Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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25 junho 2021

Quanto ganha um(a) Au Pair na Austrália?


Têm
 dúvida sobre o quanto recebe um(a) Au Pair na Austrália?
Vou te contar tudinho:
O salário é em torno de 200 AUD (dólar australiano) por semana numa jornada de 20 horas semanais. Ou seja, um(a) Au Pair no país ganha cerca de 1000 AUD (dólar australiano) por mês.
Como não existe uma regulamentação específica, esse valor pode variar a depender da localização da família anfitriã, de quantas crianças você será responsável e, é claro, de quantas horas você vai trabalhar por semana.
Quando encontrar a família ideal, lembre-se de colocar tudo o que foi combinado com eles no contrato, incluindo a duração do programa. No país, a duração mínima é de seis meses e a máxima de um ano (podendo renovar por mais tempo). 
Como Au Pair na Austrália, você tem direito a acomodação com quarto individual e todas refeições (pelo menos 3 por dia), um salário semanal, a possibilidade de usar o carro da família e, normalmente, dois dias de folga por semana ou um dia e meio. Como membro da família, o(a) Au Pair poderá fazer as refeições junto com a família.
Isso tudo, porém, deve ser combinado com a host family, assim como as férias. Apesar de não haver legislação sobre férias no país, o tempo recomendado é de 2 semanas a cada 6 meses de trabalho.
O número de horas de trabalho pode variar entre 10 e 40 horas por semana. No entanto, se o teu visto for o de estudante, isto te permite trabalhar até 20 horas por semana (ou 40 horas quinzenais). Nas férias da escola você pode trabalhar full-time (sem limite de horas).  Independente de qual for seu visto, coloque tudo no contrato. 
Algumas informações que não podem faltar no contrato são: número de horas de trabalho; cronograma exato; número de folgas por semana; duração e data de início das férias; detalhes da acomodação; e responsabilidades detalhadas.
Quando você não estiver trabalhando como Au Pair, poderá realizar cursos. O programa recomenda que o intercambista se inscreva de início em um curso de inglês, mas depois você pode renovar seu visto escolhendo outro curso que seja profissionalizante, uma graduação ou alguma especialização. Se o seu visto for de estudante, aliás, a realização de um curso é obrigatória. A princípio, o estudante deve pagar pelo curso, mas em alguns casos as famílias financiam essa atividade.
Espero ter ajudado com estas informações, mas caso você tenha qualquer outra dúvida referente a ser Au Pair na Austrália, me mande uma mensagem. Será um prazer te ajudar!  
Meu Instagram: @naiandrakatiuscia.

Beijos!!!








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03 junho 2021

Alguns dos meus aprendizados durante o intercâmbio

 Olá, genteeee! 

Junho chegou, metade do ano! E eu continuo achando que o tempo está voando! Mês que vem já é o meu aniversário! 😲

Em meio a toda essa loucura, o que mais pairou sobre a minha mente no último mês foi a famosa reflexão sobre o que eu era antes e o que eu sou agora neste intercâmbio. Acredito que por viver uma vida em outro país, longe de tudo e todos, o mais comum dos pensamentos do intercambista é a reflexão. Eu sempre-sempre-sempre-sempre-sempre me pego em um looping doido pensando sobre algo que eu fiz ou que estou fazendo no momento.

Mas, muita calma nessa hora! Não, gente. Eu não vou vir aqui falar sobre o que eu era e o que eu sou hoje de novo rsrs Por um minuto, eu parei e fiquei refletindo - quase não faço isso, né? - se, por ventura, eu não estaria escrevendo a mesma coisa de novo (?) *Pausa dramática* Não, não. Hoje eu vim compartilhar com vocês coisas que venho aprendendo ao longo do intercâmbio, o que se tornou um hobbie e o que eu achei que eu jamais me veria fazendo na vida! É aquele famoso ditado, né? "Nunca diga nunca". O Universo traz de volta e com uma velocidade além da Luz. 😅

Bom, até onde eu sei - e me lembro -, quando você vai aplicar para o programa de Au Pair em agências de intercâmbio, tem AQUELA LISTA interminável de formulários a serem preenchidos, documentos a serem entregues e etc. A ansiedade bate forte, toc-toc na sua porta! E você se vê em um mundo inteiramente novo! Até que, de repente, chega aquela pergunta e... puff! "Quais são as suas habilidades?" É natural, gente! DÁ UM BRANCO TERRÍVEL! Você tem várias habilidades, mas nessa hora, você se perde todx! 😟 

Eu lembro que na minha época de aplicante para Au Pair nos EUA já tinha uma galera que zoava expectativa x realidade deste ponto. E sei que isso persiste até hoje. Se não me engano, até se encaixa no famoso quadro de Au Pair Alice. Normalmente, a pessoa coloca que cozinha muito bem, sabe fazer penteados estilosos, tem talento natural com arts and crafts e quando chega na hora H, cara-a-cara com a host kid, as coisas acabam não sendo beeeem assim... (Salvo exceções de gente que realmente faz valer!) E quando eu estava aplicando para ser Demi Pair aqui na Austrália, esta pergunta não estava presente em nenhum formulário. Eu me dei conta disso, mas eu não falei nada, por dois motivos: o primeiro porque eu achava fielmente que ficaria só 4 meses por aqui; e o segundo porque eu parei e refleti... Não tinha habilidades que poderiam ser levantadas como "show de bola" para usar com as crianças. Logo, me mantive quieta! 😜

Quando eu saí do Brasil, eu ainda tinha todas as fórmulas de Excel na minha cabeça, as últimas leituras da faculdade e estava começando a fritar um ovo com mais maestria. E, desde a minha primeira semana aqui, eu venho aprendendo coisas novas, desenvolvendo talentos que eu acreditava que nunca teria e usando acessórios que um dia eu considerei desnecessário para mim! É aquela frequente descoberta de si mesmo, sabe? 

