Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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27 novembro 2020

Brasil ou Estados Unidos ?

 

Bom, poucos aqui sabem, mas decidi voltar para o Brasil. O que elas também não sabem é que eu tive uma proposta da minha host family para tentar um visto de trabalho como nanny aqui, mas preferi voltar para casa. Hoje eu contarei um pouco desse drama para vocês.

 Eu estou com a minha host family um pouco mais de dois anos, nos damos bem. Conversando com minha host mom, logo após começar minha extensão, falei do meu proposito de permanecer nos Estados Unidos. Ela, advogada de imigração aqui, disse que me daria todo suporte necessário e mais, que ao invés de aplicar para um visto de estudante eu poderia aplicar para um work visa, e que eles seriam meus sponsers. Negociamos como seria e eu comecei a me programas para ficar. Pensei durante um tempo se realmente queria isso e decidi que sim. Arranjei um boy aqui e na minha cabeça estava: vou ficar aqui, trabalhar, começo uma outra faculdade daqui uns anos e vou sendo babá e o que mais der.

Porém, os dias começaram a passar e eu comecei a ficar triste, era como se eu não pertencesse aqui... como se eu não estivesse onde eu deveria estar. Comecei a ficar muito para baixo, era como se eu não fosse suficiente... Não queria ser babá. É que eu comecei a me lembrar que o foco da minha vida não era grana, eu não sou a pessoa que vive de status, para agradar os outros com roupa de marca ou coisas assim. Gosto da Tommy? Amo!!!! hahahahahahah, mas dá para sobreviver! Não me casaria por um greencard. A mim havia foi oferecida a chance de tentar um tipo de greencard, no caso o work visa.

Depois de muitos dias me sentindo assim, graças a Deus as coisas com o boy não deram certo hahaha. Não, ele não era a pessoa certa para mim. Mas ainda tinha essa ang[ustia dentro de mim, ai pensei: quem sabe voltar para o Brasil não é o que me falta?

Entrei em contato com minha faculdade e perguntei se ainda poderia estudar como bolsista do PROUNI e disseram que minha bolsa ainda estava ativa, não pensei 2X, disse para mim mesma: vou terminar minha faculdade e tentar uma carreira no Brasil, se nada der certo, vou para Europa tentar uma pós depois, afinal, eu não sou uma árvore, eu posso me mover, hahaah. Conversei com minha host mom novamente e falei a verdade: "não sinto que pertenço aqui, sinto como se estivesse vivendo a vida de outra pessoa." Ela entendeu, mas todos os dias me pergunta se tenho certeza e diz que ainda da tempo de mudar minha mente hahahahaha


Muitas pessoas dizem que sou doida, que a situação no Brasil não vale a pena, que o mundo esta em crise... Gente, tô com saudade da minha avó, de abraçar ela e tomar aquele café com requeijão fresquinho... Não aguento mais cuidar de criança, não sei limpar a casa dos outros e falta entre 1 ano e meio para eu terminar minha graduação no Brasil. Aqui tenho que esperar uns anos para estudar e não acho que algum dia teria grana para pagar um curso de Direito. É um função um pouco defasada no Brasil? Talvez, mas é o que eu gosto de fazer!

Quanto a situação feia no Brasil, gente, meus últimos 6 meses no Brasil eu trabalhei quase todos os finais de semana de segunda a segunda e fazia faculdade Eu me sentia exausta e eu sei que vai ser muito difícil, mas não sinto que deveria estar aqui agora. Se eu tenho certeza do que eu estou fazendo da minha vida? Obviamente não! hahahah. Não tenho certeza se é a escolha certa, mas como eu disse, existe um mundo inteiro a ser explorado, se aí não for o meu lugar, um dia eu o encontrarei, porém admito que quero que seja. Espero criar minhas raízes, crescer e florescer, mas se não for, bem, só Deus sabe os planos que tem para mim e os planos dEle são melhores que os meus.

