25 junho 2021
Quanto ganha um(a) Au Pair na Austrália?
03 junho 2021
Alguns dos meus aprendizados durante o intercâmbio
Olá, genteeee!
Junho chegou, metade do ano! E eu continuo achando que o tempo está voando! Mês que vem já é o meu aniversário! 😲
Em meio a toda essa loucura, o que mais pairou sobre a minha mente no último mês foi a famosa reflexão sobre o que eu era antes e o que eu sou agora neste intercâmbio. Acredito que por viver uma vida em outro país, longe de tudo e todos, o mais comum dos pensamentos do intercambista é a reflexão. Eu sempre-sempre-sempre-sempre-sempre me pego em um looping doido pensando sobre algo que eu fiz ou que estou fazendo no momento.
Mas, muita calma nessa hora! Não, gente. Eu não vou vir aqui falar sobre o que eu era e o que eu sou hoje de novo rsrs Por um minuto, eu parei e fiquei refletindo - quase não faço isso, né? - se, por ventura, eu não estaria escrevendo a mesma coisa de novo (?) *Pausa dramática* Não, não. Hoje eu vim compartilhar com vocês coisas que venho aprendendo ao longo do intercâmbio, o que se tornou um hobbie e o que eu achei que eu jamais me veria fazendo na vida! É aquele famoso ditado, né? "Nunca diga nunca". O Universo traz de volta e com uma velocidade além da Luz. 😅
Bom, até onde eu sei - e me lembro -, quando você vai aplicar para o programa de Au Pair em agências de intercâmbio, tem AQUELA LISTA interminável de formulários a serem preenchidos, documentos a serem entregues e etc. A ansiedade bate forte, toc-toc na sua porta! E você se vê em um mundo inteiramente novo! Até que, de repente, chega aquela pergunta e... puff! "Quais são as suas habilidades?" É natural, gente! DÁ UM BRANCO TERRÍVEL! Você tem várias habilidades, mas nessa hora, você se perde todx! 😟
Eu lembro que na minha época de aplicante para Au Pair nos EUA já tinha uma galera que zoava expectativa x realidade deste ponto. E sei que isso persiste até hoje. Se não me engano, até se encaixa no famoso quadro de Au Pair Alice. Normalmente, a pessoa coloca que cozinha muito bem, sabe fazer penteados estilosos, tem talento natural com arts and crafts e quando chega na hora H, cara-a-cara com a host kid, as coisas acabam não sendo beeeem assim... (Salvo exceções de gente que realmente faz valer!) E quando eu estava aplicando para ser Demi Pair aqui na Austrália, esta pergunta não estava presente em nenhum formulário. Eu me dei conta disso, mas eu não falei nada, por dois motivos: o primeiro porque eu achava fielmente que ficaria só 4 meses por aqui; e o segundo porque eu parei e refleti... Não tinha habilidades que poderiam ser levantadas como "show de bola" para usar com as crianças. Logo, me mantive quieta! 😜
Quando eu saí do Brasil, eu ainda tinha todas as fórmulas de Excel na minha cabeça, as últimas leituras da faculdade e estava começando a fritar um ovo com mais maestria. E, desde a minha primeira semana aqui, eu venho aprendendo coisas novas, desenvolvendo talentos que eu acreditava que nunca teria e usando acessórios que um dia eu considerei desnecessário para mim! É aquela frequente descoberta de si mesmo, sabe?
Ah, Sthé, mas e aí, o que foi que você aprendeu e tem aprendido durante todo esse tempo? Segue uma parte da lista, gente:
- Cozinhar de verdade! - Bem mais do que só fazer uma gororoba para não morrer de fome, eu consigo cozinhar umas refeições mais elaboradas seguindo uma receitinha da internet ou algo da minha mãe. Por exemplo, meu bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro faz um sucessão por aqui! hehe
- Dirigir na Austrália - Por aqui, o sentido da direção e a posição do volante são diferentes! Aquela famosa mão inglesa, já ouviu falar? Eu tinha um medo brabo no início, mas com o tempo e com o super apoio da Carmen, eu peguei o jeito e deslancho de boa! YAAAAY!
