com o México aberta até eu entrar! Corria o risco das fronteiras fecharem a qualquer momento? Sim, e eu acompanhava as notícias sobre isso todos os dias de manhã para ter certeza que nada tinha mudado.

- meu teste de Covid tinha que dar negativo! Alguns dias depois que cheguei no México, as companhias aéreas anunciaram que iam começar a pedir teste de Covid para embarque por determinação do governo americano, então meu cuidado em relação a isso foi ainda maior! 

Um dia antes do embarque para os Estados Unidos nada havia mudado em relação a fronteira, check!
E havíamos feito os testes de Covid que chegariam no nosso e-mail 2 horas depois da coleta e adivinhem? 
Teste da minha hosta: negativo. 
Teste do meu host kid: negativo. 
Meu teste: eles não enviaram. ELES NÃO ME MANDARAM O RESULTADO DO TESTE!

Passei o resto do dia ligando no hospital e ninguém me ajudava pra saber o resultado do meu teste, nunca me senti tão agoniada na vida! Até que perto de meia noite um abençoado atendente me ajudou e mandou no meu e-mail o resultado do meu teste que estava pronto há horas, mas tinham esquecido de enviar. Enfim, negativo.

AGORA CHEGOU O FINAL FELIZ, NÉ? AINDA NÃAAAAO

No mesmo dia que fiquei doida atrás do resultado do meu teste, a companhia aérea enviou um comunicado dizendo que corria o risco do voo ser cancelado, porque tinha uma tempestade de neve chegando em Indianapolis.

Sério! Dá pra acreditar?
Depois de todo esse rolê, finalmente chegar no dia de entrar nos Estados Unidos e ficar com medo de não poder embarcar por causa de uma tempestade de neve!

Ficamos acompanhando a evolução da tempestade e os comunicados da companhia aérea, mas ele não cancelaram 👐
Embarcamos, chegamos com muita neve e passei pela imigração tranquilamente com minha host family.

Dirigimos para casa com muita muita muita neve, o caminho que faríamos em 20 minutos demorou 50, porque a tempestade estava muito forte. Mas chegamos!

PELO AMOR DE DEUS, AGORA É O FINAL FELIZ NÉ?

Sim! Depois de toda essa história, finalmente cheguei na casa da minha host family e até agora estou tendo uma experiência maravilhosa com eles.

Durante esse processo me descobri muito mais paciente e resiliente do que achei que eu era e quando lembro dessa história nem acredito que passei por tudo isso.

Mas é aquele clichê: tudo acontece no seu momento, se não aconteceu é porque ainda não estávamos preparadas para aquilo.

E estou muito feliz por estar vivendo tudo isso :) 
See you!
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17 maio 2021

COMO MINHA HOST MOM ME AJUDOU COM MEU PRIMEIRO EMPREGO

 Ola leitores e leitoras  lindas.

Depois de falar um pouquinho como foi ser au pair em Galway, hoje quero contar como foi ser au pair em Dublin e como o bom relacionamento com a host family me ajudou a conquistar meu primeiro emprego. (foto em um evento que trabalhei no meu primeiro emprego com registro no pais)

Quando eu ainda estava em Galway, comecei a procurar por famílias em Dublin, ja que meu objetivo em aprender o inglês estava cumprido e eu queria morar em uma cidade maior.

Encontrei uma família com um bebê de 7 meses e um menino de 4 anos no interior da Irlanda, fiz uma entrevista por skype e acertamos detalhes como salário e horas trabalhadas. O salário não era muito, mas como eu queria voltar para Dublin, aceitei!!

O schedule das crianças era o seguinte: de segunda a sexta, das 7 da manhã as 18hs. Sim, 11 horas por dia, 55 horas por semana e ainda tinha que fazer serviços domésticos. O menino mais velho ia para o jardim de infância entre as 9 da manhã e 1 da tarde. Eu acordava às 6:30 e às 7 os pais saiam para trabalhar, nesse horário o menino de 4 anos já estava acordado, então eu dava o café da manhã a ele e o deixava pronto para ir para a escola. Às 8 da manhã, eu acordava a bebê, dava uma mamadeira e às 8:40 saímos de casa em direção à escola, andando, já que a escola ficava 15min de casa. Voltava para casa com a bebê, brincava um pouco e as 10 da manhã ela dormia novamente.

