Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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01 setembro 2018

Série viagens: o quão especiais podem ser os anônimos que cruzam nosso caminho.

Arquivo Pessoal - Instagram @daianitobaldini

Oi gente linda, tudo bem? Eu espero que sim. 
O quão especial e marcante pode ser uma viagem? O quanto ela pode te enriquecer e influenciar a sua vida?
Hoje vim compartilhar a história desse pedacinho de algodão e o que ele significou pra nós durante nossa viagem de férias na Itália.

Estávamos eu e a @rahysasantiago hospedadas em uma cidade pequeniniiinha no topo da serra da Costa Amalfitana chamada Agerola. Eram 10h da manhã e nós saímos para pegar o ônibus que nos levaria a Amalfi. 
Por ser uma cidade pequena, a frequência de ônibus é igualmente proporcional ao tamanho da cidade. Descobrimos já no ponto de ônibus que o próximo seria somente dali duas horas. Ficamos P da vida por termos que perder esse tempo todo na rua num ponto que nem banquinho pra sentar havia, sob um sol de 35º e mais P ainda com nós mesmas por não termos visto o horário do ônibus antes de sair. 
Perrengues a parte, lá ficamos. Eram quase 12h quando uma senhora veio correndo em nossa direção falando muito alto (como uma típica italiana) acompanhada de um menino coreano cheio de malas e bem assustado. Ela estava pedindo ajuda pois ele estava perdido e ela não conseguia ajudá-lo por não falar inglês, e ele não entender italiano. Com meu italiano "quebra-galho" (grazie Scuola Dante!) eu e Rahy conseguimos fazer uma força tarefa para ajudar o menino. Ele estava muito nervoso, tremendo e suando e nos disse que seu celular não funcionava e que não sabia se o endereço da hospedagem dele estava certo, pois ele estava perdido. 
Falamos isso à senhora e ela telefonou a hospedagem para verificar. Porém o sinal estava péssimo e a ligação não deu certo. Estávamos pesquisando o caminho no meu celular e aparentemente ele teria que pegar alguns ônibus até seu destino, quando um carro preto passou e a senhora gritou "Paaaaadre, aspetta!". Era o padre da paróquia local. A senhora explicou a ele o que aconteceu e ele gentilmente se ofereceu para levar o menino até lá. E aí ele embarcou no carro e partiram. 
Em seguida a senhora veio até nós e nos agradeceu muito pela nossa ajuda. Ela estava tão preocupada e depois tão feliz de ter conseguido ajudá-lo que achamos que talvez ela já conhecesse o menino, porém ela nos disse que apenas o encontrou perdido na rua e quis ajudar, mas que não estava conseguindo. Ou seja, foi apenas bondade gratuita. 
Então ela tirou esse pedaço de algodão de dentro da blusa e nos disse que na igreja naquela manhã, o padre (o mesmo padre) havia concedido uma benção em nome de Maria e que ela havia ganho esse algodão molhado na água benta da estatua de "Madonna" e que agora queria dá-lo a nós como agradecimento e proteção. Foi muito genuíno, de coração. 
Naquela hora só o que pensamos foi "que bom que tivemos que esperar o ônibus e pudemos ver esse momento de solidariedade". A gratidão dela e do menino foi tão bonita e o que a gente fez foi tão pouco...
Realmente o bem é uma corrente infinita - independente se você crê em Deus, no universo, em carma, em energia ou o que seja. Coincidência ou não, no dia seguinte eu e a Rahy recebemos uma ajuda que não só salvou nosso dia, mas como também tornou ele o melhor dia das nossas férias. 
Mas isso já é oooutra história. Talvez eu escreva ela em outro post, já que esse virou textão. 
Na correria, nem perguntamos o nome da senhorinha, mas onde quer que ela esteja, que possa receber em dobro a gentileza que ela fez. 

"Queira o bem, faça o bem, que o resto vem!". 

Até breve. Com carinho,
Dai ❤
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01 agosto 2018

Tá com medo? Agarra nele mesmo e só vai!

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Oi gente linda, tudo bem? Eu espero que sim...

Queria confessar que esse texto não é recente - eu escrevi ele quando estava prestes a embarcar pro meu ano de Au Pair, porém não postei. Apesar de não ser atual, eu lembrei dele com carinho agora que completei seis meses de intercâmbio e acho que algumas pessoas poderão se identificar. Espero que gostem.  :)

Há um ano atrás, eu jamais imaginaria viver o momento que estou vivendo hoje.


Mentira. Vou corrigir: muitas vezes não só imaginava, como queria esse momento, mas era algo tão distante, tão “será?” que de fato a realidade se tornou bem diferente do que minha imaginação me fez acreditar que seria.
Hoje eu durmo e acordo com frio na barriga, agitada por fazer planos no escuro, por não saber o que esperar desse futuro, desconhecido. Logo eu, regrada, pessoa que não corre riscos e que sempre preferiu andar em solo firme, territórios conhecidos, zona de conforto. Este está sendo o maior dos desafios!
É como se 24 horas por dia eu estivesse naqueles 60 segundos de subida da montanha-russa que eu tanto relutei em ir. Gosto de lembrar dessa história quando sinto medo...

