Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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15 julho 2013

Sobre Realização de Sonhos



Hey Girls,

No meu último texto falei "Sobre decisões", hoje vou contar sobre Realizações de Sonhos. Quero compartilhar como consegui tornar real muitos sonhos em tão pouco tempo.
Sonhar é fácil. Todo ser humano sonha. A diferença é que uns sonham mais que os outros. E quando o sonho começa a incomodar é quando temos que abrir os olhos, porque talvez, seja hora de acordar e trabalhar para torná-lo real.  O difícil é tomar a decisão de realmente querer realizar o que tanto almeja. A decisão requer coragem e ousadia. A realização requer planejamento, paciência e persistência. Não desistir! Apesar de ser mais fácil colocar empecilhos e o pensamento negativo de que nunca iria dar certo.

Em vários momentos de dificuldades nos meus quase 1 ano e 3 meses de vida de Au Pair falei para mim mesma" Não posso desistir do programa, " sabe por quê? Porque isso significaria desistir dos meus sonhos. E não poderia desistir no meio da estrada. Acho que seria a mesma sensação frustrante de quando você sai de casa, enfrenta chuva, um trânsito monstruoso e quando está no meio do caminho, você lembra que esqueceu o documento que precisava. Acho que seria isso para mim, se voltasse iria lembrar que teria esquecido de realizar alguns sonhos. Too late! Claro que cada Au Pair tem uma história e metas diferentes.

Lembro de quando li o livro " O Segredo'', de Rhonda Byrne. Refleti sobre o tema que diz que a gente atrai o que pensa. Concordei, mas não completamente. Por que na época pensava em viajar, conhecer o mundo. Pensava e pensava. Mas não enxergava o caminho para começar a minha jornada. Enfim, resolvi parar de sonhar, pensar e esperar pelo Universo.  Escrevi as opções e decidi que começaria pelos Estados Unidos (o qual era minha última opção).
E cá estou. Acredito que dei uma grande passo e não me arrependo. No meu primeiro ano como Au Pair fui para Europa (Londres, Paris, Amsterdam), Miami, Orlando, Washington DC, Filadélfia, Nova Jersey, Nova Iorque... Andei por lugares que nunca imaginei, conheci pessoas maravilhosas, senti velhos sentimentos se intensificarem, pude sentir novos sentimentos..

Para meu segundo ano já tenho duas outras grandes viagens programadas: Califórnia e Bahamas. E não para por aí ainda tem Boston, Chicago e talvez Hawaii...
Não é fácil realizar sonhos. Não é fácil abrir mão de muitas coisas e ter que escolher entre comprar aquela bolsa dos sonhos, ir ao show da sua banda favorita, ir ao shopping gastar como se não houvesse amanhã nas infinitas e maravilhosas sales ou juntar para viagens.  

Realizar é possível, mas requer planejamento. Ás vezes, os meus pais ficam bravos comigo porque não guardo dinheiro. Tento explicar para eles que viagem é investimento. Eles tentam entender, mas não veem por este lado. Aí eu falo, que tirei essa época para investir em mim de um modo diferente, que quando voltar eles vão entender. A gente muda. A gente se transforma nesse um ou dois anos fora. Temos que nos adaptar aos outros e a nós mesmas. A realização de nossas metas requer foco.

Meninas, não desistam facilmente. Quando a homesick bater pensem no que ainda querem atingir. Procurem algo que lhe façam bem como ler um livro, sair com as amigas, Skype com a família e os amigos do Brasil. Façam uma lista escrita das metas e do que deve ser feito para conseguir realizá-las.  Enfim, força para realização. E quando estiverem quase realizando todos os sonhos, sonhem mais. Encham a mala de novos desejos, novos desafios e partam para mais uma nova jornada de realizações. 

Beijo brave girls,

Larissa Alves
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15 maio 2013

Sobre decisões…



Sobre a liberdade e livre arbítrio que temos de construir nossas vidas a partir delas

 

Hey girls,
No meu primeiro post citei o quanto foi difícil tomar a minha decisão final. A  experiência que tive me faz acreditar o quanto essa escolha pode modificar nossas vidas. Vejo muitas meninas perguntando se vale a pena abandonar emprego, faculdade, carreira, namorado, amigos, família... enfim, a vida que construiu para se tornar Au Pair. Por esta razão, escolhi o tema para post do mês. Não venho com uma resposta, porque infelizmente não existe. A decisão certa vem do nosso coração e depende da nossa história e de nossas metas. Hoje venho aqui  compartilhar minha experiência sobre como escolhi trilhar por esse caminho de aventuras, medos, experiências, aprendizado...
           