A bebê dormia a cada 3 horas, duas horas... O que me deixava com um tempinho livre. Assim que a bebê dormia às 10 da manhã, eu organizava a cozinha, colocava as roupas para lavar e arrumava os quartos. Ao meio dia e meio, eu acordava a bebê e partiamos rumo à escola para buscar o menino mais velho. Ao chegar em casa, eu dava um lanche para as crianças e entao eles estavam livres para brincar. As atividades eram elaboradas pelos pais, entao cada dia eu fazia uma coisa diferente com as elas. Em torno de 3 vezes por semana, passeavamos em um parque próximo de casa, um ou dois dias o menino podia assistir televisão ou brincar na rua com os amiguinhos.

Fiquei apenas 2 quase 3 meses com essa família. Apesar dos dias serem cansativos, eu não tinha o que reclamar deles, sempe me tratavam como se fosse da família, sempre me davam presentes e sempre me levavam para passear.

Quand eles viajavam de ferias, eu sempre ficava na casa com meu namorado, sim, eles adoravam meu namorado e sempre que podia, o convidavam para dormir lá comigo, para eu não me sentir tao sozinha.

A mãe era diretora de eventos em um prédio da prefeitura, onde haviam um restaurante chquerrimo e a sala de conferência do prefeito. O pai era diretor em uma empresa de frutas e verduras, super famosa aqui em Dublin.

Por ter um bom relacionamento com eles, quando decidi que os deixariam, a mãe me ofereceu uma vaga de cleaner onde ela trabalhava. Esse foi meu primeiro emprego regstrada e oficial aqui na irlanda. Eu adorava trabalhar lá, limpava os escritórios, a sala de conferência e o restaurante e ainda por cima, conseguia ir todos os dias para o curso de inglês, ja que a empresa era na frente da minha escola. 😁

Fiquei 2 anos na empresa da host mom, o que me ajudou muito com o idioma e a me manter aqui. Ter um bom relacionamento com a família, pode te ajudar em muitas coisas, por isso eu sempre digo, tente ao máximo se dar bem com eles, porque coisas boas podem acontecerem com a ajuda deles.

Tenho contato com a família até hoje, e por sinal, a minha ex host mom, fez parte na minha trajetória em meu atual emprego. A empresa que estou hoje, uma super empresa e muito famosa, ligou para todas as experiencias que constavam em meu CV, e essa familia em questao, deu uma incrivel referencia sobre eu, alem de fazerem um GARDA VETTING, nosso famoso antecedentes criminais do Brasil para minha atual empresa.

Bom, essa foi minha experiência com minha segunda família aqui na Irlanda. O bom relacionamento que construi com eles, me abriu portas e sou muito grata à eles por toda ajuda que me dão e me deram na minha jornada aqui no país. 

E  A DICA DE HOJE EH: TENHA BONS RELACIONAMENTOS, GENTILEZA, GERA GENTILEZA!!

Vou ficando por aqui, espero que vcs tenham gostado dessa experiência relâmpago com essa família.

Espero ver vcs nos próximos posts...


XOXO

Fabi












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13 maio 2021

Pequenas conquistas devem ser comemoradas.

 

Toda vez que paro pra pensar nas mil coisas que fizeram meu intercâmbio ser único e especial, eu me lembro das pequenas conquistas que as minhas kids tiveram e pode até parecer bobo, mas as pequenas conquistas são sempre as minhas favoritas. E nem estou falando das minhas (acredito que seja a minha paixão por desenvolvimento infantil).

Morando em Boston pude acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos gêmeos que cuidava. Eles eram recém nascidos e nem preciso dizer que em um ano as mudanças físicas e emocionais que eles tiveram foram gigantescas e muito visíveis. O choro muda, a curiosidade em explorar novas texturas, cheiros e sensações, rolar, engatinhar e finalmente os primeiros passos. Os balbucios se tornam sílabas (que você acaba decifrando por serem praticamente incompreensíveis), o choro muda, a maneira de mostrar afeto também.

Com as meninas que cuidei na Califórnia foi um pouco diferente. As idades eram outras... Maiores e mais independentes, foi delicioso ver a maneira como dia após dia elas mostravam a coragem e determinação para enfrentar os pequenos medos construindo suas personalidades e auto confiança.