- Trabalhar por hora - Isso requer muito mais do que um know-how da área na qual você vai atuar, mas também velocidade (algo que quando se trata de corpo, eu sou beeem lenta), atenção aos detalhes e ao mesmo tempo, o fechamento dos olhos para detalhes que não fazem parte do seu trabalho. Para pessoas que tem um faniquito chamado perfeccionismo assim como eu, isso é um desafio diário! Você precisa entregar um trabalho em X horas e qualquer distração, seja por 1 ou 2 minutos pode acabar afetando o trabalho todo! Atrasos não são remunerados e se você sair sem terminar, as chances de manter seu trabalho pelas oportunidades seguintes é zerado.
- Trabalhar com Serviços de Limpeza - O famoso "Cleaner" que lava privadas, limpa escritórios, casas e lojas, requer bem mais do que uma escovinha de limpar privada e uma vassoura na mão. Isso requer treinamentos envolvendo produtos químicos, o uso deles e o que o cliente espera que seja feito. Gente, sério! Eu cheguei aqui achando que ninguém limpava como os Brasileiros, mas eu quebrei a cara, viu? A galera limpa SIM! E existem diferentes tipos de limpeza, desde uma faxina básica até uma que limpa até o teto da sala de casa. Aprendi e sigo aprendendo! Sempre tem um produto que eu ainda não conhecia ou algum equipamento que pode facilitar algum procedimento. Digamos que nada dê certo aqui, eu me sinto capaz de abrir uma empresa de limpeza, porque olha... conhecimento é poder!
- Fazer arte no papel higiênico - Sim, você leu certo! Sabe quando você vai viajar e faz check-in no hotel? Então né... quando você chega para usar o banheiro, você já percebeu que o papel higiênico traz alguns pequenos detalhes como, por exemplo, um envelope ou uma flor? Pois beeeem, eu aprendi a fazer algumas dessas artes! É o que chamam de mimo por aqui e que os clientes SEMPRE reparam! O bônus pro cliente ver que você realmente se importa com o seu trabalho e que é do tipo de pessoa que se atenta aos mínimos detalhes. 1 ou 2 minutos que valem a pena serem investidos no seu trabalho se este se trata de limpeza.
- Auxiliar um estranho com direções - Este sempre foi um dos meus maiores medos! Você se vê em um lugar público e uma pessoa aleatória-desconhecida chega pedindo uma informação. NOSSA! No Brasil, eu até suava frio rsrs Por aqui, demorou cerca de um ano para eu me sentir confiante o suficiente para engajar em algo assim e fazer valer o inglês e o conhecimento que eu tenho. Hoje, se alguém me para na rua e pergunta se eu sei onde fica X lugar, eu vou e ajudo sem gaguejar ou ficar insegura se eu consegui explicar certinho.
- Penteados - Gente! É real! Eu consegui aprender a fazer uma trança embutida, e alguns penteados com tranças! A felicidade no meu olhar quando eu vi isso no cabelo da Emelia e da Charlotte... vocês não tem noção! Sempre me achei uma negação com cabelo e deixava minha mãe cuidar disso. Uma vez aqui e cuidando de meninas que acreditam que imagem é muito importante, ou eu aprendia na marra ou eu aprenderia com o tempo mesmo, porque não pode ir para a escola com cabelo solto rsrs Assisti um tutorial de trança embutida e depois disso, estava lá, segurando o cabelo da Emelia e trançando como eu me recordava. PASMEM! Deu certo! rsrs
