Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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23 novembro 2020

Como é ser uma mulher preta na Alemanha?



Oi meus amores, tudo bem com vocês?


O assunto de hoje é um assunto polêmico.

Sempre que digo que moro na Alemanha, ou quando entro em grupos de Au Pair, a pergunta de mulheres pretas que mais me deparo é: e o preconceito?


Então, no post de hoje, vim abrir um pouquinho o coração e contar pra vocês como é ser uma mulher preta na Alemanha/Áustria.


Eu abri mais uma enquete no insta, perguntando se meus amigos pretos que moram aqui já sofreram racismo, e a resposta me surpreendeu: 33% responderam que sim. 67% responderam que não.


Já vi milhões de meninas que desistiram do processo por ter medo desses países, que em tese, são majoritariamente brancos e pela história que carregam, podemos dizer que não são lá os mais acolhedores, certo?


Errado!


Ao menos na Alemanha, por ser um país com algumas facilidades migratórias, temos muito imigrantes do Oriente Médio, África e América (principalmente central), e isso traz uma diversidade e miscigenação enorme pro país, que já não é o mesmo do século passado.


Isso quer dizer que não existe racismo na Alemanha? NÃO


Dizem que a população mais idosa tende a ser racista e xenofóbica, obviamente por um pensamento antiquado de estarmos “apagando” sua cultura, visto que a cultura na Alemanha só permanece intacta em cidades pequenas e no interior.

Mas a 2ª e 3ª gerações já se acostumam melhor com essa ideia, inclusive se sentem absurdamente culpados pelos problemas que houveram aqui no período da II Guerra. Por isso, fazem questão de respeitar e integrar quem vem de fora.

Até um certo ponto, né.


Na Áustria já é uma história diferente...

Um país mais fechado e conservador, e ainda que esteja crescendo o número de imigrantes, ainda não é um número significativo, e imigrantes pretos não são sequer uma porcentagem aceitável.

Eu já sofri racismo e xenofobia na Áustria, dentro da casa da host family.

Uma amiga, já sofreu na rua, em forma de fetichização.

Na Áustria, o racismo não é velado e muitas vezes vem acompanhado de xenofobia, mas não é nada comparado ao Brasil em números, por exemplo.


Em ambos os países, as mulheres brasileiras são fetichizadas. Mulheres pretas 3x mais. E esse sim é um tópico bem difícil de lidar, especialmente se você é solteira. Na hora de marcar “um date”, ou até mesmo conhecer a família alemã de seu/a namorado/a.

Essa é uma realidade que melhora um pouco a cada dia, mas infelizmente não muda muita coisa.


Mas se você pensa em vir pra cá: venha

E venha sem medo.


Pois racismo a gente vai encontrar em qualquer lugar. 

O diferente daqui, é que as leis funcionam. Você pode denunciar e vai ser ouvido, e o problema resolvido. 

E no pior das hipóteses, se você não der atenção, nada acontece. Vida que segue.

Triste, mas real.

Não deixe de aproveitar seu intercâmbio por medo de algo que você sofreria dentro da sua própria casa!



Por hoje é só!

E qualquer coisa, já sabem <3


Bis nächste Mal :*

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22 novembro 2020

LGBTQIA+ na Alemanha, devo me preocupar?



Oi gente, hoje o assunto vai ser um pouco mais voltado pra galera LGBTQIA+, que sempre tem um medinho antes de fazer alguma coisa nova ou só de pensar em mudar pra outro país! Peguei uma sugestão de tema e vou falar um pouco sobre como é ser LGBTQIA+ na Alemanha
  • no Brasil eu tinha medo de sair na rua as vezes, seja por estar segurando a mão da minha namorada ou pela maneira que eu me vestia e me comportava, aqui na Alemanha isso ainda nunca aconteceu comigo. Não estou falando que não exista, mas aqui são crimes que são levados a sério (pelo menos mais do que no Brasil)
  • Eu tinha que conhecer muito bem a pessoa no Brasil pra me assumir pra ela, tinha pessoa que eu nunca falaria, principalmente se trabalhasse numa instituição católica lá. Aqui eu trabalho numa clínica de repouso pra idosos católica e todo mundo sabe que eu namoro uma mulher, inclusive meus chefes e eu simplesmente falei isso da forma mais natural. 
  • Pelo menos dos pais que eu conheci, a maioria apresenta a comunidade LGBTQIA+ pros filhos desde cedo, e grande parte das crianças que eu já conheci também não demonstraram surpresa em relação a isso. 

