Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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26 novembro 2015

Por que au pair tem que ser flexível?

Quando você começa a pesquisar sobre o programa de au pair em qualquer lugar, você se depara com essa palavra again and again. São posts em blogs, descrição do perfil ideal de au pair enviada por uma agência, seus amigos que já tiveram a experiência. Todo mundo praticamente enfatiza que a pessoa que deseja ser au pair "tem que ser flexível".

Tá. Mas por quê?


No geral, au pair não é um programa barato aos hosts. Existem diversos custos envolvidos, valores que nunca chegarão aos bolsos da au pair (que ganha o pocket money). São impostos, agência, screening, visitas, documentação, seguros, etc. Então... se é caro, porque ainda existem famílias que preferem ter uma au pair? Justamente pela flexibilidade que uma au pair oferece. Uma nanny (que também não é barata) tem hora de entrada e saída certinhas e uma descrição de suas atividades muito mais clara. E muitas famílias tem necessidades mais dinâmicas, como que a pessoa trabalhe uma horinha pela manhã depois mais algumas a tarde e quem sabe faça um babysitting a noite. E tudo isso sem ultrapassar as 8h máximas diárias que ela pode trabalhar. Uma nanny não poderia fazer isso, não desta forma (ou se fizesse, não seria nada prático porque ela teria que se deslocar de sua casa até a da família diversas vezes ao dia).

Então, ter au pair se torna um grande atrativo para essas famílias. Que as vezes tem uma emergência e precisam pedir um socorro à au pair, que como mora com eles, fica mais fácil de ajudá-los nessas situações. É mais cômodo. 

Sim, morar junto apresenta diversos perrengues tanto à au pair quanto aos hosts e em geral, eles são receptivos a isso justamente pela flexibilidade que morar junto também representa.

Ah... mas só au pair ser flexível é roubada. É sim! Tem razão. Flexibilidade é algo que tem que existir DOS DOIS LADOS. A família que recebe uma au pair normalmente sabe que além de poder contar com a flexibilidade da moça (ou do moço), deverá devolver flexibilidade também. Se você quebra um galho, fique atenta a que eles também possam fazer isso ocasionalmente.

Mais do que atenção a isso, é você ter bastante discernimento para ver as diferenças entre flexibilidade e abusos. Sim, a linha é tênue. Ser flexível e adaptável à rotina, às emergências e eventuais bagunças no seu schedule é parte de ser au pair... mas a partir de quando isso passa a não ser saudável (para você)? Veja as diferenças:

Ser flexível é:
  • Aceitar uma ocasional mudança de schedule
  • Fazer algumas horinhas a mais num dia ou outro, quando for necessário 
  • Quebrar um galhinho quando por exemplo, você está em casa tranquila (off) e seus hosts precisam ir meia horinha ao mercadinho ao lado
  • Ser parte da família as vezes (aceitar convites para sair com eles, jantar, ver tv com os hosts), mas também ter seu espaço (e direito de dizer não) respeitado

Fique de olho:
  • Mudança de schedule todda hora (e nunca lhe avisaram que o schedule seria extremamente maleável)
  • Fazer horas a mais sempre e nunca conseguir que eles lhe deem um dia de folga para compensar ou lhe paguem a mais por essas horas.
  • A ida ao mercadinho dura muito mais que a meia horinha falada. Sempre!
  • Ser convidada para sair com eles só porque na verdade eles querem largar as crianças com você, com a desculpa de ser "parte da família". Normalmente não aceitam "não" como resposta ao convite.
O que mais vocês adicionariam à lista? 
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26 agosto 2015

A lei do esforço mínimo versão "au pairs"

Outro dia passeando por blogs do meu interesse, encontrei um texto que achei que se encaixa na vida de todas nós em um momento ou outro. 

O texto se chamava "A lei do esforço mínimo". O título logo me intrigou. Percebi que por mais que sejamos pró ativas, curiosas e que estejamos sempre antenadas, em algum momento da nossa jornada, pesquisando sobre o programa de au pair (ou qualquer outra coisa), iremos nos utilizar da lei do esforço mínimo. Sem nem mesmo pensar sobre isso. 

E o que é a Lei do esforço mínimo? Ela acontece quando a gente chega empolgada no Facebook ou em qualquer grupo e sem nem pesquisar antes, faz pergunta básica querendo que alguém nos dê todas as respostas. Quando não nos damos ao trabalho de procurar informações nos posts do grupo, consultar o google para corroborar o que já nos foi passado. Quando temos aquela preguicinha de correr atrás de algumas informações.

Ela acontece quando vemos um texto grande enviado pela agência, com todas as informações que precisamos, mas ele é tããão grande que não o lemos. Temos preguiça. Poxa, pra quê um texto assim? Para quê tantos arquivos com diversos temas diferentes? Então, a gente não lê os e-mails enviados, não vê os vídeos com sessão tira dúvidas, não lê os arquivos enviados pela sua agência/pessoa que está te auxiliando. E logo fazemos perguntas que estão explicadinhas no e-mail ou no texto. 

Hoje em dia a grande maioria de nós está muito acostumado a não fazer esforço nenhum para ter o que quer. E especialmente quando falamos de informação. Tudo está na ponta dos dedos e sempre tem alguém disposto a ajudar e nos guiar. Nos tornamos mal acostumados. Nos tornamos preguiçosos. E claro, você lendo este texto pode pensar que não se aplica a você. Mas todos em algum momento da vida já nos pegamos desejando coisas assim...:


  • Querer ser incrível no violão sem praticar várias horas por dia (esta sou eu! eu AMO violão, queria muito saber tocar, mas tocar e tocar e o som sair todo horrível após dias tentando acaba me frustrando...)
  • Querer ganhar na mega-sena (sem nem mesmo ter jogado para poder ter a chance! quem nunca!?)
  • Querer tirar boas notas num curso/faculdade sem ter estudado nada. (e ficar triste após o resultado!)
  • Querer ficar magrinho e esbelto sem ir à academia e comer bem.
  • Querer ser au pair (ou qualquer outra coisa) e não pesquisar o que realmente é isso! Cuidado, que quando você realmente conseguir, pode não ser exatamente tudo aquilo que você imaginava!
A lei do esforço mínimo nós praticamos todos os dias, de uma maneira ou outra. Seja na busca de informações, jogando a procura para alguém que achamos que terá mais facilidade com isso; ou nas nossas atividades diárias. E assim como tudo na vida, para dar resultado, temos que fazer acontecer. Fazer a mudança começar pela gente. Não ter preguiça de correr atrás, se esforçar e as vezes errar ou não conseguir. E claro... não ter medo de pedir ajuda. 

Ah, mas você está dizendo que eu preciso tirar a bunda do sofá e fazer tudo... então como pode falar para não ter medo de pedir ajuda? Pedir ajuda é diferente de desejar que as pessoas façam as coisas por você. Pois sim, muitas vezes desejamos isso. Por que? Porque os processos para todos esses intercâmbios são extremamente longos, cansativos, complicados e burocráticos. Eles nos desgastam. E se nunca fizemos isso antes, vamos ter dúvidas. Mas então... vamos pesquisar, ler tudo e pesquisar de novo e tirar nossas dúvidas e compartilhar também nossos achados, ajudar outras pessoas. 

Não tenha medo principalmente de reconhecer que você também já sentiu essa preguicinha dentro de você. Que você já quis acordar sabendo uma matéria X (eu que já coloquei a apostila embaixo do travesseiro para que meu sub consciente estudasse... Mas eu tinha estudado bastante ensse dia! - mas confesso que quando mais nova colocava a apostila no travesseiro sem ter estudado nadica de nada!), querendo resultado sem ter feito nenhum real esforço para obtê-lo. 

Não tenha medo, somos humanos! Agora, respire fundo e tenha coragem! Corra atrás e encha-se de motivação!!! E quando a preguiça voltar, pense em tudo isso novamente, controle-a ;)



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26 julho 2015

Host Families - Red Flags

Oi gente!!!

Da última vez, falei sobre coisas que devemos evitar quando estamos procurando família. Então, hoje farei o contrato, o que devemos evitar nas famílias quando estamos atrás de um match. Nada disso é regra (eu mesma não segui a maioria quando tive match com minha Host Family). Mas são guidelines que podem ajudá-la se você já estiver com alguma dúvida em relação à família com quem você está conversando.
Os maiores medos das futuras au pairs é ser parte de uma família que abuse da carga horária, que não as trate bem, que não respeite a privacidade delas, que peça babysitting toda hora e sem avisar antes, que abuse das tarefas domésticas permitidas. Então, aqui vão algumas dicas para você conseguir enxergar famílias assim antes de fechar o match. 

Não generalize tudo, muitas vezes existem razões para agirem assim, mas são coisas para ficar de olho e para você refletir. 