Conheci o programa de Au Pair quando cursava faculdade, estava no segundo ano. Existe uma agência na praça de alimentação da universidade que estudava. Um dia parei do lado de fora e juntadora de papeis que sou, peguei os panfletinhos que falavam sobre os intercâmbios. Li todos, mas, o que mais entrava na minha realidade financeira era o Programa de Au Pair. No mesmo ano conheci umas meninas que foram au pairs e me fizeram cultivar a ideia. Conversei com meus pais, mas eles falavam que era melhor eu terminar a faculdade. Como meu sonho sempre foi fazer um intercâmbio na Europa por conta de amar história e pela facilidade que é de viajar pelos países decidi esperar, para talvez, ir só como estudante para a Europa, porque as agências de au pairs que conhecia só enviava au pairs para os Estados Unidos, e este, era o último país da minha lista. Por fim, entrei no terceiro ano da faculdade e consegui um excelente estágio. Fiquei muito feliz porque era na minha área, tinha minha própria sala, ramal, salário digno, horário certo (era vendedora em shopping e sempre trabalhava muito mais), pessoal super legal... então decidi que realmente aquele não era o momento.   Guardei o sonho numa caixinha.
           
Me formei, fui efetivada no estágio. Minha vida estava caminhando perfeitamente.  Mas, o sonho despertou e não conseguia mais dormir na caixinha e então ele começou a me deixar ansiosa de novo, a querer me fazer sair da zona do conforto, enfrentar meus medos, a querer o novo... A rotina que levava estava me sufocando.  Expliquei novamente para meus pais sobre o programa, agora já formada, eles me apoiaram, mas não queriam que eu viesse como Au Pair, falaram que eu deveria trabalhar mais um ano e juntar dinheiro para então ir só estudar. Mas, eu já estava com a decisão tomada. Então, um belo dia sem ninguém saber peguei meu cheque,  o ônibus e fui a agência fechar o programa.
           
 Naquele momento estava certa e queria ir o quanto antes porque apesar de estar em um ótimo emprego,  ja estava na rotina e cansada dos mesmos assuntos. Não tinha pra onde crescer. Queria aventuras, novidades...  Quando recebia anúncios de vagas para trainee me sentia a mais incapacitada. Parava ali, no primeiro requerimento: - Ensino superior completo. O segundo sempre era inglês (o bonito sempre me fu***)... vi que se ficasse no Brasil fazendo os cursinhos de inglês iria demorar mais uns 5, 6 anos até conseguir uma comunicação de índio, porque após três tentativas de cursos de inglês confirmei que não tinha a mínima facilidade e nem paciência. Gosto da prática, da vivência, de quebrar a cara.  Com mania de fazer lista escrevi os prós e contras. Os prós fortaleciam minha decisão. Comecei a preencher meu perfil.
           
No meio do caminho surgem os personagens da história que vão lhe falar que: você é louca, que é formada e vai ser babá, que tem emprego bom e vai largar, que você nunca teria paciência com criança, que não vai suportar morar uma semana com estranhos, ainda mais americanos, que  são a pior raça do mundo... Mas você não liga, porque ninguém entende o quão grande é o seu sonho de morar fora, de viver novas experiências. E então você não acredita. Mas, em alguns momentos essas “vozes do mal” vão ser fortes pra lhe por pra baixo.
       
        Foi o que aconteceu comigo.  Após conversar com algumas famílias (ou pelo menos tentar – com ajuda do santo google tradutor), uma que você sem explicação sentiu um feeling e de repente você entende o que ela fala, vocês passam uma semana conversando por Skype todos os dias, conhece as crianças, falou com a atual Au Pair e a host mother fala que é você mesmo e lhe envia todos os rules, o schedule, mas no dia seguinte misteriosamente some do seu perfil. É... tentei acreditar que fazia parte do processo de match. No fim do dia enviei um email perguntando e a fofa respondeu que tinha falado com o marido e estava super triste porque ele gostaria de uma menina que já tivesse morado fora e ele é quem dava a decisão final, então o match dela não era válido. Isso acabou comigo. Tive um match, só que não. Aí comecei a acreditar que aquilo realmente não era para mim, que americanos são loucos, superficiais e inconstantes.  Desisti! Algumas famílias entraram no meu perfil, enviaram email, mas nem respondi.
      