- Lidar com a minha timidez - Demorou um pouco, eu confesso, mas depois que eu passei a entender que por aqui sou eu por mim mesma e que se eu não me "mexer", nada começa a andar, eu passei a pensar muito sobre isso, respirar fuuuuundo e correr atrás. Por exemplo, se eu precisasse comprar algo ou conversar a respeito de X coisa com alguém, me dava uma travada ferrada! E não, não era pelo inglês, mas algo meu mesmo. Até mesmo quando estava no Brasil, eu era assim. Mas hoje, se eu preciso ir em tal lugar, eu vou! E há vezes que eu até esqueço de dar aquela respirada funda, pois quando vou me dar conta, já até resolvi o que eu precisava. O mesmo acontece com chamada de voz. Se eu tiver que lidar com algum serviço, eu atendo o celular "Hello." e só vou! E poxa, não é por nada não, mas por tudo que eu já vivi até hoje e tudo que tenho a dizer é: que orgulho de mim, viu! 💙
- Inovar e criar - Lidar com crianças é algo que tem mexido muito comigo desde que eu cheguei aqui. Seja pela faixa etária, seja por como o mundo tem evoluído nos últimos tempos. Não sei se há uma resposta exata para isso, mas eu sinto que se a gente não inova, não investe na criatividade, dá a impressão de que as crianças vão acabar nos deixando para trás. Mas... como assim, Sthé? As meninas que eu cuido são muito espertas, gente! Uma lábia brilhante! Tanto que a mãe, a avó, eu, as tias... sempre tem alguém que cai na delas rsrs E assim como nós vamos nos entediando com a mesmice após um certo período de tempo, as crianças também vão. É um processo natural, né? "Kel ama refrigerante de laranja", mas depois de mais de um mês só tomando refrigerante de laranja, pode ser que o Kel esteja mesmo enjoado. Então, eu tenho como meta pra mim, trazer pelo menos 1 coisa nova por mês para testar com as meninas, seja uma forma mais dinâmica de manter a casa limpa e organizada - já que isso faz parte das obrigações diárias delas -, um jogo ou um passeio, e até mesmo a forma de ver uma bebida ou snack. Como sou a louca do chocolate, já fiz o chocolate batido gelado, o chocolate quente cremoso, o chocolate quente com marshmallow, o leite com achocolatado, o brigadeiro, a pipoca de chocolate, a pipoca com brigadeiro e... sigo inventando com as meninas. Assim como "inovo", sempre as convido para tentar algo comigo, trazê-las mais para perto, fazer com que elas se sinta mais envolvidas nesta criação. E tem dado certo!
- Vocabulário - Não sou conhecedora de 100% da Língua Portuguesa e muito menos da Língua Inglesa, mas desde que terminei os estudos de General English e mergulhei com tudo neste ambiente em inglês, há sempre uma nova palavra, um novo ditado ou uma nova gíria que eu aprendo. No mês passado, eu fiz uma média de novos conhecimentos por semana e meu vocabulário segue crescendo em cerca de 10 novas palavras/expressões. E dá um orgulho! Aquele 1% mais inteligente. 😍
03 maio 2021
Mantendo contato com a ex-Host Family!
Hey, gente!
Espero que o mês de Abril de vocês tenha sido bom, mas também espero que Maio seja ainda melhor! Para este mês, eu vim compartilhar mais uma reflexão com vocês. Mas, desta vez, com uma vivência 100% australiana. 🌞🌻
Vocês se lembram d'Os Vickerson's? Antes mesmo de sair da casa deles, eu já estava receosa sobre manter contato ou não. Me lembro também de passar pelos grupos do Facebook e buscar por posts de meninas que já tinha deixado a host family, mas que ainda assim, mantinham contato. Aquela dúvida de: fazer ou não fazer. Particularmente, eu sempre fui uma pessoa muito família, e enquanto eu morei com eles, sempre me senti incluída nos programas familiares. Mas ainda assim, rolava aquela ideia de "Ah, mas eles fazem isso só porque eu sou a au pair".
Mesmo "sozinha" aqui na Austrália, seguindo minha vida e correndo atrás dos meus sonhos, sei que se eu precisar de alguém, de um apoio ou só de um tempo em família, sei que os Vickerson's estarão aqui para me amparar! Que esta prosperidade vibre para todos vocês também! Tenham um ótimo mês!
See ya! 🐨
11 abril 2021
Before x After após 1 ano e 7 meses na Austrália
Hey, gente!