Red Flags:

  • Família arruma desculpas para não passar contato de nenhuma ex au pair.
  • Família quer fechar match logo de cara, sem combinar nada, sem se preocupar com nada. (Não necessariamente é uma família problema, mas é sempre interessante pedir mais tempo e conversar mais com eles)
  • Família quer que você vá sem agência, com visto de turista e não deseja nem fazer um contrato entre vocês.
  • Não responde suas perguntas e dúvidas, apenas dizendo que você "vai amar" e que eles "são muito legais". Fogem de perguntas sobre a rotina, sobre as tarefas domésticas, sobre qualquer coisa mais específica.
  • Pedem contrapartidas para tudo que você tenta negociar.
  • Promete muito mais benefícios que o normal e você não tem como corroborar com nenhuma ex  au pair por exemplo. 
  • Demoram muito tempo a te responder ( especialmente após o match). ( não é necessariamente uma Red Flag, muitas famílias são ocupadas ou nao curtem muito a internet e etc, e são muito boas host families, mas é bom ficar de olho).
Quais situações vocês já viveram (durante skype, troca de e-mails, etc) e que consideraram uma Red Flag em relação ao que você desejava pro seu intercâmbio? Como vocês agiram? 

Até mais!!! 



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26 maio 2015

Doente no exterior! E agora?

Uma das piores coisas que podem acontecer durante seu intercâmbio é você ficar doente. Não digo
um resfriadinho bobo, mas doente de cama, com febre, tremores, diarréia, vômito e o que mais você conseguir imaginar.

Claro, esse tipo de situação não é legal em nenhum momento da vida, seja no Brasil ou lá fora. Mas ficar doente durante um intercâmbio, quando se é esperado que você trabalhe e cuide de si mesmo... é quase tortura.

Um dia você está ótimo, feliz, fazendo suas tarefas normalmente e começa a notar uma fraqueza aqui, outra ali. Uma dor de cabeça forte. Continua fazendo suas tarefas, pede para as crianças tentarem falar mais baixo pois você está meio ruim. Vai dormir ao fim do dia achando que logo ficará bem. No dia seguinte, mal consegue se levantar da cama, seus hosts ainda contando com você, pedindo que faça um esforço ou fazendo algum comentário que você realmente não precisava escutar agora.

Estar doente nos deixa emocionalmente vulneráveis quando somos au pairs. Não estamos em casa, onde sabemos para qual médico ligar e quais os prontos socorros mais próximos e que aceitam nosso convênio. Muitas vezes, na alegria das viagens e bagunça das crianças, nem nos preocupamos em anotar os dados do nosso seguro saúde. Ficamos perdidas. 

No Brasil, se estamos muito muito ruins, temos familiares ou amigos por perto que podem nos ajudar. Seja para comprar algum remédio ou levar ao médico. No exterior, sua Host family está preocupada com você sim, mas está ainda mais preocupada que não sabe o que fazer sem você! Como cuidar das crianças e da casa e lidar com uma au pair doente? 

Então nos sentimos mal, meio abandonadas. Pensando que se fosse ao contrário, nós estaríamos cuidando de quem quer que fosse com muito carinho. Cuidando para a pessoa ficar boa logo e principalmente, não se sentir mal com tudo isso. Por mais que a família tente, a maioria das au pairs acaba não se sentindo cuidada por eles. E com isso vem um grande sentimento de Homesick! 

-É uma situação delicada. No exemplo da minha Host Family, eles não cuidavam de mim propriamente se eu ficasse doente, e eu continuava trabalhando o máximo e normalmente. Na minha mente, isso era estranho, estar com febre, tremor e enxaqueca e ir brincar no parque com as kids... Mas notei também que minha kid ficou ruim desta forma também, minha host mandou pra escola e mandou brincar igual se estivesse boa. Para mim era muito estranho... para ela, era a maneira que lidam com doença. "Continuar as atividades normalmente espanta a doença", ela me dizia. 

Para tentar contornar esses sentimentos ruins que nos devoram nessas épocas, algumas dicas:

  • Tenha TODOS os dados do seu seguro desde o primeiro dia do intercâmbio. Quando precisar de verdade, é melhor não passar pela dor de cabela de ter que correr atrás de tudo.
  • Se você estiver muito ruim, converse com seus hosts sobre diminuir suas tarefas ou ficar realmente de cama até ficar boa. Explique racionalmente que não tem como fazer suas atividades normais desta forma.
  • Peça às kids para cooperarem, explicando que você está doente e que "só por esses dias", eles precisam falar mais baixo, não correr tanto e ajudar em algumas tarefas. É legal os hosts também falarem isso com as crianças nestes dias.
  • Tome bastante líquidos; em especial suco de laranja, tangerina e outras frutas. 
  • Tente manter o pensamento positivo e longe das saudades do Brasil. 
  • E não se acanhe, VÁ AO MÉDICO se achar necessário! Não é porque eles não costumam ir que você precisa fazer igual! Não é porque eles não tem costume de tomar remédio, que você precisa se torturar e não tomar nada. 
Logo logo você fica bem!!! E com mais orgulho se si mesmo por ter passado por isso tudo sozinha! Num país diferente, de idioma diferente e hábitos "doidos". Você só tem a crescer!!!

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26 abril 2015

Au Pairs e a Rede Social

Que tal um assunto picante e polêmico para variar?

Nem preciso dizer que nos dias atuais a internet e qualquer rede social são nossas melhores ferramentas na hora de pesquisar sobre um intercâmbio. Assim que tomamos nossa decisão (mesmo que ela seja a decisão de pesquisar o assunto mais a fundo) de sermos au pairs, partimos para o google. Nosso maior aliado! Lá, encontramos agências, regras, blogs e muitas experiências diferentes e as vezes não sabemos filtrar tudo como deveríamos.

Da mesma forma que a internet nos serve como um instrumento de pesquisa neste momento, quando procuramos tudo e qualquer coisa que fale um mínimo que seja do intercâmbio que queremos... os hosts e agências fazem O MESMO. 

Ah, então quer dizer que eu não posso postar o que eu quiser? que vão me censurar até nisso? É, então... claro que você pode postar o que quiser, mas ao não filtrar o que posta, você corre o grande risco das pessoas terem uma imagem parcial de você. E por quê?

Simples... porque eles não te conhecem como você mesma se conhece, como sua família e seus amigos te conhecem. Eles tem apenas algumas poucas ferramentas à disposição. Um perfil enviado pela agência e suas fotos e comportamento na rede social. E através disso, eles vão refletir se você se encaixa na família deles. 

E já vou adiantar que NÃO é questão de preconceito. É um pré julgamento natural, que te garanto você também faz! Quando você pesquisou sua agência e sua futura Host Family você também não se ateve a algumas coisas? Algum post que chamou a atenção e te assustou no perfil da Host. Alguma foto estranho que o host tem e que você acha que denota alguma coisa que não combina com você.

Abaixo algumas dicas do que EVITAR quando estiver à procura de uma Host Family ou em fase de entrevistas com suas agentes (e sim, já todos os itens):
Lembra-se que a lista não é geral (meus próprios hosts não ligariam para a maioria dos itens, mas na agência em que trabalho, a maioria esmagadora liga e comenta conosco, então minha base são os feedbacks deles, ok?):

  • Fotos muito sexy ou de topless.
  • Ser muito negativa (só compartilhar coisas ruins sobre o próprio país, a própria vida, depressão, tristeza, como você odeia tudo onde está).
  • Compartilhar fotos das crianças que cuida em situações/ângulos/etc constrangedores. 
  • Postar muito sobre assuntos polêmicos (drogas -para as meninas que vão para Holanda, cuidado ao ficar falando muito de maconha!; aborto; etc etc.) Novamente, o que eles nos ressaltam é quando a garota SÓ posta sobre o assunto, parecendo que trava uma batalha com o tema e com as pessoas que não compartilham da mesma idéia. 
  • Muitas fotos zueira (com muita bebida, bêbados, vômito, dedo do meio, etc)
No mais... é só ter bom senso e ser cuidadosa, sem deixar de ser você mesma. :)


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26 fevereiro 2015

Gente interesseira

Aquele momento em que você posta sua primeira foto com neve. Uma foto totalmente característica de que você não está mais no Brasil. Dois segundos mais tarde, toda sua rede social já comentou e curtiu a foto : "Nossa, que incrível! Já estou morrendo de saudades". "Opa, me manda presente"

"Ah, é sim! Estou morando no exterior."

Quantas vezes você notou que ficou mil vezes mais famosa após ter iniciado suas aventuras pelo mundo? Que até um espirro que você postasse parecia ter um valor muito mais alto? Creio que todas vocês, que já fizeram algum intercâmbio ou anunciaram que vão iniciar esta jornada, já perceberam essa tendência.

É um sentimento bastante contraditório. Uma parte de você adora a atenção, as centenas de curtidas nas suas fotos, as declarações de saudades eternas e ainda mais... os milhares de desejos de sucesso que acompanham. E há também a sensação de falsidade que irradia de quase todos esses posts.

Não, as pessoas que comentam, em sua maioria, não estão sendo falsas intencionalmente. Você morar fora (qualquer pessoa morar fora), fazer algo tão incomum no nosso país; gera uma fascinação muito grande a todos ao redor. 

