Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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07 setembro 2014

Malandragem e o jeitinho brasileiro.

Esse texto é uma reflexão sobre a cultura americana vs. a cultura brasileira. Quando morei nos Estados Unidos e comecei a perceber as diferencias entre eles e o Brasil.

Uma amiga foi no McDonald's (nos Estados Unidos) com seu namorado americano, ele perguntou o que ela queria e fez o pedido para a balconista:

“Por favor, dois McDouble, duas batatas grandes, chicken nuggets e duas Cocas grandes” imediatamente ela exclamou “Duas Cocas grandes? Não tem necessidade de duas e nem de serem grandes, já que são refis podemos pegar uma só pequena e encher toda vez que acabar”. Ele ficou sem entender qual era o propósito dela e pegou as duas Cocas de qualquer jeito.

O que vocês entendem por essa introdução? Que americano é mané e brasileiro é malandro? Pode até ser, mas a questão é: o povo americano não tem necessidade de ficar de malandragem pra todo lado.

Uma Coca grande no McDonald's custa menos de 2 doláres, e você não precisa ficar levantando e enchendo o copo toda hora que acabar, que era o que ia acontecer se eles tivessem pego apenas um refrigerante pequeno. E além de tudo ele foi honesto, se tem duas pessoas que estão com sede, o justo é pagar por duas, não é mesmo? Mas a minha amiga é brasileira - e au pair - então a primeira coisa que ela pensou foi em economizar, e é por isso que nós sempre somos os malandros da história.

Quando meu programa de au pair acabou e eu tinha um montão de malas pra levar de volta pro Brasil, eu sabia que teria que pagar bagagem extra, e claro que eu não queria pagar (eu nem tinha dinheiro), então arrumei uma amiga para levar uma mala pra mim como se fosse dela, então me livrei de pagar por essa mala extra. Quando um amigo meu americano soube disso ele logo me disse "Vcs brasileiros sempre arrumam um jeito pra tudo inclusive pra não gastar dinheiro, é incrível!" e eu respondi "Isso tem nome: jeitinho brasileiro".

Analisando essas duas histórias, veja a comparação do Brasil e dos Estados Unidos:

Nos Estados Unidos, a maioria da população já nasce numa família bem estruturada financeiramente. Lembrando que, SIM, existe pobreza nos Estados Unidos, mas comparando com o Brasil é menor.

O menino de 3 anos que eu tomava conta, por exemplo, tinha mais dinheiro guardado na poupança do que eu, que tinha 25 na época. Até ele crescer, ir pra faculdade e arrumar um emprego os pais dele vão o sustentar. É assim que uma família americana tradicional vive ao longo de sua vida, com conforto, lazer, assistência médica, boa educação etc.

No Brasil, a maiorida da população já nasce numa situação financeira complicada. Muitos sem nem ter onde morar, recebem uma péssima educação em escolas públicas, começam a trabalhar de mão de obra barata para pagar a própria faculdade, isso se o cidadão for corajoso e enfrentar o sufuco que é estudar e trabalhar ao mesmo tempo.

Depois da difícil jornada dos estudos, vem a dificuldade de arrumar um bom emprego: muita concorrência, exigências absurdas e o salário ó!

Reparem como muitos brasileiros querem tirar vantagem em cima de tudo, invejam o vizinho que comprou um carro zero, invejam o colega de trabalho que comprou um apartamento novinho, abandonam estudos para sustentar a família e isso sem mencionar o mais triste: entram para a vida do crime. Não que isso não aconteça nos Estados Unidos, acontece sim, mas como já mencionei, no Brasil a situação é ainda mais complicada.

Não sou do tipo que em qualquer ocasião digo “Ah, é tudo culpa do Sistema”, eu sei sim, que muitos brasileiros não tiveram nem família e hoje são muito bem-sucedidos e concordo que nada é impossível quando você realmente quer algo. Mas que tem que ter muito peito para enfrentar a vida no Brasil, isso ninguém pode negar.

Bom, se vcs tiverem a oportunidade de conviver com os americanos, lembrem desse texto, e percebam o porquê que a malandragem é uma coisa típica de brasileiro.
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07 julho 2014

Sou verde e amarelo de coração

Aproveitando o clima de Copa e que tem muita gente revoltada enquanto outros estão curtindo, vim falar de uma coisa que refleti na época que morei nos Estados Unidos e que tem a ver com a famosa frase do Tom Jobim "Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom". Eu nunca fui patriota, pelo contrário, sempre fui revoltada com o Brasil e ficava revoltada e achava que ter nascido aqui foi um castigo.

Mas depois de um tempo morando fora, a gente vê como as coisas funcionam na realidade, percebi como o povo brasileiro idolatra tudo que é dos outros, sem saber que nenhum lugar do mundo é perfeito. Morar nos Estados Unidos me deu a oportunidade de ver de perto os defeitos deles:

Muitos americanos são amigáveis, mas falsos. Conheci vários que tratam as pessoas super bem mas se eles não precisam de você, te tratam tão mal que até parece que tem duas personalidades. Essa queixa não é só minha, eu já li que 1 a cada 4 americanos tem problemas mentais.

Muitos deles, contratam estrangeiros para trabalhar pra eles e aproveitam para explorar. Não dão férias, pagam salário de fome e fazem os funcionários trabalharem jornadas duplas. Isso porque muitos são ilegais e não tem direito de reclamar.

Eles são muito repressores também, tem regras pra tudo, não se pode fazer nada que a polícia já tá na sua cola. Mas, por baixo dos panos é a uma Babilônia. Os jovens usam drogas adoidados e as meninas são mega precoce, com 12 anos já pensam em sexo.

A ignorância em geografia nem se fala. Eles recebem uma ótima educação mesmo em escolas públicas, mas mesmo assim, a grande maioria não sabe nada a respeito de outros países e outras culturas. Ao falar que você é do Brasil eles já pensam que você fala espanhol.  Outro dia sai com um cara que pensava que no Brasil só existia duas cidades: São Paulo e Rio.

Uma professora americana que eu tinha tirou sarro das próprias raízes e contou a seguinte piada: como se chama uma pessoa que fala 3 línguas? … Trilíngue, como se chama uma pessoa que fala 2 línguas?... Bilíngue... e como se chama uma pessoa que só fala uma língua? … Americano. É realmente impressionante como muitos deles nunca visitaram outro país e nem tem vontade.

Muita gente não tem nem idéia de como as coisas são de verdade, e olha que tem muitas outras coisas que eu nem vou entrar no mérito. A saúde, por exemplo, que é carissíma e não existe hospitais públicos.

Claro que tem a parte boa dos hábitos americanos, como: reciclar lixo, incentivo à leitura desde criança, o governo reserva boa verba para a educação etc. (fiz um vlog falando a respeito disso, clique aqui para assistir).

Lembrando que o que eu relato aqui é relacionado à uma maioria, sempre existem exceções, já conheci americanos que falam outra língua, que já moraram fora, que sabem até mais coisas sobre o Brasil do que eu, que não é aquele típico American Idiot da música do Green Day.

Uma das coisas que eu aprendi morando fora foi valorizar a minha própria cultura, e absorver o que as demais culturas tem de bom pra oferecer, e não ficar idolatrando outros países sem nem saber nada sobre eles.
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07 junho 2014

Só acontece com au pairs (Cadê o carona, p*$$@?!)

