Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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22 novembro 2020

LGBTQIA+ na Alemanha, devo me preocupar?



Oi gente, hoje o assunto vai ser um pouco mais voltado pra galera LGBTQIA+, que sempre tem um medinho antes de fazer alguma coisa nova ou só de pensar em mudar pra outro país! Peguei uma sugestão de tema e vou falar um pouco sobre como é ser LGBTQIA+ na Alemanha
  • no Brasil eu tinha medo de sair na rua as vezes, seja por estar segurando a mão da minha namorada ou pela maneira que eu me vestia e me comportava, aqui na Alemanha isso ainda nunca aconteceu comigo. Não estou falando que não exista, mas aqui são crimes que são levados a sério (pelo menos mais do que no Brasil)
  • Eu tinha que conhecer muito bem a pessoa no Brasil pra me assumir pra ela, tinha pessoa que eu nunca falaria, principalmente se trabalhasse numa instituição católica lá. Aqui eu trabalho numa clínica de repouso pra idosos católica e todo mundo sabe que eu namoro uma mulher, inclusive meus chefes e eu simplesmente falei isso da forma mais natural. 
  • Pelo menos dos pais que eu conheci, a maioria apresenta a comunidade LGBTQIA+ pros filhos desde cedo, e grande parte das crianças que eu já conheci também não demonstraram surpresa em relação a isso. 

Principais diferenças:  


Porém, além dessas diferenças, a língua continua sendo uma língua bastante binária. Apesar de contar com artigos neutros, ao falar de pessoas ela segue sendo binária e eu ainda não consegui ver uma consistência entre as alternativas pra uma linguagem mais neutra. 


Essas são só algumas curiosidades que eu notei com a minha vivência LGBTQ morando aqui durante esse ano. 

Pode ser que minha vivência mude daqui a uns anos e eu espero que seja pra melhor!

Então, se você é LGBTQ e tem medo de vir pra cá, não tenha! Só a gente sabe o cuidado que temos que tomar todos os dias, mas é libertador poder não ter que se preocupar o tempo inteiro e simplesmente ser quem somos. 


Por hoje é só gente, mês que vem eu venho com um especial de natal pra gente já entrar no clima! 

 

Bis zum nächste mal, tschüss!

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22 outubro 2020

Dirigindo na neve: e agora?



Hallo zusammen!

Então né, outono chegou e eu ouvi falar que a neve já chegou em alguns lugares, então vou aproveitar pra falar sobre direção na neve, que é algo que eu gostaria de ter aprendido antes de ir hahaha! 

Primeira dica e a mais importante de todas: tenham muita calma! 
Dirigir na neve requer calma, tempo e paciência, então, nada de sair em cima da hora se estiver nevando. Acorda mais cedo, faz tudo mais cedo e saia com antecedência, porque você vai precisar de mais tempo! 

Segunda dica: ligue o carro antes da hora de sair. 
Eu odeio essa parte, mas é uma dica necessária. O carro vai ficar muito gelado com a neve, e não é todo carro que tem um aquecedor rápido. O meu, por exemplo, não tinha. Então, liga o carro, volta em casa, toma um café, pensa se não esqueceu nada e aí sim você volta pro carro e tá prontinho pra partir. 

Terceira dica: sempre tenha um limpador de neve no carro, exija isso pra família! 
Minha família me deixou sem limpador durante os primeiros dias de neve e eu me desesperei porque não sabia como limpar os pára-brisas! Tentei com papelão, com a mão (e sofri por isso) e, enfim, foi horrível! Até que meu host me viu fazendo isso é só aí me deu um. 

Quarta dica: não use o farol alto. Neve é que nem neblina, o farol alto só vai te cegar. Por isso, nada de farol alto enquanto estiver nevando! 

Quinta dica: dirija devagar. Principalmente se você não tem experiência, essa é uma dica de ouro. Pessoas com experiência as vezes são loucas e dirigem rápido, mas não faça isso! Usar o freio numa pista com neve é muito perigoso, então o melhor freio que você vai ter, vai ser a embreagem. E, pra isso funcionar com segurança, você precisa manter a velocidade baixa. Claro, em pistas já com sal você não precisa ir tão devagar, mas se acontecer de você estar numa pista onde ainda não tenha sido jogado o sal, vai na calma, vai ser melhor do que arriscar a vida. 