As conquistas pareciam bobas, mas quando a gente muda a nossa perspectiva o significado também muda. Sair de uma bicicleta de rodinhas para uma "Big girl bike" e dar o primeiro mergulho na piscina sem bóias é sim motivo de muita festa.
Melhor que ver as conquistas - no meu ponto de vista - é ver o orgulho que as próprias kids sentem delas mesmas. Jamais vou esquecer a primeira vez que uma delas conseguiu colorir um desenho sem deixar o lápis de cor "escapar" para fora da linha tracejada... Eu não sei descrever o tamanho do sorriso que ela carregava no rosto. Por dias, esse foi o assunto do café da manhã, almoço e jantar. Uma fofura!
Acredito muito que a maneira como essas conquistas são vistas e a maneira como as crianças lidam com elas e também com as as frustrações, está muito relacionada com a educação que os pais dão para os filhos e eu me sinto muito privilegiada por viver isso de uma forma tão simples, leve e natural. Como se deve ser... Afinal: pequenas conquistas devem ser sempre comemoradas!
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12 maio 2021

É preciso amar como se não houvesse amanhã.

Hoje eu gostaria de começar esse texto com a música do Legião Urbana: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã porque se você parar pra pensar na verdade, não há.”  Renato Russo deixou bem claro nessa parte que amanhã não há, hoje infelizmente eu entendo o que ele quer dizer e concordo com essa afirmação. 

O intercâmbio me permitiu viver coisas que jamais viveria em casa, aprendi a me reconhecer, eu literalmente conheci uma nova Beatriz. Sem sombra de dúvidas foi uma experiência incrível que me fez crescer, mas em contra partida, ele tirou uma das coisas mais preciosas da minha vida: passar tempo do lado das pessoas que amo. 


Infelizmente, há um mês atrás eu disse tchau para minha mãe, do formato mais doloroso que poderia ser: um caixão fechado, uma morte solitária e sonhos deixados para trás. Sim, a minha mãe não venceu a luta contra o covid-19. Lembro como se fosse hoje, sábado de manhã, uma ligação do meu pai, “Bia, fala com a mamãe, ela vai ser entubada”, imediatamente minha mãe pegou o telefone e me disse “Bia eu te amo, ora por mim”, essas foram as últimas palavras dela e a última vez que a vi, sim, através de uma tela de celular. 


Eu não tenho palavras que possam mensurar a minha dor, ao comprar um ticket para vir ao Brasil o mais rápido possível, muitas coisas se passavam pela minha cabeça e uma delas era o fato de saber que eu deixei de viver momentos perto dela, eu não a abracei no último natal, não estive perto nos dias da mãe ou muito menos estive de manhã ao lado dela no aniversário dela. 


Infelizmente, o preço que a gente paga por uma residência/intercâmbio é mais alto do que se imagina, infelizmente os valores não ficam somente na taxa da agência, no preço do passaporte ou da cnh, o valor na verdade não tem um preço em moeda, ele tem um preço em momentos, afeto, cuidados e sorrisos, te garanto, isso dolar, euro ou real nenhum no mundo paga. 


A minha mensagem hoje para você, futuro intercâmbista é clara: AME! Como disse Renato Russo, o amanhã não há. Deixe bem claro seu amor, se esforçe, antes de viajar aproveite cada segundo ao lado das pessoas que você ama, abraçe, beije, sorria e o mais importante viva! 


Esse luto vai passar, no meu intercâmbio eu perdi minha avó paterna e meu tio paterno, eu não tive chance de me despedir deles também, mas eu guardei dentro de mim memórias e momentos. Não deixe que as pessoas que você ama morra dentro de você. Onde você for as carregue com você e nunca se esqueça de onde você veio, quem te apoio, quem estava lá quando você começou a sua vida. 


Eu sei que a minha mãe está aqui, ela está comigo aonde quer que eu vá, ela deixou o exemplo e amor dela cravado no meu coração. Se eu fui uma boa au pair, ela teve 90% de participação no meu sucesso, ela me criou, me amou e me mostrou o quanto o mundo precisa de bondade e da nossa força de vontade de voar. Afinal, ela sabia e me amava o suficiente para me ver livre no mundo, pois ela sabia que a gaiola nunca foi e nunca seria o meu lugar. Obrigada mãe, eu te amo muito. 


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03 maio 2021

Mantendo contato com a ex-Host Family!

Hey, gente! 

Espero que o mês de Abril de vocês tenha sido bom, mas também espero que Maio seja ainda melhor! Para este mês, eu vim compartilhar mais uma reflexão com vocês. Mas, desta vez, com uma vivência 100% australiana. 🌞🌻
Vocês se lembram d'Os Vickerson's? Antes mesmo de sair da casa deles, eu já estava receosa sobre manter contato ou não. Me lembro também de passar pelos grupos do Facebook e buscar por posts de meninas que já tinha deixado a host family, mas que ainda assim, mantinham contato. Aquela dúvida de: fazer ou não fazer. Particularmente, eu sempre fui uma pessoa muito família, e enquanto eu morei com eles, sempre me senti incluída nos programas familiares. Mas ainda assim, rolava aquela ideia de "Ah, mas eles fazem isso só porque eu sou a au pair". 

