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02 junho 2021

5 Lugares Gratuitos Pra Ir Durante o Tour Por NYC

Uma das minhas memórias mais marcantes do meu intercâmbio au pair é do tour por NYC durante a semana de treinamento. Eu lembro claramente até hoje de descer do ônibus da Cultural Care no Rockefeller Center e olhar maravilhada pra aquele mar de prédios e taxis amarelos. E já que junho é o mês do meu aniversário, pra comemorar o post desse mês será especial! NYC é minha cidade favorita nos EUA, e como eu morei lá pertinho, pude conhecer vários lugares bem legais e viver várias aventuras por lá. Nesse post vou te dar 5 dicas de lugares pra visitar durante o tour pela cidade que nunca dorme, e o melhor: de graça! 

Pra quem não sabe, quando você decide ser au pair nos EUA e de fato embarca pra iniciar seu intercâmbio, antes de ir pra casa da host family existe uma semana de treinamento realizada pela sua agência. Nessa semana você geralmente fica hospedada em uma escola ou hotel fornecido pela agência. Isso depende da agência que você escolhe! No meu caso fui pela Cultural Care em Julho de 2018, e o meu treinamento foi na Hofstra University em Long Island, mas sei que o da APIA - Au Pair in America - é geralmente em um hotel. E a maioria das agências escolhe fazer esse treinamento nos arredores da cidade de Nova Iorque, isso porque a cidade conta com um dos maiores aeroportos internacionais dos EUA, sendo assim a principal porta de entrada de au pairs de vários países que vem pros EUA.

Campus da Hofstra University, onde foi minha semana de treinamento.


Nessa semana de treinamento você aprende muito sobre os EUA, sobre a cultura, sobre relacionamento com a host family, e é claro sobre cuidados com crianças e bebês. E em um desses dias as agências costumam realizar um tour pela cidade de NYC, que deixa todos bem animados, afinal NYC é cenário de vários filmes e séries que vemos desde crianças! No meu treinamento, a Cultural Care disponibilizou ônibus com motorista e um guia que levou a gente pra dar uma volta por alguns dos principais pontos da cidade enquanto explicava para todos fatos interessantes sobre os lugares. Vimos a Brooklyn Bridge e a Estátua da Liberdade de longe, pois não da tempo de ir até lá e voltar no tour (quem sabe eu faça um post mais detalhado sobre o passeio pela estátua, o que acham?), e alguns outros lugares icônicos como a Times Square e o Empire State Building. Também passamos em frente ao Central Park e o ônibus só parou lá pois todos praticamente imploraram ao guia para parar, e só pudemos descer por apenas 10 minutinhos! Enfim, NYC é gigante e tem muitaaaa coisa legal pra ver, o Central Park mesmo é um passeio de um dia todo! E é claro que o tour é só uma pincelada. 

Geralmente após algumas horas de passeio guiado, o ônibus para em algum ponto da cidade (quase sempre no Rockefeller) e deixa todos descerem e explorarem o que quiserem por conta própria por algumas horas e tem sempre um horário e ponto de encontro pra que todos voltem com o mesmo ônibus pra escola de treinamento. Confesso que eu não pesquisei nada sobre NYC antes do tour e nem print do Google Maps eu tirei pra me localizar sozinha por lá! A minha sorte foi que uma das meninas que estava no mesmo ônibus que eu tinha planejado um pequeno roteiro pra seguir nesse "passeio livre" e eu fui junto com ela. Se não fosse por isso eu ficaria perdida sem saber pra onde ir e sem internet no meu celular (se isso acontecer com você procure um Starbucks ou outro lugar que tenha wifi gratuito e abra seu Google Maps tirando prints dos lugares que quer ir e boa sorte hahaha!). E foi com isso em mente que resolvi dar essa dica de mini roteiro por aqui!

Conhecendo a estátua da Liberdade, porém de longe.


Sei que esse momento ainda é difícil pra muita gente com a situação da Covid-19, e que muitas pessoas  sonham em fazer intercambio, mas no momento não está sendo possível. Também tem o fato de que as agências podem não estar fazendo o tour, mesmo para as au pairs que estão conseguindo embarcar. Mas como eu sei que, mesmo em meio a esse caos pandêmico, tem muitos futuros au pairs sonhando alto com a realização do seu intercâmbio, sonhadora que sou, resolvi criar esse post 'escapista' e compartilhar algumas dicas de passeio pela cidade de Nova Iorque que você pode fazer de graça durante o tour. Listei aqui 5 lugares próximos ao Rockefeller (incluindo o próprio) que são viáveis de se conhecer a pé e no pequeno tempo que é dado no tour. Se o seu ônibus realmente parar no Rockefeller assim como o meu, você pode seguir essa ordem da minha lista e depois só ir ao lugar do seu ponto de encontro pra pegar o ônibus da volta. Mas vamos logo ao que interessa!