Ao contrário do que nos parecer (por causa da nossa realidade e desejos), morar fora não é comum. Para a grande maioria das pessoas para uma aventura distante, algo que só alguém muito sortudo (ou rico) consegue realizar. E existe aquela crença de que sorte atrás sorte (o que é verdade!) e então... por que não nos aproximarmos dessas pessoas "sortudas" para entender e desfrutar dessa sorte também?

Nós, intercambistas em geral, sabemos que é muito mais que sorte. Envolve muito trabalho árduo e investimento (seja financeiro ou emocional). Mas justamente, nossas fotos não mostram o caminho e sim o resultado... e elas transmitem confiança, felicidade, sonho realizado. E as pessoas querem mais disso em suas vidas.

Eu mesma não curto falar dos meus planos ao quatro ventos antes de que eles estejam praticamente realizados. Medo de mau olhado? Talvez... Pois existe sim, entre todas essas pessoas que conhecemos ao longo da vida, muita gente mal intencionada. Que realmente vai sentir inveja de você e das suas conquistas, e nem se preocupar em saber o quanto você batalhou e sofreu para chegar onde está (e até mesmo se você está sofrendo em silêncio, tentando aparentar alegria e normalidade).

A grande reclamação das meninas com gente interesseira é em relação a pessoas que pedem presentes, lembranças e compras. "Vou para os EUA", você anuncia. E em um minuto recebe 30 pedidos de Victoria's Secret, Ipad, Tênis, etc. "Eu te envio o dinheiro". E você mal conhece a pessoa.
As vezes é algo viável, outras vezes você não sabe se a pessoa tem um parafuso faltando para pedir tal coisa ou se simplesmente não está nem aí para você. "Vou pedir,né? vai que....". 

O melhor a fazer é ignorar essas pessoas mal intencionadas, essas pessoas interesseiras que só querem saber de você para que você compre algo e curtir o SEU intercâmbio.

Mas se tiver vontade, conhecer pessoas que se aproximam de você por causa da aventura, mas que tem um genuíno interesse... um sentimento de querer bem. E que com certeza vão te fazer bem também. Essas pessoas existem... mas muitas vezes a gente empurra todas com a mesma vassoura, especialmente se já sofremos com muitos interesseiros no passado. Através da sua alegria, da sua confiança, você também atrai para si gente legal, sincera e que tem os mesmos gostos que você

Então, cabe a você definir o que é gente interesseira e o que é pessoas com interesse em você que normalmente também querem compartilhar as próprias aventuras contigo, como uma troca, uma nova forma de intercâmbio. ;)

Até breve!


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26 janeiro 2015

Au pair no Brasil! Hein???

Calor de Brasil com as crianças (Fonte: Google)

Eu tinha diversos posts planejados! Um em andamento, que não saía dos primeiro parágrafos. O tempo passando e nada... e então, percebi que estou vivendo uma situação aqui mesmo no Brasil que poderia ser muito interessante para as futuras ou ex-au pairs. Uma forma de se preparar para o que vem por aí. Ou de não sentir tanta falta da antiga vida maluca enquanto não acha nada na sua área de formação.

É... eu virei au pair no Brasil! 4 anos e meio após meu retorno da Holanda, recebo uma mensagem de uma família holandesa que viria morar no Brasil. 

Meus dias ainda são meio confusos, eles ainda não tem uma rotina certa, então tem vezes que eu fico com eles o dia todo e tem dias em que é mais tranquilo. Sou live-out. Me considero au pair? Não sei... mas considero eles como minha Host Family. É engraçado pois ao ir com os gemêos ao clube (onde eu devo me vestir toda de branco para sinalizar que sou a babá) encontro diversas outras babás por lá e todas se referem aos pais das crianças como "patrões". E algumas se referem às crianças da mesma forma, no diminutivo. 
E eu... sou diferente. Acho que justamente por já ter sido au pair, já ter vivido com holandeses. Tenho autoridade com as crianças, os chamo de "minhas kids" e a K e o S de hosts. E não moro com eles, mas acho que eles se sentem de forma parecida comigo.

Ter uma experiência de au pair no Brasil, especialmente se for live-in, é EXTREMAMENTE VALIOSA se você deseja ser au pair no futuro, seja em qual país for. 

Sendo au pair no Brasil antes do seu intercâmbio:

Key points:
- Você começa a aprender na pele como é conviver com Hosts, trabalhar e morar no mesmo lugar.
- Se eles forem estrangeiros/expats, você já se familiariza com ter que trocar o idioma falado milhões de vezes ao dia. Mas ainda podendo fazer tudo para si mesma em português, afinal, ainda está no Brasil.
- Começa a sentir a responsabilidade de "ter filhos". Sendo apenas babá, você é mais uma amiguinha das crianças que olha por eles. Como au pair, você se vê como autoridade e deve não só ajudar a educar como ser firme, amiga, carinhosa, etc etc.
- Você ainda tem a possibilidade de passar tempo na sua própria casa, se refugiar com amigos de longa data (sem precisar fazer novos) e familiares. Colo de pai e mãe estão "logo ali" para qualquer problema.
- Você consegue testar a si mesma, se este realmente é o melhor intercâmbio para você.
- Você terá a melhor experiência e referência para indicar na hora de se inscrever numa agência.

Se você está na vibe de ser au pair no futuro... tente ser au pair no Brasil por um tempinho, abrirá sua mente para a dura realidade do programa, além de te deixar mais forte!
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26 outubro 2014

Emprego pós au pair

Eu tô nessa! E há bastante tempo! Já deixei de ser au pair há alguns anos, retornei ao Brasil e logo Ok, bola pra frente!
arrumei um emprego. Fui de um a outra, até achar um de que gostava. E então a empresa passou por um grande corte... e eu fui cortada junto.

Mas porque estou falando isso? Simples, pois a maioria de vocês quando deseja fazer um intercâmbio de au pair, sonha em retornar e arrumar um emprego dos sonhos. E temos sempre a esperança de que um intercâmbio fora irá dar um grande Boost no seu currículo. Então, agora eu vou falar... Cuidado! Nem sempre é assim. E claro, só depende de você!

A grande maioria das meninas que me procuram, querendo ser au pair na Holanda me dizem que uma das grandes motivações de realizar o programa é poder implementar o currículo. Sim, com certeza vale a pena e você implementará o currículo SIM. Mas é suficiente? E mais, é algo que o entrevistador olha com frequência?

 Voltei com todas as esperanças! Trainee, bons cargos, experiência internacional bombando. Todo mundo parecia se interessar na minha experiência e o principal, porque eu escolhi o caminho de au pair. Parecia tudo bom... até eu me dar conta de que dependendo do que eu realmente fiz e vivi durante meu ano, não adianta de nada na hora de escrever meu currículo, ou na hora de responder às perguntas do entrevistador.

As empresas no geral não...

  • dão muito valor ao seu intercâmbio de início. Não que não seja importante, dependendo do cargo pleiteado por você, o seu intercâmbio somente terá valor para demonstrar sua personalidade e caracteristicas pessoais. Ele não estará interessado em saber o que você realmente é, mas sim o que a decisão de morar fora diz sobre você: Flexível? Gosta de desafios? Ou queria fugir daqui? Aprender idioma ou só viajar? Estudar alguma coisa ? 
  • vão olhar com bons olhos seus mil intercâmbios. Elas vão te perguntar o que você queria encontrar e porque não encontrou na primeira oportunidade que teve. Sim, é horrível, nada é tão simples assim, mas eu que fiz um intercâmbio só já recebi essa pergunta. E por quê? Pois as empresas querem saber se você está lá querendo aquela vaga simplesmente porque não achou nada melhor... pois já está "velho" para novas aventuras, ou se buscou realmente acrescentar outros tipos de experiência e atividades para então entrar no mercado com a certeza do que queria.  


O que as empresas pedem:

  • Conhecimento de idiomas (Sim, o intercâmbio vale MUITO a pena se você estudar bastante e se dedicar a aperfeiçoar o idioma ao máximo)
  • Atividades extra currículares (Durante dinâmicas de grupo e entrevistas pessoais o entrevistador pode desejar saber o que você gosta de fazer e que tipo de intercâmbio foi o seu. É interessante se manter ativo durante o seu ano fora, não apenas dizer que foi para viajar e aprender idioma. Um ano "ocioso" não conta muito, fazer atividades fora, se envolver na comunidade local conta para algumas empresas. Isso vai desde esportes à voluntariado por exemplo. 
  • Flexibilidade. Sim, ter sido au pair ajuda nisso. Aidna existe muito empresa que mesmo que obrigada a zelar por uma serie de direitos, preza pela boa vontade do colaborador e sua flexibilidade em se adaptar aos horários e regras impostas pelo seu diretor.

