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Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

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13 abril 2021

Mantendo contato com Host Family

"Oi, oi, ocê de casa!"

Hoje vim compartilhar com vocês uma das coisas que mais ouço sobre o término do programa: MANTER CONTATO COM A HOST FAMILY. Devo ou não? Eu quero? Se sim, COMO?

A gente sabe que a experiência morando fora e tendo uma "segunda família" aqui fora não é fácil e nem sempre realmente encontramos uma real "família" para chamarmos de nossa. Mas quando acontece, sempre fica aquele vazio no peito na hora de ir embora: seja pelo término do programa ou por qualquer outra eventualidade que possa ocorrer durante essa trajetória. E lá no fundo existe aquele questionamento: será que eles sentem a minha falta como eu sinto deles? - e não estou falando apenas das kids, ok?! - Eles pensam em mim e nos nossos momentos como eu estou sempre relembrando? Eu realmente fiz alguma diferenã na vida deles no período que estive lá?!

Algumas dessas perguntas nós nunca saberemos a real resposta - a não ser que eles nos digam. Porém, se você carrega esse sentimento, por que não compartilhar com eles?! "Mas COMO, Letícia?! Eu não sei o que dizer..." Mensagem de texto, email, WhatsApp, facebook, Instagram ou até mesmo o snap chat (muito mais comum aqui fora do que no Brasil). "E o que devo escrever?" Seja sincero na sua fala e seja quem você sempre foi com eles. Se vocês eram próximos, acredito que não há nenhuma dúvida de como iniciar essa conversa, certo?! Se, apesar de próximos, você ainda acha que não sabe o que dizer, seja breve. "Hey, tenho pensado muito em vocês e nos momentos que tivemos juntos... Espero que vocês estejam bem e blá blá blá..."

É quase aquela coisa de "quem vai dar o primeiro passo", sabe?! Às vezes a família sente sua falta sim, mas também não sabe como "reach out to you" e quem sabe você tomando essa iniciativa vocês não estreitam ainda mais essa relação?!

Eu tive duas - ótimas - famílias nos meus dois anos de Au pair. Quando deixei a minha primeira em Boston para vir para a nova na Califórnia, lembro exatamente do sentimento que carregava: eu tinha medo de perder contato com os pais e não acompanhar de "perto" o crescmento e desenvolvimento das minhas kids. Eles eram new borns quando cheguei lá e o único meio de eu manter contato, seria pelos pais. Para a minha sorte, nós sempre fomos bem próximo e NÃO! Nós não nos falamos regularmente. Nos temos nas redes sociais e acompanhamos uns aos outros por lá, com reações à postagens, comentários e tudo mais. Mas ao menos uma vez ao mês trocamos mensagens (ou videos no snap chat), realmente nos atualizando sobre nossas vidas e rotinas. Isso ocorre já faz 3 anos e meio.

Quando deixei a minha segunda família para retornar ao Brasil eu não tive o mesmo sentimento que a primeira vez por motivos de: eu e a mãe das kids somos partners in crime desde o dia 1, então nunca tivemos nenhum problema em demonstrar nenhum tipo de afeto uma à outra. O dia da minha despedida foi o mais difícil, mas antes mesmo de eu ir embora ela já escrevia bilhetinhos e deixava debaixo da porta ou mandava mensagens "aleatórias" durante o dia, dizendo o quanto eu iria fazer falta... No Brasil não foi diferente: mensagens e mais mensagens. Com vários delays devido ao fuso e à vida insana de trabalho que ela tem... Mas sempre presente. Um dos motivos que me trouxe de volta para a tão sonhada Califórnia.

Essa questão do delay nas respostas é outro fator MUITO IMPORTANTE e que devemos levar em consideração: nós, brasileiros, temos sempre esse negócio de responder quase imediatamente não deixarmos as pessoas esperando por respostas por muito tempo. Os americanos não são como nós. Acredito que possa ser cultural também... Eles trabalham MUITO (especialmente nossos host parents) e convenhamos que nós não somos prioridades na agenda deles... Então não pense que eles simplesmente nos ignoraram. Algumas vezes eles nem deram conta de tudo que tinham pra fazer naquele dia. 