5 Lugares Gratuitos Pra Ir Durante o Tour Por NYC:

1 - Rockefeller Center

É na verdade um prédio comercial altíssimo. Lá embaixo tem esse espaço em que geralmente é decorado com algum tema à depender da época do ano e fica super lindo para tirar fotos. No verão o espaço funciona como um restaurante à céu aberto e ao redor são colocadas bandeiras de vários países (incluindo a brasileira). Já no inverno é um ringue de patinação. Na época do Natal é colocada uma árvore gigantesca decorada com luzes e logo à frente do Rockefeller Center fica o famoso show de luzes da loja Macy's.

Rockefeller Center no verão

E no inverno com decoração de Natal


*1 e 1/2 - St. Patricks Cathedral

Esse item é um bônus! Praticamente na frente do Rockefeller fica essa catedral católica em estilo neo-gótico. Por fora e por dentro ela é linda, sendo que existe uma réplica da pietà lá dentro atrás do altar. Se você for cristão, especialmente católico, ou se não é cristão mas não tem problema em conhecer lugares sobre outra religião vale a pena entrar e conferir, já que é bem em frente e toma bem pouco tempo. Se não estiver tendo missa ou outra celebração, a catedral fica aberta ao público e não se paga nada pra visitar. 

A Catedral por dentro

A Catedral por fora


2 - Grand Central Terminal

Descendo a Quinta Avenida ou a Madison Avenue sentido downtown (sentido estátua da liberdade ou seja pro sentido sul) você além de caminhar entre o mar de prédios e lojas chiques, irá se aproximar da Grand Central Terminal, que nada mais é do que uma das maiores estações de trem do mundo. Por ela transita muita gente indo e vindo da região metropolitana de NYC e de outros estados também. A arquitetura é linda e o lugar também já foi cenário de vários filmes e séries.

Grand Central Terminal por dentro

Grand Central por fora


3 - New York Public Library 

A Biblioteca Pública de Nova Iorque fica à apenas duas quadras da Grand Central Terminal e mesmo que você não tenha o hábito da leitura vai apreciar a arquitetura do lugar que foi construído em 1895 e possui cerca de 55 milhões de livros. Por fora tem dois leões esculpidos e a fachada antiga é bem linda, mas por dentro além de outras esculturas e objetos legais a arquitetura é um verdadeiro cenário de filme, especialmente a Rose Main Reading Room, uma sala de leitura grande e super linda. A biblioteca também é aberta ao público e gratuita. 

Rose Main Reading Room


4 - Bryant Park

Literalmente ao lado da Biblioteca, o Bryant Park é uma pequena praça em meio à selva de concreto. No verão pode ter feirinha e o gramado é aberto para as pessoas sentarem e fazerem picnics. Aos fins de semana podem haver pequenos shows ao vivo. Já no inverno é montado um ringue de patinação sobre o gramado (bem mais barato que a do Rockefeller) e uma árvore de natal bem grande. Também tem uma feirinha com lembrancinhas, artesanato e comida. Quem sabe seja um bom lugar pra fazer um lanchinho ou até mesmo pra sentar e tomar um café do Dunkin Donuts ou Starbucks.


Pista de patinação do Bryant Park durante o inverno. Árvore de Natal
e a Biblioteca ao fundo.

5 - Times Square 

Um dos lugares mais visitados do mundo, a Times Square fica à mais ou menos duas quadras do Bryant Park e no caminho até lá você vai ver muitos dos teatros que hospedam os famosos shows da Broadway. Cheio de lojas e dos famosos outdoors com imagens e luzes, a Times Square é icônica seja de dia ou a noite. O meu horário favorito pra passear pela Times é ao fim da tarde quando ainda não está totalmente escuro. 

Times Square. Foto que tirei durante o tour da
Cultural Care.


E é isso! Essas foram as minhas pequenas dicas de passeios gratuitos!

Espero que logo logo tudo se normalize e que os futuros au pairs possam ter uma experiência tão legal no treinamento quanto eu tive! E que todos possam aproveitar as dicas que eu dei nesse post. Se você quiser dar uma espiadinha em como foi a minha semana de treinamento, eu fiz um vlog pro meu canal no You Tube mostrando um pouquinho de como foi (link no fim do post). Lá mostro algumas coisinhas do tour também. Só lembrando que o tour é opcional e caso você não queira fazê-lo pode tirar o tempo pra descansar ou você pode fazer o seu próprio tour! É claro que esse post foi bem voltado para o au pair nos EUA,  por isso se você é ou foi au pair em outros países conta pra gente nos comentários como foi a sua chegada no país, teve treinamento ou algum passeio especial? Eu vou adorar saber!