Ramos que olham sua vivência no exterior com "muito carinho":

  • Aviação. Se você deseja ser comissário de bordo, piloto ou trabalhar em contsante mudança, ter sido au pair conta MUITO. Mostra que você se adapta a ambientes diferenciados e mudanças contínuas, que consegue lidar com uma vida flexível e extremamente mutável e que anseia pelo diferente e pela falta de rotina regular. E no caso do comissário especificamente, se você gosta de atender ao outros e ser responsável por eles, fazendo muitas vezes suas vontades.
  • Turismo. Caso você busque se capacitar na área de turismo e hotelaria, as empresas muitas vezes desejam pessoas que tem conhecimento e vivência no exterior, que tenham tido contato com hotéis e diversos tipos de serviços turisticos durante o ano de intercâmbio e que além de ter viajado, tenha analisado o ramo durante suas viagens. 
  • Atendimento. Qualquer tipo de experiência com pessoas diferentes conta para quem realmente quer crescer realizando algum tipo de atendimento ao cliente. Se você busca ao máximo dar atenção a todo e qualquer cliente, mesmo que ele faça birra, esperneie e diga que te odeia! Você está lá sorrindo, respeirando fundo e tentando resolver o problema.
Quando colocar no seu currículo que foi au pair, dê destaque para o objetivo do programa e não a palavra em si. Ter sido au pair não é negativo, aliás é ótimo caso você seja chamada para uma entrevista pessoal. Mas antes disso, no primeiro encontro do seu currículo com um avaliador qualquer. Se o que você quer mostrar é ter morado no exterior, ter feito um curso e etc, pense que é nisso que deve focar.

" Intercâmbio nos Estados Unidos no ano de XXXX como au pair para aperfeiçoar o idioma."
"Curso de inglês nos Estados Unidos, em XXXX, no ano XXXX onde fui au pair...."
"Intercâmbio em XXXX por 1 ano com o objetivo de aprimorar o inglês fazendo um curso de XX horas na escola XXX";

Veja bem em quais palavras coloca o destaque. O início da frase e o final serão sempre as primeiras coisas que o entrevistador irá olhar e vai de você para onde direcionar esta atenção.

Agora, pense no seu futuro e foque o intercâmbio onde realmente deseja.

  • Estude e aproveite para realmente dar o máximo no aprendizado e aperfeiçoamento do novo idioma.
  • Entenda que além de viajar, tudo que você está vivendo reforça sua força e aprendizado. Preste atenção ao seu redor, à economia e política locais e se envolva com a comunidade.
  • Procure continuar ativa e focada. Também continue envolvida na medida do possível com seu país, especialmente se você já souber a carreira que irá seguir e o rumo que deseja que sua vida tome na volta.
  • Se você deseja permanecer no novo país. Também pense nisso ao focar suas atividades ;)
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26 setembro 2014

Au pairs na Blogosfera #3 - EUA

Acho que este post é o que mais vai render. Tem blog que não acaba mais de au pairs ( ex e futuras
também) com destino Estados Unidos! Espero que consigo colocar uma seleção bem legal aqui para todas :)
Tem bastante blog antigo... mas acho que para quem quer conhecer melhor sobre o programa e sobre o que realmente os au pairs passam por lá, vale a pena.

CA
Vida de ex au pair na Califórnia - Natália, Morgan Hill (2012-2013)

CT
Au Pair Wonderland - Alessandra, Chesire (2014-)
Doce Libido - Letícia, New Canaan (2014 - )

FL
EUA AU PAIR - Carina, Boynton Beach (2011-12)

GA
It's a party in the USA- Amanda, Atlanta (2014- )
A (second) american adventure - Ju, Atlanta (2009-) (a mesma que agora é au pair em Pittsburgh)

IL
Au Pair in Chicago!  Lays ,Chicago

MA
Rumo aos meus sonhos - Lia, Boston (2009-2010) (Ex au pair em Atlanta GA)

MD
Gabiiv em: A loucura de ser au pair - Gabi, Silver Spring (2013-)

MI
EUA aqui vou eu - Carol, Paulinia (2008-2010)

MN
Au pair USA - Nanda, Minneapolis (2010-2011)

NJ
A dor e a delícia de ser uma au pair - Luanda, Maplewood (2009, atualmente au pair na Holanda)
Jeh nos EUA - Jéssica, Old Bridge (2014-)
Au Pri! - Priscila, Verona (2014)
Stéphanie - Au pair em NJ - Stéphanie, Montville (2012-2014) (Ex au pair em Plainfield, IL)
Marina Au Pair - Marina, Chatham (2009-2011)

NY
Dina Au pair - Dina, Nova Iorque (2010-2011)
Eu Au Pair - Lari, Briarcliff Manor (2014-)
Gisella Au Pair - Gisella, New York (2012-2014)

PA
A (second) american adventure - Ju, Pittsburgh (2014-)
Vou ali e já volto - Ju, Pittsburgh (2010-2012)
Jeito Line de ser - Aline, Coopersburg (2009)

RI
Blog de uma au pair - Luiza, Jamestown (2008-2009) (Ex au pair em Flemington,NJ)

VA
Bla Bla Bla - Aline, Alexandria
Living in USA - Franciele, Arlington (2014)

Novamente, aguardo as dicas de novos blogs para adicionar à lista :)
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26 agosto 2014

Au Pairs na Blogosfera #2 Alemanha


Oba!!! Agora vamos para mais um post sobre os blogs de au pairs, desta vez na Alemanha. Como as edito e melhoro este índice!

donas dos blogs não são minhas amigas pessoais... eu não tenho uma lista separadinha com os anos e cidades onde todas abaixo foram morar, se vocês souberem, é só avisar que eu atualizo aqui ;)

Na Blogosfera:

Au Pair da Letra
Warum Deutschland? - Thais Gatto (2014-2015)
Au pair na Alemanha  - Laila Dutra; blog geral de informações, muito bem explicado.
Um rolê na Alemanha - Sara e Rosa
Blogário de Au Pair - Ana Seering
Enquanto isso, na terra da batata...- Carol (2009-2010)
Der, die, das - Amanda Muuga (2013-2014)
Traveling like airbone dandelions... - Letícia Okabayashi  (ex au pair na Alemanha)

Posts aqui do Blog das 30 au pairs 

Decisão de ser au pair na Europa (Alemanha) - Thaís Gatto (2014)
Alguém quer ir para a Alemanha? - Mel Schiewe
Como é o processo de ser Au Pair na Alemanha? - Letícia Okabayashi (2013)
Deutschland, Aí vou eu! - Tamara Luersen (2013)

Qual o próximo país? Acho que podemos falar do que mais recebe au pairs brasileiras... Estados Unidos... ;)
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30 julho 2014

Au pairs na Blogosfera #1 - Holanda



Eu havia planejado um post totalmente diferente! Mas não consegui colocá-lo em palavras como das outras vezes. Para quem está confuso, eu sou a Nadz, do dia 26! É e estou aqui no dia 30, pois estava com um bloqueio criativo e não conseguia terminar e organizar minhas idéias. Tempo, eu tive; mas não parecia conseguir tratar dos assuntos que queria de maneira gostosa de ler. Ficava tudo... ahn... parecia que eu estava vomitando informações e críticas sem ter pensado nelas direito. Mas eu pensei! Só que ainda não consegui.


Mas... aguardem, que logo terei uma pequena série de posts interessantes. Desses "precisamos sentar e conversar", sabem?


Bom... Mas hoje, vou trazer algo mais light aqui para o blog. Você alguma vez já vasculhou o google procurando blogs legais de au pairs pelo mundo afora? Então... aqui vai uma listinha. Ou melhor, aqui farei uma série bem legal com blogs de au pairs (futuras e ex também) que li e gostei. E a cada mês trarei uma lista de um país diferente!


 :D Alguns tem um comentário ao lado "Super completinho", reservado para os blogs que já tem bastante informação e aventuras! 


2014 - 2015
My Orange Piece - Roberta, Aerdenhout
Fui logo ali - Natana, Den Haag
Ju Around The World - Juliana, Scheveningen - Ex au pair nos EUA também e super completinho!
Vó, eu vou para a Europa - Camila, Naarden
Diário de Au pair - Mariana, Heeze
Joy around the world - Joyce, Heemstede
Run to Amsterdam - Giovanna, Amsterdam
Mayara pelo Mundo - Mayara, Bentveld

2013-2014
Utopia - Tamara, Oegstgeets  - Super completinho!
Vivendo Mundo afora - Rafaella, Den Haag  - Super completinho!
Netherlanding - Mirna, Utrecht
ISAmsterdamn - Isabella, Amsterdam - Super Completinho!
A dor e a delícia de ser uma au pair - Luanda, Den Haag
Diário de au pair - Manu,

2012-2013
The life in Orange - Deborah, Bussum - Finalizado, mas super completinho!
Aceite esta manga - Larissa, Baarn - Super completinho!
Ali onde se pode ir...Né? - Aline,
Tamanco Verde e Amarelo - Lisa,
Agora que sou au pair - William,
Bem me Leve - Elisabeth, (Não tenho certeza o ano, mas atualmente au pair nos EUA)
A dutch dream - Walquirya
Brenna na Holanda - Brenna,

2009-2010
A Caçadora de esmeraldas - Nadja, Wassenaar -O meu!!!
Mundão, aí vou eu! - Gabi, 

Geral:
Orange Lamp - Blog escrito por au pairs sobre as cidades em que vivem na Holanda.