Ah, Sthé, mas e aí, o que foi que você aprendeu e tem aprendido durante todo esse tempo? Segue uma parte da lista, gente:

  • Cozinhar de verdade! - Bem mais do que só fazer uma gororoba para não morrer de fome, eu consigo cozinhar umas refeições mais elaboradas seguindo uma receitinha da internet ou algo da minha mãe. Por exemplo, meu bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro faz um sucessão por aqui! hehe
  • Dirigir na Austrália - Por aqui, o sentido da direção e a posição do volante são diferentes! Aquela famosa mão inglesa, já ouviu falar? Eu tinha um medo brabo no início, mas com o tempo e com o super apoio da Carmen, eu peguei o jeito e deslancho de boa! YAAAAY!
  • Trabalhar por hora - Isso requer muito mais do que um know-how da área na qual você vai atuar, mas também velocidade (algo que quando se trata de corpo, eu sou beeem lenta), atenção aos detalhes e ao mesmo tempo, o fechamento dos olhos para detalhes que não fazem parte do seu trabalho. Para pessoas que tem um faniquito chamado perfeccionismo assim como eu, isso é um desafio diário! Você precisa entregar um trabalho em X horas e qualquer distração, seja por 1 ou 2 minutos pode acabar afetando o trabalho todo! Atrasos não são remunerados e se você sair sem terminar, as chances de manter seu trabalho pelas oportunidades seguintes é zerado. 
  • Trabalhar com Serviços de Limpeza - O famoso "Cleaner" que lava privadas, limpa escritórios, casas e lojas, requer bem mais do que uma escovinha de limpar privada e uma vassoura na mão. Isso requer treinamentos envolvendo produtos químicos, o uso deles e o que o cliente espera que seja feito. Gente, sério! Eu cheguei aqui achando que ninguém limpava como os Brasileiros, mas eu quebrei a cara, viu? A galera limpa SIM! E existem diferentes tipos de limpeza, desde uma faxina básica até uma que limpa até o teto da sala de casa. Aprendi e sigo aprendendo! Sempre tem um produto que eu ainda não conhecia ou algum equipamento que pode facilitar algum procedimento. Digamos que nada dê certo aqui, eu me sinto capaz de abrir uma empresa de limpeza, porque olha... conhecimento é poder! 
  • Fazer arte no papel higiênico - Sim, você leu certo! Sabe quando você vai viajar e faz check-in no hotel? Então né... quando você chega para usar o banheiro, você já percebeu que o papel higiênico traz alguns pequenos detalhes como, por exemplo, um envelope ou uma flor? Pois beeeem, eu aprendi a fazer algumas dessas artes! É o que chamam de mimo por aqui e que os clientes SEMPRE reparam! O bônus pro cliente ver que você realmente se importa com o seu trabalho e que é do tipo de pessoa que se atenta aos mínimos detalhes. 1 ou 2 minutos que valem a pena serem investidos no seu trabalho se este se trata de limpeza. 
  • Auxiliar um estranho com direções - Este sempre foi um dos meus maiores medos! Você se vê em um lugar público e uma pessoa aleatória-desconhecida chega pedindo uma informação. NOSSA! No Brasil, eu até suava frio rsrs Por aqui, demorou cerca de um ano para eu me sentir confiante o suficiente para engajar em algo assim e fazer valer o inglês e o conhecimento que eu tenho. Hoje, se alguém me para na rua e pergunta se eu sei onde fica X lugar, eu vou e ajudo sem gaguejar ou ficar insegura se eu consegui explicar certinho. 
  • Penteados - Gente! É real! Eu consegui aprender a fazer uma trança embutida, e alguns penteados com tranças! A felicidade no meu olhar quando eu vi isso no cabelo da Emelia e da Charlotte... vocês não tem noção! Sempre me achei uma negação com cabelo e deixava minha mãe cuidar disso. Uma vez aqui e cuidando de meninas que acreditam que imagem é muito importante, ou eu aprendia na marra ou eu aprenderia com o tempo mesmo, porque não pode ir para a escola com cabelo solto rsrs Assisti um tutorial de trança embutida e depois disso, estava lá, segurando o cabelo da Emelia e trançando como eu me recordava. PASMEM! Deu certo! rsrs

  • Lidar com a minha timidez - Demorou um pouco, eu confesso, mas depois que eu passei a entender que por aqui sou eu por mim mesma e que se eu não me "mexer", nada começa a andar, eu passei a pensar muito sobre isso, respirar fuuuuundo e correr atrás. Por exemplo, se eu precisasse comprar algo ou conversar a respeito de X coisa com alguém, me dava uma travada ferrada! E não, não era pelo inglês, mas algo meu mesmo. Até mesmo quando estava no Brasil, eu era assim. Mas hoje, se eu preciso ir em tal lugar, eu vou! E há vezes que eu até esqueço de dar aquela respirada funda, pois quando vou me dar conta, já até resolvi o que eu precisava. O mesmo acontece com chamada de voz. Se eu tiver que lidar com algum serviço, eu atendo o celular "Hello." e só vou! E poxa, não é por nada não, mas por tudo que eu já vivi até hoje e tudo que tenho a dizer é: que orgulho de mim, viu! 💙
  • Inovar e criar - Lidar com crianças é algo que tem mexido muito comigo desde que eu cheguei aqui. Seja pela faixa etária, seja por como o mundo tem evoluído nos últimos tempos. Não sei se há uma resposta exata para isso, mas eu sinto que se a gente não inova, não investe na criatividade, dá a impressão de que as crianças vão acabar nos deixando para trás. Mas... como assim, Sthé? As meninas que eu cuido são muito espertas, gente! Uma lábia brilhante! Tanto que a mãe, a avó, eu, as tias... sempre tem alguém que cai na delas rsrs E assim como nós vamos nos entediando com a mesmice após um certo período de tempo, as crianças também vão. É um processo natural, né? "Kel ama refrigerante de laranja", mas depois de mais de um mês só tomando refrigerante de laranja, pode ser que o Kel esteja mesmo enjoado. Então, eu tenho como meta pra mim, trazer pelo menos 1 coisa nova por mês para testar com as meninas, seja uma forma mais dinâmica de manter a casa limpa e organizada - já que isso faz parte das obrigações diárias delas -, um jogo ou um passeio, e até mesmo a forma de ver uma bebida ou snack. Como sou a louca do chocolate, já fiz o chocolate batido gelado, o chocolate quente cremoso, o chocolate quente com marshmallow, o leite com achocolatado, o brigadeiro, a pipoca de chocolate, a pipoca com brigadeiro e... sigo inventando com as meninas. Assim como "inovo", sempre as convido para tentar algo comigo, trazê-las mais para perto, fazer com que elas se sinta mais envolvidas nesta criação. E tem dado certo! 
  • Vocabulário - Não sou conhecedora de 100% da Língua Portuguesa e muito menos da Língua Inglesa, mas desde que terminei os estudos de General English e mergulhei com tudo neste ambiente em inglês, há sempre uma nova palavra, um novo ditado ou uma nova gíria que eu aprendo. No mês passado, eu fiz uma média de novos conhecimentos por semana e meu vocabulário segue crescendo em cerca de 10 novas palavras/expressões. E dá um orgulho! Aquele 1% mais inteligente. 😍