Tudo bem que a segurança tem que ser levada à sério, mas é cada lei que a gente se depara nos Estados Unidos que custa a acreditar, por conta do tamanho da cretinice. Eu andei pesquisando na internet e achei num site uma explicação para isso:

"Muitas leis são antigas, não aplicadas ou deslocadas porque o contexto a que se referem mudou. Por exemplo, na Carolina do Norte uma lei proíbe reuniões em que as pessoas usem máscaras. Hoje parece estranho, mas a lei nada mais era do que uma forma de proibir que membros da Ku Klux Klan (organização racista que defendia a supremacia da raça branca) ficassem anônimos - eles usavam longos capuzes brancos que cobriam o rosto. Mas no mesmo Estado é proibido "cantar fora de tom" - o que explica uma lei como essa?"

Fonte: Terra Tecnologia

Confiram um pouco da imbecilidade:

Em Chicago, é proibido comer num lugar que esteja pegando fogo.

No distrito de Columbia, Pensilvânia, é proibido dormir num congelador.

Em Atlanta, é proibido amarrar uma girafa a um poste de luz.

Na Carolina do Norte, se um homem e uma mulher que não são casados se registram num hotel como casal, passam a ser considerados oficialmente casados.

Em Denver, Colorado, é ilegal emprestar o aspirador de pó ao vizinho.

Em Seattle, é proibida a entrada de monstros nos limites urbanos.

No Alabama, é proibido jogar dominó aos domingos.

Também aos domingos, em Nova York, é proibido passear com um sorvete de casquinha dentro da bolsa.

No Kentucky, a lei manda que as pessoas tomem banho pelo menos uma vez ao ano.

Em Idaho, um homem pode ir para a cadeia se presentear a sua amada com uma caixa de bombons que pese menos de 23 quilos.

Em uma cidade do Connecticut chamada Devon, é ilegal andar para trás depois do pôr-do-sol.

Na pequena cidade de Blythe, na California, você deve possuir pelo menos duas vacas para poder andar de botas de cowboy em público.

Em Wilbur, Washington, é ilegal montar num cavalo feio.

Abrir uma garrafa de refrigerante sem a supervisão de um engenheiro graduado é contra a lei na cidade de Tulsa, Oklahoma.

Em Jonesboro, Georgia, é proibido dizer “Oh, Boy!”.

No Texas: quando dois trens chegarem juntos num cruzamento de vias, ambos devem parar completamente. E nenhum deve seguir adiante até que o outro tenha ido.

No Oregon, é proibido assoviar embaixo d’água.

Ohio: as mulheres são proibidas de usarem sapatos de couro que permita aos homens verem suas roupas íntimas através do reflexo.


Uma amiga me contou que pediu uma cerveja num restaurante, esqueci o Estado que ela estava, e a garçonete disse que não poderia servir bebida alcoolica antes do meio-dia (era 11h50) porque era lei. Hã?

Uma vez me ferrei direitinho por causa das leis americanas. Levei uma multa porque eu não tinha um carona no meu carro. COMO ASSIM? É o seguinte, na Virginia, de segunda a sexta no horário de pico, é proibido pegar certas highways (principais estradas que ligam as cidades) se vc está sozinho no carro. E eu, muito anta, não não li a cartilha direito quando fui tirar a carta e não sabia disso.

Apesar de ter ficado muito p da vida, eu assumo que essa lei não é tão imbecil como as outras, porque é para ajudar no trânsito. Mas quando eu sai da rodovia que vi o comando, e o policial me parou e disse o motivo de eu estar sendo autuada, deu vontade de falar "AAAAH VAI PRA PIIIIIIII " e acelerar o carro.

Quando cheguei em casa, fui pesquisar na net quanto era a maldita da multa, era 200 freaking dólares. Eu fico muito irritada quando tenho que gastar meu dinheiro em outra coisa que nao seja bolsa, sapatos e viagens.

Tem um capítulo do Hermes e Renato (da MTV) que é sobre dois policiais que não tem o que fazer e resolvem abordar um motorista, meu caso foi bem assim …


         
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07 maio 2014

Que medo, eu hein!

Nas primeiras semanas de Estados Unidos já conclui que o lugar é meio macabro, jurei nunca assistir um filme de terror enquanto morava lá, tudo que eu via parecia que eu estava dentro de um filme. Por causa dos porões das casas, onde geralmente acontecem os assassinatos ou são mal assombrados, as estradas escuras, onde os maníacos perseguem as vítimas, os caras esquisitos com cara de psicopata tipo  do filme "Hannibal", os trituradores nas pias da cozinha, que sempre trituram os dedos da galera etc.


Já vi e passei por cada uma que gelou minha espinha. Como uma vez que eu me perdi indo pro curso de inglês. Muitos lugares não tem iluminação pública, e fui parar numa estradinha escura que parecia "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado", pra piorar ainda me aparece um veado no canto da estrada.

Outro dia fui numa igreja ver uns cursos de inglês (dica: muitas igrejas oferecem cursos de graça). A tal igreja era tão grande que eu e minha amiga nos perdemos, de repente, estavamos na frente de um cemitério (detalhe, era noite). O jardim da igreja era um cemitério e ainda por cima tinha uns bancos de frente pro cenário, pra você sentar e ficar observando as covas.

Outro dia lendo o jornal notei que existe uma sessão que anuncia os mortos da semana pela região e ainda com a foto da pessoa pra o leitor lembrar bem da cara do falecido, li também uma reportagem de um assassino estuprador que atacava desde 1993 e até hoje ninguém conseguiu pega-lo e, pra piorar, ele tava atacando na Vírgina (onde eu morava).

Também reparei que existem casas funerárias e lojas de "artigos para mortos" em cada esquina. Outro dia, andando na rua, passei em frente de uma loja que vendia lápides e elas estavam expostas na calçada para os clientes poderem escolher.

Ah, sem contar os barulhos esquisitos nas casas. Um dia fui dormir na casa de uma amiga, de madrugada ouvi um portão bater toda hora, passei a noite inteira matutando que raios era aquele barulho, no outro dia ela me disse que era o aquecedor, a casa é muito velha e o aquecedor uma antiguidade. Aff!!!

Mas não são só os cenários de filme que assustam, o povo também é bizarro. Reparei um dia a foto de um bebezinho "dormindo" na estante da sala na casa da minha host family.  Depois descobri que a foto do bebe era um filho que eles (a família) tiveram mas nasceu morto.

Vi um cara certa vez no Burguer King, barbudo usando um jeans bem surrado e uma bota marrom, bem jeito de serial killer, o cara me deu uma olhada tipo "arram, próxima vítima" peguei meu lanche e vazei correndo dali.

A vizinha da frente era uma velha, toda vez que eu saia à noite, a velha ficava na porta parada com um cigarro na mão, a primeira vez que vi pensei que fosse uma assombração.

Mas a gente acaba se acostumando com essas coisas e até assisti muitos filmes de terror enquanto morava lá, não me sentia mais dentro deles e não tinha mais medo. As estradas escuras, os trituradores de pia, as casas funerárias e as esquisitisses viram parte do cotidiano. Agora eu sei porque nos filmes quando a assombração tá atrás da porta, a vítima sempre insiste em abrir-la pra ver o que é, ao invés de sair correndo, porque bizarrisse é tão normal para os americanos que isso não os temem.

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07 abril 2014

A volta não é fácil



Quando eu cheguei na casa da minha host family pela primeira vez, já tinha um computador no meu quarto e eu ficava a noite toda na internet conversando com amigos do Brasil, mas na segunda semana que estava lá, o computador quebrou. Eu ainda não tinha laptop, fiquei sem comunicação com o Brasil. Eu usava o computador deles de vez em quando para olhar meus e-mails, mas não conseguia acessar MSN, orkut, facebook e nada disso porque meu host bloqueava por causa das crianças.