Conhecem algum outro blog legal que deveria fazer parte da lista? É só me falar que atualizarei o mais rapidamente possível :D
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26 junho 2014

E se este não for o programa certo?

Como vocês aqui já me conhecem, sabem que sou Agente de Au pairs na Holanda. E neste meio eu recebo muitas dúvidas relevantes e conheço muitas meninas legais que realmente vão ter o ano de suas vidas por lá.

Mas também, conheço muitas meninas que desejam viajar e por sua situação financeira, não podem fazê-lo simplesmente. Então, o au pair se torna o programa mais em conta, com o melhor custo benefício para quem deseja morar no exterior. Infelizmente, au pair NÃO é para todo mundo. Ao menos não a qualquer momento. Algumas vezes, você AINDA não está preparada, precisa digerir melhor o que significa ser au pair, os sacrifícios envolvidos, as dificuldades e principalmente o perfil de uma au pair. Nada disso significa que você nunca estará preparada, é questão do momento certo. 

Ser Au Pair é maravilhoso? Sim. É poder conhecer outras culturas, morar fora e viajar para lugares inimagináveis ? Sim. Mas principalmente é ter muita responsabilidade para lidar com o dia a dia de uma Au Pair. E maturidade. Você irá morar na casa de seus hosts, eles terão suas regras, às quais você deve se adequar. Terão seus hábitos e seus dias chatos. Você não só morará lá como também será seu local de trabalho. E lidar com trabalho e moradia no mesmo local é extremamente difícil. Você terá dias ruins, de tpm e de irritação? Sim! E o pior... Sua host também! Terá dias de que estar apenas uma horinha com as crianças já te deixará de cabelos em pé, dias em que elas estarão mais birrentas e chorosas, mais agitadas e hiperativas. E você ainda terá de dar o seu melhor e fazer tudo bem feito. 

Voce irá viajar nos fins de semana? Ótimo! Mas não esqueça que a maior parte do programa, você passa na tal da "troca cultural" com sua host family e as kids. Ou seja, trabalhando como Au Pair ou sendo parte da família... O que as vezes torna difícil de definir o que exatamente é trabalho para você. E sim, é muito difícil definir. Por isso que é tão importante fazer o match certo. Morar com uma família com quem você se sente à vontade. Para que não se sinta sempre trabalhando. 

Da mesma forma que as agências averiguam as famílias, para não aprovarem uma Host family sem condições financeiras, sem preparo emocional ou estrutural para receber uma Au Pair; temos de fazer o mesmo com as candidatas a Au Pair. Não queremos uma família abusiva, que escravize a moça que irá morar com eles. E também não queremos uma Au Pair que só enxergue o intercâmbio como trabalho que tem que fazer para poder viajar e viver no exterior. Ou uma menina mimada que não quer saber de ajudar nas tarefas de casa. Ou uma família que só pede e pede da Au Pair e nunca da nada em retorno. É preciso equilíbrio. E MUITO! E principalmente é preciso ser flexível. Por mais que o programa seja sobre respeitar a cultura dos outros, sobre mostrar um pouco de seu país, você ainda estará sozinha neste novo local e na casa dos outros. E ainda é esperado de você que se adapte a eles, que siga suas regras e que seja flexível.

E flexibilidade é a palavra mais adequada ao programa. Se não fosse por isso, as famílias escolheriam nannies. Pois elas tem horário de entrada e saída e não tiram a privacidade da família. Mas Au Pairs podem trabalhar uma horinha aqui, outra acolá, depois folgar umas horas e trabalhar novamente. Ou trocar um dia de trabalho por outro. Adaptar o schedule conforme a necessidade dos hosts. Sim, a necessidade deles virá antes da sua. Você está lá para isso. É duro? É sim. Mas mais e mais vejo meninas legais, que tinham uma motivação ótima para o programa, após alguns meses relaxarem. Acharem tudo injusto. Mudarem o discurso que faziam de " eu sou flexível, eu quero muito vivenciar os desafios e dificuldades" para reclamações. Meninas... Vocês tem que estar preparadas também para os momentos de dificuldade! O melhor APP não é aquele ideal, que diz tudo que os hosts ou a agencia querem ouvir, mas é aquele que mostra quem você realmente é e quais suas expectativas e desejos para o seu amo. 

Ser Au Pair também é lidar com questões financeiras delicadas, pois você não receberá um salário e sim uma mesada, chamada de Pocket money. E receber pouco é difícil. Você quer viajar, comprar coisas legais, curtir seu ano. Mas receber pouco NÃO é motivo para extorquir os hosts em todos os aspectos possíveis!!! O programa é extremamente caro para eles também. Eles não tem apenas os custos com seu Pocket money, passagem, seguro e curso. Eles tem a agencia, os trâmites, as legalizações financeiras e muito mais para arcar. Na Holanda, em geral, cada ano do programa sai para eles em torno de 8 mil euros. E claro... Você não vê quase nada deste dinheiro! Mas não significa que ter você por lá foi barato e que por isso eles devem te pagar por cada segundo a mais trabalhado ou por qualquer outra coisa que você considere que eles poderiam fazer. E em geral, os hosts sempre vão te pedir para economizar aqui ou ali. Seja no tempo de banho, na temperatura do aquecedor no seu quarto, na quantidade de comida. Se for acima do normal, sente e converse com eles. Eles não são bichos de sete cabeças, são pessoas com necessidades diferentes. Explique como se sente e ajude-os a encontrar soluções plausíveis. E procure cooperar também.

Se você não tem certeza se este é o programa certo para você, pense no porque você escolheu este programa. Muitas meninas chegam para mim já com a pergunta : "Quanto tempo demora para uma família de Amsterdam aparecer na agencia?" Ou " se eu for esperar por uma família somente de Amsterdam, quanto tempo você acha que vou esperar?" 

É muito natural termos algumas preferências por localização quando começamos a pensar no intercâmbio ideal. Pesquisar sobre as cidades, o que tem por lá para fazer, quais os melhores meios de locomoção e etc. Você deve sim pesquisar tudo e não é negativo ter alguma região como preferência. Mas muitas vezes uma preferência específica não soa bem e denota que o que você quer realmente é viajar e curtir o local. Que o match com a família vem depois. Pois primeiro você está levando em conta onde eles moram e depois, se eles são um match legal para você. 

Continuando com o exemplo da Holanda, ao morar lá você terá oportunidade de conhecer todos os locais mais legais do país, independente se morar em Amsterdam ou não. Para quem mora no Brasil, onde tudo é longe, onde você pode passar sua vida inteira sem conhecer o Nordeste, o sul ou o Rio de Janeiro (ou a Amazônia!) , morar na Holanda é ter tudo próximo. E muito mais acessível. Com um pouco de planejamento, você vai para Amsterdam varias vezes por mês. Ter preferência não é negativo, repito. Mas tenha em mente que o match certo vale muito mais a pena que a cidade certa. E convenhamos, mantenha a mente aberta, coloque sim suas preferências, mas esteja aberta a conversar sobre outras opções.

Claro, você pode ter um namorado na cidade que você quer ir e por isso você só quer ir para lá. Mas então, qual seu real motivo para ir? É o namorado? Seria melhor para você e para suas host kids que você pensasse em outras formas de ir para lá então. Agora se você prefere o local onde ele mora, mas quer realmente a oportunidade viver com uma família local, e ainda poder estar mais perto dele para ver se realmente combinam... Aí sim! 

Na agencia em que trabalho, é muito comum que as meninas tenham preferencia por alguma cidade próxima a uma grande cidade ou centro. Ou desejariam poder morar em X lugar, mas não negariam uma família super legal simplesmente porque não moram lá. Por que não conhecê-los e saber se realmente não seria interessante ser parte da família deles? Afinal, o ano de intercâmbio é sobre morar com eles, sobre cuidar deles e até mesmo de se cansar deles!!! É sobre você e eles, como um conjunto. Pense bem em tudo, mas pense primeiramente se você está escolhendo ser Au Pair somente porque deseja morar na cidade ou estado X. Deixe claro que você tem preferências, mas não se atenha apenas a elas.

Será, então, que Au Pair não é o programa para mim?