Estava eu no parque de diversões com as minhas amigas, e só de imaginar que elas iriam me obrigar a ir na nova montanha-russa, meu estômago dava uma volta. Eu não tinha problemas em ir na antiga...ela é normal, fechadinha, os pés encostam no chão, é lenta e não tem tantos loopings - e eu já a conhecia, tinha ido mais de dez vezes. Mas a nova era aberta, sem carrinho e invertida: os trilhos ficam sobre a cabeça e os pés literalmente pendurados, soltos no ar, passando por 5 loopings a 100km/h. Apresento-lhes a FireWhip:

Firewhip

Gente, eu estava tão apavorada, sério! Entrei na fila só pra satisfazer minhas amigas, mas crente que quando chegasse nossa vez eu iria zarpar dali. Doce ilusão, haha. Não vou dizer que elas me obrigaram, literalmente, porque ninguém obriga a gente a nada né. Acho que eu mesma me forcei a ir, vendo que tinham criancinhas de um metro e meio, provavelmente com ⅓ da minha idade saindo, plenas, pela porta de saída.
Ainda posso sentir o que eu senti no portãozinho do vagão, antes de sentar. Ele abriu, eu sentei, fechei a trava de segurança e conferi 1634 vezes se estava bem presa.
Cada segundo que passava eu pensava “ainda dá tempo de desistir, bora?”. Mais um segundo e “por que tô fazendo isso?”. E fiquei nessa até o operador apertar no botão verde e o carrinho começar a andar. Agora não tinha volta. A menos que eu começasse a gritar, passar mal e fazer escândalo - o que não era uma opção pra mim.
Ao invés disso, fechei os olhos, segurei firme, cruzei os pés (não queria ter a sensação de eles livres no ar) e pensei “logo acaba!”. Na primeira descida minha boca soltou um grito involuntário, não pude controlar, mas me fez relaxar um pouco.

Em resumo, passei o percurso inteiro de olhos fechados e pés cruzados, apenas sentindo ser jogada pra cima e pra baixo, sem querer ver o caminho que o carrinho ia percorrer ou quando seria o próximo looping. E aí acabou. Resultado? Eu não morri! Eu completei o desafio e eu gostei! Mas foi como se eu não tivesse estado lá! O fato de estar com os olhos fechados me impediu de aproveitar o momento de verdade, de literalmente enxergar que eu estava ali, vivendo aquilo. Olhei para as minhas amigas e disse “vamos de novo!”. Elas se divertiram com a minha bipolaridade e entramos na fila de novo, claro.

Dessa vez estava ansiosa, com frio na barriga, óbvio, mas estava animada e não apavorada. Com olhos bem abertos e os pés soltos, a subida foi maravilhosa! O dia estava lindo, sol brilhando e se podia ver a praia lá de cima. Como eu não quis ver isso antes? Quase me distraí, e aí...desceu. Uou! Adrenalina a mil, vento forte, sobe e desce, 1,2,3,4,5 loopings e meu sorriso de orelha a orelha. Eu ESTAVA lá, e foi demais! Mas foi tão demais, que quando saímos eu entrei na fila para ir de novo…

Nem senti mais vontade de ir naquela antiga, com os pés no chão do carrinho. Até fui, porque queria aproveitar ao máximo o ingresso do parque (rs). Mas posso dizer que não senti emoção; aquilo já era pouco pra mim. Queria meus braços e pernas soltos no ar, velocidade e queria virar de cabeça pra baixo não uma, mas várias vezes!

Alguma coisa mexeu comigo naquele dia...talvez fosse o impulso causado pela adrenalina, mas cheguei em casa, abri meu e-mail e enviei os papéis para a agência de intercâmbio.
Agora, definitivamente minha vida viraria de pernas pro ar…

Até breve. Com carinho,
Dai ❤
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01 julho 2018

Como já consegui viajar para 9 países em 6 meses de intercambio.


Oi gente linda, tudo bem?
Eu espero que sim!

Pra quem não me conhece, meu nome é Daiani e há seis meses sou Au Pair na Holanda.

Desde que estava buscando pelas possíveis opções de intercambio, meu foco sempre foi vir à Europa, pela facilidade em viajar para diversos países que esse continente nos proporciona. 

Não que o "número de países" viajados seja o que importa, mas sim a quantidade de culturas, línguas, costumes, gastronomia, arquitetura e história que podemos encontrar em cada diferente "terra" em que passamos. 

Pra mim, isso - esse contato com tanta diversidade - é o que conta mais do que a quantidade de carimbos no meu passaporte. Por isso que meu objetivo número 1 durante meu intercambio de Au Pair é poder conhecer (ainda que minimamente) o máximo que puder.

Porém, entretanto, todavia... como fazer isso ganhando esse nosso "exuberante" salário de 340 euros/mês? Pois te digo que é possível. Com muito sacrifício e umas doses de paranauês a gente dá um jeitinho. 

Desde que cheguei já consegui visitar 9 países: Bélgica, Inglaterra, França, Escócia, Alemanha, Áustria, Liechtenstein, Suíça e Dinamarca e no próximo mês estarei viajando para o 10º - Itália. E claro, tenho uma listinha para os próximos seis meses :)

A primeira coisa que nós, Au Pairs na Holanda (e qualquer outro ser humano desprovido de riqueza haha), precisamos é foco. Tudo depende dos seus seus objetivos e interesses, é claro. Eu não consigo, por exemplo, ir para o shopping fazer compras, sair com as amigas para baladas no fim de semana e ainda viajar mundo a fora com meu pocket money de Au Pair. Infelizmente temos que fazer opções. 

Para viajar, abro mão de muita balada e muita blusinha, porém isso não quer dizer que eu nunca faça compras, ou nunca curta a night. Faço tudo isso, porém com menos frequência do que gostaria rs. 

Procuro separar meu salário em partes, e destinar cada parte a um objetivo (X para viagem, X para balada e X para compras). Além de economizar meu salário, eu vivo muito ligada em promoções de passagens, sejam elas de trem, ônibus ou avião. 

Também costumo fazer viagens "bate-e-volta", daquelas que você sai na sexta e volta no domingo. Dessa forma se economiza com hospedagem e aproveitamos o findi em um lugar bem diferente, já que na Europa, você dá um pulinho e já está em outro país.

Vou listar algumas dicas que costumam funcionar pra mim, e espero que ajude a quem estiver pensando em vir pra cá (ou já esteja aqui) com o mesmo objetivo que eu.

