Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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30 setembro 2018

Eu quero o meu visto!

Vamos falar de um assunto super importante?

 A TÃO TEMIDA ENTREVISTA NO CONSULADO!
Como é a entrevista? Quais perguntas o cônsul faz? O que devo responder?
Todos nós já passamos ou iremos passar por essa situação, eu pessoalmente quase desmaiei de ansiedade antes da minha, mas vem comigo que eu vou contar tudo pra vocês.

Pra começar eu tive que reagendar a minha entrevista umas duas vezes pelo simples motivo de: Eu não achava passagem de avião pra SP num preço bom e eu não queria voltar de ônibus. Imagina eu, com o visto negado, chorando e encarando 9 horas dentro de um ônibus de viagem, não, obrigada.
Quando achei uma passagem super em conta, 92 reais ida e 92 reais a volta, decidi deixar para comprar no dia seguinte, e adivinhem... Óbvio que o preço aumentou, e muito! Então fiquem com essa dica, quando acharem uma passagem com preço bom, COMPREM!

Aprendendo com os meus erros comprei a passagem mais barata que encontrei mas mesmo assim ainda era cara. Acabei tendo que comprar só uma passagem de avião de volta e decidi encarar a ida de ônibus mesmo, como marquei a minha entrevista às 8 horas da manha, peguei o ônibus que chegava em SP às 5 horas, melhor chegar mais cedo do que chegar tarde. Ainda bem que fiz isso, pois eu praticamente andei em todas as linhas de metro, me perdi, tive que ir ao banheiro então demorou demais. Pra vocês terem uma ideia, comecei na linha azul (Tietê) e fiz baldeações até a linha lilás, basicamente fiz uma tour em SP de metrô/trêm.

Saí da estação próxima ao consulado e o frio na barriga já estava a mil, eu tinha tentado comer algo só pra não morrer e foi dinheiro jogado fora, não estava com cabeça pra isso. Comecei a andar em direção ao consulado e eu sabia que estava perto, pois os comércios tinham nomes relacionados à viagem, visto e ao consulado. Socorro deus!!!!
Você vai saber quando chegar na rua consulado, lá tem vaaaarias pessoas te oferecendo armários para guardar os seus pertences (no consulado não pode entrar com mochilas, celulares, fones, nada!), tem armários de 5 reais até 30 reais, então fiquem atentos! Eu fui no de 5 reais, óbvio.

Portaria do consulado de SP


Depois de deixar a minha mochila, fui para porta de entrada do consulado, lá eles olham só o seu passaporte te encaminham pra outra pessoa que vai olhar o seu passaporte de novo e te mandam pra uma fila. O que não falta la dentro é fila. Como ainda eram mais ou menos umas 7:30 da manhã, me mandaram pra uma fila do agendamento das 8 horas. Fiquei lá repassando as perguntas e respostas, mentalizando que o visto já era meu, e morrendo de ansiedade. Nessa altura do campeonato as dores de barriga, enjoo, frio na barriga tomavam conta de mim.

Após essa fila, fui pra um balcão e lá pedem o nosso DS, comprovante de agendamento e visto, te direcionam pra outra fila e nessa fila você vai colocar todos os seus pertences numa bandeja e passa pelo detector de metais. (Não se esqueçam de pegar os seus objetos de volta, eu já estava indo sem os meus). Depois do detector andei até uma espécie de galpão e adivinhem? Mais filas. Tive que ir pra uma fila entregar o meu passaporte e DS a moça digitou varias coisas, pegou as minhas digitais e fui pra outra fila, A FILA.

Na fila da entrevista todo mundo estava munido de pastinhas, documentos e a cara tensa, o nervosismo era bem visível. As entrevistas começam as 07:40 da manha, e eu devo ter ficado lá por mais ou menos uns 10 minutos esperando e me segurando para não chorar de ansiedade. Algumas pessoas já estavam com os olhos cheios d’água, o que me deixava mais nervosa ainda, eu tentava me focar nas minhas respostas e aparentar o mais calma possível, mas não estava dando muito certo. Quando a fila finalmente começou a andar a cada passo que eu dava era um calafrio diferente, já sentia que ia desmaiar ali mesmo e passar vergonha na frente daquela galera toda.

Chegou a minha vez, fui pra fila do meu guichê, um guichê tipo aqueles de metro, com a pessoa atrás do vidro falando através de um microfone, que inclusive, da pra todo mundo lá ouvir, ou seja, já sabia que se o meu visto fosse negado geral ia saber, até por que eu sairia chorando igual louca. 
Esse não é o de SP, mas vocês podem ter uma ideia de como é

Fiquei ouvindo a entrevista da senhora a minha frente, o cônsul super simpático, sorridente e eu já fiquei mais calma, ok, não era possível que ele iria me negar o visto, olha que fofura ele. Aí a senhora não conseguia colocar as digitais no visor, ela não pressionava o suficiente e eu querendo gritar pra ela ir logo por que eu estava prestes a ter um derrame ali mesmo, pelo amor de jesus cristo mulher! O cônsul teve que chamar um assistente para auxiliar a senhora e eu já imaginando que a veia estava acabando com a paciência do cônsul e com as minhas chances, eu queria rir pra não chorar. Finalmente a entrevista dela acabou e deve o seu visto aprovado, ok, eu ainda tinha chances.

Antes de narrar a minha entrevista, gostaria de explicar uns pontos, eu treinei varias possíveis perguntas, que irei deixar no final do post pra vocês e decidi que era melhor eu ser “curta e grossa”, mas não sejam grossas pelo amor de god, é modo de falar! Eu prefiro responder o básico e deixa-los insistirem na questão, se quiserem, do que dar informação demais e acabar falando merda.