Às vezes eu choro, sei que vou sentir falta daqui, da minha host family, dos meus amigos daqui, de comer tudo que eu quiser a hora que quiser porque nunca faltou grana, de poder comprar as coisas que gosto...Porém cada um sabe as escolhas que faz e eu vou ter que arcar com a minha. Peço à Deus que fique tudo bem e que assim como Ele me sustentou até aqui, sei que vai me sustentar até o fim da minha vida. No mais, agradeço a oportunidade de estar aqui. Altos e baixos, momentos bons e ruins, chorei e sorri... Mas ciclos se fecham e caminhos se transformam e desde o começo sempre soube que seria temporário.

À todos que estão fazendo parte dessa jornada, muito obrigada. Vocês fizeram meus dias melhores. E quanto ao futuro... Bem... este não me pertence. Às vezes me faz sorrir, outras me dá um pouco de medo, mas em todo esse misto de sentimentos eu sei que nunca estive só e isso me faz dar mais um passo confiante em meio ao meu desconhecido.

Às vezes bate um medo e eu só queria que alguém me desse um abraço apertado e dissesse: Você vai ficar bem, Fran... Mas ninguém pode me garantir isso. Então vamos em rumo a um novo ciclo, e que comecem os jogos! hahahah Brasil, ai vou eu, cuida bem de mim, "please!" hahahahah

No próximo mês contarei para vocês como foram os últimos dias nos Estados Unidos e como serão os primeiros dias no Brasil.

Beijinhos de Luz, até a próxima.


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27 outubro 2020

As mudanças na minha vida durante o Au Pair.


Quando eu vim para os Estados Unidos eu achei que aprenderia inglês, faria novos amigos, experimentaria comidas diferentes, faria coisas loucas e isso seria o que de melhor eu teria aprendido, bom, eu realmente aproveitei todas essas coisas, mas algumas outras lições foram mais importantes, pelo menos para mim.

Todas as au pairs tem uma bagagem muito diferente antes de vir para outro país. Eu faço parte do grupo de garotas que veio do interior, morei 2 anos em BH antes de vir para cá, mas ainda era a menina do interior. Mas não a menina do interior mais vivida, a mais boba mesmo.

Uma das coisas que aprendi foi na área das "paixonites". Eu me machuquei umas vezes nesse país. Não entendam mal, eu não queria casar para conseguir um "greencard", eu queria alguém, eu me senti sozinha, carente e acabei aceitando umas coisas que eu não devia, que não cabiam na minha vida. Algumas amigas minhas encontraram seus principes aqui, eu não, mas estou feliz com isso. 

Ah Fran, o que você aprendeu com isso? Bom, aprendi a me levantar, sacudir a poeira e seguir adiante. Também aprendi a nunca me diminuir ou mudar minha forma para caber na vida de alguém. Aprendi a não me colocar em situações abusivas, a não ser ruim comigo mesma e que ninguém morre por quebrar a cara algumas vezes. 

Mas, essa não foi a coisa mais importante que aprendi. Minha host family me ensinou muito, na verdade, meus host parents me ensinaram muito. 

Meus fofos se conheceram há mais de 20 anos. Ele tinha acabado de resolver mudar a vida toda, ela sofrendo pressão da família tradicional Indiana por ter quase 30 anos e não ser casada. Meus fofos se conheceram em um encontro as cegas, onde um amigo em comum deles os convenceram a se encontrar. Ela se atrasou 2 horas para o primeiro encontro, até hoje não acredito que ele esperou hahahahah, depois da primeira vez que se viram na vida ficaram noivos com menos de 6 meses, se casaram pouco tempo depois e estão juntos até hoje. Não são muito parecidos. Ele um cara simples demais, ela quer tudo do melhor, mas é muito visivel o carinho, cuidado e companheirismo que eles tem um pelo outro, e, talvez, os conhecer tenha mudado minha vida.

Por que você diz isso, Fran? Então, porque eu queria acreditar que eu encontraria alguém bacana um dia para mim, mas ao mesmo tempo ao meu redor eu não convivi com casais modelo, conheci muita gente com corações partidos e cicatrizes profundas, e eu sinceramente acreditei que a chance de que eu estava fadada a tal fato era real, nesse caso, conviver com pessoas que tem sim problemas, que não são iguais, tem divergências, mas, no fim do dia se respeitam, se amam, se divertem e olham um para o outro como se fossem o melhor presente um do outro me fez acreditar que independente de qualquer coisa, as circunstancias ao meu redor, ou como eu cresci, não são suficientes para determinar meu futuro, um dia encontro "a meia furada para meu sapato velho" hahahahhaha.