Mas assim, gente, de um modo geral, eu quis trazer algumas das coisas novas que eu aprendi porque durante as inúmeras vezes em que eu parei e pensei sobre meu tempo aqui, já houveram momentos em que eu me senti uma inútil, estagnada no tempo ou presa ao passado. E eu me enganei em todas essas vezes, entende? Afinal, mesmo as pequenas coisas, aquelas que parecem não fazer diferença, vão nos modificando, pouco a pouco, de modo que quando olhamos para o espelho e vemos o todo, muita coisa mudou! 

Minha mãe sempre me disse que não somos o alguém de ontem e também não seremos os mesmos de amanhã. AH! Eu sigo a Bruna Brito no Instagram (@brnomundo_), e no ano passado, logo quando eu a conheci, ela falou sobre conselhos que ela gostaria de ter recebido quando mais jovem. Esses conselhos têm andado comigo desde então: "Nunca vai existir uma situação perfeita para começar. Comece hoje!", "Tudo, absolutamente tudo é um processo. Foque no seu objetivo e seja paciente." e o melhor de todos: "O que você fez pelo seu sonho hoje?", um papo muito top sobre ter constância em tudo que você for fazer. 

Há vezes em que não percebemos e vezes em que vamos indo de pouquinho em pouquinho, e no final? Subimos a montanha e temos uma paisagem incrível criada por nós. Hmmm... Mas que paisagem, Sthé? A nossa jornada! 
Ps: Se você se sentir confortável, chega mais e me conta sobre seus aprendizados nos últimos meses! 

Tenham um ótimo mês de Junho e... Nos vemos em Julho! See ya! 🐨

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03 maio 2021

Mantendo contato com a ex-Host Family!

Hey, gente! 

Espero que o mês de Abril de vocês tenha sido bom, mas também espero que Maio seja ainda melhor! Para este mês, eu vim compartilhar mais uma reflexão com vocês. Mas, desta vez, com uma vivência 100% australiana. 🌞🌻
Vocês se lembram d'Os Vickerson's? Antes mesmo de sair da casa deles, eu já estava receosa sobre manter contato ou não. Me lembro também de passar pelos grupos do Facebook e buscar por posts de meninas que já tinha deixado a host family, mas que ainda assim, mantinham contato. Aquela dúvida de: fazer ou não fazer. Particularmente, eu sempre fui uma pessoa muito família, e enquanto eu morei com eles, sempre me senti incluída nos programas familiares. Mas ainda assim, rolava aquela ideia de "Ah, mas eles fazem isso só porque eu sou a au pair". 

Depois que eu me mudei, houve o primeiro distanciamento, o que eu acredito que seja natural e também, logo em seguida, nos deparamos com o lockdown aqui na Austrália. Mas aos poucos, o contato voltou a se manter presente. E diferente de antes. "Nossa, Sthé, mas como assim diferente?" Pois bem, eu refleti um pouco sobre isso, sabe? Antes, eu morava com eles e sempre que precisavam, eu tecnicamente estava por lá. Agora, quando eles precisam, a Hannah me manda mensagem com antecedência e marca tudo direitinho. Antes, eu ainda estava analisando o mercado de babysitting por aqui e ficava receosa de querer cobrar um pouco a mais que a média, mesmo sabendo que seriam quatro crianças. Nas últimas duas vezes que eu fui trabalhar para eles eu perguntei se estava tudo bem pagarem um valor diferente do antigo, e também incluir o valor do transporte. Todas as vezes que me recebem na casa deles, seja para trabalhar ou para algum evento, há aquele momento de sentar e conversar sobre a minha vida e como anda a minha experiência aqui na Austrália. Não há uma única vez que eu vá embora sem algum mimo, sejam cartinhas de amor e carinho da Zoe, ou um chocolate Lindt que a Hannah viu e lembrou de mim. No ano passado, eles vieram comemorar meu aniversário comigo, me levaram para jantar e ainda me presentearam com um buquê de flores, cartões e chocolate. Eu os convidei para comemorarmos o aniversário da Zoe na cidade, e eles foram. No Natal, recebi um cartão da Zoe e as felicitações pela data. Em Abril deste ano, foi aniversário do Zach e eu fui convidada. 