SKYSCANNER (aplicativo ou site): indicado para viagens de avião, que nem sempre é a opção mais barata, porém a mais rápida. Também não é uma fortuna, pois há inúmeras cias low cost espalhadas por aqui. E pelo app é possível rastrear os destinos por preço. Digo, você apenas escolhe o aeroporto de saída e clica em "qualquer destino" e o aplicativo lhe mostra as melhores ofertas ordenas por preço (por toda a Europa e até além). É possível encontrar passagens por 15 euros o trecho. Por exemplo Amsterdam - Paris por 30 euros ida e volta (isso é mais barato que ônibus).

FLIXBUS: acredito que seja a maior companhia (ou a mais conhecida) de ônibus, que cobre praticamente toda a Europa. Você busca passagens pelo app ou pelo site, e eles frequentemente tem promoções. Recentemente comprei Berlim e Copenhagen por 12 euros cada (ida e volta!!). É o jeito mais barato (porém não o mais confortável ou mais rápido) de se viajar por aqui. Já fiz tanto viagens de 4h, como de 13h. Ótimo para trips de final de semana. 

GOEURO (aplicativo ou site): rastreador de de passagens de trens, ônibus e avião. Você busca por um destino e ele mostra as três opções de passagens (de diversas companhias).

GOOGLE VOOS (site): quando já tenho definido que vou viajar de avião, prefiro procurar pelo google voos, que mostra através de um calendário quais são os dias com as passagens mais baratas de todas (ou quase todas) as companhias aéreas disponíveis.

PM2AM: a Pm2Am é uma empresa que proporciona viagens chamadas "student trips", porém não é destinada a apenas estudantes, e sim ao público em geral. Acredito que tenha recebido esse nome, pelo preço "camarada" oferecido pelas viagens, muitas vezes procurado por jovens e estudantes. Geralmente são viagens de final de semana ou feriados, de curta duração - máximo 3 dias - para vários destinos na Europa, principalmente para as capitais e/ou cidades mais importantes de cada país. As viagens são em ônibus, e até que são bem confortáveis. Fui para a Áustria com eles, foi 12h de ida e 12h de volta e cheguei inteira rs. A vantagem é que eles são responsáveis pelo roteiro, e muitas vezes oferecem uma trip mais em conta do que uma cia de ônibus normal. Para mais informações, é só checar a pagina deles no Facebook, onde oferecerem todas as viagens.

AEROPORTOS OPCIONAIS: o aeroporto mais próximo pra mim é Amsterdam. Porém também é muitas vezes a origem mais cara. Vale muito pesquisar por outros aeroportos, que sejam próximos, por exemplo Eindhoven (outra cidade aqui da Holanda com aeroporto), ou mesmo saídas de aeroportos de países próximos. Por exemplo, na minha próxima viagem, minha saída é do Aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, que estava com uma promoção incrível, muito mais barata que Amsterdam. Nesse caso compensa pegar um ônibus e ir até Bruxelas, e de lá pegar o voo.

Esse foi o post de hoje gente, espero que tenha contribuído com os futuros planos de viagens de vocês :)

Vejo vocês no próximo dia 01!

Beijinhos
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01 junho 2018

Dicas/Ideias do que fazer com as kids.

                                                                                          Fonte: Google Imagens
Oi gente linda, tudo bem? Eu espero que sim...

Esse mês resolvi escrever um post um tanto quanto mais prático que o normal.
Quando eu ainda estava no Brasil, no meu processo para ser Au Pair, eu ficava me perguntando "o que farei com as  kids todos os dias, cinco dias por semana?". Eu realmente me preocupava pois trabalhar com crianças demanda muita criatividade! E minha cabecinha, por anos acostumada a trabalhar dentro de um escritório de frente para um computador, já estava enferrujada no que diz respeito à atividades lúdicas.

Aqui na Holanda a maioria das famílias criam seus filhos em uma rotina bem restrita em relação à televisão e jogos eletrônicos. Meus kids por exemplo têm horários determinados (e não extensos) para tais atividades. Nesse caso, digamos que cabe a Au Pair preencher o "tempo livre" das kids. 

Tenho um pouco de sorte pois meus meninos AMAM passar horas montando Legos, jogar jogos de tabuleiros, ler livros (fofos!). Também brincamos com massinha e cozinhamos as vezes. Nos vestimos/fantasiamos de personagens, construímos barracas/acampamentos na sala e fazemos guerra de almofadas.
Quando o tempo está bom como agora, passamos bastante tempo "playing outside" no jardim, fazemos piqueniques, pega-pega, esconde-esconde, chutamos bola, assopramos bolinha de sabão...
As crianças extravasam energia e os hosts ficam felizes com os filhos fazendo atividades ao ar livre.

Além das dicas acima, quando nada disso funciona, costumo entretê-los com "craft activities" usando basicamente materiais reciclados e papel, que eu AMO, as kids adoram e é até um hobby pra mim. 
Vou compartilhar algumas das que eu já fiz, e espero que seja útil para quem busca idéias para entreter as crianças. :)
Obs.: algumas eu mesma criei, outras encontrei na internet mesmo. Inclusive, Google é melhor amigo nessa hora!



Perry (o ornitorrinco) na caixa de leite
Ninjas Popcorn Bag

Patrick's Day
Colagem com elementos encontrados no jardim

Emojis nos balões
Pikachu na caixa de leite


Feitos com caixa de ovo
Assopre o canudinho e a língua/tromba desenrola.
Slime/Amoeba caseira (há diversas receitas na internet)



Superman no rolinho de papel higiênico
Tartarugas Ninja

E aííí, gostaram das dicas? Espero ter ajudado! Tem alguma ideia/dica do que fazer com as kids? Compartilha com a gente!
Vejo vocês em breve, no próximo dia 01…

Beijos beijos!
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Dai ❤

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01 maio 2018

Meu processo + Minha Rotina de AP


Oi gente linda, tudo bem?
Eu espero que sim...