Depois que eu me mudei, houve o primeiro distanciamento, o que eu acredito que seja natural e também, logo em seguida, nos deparamos com o lockdown aqui na Austrália. Mas aos poucos, o contato voltou a se manter presente. E diferente de antes. "Nossa, Sthé, mas como assim diferente?" Pois bem, eu refleti um pouco sobre isso, sabe? Antes, eu morava com eles e sempre que precisavam, eu tecnicamente estava por lá. Agora, quando eles precisam, a Hannah me manda mensagem com antecedência e marca tudo direitinho. Antes, eu ainda estava analisando o mercado de babysitting por aqui e ficava receosa de querer cobrar um pouco a mais que a média, mesmo sabendo que seriam quatro crianças. Nas últimas duas vezes que eu fui trabalhar para eles eu perguntei se estava tudo bem pagarem um valor diferente do antigo, e também incluir o valor do transporte. Todas as vezes que me recebem na casa deles, seja para trabalhar ou para algum evento, há aquele momento de sentar e conversar sobre a minha vida e como anda a minha experiência aqui na Austrália. Não há uma única vez que eu vá embora sem algum mimo, sejam cartinhas de amor e carinho da Zoe, ou um chocolate Lindt que a Hannah viu e lembrou de mim. No ano passado, eles vieram comemorar meu aniversário comigo, me levaram para jantar e ainda me presentearam com um buquê de flores, cartões e chocolate. Eu os convidei para comemorarmos o aniversário da Zoe na cidade, e eles foram. No Natal, recebi um cartão da Zoe e as felicitações pela data. Em Abril deste ano, foi aniversário do Zach e eu fui convidada. 

É aquele algo que chamamos de pequenos detalhes. Prestar atenção nas pequenas coisas. Algo recente que ocorreu foi... No dia do aniversário do Zach, a festinha aconteceu de tarde - algo que eu nunca vou entender nesta Austrália é que as festas de aniversário infantis têm duração de 2 horas. É muito rápido! rsrs - e me convidaram para ficar para o jantar, pois teriam Aussie BBQ. Eis que eu fiquei e caiu uma chuva daquelas! E de onde os Vickerson's moram até a estação de trem são, aproximadamente, 20 minutos andando ou então, um Uber por quase $20 dol. Eu perguntei ao Max se ele poderia me deixar na estação e ele me deu o celular dele com o app do Uber aberto, falando que eu poderia pedir uma corrida para casa. Eu ainda falei que ia ficar pelo menos uns $50 dol, que eu não me importava de pegar o trem e vir para casa. Ainda assim, ele bateu o pé e disse para eu ficar tranquila, que mesmo a Austrália sendo segura, era preciso um pouco de cautela e que assim como ele, a Hannah também tem um carinho de mãe e filha comigo. Como filha mais velha, eles gostariam de saber que eu chegaria sã e salva em casa naquela noite. 

E enquanto eu estava planejando este post, eu peguei o meu celular e fui dar uma olhada nas fotos que tenho com as crianças, com a família para poder ilustrar o meu post. E gente! Eu me sinto tão feliz de saber que faço parte disso tudo! Moramos na mesma cidade, um pouco afastados e às vezes, sem ter esse 'encontro de família' por um certo período, mas eu me sinto tão acolhida, tão amada e considerada. Este sentimento é maravilhoso! Desejo muito que vocês, como au pair, possam vivê-lo algum dia. Porque muito mais do que ser considerada parte da família, eu tenho a possibilidade de ver as crianças crescendo, passar um tempo considerável com elas junto de seus jogos e brincadeiras favoritas, e continuar colocando meu inglês em prática! Eu sempre acreditei muito em valorizar e ser valorizada, e em gratidão gera gratidão. Somos responsáveis pelo que cativamos e durante o período que morei com esta host family, eu senti verdade em seus valores e sentimentos. E mesmo que eu more aqui, em Brisbane, ou em outra cidade da Austrália, quiçá volte para o Brasil, sei que o carinho permaneceria mútuo. 

Mesmo "sozinha" aqui na Austrália, seguindo minha vida e correndo atrás dos meus sonhos, sei que se eu precisar de alguém, de um apoio ou só de um tempo em família, sei que os Vickerson's estarão aqui para me amparar! Que esta prosperidade vibre para todos vocês também! Tenham um ótimo mês!
See ya! 🐨

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