É aquele algo que chamamos de pequenos detalhes. Prestar atenção nas pequenas coisas. Algo recente que ocorreu foi... No dia do aniversário do Zach, a festinha aconteceu de tarde - algo que eu nunca vou entender nesta Austrália é que as festas de aniversário infantis têm duração de 2 horas. É muito rápido! rsrs - e me convidaram para ficar para o jantar, pois teriam Aussie BBQ. Eis que eu fiquei e caiu uma chuva daquelas! E de onde os Vickerson's moram até a estação de trem são, aproximadamente, 20 minutos andando ou então, um Uber por quase $20 dol. Eu perguntei ao Max se ele poderia me deixar na estação e ele me deu o celular dele com o app do Uber aberto, falando que eu poderia pedir uma corrida para casa. Eu ainda falei que ia ficar pelo menos uns $50 dol, que eu não me importava de pegar o trem e vir para casa. Ainda assim, ele bateu o pé e disse para eu ficar tranquila, que mesmo a Austrália sendo segura, era preciso um pouco de cautela e que assim como ele, a Hannah também tem um carinho de mãe e filha comigo. Como filha mais velha, eles gostariam de saber que eu chegaria sã e salva em casa naquela noite. 

E enquanto eu estava planejando este post, eu peguei o meu celular e fui dar uma olhada nas fotos que tenho com as crianças, com a família para poder ilustrar o meu post. E gente! Eu me sinto tão feliz de saber que faço parte disso tudo! Moramos na mesma cidade, um pouco afastados e às vezes, sem ter esse 'encontro de família' por um certo período, mas eu me sinto tão acolhida, tão amada e considerada. Este sentimento é maravilhoso! Desejo muito que vocês, como au pair, possam vivê-lo algum dia. Porque muito mais do que ser considerada parte da família, eu tenho a possibilidade de ver as crianças crescendo, passar um tempo considerável com elas junto de seus jogos e brincadeiras favoritas, e continuar colocando meu inglês em prática! Eu sempre acreditei muito em valorizar e ser valorizada, e em gratidão gera gratidão. Somos responsáveis pelo que cativamos e durante o período que morei com esta host family, eu senti verdade em seus valores e sentimentos. E mesmo que eu more aqui, em Brisbane, ou em outra cidade da Austrália, quiçá volte para o Brasil, sei que o carinho permaneceria mútuo. 

Mesmo "sozinha" aqui na Austrália, seguindo minha vida e correndo atrás dos meus sonhos, sei que se eu precisar de alguém, de um apoio ou só de um tempo em família, sei que os Vickerson's estarão aqui para me amparar! Que esta prosperidade vibre para todos vocês também! Tenham um ótimo mês!
See ya! 🐨

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11 abril 2021

Before x After após 1 ano e 7 meses na Austrália

 Hey, gente! 

Este mês eu fiz um pedido especial para as meninas aqui do blog para postar em uma data diferente. Desde o dia 2 de Fevereiro de 2021, tem acontecido diversas situações na minha vida e até então, eu acreditava que seria mais por conta da transição do planeta e todos os acontecimentos ao redor do mundo, porque querendo ou não, na minha visão, somos afetados por isso. MAS, foi aí que, em um belo dia de domingo, conversando com um amigo, eu percebi que já fazia mais de um ano e meio que eu estou na Austrália e nunca parei para refletir a respeito do que eu era quando ainda estava no Brasil e o que eu sou agora estando por aqui. Logo, decidi fazer esta reflexão e vir contar um pouco disso para vocês. 

Let's throw back in time...

Em Maio de 2019, eu estava caminhando para as minhas provas finais do último semestre da faculdade, era também meu último mês de estágio e depois de quase quatro anos desde a minha experiência não bem-sucedida como Au Pair nos EUA, eu ainda tinha a vontade louca de me aventurar pelo mundo em um intercâmbio. Analisei minhas economias e pesquisei muito sobre Au Pair na Holanda, crente de que era para lá mesmo que eu iria, para aperfeiçoar o idioma e poder rodar pela Europa. 

Naquela época (parece que faz muito tempo, nossa!), eu me recordo dos conselhos que os meus professores universitários davam para a minha turma sobre o nosso plano de carreira, o quão importante era ter tais cursos extracurriculares, falar mais do que "só" Inglês e Espanhol, ter o conhecimento de sistemas A, B e C; e o mais importante: ter experiência. Inclusive, isso me lembra as entrevistas de estágio que eu fiz para algumas empresas, em que pediam experiência para se ter experiência me algo. Um loop meio doido. 

E do outro lado, tinha aquela leve pressão das pessoas com quem eu convivia. "Poxa, Sthéfanie, mas você já está com 24 anos... A sua mãe, na sua idade, já tinha tido você e estava com o seu pai.", "E o namorado, cadê?", "Mas você ainda mora com seus pais? Por que você não tenta algo diferente?". Várias crenças limitantes que ainda perpetuam em nossa sociedade. Eu lembro que estava insegura sobre ter a minha experiência internacional e ainda assim, não ser o bastante para galgar meu futuro. Tantos requisitos e expectativas de um lado e do outro, tinha eu. Só eu mesma, certa de que ia para um intercâmbio por quatro meses, mas cheia de dúvidas do que viria depois. 

Durante os meus quatro anos de faculdade, eu fui uma das alunas mais jovens da minha turma. A galera era mais velha, decidida, em um relacionamento e com planos do que fazer e do que não fazer. Eu me lembro também que eu e minha melhor amiga éramos as únicas que saíam aos finais de semana para ir para a balada ou festas universitárias. Enquanto planejávamos nossa próxima viagem, outros planejavam a pintura do quarto do bebê ou a troca de carro. Sabe, eu fiquei pensando muito sobre isso esta semana. Há um certo e errado na vida?