Outra coisa que aprendi: Eu posso chegar onde eu quiser! Na verdade, eu sempre acreditei nisso, acreditei muito, quem me conhece sabe! Porém, eu provei isso para mim mesma. Não foi mais uma frase motivacional, foi uma conquista! Eu vim, fiquei dois anos, errei, caí, me machuquei, levantei, cicatrizei, plantei umas flores, aprendi umas lições, o ciclo se repetiu algumas vezes e estou aqui, de pé! Eu fui onde eu acreditei que eu iria, e, agora está chegando a hora de fechar mais esse ciclo. Mas eu acreditei que Deus era fiel para cumprir e que eu poderia chegar até aqui. Ainda é pouco para até onde quero ir, mas, olha, já fiz uma caminhada e tanto.

Ser Au Pair não era o auge da minha vida, não é o auge da minha vida. Foi só um comecinho, um lembrete para mim de que eu determino os passos que vou seguir. Eu posso chegar onde eu quiser se eu trabalhar para tal. Assim como você também pode. Talvez você more em uma favela, no interior, talvez você seja pobre, sua família talvez não tenha condições de te bancar para fazer algo bacana. Talvez você também não tenha grana para pagar um curso de inglês, uma faculdade. Talvez você faça parte de uma minoria desfavorecida, talvez todas as circuntâncias estejam contra você, mas, o que eu tenho para te dizer hoje é: Não desista de você! Não desista do seu propósito, não perca seu foco. 

Não deixe ninguém te fazer acreditar que você não pode fazer algo que você quer, se você está vivo, há chance de que isso se torne real. A sua realização vai ter um custo, isso pode ser noites de sono, pode ser abrir mão de alguns amores, alguns amigos, algumas horas do seu dia, mas se você quiser, você pode, acredite, vá atrás disso e tome posse do que é seu. 

E, sobre tudo o que eu aprendi, eu só tenho a dizer: obrigada! Obrigada Deus, por nunca me desamparar e me manter saudável e com força até aqui, obrigada eu, que não desistir de mim. Minha host family, meus amigos (aos velhos e aos novos), para as pessoas que me machucaram e para as que me apoiaram. Obrigada, não teria chegado aqui sem vocês.

E, como disse Charles Bukowski: "Se você for tentar, vá até o fim. Caso contrário, nem comece. Vá até o fim."
Vejo vocês próximo mês.
Beijos e espero que tirem algum proveito dessas memórias loucas.

Observação: Se vocês tem algum assunto que gostariam que eu abordasse, deixe nos comentários que eu trago próximo mês. Obrigada.
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27 agosto 2020

Todos temos dias ruins, mas essa não é uma boa razão para desistir.

 


Olá pessoal!

Hoje vou contar para vocês um pouco sobre meus primeiros passos como au pair e como quase desisti do programa nos primeiros 15 dias.

Os primeiros dias como au pair foram os mais difíceis para mim. Eu pensei em desistir várias vezes e várias situações colaboraram para isso. Me lembro de chegar na casa da Host Family no primeiro dia e, após todas as apresentações, ir para meu quarto, sentar na cama e, pela primeira vez após sair do Brasil, chorar. Eu comecei a me perguntar o que eu estava fazendo aqui, o porquê de trancar faculdade para vir, o porquê de ter deixado minha vida para vir ser “babá” nos EUA.

Ninguém me tratava mal. Eu tive muita dificuldade de entrosamento com a minha kid mais nova, a ex au pair era a melhor amiga dela, para ela eu era uma intrusa! Ela sempre me pedia para deixar ela sozinha, ela não queria comer quando eu colocava a comida dela, ela não me deixava pentear o cabelo dela, e, aquilo estava me deixando pior.