Foi quando bateu o primeiro desespero, eu me toquei que estava ali, sem amigos por perto, sem pessoas que pudessem falar Português comigo, na primeira noite sem o computador no meu quarto eu fui dormir chorando, eu me senti tão sozinha e perdida, abandonada num porão de uma família que eu tinha acabado de conhecer. Foi horrível.

Eles demoraram um mês para consertar o computador, eu já tinha comprado um GPS e não tinha mais medo de me perder. Então depois do meu expediente, eu pegava o carro e cada dia ia na casa de uma au pair diferente para usar a internet. E assim, sem querer, meu ciclo de amizade foi aumentando e a minha necessidade de ficar online em contato com o que estava acontecendo no Brasil sumiu.

Quando me dei conta, eu já tirava de letra as dificuldades que encontrava no dia a dia, eu não me sentia mais sozinha, eu fui me acostumando à uma vida completamente diferente, eu conheci pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, preconceitos que eu tinha foram banidos, eu criei à minha volta um lar, minha mente foi aberta e eu adquiri conhecimentos e vivi coisas jamais imaginadas pela minha pessoa antes dessa experiência. Eu mudei.

Cada dia foi importante, cada pessoa que eu conheci e cada momento que eu vivi foram cruciais. Os sofrimentos e as alegrias, tudo. Peguei pra mim costumes americanos, não os maus, mas os bons, inseri na minha cultura o que achei de mais interessante no povo americano, como: reciclar, não jogar lixo na rua em nenhuma hipótese, não desperdiçar comida, não reparar na roupa e nem cuidar da vida dos outros, cumprimentar os vizinhos, dançar de qualquer jeito...

Em muitos momentos senti muita falta do meu país, da minha família, da minha casa, dos meus amigos, da comida, do senso de humor brasileiro, dos programas de televisão, da alegria do povo mesmo sendo uma população pobre em sua maioria, dos churrascos...

O que eu vivi nos Estados Unidos foi inesquecível, mas qual seria a razão de ficar lá pra sempre, sem poder sentir o gostinho do país que eu nasci e vivi 24 anos da minha vida? Pensei comigo “Preciso viver o Brasil, matar a saudade, preciso dar uma chance para ver o que acontece” por isso voltei.

Eu demorei pra arrumar emprego assim que voltei – motivo: ofertas de salário vergonhosas – mas não desisti e encontrei. É estranho morar de novo na casa dos pais, brigas com irmãos começam, mancadas dos amigos também, ouvir cantada de peão na rua faz parte, metro lotado e gente mau educada no trânsito, crianças pedindo esmola... Ai as coisas boas começam a passar... saudade da família...passa, saudade da comida... passa, saudade dos amigos... passa. O mesmo desespero que senti quando o computador do meu quarto quebrou, eu senti depois que a mágica de estar de volta passou.

Quando você mora fora, você muda. Mas quando você está de volta em casa percebe que tudo e todos serão sempre os mesmos. É como se eles tivessem parado no tempo enquanto você estava vivendo.
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07 março 2014

Fazer parte da família nem sempre é bom!

Uma vez meu host me perguntou qual era a pior parte de participar de um programa de intercâmbio, respondi que é ficar longe da família e dos amigos. Claro que isso é verdade, mas pra ser sincera, a pior parte mesmo é ter que morar com uma host family.

Sou uma pessoa extrovertida e social, sempre conversei e contei coisas para meus hosts e minhas kids. Eu participei várias vezes de coisas da family, como viajar, ir brincar na neve no inverno, acampar no jardim, assistir peça que eles apresentavam na igreja etc.

Mas eu também tenho meus momentos de ser reservada, de ficar no sussego, sozinha no meu quarto escutando música ou fazer programas com meus amigos. Mas uma vez eu tive um probleminha com a minha host devido a isso. Depois de um Natal cheguei em casa e me deparei com uma cartinha na porta do meu quarto. Minha host tinha escrito 2 páginas que, resumidamente, ela reclamava que eu saia demais ou ficava trancada no quarto e não participava muito da família. Ai que tá o problema de ser au pair, na minha opinião, é ter que morar com a família pra quem vc trabalha.

As agências de viagem vendem o programa com a seguinte idéia “Au pair não é uma empregada e sim um membro da família”, tanto é que o slogan da STB (agência de turismo pela qual eu fui) era “Big Sister Au pair". Na carta, minha queridíssima host dizia que eu tinha que me ver como uma irmã das crianças e não como uma contratada/empregada. No fim da minha leitura, eu cheguei à conclusão que as hosts families fazem tanta questão que sejamos “um membro da família” porque dessa forma a au pair acaba trabalhando mais do que deveria e a family diz que ela/ele está apenas “participando da vida da família como um membro qualquer”. A minha host pedia na carta para eu começar a ir na escola das crianças com ela para participar das atividades que as kids faziam lá, jogar video-game depois da janta, fazer sessão cinema - eles alugavam filme toda semana pras kids assistirem depois da janta, jogar jogo de tabuleiro com a família etc.

Não vejo problema nenhum em participar de algumas atividades com a family, porém essas "atividades" familiares aconteciam sempre depois da janta e nos fins de semana, ou seja, nas minhas horas de folga e descaso. É claro que é divertido fazer parte da família e aprender costumes deles etc. Pow, mas a minha host queria que eu abrisse mão da minha vida social e ficasse grudado neles.

Au pairs geralmente trabalham o dia inteiro, leva, busca, dirige, brinca, troca frauda, dá comida, dá banho, ou seja, é mega exaustivo cuidar de criança. E ainda chega nas horas vagas eles querem que a au pair fique “participando” das atividades da família?

Eu sei que existem muitas famílias boas por ai, mas muitas delas usam esse discurso de "a au pair é um membro da família" como um disfarce para além de ficar o dia todo trabalhando, pra depois do expediente fazer a au pair continuar lá distraindo as crianças deles, enquanto os hosts ficam de boa. Na minha host family, muitas vezes que eu fiquei lá jogando jogos com as kids, assistindo filme com eles ou fazendo qualquer outra coisa com eles quando eu já estava off, os meus fofos (hosts) ficavam na internet, lendo livro, fazendo a unha...

Apesar disso, minha host family não era uma das piores, por isso, não quis arrumar encrenca, respondi à carta esclarecendo minhas razões de estar sair nos fins de semana com meus amigos, ou no meu quarto, nas horas vagas, ela pareceu – ou fingiu – entender, também fingi entender as razões dela e, por um tempo, a paz reinou mas não contente a host começou a implicar de novo com a minha privacidade.

Eu aguentei firme e terminei o programa porque sempre fui decidida a terminar tudo que comecei, e a experiência de au pair também tem muitos benefícios, mas que essa palhaçada deveria se chamar BIG SLAVE SISTER, deveria!!!
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07 fevereiro 2014

Só acontece com au pairs. (presa no metro de Washinton,DC)


Chamei uma amiga para sair, mas ela tinha planos de ir a uma festa com um namoradinho, então me virei pra encontrar algo pra fazer naquele sábado à noite.

Era meia-noite quando ela me ligou perguntando o que eu estava fazendo. A tal festa que ela foi já estava um saco, ela queria me encontrar ou ir pra casa. Eu estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me contou que, enquanto tava na festa encheu a cara, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava chata e ela caindo de sono, tonta e bêbada. Então ela saiu fora de lá em direção à estação de metrô para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, sentou no banco e acabou cochilando e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de 40 minutos, a essa altura as oito long necks de cerveja que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela conseguia. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho "chamou o Hugo" e pensou “Vô sair e pegar um taxi”.

Quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco, dormir e esperar até a estação abrir de novo.

Ela ficou tanto tempo tentando achar uma saída que passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência numa placa e ligou, o “resgate” finalmente estava a caminho. Só que, meia hora depois, nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ter ficado umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando e achando que ela tinha entrado no metro sem permissão. Um dos caras perguntou "Como é que vc entrou aqui se a estação estava fechada?" e ela respondeu “Na verdade eu nunca cheguei a sair daqui, isso sim”. Mas no fim das contas, eles até deram uma carona para ela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado alguma coisa legal pra fazer. Ela contou pros hosts no dia seguinte, e eles choraram de rir. Esse tipo de coisas só acontece quando vc é au pair, incrível!
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06 janeiro 2014

Que piada sem graça viu!

Todo mundo sabe que piada americana é uó! E que eles riem de qualquer coisa. Existem lá uns filmes e uns programas engraçadinhos e tudo mais, mas no geral as piadinhas que eles contam e o senso de humor deles são completamente tontos.

Comecei a perceber a tamanha falta de um bom humor, assim que cheguei nos Estados Unidos e tive meu primeiro contato com a host family. Já começou no aeroporto, o meu host levou um fantoche com os olhos esbugalhados e ficava fazendo graça, falava umas bobeiras pra mim, tipo: Hi, what's up?!!! Com voz de desenho animado. Meo, que coisa mais besta, como se eu fosse uma criança que iria rachar o bico da imitação dele.

Depois que comecei a sair e conhecer mais o povo americano, percebi que não era só na minha casa que as piadinhas eram sem graça. Uma noite, estavam duas amigas e eu num bar e chegaram dois americanos para conversar com a gente. Depois de alguns minutos de conversa, eles perceberam que não estavam agradando muito. Então, foi ai que eu pensei que eles iam se tocar e vazar, mas eu estava enganada. Um deles, inventou de fazer piadinhas para ver se a gente dava risada, ai haja paciência. Que vergonha alheia eu senti daquela criatura, o pior era que enquanto ele tentava ser engraçado, ele apontava e dava aqueles soquinhos no ombro do amigo com um sorriso de tonto e dizia "Go it, Got it?". Eu já tinha visto isso em filme, mas eu não achava que era exatamente assim que eles se comportavam.

Uma vez, fui inventar de conversar sobre filmes de comédia com um peguete. Fui obrigada a falar, sutilmente, que humor americano pra mim não fazia sentido nenhum, como o humor brasileiro poderia ser sem graça para eles também. Aí, ele resolveu contar piada, o que eu fiz pra merecer?  Lá vou eu fingir que era pelo menos um pouquinho engraçado, pra não deixar ele sem graça.

Enquanto isso, na casa da minha host family, as piadinhas sem sal continuavam rolando soltas, principalmente, na hora da janta. Outro dia, minha host acendeu uma vela no balcão da cozinha, a vela já estava toda torta porque ficou um tempão queimando e derretendo, o menino do meio que eu cuido olhou para vela, virou pro irmão mais velho e disse enquando abraçava-o "Fulano, observe essa vela, vem cá que vou te contar o que tem de engraçado nela…" Eu não quis nem ficar perto para ouvir a reflexão pseudo humoristica dele sobre a vela, porque eu não ia aguentar da rir, não da piada, mas sim da cara dele. Pior ainda foi o dia que ele pegou uma revistinha de piadas e começou a ler pra mim. Ai que dor. Só tinha aquelas idiotisses de "Knock Knock. Who's there?".


Voltando ao assunto que a piada brasileira também não faz sentido para eles, isso pode ser verdade, nossos costumes são diferentes, então o humor consequentemente é outro. Mas por outro lado, acho que a gente tem mesmo mais jeito pra piada porque eu já percebi que qualquer coisa que eu falo, meus hosts morrem de rir, juro!

Eu sempre tento puxar assunto com eles na hora da janta (uma coisa que eles adoram é conversar durante o jantar). Pra agradar e treinar meu inglês eu sempre falava alguma besteirinha, só pra não dizer que eu entrei muda e sai calada. Outro dia, eles estavam falando sei la o que sobre melancia e eu disse que no Brasil, a gente costuma dizer que quando uma pessoa gosta de se aparecer, a gente fala pra essa tal pessoa sair na rua com uma melancia pendurada no pescoço. Pra que?? Eles até engasgaram de tanto rir. E olha que eu falei a coisa mais boba que veio na minha cabeça na hora.

Uma das coisas que eu sinto muita falta aqui é de dar boas gargalhadas, quando estou na abstinência de humor, eu entro no Youtube, e começo a caçar vídeos do Hermes e Renato, Pânico, 15 minutos, até o Casseta e Planeta é mais engraçado que os programas de humor americanos. Eu dou cada gargalhada quando resolvo assitir esses vídeos que no outro dia minha chefe perguntou porque eu ria tanto na noite passada.

Então respondi com um sorrisinho "Ah, foi só um pouco de humor brasileiro."

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06 dezembro 2013

Dicas para não chegar boiando no inglês

Para a maioria da galera que embarca no programa de au pair, será a primeira vez que terá contato direto com nativos da língua inglesa (ou outra língua que fale no país), mas nesse post falarei especialmente do inglês. No meu caso foi assim, eu estudei inglês por anos no Brasil, mas a primeira vez que pratiquei de verdade foi quando me meti a ser au pair.

Já até escrevi um post aqui no blog comentando como é difícil o começo e como a gente paga muitos micos até se acostumar. Clique aqui para ler.


Dessa vez darei algumas dicas pra vc que terá seu primeiro contato direto com a língua  e diminuir suas chances de pagar um micão quando chegar na terrinha prometida.

1-) Leia em inglês: tá a fim de começar a ler a saga do Jogos Vorazes? Não compre o livro em português. Leia-o em inglês. Leia revistas e jornais internacionais também, acesse o site deles e leia onde for: no metrô, no ônibus, no dentista, no veterinário. Não se preocupe com pequenas palavras que vc não sabe o significado, leia tudo, entender o contexto é o que importa. Anote as palavras que vc nao conhece e as procure depois no dicionário.

2-) Faça cadastro em sites de relacionamento: é solteira (o)? Então faça já seu cadastro pelos sites de relaciomento por ai. Arrumar um gatinho (a) é lucro, o que importa é conversar muito, adicionar no Facebook, e até conversar pelo skype pra treinar speaking e listening. 

3-) Assistir filmes e programas de tv: tenho certeza que todo mundo aqui adora filmes e seriados em inglês. Então vamos parar de colocar legenda em português e colocar-las em inglês. Depois de um tempo fazendo isso, que tal arriscar assistir sem legenda nenhuma?

4-) Procurar a letra das músicas: escutar música também é uma coisa que a maioria das pessoas gostam. Tem até aplicativos para smartphones que toca as músicas do seu celular e mostra a letra. Além de parar de cantar o "embromation" é muito melhor quando vc sabe o que tá cantando.

5-) Vocabulário au pair: o mundo au pair tem o seu vocabulário. E envolve comidas, crianças, brinquedos, diversão, doenças etc e tal. Pegue um domingo que vc estiver sem fazer nada e procure no google sites dessas revistas dedicadas a pais - em inglês é claro. Além de aprender mais sobre crianças, vc vai ficar mais familiarizada com o vocabulário que envolve esse mundo. 