Em um ano e sete meses de Austrália, eu me vejo em uma constante metamorfose. Eu vim com o plano de aperfeiçoar meu inglês ao ponto de atingir a fluência e ser capaz de fazer um exame de proficiência da língua, pois quando retornasse ao Brasil, eu iria aplicar para uma bolsa de mestrado na área de Supply Chain. Me despedi dos meus pais no aeroporto e a minha mãe, com lágrima nos olhos e sorriso no rosto disse "Não serão apenas quatro meses, filha. Não sei quando vou te ver de novo, mas sei que você tem um mundo para desbravar e eu também sei que você será capaz disso!". Na época, eu achei isso bastante dramático da parte dela. Afinal, eu não fazia ideia do quão assertiva a minha mãe realmente é! 

575 dias. 4 host families. 13 host kids. 7 tipos diferentes de trabalhos extras. Um inglês com o qual eu consigo me comunicar com facilidade, sem passar aperto. 13.800 horas regadas de uma montanha russa de emoções. Eu tenho comigo que antes de chegar aqui, minha vida era agitada e vez ou outra, acontecia algo com o qual eu tinha que lidar de uma forma diferente, mas ainda assim, eu levantava, sacudia a poeira e dava a volta por cima. Porém, aqui, eu tenho a impressão de que é tudo muito mais intenso. Parece que cada detalhe conta e as decisões tomadas decidem o presente e parte do futuro em um estalar de dedos. 

Quando eu deixei o Brasil, eu era uma pessoa insegura, de poucos amigos, muito na minha e cheia de sonhos. Eu tinha uma vergonha enorme de chegar e falar ‘oi’, de ser a primeira a tomar iniciativa quando inserida em um ambiente com outras pessoas - aquele receio de estar em foco -. Eu mal sabia fritar um ovo ou passar roupa decentemente. Eu tinha dúvidas sobre qual a melhor marca de produto de limpeza e sequer havia feito um planejamento minucioso sobre meu período aqui. Eu vim com a certeza de que aperfeiçoaria o meu inglês e falaria o menos possível em português, para evitar que o meu tempo e dinheiro investidos não fossem prejudicados. Esta certeza foi certa por um longo tempo! Tanto que eu alcancei o que eu vim buscar em primeiro lugar. Mas as outras... Já perdi as contas de quantas foram as vezes que me vi pensando, pensando, pensando e repensando os meus planos, o meu futuro...

A Sthéfanie de hoje é diferente da de ontem, da semana passada, do mês passado, de 2020, de 2019 e com certeza dos anos anteriores a esses. Eu já quebrei muito a minha cara por aqui. Esta semana mesmo, inclusive. Sigo aprendendo a não esperar o melhor das pessoas, ou esperar que elas pensem como eu para agir em uma situação em conjunto. Aprendi muito sobre cozinhar e trabalho com limpeza de casas, escritórios e lojas. Exercitei muito a minha paciência e expandi os limites da minha criatividade com as crianças. Dentre ganhos e perdas, já me vi refazendo meus planos por pelo menos 10 vezes. Acredito que não é a toa que eu tenha mudado de host family muito mais do que a média das au pairs por aí. 

Eu cresci vendo o desenvolvimento e o crescimento das pessoas ao meu redor, que buscavam pela realização dos seus sonhos. Muitas delas tinham sonhos parecidos, como se estivessem seguindo um manual de instruções. Se formar no Ensino Médio, iniciar a faculdade, se formar, conseguir o emprego ideal, casar, ter filhos e aproveitar o resto de sua vida. A “fórmula mágica” era que se você não tivesse um diploma, não teria emprego; e se não tivesse uma companhia, não seria feliz. MAS, com a passagem dos anos, a chegada da internet e as pessoas começando a compartilhar um pouco mais das suas vidas, outras fórmulas mágicas começaram a vir a tona. Como, por exemplo, o intercâmbio de Au Pair. Há pessoas que vão assim que completam 18-19 anos e depois que terminam o programa, seguem seus planos. Outras que vão depois da faculdade ou que trancam a faculdade por 1-2 anos para viver esta experiência. E ainda, há quem vai depois dos 30. E em sua maioria, essas pessoas vivem os melhores anos de suas vidas a partir daí. Eis que volto a te perguntar: existe certo ou errado? 

Eu tinha medo de não ser capaz de me virar sozinha, pagar minhas contas e batalhar pelo meu trabalho e estudo. Estive presa, por mais de um ano, na ideia de que levar uma vida sozinha seria complicado sem ter uma companhia para dividir contas, problemas e alegrias. Por um ano e seis meses, eu me vi presa as crenças limitantes. Eu me vi passando por situações parecidas de tempos em tempos, como se Deus estivesse me dando uma nova chance de tomar uma decisão diferente e tentar de outra forma. Demorou um pouco, mas eu finalmente consegui olhar para isso e tentar mudar de verdade. Não pelos outros ou pelo o que esperam de mim, mas por mim mesma. Eu sou a única responsável pela minha felicidade. Hoje, eu faço uma comparação de antes e depois e não me entristeço por decisões tomadas e que não deram certo. Sabe por que? Porque naquele momento, quando eu tomei tal decisão, parecia certo para mim. Se funcionou por um curto ou longo tempo, é difícil dizer, mas a certeza é de que eu aprendi algo, seja para a minha evolução interior ou para contribuir com a evolução de alguém.

Hoje, diferente do passado, eu não tenho mais vergonha. Se eu preciso ir a algum lugar ou ligar para alguém e isso envolve o uso do inglês ou da minha cara de pau, eu vou e faço. Afinal, se eu não fizer, quem é que vai fazer por mim? (É, mas eu demorei um pouquinho para entender isso rsrs) Na semana passada, eu iniciei o terceiro termo do meu curso, com a notícia de que precisarei fazer um estágio não-remunerado de 10 semanas em algum empreendimento de Hospitality pela cidade. E eu já corri para resolver isso! Meu visto expirará em Novembro, mas eu já estou me planejando para permanecer mais um tempo por aqui. E os trabalhos? Bom, além de cuidar das minhas pequenas grandes mulheres (Emelia, Evie & Charlotte), sigo com alguns extras para poder manter o meu sonho vivo. No atual momento, eu fico feliz em compartilhar com vocês que, como um girassol, eu sou luz para mim mesma e sigo, dia após dia, redescobrindo o meu sol! 