O meu kid, que hoje tem 12 anos, tinha o costume de tentar me encaixar nas coisas dele, acho que ele ficava com dó de mim, mas tinha algo dentro de mim que não me deixava realmente viver o programa.

O pior problema era que eu não conseguia dirigir. Eu travei! Minha LCC indicou um au pair e disse para eu conversar com ele, verificar se ele tinha um tempo livre para me auxiliar, ele veio, dirigia comigo ruas afora, eu dirigia muito bem com ele, porém quando eu tinha que dirigir sozinha eu travava.

Aquilo era extremamente frustrante! Minha principal função era exatamente dirigir e eu simplesmente não conseguia!

Então, um belo dia, que não foi nada belo, eu fui levar a minha criança de 12 anos para um curso que ele fazia e, na volta, eu bati o carro da minha host mom em outro carro. Tinha 15 dias que eu estava aqui. Até hoje me lembro da mulher do outro carro vindo conversar comigo, diversos carros buzinando e eu estava desesperada, eu não conseguia me comunicar com a mulher, meu inglês era horrível! Porém, por alguma razão ela pegou o número do meu telefone e acreditou que poderíamos resolver amigavelmente, ninguém chamou a polícia e eu voltei para casa.

O problema era, como eu ia explicar o acontecido para minha host Family? Tinha 2 duas semanas que eu estava aqui. Eu conversei com alguns amigos, liguei para dois tios meus e eu chorava como se minha vida tivesse acabado, não era só o carro, eu estava tendo muito problema de adaptação, minha cabeça estava a mil, conversei com meu tio caçula que iria apenas voltar para casa e ele me incentivou a não fazer isso, a tentar resolver primeiro e, enfim, meus host parents chegaram e me chamaram para conversar.

Estou eu na frente deles e me perguntam: O que aconteceu? Eu devo ter falado em árabe! Nem eu entendia o que eu estava tentando comunicar. Minha chefe ficou bastante exaltada, eu entendo, eu tinha batido a Cadillac/escalade dela em um outro carro com 15 dias que eu estava aqui! Ela começou a falar bastante nervosa que eles haviam me escolhido para dirigir, que eles precisavam de alguém para dirigir e me perguntou como resolveríamos isso. Nesse momento eu só queria não estar aqui, olhei para eles e falei: vocês podem escolher outra pessoa, eu quero voltar para casa. Enquanto a minha host mom falava que eu podia tirar um tempo para decidir se era realmente isso que eu queria e que eu não teria mais autorização para dirigir, o meu hosto se levantou e falou: Fran, "você só teve um dia ruim, todos nós temos dias ruins. E essa não é uma boa razão para desistir". Então, ele disse que eu poderia descansar e que ele e minha hosta conversariam em particular e voltariam a conversar comigo no dia seguinte. Mas aquelas palavras ficaram gravadas na minha mente.

No outro dia minha hosta pediu desculpas por estar tão alterada no dia anterior, e eu decidi que tentaria mais uma vez, dessa vez tentaria de verdade. Bom, eu estou aqui com eles há mais de 2 anos. Vários altos e baixos, eles não são perfeitos, não conheço uma família que seja, mas nos damos bem.

Até hoje me lembro quando a minha menina falou como uma amiguinha que eu era a amiga dela que morava na casa dela. Hoje eu dirijo, já fiz road trips dirigindo com minhas amigas, tenho um ótimo relacionamento com meus host parents, não me sinto como uma filha, mas com certeza me sinto como uma amiga. Eu cresci muito nesse período, eu amadureci. Criei laços para a vida toda e, mais importante, fiz meus objetivos se tornarem realidade.


Tudo isso aconteceu porque um dia um homem muito sábio me disse: “Você só teve um dia ruim, todos nós temos dias ruins. E essa não é uma boa razão para desistir”. E eu ouvi, entendi e vivi aquelas palavras. Hoje, as deixo como incentivo para a vida de vocês.

Acredite no seu sonho até ele se tornar realidade.

Espero ter colaborado para a vida de cada um de vocês. Vejo vocês próximo dia 27.

Beijinhos de Luz.


 

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