Beijinhos dessa sonhadora que esse mês fica um ano mais velha, ou melhor, mais experiente (rs),  e até julho! ;)

Link pro meu vlog do treinamento:  https://www.youtube.com/watch?v=8YcqUPny97A&t=5s

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29 janeiro 2021

Nem sempre au pair tem seu proprio tempo!


Hello!!! A saga da família mandona...

Histórias tem de monte... Fiquei com esta família por 15 meses. Quem esta acompanhando minha história por aqui, sabe que eu não tinha muita experiência com internet, grupos de facebook, etc...Talvez isso teria me ajudado em certas situações. (Sim, poderia ter pedido um rematch ate procurei depois de 9 meses por grupos de facebook e foi fail).

 Teve muita confusão e estresse com esta família. Mas, por dentro, eu ainda me sentia insegura de sair... Algo ainda me prendia. Jurava de pé junto que seria 1 ano e iria voltar pro Brasil. Isso me dava força pra seguir o dia.

Depois de apanhar vários dias consecutivos, meus hosts pediram pra eu segurar a mãe da menina se ela viesse me bater! A outra menina vivia me olhando com cara feia e de nojo. Lembro da primeira semana que fiz strognoff para todos. Geeeente, a menina so faltou vomitar no prato, sem ao menos experimentar, falava apenas disgusting. O que me deixava chateada era a forma que os pais lhe davam com as situações. Enfim, não foram muitas refeições que tive com eles anyway. Aliás, eu quase não tinha refeição! Meus primeiros meses era pão com queijo, barra de cereal cheio de sugar (açúcar) e a parte do frango que eles não comiam. 

Vou explicar o que aconteceu. Eu trabalhava as 45h semanais exatas. Ás vezes mais (eles sempre davam um jeito, tipo, "ah eu sei que você esta off agora, mas você pode ver o baby pra eu tomar banho")! 😒 Os horários eram crazy, eu não tinha muito tempo pra cozinhar minhas refeições. Se fosse cozinhar não ia ter tempo para comer. Normalmente tinha 1 hora apenas. Os horários eram entre 12pm ou 1pm. Só sei que meu schedule era super "picado"... Normalmente comecava as 6am. Eu acordava ás 5am pra conseguir tomar café da manhã (por um curto período de tempo, pois ela reclamou que estava fazendo barulho e assim foi no meu horário do almoço e janta).


Fui vendo que qualquer coisa que conseguia fazer, eles teriam o prazer de estragar. Quando já estava com minha DL (Carteira de Habilitacao) comecei a fazer Aula de Boxe. As aulas comecavam as 5am. Sim, era meu stress relief, até que o Host Daddy decidiu usar o carro que seria pra eu usar. Durante a semana, pra ele não abrir a garagem, ele pegava o carro lá fora e eu não consegui seguir o ritmo das aulas. E o mesmo ocorreu quando tentei fazer natação.  

Outra situação que ficou bem marcado pra mim foi em um inverno... Misericórdiaaaaaaa! Aqui eh super frio ⛇. Meu primeiro inverno teve record de frio no estado, teve dores de cabeça, eu congelando no basement. Estava reclamando pra eles do meu quarto a tempo, de estar frio e congelando... Nada de ninguém  foi dar um check no meu quarto. Depois de reclamar de muita dor de cabeça e não conseguir dormir, com 3 cobertas (uma delas com aquecedor), mais o aquecedor portátil e eu estava dormindo até de touca, eles decidiram ver o que estava acontecendo e, antes de tudo, falei que ouvi algo quebrado atras da cama. A JANELA estava quebrada (ficava atrás da cama), eles simplesmente deram uma risadinha e "AHHH ESQUECEMOS DE CONSERTAR A JANELA!" A Sensação térmica daquela semana estava -50! 

Claro que fiquei super depressiva no começo, minha família estava preocupada também, mas sabiam que eu não iria voltar. Pra falar com eles no Brasil estava difícil também... Os horários não batiam e meu computador quebrou depois de 3 meses. Tive que pedir emprestado pra host family, até que um dia eu fui dormir (já era a noite) e no dia seguinte, tomei uma bronca. Sim uma Bronca por ter deixado o computador no meu quarto haha Literalmente eu era uma adolescente de 25 anos naquela casa. 