Por fim, quero deixar aqui uma reflexão para vocês: Em um mundo cheio de gente, com suas infinitas particularidades e gostos, é impossível dizer que somos todos iguais e comuns. Somos diferentes. Temos vidas, sonhos e planos únicos. Vivemos a nossa vida em busca da nossa própria felicidade, prosperidade e sucesso. Não tem uma fórmula mágica ou um manual de instruções para isso. São através de tentativas que vamos descobrindo, aos poucos, o que é pra gente e o que não é. E se você já está com seus 30 anos e ainda não se casou ou não tem sua casa própria ou não tem filhos, está tudo bem, viu? O importante é ‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz! Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz!’. 

Tenham um ótimo mês de Abril e até Maio!!! See ya! 🐨

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25 fevereiro 2021

COMO ENCONTRAR FAMÍLIAS interessadas em Au Pair na Austrália sem precisar de agência?

Para ser Au Pair na Austrália ou em vários outros países você não precisa necessariamente ir por agência. 

Em 2013 eu estava completamente frustrada e sem esperança porque uma agência havia me informado erroneamente que eu NÃO TERIA mais CHANCES de ser Au Pair por estar quase completando 27 anos. 

Após essa decepção, eu não via mais possibilidade alguma de fazer um intercâmbio como Au Pair que era o meu sonho. Quando enfim, uma amiga de alma nobre me contou que ela havia sido Au Pair na Irlanda sem agência e acendeu a luz no fim desse túnel.

Ela explicou que se cadastrou em sites de Au Pair e assim famílias (host families) entravam em contato interessadas no perfil dela.

Estes sites são como uma vitrine virtual de famílias em busca de Au Pair e também de Au Pairs em busca de uma família. Hoje em dia comparamos com o Tinder, pois ali um encontra ao outro (Host families x Au Pairs) e podem dar "match" ou não.

Com toda essa maravilhosa explicação que ela me deu eu me cadastrei no Au Pair World e me tornei Au Pair em 2014, sendo assim hoje eu venho com propriedade te dizer que sim, é muito possível ser Au Pair sem depender de agências. 

E aí você me pergunta: - Então como?

Se cadastre nesses sites que conectam meninas interessadas em ser Au Pair e as famílias que procuram.

Quais sites eu indico?  

www.aupair.com

www.aupairworld.com

Você também poderá buscar por famílias no Facebook. Minha terceira família eu encontrei pelo Facebook. É só colocar na lupa Au Pairs in... (país/cidade que vc deseja). Também pode buscar por Host Families in... (país/cidade que vc deseja).

Se você procura especificamente por famílias na Austrália, eu elaborei uma lista maravilhosa com links que te direcionam para grupos no Facebook onde famílias estão a procura de Au pairs e Babás.

Você terá acesso a essa lista e a todo meu suporte para encontrar trabalho nessa área ao entrar no meu Grupo do Telegram: Au Pair, Nanny e Babysitter na Austrália - Vagas e dicas para trabalhar com crianças na Austrália.

Se você realmente quer ser Au Pair na Austrália, pode entrar em contato comigo e eu terei o maior prazer em te ajudar. Seja por aqui nos comentários, ou seja pelo meu Instagram... é só me chamar.


Até a próxima com mais dicas e histórias para vocês!


Naiandra Katiuscia - Viver me inspira




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25 janeiro 2021

Working Holiday Visa é uma das portas de entrada para ser Au Pair na Austrália - Como obtê-lo?

Dando sequência ao meu post anterior, vou contar pra vocês sobre a opção do visto Working Holiday Visa (pra quem é descendente de europeu e já tem cidadania europeia reconhecida). Para quem não sabe o Brasil ainda NÃO está na lista dos países privilegiados que podem usufruir do Working Holiday Visa. Infelizmente quem tem apenas passaporte brasileiro não pode obter esses benefícios, apenas os que possuem dupla cidadania.
Vou fazer uma adendo neste texto para trazer uma dica pra quem desconfia ter descendência europeia: vá atrás disso se de alguma forma você acredita que tem algum familiar que imigrou para o Brasil. Comece se cadastrando no site Family Search e vai traçando sua genealogia gratuitamente. Nessa organização é possível encontrar documentos de imigrantes que chegaram ao Brasil entre 1902 e 1980.


Outros locais de busca interessantes são:

* O acervo do MUSEU DA IMIGRAÇÃO na cidade de São Paulo guarda registros de imigrantes que chegaram ao Brasil entre os séculos 19 e 20 e pode ser útil na investigação;

No ARQUIVO NACIONAL, no Rio de Janeiro, é possível encontrar a lista de imigrantes que chegaram ao Brasil de navio entre 1875 e 1910, e pedidos de naturalização desde 1823. Para quem esta em busca da cidadania italiana eu indico que siga o Instagram da @aadrianafavaro que ela tem muito material gratuito disponibilizado para te ajudar.

Ao conquistar sua cidadania europeia você poderá aplicar para visto Working Holiday Visa na Austrália e/ou em outros países.
Como funciona esse Working Holiday Visa?
Se você possui passaporte italiano, espanhol, português, japonês (além de outras nacionalidades) poderá ser Au Pair através do Visto Working Holiday na Austrália, que apesar de ser um visto super simples de ser solicitado, ainda é pouco conhecido pelos brasileiros.


O Visto é destinado à jovens entre 18 e 30 anos e esse Visa dá direito aos seus aplicantes de ficarem por um ano na Austrália, trabalhar em tempo integral, curtir esse lindo país e ainda ter a possibilidade de aplicar para um segundo visto depois. 