Principais diferenças:  


Porém, além dessas diferenças, a língua continua sendo uma língua bastante binária. Apesar de contar com artigos neutros, ao falar de pessoas ela segue sendo binária e eu ainda não consegui ver uma consistência entre as alternativas pra uma linguagem mais neutra. 


Essas são só algumas curiosidades que eu notei com a minha vivência LGBTQ morando aqui durante esse ano. 

Pode ser que minha vivência mude daqui a uns anos e eu espero que seja pra melhor!

Então, se você é LGBTQ e tem medo de vir pra cá, não tenha! Só a gente sabe o cuidado que temos que tomar todos os dias, mas é libertador poder não ter que se preocupar o tempo inteiro e simplesmente ser quem somos. 


Por hoje é só gente, mês que vem eu venho com um especial de natal pra gente já entrar no clima! 

 

Bis zum nächste mal, tschüss!

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23 outubro 2020

Depois do Au-Pair: Pra onde ir?


Oi meus amores! 

Eu abri uma caixinha no Instagram sobre o que vocês gostariam de saber sobre o programa aqui na Alemanha ou na Áustria, e me sugeriram um assunto super interessante e que eu particularmente AMO!!! que é sobre dicas do que fazer ao final do seu ano de Au-Pair se você planeja continuar no país.

Poucas são as pessoas que, ao final do ano de Au-Pair, decidem voltar pro Brasil. 
Independente do motivo, a minha opinião é que não existe escolha certa ou errada. Conheço muita gente que voltou e conseguiu um emprego incrível, como gente que ficou e não se realizou. E virce, e versa.

Sem mais delongas, hoje eu apresento a vocês as oportunidades de ficar no país após o intercâmbio.

*As dicas apresentadas a seguir, são dicas que excluem a possibilidade de casamento com Europeu e Blue Card.


Começando pela Áustria:

Na Áustria, só é permitido ser Au Pair por até 12 meses, e embora seja um país bem fechado a estrangeiro, existe uma (isso mesmo que você leu: UMA) possibilidade de ficar após o programa, que é o caso de quem decide começar a universidade. Você pode trabalhar até 20h semanais e 40h nas férias.

Os requisitos são:

  • Um sponsor (pessoa/empresa que assina um termo de responsabilidade financeira por você) ou uma quantia de 10.593,36 euros (valores de Maio/2020) em conta bloqueada;¹
  • Contrato de aluguel de residência (quarto, casa ou apartamento) contendo seu nome;
  • Conhecimentos B2-C2 em alemão.²
¹ Lembrando que é sempre bom ter uma quantia a mais que esse valor, pois ao apresentar exatamente o valor estipulado, seu pedido pode ser negado "sem explicações".

² Uma coisa que facilita bastante na Áustria é que você pode requerer o visto com conhecimentos de alemão A2, e tem até 24 meses pra atingir o nível que seu curso pede (entre os níveis citados acima).


Na Alemanha, pode-se ser Au Pair também até 12 meses, porém, temos uma gama maior de possibilidades. Sendo elas:

Freiwilligendienste (FSJ)/ Bundesfreiwilligendienst (BFD) - Mais conhecidos como "Ano social", estes são praticamente os passos obrigatórios pós Au Pair, tendo em vista que em muitos empregos aqui na Alemanha eles pedem como requisito que você tenha cumprido ao menos 6 meses de ano social.
Esse intercâmbio é basicamente o que o nome diz: você é um voluntário pelo governo em uma empresa. Essa empresa pode atuar nas mais diversas áreas. As mais comuns são Kita/Krippe/Kindergarten (jardim de infância) e Altenpflege (cuidador de idosos). Geralmente, você trabalha 39/40h por semana e recebe um auxílio (bem baixinho mesmo, entre 150 euros e 400 euros + benefícios). 
Os requisitos são:

  • Para FSJ, ter até 26  anos até o começo do seu contrato (você precisa terminar o contrato antes dos 27). Pra BFD não tem idade mínima, nem máxima
  • Nível de alemão A2, mas quanto maior for seu nível, maior sua chance de conseguir uma vaga com moradia, benefícios, salário melhor, etc.¹
¹ Na área de Altenpflege, como a busca é muito grande, é comum encontrar vagas com alemão até mesmo A1 (o que não é aconselhável).