Ah, fora as questões linguísticas, né pessoa?! Temos a nossa linda e maravilhosa Língua Portuguesa com uma léxico gigantesco para nos expressarmos... A Língua Inglesa não é tão rica assim (do meu ponto de vista) e isso pode fazer com que você ache as respostas deles meio secas, curtas e grossas. Não sinta que seja algo pessoal.

A minha dica é: se você sente falta, diga. Escreva. Reach out to them! Tenho certeza que se você der o passo inicial vai ficando mais fácil. Uma vez ao mês.. ou a cada dois meses... Quem sabe eles não passam até a te procurarem mais ao saberem que eles também foram/são importantes nessa trajetória que tiveram juntos?! Open your hearts!

Espero que tenham gostado e vejo vocês no mês que vem!

Um beijo e um queijo! Xêro no cangote também! ♥

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13 janeiro 2021

O bom da vida é QUEM a gente tem


Alba (Barcelona, Espanha)
Na jornada de intercâmbio a gente acaba conhecendo, não somente diferentes lugares e culturas, mas também diferentes pessoas. E no post de hoje eu venho compartilhar a delícia que é encontrar pessoas de outros cantos do mundo, que entraram na minha jornada e se tornaram parte de mim.

Meu primeiro ano de intercâmbio foi em Charlestown, Boston, MA. Lembro das inúmeras meninas que conheci e que estiveram comigo em diversas situações. Cheguei lá em Janeiro 2018, mas foi apenas em Setembro desse ano que pude conhecer a minha "partner in crime". Alba, de Barcelona, na Espanha, havia se matriculado em um mesmo curso que eu para cumprir os requisitos de créditos de estudo para o programa de Au pair. 

Lembro que cheguei na Community College e havia uma variedade de lugares para me sentar antes do curso iniciar e, de algum modo especial, ao olhar para a cadeira vaga ao lado da dela e ela imediatamente sorrir como um convite para que me juntasse à ela, pensei: "que energia deliciosa ela transmite". Desse dia em diante, NADA foi mais delicioso que estar com ela. 

Passei a "bater cartão" na casa dela todos os finais de semana (ela morara em Boston também, mas em uma cidade a mais ou menos 40 minutos da minha). Eu ia às sextas à noite e voltava apenas no domingo. Fomos juntas à Salem (cidade das bruxas), fomos voluntárias na Maratona de New York e exploramos muitos lugares e deliciosas culinárias.

No início de 2019 me mudei para Alamo, California. Uma cidade a aproximadamente 40 minutos de São Francisco. Toda mudança necessita um recomeço e chegar em uma cidade onde um carro era necessário para qualquer coisa, dificultou muito a possibilidade de eu criar vínculos com as meninas já residentes de lá.

Diferente de Boston onde eu conheci várias pessoas em muito pouco tempo, tive muita dificuldade em fazer amigos em Alamo. Depois que 1 mês e meio nessa aflição de todo final de semana eu estar "o que fazer hoje?", "será que tem alguém ao redor pra eu me juntar e fazer algo?" .... Decidi mandar uma mensagem em um grupo do whatsapp perguntando se alguém tinha algum plano. Esperei por algum resposta por algumas horas, até que Eva, Austríaca, respondeu com um "Hey, do you like Sushi?"...

Eva (Viena, Áustria)

Foi assim que tudo começou: saímos para comer um sushi e desse dia em diante, Eva passou a ser minha 'buddy" na Califórnia. Nossos schedules eram bem parecidos e isso facilitava muito a nossa vida: íamos para a academia juntas todos os dias, viajamos para uma road trip na CA, fizemos várias outras viagens mais curtas ao redor da Bay Area, exploramos nossa cidade e cidades vizinhas, ela passou a Páscoa comigo e minha host family, estava sempre em casa - ou eu na dela - fazendo vários nadas ou pensando em receitas novas para experimentarmos.