Mesmo que vc estiver fazendo o processo do programa  através de uma agência. Faça cadastro nos sites independentes também, conversar com várias familias e ler seus perfis ajuda a enriquecer seu vocabulário nessa área. De repente vc até ache uma familia bem bacana, que se cadastre na sua agência para te ter como au pair. Não é impossível, aconteceu comigo!

6-) Não ter vergonha de falar: Alguém que vc conhece fala inglês? Pegue essa pessoa pra te ajudar então, peça pra ela conversar em inglês com vc, nem que seja pelo menos 1 hora por dia.

7-) Tem smartphone? Perfeito: vc sabia que o smartphone é uma ferramenta poderosa para aprender outra língua? Já que vc pagou 20 mil reais nesse Iphone ai, vamos usar o que ele oferece. Existem aplicativos adoidado de graça, como o que mostra a letra das músicas que comentei antes. Tem também dicionários, jogos, apps de revistas, de jornais, app para baixar livros em áudio. Os dicionários até falam, ou seja, se vc estiver com dúvida na pronúncia de alguma palavra, pronto, seu smartphone pode te ajudar.

8-) Internet: a internet é outra ferramenta a favor do aprendizado do inglês. No youtube, por exemplo, tem diversos canais voltados ao ensino de língua inglesa, e eles publicam vídeos interessantíssimos. Existem varios blogs e sites com conteúdos como exercícios, vídeos, explicação da gramática, dicas, vocabulários específicos e por ai vai.

9-) Parar de preguiça: sei que muita gente tem preguiça de aprender/melhorar o inglês. Mas ninguém nasce sabendo, já dizia sei lá quem, portanto, faça bom aproveito do tempo que vc passa esperando o embarque. 

10) Agora é hora de acessar os links abaixo porque uma vez que vc pisa em solo estrangeiro a qualquer momento vc vai ter que usar o inglês, dai vai de vc, pagar mico ou não.

Revista Speak up: disponível no Brasil


New York Times: O jornal mais famoso dos Estados Unidos

Washington Post: O jornal da capital dos Estados Unidos

PS: sigam eles no Twitter: @washingtonpost , @nytimes

Plenty of fish: site de relacionamento

Hot or not: esse app para smartphone é para conhecer pessoas ao redor e está super em alta nos Estados Unidos, mas só funcionará quando vocês chegarem na terrinha gringa. 

TuneWiki: app de letras de música 

GAP: a maioria de vcs já conhecem esse site de host families

Care.com: muito bom esse site para encontrar host families

Parenting.com: site sobre crianças

App de dicionários que eu uso para Iphone (procurem saber se tem para outros smartphones): Phrasal Verbs, Google Translate, WorldWeb, The Free Dictionary, DictBox.


Beijo até o próximo mês. 











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07 novembro 2013

Sites de relacionamento... no mínimo vai te garantir boas risadas!



Sei que ja foi escrito sobre sites de relacionamento aqui no Blog, mas aqui segue algumas historias engraçadas inéditas sobre a minha experiencia com esses sites, e garanto que foram bem bizarras e dignas de boas risadas.

Nunca tinha passado pela minha cabeça fazer um cadastro num site de relacionamento, pelo contrário, achava uma coisa ridícula. Até chegar nos Estados Unidos e uma amiga me contar sobre um site que ela tinha cadastro e já tinha conhecido vários caras legais.

Pensei “Porque não?”. Fiz cadastro e todo dia eu checava minha caixa de mensagens pra ver se alguém tinha entrado em contato. E foi assim que conheci o primeiro americano que eu fiquei. Depois de algumas conversinhas pela net, encontrei ele num shopping perto de casa. Fiquei um pouco com medo e até levei duas amigas só pra dar uma olhada no cara e ir embora.

Eu estava supernervosa, era a primeira vez que estava saindo com um americano, eu tinha acabado de chegar nos Estados Unidos e meu inglês era bem ruim. Mas ele era tão bacana que a conversa fluiu super bem, conseguimos nos entender sem problemas. Fomos num bar/restaurante dentro do shopping e conversamos por horas.Vi que esse lance de sites de relacionamento era até que um bom negócio. E assim foi, tive outros encontros mais ou menos no mesmo esquema - no shopping, no bar/restaurante.

Era até que divertido navegar por esses sites, é muito engraçado as coisas que se vê. Cada um que parecia brincadeira, fotos bizarras, profiles idiotas, frases clichês etc e tal. Alguns mandavam mensagens com piadinhas americanas totalmente sem graça tipo “Vc sabe quanto pesa um urso polar?”. Eu não sei a resposta porque – obvio – não respondi esse cara. E tem os malucos também que mandam “...Eu sou muito bem de vida e procuro uma esposa, te darei tudo que quiser...”.

Mas às vezes conhecer alguém da net, pode ser desastroso. Uma certa vez encontrei um cara que além de não ser gatinho, como parecia nas fotos, era meio chato. Depois dessa experiência, fiquei mais esperta, marcava os dates na sexta ou no sábado lá pelas 7 da noite – hora de jantar – então, o cara pagava a janta e as bebidas. Se ele fosse feio e/ou chato, pelo menos eu tinha jantado de graça. (parece maldoso, mas com o salário de au pair, uma janta de graça é lucro). Minhas amigas já ficavam me esperando de carro no estacionamento do shopping, se fosse o caso, eu já dava um “tchau, tenho que ir” para o cara e me mandava pra balada com elas.

No fim das contas conheci um cara tao idiota, mas tao idiota que me fez até desistir dessa de sites. Conforme o perfil dele no site, ele era 3 anos mais velho que eu, e como eu só saio com cara mais novo, era a minha chance de testar uma coisa nova. Marquei o date, cheguei lá e descobri que na verdade ele era 7 anos mais velho, mas não aparentava e até que era gatinho.

Estávamos sentados no bar e a conversa começou ficar esquisita, e ele perguntava: “Vc prefere cozinhar ou limpar a cozinha? Gosta de gato ou cachorro? Prefere trabalhar fora ou ficar em casa olhando as crianças?” eu, com uma enorme cara de interrogação respondi “Peraí, essas perguntas estão um pouco estranhas para um primeiro encontro”. Conversa vai, conversa vem, ele lança “Levanta um pouco, por favor” – eu toda inocente levantei – ele pegou na minha mão me rodou e disse “É, vc tem um corpo legal”. Eu tratei de ir embora dali o mais rápido possível. O cara continuou no meu pé e eu resolvi dar outra chance. Saimos de novo, dessa vez para jantar, e ele só deu bola fora de novo.

Cardápio em inglês não é fácil de entender, são temperos e comidas estranhas que às vezes é um desafio saber o que é. Então para evitar de comer algo que me desse dor de barriga, ou ter que engolir algo super apimentado e pagar mô mico, eu pedi só uma salada. E ele lança a primeira pérola da noite “Meninas como vc sempre pedem salada quando saem com um cara, mas quando chegam em casa devoram a geladeira, né?”. Realmente eu ia chegar em casa e comer, porque uma saladinha não ia me sustentar a noite inteira, mas isso é comentário que se faça? Dei uma risadinha sem graça e disse “É que eu não estou com muita fome, hihi hihi” mas por dentro tava gritando “Nossa, cala a boca, otário”.

Depois de enfiar a salada goela abaixo o mais rápido que pude, disse que tinha que ir embora. O carro dele estava um pouco longe do restaurante, como o meu tava bem na porta ofereci uma carona até o carro dele, liguei o rádio e eu estava tocando o CD do Cansei de Ser Sexy, e comentei “Essa banda é lá da minha cidade” e o infeliz disse “Ela não tem ritmo nenhum pra cantar, parece que está falando a música”. Puta que pariu, que cara mala, além de tudo vem criticar a banda que eu gosto.