* Você não deseja realmente conviver com a família. Deseja somente um lugar para comer e dormir e poder cair fora quando der.
* Sua maior motivação para ser Au Pair é financeira. É um programa de custo baixo para morar no mínimo um ano fora do Brasil.
* você só quer ser Au Pair porque deseja estar perto do seu namorado. Meninas, existem outras formas de ficar com ele, sem precisar ser Au Pair.
* você não deseja se submeter a fazer nenhuma tarefa doméstica. Pensa que isso é coisa de empregada.
* você sonha em morar com a família perfeita! que vai te pagar mais que o normal! vai pagar curso o ano todo! te tratar como filha! te ajudar em tudo o que precisar sem que você precise fazer o mesmo. 
* você deseja trabalhar pouco e é bastante rígida quanto a horários, carga horária e etc. (gente as vezes cuidar de kids por uma hora é mais exaustivo que qualquer outra coisa... As vezes dez horas com elas não te cansa! Não tem como prever!)
*Você quer ser au pair somente de uma criança. Pronto! E melhor ainda se a criança for grande, dessas que vão pra escola todo dia e o dia inteiro e você só leva e busca e acabou! (Cuidado famílias assim algumas vezes - não sempre- vão requerer mais tarefas domésticas, já que cuidando da criança você não completará 30hs de trabalho.)

Então, seja sincera e reflita consigo mesma. É melhor admitir que o programa não é o melhor para você do que passar meses sofrendo fazendo o que não gosta, vivendo de maneira que detesta e principalmente deixa outras pessoas na mão, pois provavelmente você não estará interessada na troca cultural, em criar laços com eles ou mesmo em dar seu melhor... E gente um ano é um tempo bem longo, é preciso MUITO compromisso e responsabilidade!
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26 maio 2014

Fazendo aniversário

Fazer aniversário no exterior...

Outra data delicada para passar longe da sua família. Principalmente quando a cultura sobre a data é tão diferente da que você está acostumada. Aqui no Brasil é muito comum festas grandes, comemorar em pizzaria ou em bares, muito falatório e presentes. Bolo e guaraná (muitos doces pra vocêê!!! ).

E não apenas cada país e cultura celebra diferente, como cada família vê o "fazer aniversário" de forma bem diferente da outra.

Festinha de criança no Brasil :)

Passei meu aniversário de 24 anos na Holanda, em 2010. Lembro que antes de ir eu sonhava com esse dia. Comno me sentiria morando fora, que tipo de festa faria, como seriam meus amigos. E até mesmo sonhava com uma festa surpresa. Imagine!!! E então finalmente aconteceu. Eu era au pair e morava fora do Brasil, com uma host family na Holanda. E já estava com eles há quase um ano quando meu dia chegou. E chegou e foi, diga-se de passagem. Nada aconteceu, nada mudou.

Eu havia combinado com a minha mãe e ela viria do Brasil passar um mês comigo na Holanda (na casa dos meus hosts). Ela chegaria dois dias antes do meu aniversário! E no fim de semana após meu dia, teríamos uma festinha em família com meus hosts para comemorar o meu e o aniversário do meu menino mais novo (dois dias antes do meu). Era 2010, abril. E para os que não lembram... havia um vulcão ativo na Islândia que parou TODOS os vôos na Europa, por dias.

Veja notícias da época: G1 , Wikipédia, DW.

A Holanda foi um dos países prejudicados e teve todos seus vôos cancelados, inclusive aquele que minha mãe pegaria para me visitar. Enquanto eu aguardava sua chegada, ela estava presa no Brasil, em um hotel que a KLM providenciou para todos os passageiros.

No dia mesmo, que era uma quarta-feira, eu andei de bicicleta pela cidade. Estranhamente me sentindo a rainha do dia. Minha host family esqueceu do Parabéns (no dia anterior não paravam de falar nisso e no dia mesmo... esqueceram). Tomei cafézinho no meu lugar preferido no centro de Wassenaar, li um livro e tirei fotos sozinha. O dia realmente foi meu e acho que eu o comemorei sozinha, comigo mesma. À noite, eu já estava mais normal, menos "dona de  mim" e logo antes de dormir, dei um beijo de boa noite na minha host. Algo que NUNCA havia feito, em 10 meses vivendo com ela!!!

Meus aniversários no Brasil, após meu retorno, já não passaram em branco para eles. Recebo vídeos das crianças cantando Parabéns (berrando seria mais correto). E também foto-montagens. Tento fazer o mesmo. Mandar vídeos e presentinhos fofos.

 Minha mãe só chegou ao final da semana, no sábado. E fizemos uma reuniãozinha familiar como comemorar nosso aniversário, meu e do meu menino. Estava a família (Hosts, as três kids, a minha mãe, a avó das kids, um tio e seu filho e uma amiga minha.)

Tudo bem simples. Corremos pela garagem brincando com os presentes que meu menino ganhou, andamos de bicicleta. Provei para minha mãe que eu conseguia levar 3 kids na minha bike.

Foi um dia simples. Nada como eu imaginava. E nada como eu costumava fazer aqui. Acabei não fazendo festinha e nem saindo com os amigos. Não queria gastar comprando coisas para fazer reunião em casa (e não ía pedir permissão para isso aos meus hosts, eles já estavam com mais uma hóspede, né? - a minha mãe). Sabe que eu nem acho que cantaram parabéns para mim. Acho que foi esquecido, também para meu menino. Acho que o dia passou e esqueceram do detalhe. 

Ah! Eu ganhei presentes! Dos meus hosts ganhei um "vale livro", pois eles sabiam que eu adorava ler. Troquei por dois livros. Um em inglês ( que era horrível e chato) e um em holandês, que ainda não li.

Perguntando às minhas Au Pairs também recebi relatos assim. Coisas simples, um "Gefeliciteerd" dos hosts e das kids. Nem todas as Au Pairs ganharam presentes. A maioria tentou viajar na sua data com alguma amiga, ou ver as amigas fora da casa dos hosts para celebrar um pouco.

Algumas das respostas das minhas meninas sobre fazer aniversário como au pair:

T.R - au pair na Alemanha
Bem bem, foi estranho também. Não fiz festa nem nada, apesar da minha Host Family ter sugerido e oferecido a casa para a festa. Acabei optando por não fazer porque não tinha dinheiro e sempre odiei festas de aniversários. Bem, a noite o kind e a host me parabenizaram (nada de abraços, apenas um "Alles gute zum Geburtstag".)O host ligou mais tarde e me parabenizou também. Mais a noite saí com umas amigas, fomos numa disco, mas naquela época eu não gostava muito de sair nem de beber, logo fiquei entediada e voltei. Foi super simples, não ganhei nada dos hosts. 
I.K - au pair na Holanda
 Eu pedi o dia off e fui pra Paris com  uma amiga comemorar bebendo aos pés da torre!!!
 Eu nunca curti festa tradicional de aniversário, mas sempre gostei de fazer algo diferente pra comemorar, então pra mim foi perfeito!!! Pra não dizer que passou em branco a host mandou fotos das kids fazendo "hoera" pra mim no whatsapp, o que eu achei bem melhor que uma sessão de parabéns em pessoa q eu nunca soube lidar direito nem aqui hhahaahhahhahhha acho importante a família mostrar que lembrou, mesmo que não faça nada de especial ou de presentes, mas acho que ninguém curte ser "esquecida " por completo... depois de uns 15 dias do meu aniversário meus hosts me deram metade das minhas passagens das férias de verão como presente e eu quase chorei e agarrei eles de emoção, mas soube me comportar hahahahahahhaha foi "atrasado" mas foi melhor que qualquer outra coisa que eles poderiam ter feito no dia mesmo!!!
R.P. - au pair na Holandameu aniversario foi num domingo! no sábado fui pra Eindhoven sair com uma amiga, cheguei em casa domingo 11hr da manhã, entrei e a casa tava enfeitada com as bandeirinhas, ai eles cantaram parabens e tinham feito um bolo pra mim.. me entregaram cartao e presentes, ai depois fui almoçar na casa de uma amiga brasileira, aiiii siiim foi comemoração! hehe
 T.P. - au pair na Holanda
O meu foi legal! Almocei com umas amigas (ganhei o day off e era uma segunda) depois os hosts fizeram um jantar simples mas tinha um bolo pra mim. Todos me abraçaram e me desejaram felicidades. (Inclusive meu host, que é suuuper fechado e quase nunca abraço ele) depois do jantar saí com as meninas em um pub aqui perto de casa. Só nao foi melhor pq estava longe da minha família, mas foi massa!
Para que o SEU dia seja especial, o importante é que você tenha consciência de que será diferente, de que estará longe da sua família, de que pode não sair como planejado e principalmente ... tenha consciência de que o dia é SEU. Torne-o especial.

Nas semanas antes do seu aniversário (ou do aniversário de uma das kids)
* Conte como comemora seus aniversários no Brasil
* Decore seu quarto, um mural ou faça algo especial para a data
* Tente planejar algo com os amigos
* Se for níver das kids ou dos hosts, NÃO esqueça e faça alguma coisa legal. Simples, mas de coração. Um cartão, cantar parabéns em português, fazer um bolo ou um presentinho.

Beijinhos e até a próxima!
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26 abril 2014

Diminuindo as saudades

Olá, neste mês, algumas dicas para diminuir a saudades da chegada! Muitas vezes, quando você acaba de chegar, tudo é novo e você não conhece ninguém e mal conhece a rotina... as coisas podem ser estranhas. A adaptação pode ser difícil! Então... aqui vão umas diquinhas!