Este mês eu fiz um pedido especial para as meninas aqui do blog para postar em uma data diferente. Desde o dia 2 de Fevereiro de 2021, tem acontecido diversas situações na minha vida e até então, eu acreditava que seria mais por conta da transição do planeta e todos os acontecimentos ao redor do mundo, porque querendo ou não, na minha visão, somos afetados por isso. MAS, foi aí que, em um belo dia de domingo, conversando com um amigo, eu percebi que já fazia mais de um ano e meio que eu estou na Austrália e nunca parei para refletir a respeito do que eu era quando ainda estava no Brasil e o que eu sou agora estando por aqui. Logo, decidi fazer esta reflexão e vir contar um pouco disso para vocês.
Let's throw back in time...
Em Maio de 2019, eu estava caminhando para as minhas provas finais do último semestre da faculdade, era também meu último mês de estágio e depois de quase quatro anos desde a minha experiência não bem-sucedida como Au Pair nos EUA, eu ainda tinha a vontade louca de me aventurar pelo mundo em um intercâmbio. Analisei minhas economias e pesquisei muito sobre Au Pair na Holanda, crente de que era para lá mesmo que eu iria, para aperfeiçoar o idioma e poder rodar pela Europa.
E do outro lado, tinha aquela leve pressão das pessoas com quem eu convivia. "Poxa, Sthéfanie, mas você já está com 24 anos... A sua mãe, na sua idade, já tinha tido você e estava com o seu pai.", "E o namorado, cadê?", "Mas você ainda mora com seus pais? Por que você não tenta algo diferente?". Várias crenças limitantes que ainda perpetuam em nossa sociedade. Eu lembro que estava insegura sobre ter a minha experiência internacional e ainda assim, não ser o bastante para galgar meu futuro. Tantos requisitos e expectativas de um lado e do outro, tinha eu. Só eu mesma, certa de que ia para um intercâmbio por quatro meses, mas cheia de dúvidas do que viria depois.
Durante os meus quatro anos de faculdade, eu fui uma das alunas mais jovens da minha turma. A galera era mais velha, decidida, em um relacionamento e com planos do que fazer e do que não fazer. Eu me lembro também que eu e minha melhor amiga éramos as únicas que saíam aos finais de semana para ir para a balada ou festas universitárias. Enquanto planejávamos nossa próxima viagem, outros planejavam a pintura do quarto do bebê ou a troca de carro. Sabe, eu fiquei pensando muito sobre isso esta semana. Há um certo e errado na vida?
Em um ano e sete meses de Austrália, eu me vejo em uma constante metamorfose. Eu vim com o plano de aperfeiçoar meu inglês ao ponto de atingir a fluência e ser capaz de fazer um exame de proficiência da língua, pois quando retornasse ao Brasil, eu iria aplicar para uma bolsa de mestrado na área de Supply Chain. Me despedi dos meus pais no aeroporto e a minha mãe, com lágrima nos olhos e sorriso no rosto disse "Não serão apenas quatro meses, filha. Não sei quando vou te ver de novo, mas sei que você tem um mundo para desbravar e eu também sei que você será capaz disso!". Na época, eu achei isso bastante dramático da parte dela. Afinal, eu não fazia ideia do quão assertiva a minha mãe realmente é!
575 dias. 4 host families. 13 host kids. 7 tipos diferentes de trabalhos extras. Um inglês com o qual eu consigo me comunicar com facilidade, sem passar aperto. 13.800 horas regadas de uma montanha russa de emoções. Eu tenho comigo que antes de chegar aqui, minha vida era agitada e vez ou outra, acontecia algo com o qual eu tinha que lidar de uma forma diferente, mas ainda assim, eu levantava, sacudia a poeira e dava a volta por cima. Porém, aqui, eu tenho a impressão de que é tudo muito mais intenso. Parece que cada detalhe conta e as decisões tomadas decidem o presente e parte do futuro em um estalar de dedos.
Quando eu deixei o Brasil, eu era uma pessoa insegura, de poucos amigos, muito na minha e cheia de sonhos. Eu tinha uma vergonha enorme de chegar e falar ‘oi’, de ser a primeira a tomar iniciativa quando inserida em um ambiente com outras pessoas - aquele receio de estar em foco -. Eu mal sabia fritar um ovo ou passar roupa decentemente. Eu tinha dúvidas sobre qual a melhor marca de produto de limpeza e sequer havia feito um planejamento minucioso sobre meu período aqui. Eu vim com a certeza de que aperfeiçoaria o meu inglês e falaria o menos possível em português, para evitar que o meu tempo e dinheiro investidos não fossem prejudicados. Esta certeza foi certa por um longo tempo! Tanto que eu alcancei o que eu vim buscar em primeiro lugar. Mas as outras... Já perdi as contas de quantas foram as vezes que me vi pensando, pensando, pensando e repensando os meus planos, o meu futuro...