Tentei por várias vezes ser "amiga" da família... Principamente da Host Mom. Mas nunca foi recíproco. Das crianças, meu xodó era o baby. Quando cheguei ela tinha apenas 4 meses.

Com os grupos do facebook encontrei mais brasileiras. Au Pairs e não Au Pairs. Brasileiros tem em todo lugar do mundo né?! Ah outra coisa, pessoas vem e vão nas nossas vidas. Conheci bastante brasileiras, umas que me ajudaram muito, outras que tiraram sarro do meu inglês, outras que passaram apenas por algum motivo em minha vida. 😇 Só quero dizer que nem sempre vai ter gente pra te ajudar ou ser sua Best Friend. Gente ruim existe em todo lugar do mundo, seja brasileiro ou americano. 

Depois que comecei a fazer mais amizades e sair mais, a família começou a mudar o meu schedule toda semana. 😐 Mas sobrevivi! Eles me ensunaram muita coisa. Tirei tudo de bom que aprendi e tenho na minha bagagem. Eu fiz o que pude para ser uma Au Pair que respeitasse a família e a casa em que estava. 

Ah quer saber mais? Hoje em dia esta Host Family mora uns 35 minutos de onde eu moro. Será que eu fui lá visitar eles?! Encontro vocês no próximo post.... 



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13 janeiro 2021

O bom da vida é QUEM a gente tem


Alba (Barcelona, Espanha)
Na jornada de intercâmbio a gente acaba conhecendo, não somente diferentes lugares e culturas, mas também diferentes pessoas. E no post de hoje eu venho compartilhar a delícia que é encontrar pessoas de outros cantos do mundo, que entraram na minha jornada e se tornaram parte de mim.

Meu primeiro ano de intercâmbio foi em Charlestown, Boston, MA. Lembro das inúmeras meninas que conheci e que estiveram comigo em diversas situações. Cheguei lá em Janeiro 2018, mas foi apenas em Setembro desse ano que pude conhecer a minha "partner in crime". Alba, de Barcelona, na Espanha, havia se matriculado em um mesmo curso que eu para cumprir os requisitos de créditos de estudo para o programa de Au pair. 

Lembro que cheguei na Community College e havia uma variedade de lugares para me sentar antes do curso iniciar e, de algum modo especial, ao olhar para a cadeira vaga ao lado da dela e ela imediatamente sorrir como um convite para que me juntasse à ela, pensei: "que energia deliciosa ela transmite". Desse dia em diante, NADA foi mais delicioso que estar com ela. 

Passei a "bater cartão" na casa dela todos os finais de semana (ela morara em Boston também, mas em uma cidade a mais ou menos 40 minutos da minha). Eu ia às sextas à noite e voltava apenas no domingo. Fomos juntas à Salem (cidade das bruxas), fomos voluntárias na Maratona de New York e exploramos muitos lugares e deliciosas culinárias.

No início de 2019 me mudei para Alamo, California. Uma cidade a aproximadamente 40 minutos de São Francisco. Toda mudança necessita um recomeço e chegar em uma cidade onde um carro era necessário para qualquer coisa, dificultou muito a possibilidade de eu criar vínculos com as meninas já residentes de lá.

Diferente de Boston onde eu conheci várias pessoas em muito pouco tempo, tive muita dificuldade em fazer amigos em Alamo. Depois que 1 mês e meio nessa aflição de todo final de semana eu estar "o que fazer hoje?", "será que tem alguém ao redor pra eu me juntar e fazer algo?" .... Decidi mandar uma mensagem em um grupo do whatsapp perguntando se alguém tinha algum plano. Esperei por algum resposta por algumas horas, até que Eva, Austríaca, respondeu com um "Hey, do you like Sushi?"...

Eva (Viena, Áustria)

Foi assim que tudo começou: saímos para comer um sushi e desse dia em diante, Eva passou a ser minha 'buddy" na Califórnia. Nossos schedules eram bem parecidos e isso facilitava muito a nossa vida: íamos para a academia juntas todos os dias, viajamos para uma road trip na CA, fizemos várias outras viagens mais curtas ao redor da Bay Area, exploramos nossa cidade e cidades vizinhas, ela passou a Páscoa comigo e minha host family, estava sempre em casa - ou eu na dela - fazendo vários nadas ou pensando em receitas novas para experimentarmos.

O difícil disso tudo é que, o tempo passa, o programa acaba e a gente, obrigatoriamente, precisa aprender a viver com a saudade e a dor que é estar longe. Faz 2 anos que deixei Boston. Faz 1 ano que Eva deixou a Califórnia. Ainda assim Alba e Eva são as pessoas que ligo ou mando mensagem para compartilhar minhas vitórias e também as minhas dificuldades, medos e aflições.