1. Faça amigos desde antes de embarcar. Procure conhecer pessoas da sua que moram próximas aos seus hosts através de grupos e comunidades para expats na internet. É fácil procurar, no google ou facebook digite apenas "Expats in (nome da cidade ou região)" e você começa a se aventurar. O Couchsurfing é uma ótima maneira de fazer amigos internacionais, e na Holanda é bastante conhecido.
 
2. Procure o site oficial da sua cidade. Toda cidade tem, por menor que seja. Lá há listas de atividades, grupos e locais a serem visitados e você pode se programar para suas primeiras semanas, quando tudo ainda for novidade.
 
3. Socialize-se com os Hosts. Sim, você quer ter seu tempo livre e privado, mas especialmente no início é legal se socializar bastante com os hosts. Puxar assunto, perguntar sobre a vida deles, falar da sua, sua animação e preparação para ir, descobrir o que eles gostam de fazer (ler, ver filmes, etc) para vocês encontrarem algo em comum e que talvez possam fazer juntos ou conversar sobre.
 
4. Se você chega na Holanda em uma época fria, é mais difícil a adaptação. Pois o inverno na Europa é uma época tradicional de reclusão, onde as famílias tomam chá quente, não saem tanto e se refugiam no quentinho das casas. Pode ser mais difícil de sair e fazer amigos, ou dos seus hosts desejarem te levar pra sair. Planeje atividades de inverno para aproveitar a estação: ice skating, fazer bonecos de neve, sair com as amigas para tomar chocolate quente encapuzadas e ver filmes. Também é propício passar tempo com os hosts, puxar papo e pedir a eles dicas do que fazer.
 
5. Bateu a saudade? Skype!!! Procure ter um celular legal que você possa durante seu tempo livre bem no meio da tarde quando não tem como fazer nada, ligar a um amigo ou familiar no Brasil e bater um papinho. Não espere um horário fixo para falar com sua família (toda noite, depois das 21hs por exemplo). Isso terá o efeito oposto, se as coisas estiverem mais ou menos na sua adaptação, você passará o dia todo ansiando pelo skype às 21hs e a saudade aumentará ao invés de ficar mais fácil. Por isso, se sobrou um tempinho de dia, passe alguns minutinhos no skype que já vai ser de grande ajuda. Se você tiver vídeo melhor, vai poder mostrar os arredores e você vai ver como a animação de seus amigos vai dar um "up" em você!!!
 
6. Não tenha preconceito com outras au pairs. Você quer conhecer a cultura, cisma em ter amigos locais e foge de brasileiros e au pairs. A tendência é você se afastar. É importante ao menos as vezes estar próximo de pessoas que te entendem e que passam pelas mesmas coisas que você. Eu, durante meu ano, só queria fazer amigos holandeses, e realmente fiz muitos, mas eles já tinham há turma deles há anos... e eu era uma pessoa de fora e que ía embora. Por mais que eu fosse convidada a ser parte deles, eu era a novidade de fora, temporária... além de que viajar e conhecer locais turísticos se tornou muito mais difícil... Au pairs tem o mesmo objetivo que você, conhecer tudo. Por isso, unam-se!
 
7. Xô preguiça! Deixe a preguiça no Brasil. ter tempo livre também traz reflexões... saudades... e tristeza! ocupe-se. Se está com sono, aguente mais um pouco (não passe o intercâmbio dormindo), se está cansada, tome uma banho e se produza. Sinta-se bonita para ter ânimo. E no começo force o ânimo a aparecer. Saia para caminhadas pela vizinhança, ande de bike sozinha só para conhecer os arredores, faça jogging. Movimente-se. Ocupe sua cabeça e seu corpo! Sempre!
 

8. Mantenha um blog. Poucas arrumam tempo, mas quando você estiver sem fazer nada, escreva em um diário, blog ou qualquer lugar sobre sua experiência. Relatar sobre como foi seu dia, como você está se sentindo lhe fará valorizar mais a experiência, além de também propiciar que você faça novos amigos blogueiros (brasileiros no exterior e na Holanda) e mantém sua família e amigos felizes. Saia para tirar fotos específicas para por no blog, procure por aventuras e assuntos para escrever e você vai aproveitar cada minuto só para ter o que falar. Também serve como desabafo, quando não esta bem, poste, você vai ver como outras pessoas se relacionarão com sua dor e você se sentirá menos solitária.

E quais outras dicas vocês adicionariam a estas?
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26 janeiro 2014

Embarque - Inverno ou Verão?

Este mês, ter idéia sobre o que escrever me pareceu bem mais difícil! Este blog já abordou tudo que posso imaginar. Então pensei que talvez, mesmo que os mesmos assuntos sejam abordados mais de uma vez... o interessante é que aqui vocês podem ter mais de um ponto de vista sobre a mesma coisa!

A grande maoioria das meninas que me procura já tem uma data aproximada em que desejam viajar. Todo mundo leva em conta quando quer sair do trabalho, quando vai terminar a faculdade ou quando vai ter dinheiro disponível para realizar o programa. Mas quase ninguém pensa mais que duas vezes sobre como será lá para você quando você finalmente chegar. E acredite, o clima pode influenciar BASTANTE!

Aqui no Brasil não estamos acostumados às mudanças radicais no clima. Não da maneira como ela existe nos EUA ou na Europa. Também não temos noção de como nossos corpos e mentes (especialmente) irão reagir a esta mudança. E é um assunto delicado, que deveríamos dar mais atenção.


Eu embarquei no verão, cheguei na semana com o dia mais longo do ano. Passei dias sem ver anoitecer (ainda estava me adaptando ao fuso-horário). Os dias eram lindos, todos gostavam de ficar no quintal, varanda e fazendo atividades fora de casa (parques, praias, piscinas...). Mas eu, que havia acabado de chegar não consegui aproveitar muito. Logicamente, saí, curti o sol e a praia com as crianças. Mas eu não tinha muitos amigos com quem dividir o verão. E em menos de um mês meus hosts entraram de férias e foram viajar com seus filhos... e eu nem tinha companhia para as minhas férias. Fui viajar sozinha (também foi ótimo e conheci muita gente legal). Mas obviamente eu tinha menos conhecimento de Europa e também bem menos dinheiro para gastar viajando, já que eu havia acabado de chegar.


Embarque Verão 
Prós : Os dias duram mais, você é bem recebida em todo lugar e conhece pessoas diferentes com muito
mais facilidade. Tem muito mais festas e locais para viajar e conhecer, mais tempo para curtir o dia e muito mais fácil de acostumar com a vida holandesa.

Contras: Tendo acabado de chegar, você quase não conhece ninguém (faça amizades online antes de ir!) para poder curtir o verão. Você tem pouco dinheiro guardado para gastar com viagens e saídas e corre o risco de passar o verão meio "em branco".

Embarque Inverno
Prós: Tempo suficiente para juntar dinheiro para aproveitar o verão; tempo para fazer amizades até suas férias; comerça seu intercâmbio na época mais difícil e aproveitar o sentimento de "novidade e deslumbramento" da chegada para não sentir a época. Bom para curtir os hosts e as kids, as atividades são mais caseiras e você tem mais tempo para conhecê-los. Como você acabou de chegar, não fica tão triste passar o Natal e Ano Novo fora de casa e com estranhos (pois tudo é novidade no começo).

Contras: Chegar na época mais fria do ano e normalmente mais díficil de suportar (frio, dias mais curtos); não conhecer ninguém para aproveitar o tempo de lazer em casa (ou na casa de alguém); se o Natal e a virada do ano são importantes para vocês, ter acabado de chegar nesta data pode fazer com que você passe essas datas especiais meio sozinha, apenas com os novos conhecidos.


Também são nessas duas estações que acontecem a maioria dos embarques de au pairs. São as viradas de ano, seja o ano em si ou o ano escolar. E muitas famílias acabam entrando no programa de au pair também nesta época, por causa do número de atividades em que se envolvem. Claro que embarques durante a primavera e outono também acontecem (e bastante), mas muitas vezes tanto família quanto au pair precisam concluir um "semestre" em algum lugar para poder iniciar a aventura do programa.

Mesmo que muitas sintam que o ideal é embarcar em uma estação mediana, como o outono, o normal é querer terminar um semestre da faculdade, ou completar um curso. Atividades que normalmente se encerram com a mudança de semestres. 

Conversando com as meninas, o outono aparece como a melhor época para o embarque. A época ideal.

Embarque Outono
Prós : A melhor época para você chegar com tempo suficiente de juntar dinheiro para aproveitar o verão. As temperaturas são mais amenas e agradáveis, e isso te ajuda a se acostumar e se preparar para o inverno. Você aproveita a época em que as pessoas estão retornando às atividades normais após o verão, mas ainda não se recolheram totalmente para enfrentar o inverno.