Sexta dica: peça à host family pra que coloque os pneus de neve antes mesmo da neve chegar. Onde eu morava, por exemplo, era obrigatório o uso de pneu de neve à partir do primeiro dia de outono, mas nem todos os lugares são assim. Mesmo que não seja obrigatório na sua cidade, peça à família, é uma proteção pra você mesmo.
 
Essas foram algumas dicas que eu lembrei, se eu lembrar de mais dicas o suficiente eu faço uma parte dois, mas de qualquer forma vocês sempre podem ir no meu inbox do Instagram tirar dúvidas sobre isso e sobre outras coisas também! (@bia.jando)
No mais, relaxem, tenham calma e logo vocês acostumam! Drive safe! 
Bis zum nächste mal, tchau! 


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22 setembro 2020

Senta, que lá vem >reflexão<...

 

Bom, eu sei que já falei no primeiro post de como eu me tornei Au Pair, mas no último dia 19 fez exatamente 1 ano que eu tô aqui, e tanta coisa passou pela minha cabeça que eu resolvi fazer desse post um antes X depois em relação à mim mesma. 

Hoje, eu posso dizer com certeza: eu amadureci tanto no último ano que eu sei que só quem é ou foi Au pair vai entender exatamente o que eu quero dizer com isso. Pra quem ainda não foi, eu já preparo: vocês vão amadurecer demais! 
No dia 18.09.2019, eu embarcava pra cá. Eu tinha 21 anos, milhares de sonhos, milhares de ideias e de ideais. Eu achava que o programa seria fácil (ou, pelo menos, não pensei que seria tão difícil), eu achava que o pós-Au pair estaria na palma da minha mão e que a língua não seria um obstáculo tão grande assim. Eu sonhava em sair da casa da host family direto pra minha, sonhava em começar direto a faculdade e que seria bem sucedida, mas eu sonhava como uma adolescente, eu sonhava sem nunca ter conhecido o mundo com meus próprios pés, eu sonhava do ponto de vista de uma pessoa branca e classe média, que teve privilégios durante a vida toda. 
E então, agarrando esses sonhos, eu vim. E, quando eu vim, eu tropecei na realidade e vi um por um caindo dos meus braços. Foi nesse momento em que eu aprendi que eu precisava tirar da minha cabeça a visão de mundo que eu sempre tive. Eu precisava olhar o mundo com uma visão realista, precisava aprender a conhecer e reconhecer as dificuldades, e principalmente a ter paciência e não tentar levar todos os sonhos de uma vez, porque a única prejudicada nisso tudo seria eu mesma. 
Eu não desisti de tudo que eu vim pensando em fazer, se vocês estiverem pensando nisso. Não, não mesmo. Mas, quando chegamos num país novo, onde tudo é diferente, e principalmente se você for uma pessoa que, como eu, nunca tinha saído da casa dos pais e nunca teve que peitar a burocracia sozinha,  a gente aprende que, mais difícil do que ser adulto, é ser adulto E estrangeiro num país onde você não domina a língua. 
Mas, a gente aprende. A gente cresce. A gente constrói uma maturidade que as vezes nem sabíamos que um dia teríamos. A gente olha a vida com outros olhos, aprecia momentos que passavam batido, a vida fica, sim, mais difícil, mas também fica mais bonita e satisfatória quando conseguimos vencer nossas próprias dificuldades em busca de uma vida melhor. 
Faz um ano que eu to aqui, há 2 meses já não sou mais Au pair, e apesar de tudo que eu passei, eu consigo me olhar no espelho e sentir orgulho de quem eu me tornei. 
Por isso, pessoas que estão se preparando pra vir: não desistam. Mantenham os pés no chão e se preparem pra experiência mais louca e construtiva que vocês vão ter! 
E pra quem já veio, lembrem-se sempre: a gente se entende. A gente se apoia. A gente precisa estar junto, sempre. 
Obrigada por lerem meu desabafo até aqui! Mês que vem eu to de volta com mais um post de dicas! 