Quem pode aplicar pra este visto? Apenas os que têm dupla cidadania desses países: 

* Categoria 417: Alemanha, Bélgica, Canadá, Cipre, Coréia, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Malta, Noruega, Suécia, Taiwan e Reino Unido;

Categoria 462: Argentina, Bangladesh, Chile, China, Hungria, Indonésia, Israel, Luxemburgo, Malásia, Polônia, Portugal, São Marinho, Singapura, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Tailândia, Turquia, Estados Unidos, Uruguai e Vietnã;

*Para o Visa na categoria 462, deverá apresentar teste de proficiência de inglês, com nível funcional (Mínimo de 4.5 no IELTS, 32 no TOEFL, 147 no CAE ou 30 no PTE). 

A aplicação de ambos pode ser feita online, pela ImmiAccount do Governo Australiano. Será necessário comprovar que você pode se manter financeiramente na Austrália (em torno de $5.000). Com este Visto você  terá o direito de viver e trabalhar sem restrições de horas na Austrália por 12 meses, sendo no máximo 6 meses com o mesmo empregador. Poderá estudar no máximo por 4 meses. Poderá entrar e sair da Austrália quantas vezes forem necessárias, contanto que seu visto ainda esteja válido. Depois poderá aplicar para mais um ano de visto, contanto que tenha trabalhado por pelo menos 3 meses em trabalhos específicos em certas regiões da Austrália (trabalhos como colheita, mineração, construção e outros). Se quiser renovar por mais uma vez, terá que comprovar 6 meses de trabalhos específicos. E você deve aplicar para a renovação antes do visto terminar e só se pode renovar duas vezes. Resumindo, este é o outro tipo de visto que lhe dará a possibilidade de ser Au Pair na Austrália. 

E no meu próximo post eu volto pra te ensinar COMO ENCONTRAR FAMÍLIAS interessadas em Au Pair na Austrália sem precisar de agência. 

Obrigada por sua companhia... I'll see you next time!








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25 novembro 2020

Qual visto devo ter pra ser Au Pair na Austrália?

Na Austrália não existe visto específico para ser Au pair. 

Os dois vistos mais próximos que se encaixam para brasileiras(os) serem Au pair são: Visto de Estudante onde você pode estudar Inglês ou outro curso caso seu Inglês já seja suficiente, neste visto você pode trabalhar até 20 horas semanais ou 40 horas quinzenais (nos períodos de férias pode trabalhar em tempo integral) e a validade do seu visto é baseada no tempo do seu curso, podendo ser renovado depois pra estudar mais, caso você queira.

Para aplicar um Visto de Estudante, você precisará comprovar o seu interesse e capacidade financeira de estudar no país. 

Isso quer dizer que você tem que estar com todos os documentos necessários e mostrar que está disposto a viajar para a Austrália em busca de um melhor ensino. Todo esse processo fica muito mais simples com a ajuda de uma agência especializada no assunto. - Se quiser indicação de agências pra pedir orçamento é só me mandar mensagem.

A aplicação do visto é realizada por meio de uma plataforma online da imigração e, para isso, você terá que reunir alguns documentos:


PASSAPORTE - Assim como o visto, o passaporte também é um documento muito importante para o seu intercâmbio. Sem ele, é impossível fazer a aplicação do visto. Certifique-se que seu passaporte é válido por toda a duração do intercâmbio. Caso você ainda não tenha um passaporte, e deseja saber como obtê-lo, pode me pedir mais informações nos comentários.

LETTER OF OFFER (COE) - Este documento é uma carta que as escolas da Austrália emitem como parte do seu processo de matrícula. Nele, você poderá conferir as condições e as datas do seu curso.


CARTA DE INTENÇÕES - Esta carta é outro documento superimportante para o seu intercâmbio. É através da carta de intenções que você deve convencer o oficial de que tem interesse verdadeiro em estudar e que não está usando o visto como uma forma de conseguir residência e trabalho lá. A carta é o ponto central da análise da sua solicitação e é partir dela que o oficial da imigração avaliará se seu visto será aprovado ou não.

Já que cada aluno possui uma história de vida diferente, não recomendo que você copie um modelo da carta da internet ou de outros conhecidos. Você deve escrevê-la da maneira mais pessoal, com muita sinceridade e sendo o mais específico possível. A imigração pede que a carta seja escrita em inglês. 

OUTROS DOCUMENTOS - Alguns documentos extras serão necessários para comprovar certas questões como a sua escolaridade, trabalho, casamento, filhos, etc.
O processo de solicitação de um visto é super complexo. São dezenas de regras, leis, condições e documentos exigidos. A aplicação deve – obrigatoriamente – ser feita pelo sistema da imigração, que é todo em inglês. Por isso, é recomendado que você tenha o auxílio e o suporte de um especialista, eles vão ser de grande ajuda principalmente quando você se perguntar “como preencher o formulário do visto australiano?”.
E a outra opção é o Working Holiday Visa (pra quem é descendente de europeu e já tem cidadania européia reconhecida). - Com esse visto poderia trabalhar fulltime em qualquer área e essa permissão de estadia na Austrália valeria por 1 ano, com chance de renovação por mais 1 ano. 


No próximo Post eu volto com mais informações sobre o Working Holiday Visa.



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22 agosto 2020

Como a primeira semente do intercâmbio foi plantada em meu coração?