Ausbildung - O Ausbildung já é o sonho de consumo da galera, isso porque é o equivalente ao nosso "curso técnico", e ele te qualifica pra trabalhar aqui na Alemanha, e melhor: na maioria dos casos, você estuda e estagia em uma empresa que banca seus estudos. Ou seja: você não paga seus estudos, e ainda ganha salário e benefícios!
Mas como eu disse: na maioria das vezes. Isso porque existem algumas áreas em que é praticamente impossível encontrar patrocinador, então seu visto acaba sendo um visto de estudante comum. A forma de trabalho varia de empresa pra empresa, mas geralmente é de meio período ou escala semanal/mensal (1 semana/mês no curso, 1 no trabalho). Como o Ausbildung é uma formação, o salário varia por profissão, assim como no Brasil. O comum é entre 600 euros até 1800 euros, mas essa variável é enorme, podendo ser mais ou menos.
Os requisitos são:

  • Nível de Alemão B2-C1¹ 
  • Equivalência de estudos²
¹ B2 é basicamente só pra Ausbildung em áreas necessitadas, como enfermagem e cuidador de idosos. 

² Aqui na Alemanha, o sistema educacional é completamente diferente do nosso (e nem adianta me perguntar, pois eu já desisti de entender) e por isso, você precisa fazer uma equivalência de estudos chamado "Annerkung", que equivale seu ensino médio. Algumas empresas pedem só isso, outras pedem também o "Abitur", que serve como uma prova de que você está apto a ingressar na faculdade (mais ou menos como nosso ENEM).

Estudante universitário -  Bom, pra quem tem o alemão bom o suficiente pra ingressar na faculdade (que funciona diferente da Áustria em questão do conhecimento de língua).
Seguem aí os requisitos:

  • Nível C1-C2 em alemão¹
  • Um sponsor (pessoa que assina um termo de responsabilidade financeira por você) ou uma quantia de 12 mil euros em conta bloqueada;²
  • Abitur.
¹ Na Alemanha você já tem que aplicar pra faculdade com um comprovante de nível, não funciona como na Áustria. Pode ser que o amigo do amigo do amigo do seu amigo conseguiu ingressar com B1-B2, mas você não vai gastar rios de dinheiro em documentos pra correr esse risco de não ser aceito, né?

² Na Alemanha não se tem um valor exato do montante necessário pro visto. Gira em torno de 10 mil euros, mas ninguém nunca tem certeza e, como disse anteriormente, sempre arredondar o valor pra mais, pra não ter problemas com o escritório de imigração.


Bom, com isso tudo de dicas, bora estudar esse idioma nada difícil e colonizar essa Europa de volta, rs.

E lembrem-se: ficar ou voltar pós o seu ano de Au Pair, só depende do que te faz feliz. 
A Alemanha é uma ótima oportunidade, mas estar na nossa casa é absolutamente tudo!

O importante é estar feliz e em paz consigo mesmo :)


Vejo vocês próximo dia 23, e qualquer dúvida, já sabem: vem de insta :*

Bis bald <3

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22 outubro 2020

Dirigindo na neve: e agora?



Hallo zusammen!

Então né, outono chegou e eu ouvi falar que a neve já chegou em alguns lugares, então vou aproveitar pra falar sobre direção na neve, que é algo que eu gostaria de ter aprendido antes de ir hahaha! 

Primeira dica e a mais importante de todas: tenham muita calma! 
Dirigir na neve requer calma, tempo e paciência, então, nada de sair em cima da hora se estiver nevando. Acorda mais cedo, faz tudo mais cedo e saia com antecedência, porque você vai precisar de mais tempo! 

Segunda dica: ligue o carro antes da hora de sair. 
Eu odeio essa parte, mas é uma dica necessária. O carro vai ficar muito gelado com a neve, e não é todo carro que tem um aquecedor rápido. O meu, por exemplo, não tinha. Então, liga o carro, volta em casa, toma um café, pensa se não esqueceu nada e aí sim você volta pro carro e tá prontinho pra partir. 

Terceira dica: sempre tenha um limpador de neve no carro, exija isso pra família! 
Minha família me deixou sem limpador durante os primeiros dias de neve e eu me desesperei porque não sabia como limpar os pára-brisas! Tentei com papelão, com a mão (e sofri por isso) e, enfim, foi horrível! Até que meu host me viu fazendo isso é só aí me deu um. 

Quarta dica: não use o farol alto. Neve é que nem neblina, o farol alto só vai te cegar. Por isso, nada de farol alto enquanto estiver nevando! 