Hoje quis falar um pouco a respeito do meu "pré Au Pair" (processo) e meu "durante Au Pair" (rotina), pois foram estes os assuntos que mais pesquisei antes de iniciar meu próprio processo.
Já comentei em posts anteriores, mas comento novamente: sou Au Pair na Holanda, cheguei aqui há três meses e vim através da agencia HBN.

Bom, após ter optado pelo programa Au Pair, meu processo todo (entre completar todas as etapas da HBN + tempo online + entrevistas com famílias + match) demorou 6 meses. Porém sempre conto como 1 ano, pois antes de mandar o primeiro e-mail a agencia, eu já havia passado 6 meses somente pesquisando tudo a respeito do intercâmbio a fim de tomar a decisão certa. Muito antes de ser Au Pair eu já participava de diversos grupos no Facebook, acompanhando tópicos, mantinha contato com atuais Au Pairs, zerei os canais de Youtube (já tinha trocado Netflix por vídeos de Au Pair haha), e li muuuitos blogs. Chega um ponto que você não aguenta mais ver/ler/pesquisar sobre esse assunto. Também gastei dias pesquisando a respeito de como é a vida na Holanda, o que me ajudou muito. Na verdade todo o tempo gasto em pesquisas foi e está sendo útil no meu cotidiano. Porém, é claro, tem coisas que só aprendemos na prática!
Independente de qual agencia você optar (se por escolha sua ou da família), se você está cogitando ser Au Pair, já pode ir adiantando algumas coisas, como por exemplo separar fotos suas para as montagens para o application, correr atrás das referências de experiências com crianças caso ainda não tenha, e pensar em possíveis respostas para o questionário do application + carta para a host family. Essas foram as etapas que mais tomaram meu tempo (acho que metade do tempo do processo) e meu melhor amigo nesse período foi o Google!

A respeito da minha rotina, sinceramente acho que me adaptei facilmente. 
Segundo as regras do programa na Holanda, a Au Pair pode trabalhar no máximo 30 horas semanais (não ultrapassando 8 horas diárias) e pode trabalhar aos finais de semana, desde que tenha ao menos um final de semana inteiro off por mês. Além disso, pode ser responsável por tarefas domésticas consideradas "leves". 
Na prática é claro que nem sempre é possível seguir as regras a risca, afinal temos fatores externos que interferem como: kids doentes, breaks na escola, férias, feriados, etc. Porém tudo é uma questão de equilíbrio. Muitas famílias optam por ter uma Au Pair justamente porque o programa permite que sejamos "flexíveis", coisa que nem sempre é possível quando se tem uma Nanny/Babá, que trabalha somente em determinados horários fixos. Dito isso, é também importante que as famílias compreendam que apesar de sermos "babás flexíveis", estamos em um programa de intercâmbio cultural, não estamos aqui apenas para trabalhar, por isso é TÃO importante ter um schedule muito claro, conhecê-lo antes do match e ter muito papo aberto e jogo de cintura entre você e sua host family.
No meu caso, eu trabalho de segunda a quinta-feira somente a tarde, após o horário de creche/escola dos meninos (eu os busco) até a hora do jantar. E nas sextas-feiras, durante a manhã até a tarde pois a creche não funciona de sextas. Em relação ao tempo com os kids, costumamos brincar dentro e fora de casa, jogar jogos de tabuleiros, ir a playgrounds, museus, exposições, biblioteca, desenhar, pintar...
Em relação a rotina e tarefas da casa, costumo limpar a cozinha após o jantar, cozinhar de vez em quando, passar aspirador, organizar os brinquedos e manter a casa organizada de modo geral. Nada que eu já não fizesse na minha própria casa no Brasil. Afinal, também moro nessa casa.
Acredito que algumas tarefas variam conforme a família. Por exemplo, algumas meninas precisam lavar as roupas da família, outras não. Algumas precisam cozinhar todos os dias, outras não...mas de modo geral todas temos rotinas semelhantes. Os holandeses costumam ter muitas atividades extra curriculares como praticar algum esporte ou fazer algum curso. Isso tanto para as crianças como também os pais. Então é bem comum as Au Pairs fazerem babysitting alguns dias da semana a noite enquanto os pais estão nessas atividades.

Apesar de parecer uma rotina tranquila, trabalhar com crianças é bem puxado, exige muita paciência e criatividade! Porém não demora muito para nos apegarmos aos pequenos e nosso trabalho deixa um pouco de ser só trabalho, mas também um cuidado genuíno.

Foi um post bem sucinto, porém espero que possa contribuir com quem está nessa mesma jornada!
Me coloco a disposição caso alguém queira tirar alguma dúvida específica :)

Um beijo, e até o próximo dia 01!
Daiani
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01 abril 2018

Para os que acham que rotina de AP é moleza...




Oi gente linda, tudo bem?
Eu espero que sim...

Resolvi escrever esse texto hoje justamente porque hoje meus kids resolveram acordar virados nuns capetas. Assim o texto vai ficar bem realista [risos nervosos].

Para quem não me conhece, meu nome é Daiani e há dois meses sou Au Pair na Holanda, em uma família maravilhosa, que me acolheu como se eu fosse parte dela, e onde venho me sentindo extremamente feliz - porém tem dias que socorrobenzaDeus!