        Decidi tocar minha vida, me matriculei em um curso, comecei um novo romance e comprei novos sapatos hahaha.  Entrada de ano novo 2011 para 2012  estava numa vibe de me permitir e pensei: ‘’bom vou voltar a falar com essas famílias loucas, pelo menos to treinando o inglês’’. Mas não estava empolgada, não senti feeling com nenhuma. Respondia normal, sem entusiasmo, sem esperança alguma. Por fim, depois do carnaval entrou uma família, trocamos emails, fizemos Skype e senti que eles iam pedir Match. Esse foi mais um momento delicado, achei que ia ficar louca... Vou ou não vou? Será a coisa certa? E meu emprego? Até papelzinho de sim e não fiz para tirar na sorte... Pedi aos céus e ventos para me dar um sinal de qual seria a decisão certa.  Estava desesperada. Achei que estava louca.  Se revelação é ter certeza e mansidão, então tive uma revelação maravilhosa. Após um momento desespero de loucura entre o sim e o não tive minha resposta. Senti uma paz, que não sentia há um bom tempo e uma voz falou na minha mente: “Você tem dois caminhos a seguir, não existe certo ou errado. Se você escolher ir será o caminho certo, Se você escolher ficar também. A diferença é que são caminhos diferentes e sua vida vai tomar rumos diferentes a partir da sua escolha. Mas qualquer que seja, ela vai dar certo”. Eu chorei, porque tive minha resposta. Se escolhesse ficar ia continuar infeliz, na mesmice, arrependida, só pensando e não realizando o que realmente eu desejava... E então tudo ficou mais claro, eu precisava viver isso. No outro dia estava marcado Skype com a host family e já tinha avisado meus pais que tive minha resposta e que sentia q eles iriam pedir Match e então I said YEEEES, I HAVE MATCH. Tive vinte dias para organizar minha partida. Foi uma surpresa para família, amigos, companheiros de serviço. Foi maravilhoso receber o apoio de todos.
Apesar de todas dificuldades que enfrento aqui, não me arrependo nem um segundo pela minha decisão.

Boa sorte para todas que estão no Brasil e para as que estão aqui. Porque as decisões não param, são diárias!

Larissa Alves

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15 abril 2013

Apesar de tudo, vale a pena...




Hey brave girls,
Este é meu primeiro post aqui no blog. Estou muito feliz em poder contar minhas experiências. Lembro que quando estava no Brasil o blog me ajudou muito em concretizar a decisão de me tornar uma au pair.  Entrava todos os dias para ler e saber um pouco mais do misterioso e louco mundo auperiano. Por esta razão, após um ano em terras americanas, surgiu o interesse em participar e de certa forma poder incentivar, abrir os olhos para a realidade e compartilhar sonhos que se tornaram reais.
Gostaria de me apresentar:  sou a Larissa, jornalista por formação, apaixonada por fotograia,  um bom livro e au pair porque não tenho condições de me manter em terras estrangeiras  então, este foi o caminho encontrado para viver em um outro país com emprego certo, aprender a língua, poder viajar. Enfim, viver novas experiências.
Sonhadora como toda au pair, há um ano larguei meu emprego, minha família e amigos para me arriscar na tão desejada América. Vim  em busca de realização de sonhos, aprendizado e autoconhecimento. Meu processo foi longo, mas no final muito rápido. Tive vinte dias para correr atrás do visto, pedir as contas e contar para todos que estava indo embora. Ao longo do processo pensei em desistir três vezes, mas quando tomei a decisão com o coração e tirei todos os “mas e se...”  aquela insegurança foi embora e a certeza de estar no caminho certo tomou conta de mim. Aqui estou, e apesar das dificuldades, não me arrependo por um segundo.
No meu primeiro ano fui au pair em New Hope, Pensilvânia. No final de março mudei  para Deer Park, NY. Tive um ano repleto de momentos maravilhosos, mas também desastrosos. Um ano repleto de turbulências e mudanças. Eu, que estava cansada da rotina que levava no Brasil, vim para cá esperando muitas novidades, mas tive muito além do que pensava. Com emoção ou sem emoção? Acho que exageraram na dose...

As minhas amigas já ficam até esperando as cenas dos próximos capítulos nessa minha história auperiana, porque comigo cada mês vem uma forte aventura (para não falar outra coisa) a ser superada.
Resumindo minha trajetória de famílias tive match com uma de 3 kids (girl 15, girl 8, boy 7) fiquei /aguentei eles por sete meses até que, de repente, o host arrumou um emprego em Chicago e se mudaram. Por vários motivos deicidi não ir (como sou orgulhosa de mim pela decisão, há). Então, por milagre consegui uma família aqui na mesma cidade, sabe aquela family perfeita, só uma kid, uma princesinha, quase não trabalhava... mas, a alegria de au pair dura pouco. A de Larissa durou três semanas. De repente, a host adotou um new born e como não sou Infant Qualified não pude extender. Para não entrar em rematch a agência me liberou ficar aqui até meu ano acabar. Ainda não sei se isso foi bom ou ruim. Não queria mudar, mas já aceitei a realidade e até que estou animada.

Três dias antes de acabar meu prazo para arrumar uma nova família tive match com uma em Long Island. Espero que esses próximos nove meses sejam incríveis.  A verdade é que estou cansada, mas quando existem metas e força de vontade os sonhos se tornam maiores de que qualquer obstáculo.
Larissa Alves
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