Bis zum nächste mal, tschüss. 

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22 agosto 2020

Dicas de como aprender o idioma rápido - a thread.


Antes de começar esse texto, eu gostaria de dizer duas coisas muito importantes:

1º cada pessoa funciona de um jeito, talvez o que funcionou pra mim não vá funcionar pra você, e tá tudo bem! Essas dicas são de acordo com a minha vivência e experiência.
2º Não se cobre muito, só você sabe seu próprio ritmo e tentar forçar um mecanismo que não é o seu pode te prejudicar ao invés de ajudar.
Agora, vamos lá..

Enquanto eu estava no Brasil, assim que decidi vir pra Alemanha, eu comecei a estudar alemão. Mas, eu não tinha nem a aula certa, nem o material certo, nem as ferramentas certas, então o máximo que eu consegui foi o suficiente pra passar na prova de A1 do Goethe, mas com certeza eu ainda não era A1, e o baque veio quando eu cheguei aqui e não conseguia me comunicar com as kids, a não ser por mímica e poucas palavras que eu sabia em alemão ou que elas sabiam em inglês.
Na primeira semana eu ainda não tinha encontrado o curso, então eu tentava ao máximo prestar atenção no que elas falavam e traduzia tudo escondido no banheiro, inclusive quando eu queria falar alguma coisa com elas. Esse método, já adianto: não é nada efetivo.
Eu procurava um curso intensivo, queria e precisava dominar a língua o quanto antes. Não aguentava mais não conseguir me comunicar com elas e tinha medo até de ir ao mercado, saía rezando pra alguém falar inglês comigo (e me dava muito mal, porque eu morava numa cidade bem pequena).
Enquanto estava pesquisando, dois cursos me ofereceram uma aula-teste, um era intensivo, pela manhã (de 8h ao 12h) e numa cidade à 30 minutos de mim. O outro era semi intensivo - 3x por semana - e à noite (de 17h às 21h) numa cidade à 15 minutos de mim. Pois bem, no dia seguinte eu fui pro semi-intensivo, cheguei nervosa por ja estarem no meio do modulo, mas assisti à aula. Quando saí de lá, parecia que eu estava no mesmo nível da turma, e só em uma aula eu já evoluí um bocado!
Quando cheguei em casa, analisei os prós e contras, e decidi que nem tentaria o intensivo, visto que eu precisava pegar as crianças 12:30 e o almoço precisava já estar pronto, e que meu horário de saída dificilmente passava das 16:30. Fechei com o curso no mesmo dia, e ai vem a minha

1ª dica: Faça um curso semi-intensivo, principalmente se é uma língua que você tem dificuldade.
Nosso cérebro precisa de tempo pra absorver um conteúdo, mas, se ficarmos muito tempo sem receber conteúdo, podemos acabar esquecendo o que já vimos.
O curso intensivo é exaustivo, principalmente se você trabalha com crianças que já conversam e precisa viver o idioma no dia-a-dia. O curso extensivo é muito arrastado, e pra você perder o foco é muito fácil, sendo assim, o semi-intensivo é melhor pro seu aprendizado. O meu totalizava 12h/semana, sendo 3 dias na semana e 4h/dia, e foi perfeito pra mim.

Mas, como já devemos imaginar, o curso sozinho não faz milagres, é preciso continuar o aprendizado em casa. Segue então mais algumas dicas de como eu pratiquei o meu alemão:

2ª dica: Se suas crianças já falarem, converse com elas.
Claro, eu sei, cada criança tem um comportamento diferente, mas se suas kids forem comunicativas, não tenha medo de pedir ajuda. Coisas que costumavam funcionar muito comigo eram: brincar de escolhinha (elas vão se sentir um máximo sendo suas professoras); e ler junto. Minhas crianças gostavam muito de ler, então as vezes pegávamos um gibi e cada uma era um personagem, provavelmente elas vão corrigir sua pronuncia se vocês fizerem isso, e quando você não souber uma palavra, peça pra te explicarem o que é.