Depois desse date, o palhaço ficava me mandando mensagem direto me convidando pra ver apartamento com ele – ele disse que ia comprar um apê novo – depois me mandava mensagem perguntando se eu queria dar uma volta na BMW nova dele. Aff, achando que ia me impressionar. Eu inventava que estava fazendo um curso super difícil e tinha que estudar, ou que ia trabalhar até tarde e sempre declinava os convites dele. Até que um dia ele desistiu.

Ainda tenho cadastro nesse site, quando não tenho o que fazer acesso pra descontrair. Definitivamente, isso é uma coisa que pessoas solteiras deveriam conferir, se não der certo com ninguém, pelo menos vai te garantir boas risadas.
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07 outubro 2013

Qual é o destino de uma au pair?

Durante a experiência como au pair, a gente passa por uma fase de começar a comparar a vida na gringa e a vida no Brasil, não preciso nem dizer que a vida fora é mais fácil. Ganhar dinheiro, comprar, viajar, ter carro, viver com conforto, tudo exige menos esforço. Fora que a segurança pública que da de 10 a 0 no Brasil. Questiono eu, quem não gostaria de morar num lugar assim? Quando vc está uma vez fora, fica pensando numa forma de ficar, de não ter que enfrentar a dificuldade de novo de que é a vida no Brasil. A gente fica inconformada com a tamanha diferença que é o desenvolvimento entre os dois países.

Pois então, quando fui au pair, passei por essa fase, de revolta com o Brasil, quando estava mais ou menos no meu sétimo ou oitavo mês. Fiquei pensando em formas de trocar meu visto, de estudar e trabalhar e tudo mais. Conheço muitas au pairs que ficaram, mudaram o visto para estudante ou casaram. Comecei a pesquisar como funcionava os esquemas pra ficar, até então só uma coisa eu tinha certeza: ilegal eu não fico. 

Conversei com uma porrada de gente, pesquisei na net, analisei as situações, avaliei os prós e contras e cheguei numa conclusão que não era tão fácil quanto eu imaginava. Aqui vai uma ideia de como funciona: 


Muitas au pairs trocam o visto para estudante, que funciona o seguinte: primeiro tem que ter um sponsor (que é uma pessoa que vai provar que tem uma grana preta no banco e ser responsável por vc), ai vc se matricula numa escola que dê o visto, pode ser Faculdade ou Escola de ESL (English as Second Language) e vc pega um visto que permite que vc fique no país até acabar seu curso. Detalhe: com visto de estudante não pode trabalhar, a galera trabalha por baixo dos panos.

Muitas começam a fazer facu porque assim já pega um visto de longo prazo, ou seja até o fim da facu. O esquema que elas fazem é arrumar uma família americana que seja seu sponsor, e assim vc trabalha como nanny deles, tem todos benefícios que uma au pair tem (mora com eles, tem comida, carro, cel etc) e eles pagam um salário muito maior que o de au pair e vc tem condições de pagar sua facu, ou algumas famílias também oferecem de pagar sua facu e pagar um salário inferior, o que dá na mesma. Essa foi uma opção descartada por mim, primeiro porque eu não aguentava mais olhar criança e morar na casa dos outros. Segundo que eu já sou formada e não estava mais a fim de estudar por longo prazo.






Pensei em tentar visto de trabalho, mas pra isso, teria que fazer outra facu ou mestrado e depois tentar a sorte e arrumar um emprego, mas depois de muita pesquisa vi que visto de trabalho é quase uma lenda. Não é impossível, conheço brasileiros que conseguiram e hoje tem um emprego bacaninha e seu visto bonitinho, mas realmente o processo do visto de trabalho é muito complicado.

O último esquema que sobrou foi: Casar! Esse esquema ai é o mais popular entre as au pairs, conheço meninas a rodo que casaram. Na minha época de revolta com o Brasil, pensei, se eu arrumar um namorado que eu goste eu caso sem dó quando estiver acabando meu programa de au pair, ai pego green card arrumo um emprego bacana e pronto. 

Mas isso também não é tão fácil, primeiro que arrumar um cara que eu gostasse tava difícil (eu nunca casaria por interesse) e segundo porque eu sou ambiciosa profissionalmente e até hoje ainda penso mais em carreira do que em casamento. 
Depois de analisar bem essa possibilidade, pensei, isso não é pra mim, não adianta forçar a barra. Outro esquema descartado!

O que me sobrou agora? Bem, acabei tirando da minha cabeça essa idéia de ficar pra sempre nos Estados Unidos. Acabei percebendo que era uma fase de revolta mesmo e que cada um tem algo na vida a seguir, se as coisas não favoreceram pra eu ficar então o jeito foi voltar. Cada au pair sabe o que será melhor pra ela (ele), e no meu caso, um Green Card não me faria feliz.
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07 setembro 2013

Você teria uma au pair?

Conversando com uma amiga, começamos um assunto sobre formar uma família, acabamos caindo no assunto Você teria uma au pair?concluímos que por mais que tivéssemos uma penca de filhos, uma au pair não seria uma solução. Colocar gente estranha dentro de casa é mesmo um costume americano, eu não acho nada normal conhecer uma pessoa pela internet de outro país e trazer pra morar na sua casa. Mas não é só pelo fato de que essa mania não faz parte da minha cultura, mas também tem outros motivos pelo qual nós não faríamos isso.

As Au pairs tem acesso a tudo da vida da host family: correspondência que eles esquecem aberta em cima do balcão da cozinha, brigas de família, casa mal arrumada, louça mal lavada, cueca suja que o host esquece no banheiro depois de tomar banho, mimos entre o casal e por ai vai, a intimidade da família vai por água abaixo.

Fora isso, também tem as manias de cada Au pair: comer no meio da noite e fazer barulho na cozinha, perder a chave da casa, esquecer gilette usada ou roupa suja no banheiro, quarto bagunçado, falar alto no telefone e uma infinidade de coisas que todos nós temos e a host family também tem que aceitar. Existe cada história que as hosts families nem imaginam, e que se descobrissem iriam pensar duas vezes antes de ter uma au pair.

Acho que a minha primeira cagadinha foi levar multa por excesso de velocidade, eu estava com o menino de 2 anos dentro do carro, por isso, resolvi ficar quieta, pagar a multa sem falar pro meus hosts. Eles nunca descobriram. Depois dessa multa vieram mais trocentas...dessas só contei de uma porque não era tão grave. Com o tempo fiquei mais abusadinha, uma bela noite, bebi pra caramba e achei que tava boa pra dirigir, quando peguei o carro e vi que tava enxergando 2 faróis, 2 calçadas e ainda por cima embaçado  eu notei que o nível de álcool ainda tava alto, tive muita sorte de chegar em casa sem nenhuma polícia ter me parado, se não, voltaria pro Brasil fichada nos Estados Unidos.

Toda vez que fiquei sozinha aprontei alguma, já trouxe várias amigas para fazer clube da luluzinha, comemos a comida deles, bebemos, até dançamos em cima do balcão da cozinha. Outra vez, saímos de balada e voltamos todas bêbadas, deixei todo mundo dormir em casa, coloquei amiga pra dormir até na cama das crianças.