Quem vê as redes sociais das Au Pairs com lindas fotos de viagens, legendas inspiradoras, e baladas nos finais de semana, mal sabe que tem dias que nos perguntamos "o que eu tô fazendo aqui?!".
Eu acho que se tivéssemos que escolher um dom (só um) para ser Au Pair, eu diria que necessariamente precisa ser PACIÊNCIA. 
Os meus dois meninos (6 e 3 anos) são os meus amorzinhos, meus xodós, a coisa mais fofa que eu amo passar meu tempo. Na maioria dos dias, o meu "trabalho" com eles, nem é trabalho, pois nos divertimos muitos e aprendemos várias coisas uns com os outros e as horas voam!
Mas criança é assim, um dia te ama, e outro dia te odeia. Hoje por exemplo, comecei meu dia com uma porta na cara e um "go away" no ouvido. Depois disso, foi só ladeira abaixo...
Para tudo (literalmente tudo) o que eu sugeri, a resposta era não. Brincadeiras, brinquedos, livros, almoço, lanche, comida, bebida...só ouvi não o dia inteiro! Acordaram do contra...Quem aguenta?! Nada estava bom ou suficiente. Terminei o dia com a cara igual àquele emoji de olhos virados e pensando "ok, risca esse dia do calendário por favor, e chama o próximo!".

Portanto, você, querida (o) candidata (o) à Au Pair, esteja preparada (o) para todos os tipos de dias (e para quem já é AP e sabe do que estou falando, tamojuntobrow!). 
E tenha muita, mas MUITA paciência. O que é engraçado, porque eu não costumava ser tão paciente. Minha mãe me dizia "como você quer ser AP menina?". Mas ta aí uma coisa que a gente adquire...
Acho que é igual quando uma mulher se torna mãe...Quando você se torna Au Pair, a paciência vem junto (hahaha).
Minha host sempre comenta que sou super paciente. Meu segredo? Quando dias assim acontecem, eu simplesmente penso "Okay, respira. Eles não são meus filhos. Estou aqui apenas para ajudar seus pais, não para educar as crianças". 

Eu costumo me sentir muito "mãezinha" dos meus kids, sempre fazendo de tudo por eles e pensando no bem estar deles em primeiro lugar - as vezes até antes do meu. Mas apesar de darmos o nosso melhor, eles não são nossos filhos e temos que agir segundo às regras dos pais, que muitas vezes não concordamos, ou simplesmente faríamos algo diferente.
É claro que cada AP deve saber e conhecer seu próprio limite. Estou comentando aqui sobre meus kids, que são educados e que apenas têm uns bad days de vez em quando (assim como nós). Porém existem muitas kids por aí que fazem da vida da babá um inferno. Outras que são terríveis com os pais, porém respeitam a babá...enfim, vai de cada um saber o seu ponto de equilíbrio e seu limite.

Mas sim, trabalhar com criança não é moleza. Eles tem energia de sobra, a gente cansa, falta criatividade as vezes, aguentamos manha, muita birra, choro, gripes. Limpamos narizes, bundas, roupas, chãos...

Porém olhar nos olhos desses serumaninhos e sentir o carinho sincero num abraço, não tem preço.
É uma grande responsabilidade e um privilégio fazer parte do crescimento de uma criança.

Olha que até esqueci que estava brava...acho que vou lá apertar meus pequenos!

Vejo vocês no próximo dia 01.

Um beijo!
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01 março 2018

Brrrr...Inverno na Holanda


Oi gente linda, tudo bem? Eu espero que sim...

O que dizer sobre essa estação do ano maravilhosa chamada Inverno, hein?! Há os que amem, há os que odeiem...eu particularmente amo o frio e estou sendo feliz aproveitando ele aqui. Mas o que não dá pra negar, é que a nossa rotina no frio muda MUITO e vários cuidados são necessários.

Um fato interessante sobre o frio na Europa (acredito que EUA também) é que a gente só passa frio se estiver na rua, literalmente outside. Eu venho do sul do Brasil e lá nós temos um inverno bem rigoroso comparado a outros lugares no BR. Mas apesar da temperatura aqui na Holanda ser bem mais baixa (hoje está fazendo -5° com sensação térmica de -12°), eu passo muito mais frio no Brasil. Isso porque aqui eles são preparados para o inverno e todos os ambientes são aquecidos, inclusive os trens, trams, ônibus, etc...

O frio pega mesmo é quando queremos dar aquele rolê turístico no final de semana, vulgo "bater perna por aí". Isso nos exige algumas camadas de roupas a mais, e ficamos andando igual pinguim. Falando nisso, a menos que você venha de lugar frio como eu e já tenha bastante roupa de inverno, deixe para comprar as suas aqui. É mais garantido que serão resistentes às baixas temperaturas, e muito possivelmente mais baratas que no Brasil. No meu caso, trouxe muita roupa que eu já tinha, e só deixei para comprar um bom casacão aqui.

Sair para balada no frio também é algo que exige paciência. Já que você se enche de casacos (e cachecóis, e luvas e toucas...) para sair de casa, tira quando entra na balada para depois colocá-los tudo de novo na hora de sair, haha. Na verdade tudo no frio dá um pouco mais de trabalho. Sair dá preguiça, a gente demora pra se arrumar e arrumar as kids por conta da quantidade de roupa, as crianças passam a maior parte do tempo dentro de casa e escurece super cedo. Por outro lado, o inverno tem seu charme e as paisagens ficam maravilhosas, principalmente se nevar. Temos neve e patinação no gelo pra brincar - e um domingo de frio e sol, tomando chocolate quente no parque cai super bem. Frio e chuva não são desculpas para os holandeses deixarem de fazer qualquer coisa, nem mesmo andar de bicicleta por aqui. Hoje mesmo minha host mom precisou sair, o carro estava na garagem e ainda assim ela foi de bike. 

Se você não gosta muito de frio e ainda está no processo de Application, convém analisar se é uma boa ideia chegar no seu país de destino no inverno, principalmente aqui na Holanda. Porque muito provavelmente você utilizará bicicleta para tudo: levar e buscar as crianças na escola, playdates, fazer compras, sair, ir até a estação de trem, e se deslocar de maneira geral. E a gente expõe nosso corpo a uma mudança climática feroz, já que saímos do Brasil em pleno verão. Fiquei doente há uns dias atrás e acredito que tenha sido pelo frio, talvez meu próprio corpo se adaptando. E foi péssimo - ficar doente longe de casa e trabalhando é horrível. *Tragam remédios do Brasil, de todo tipo e pra qualquer coisa*. Muito difícil comprar remédios aqui na Holanda.