A Sthéfanie de hoje é diferente da de ontem, da semana passada, do mês passado, de 2020, de 2019 e com certeza dos anos anteriores a esses. Eu já quebrei muito a minha cara por aqui. Esta semana mesmo, inclusive. Sigo aprendendo a não esperar o melhor das pessoas, ou esperar que elas pensem como eu para agir em uma situação em conjunto. Aprendi muito sobre cozinhar e trabalho com limpeza de casas, escritórios e lojas. Exercitei muito a minha paciência e expandi os limites da minha criatividade com as crianças. Dentre ganhos e perdas, já me vi refazendo meus planos por pelo menos 10 vezes. Acredito que não é a toa que eu tenha mudado de host family muito mais do que a média das au pairs por aí.
Eu cresci vendo o desenvolvimento e o crescimento das pessoas ao meu redor, que buscavam pela realização dos seus sonhos. Muitas delas tinham sonhos parecidos, como se estivessem seguindo um manual de instruções. Se formar no Ensino Médio, iniciar a faculdade, se formar, conseguir o emprego ideal, casar, ter filhos e aproveitar o resto de sua vida. A “fórmula mágica” era que se você não tivesse um diploma, não teria emprego; e se não tivesse uma companhia, não seria feliz. MAS, com a passagem dos anos, a chegada da internet e as pessoas começando a compartilhar um pouco mais das suas vidas, outras fórmulas mágicas começaram a vir a tona. Como, por exemplo, o intercâmbio de Au Pair. Há pessoas que vão assim que completam 18-19 anos e depois que terminam o programa, seguem seus planos. Outras que vão depois da faculdade ou que trancam a faculdade por 1-2 anos para viver esta experiência. E ainda, há quem vai depois dos 30. E em sua maioria, essas pessoas vivem os melhores anos de suas vidas a partir daí. Eis que volto a te perguntar: existe certo ou errado?
Por fim, quero deixar aqui uma reflexão para vocês: Em um mundo cheio de gente, com suas infinitas particularidades e gostos, é impossível dizer que somos todos iguais e comuns. Somos diferentes. Temos vidas, sonhos e planos únicos. Vivemos a nossa vida em busca da nossa própria felicidade, prosperidade e sucesso. Não tem uma fórmula mágica ou um manual de instruções para isso. São através de tentativas que vamos descobrindo, aos poucos, o que é pra gente e o que não é. E se você já está com seus 30 anos e ainda não se casou ou não tem sua casa própria ou não tem filhos, está tudo bem, viu? O importante é ‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz! Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz!’.
Tenham um ótimo mês de Abril e até Maio!!! See ya! 🐨
25 fevereiro 2021
COMO ENCONTRAR FAMÍLIAS interessadas em Au Pair na Austrália sem precisar de agência?
Para ser Au Pair na Austrália ou em vários outros países você não precisa necessariamente ir por agência.
Em 2013 eu estava completamente frustrada e sem esperança porque uma agência havia me informado erroneamente que eu NÃO TERIA mais CHANCES de ser Au Pair por estar quase completando 27 anos.
Após essa decepção, eu não via mais possibilidade alguma de fazer um intercâmbio como Au Pair que era o meu sonho. Quando enfim, uma amiga de alma nobre me contou que ela havia sido Au Pair na Irlanda sem agência e acendeu a luz no fim desse túnel.
Ela explicou que se cadastrou em sites de Au Pair e assim famílias (host families) entravam em contato interessadas no perfil dela.
Estes sites são como uma vitrine virtual de famílias em busca de Au Pair e também de Au Pairs em busca de uma família. Hoje em dia comparamos com o Tinder, pois ali um encontra ao outro (Host families x Au Pairs) e podem dar "match" ou não.