Contras: Normalmente não são muitas pessoas que embarcam nesta época, então você chega meio sozinho. As amizades e grupos já foram feitos e você é o novato ou então você é a pessoa que chegou antes e todo mundo depois ainda no começo da experiência.

E a estação das flores? De acordo com as conversas que tive na internet sobre o assunto, essa é a época que as pessoas menos desejam embarcar. Não sei o motivo ao certo, mas imagino que aqui você tenha os contras de embarcar no outono somado aos contras de embarcar no verão...

Embarque Primavera
Prós: Época muito gostosa para passear, tirar fotos e as pessoas estão cada vez mais nas ruas e curtindo o dia. Mais fácil de acostumar com as temperaturas.

Contras: Assim como no outono, você chega meio "sozinho" enquanto grupos e amizades já estão mais consolidadas. Planos para o verão podem já ter sido marcados e você não tem muito tempo para juntar dinheiro para viajar e aproveitar o verão ao máximo.

Mas qualquer data, qualquer época, você precisa sempre se adaptar e concentrar as energias em como aproveitar ao máximo a estação. Todas tem seus lados bons e ruins e todas são interessantes para curtir. Como? Aí é com você ^.^


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25 dezembro 2013

Para não chorar (muito) no Natal...

Esta época do ano é uma das mais difíceis para qualquer au pair. Aliás, não só para au pairs, já vi muito intercambista deprimido com a aproximação do Natal e Ano Novo em um país diferente.


Por mais que sejamos “open minded”, que tenhamos esperado por esta oportunidade nossas vida inteira... essas comemorações costumam ser bem pessoais e familiares. E cada família tem um jeito diferente de comemorar, e também atribuem um valor diferente a estas datas, o que muitas vezes pode até chocar.


Meu primeiro Natal fora de casa foi em 2006, quando eu namorava um austríaco e passei a data com ele e a família dele na Austria. Enquanto minha família faz uma grande festa, cheia de música, falatório, comida, presentes, cantoria e quanto mais gente melhor; a família do meu namorado fazia uma celebração formal. Éramos apenas 6 pessoas presentes e nos reunimos em frente à árvore e cantamos músicas de Natal. Abrimos os presentes delicada e silenciosamente e jantamos com pouca conversa. A casa estava lindamente decorada, iluminada apenas por velas ou abajures fracos. Mas não havia neve lá fora. Eu não estava triste ou deprimida, mas algo estava estranho em mim...

Como agente, também vejo muitas das minhas meninas sofrendo nesta época. Os dias são mais curtos, gelados, demoram mais a passar e as famílias se tornam um pouco mais introspectivas, o que as distancia de todos. O inverno não é fácil de lidar. Colocamos roupas e mais roupas e continuamos geladas em algumas partes do corpo. Precisamos continuar no mesmo ritmo de trabalho, mas muitas de nós pegam gripe pela mudança de temperatura e se sentem menos dispostas.

Somando aos desafios físicos, as meninas tendem a se sentir mais emotivas (as vezes sem perceber!), pensando mais em casa e no calor do Brasil, tentando se manter ocupadas e com as amigas o máximo de tempo possível. Se você é uma au pair em cidade grande, acaba sendo mais fácil passar por isso... a cidade grande não para. Luzes, beleza, celebração, pessoas socializando nas ruas, agitação da época de compras, festas e mais festas e amigas por perto a semana toda.

Agora se você mora em uma vila mais afastada (mesmo que poucos minutos) a sensação muda totalmente. Você sai do centro agitado (e mais caloroso) e entra numa “penumbra silenciosa”, que parece até anoitecer mais cedo, simplesmente porque as pessoas se retiram mais cedo. Estando mais emotiva, algumas das minhas meninas sentiam mais a distancia das amigas, sentiam mais (negativamente) o ambiente e as coisas ruins de morar em vilas tranquilas.

O inverno já te fez sentir... assim?
O frio, a indisposição e a escuridão tornavam uma caminhada antes deliciosa até a estação de trem, num exercício de determinação. E se a determinação não vencia, elas ficavam trancadas em casa, sem querer muito o contato com os hosts, procurando apenas matar as saudades dos brasileiros que deixou do outro lado do oceano. Isso gera além de homesickness, um grande stress. E as crianças passam a parecer mais chatas (mais felizes!), os hosts mais implicantes, o frio insuportável, as amigas distantes e o fim de semana, uma luz no fim do túnel.

Coisas que antes elas não se incomodavam em fazer (um babysitting ocasional a mais, ou um quebra galho qualquer) passam a ser um problemão. Afinal depois de uma semana tão carregada emocionalmente e tão cansativa e frustrante, o fim de semana começa a ser mais e mais sagrado, como se o fato de ter de quebrar um galho qualquer pudesse ser a diferença entre explodir e voltar pro Brasil ou de se sentir renovada (ou achar que irá se sentir) para uma nova semana carregada.

Também percebi que as meninas que mantém um ótimo relacionamento com os hosts, sentem bem menos a chegada do inverno e as datas comemorativas. Se a au pair já está com os hosts há bastante tempo e já se conhecem bem, ela pode se sentir muito mais benvinda e querida por eles nessas datas. Sente-se lembrada e tudo vira uma experiência cultural normal, com altos e baixos.

As meninas que haviam acabado de chegar na casa dos hosts ou que tinham um relacionamento um pouco mais distante ou formal, sentiam o peso de tudo em cima delas. E da decisão que fizeram de seguir o caminho de au pair. Abaixo vocês podem ver alguns dos comentários que minhas meninas me enviaram sobre qual o aspecto mais difícil sobre passar o Natal e Ano Novo em outro país. Identidades foram preservadas, ok?

AU PAIR VIEW & COMMENTS :

Pra mim o mais difícil, por enquanto, foi fazer planos que esttivesse a "altura" de substituir nossas festas tradicionais do Brasil, já que minha família vai viajar e eu acabaria passando sozinha em casa. Mas só vou descobrir se "compensou" mesmo depois que passar a data! hahahhaa
I. K. Au pair  2013 - 14
Pra mim o Natal não teve sentido ano passado e nem terá esse ano... Eu viajei e to indo viajar de novo. Agora Natal de 2014 que me aguarde! hahaha Festa, calor, e muita comida! E claro, minha familia, todos falando em portugues! haha 
C. S. Au Pair  2012 - 13 
Bom meu caso vai ser mais ou menos como a C. S., não vai ter sentido, vai passar como um dia comum. Porque pra mim o Natal não tem esse símbolo todo, é só pelo fato de ter a família reunida e na minha casa a gente fazia isso todo domingo. E honestamente, o que é um dia longe pra quem está/vai ficar 365 dias longe, é só mais um dia sem eles
F.M. - Au Pair 2013-14
 Acho que eu sou exceção nesse caso, tenho uma tia que mora na Holanda. A saudade da comemoração no Brasil ainda foi muita, pois na minha casa a gnt sempre é anfitrião para familiares e amigos tds os anos ( cuminando numa festa de 3 dias, p quase 40 pessoas, com comida e bebida avontade.. haha), mas curti bastante meu natal holandês tb. Amigo secreto e ceia gourmet para poucas pessoas, vivendo o clima de natal no dia 24, 25 e 26, cercada de muito amor e carinho. Pra completar, na minha casa aqui no Brasil o pessoal organizou uma sessão skype em plena festa p eu dar um oi pra todos os meus amigos e familiares ao vivo.. ;D.

 E até aquele momento tão especial em que vc enfeita tda a sua casa pro natal eu tive a chance de viver... O pai das minhas kids é divorciado, e me pediu pra decorar a árvore dele e a casa... haha.. o mais legal é que é algo que eu participo ativamente em minha casa no Brasil, eu e minha mãe cuidamos da decoração todos os anos, e eu nem sabia o quanto aquilo estava me fazendo falta até ele me fazer esse pedido e eu começar a decorar a árvore haha. Além de tudo meu ex tava me visitando na Holamda, e montamos a árvore eu, ele e minha pikirruxa da minha kid de 4 anos... no geral acho q tive muita sorte!!  Acho que pra quem não for viajar, planejar um natal entre amigos ameniza a homesickness. Achei o amigo secreto , que é uma tradição bem forte na Holanda, super legal e uma ótima sugestão. O principal eu acho que é tentar trazer um pouquinho do seu jeito de comemorar no Brasil pra esse natal do outro lado do oceano, e se cercar de tanto carinho e amor das suas pessoas queridas, tanto quanto for possível.

N.S. - Au Pair 2012 - 13
 Engraçado é que faz tempo que não se comemora o Natal com família reunida na minha casa, mas a minha vontade de estar lá com eles é tão grande que tá me sufocando esses últimos dias. Eu tenho andado mais desanimada, mais cansada, chorosa... Eu nem vou passar natal aqui com meus hosts não, vou comemorar com a família do meu namorado, com comida do Brasil e tal, mas não é a mesma coisa. Esses dias tô tendo homesickness como nunca tive desde que cheguei aqui :X  
 M.L. Au pair 2013-14
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