Com isso eu percebo que, o bom da vida é realmente QUEM a gente tem e permanece ao seu lado, seja fisicamente ou do outro lado do oceano.
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29 dezembro 2020

Conhecendo a Host Family

Olá people,

Vou falar mais um pouco como foi meus meses de Au pair - deixando claro que ninguém precisa passar pelo o que eu passei - creio que tudo na vida tem um proposito e por isso estou aqui há 7 anos. 😂

A Host era Stay at home mom (sempre pensei que fosse vantagem) e ela me disse que estaria ali pra me “ajudar”, mas depois vi que ela gostava mesmo era de mandar. Como todas as Au pairs, ficamos responsáveis em cuidar das crianças, dar comida, levar pra escola, dar banho, ajudar com a lição, brincar, levar ao parque. Fazia tudo isso e mais um pouco (como ate apanhar da menina mais nova 😊). A segunda semana já vi como seria, aquela família acolhedora com que conversei online já não era mais acolhedora =) .

Lembro de um jantar, se não me engano na segunda semana, já tinha feito tudo e estava morrendo de fome (até então, estava comendo na hora que ela falava, não tinha uma schedule ainda). Gente, quando me sentei na mesa junto com a "família", a mãe parou de comer e perguntou o que estava fazendo... Meu coração já estava disparado achando que fiz algo errado. E não é que fiz?! Me sentei na mesa com a família pra comer e não fui permitida a comer junto com eles, apenas no meu horário off.

Entre a família e você, existe uma pessoa que está ali para intermediar a relação da família e da Au pair, caso venha a ocorrer um rematch e a Au pair não tenha onde se hospedar. Comentei o ocorrido de apanhar, de comer que não estava conseguindo ficar ali, enfim, de nada adiantou. Minha host e ela viraram super friends.

Já estava na hora de procurar estes grupos no facebook. Me surpreendi pela quantidade de Au pair tem pelo mundo a fora. Encontrei uma brasileira que já estava no segundo ano de Au pair e era de uma agência diferente da minha.

Fui falar pra host que ia pra Chicago com a brasileira. Não foi fácil, até porque a LCC (intermediaria entre au pair e a familia) não queria que eu fizesse amizades com brasileiras por causa do English. Enfim, fui com ela pra Chicago, mas era proibido ela me deixar na porta da casa (entendo, mas lá pra frente vai fazer mais sentido esta história). Depois de um tempo eles permitiram dela me deixar na porta de casa! Até então eu não dirigia ainda. Levava as kids pra escola a pé ou de bicicleta (a bicicleta era tao pequena pra mim 😑).

Eu fiquei nessa dependência deles pra tudo por mais de 3 meses, até me permitirem pegar o carro. Fui conhecendo mais e mais brasileiras nesses meses. E minha situação na casa não melhorava, eu ia levando quieta. Apanhava demais da menina, os pais não falavam muita coisa e eu levava bronca se ficasse emburrada. No final do dia a menina ganhava alguma coisa! Ótimo né?!

Estou aqui no Estados Unidos há mais de 7 anos. Hoje não permito que nenhuma criança venha com violência pra mim, pois nunca usei violência com nenhuma criança. E não tive problemas com nenhuma outra criança com este temperamento. Todos nos temos nossas frustações, até mesmo as kids que vocês possam vir tomar conta futuramente. Eu não tinha liberdade de conversar com a menina, então complicava. E se uma criança bate em alguém, você não vai presentear ela por isso né?! Acontecia muito. Eu apanhava e ela ganhava presente!

Passou os 3 meses e não tive oportunidade de ver nada pra estudar, qualquer coisa que encontrava os horarios não eram acessível pra família. Até que achei algo acessível, suuuuper acessível. Estudar ESL (English Second Language). Meu inglês ainda tinha que melhorar. O curso de Ingles é gratuito, você apenas tem que ter sua presença, você faz o teste pra saber seu nivel de Ingles e pronto, so esperar as aulas comecarem. Normalmente são 2 vezes na semana, 4 horas por noite. Voce vai conhecer gente pelo mundo a fora, outras culturas, super recomendo pra comecar a estudar.

Pra família estava perfeito também, já que o colégio não era tão longe, e eles me davam $2 pra eu colocar gasolina antes de ir! Um coração enorme ... =)

Conto mais um pouquinho do que passei com a família pra vocês no proximo mes. 

See you guys soon...

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