O difícil disso tudo é que, o tempo passa, o programa acaba e a gente, obrigatoriamente, precisa aprender a viver com a saudade e a dor que é estar longe. Faz 2 anos que deixei Boston. Faz 1 ano que Eva deixou a Califórnia. Ainda assim Alba e Eva são as pessoas que ligo ou mando mensagem para compartilhar minhas vitórias e também as minhas dificuldades, medos e aflições.

Com isso eu percebo que, o bom da vida é realmente QUEM a gente tem e permanece ao seu lado, seja fisicamente ou do outro lado do oceano.
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13 dezembro 2020

Quanto mais simples, mais significativo


 Era primavera e eu estava dirigindo pelas ruas da cidade de Alamo (Califórnia) com uma amiga que acredita um bocado em astrologia. Vi uma árvore simplesmente linda no caminho e fiz um comentário “Nossa, olha que árvore linda!”. Ela riu e respondeu com um “Bem libriana mesmo… Vê a beleza nas coisas mais simples. Acho isso lindo!”. Fiquei um tanto quanto pensativa depois disso e foi motivo de muita auto reflexão. 

Nunca precisei de grandes coisas para me sentir bem. Uma boa companhia e um pôr do sol é mais do que suficiente pra me preencher.

Durante todo meu intercâmbio busquei aproveitar tudo ao máximo e da melhor maneira possível e foi no meu segundo ano, com a mãe das minhas kids (hoje a minha maior confidente), que aprendi algo que eu levarei pro resto da vida: não existe nada melhor que a nossa própria companhia.

Quando a quarentena iniciou não imaginávamos que iria durar tanto tempo, mas uma das coisas que eu mais apreciei de tudo isso, foi poder passar um extra time com a fofa e compartilhar tantas experiências.


Em uma das nossas conversas, ela me trouxe a mesma fala sobre o meu gosto pelas coisas mais simples… Estar em quarentena, lidar com meus próprios pensamentos, sentimentos, dúvidas e aflições me fez buscar refúgios em atividades que até então, eram consideradas “ok” e passaram a ter novos significados. Andar de bicicleta, sentindo o vento quase te tirar o fôlego de tamanha a sensação de liberdade… Fazer uma hiking de 9mi, sozinha, com música pra te dar um estímulo extra ou sem música, apreciando o som da natureza… Abrir uma garrafa de vinho, sentar no backyard e assistir ao pôr do sol… Ver sua série favorita comendo pipoca, deitar na grama durante a noite, observar as estrelas, dirigir sem rumo pela estrada, ouvir um podcast e refletir sobre suas metas e planos...

Ressignificar. Eu aprendi a ressignificar tudo aquilo que eu gostava de fazer… Passei a criar propósitos para as minhas caminhadas e pedaladas. Passei a realmente viver cada um desses pequenos momentos como se fossem únicos (e foram).


Uma outra coisa que me fez crescer muito, foi aprender a compartilhar a vida com as pessoas que realmente estavam comigo. Encontrar nas pessoas o melhor delas e trazer isso como uma experiência de partilha. Dar o melhor de mim pra quem está dando o melhor de si. E foram com essas pessoas que eu - por muita vezes - deixei de planejar algo mirabolante, para sentar no jardim, ter uma boa conversa, rir, ter conversas profundas e preencher minha alma.


Você que é tá aí, no começo, meio ou fim do seu programa e está quase enlouquecendo com esse momento que o mundo está… Busque ressignificar aquilo que está te incomodando nos momentos que já faz parte da sua rotina. Encontre nas suas pessoas, as que te fazem bem.. Que te aceitem como você é... Que te respeitam. Te garanto que tudo ficará mais leve pra vocês também! 

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