Com toda essa maravilhosa explicação que ela me deu eu me cadastrei no Au Pair World e me tornei Au Pair em 2014, sendo assim hoje eu venho com propriedade te dizer que sim, é muito possível ser Au Pair sem depender de agências.
E aí você me pergunta: - Então como?
Se cadastre nesses sites que conectam meninas interessadas em ser Au Pair e as famílias que procuram.
Quais sites eu indico?
Você também poderá buscar por famílias no Facebook. Minha terceira família eu encontrei pelo Facebook. É só colocar na lupa Au Pairs in... (país/cidade que vc deseja). Também pode buscar por Host Families in... (país/cidade que vc deseja).
Se você procura especificamente por famílias na Austrália, eu elaborei uma lista maravilhosa com links que te direcionam para grupos no Facebook onde famílias estão a procura de Au pairs e Babás.
Você terá acesso a essa lista e a todo meu suporte para encontrar trabalho nessa área ao entrar no meu Grupo do Telegram: Au Pair, Nanny e Babysitter na Austrália - Vagas e dicas para trabalhar com crianças na Austrália.
Se você realmente quer ser Au Pair na Austrália, pode entrar em contato comigo e eu terei o maior prazer em te ajudar. Seja por aqui nos comentários, ou seja pelo meu Instagram... é só me chamar.
Até a próxima com mais dicas e histórias para vocês!
Naiandra Katiuscia - Viver me inspira
25 janeiro 2021
Working Holiday Visa é uma das portas de entrada para ser Au Pair na Austrália - Como obtê-lo?
Dando sequência ao meu post anterior, vou contar pra vocês sobre a opção do visto Working Holiday Visa (pra quem é descendente de europeu e já tem cidadania europeia reconhecida). Para quem não sabe o Brasil ainda NÃO está na lista dos países privilegiados que podem usufruir do Working Holiday Visa. Infelizmente quem tem apenas passaporte brasileiro não pode obter esses benefícios, apenas os que possuem dupla cidadania.Se você possui passaporte italiano, espanhol, português, japonês (além de outras nacionalidades) poderá ser Au Pair através do Visto Working Holiday na Austrália, que apesar de ser um visto super simples de ser solicitado, ainda é pouco conhecido pelos brasileiros.
O Visto é destinado à jovens entre 18 e 30 anos e esse Visa dá direito aos seus aplicantes de ficarem por um ano na Austrália, trabalhar em tempo integral, curtir esse lindo país e ainda ter a possibilidade de aplicar para um segundo visto depois.
Quem pode aplicar pra este visto? Apenas os que têm dupla cidadania desses países:
* Categoria 417: Alemanha, Bélgica, Canadá, Cipre, Coréia, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Malta, Noruega, Suécia, Taiwan e Reino Unido;
Obrigada por sua companhia... I'll see you next time!
25 novembro 2020
Qual visto devo ter pra ser Au Pair na Austrália?
Na Austrália não existe visto específico para ser Au pair.
Os dois vistos mais próximos que se encaixam para brasileiras(os) serem Au pair são: Visto de Estudante onde você pode estudar Inglês ou outro curso caso seu Inglês já seja suficiente, neste visto você pode trabalhar até 20 horas semanais ou 40 horas quinzenais (nos períodos de férias pode trabalhar em tempo integral) e a validade do seu visto é baseada no tempo do seu curso, podendo ser renovado depois pra estudar mais, caso você queira.
Para aplicar um Visto de Estudante, você precisará comprovar o seu interesse e capacidade financeira de estudar no país.
Isso quer dizer que você tem que estar com todos os documentos necessários e mostrar que está disposto a viajar para a Austrália em busca de um melhor ensino. Todo esse processo fica muito mais simples com a ajuda de uma agência especializada no assunto. - Se quiser indicação de agências pra pedir orçamento é só me mandar mensagem.
A aplicação do visto é realizada por meio de uma plataforma online da imigração e, para isso, você terá que reunir alguns documentos:
PASSAPORTE - Assim como o visto, o passaporte também é um documento muito importante para o seu intercâmbio. Sem ele, é impossível fazer a aplicação do visto. Certifique-se que seu passaporte é válido por toda a duração do intercâmbio. Caso você ainda não tenha um passaporte, e deseja saber como obtê-lo, pode me pedir mais informações nos comentários.