E você? Prefere verão ou inverno? Tá preparado (a) para encarar o clima diferente do lugar que você mora?

Vejo vocês em breve, no próximo dia 01…

Beijos beijos!
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Dai ❤

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01 fevereiro 2018

Cheguei na Holanda - Primeiras Impressões




Oi gente linda, tudo bem?

E aí, como estão as resoluções, projetos de ano novo? Já estamos em fevereiro (aaaaah), e acabei de completar duas semanas de intercâmbio, que por sinal, voaram! Acho que isso é uma prévia, um sinal de que meu ano vai voar também.

Esses últimos dias tem sido a experiência mais doida da minha vida…estou tendo dificuldades em conseguir explicar como me sinto e como vem sendo a experiência, então vou dividir em tópicos e tentar resumir (prevejo textão hahaha).

Partida:
Eu não costumo ser a pessoa mais emotiva do mundo, embarquei no carro feliz com a minha família rumo ao aeroporto. Até que chegou o momento de dizer tchau. Só de lembrar, o peito aperta. Não achei que iria ser tão difícil, não pra mim. Me despedi entre abraços e beijos dos meus pais e meus irmãos, virei as costas e entrei na sala de embarque sem olhar pra trás nem uma vez. Não conseguia. Já no avião, chorando, os únicos pensamentos que chegavam eram “meu Deus, o que eu tô fazendo?”. Acho que só ali a ficha caiu, de que eu realmente estava indo embora. Pela primeira vez, em um ano de planejamento, eu me questionei se estava fazendo a escolha certa. Mas a escolha estava feita, me restava encarar de cabeça erguida...

Chegada: 
Cheguei na Holanda no dia 18 de Janeiro, junto com a maior tempestade de vento dos últimos anos. Apesar do meu voo ter atrasado 1h em Guarulhos por causa do vento em Amsterdã, a viagem foi super tranquila e sem turbulências, e só tomei conhecimento da proporção da tempestade quando cheguei. O governo havia enviado avisos para as pessoas não saírem de casa, voos atrasados/cancelados, vídeos de pessoas sendo arrastadas pelo vento, e árvores caídas pelas estradas...baita recepção de boas vindas! Hahaha
Minha hostmom estava me esperando no aeroporto com meu kid mais novo e um cartaz com meu nome. Nesse momento senti que realmente tinha mudado de vida. Chegando em casa, encontramos o hostdad e meu kid mais velho. Amei a casa, amei meu quarto e a família não poderia ter sido mais acolhedora. Mesmo eles sendo tão receptivos, foi inevitável me sentir completamente deslocada - os primeiros dias são teste de resistência. Mas com o passar dos dias passamos a fazer parte da rotina da família e hoje já me sinto razoavelmente a vontade.

Idioma:
Conselho - estudem/treinem inglês o máximo possível antes de vir! 
A gente se vira, eu sei. Eu também estou me virando...mas sinceramente achei que seria mais fácil. Quando estava no Brasil, nas aulas de inglês eu não tinha dificuldades, fluía bem. Mas aqui, na-hora-do-vamos-ver, o bicho pega! Primeiros dias, total lost! Entendia mais ou menos, falava quase zero. Dia após dia o ouvido vai acostumando, já entendo uns 95% do que escuto, mas falar tá sendo uma dificuldade grande. Não só falar por falar, mas conseguir me expressar, ser eu mesma. As palavras não vem, as frases são simples... Conversei com meus hosts a respeito, e eles são super compreensíveis, me disseram que isso melhora com o tempo. As kids me ajudam, me corrigem, então aos pouquinhos a coisa anda! Mas me arrependo de não ter estudado um pouquinho mais! Lembrando que aqui o idioma oficial é o Holandês, então Google Tradutor é meu melhor amigo em supermercados, estação de trem, lojas e afins! Em casa, quando estou presente a família procura falar inglês, mas sempre rolam uns diálogos em holandês. Inevitável e compreensível.

Clima:
Acho que dei sorte, ou cheguei em uma época boa. Quase não tem chovido e quando chove não dura muito. Por ser inverno, as 17h já é noite e de manhã é um perrengue sair da cama no escurinho. Sobre o frio, sou suspeita...amo o frio! Já cheguei e comprei um bom casaco aqui, agora só saio com ele (dica: deixem pra comprar aqui, mesmo).

A Holanda:
Cheguei numa quinta-feira e no final de semana já fui bater perna por aí. Já visitei algumas cidades nessas duas semanas e simplesmente amando cada lugar. Eu curto uma paisagem “cinzenta” (mas mal posso esperar pelo colorido das flores da primavera) e lugares com cara de “old”. As pessoas são gentis, educadas e solícitas. In love pela Holanda! Esperando ansiosamente por cada final de semana para desbravar um pouco mais.

Bikes:
É oooutra vida você andar de bicicleta em um lugar onde os carros são obrigados a parar pra você passar! Ao menos na minha cidade (no Brasil)  se você não cuidar, algum carro te leva…
Nos primeiros dias passei umas vergonhas, mas agora já aprendi a andar no lado direito da ciclovia, a dar sinal para entrar à esquerda ou direita, a parar no semáforo de bikes, a memorizar onde estacionei a bike no meio de um milhão de outras bikes. E principalmente aprendi que a bike aqui é sim um meio de transporte, e não interessa se está caindo o maior toró lá fora, a vida segue, você simplesmente se agasalha e sai. Você gostando ou não, mais cedo ou mais tarde vai ter que aprender a usar. É uma boa ideia ir treinando enquanto está no Brasil (eu fiz). Mas tô achando bem mais fácil do que imaginei que seria. Acredito que pela organização do trânsito e estradas. Tanto com a minha bike normal quanto com a Bakfiets, aquela bike de levar e buscar as crianças (essa requer mais prática porque é enorme - mas tudo se aprende).
Ps.: menos em Amsterdã...lá não me arrisquei ainda não, meio loucura!