Num Verão que a host family viajou, e fui eu inventar de fazer um churrasco em casa, deu até polícia. Quando meus hosts chegaram de viagem, eu fiquei com a bunda na mão (pra não falar outra coisa) com medo de algum vizinho ir fofocar, por sorte, eles nunca souberam. Não satisfeita, numa segunda vez que eles foram viajar, eu dei uma festinha na casa, fiquei mais louca que o bozo e até deixar um amigo acender cigarro dentro da casa eu deixei, sorte que uma amiga sóbria viu e mandou ele sair.

Outro dia cheguei da balada bêbada de madrugada. Estava segurando um monte de sacolas. Parei na cozinha pra beliscar alguma coisa (coisa que jamais faço sóbria porque faz barulho), derrubei as sacolas todas no chão, coloquei coisa pra esquentar no microondas, quando fui descer pro meu quarto, caí nas escadas e consequentemente as sacolas foram todas pro chão e junto comigo, saíram rolando até o último degrau. Ou seja, naquela noite a casa inteira acordou.

Já bati o carro, já dei muitos raladinhos leves também, já fiquei sem gasolina no meio da rua, já deu pipino no carro de amigas na frente da minha casa e no fim eu tive que pedir uma mãozinha para o meu host.

Bom, presepadas é o que não faltam. As minhas amigas também já aprontaram várias parecidas (ou até piores). Uma delas foi encontrar um peguete no bar, os dois beberam tanto que ela resolveu leva-lo pra casa escondido - a maioria das au pairs não são autorizadas a levar homem pra casa - no dia seguinte ela não ia trabalhar, então os dois ficaram bem quietinhos até todo mundo da casa sair, e ai o menino foi embora. Uma outra amiga minha deu uma festa num fim de semana que ficou sozinha em casa, a festa foi a maior pegação, todo mundo ficou louco e pegou alguém. Teve um casal que foi dar uns pegas fortes no quarto dos host, e outro no quarto das crianças.

Tem histórias que não acabam mais, você acha que depois dessa experiência eu teria uma au pair? JAMAIS. Hahahaha!!!
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07 agosto 2013

PRE-PA-RA para a pegação gringa!

Ainda no Brasil eu escutava que os gringos babavam ovo pras brasileiras, eu achava um pouco de exageiro, afinal de contas, as gringas são estilo Barbie: lindas, altas, pele, corpo e cabelos bonitos, com exceção de algumas, claro. 

Depois de pesquisar sobre o programa de au pair, vi que essa história era verdadeira, o número de au pairs casadas com estrangeiros é enorme.



Só ai que entendi porque todos que eu falava que ia morar no Estados Unidos soltava a clássica "Xiii, vai casar com um gringo e não volta nunca mais". Eu, descrente, cética e contra casamento (em partes) que sou, sempre respondia "Que?? casar?? Ta maluco?!?!". 

Quando cheguei nos Estados Unidos tive a prova de que os gringos de fato pagam um pau danado pra uma mulher da América do Sul, brasileira então, nem se fala. Sempre escuto "Brasileiras são as mulheres mais atraentes e lindas do mundo", "Brasileiras são carinhosas", "Brasileiras são isso, brasileiras são aquilo". 

Geralmente as au pairs quando estão trabalhando usam roupa velha: calça de moleton, camiseta amarrotada, sem maquiagem, cabelo preso e muitas vezes arrepiado. Resumindo: esculaxadas. BUT, vô te contar que, mesmo estando desse jeito os caras babam.

Eu passeava muito com as minhas kids, eles adoravam ir ao shopping, na biblioteca, no parque etc. E eu sempre ia nesses lugares fantasiada de au pair (esculaxada como descrevi acima). Era de lei um cara mexer comigo, os americanos na verdade não falam nada, eles entortam o pescoço pra olhar, mesmo com namorada/esposa do lado, não tô mentindo, pode perguntar pra qualquer au pair, os caras não disfarçam mesmo.

Agora os hispânicos, são eles: mexicanos, peruanos, colombianos etc, são mais cara de pau. Esses sim, sempre soltam um "Hola Chica", "Buenos Dias", "Mas que chica linda".

O pior é que eles percebiam que eu não sou americana, então vem falar espanhol. Outro dia saindo de uma loja com uma amiga (brasileira), ouvi dois caras falando espanhol e vindo na nossa direção, fomos saindo fora deles, ai um disse "Xi cara, acho que elas não falam espanhol não heim".

Um dia fui no Starbucks, o cara do caixa ficou tipo querendo jogar olhar 43 e fazer voz de sedutor, pedi meu chocolate quente e paguei no cartão. Quando o besta foi me devolver disse "Gracias e Buenos Dias Mariangela". O sem noção viu meu nome no cartão e quis mostrar que sabia pronuncia-lo. Hahhaha!

Eu e umas amigas chegamos a conclusão que no Brasil, pra gente pegar um cara tchutchugether (tchutchugether é um cara gatinho) é um sufoco, já na gringa a coisa mais fácil é pegar um Brad Pitt, um Leonardo DiCaprio, um Tom Cruise, um David Beckham, um Robert Pattinson...Ok, sem exageros, mas já peguei cada um que pensei "Caramba, tenho que desfilar com esse monumento". Até tirava foto pra não falarem que tô mentindo.

Costumo dizer que na gringa é o paraíso da pegação, principalmente pra nós Brasileiras. Então, Au pairs que estão prestes a vir, PRE-PA-RA! 
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07 julho 2013

Amores bizarros de Verão

Já que agora é Verão nos Estados Unidos, vim contar uma das coisas mais engraçadas que acontecia durante essa época do ano, quando eu fui au pair. Era o happy hour que tinha em um bar próximo de casa todas as quartas. Toda vez que eu ia, voltava pra casa com uma história "amorosa" engraçada pra contar.

Certa vez fui pra lá com mais duas amigas, uma foi encontrar um peguete e a outra acabou se enroscando com outro na pista de dança, e o que foi de mim? Bom, fiquei sozinha caçando o que fazer. Eu já tinha reparado num belezinha desde que cheguei e ele, pelo jeito, também tinha reparado em mim porque não parava de olhar, mas também não chegava. Ficou nessa de olhares até que ele resolveu se aproximar e perguntar se eu estava acompanhada, eu disse que não e começamos a conversar.

Depois de uns minutos de conversa, fomos dançar e acabamos nos beijando, entre as conversas e a dança reparei que ele se achava um pouco. Toda hora ficava falando coisas do tipo “Vc não acha que nós dois somos atraentes juntos?” ou “Vc não acha que sou bonito?”. Teve uma hora que ele me pediu pra falar algo interessante sobre mim e eu falei que eu sou uma pessoa esperta e ai perguntei a mesma coisa pra ele e ele respondeu “Meus amigos dizem que eu sou o mais bonito entre eles”. E ele dançando... passava a mão no cabelo toda hora, fazia uns passinhos que parecia que tinha ensaiado. Sem contar que quando a música falava alguma coisa do tipo “I love you/ You are my love” ele me falava “Canta essa música pra mim”.

Aaaah não, eu fui obrigada a começar a tirar sarro dele, perguntei se o sonho dele era entrar pro Backstreet Boys, quanto tempo ele demorava para se arrumar, se ele beijava o próprio reflexo no espelho etc. Eu só aguentei porque ele tinha um senso de humor ótimo e foi super fofo, por esses motivos dei meu telefone pra ele e assim que eu sai do bar ele me mandou mensagem dizendo que tinha se divertido muito comigo. Bom, depois dessa encontrei ele só mais uma vez e nunca mais... realmente muito metrossexual e muito molecão... pelo menos serviu pra dar umas boas risadas.