3ª dica: SAIA DE CASA SOZINHO!
Sei que, principalmente no início, pode ser assustador sair sem alguém que fale a língua local + uma língua que você fala, mas, acreditem, isso ajuda muito. O simples fato de você comprar um bilhete de ônibus, ou um lanche, ou simplesmente ir num lugar público e sentar pra ouvir as pessoas conversando, já faz toda a diferença. Isso não significa que você já vai sair entendendo tudo o que está sendo conversado, mas você começa a pegar a entonação, a melodia da língua e, principalmente, uma coisa que poucos cursos ensinam: a linguagem do dia-a-dia, as expressões, gírias, abreviações, etc. Conforme você for avançando no curso, ganhando mais vocabulário e continuar fazendo isso, mais fácil vai ser pra você associar as gírias aos seus significados, etc.

4ª dica: Anote as palavras que você ouve com frequência e sempre esquece o significado.
Isso acontecia muito comigo com algumas palavras, todos os dias eu ouvia a palavra, muitas vezes eu entendia o contexto da frase, mas não entendia o que a palavra significava. Então, eu comecei a anotar essas palavras e seus significados no bloco de notas do celular (mas você também pode fazer isso num post-it ou num caderninho), e ai sempre que eu ouvia a palavra eu ia lá e dava uma olhada, até gravar.

5ª dica: Por mais clichê que seja: ouça a língua o máximo que você conseguir. Ou seja: ouça músicas, veja filmes, series e desenhos, e leia livros na língua que você tá aprendendo.
Na minha casa, as meninas não podiam assistir tv com frequência, então elas eram muito fãs de livros e audiobooks. Então, volta e meia eu pegava os livros delas pra ler sozinha, já que o vocabulário era mais fácil, e passei a procurar mais filmes e séries em alemão. Além disso, adquiri o hábito de ouvir audiobooks em alemão de histórias que eu já tô familiarizada (como os clássicos da disney), e isso também é uma ótima ferramenta pro enriquecimento do seu vocabulário.

6ª dica: Saia da zona de conforto, converse com pessoas mais velhas.
Provavelmente, no início vai ser muito difícil, mas assim que você ganhar uma confiança, converse com pessoas mais velhas. Os pais lá me deram um limite de 2 meses falando inglês, até que começassem a falar só alemão comigo. No início foi péssimo, porque eu não falava nada e nem falava quando não entendia. Mas, depois eu percebi que aquilo era necessário, porque eu precisava ter vocabulário pra conversar com pessoas da minha idade, e eu não conseguiria isso só conversando com as crianças. O curso ajudava muito, mas começar a conversar com os pais foi fundamental. Se possível, conversem com idosos também, eles gostam de falar e te fazem perguntas interessantes. Depois que eu me abri pra conversar em alemão com adultos, meu aprendizado deu um salto que nem eu imaginava.

7ª dica: Pegando um gancho da dica anterior, não corram pra língua de apoio (no meu caso, o inglês), a não ser que seja extremamente necessário. Faça até mímica pra se fazer entender, antes de usar outra língua. Não é 100% seguro, mas o tradutor também cai às vezes.

É isso gente, essas foram algumas das dicas que eu lembrei que me fizeram alcançar o B1 em apenas 10 meses. Se eu lembrar de mais dicas, eu volto com uma parte 2 desse post pra vocês!
Espero que eu tenha ajudado de alguma forma e, lembrem-se, meu direct tá aberto caso queiram tirar alguma dúvida: @Bia.jando

Bis zum nächste 22º, Tchüss!
 
Descrição de imagem: Há uma imagem com o fundo azul-esverdeado, com um título em branco dizendo: "Dicas de como aprender o idioma rápido" centralizado na parte superior. No canto inferior direito há uma foto minha, eu tenho cabelos médios e estão partidos para um lado, e uso uma blusa preta com algumas flores e faço uma expressão de que estou pensando. Ao lado da minha foto, no canto inferior esquerdo, há dois stickers: um com uma pilha de livros e um com um relógio, ambos em branco com contorno preto.
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22 julho 2020

Pra que o fácil, quando se pode ter o difícil?