LETTER OF OFFER (COE) - Este documento é uma carta que as escolas da Austrália emitem como parte do seu processo de matrícula. Nele, você poderá conferir as condições e as datas do seu curso.
Já que cada aluno possui uma história de vida diferente, não recomendo que você copie um modelo da carta da internet ou de outros conhecidos. Você deve escrevê-la da maneira mais pessoal, com muita sinceridade e sendo o mais específico possível. A imigração pede que a carta seja escrita em inglês.
22 agosto 2020
Como a primeira semente do intercâmbio foi plantada em meu coração?
De início eu notei que o maior obstáculo seria a parte financeira, pois naquele momento eu era bolsista integral na faculdade, estudava de manhã em outra cidade, trabalhava sem remuneração ajudando meus pais numa lojinha de ferragens que eles tinham acabado de abrir e estavam batalhando muito pra dar certo sendo assim, financeiramente eu não tinha a menor possibilidade. Em poucos meses consegui um emprego, mas ganhava muito pouco e ainda tinha passado em uma prova do Senai e arrumei mais um curso pra estudar. Ou seja, naquele momento eu não teria nem sequer tempo pra um intercâmbio.
Coloquei uma meta de concluir a Graduação e o Curso Técnico, com a junção dos dois cursos eu me imaginei como uma profissional completa para trabalhar em alguma industria num futuro próximo daquele momento, e com um bom salário eu guardaria o dinheiro necessário para o intercâmbio, em especial para um programa de Au Pair, que foi pelo que eu mais me interessei na propaganda da agência, pois uma Au Pair vive com uma família (o que traz mais segurança), aprende um novo idioma inserida num contexto legal pra ganhar fluência e ainda tem a chance de cuidar de crianças, que era e é algo que eu gosto muito!
22 julho 2020
Uma tupiniquim na Terra de Oz
Olá pessoal, como vão vocês? Espero que estejam bem!
Meu nome é
Naiandra, uma brasileira de 32 anos e hoje eu vim aqui me apresentar... Podem
me chamar de Nandy. 🙋 NICE TO MEET YOU ALL!!!
Este é o meu
primeiro post aqui e eu estou muito feliz e honrada em participar deste Blog. Todo
dia 22 eu voltarei aqui para compartilhar todas as minhas histórias com vocês.
E eu tenho muitas viu?! LOL
Por hoje quero
dizer que eu fui Au Pair em 3 famílias aqui na Austrália (Terra de Oz) e não
vim por agência nenhuma. Eu me cadastrei no site aupairworld.com e a primeira
família me encontrou.
A segunda
família eu fiz contato através da Comunidade Brasileira que passei a fazer
parte quando eu já estava morando na Austrália e a terceira família foi através
de um anúncio num grupo no Facebook.
Na primeira família
cuidei de um menino de 7 anos e uma menina de 2; na segunda família foram duas
meninas, uma de 4 anos e a bebê de 8 meses; e na terceira e última família
foram 4 meninos, um de 8, outro de 5 e os gêmeos de 3 anos.
Nesse tempo
todo também fui ganhando mais experiência fazendo trabalhos extras como Nanny e
Babysitter. Com isso o rol de crianças que já conheci e que trouxeram mais cor
e alegria pra minha vida se tornou bem grande. Carrego cada rostinho em meu
coração pra sempre!
Fazem 3
meses que “me aposentei’’ de ser Au Pair, mas continuo trabalhando com
crianças, seja como Nanny ou como Educadora infantil em creches da Austrália.
Toda essa experiência foi tão marcante em minha vida e me trouxe tantas coisas boas que já estou ansiosa para publicar o próximo post contando muito mais para vocês.
Quer saber mais da história de uma Tupiniquim na Terra de Oz? - Não perca os próximos posts!
Ahhh... e se você quiser me conhecer melhor pode me acompanhar também lá no YouTube: Canal Viver me Inspira.
See you later!!!💗