Quinta dica: dirija devagar. Principalmente se você não tem experiência, essa é uma dica de ouro. Pessoas com experiência as vezes são loucas e dirigem rápido, mas não faça isso! Usar o freio numa pista com neve é muito perigoso, então o melhor freio que você vai ter, vai ser a embreagem. E, pra isso funcionar com segurança, você precisa manter a velocidade baixa. Claro, em pistas já com sal você não precisa ir tão devagar, mas se acontecer de você estar numa pista onde ainda não tenha sido jogado o sal, vai na calma, vai ser melhor do que arriscar a vida. 

Sexta dica: peça à host family pra que coloque os pneus de neve antes mesmo da neve chegar. Onde eu morava, por exemplo, era obrigatório o uso de pneu de neve à partir do primeiro dia de outono, mas nem todos os lugares são assim. Mesmo que não seja obrigatório na sua cidade, peça à família, é uma proteção pra você mesmo.
 
Essas foram algumas dicas que eu lembrei, se eu lembrar de mais dicas o suficiente eu faço uma parte dois, mas de qualquer forma vocês sempre podem ir no meu inbox do Instagram tirar dúvidas sobre isso e sobre outras coisas também! (@bia.jando)
No mais, relaxem, tenham calma e logo vocês acostumam! Drive safe! 
Bis zum nächste mal, tchau! 


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23 setembro 2020

Taschengeld de Au Pair na Alemanha: vou sobreviver?



Oi meus amores! 
Mais um dia 23 batendo na porta e o post de hoje é sobre a pergunta que mais me tira do sério nos grupos de Au Pair: "Como Au Pair na Alemanha consegue viver com 260?"

 
Taschengeld é o "auxílio", "pocket money"
que a Au Pair recebe na Alemanha.
Dito isto, prosseguimos.

Pra quem não sabe, eu venho do subúrbio do RJ, de uma família com 3 irmãos por
parte de pai e 2 por parte de mãe, cria entre o Engenho da Rainha e Bangu!
Graças a Deus, nunca passei dificuldade na minha vida, mas só quem é Au Poor e
que não veio pro programa pra ostentar, e sim pra mudar de vida, sabe do que eu
tô falando.

Então vamos ao que interessa.

No programa de Au Pair (Alemanha) você:
  • Tem moradia custeada;
  • Alimentação custeada;
  • Seguro saúde custeado;
  • Ajuda para o curso de 60€ ao valor total (depende do seu acordo com a família);
  • Pode ou não ter ajuda com ticket transporte (vai do seu acordo com a família).
Tirando todos esses custos, você basicamente gasta com seus produtos de higiene pessoal (10€ no mês). 
Ou seja: você tem 250€ pra gastar como você quiser! 
Seja roupa, viagens, curso, ou até mesmo comprar a Apple inteira e ostentar no
Instagram.

A dica de tudo, gente, é PLANEJAMENTO.
Nos 10 meses que fiquei na Áustria + 5 meses de Alemanha, eu viajei pelas
principais cidades da Áustria (3), Alemanha (6), Bélgica, Holanda e Croácia.
Além de juntar dinheiro pro curso de alemão e comprei muita roupa.
Tudo é questão de balanceamento e organização:
  • Primark/H&M/New Yorker são as queridinhas da Europa pois tem roupa pra
    vários gostos e com precinho de Au Pair;
  • Ao invés de viajar de trem, eu sempre escolho ir de ônibus. Existem empresas
     em que você paga em torno de 5 a 10 euros e viaja de uma ponta à outra da
    Alemanha;
  • Ao invés de ir pra Resort com tudo incluso, vá pra um Hotel ou Airbnb,
    compra comida no mercado e leva lanches pra comer ao longo do dia;
  • Sobre cursos de alemão: existe a opção de fazer curso na VHS (escola de
    idiomas "popular" na Alemanha) e outras escolas oferecem bons descontos
    pra Au Pair;
  • Entre outras manhas que vocês pegam quando chegam e quando pesquisam
    um pouquinho...

Então antes de pensar "será que vale a pena ir pra país x, sendo que paga pouco",
pensem nos benefícios. Pois não adianta de nada ir pra países que pagam muito
bem, mas você paga suas despesas, curso, seguro e é um país caro e mal localizado.


É isso, gente. No próximo dia 23, eu trago pra vocês as diferenças do programa,
cultura e curiosidades entre Alemanha e Áustria.

E qualquer dúvida, já sabem: meu direct tá sempre aberto ;)
Beijinhos e até a próxima <3

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