Ai, eu queria contar mais coisas, sobre a Host Family, meu schedule, sobre a comida aqui, sobre viajar pra outros países (já tenho minha first trip), sobre amizades de Au Pair, saudades da família, sobre perrengues (porque em duas semanas já tenho uma coleção, claro!) etc...mas deixarei para os próximos posts, já que esse se estendeu. Vou tomando notas e contando aos pouquinhos, ok?

Para concluir, quero dizer que apesar de tantas dúvidas, incertezas e principalmente tantos medos que eu tive pré-embarque, eu fiz sim a escolha certa. Em cada um desses 15 dias eu aprendi coisas novas, superei desafios e me senti super feliz com cada pequena conquista. E é isso que faz a experiencia valer a pena, não é?

Vejo vocês em breve, no próximo dia 01…

Beijos beijos!
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Dai ❤

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13 janeiro 2018

Fazendo as malas - Holanda, see you soon!



Oi gente linda, tudo bem?

Cá estou eu, 4 dias antes do embarque - extasiada entre fazer as malas, as compras e a correria das despedidas.
Confesso que eu acho que esse post além de ser para os leitores, é também para mim mesma.

Nos últimos dias fiquei listando mentalmente todos os medos e incertezas que estão passando pela minha cabeça (e de outras meninas) nesse momento e pensei que em um futuro próximo, após a adaptação na minha nova vida, seria no mínimo interessante os ler novamente e saber quais dessas "pré-ocupações" de fato fizeram sentido e quais foram desperdício de energia.

Acredito que quem está na mesma situação, ou quem já passou por isso antes  se identificará com as neuras que sentimos antes de chegar no nosso destino. Fiz uma lista dos 10+ que ouvi nos últimos dias, incluindo os meus próprios:

  • da HF não cumprir schedule e regras do programa;
  • das kids não gostarem/se adaptarem a você;
  • de não atingir as expectativas da host family, ou eles à sua;
  • da HF ficar comparando seu trabalho com a ex au pair, caso tenha;
  • de não ter ideias ou ser criativa o necessário para entreter as kids;
  • de se adaptar ao transporte, alimentação, rotina;
  • de se sentir sozinho (a);
  • de não conseguir entender/se comunicar com as kids;
  • de não conseguir se expressar bem em outro idioma;
  • de sentir demasiadamente a falta da família;

Depois que fiz a lista, me peguei pensando: mas gente, é muita neura né?! Muita preocupação por coisas que nem aconteceram ainda! Vale a pena será?! 

Eu decidi por colocar todas as minhas em uma gaveta, trancadas num cantinho da minha cabeça onde o meu eu neurótica não pode achá-las. E vou dizer que tem dado certo! Se você se identifica, tente fazer o mesmo! "Stay positive!"
Enquanto estava focada nessas incertezas, não conseguia me concentrar no que realmente importava, e é incrível como esses pensamentos fogem do nosso controle se deixarmos.
Assim como não podemos viver no passado, também não o podemos fazer no futuro. Nosso tempo é o agora, o presente. Tem horas que ansiedade bate sim, afinal ninguém é de ferro, né. Mas é importante saber o caminho de volta à luz, haha.

Hoje tô me considerando tranquila, contando os dias pra embarcar nessa aventura, de coração aberto, sem expectativas muito elevadas, mas também com pensamentos extremamente positivos.

Espero que 2018 surpreenda a mim, e a todos os que estão prestes a encarar alguma mudança ou novo desafio, seja ele o que for :)

Vejo vocês em breve, no próximo dia 01, quando já terei novidades da Holandinha…


Beijos beijos!
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31 dezembro 2017

01/01/2018 - 00:00



FELIIIIZ ANO NOVO gente linda!!! 

Ai como eu amo essa época!

Um novo ano se inicia e junto com ele vem aquela sensação incrível de poder começar tudo de novo…
E acho que o caminho é esse mesmo: compreender e aceitar que o que passou, passou. E que todos os dias temos uma nova chance de sermos exatamente aquilo que queremos ser!

Gente, vocês sabiam que pesquisas apontam que 95% das pessoas que fazem promessas de ano novo desistem delas até o dia 15 de janeiro?! 
Bora tirar esses planos do papel galerinha!
Não deu certo? Tenta de novo! Não está feliz? Mude! 
Muitas vezes achamos que não podemos sair de uma determinada situação, pelo simples fato de que nós mesmos criamos crenças limitantes em nossa mente. Encontre as suas e as destrua!
Somente nós somos os totais responsáveis pela nossa felicidade e ninguém poderá viver nossos sonhos em nosso lugar. Aproveitem essa pegada de recomeço para tentar algo diferente, se arriscar, pois o sabor da conquista é muito mais doce quando corremos riscos e saímos da zona de conforto.

O meu ano terminou e iniciou numa correria que só! No dia 17 de janeiro embarco para a Holanda e meu ANO NOVO (literalmente) vai começar. É incrível como tanta gente bate no meu ombro e me chama de corajosa por ter tomado essa decisão, por mudar de vida assim. Mal sabem eles o tamanho do medo que tem dentro de mim. 
A questão é: tudo é perspectiva! Já me imagino no avião, partindo e olhando o cenário longe abaixo de mim. Tudo estará pequeno diante dos meus olhos e é dessa perspectiva que quero encarar meus medos e incertezas do que me espera no futuro. Pequenos. Observados de cima. Acredito que será aprendizado em cima de aprendizado e serei incrivelmente feliz em poder compartilhar tudo com vocês.

Quero deixar um agradecimento para todas as autoras do blog, minhas companheiras, que dedicam um pouco de seu tempo para compartilhar suas vidas, suas histórias e experiências pelo simples fato de ajudar o próximo, de estender uma mão amiga e dizer “você não está sozinho nessa - vem comigo”. 