Uma outra vez conheci um cara que era apenas um dia mais velho que eu, pronto bastou essa coincidência para que ele achasse que eu fosse a mulher da vida dele. Tudo bem que eu gosto de caras que me tratem bem, mas grude demais também não dá, ainda por cima quando vc acabou de conhecer a pessoa. Esse ai, tinha bebido demais e não desgrudava de mim. No fim perdeu a carona dos amigos e eu tive que levar o bêbado até uma estação de metro super longe. O cara era tão inconveniente que queria ficar passando a mão em mim enquanto eu dirigia, eu não disfarcei minha cara de irritada, ele percebeu, pegou meu telefone mas nunca entrou em contato comigo, dei graças a Deus.

A terceira história que esse happy hour me rendeu foi um cara que uma vez que eu estava prestes a ir embora ele chegou pra conversar, dei meu número porque ele era gracinha e na quarta feira seguinte nos encontramos lá de novo e ficamos, mas depois fui reparar o quão brega ele era. Jésus, o cara tava com aquelas calças jeans *esquenta-coração e um tênis Nike antigo estilo só-uso-porque-ganhei-da-minha-vó-de-Natal. Despistei ele na mesma noite.

Minhas amigas também tiveram histórias bizarras providas desses happy hours. Uma delas conheceu um figura no happy hour, foi pra casa dele, quando estava no quarto do cara no basement, ela ouviu uma pessoa gritando “Fulano, não importa quem seja essa ai com vc, manda ela embora”. Minha amiga ficou assustada e foi embora correndo. Depois ela descobriu que o cara morava com a mãe e ainda por cima uma mãe louca.

O bar era legal, a cerveja era barata, mas os caras de lá... um mais louco que o outro.


*Calça-esquenta-coração são aqueles jeans com o cavalo enorme, cintura alta, que era moda nos anos 80.
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07 junho 2013

Decidiu ser au pair? Aqui vão as dicas cruciais!

Ser au pair tem lá seus contra-tempos, apesar disso eu super indico o programa. Para muita gente não dá certo, mas depende muito do que a pessoa realmente está procurando. O que eu quero dizer é: tem que ir com o pé no chão e sabendo que não vai ser mil maravilhas. Muitas meninas vão só se divertir, achando que vai fazer pé de meia, ou para fazer coisas que não se encaixam pra quem é au pair. Quem tem a vida muito fácil no Brasil, sinto em informar que vai sofrer em dobro. Das meninas que foram comigo, vi uma que desistiu logo no primeiro mês, algumas que trocaram de família porque a primeira era um inferno - mas não desistiram, algumas que voltaram pro Brasil depois de completarem um ano e outras que estenderam por mais 6, 9 ou 1 ano. As chances de dar certo e errado são 50/50. 

Sei que muita gente já deve ter dado dicas pra vocês, mas eu reuni aqui as mais básicas e cruciais para que seu programa de au pair seja um sucesso:


1-) Duas das exigências do programa são: ter experiência com criança e inglês intermediário. Se você tem poucas horas de experiência com crianças, dê um jeito de aumenta-las, o melhor é ter horas com todas as idades, quanto mais, melhor, pois aumentará suas chances de colocação numa boa família. O inglês, eu também aconselho que você esteja num nível bom, pois facilitará sua comunicação no geral. Fora que, quando você chega lá não vai ficar completamente boiando. 

2-) Se você é boa de fuçar o Facebook da ex namorada do seu namorado, também é boa para fuçar tudo sobre a aventura que você está se metendo. Entre em grupos no Facebook, adicione meninas que já foram au pairs, ou são. Procure famílias antes mesmo de ficar online pela agência. Existem sites bacanas para isso. Resumindo, LEIA TUDO que você encontrar a respeito. Claro, você encontrará meninas falando muita imbecilidade, mas depois de um tempo de tanta pesquisa, você até aprende a reconhecer quem está falando besteira e quem não está.

3-) Não tenha pressa de embarcar, vá em mais de uma agência, procure referências delas, compare preços e vantagens, converse com intercambistas de agências diferentes. Depois da agência escolhida e a inscrição feita, preencha o application com calma, capriche mesmo, quanto mais caprichado, maior as chances de encontrar uma família legal. Para vocês terem uma idéia, quando conheci o programa eu não tinha nem idade pra participar ainda. Quando eu estava estudando, a Cultural Care foi fazer propaganda e eu me interessei novamente, mas queria terminar a facu. Depois que terminei, fiquei um ano enrolando até finalmente tomar coragem, comecei a pesquisar agências em Maio de 2008, fiz minha inscrição em Julho de 2008 e embarquei em Janeiro de 2009. Tudo com muita calma.

2-) Depois de entregar seu application e ficar online, está na hora de escolher as famílias. Essas alturas, você já precisa estar esperta com elas, já deve estar ciente quais são as que provavelmente serão boas, quais benefícios que eles oferecem e que você deve priorizar etc. Bom, quem é boa pesquisadora, sabe disso, mas de qualquer forma vou listar aqui algumas coisas que eu acho que vale observar:

a) Carro: sem ele é quase impossível viver nos Estados Unidos, salvo se a localidade que você vai morar tenha metro e ônibus por perto e que funcionem muito bem.

b) Schedule: analise bem se você trabalhará demais. Todos sabem que não podemos trabalhar mais de 45 horas semanais, ou mais de 10 horas por dia. Mas, MUITAS famílias exploram sem dó. Pra evitar isso, analise as condições da família: como a profissão dos pais, se eles viajam muito a negócios, se eles gostam de ficar com os filhos etc.

c) Local: sinceramente o local que você vai morar é a última coisa que tem que se preocupar, não vá fazer um match com uma família em Orange County, que pede para vc alimentar os cavalos, sonhando com os surfistas gatos que tem por lá. Porque, acredite, o lugar NÃO faz da família, a mais legal.

d) Crianças: NÃO se assuste com a quantidade de filhos que o casal possa ter. Se a criança nasceu peste, pode ser uma ou um trilhão, vai ser insuportável. Existem as crianças amáveis e os capetas, isso, infelizmente não tem como saber ao certo, mas você pode fazer algumas perguntas chaves (como pedir um resumo da personalidade das crianças) ou falar com a ex au pair ou nanny (se no caso eles tiverem) e tentar descobrir.

e) Curfew: se a família impor horário pra você chegar em casa, dia de semana até que ok. Mas, se vc não poder curtir a noite nos finais de semana porque tem que chegar até meia noite, esquece!

f) Facilidades: shoppings, centros comerciais, starbucks, mercados, bares, baladinhas etc. Pegue o endereço da família que você está conversando e procure no google maps, observe a área. Como já disse, o local não é o mais importante, BUT se você for uma pessoa muito baladeira (meu caso) e morar no meio no nada, com nenhuma amiga por perto e sem carro, pode contar com homesick logo logo. Muda completamente de figura se sua querida família te providenciar um carro pra você fazer whatever, ai sim!

3-) Antes de fazer o match PERGUNTE o necessário e o desnecessário para a família em potencial. NÃO fique com receio ou medo, pior é chegar e ter uma surpresa com algo que você não perguntou antes.

4-) Depois de match feito, é hora de procurar amizades. Se você chegar entrosada com a galera da área facilitará muito sua vida. Depois de tanta pesquisa e mergulhada no mundo de au pair que você estará a essa altura do campeonato, já vai ter amizades virtuais, então comece a cultivar aquelas que moram, ou morarão, perto de você. Eu já conhecia algumas au pairs na area quando cheguei, e elas me ajudaram muito. 



Agora é só esperar o embarque! Tome nota e boa sorte!

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