Durante toda a minha adolescência eu falava pra Deus e o mundo que eu ia morar em Londres. Era isso que eu queria, eu era apaixonada, eu estudei inglês por 5 - eu disse CINCO - anos, tendo em vista esse sonho de morar em Londres. Me formei no inglês, entrei na faculdade de letras pra cursar Letras - Tradução (português-inglês), e então, quando eu menos percebi: a Alemanha entrou na minha vida. 

Oi, gente, eu sou a Bia, tenho 22 anos e sou (pelo menos até esse mês) aupair na Alemanha, e vou estar aqui todo dia 22 contando pra vocês um pouco da minha jornada até aqui.
Como dito antes, tudo começou por volta dos meus 14 anos, com uma vontade imensa de ir pra Londres. Esse sonho ficou durante anos na minha cabeça, até que, depois de crescer, amadurecer e estudar, não pensava mais tanto assim em ir pra Inglaterra. Mas, apesar disso, sair do Brasil era um fato. Era preciso. Não me levem a mal, eu amo o meu país, amo de verdade, mas lá não é o meu lugar e eu precisava encontrar onde era. 
Quando entrei na faculdade, pensei que talvez fosse o meu meio de ir pra algum país de língua inglesa pra fazer um intercâmbio, mesmo que fosse na Inglaterra, pra me abrir portas. Mas, depois de olhar os preços, as minhas esperanças caíram por terra, porque eu sabia que não tinha a menor condição de pagar. Mais ou menos na mesma época, a minha namorada descobriu o programa de AuPair e ficou fissurada nisso, mas eu ainda tinha muito medo, mais por desinformação mesmo do que por qualquer outra coisa, mas acabei pesquisando também, pensando em ir depois de terminar a faculdade. 
Minha preferência era um país de língua inglesa, por já dominar a língua e não ficar desamparada caso alguma coisa me acontecesse, mas eu não suportava (e ainda não suporto rs) a ideia de ir pros EUA, na Irlanda achei o visto muito caro e impossível (o que depois descobri não ser impossível) e na Inglaterra descobri que era ilegal.
Depois de quase perder as esperanças, minha namorada me disse que ia pra Alemanha, e foi ai que eu pensei: por que não? Eu quero ser tradutora, uma língua a mais só vai me acrescentar. 
Então, devido à acontecimentos, no final de 2018 eu fiquei bem mal psicologicamente, e não conseguia mais ir à faculdade, apesar de amar as aulas e amar estar lá. Eu simplesmente não conseguia levantar e ir, mal queria sair de casa, e foi quando eu decidi que eu precisava mudar minha vida pra me reerguer. Decidi fazer mais um período da faculdade pra ter 6 meses pra me preparar pro processo. Em janeiro comecei a estudar alemão sozinha, mas não saía do lugar. Em março, quando minhas aulas voltaram, pedi ajuda à minha tia-avó, que já havia morado na Alemanha, e comecei a ter aulas com ela, e também cursei o alemão básico na faculdade.
Apesar de tudo isso, eu não sentia evolução quase nenhuma na língua, parecia que eu não saia do "Ich bin Ana" nunca! Mesmo com muito medo, em Julho eu fiz a prova do Goethe e passei! No dia 3 de agosto eu fechei meu match, no dia 10 eu dei entrada no meu visto e no dia 18 de setembro eu embarquei pra Alemanha. 
Quando cheguei aqui, minha comunicação com os pais era só em inglês e com as crianças era só por mímica, porque, realmente eu estava certa: meu alemão não tinha evoluído nada! Mas, como eu me virei depois que cheguei aqui e alcancei o B1 em 10 meses é papo pro próximo mês! 
Espero que vocês tenham gostado dessa pequena introdução, e mês que vêm a gente se vê!
Ah, e não se esqueçam de me seguir no instagram: @Bia.jando.
Bis zum nächsten mal! 
Tchüss!

Descrição de imagem: Na imagem, eu estou apoiando o braço na grade de uma ponte. Por baixo da ponte, passa um rio de água verde-clara. Ao fundo, há muitas árvores bem verdes e os alpes com neve no topo. O dia está ensolarado. Eu sou uma pessoa branca, com tatuagem nos dois braços, tenho cabelos castanhos e médios e visto uma blusa florida, uma calça preta, tênis preto e óculos escuros
 
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