E também um agradecimento especial, claro, a você leitor que acompanha nossa nada mole vida, que ri dos nossos micos e perrengues, que chora e se sensibiliza com os momentos não tão felizes e que se inspira com as nossas histórias. Tudo aqui é pra você, pra nós!

Que em 2018 nossa família “das 30” e nosso blog cresça ainda mais, tocando corações e inspirando vidas.

Meus maiores e mais sinceros desejos de FELICIDADE a todos vocês nesse ano maravilhoso e abençoado que está por vir. Vamos juntos?

Vejo vocês em breve, no próximo dia 13. Beijos beijos!

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Dai ❤

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13 dezembro 2017

Porquê Au Pair e não outro intercâmbio.



Oi gente linda, tudo bem?

Sei que "Por que ser Au Pair?" se trata de um tema um pouco clichê, e que se encontram respostas para essa pergunta nos quatro cantos do Google, porém essa seria a minha resposta, meu sentimento em relação a essas escolhas e talvez ajude alguém que esteja pensando como eu :)
E não, não foi somente por ser um intercâmbio mais acessível, que por vezes essa é a motivação principal…

Eu já conhecia o programa desde bem nova, por conhecer algumas meninas que foram ser Au Pair nos States, mas na época eu pensava que se fosse para morar no exterior, eu não queria ter que morar na casa de uma família. Queria ser "livre", morar em uma república estudantil e não dar satisfações a ninguém. A teenage dream né, pensando que tinha que ser a la American Pie (hahaha). 
O tempo passou e acabou que não fiz Au Pair, e também nenhum outro. 
Outras prioridades foram aparecendo e se encaixando uma na outra como se fossem um ciclo: terminar a escola, depois faculdade, aí um bom trabalho, curso de inglês, espanhol, promoção na empresa, etc…

Depois de retornar de uma viagem de férias na Itália, o sonho adolescente voltou com tudo e pensei: é agora ou nunca! Mas e agora, qual intercâmbio escolher? A única definição que eu tinha, era a de que eu queria ir para Europa e não EUA (onde está a maioria das opções de intercâmbio) e que tinha que ser em 2018. 
Foram muitos prós e contras entre as opções disponíveis e eu ainda sentia uma resistência em relação ao Au Pair. A princípio a ideia era um intercâmbio de estudos em Londres, sonho da minha vida, que logo foi abortado porque minhas economias não dariam pra viver nem dois meses em libras esterlinas (hahaha).
Segunda opção seria intercâmbio de estudos na Irlanda, destino tão comum de tantos brasileiros, e um dos mais acessíveis da Europa. E por isso é tão importante e tão gostoso pesquisar muito antes de tomar qualquer decisão. 

Acompanhei muitas histórias de intercambistas, sobre a delícia que é viver e viajar entre estudantes e também as dificuldades e perrengues. 
E então, por que afinal optei pelo Au Pair? 
Diferente de como eu pensava com 18 anos, (hoje com 26) algo passou a ser para mim primeiro plano: segurança e estabilidade. 
Qualquer opção de intercâmbio tem seus pontos fortes e fracos e inúmeros problemas podem também ocorrer durante o ano de Au Pair (inclusive vemos muitos aqui no blog), mas o fato de ter uma moradia fixa e não precisar me preocupar em trabalhar para pagar aluguel contou MUITO. É uma responsabilidade enorme você precisar trabalhar para ter onde morar, pagar despesas de internet, luz, água, celular, alimentação e tantas outras, muitas vezes tendo que dividir com mais pessoas para sair num precinho camarada. 
Ter isso tudo pago/disponível me proporcionou uma sensação de leveza, de tranquilidade - não só para mim, como também para minha família que se preocupa comigo sozinha no exterior. 

Também antes, o fato de morar na casa de uma família, me fazia pensar em "prisão", hoje já penso que sendo uma família legal, e podendo nos relacionar bem, terei um ambiente familiar o mais próximo do que eu vivo hoje na minha casa, e o qual certamente sentirei falta.
Outro fator foi em relação ao trabalho. Tenho formação em magistério e adoro crianças (acredito que para esse tipo de intercâmbio gostar de crianças é fundamental, caso contrário busque outra alternativa), o que pra mim foi ótimo porque entre trabalhar com babysitting ou trabalhar em bares, cafés, restaurantes, domicílios, hotéis, etc (que são os empregos mais comuns de intercambistas), eu preferi a primeira opção. Fora que já saímos daqui contratados, com “emprego garantido”.

Por fim, mas não menos importante, o custo. O intercâmbio de Au Pair é a opção mais barata e dentre todas as que pesquisei (com exceção de bolsa de estudos, mas aí seria outra categoria), essa ficaria uns 70-80% mais em conta, o que convenhamos, quer dizer muita coisa né!!!
Após tanta pesquisa, tanta análise, reconsiderei a opção do Au Pair e passei a vê-la com outros olhos, de outra perspectiva. 
Hoje acredito que tenha sido a melhor escolha - e estarei aqui para confirmá-la (ou não) para vocês assim que começar a vivê-la!

Gente linda, por hoje é isso, espero ter auxiliado quem esteja nessa busca do intercâmbio ideal e se posso deixar mais uma dica seria: pesquise muito!! Não se empolgue com somente uma opção, ou porque algum amigo seu fez um determinado tipo de intercâmbio e disse que é o melhor. Abra o leque,  faça contas, cálculos, análises de prós e contras. Dá trabalho, sim! Mas é a melhor maneira de saber se o que você está buscando é compatível com as suas preferências/expectativas para que no futuro você aproveite a experiência da melhor forma possível. Me coloco à disposição caso alguém queira trocar alguma ideia relacionada a isso, ou se precisar de um help amigo.

Vejo vocês em breve, no próximo dia 01. Beijos beijos!

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