Em 2005, após começar uma graduação em Psicologia [Bolsa de 100% - presentão de Deus], eu estava no pátio da Universidade Paulista de São José dos Campos, quando recebi um folheto de propaganda de uma agência de intercâmbio cultural. Confesso que até aquele momento eu não tinha a menor noção do que era isto. Eu tinha uma sede de conhecer o mundo e viajar por lugares novos e diferentes, mas ninguém próximo a mim viveu isso, então eu não tinha referência ou noção de como seria. Mas tudo que li naquele folheto me impactou de tal maneira que eu me lembro até hoje do que e como ele apresentava as possibilidades de alçar vôos. E ali nasceu um sonho. Brotou algo no meu interior... o desejo pelo intercâmbio. Maaaaaas, haviam empecilhos e eu teria que vencê-los, e como boa brasileira que sou 'não fujo a luta'!. 

De início eu notei que o maior obstáculo seria a parte financeira, pois naquele momento eu era bolsista integral na faculdade, estudava de manhã em outra cidade, trabalhava sem remuneração ajudando meus pais numa lojinha de ferragens que eles tinham acabado de abrir e estavam batalhando muito pra dar certo sendo assim, financeiramente eu não tinha a menor possibilidade. Em poucos meses consegui um emprego, mas ganhava muito pouco e ainda tinha passado em uma prova do Senai e arrumei mais um curso pra estudar. Ou seja, naquele momento eu não teria nem sequer tempo pra um intercâmbio.
Coloquei uma meta de concluir a Graduação e o Curso Técnico, com a junção dos dois cursos eu me imaginei como uma profissional completa para trabalhar em alguma industria num futuro próximo daquele momento, e com um bom salário eu guardaria o dinheiro necessário para o intercâmbio, em especial para um programa de Au Pair, que foi pelo que eu mais me interessei na propaganda da agência, pois uma Au Pair vive com uma família (o que traz mais segurança), aprende um novo idioma inserida num contexto legal pra ganhar fluência e ainda tem a chance de cuidar de crianças, que era e é algo que eu gosto muito!

Assim a semente do intercâmbio foi plantada em meu coração!

Depois de anos e muitas histórias vividas, entrei num novo emprego, onde fui presenteada com adoráveis chefes, e recebi conselhos delas a respeito de intercâmbio. Uma delas tinha uma filha sendo Au Pair nos EUA e me incentivou a ir atrás deste sonho. Refletindo em cada conselho que me deram eu me encontrei num momento da vida onde acreditava ser o tempo para realizar aquele sonho que estava guardado na gaveta. Era tempo de germinar e florescer este sonho! Então, em 2012, fui até a tal agência de intercâmbio que eu nunca me esqueci da propaganda... hahaha!

Chegando lá pedi o orçamento e estava super animada para saber de tudo o que eu deveria fazer para, enfim, viver este sonho!

Para minha tristeza eu fui decepcionada com notícias de que minha idade e outras pequenas coisas eram impedimentos pra eu entrar no programa de Au Pair, pois naquele momento eu estava com 26 anos e na agência me informaram que seria impossível eu ser aceita no programa.

Obviamente isso foi como um balde [ou dezenas deles] de água gelada na minha cabeça. Vi meu sonho desmoronar e derreter. Me senti velha, frustrada e sem sorte. 

Entretanto, como sempre digo: - nada é por acaso! Em 2013 conheci uma pessoa muito especial que se tornou minha amiga-irmã. Um ser humano incrível que despertou em mim uma determinação e garra pra fazer acontecer.

Desabafei com ela minha frustração de ter esse sonho engavetado novamente e minha incoformidade com essa situação. Ela me explicou que havia sido Au Pair na Irlanda e que não tinha ido por agência. Me mostrou novas possibilidades que eu nem sequer imaginava. Questionei a ela tudo o que a agência havia me 'barrado', sobre idade, visto americano, e etc. Então ela me disse que não existiam Au Pairs somente nos EUA, e que eu poderia tentar outros países e minha idade não iria interferir nisso. 

Ali eu vi o sol brilhar pra mim novamente, e aquela sementinha do intercâmbio, enfim, GERMINOU!

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22 julho 2020

Uma tupiniquim na Terra de Oz

Olá pessoal, como vão vocês? Espero que estejam bem!

Meu nome é Naiandra, uma brasileira de 32 anos e hoje eu vim aqui me apresentar... Podem me chamar de Nandy. 🙋 NICE TO MEET YOU ALL!!!

Este é o meu primeiro post aqui e eu estou muito feliz e honrada em participar deste Blog. Todo dia 22 eu voltarei aqui para compartilhar todas as minhas histórias com vocês. E eu tenho muitas viu?! LOL

Por hoje quero dizer que eu fui Au Pair em 3 famílias aqui na Austrália (Terra de Oz) e não vim por agência nenhuma. Eu me cadastrei no site aupairworld.com e a primeira família me encontrou.

A segunda família eu fiz contato através da Comunidade Brasileira que passei a fazer parte quando eu já estava morando na Austrália e a terceira família foi através de um anúncio num grupo no Facebook.

Na primeira família cuidei de um menino de 7 anos e uma menina de 2; na segunda família foram duas meninas, uma de 4 anos e a bebê de 8 meses; e na terceira e última família foram 4 meninos, um de 8, outro de 5 e os gêmeos de 3 anos.

Nesse tempo todo também fui ganhando mais experiência fazendo trabalhos extras como Nanny e Babysitter. Com isso o rol de crianças que já conheci e que trouxeram mais cor e alegria pra minha vida se tornou bem grande. Carrego cada rostinho em meu coração pra sempre!

Fazem 3 meses que “me aposentei’’ de ser Au Pair, mas continuo trabalhando com crianças, seja como Nanny ou como Educadora infantil em creches da Austrália.

Toda essa experiência foi tão marcante em minha vida e me trouxe tantas coisas boas que já estou ansiosa para publicar o próximo post contando muito mais para vocês.

Quer saber mais da história de uma Tupiniquim na Terra de Oz? - Não perca os próximos posts!

Ahhh... e se você quiser me conhecer melhor pode me acompanhar também lá no YouTube: Canal Viver me Inspira.

See you later!!!💗



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