Cheguei toda sorridente e dei bom dia pro cônsul, já entregando o meu passaporte e DS e não sei o que aconteceu comigo mas eu fiquei bem calma na hora, sei lá por que:

(Algumas perguntas podem ter ficado de fora devido ao meu nervosismo e minha memoria lixo, mas basicamente foi assim a conversa).

Eu: Bom dia!
C: Bom dia! Vai ser au pair?
Eu: Sim
C: Quanto tempo pretende ficar lá?
Eu: Um ano (quero ficar dois, mas achei melhor falar um mesmo)
C: Pra onde você vai?
Eu: Springfield, Virginia
C: Ah que legal, vai cuidar de quantas crianças?
Eu: Duas
C: Quantos anos?
Eu: 7 anos
C: Gêmeas? (Fazendo cara de “que treta em”)
Eu: Sim (Dando sorrisinho sem graça. Me da esse visto logo senhor)
C: O que você pretende fazer quando voltar pro Brasil? (essa é a pergunta que eu mais temia por que eu não tenho nada que comprove os meus vínculos com o BR)
Eu: Pretendo terminar a minha faculdade que iniciei antes de iniciar o meu Au Pair e graduar em Direito Internacional (MENTIRA! Ainda sou uma perdida que não sabe o que quer fazer da vida)
C: Você já trabalhou com crianças?
Eu: Já
C: Em inglês, me fale das suas experiências com crianças (Nisso ele já estava carimbando o meu DS e eu mal consegui me concentrar pra falar das minhas experiências)
Meudeus do céu eu saí de lá bamba de tanto nervosismo, mas feliz e ainda queria chorar, mas agora de felicidade.
Basicamente foi isso, eu estava esperando uma entrevista toda em inglês e não foi isso que aconteceu, melhor ainda. O cônsul não pediu nenhum documento mas por via das duvidas eu levei todos os documentos possíveis.

No final não foi o bicho de 7 cabeças que imaginei que seria, o medo de ter o visto negado é muito grande mesmo mas as chances disso acontecer são bem pequenas.

E como prometido, aqui estão as perguntas que estudei, achem a melhor maneira de responde-las para não se embolarem na hora, pra vocês terem uma ideia, durante a minha viagem de ônibus, eu acordei de madrugada e como não consegui dormir, comecei a treinar as minhas respostas.

Mas a dica mais importante que dou é, tentem manter a calma, isso é essencial!
  • ·         What would you do if an emergency happened with the children?
  • ·         Did you talk with the family? Do you keep contact with them? Do you have contact with your family?
  • ·         Where will you live in United States?
  • ·         What state will you go? Where will you go?
  • ·         Do you live with your parents?                                                                            
  • ·         What are their jobs?
  • ·         Who's paying your trip?
  • ·         Do you have a sister or brother? What do they do?
  • ·         Do you have experience with children?
  • ·         Did you take care of kids?
  • ·         Have you ever work with kids before?
  • ·         Where?
  • ·         What did you do there?  
  • ·         Do you study?
  • ·         Are you graduated?
  • ·         When did you graduate?
  • ·         Which university did you do? Which course?
  • ·         How long will you be in u.s?
  • ·         Do you have any relatives in the usa? Are your parents living there? Do you have friends there?
  • ·         How did you heard about the program?
  • ·         Why would you want to improve your english?
  • ·         What do you currently do? Do you study or work? What do you do?
  • ·         It's easy to get jobs in your area?
  • ·         Why do you want to live in the usa?
  • ·         What are your plans when you come back? What you want to do when your return?
  • ·         Why do you want to be an au pair?
  • ·         Tell me about your family.
  • ·         Have you had experience caring for children?
  • ·         How many kids you are going to take care?
  • ·         Have you ever been to the usa?
  • ·         How old are you?
  • ·         What is the purpose of your trip?
  • ·         Do you have contact with the host family?
  • ·         What do your host parents do?
  • ·         What did your parents graduted?
  • ·         Do you speak english?
  • ·         Are you single or married?
  • ·         Do you have children?
  • ·         Why do you think that english is important in your area?
  • ·         What is the purpose of your trip?
  • ·         Why do you want to be an au pair?
  • ·         How long do you plan stay in the usa?
  • ·         What will you do when you come back to brazil
  • ·         Have you ever traveled abroad?
Até o mês que vem e boa sorte com o seu visto!!!!






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30 agosto 2018

Correndo contra o tempo

Alguém interessada em conhecer uma pessoa que está no processo de Au Pair ha quase 6 anos? 
Oi, meu nome é Jordana, mas me chamem de Thunder, tenho 25 anos e serei a nova escritora desse blog maravilhoso.

Bom, aqui vai um pouco sobre mim, sou nascida e criada em Belo Horizonte - MG, e há mais ou menos seis anos atrás eu decidi que queria ser Au Pair. Minha decisão foi tomada com as seguintes premissas: eu queria fazer um intercâmbio, eu queria ficar o maior tempo possível e precisava de um que não custasse o meu rim, e eis que descubro o programa Au Pair!

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Em 2013, decidi que era hora de fazer algo diferente com a minha vida, sempre quis viajar, fazer intercâmbio, mas a minha condição financeira nunca estava a par dos meus sonhos e ao conhecer o programa Au Pair decidi que não importava os meios, era esse o intercâmbio que cabia no meu bolso e era esse que eu iria fazer.

Logo após fechar com a agência, comecei a procurar por lugares para trabalhar como voluntária. Na minha cabeça seria fácil, mas obviamente não foi! Por um acaso, uma escola perto da minha casa me aceitou, comecei a trabalhar lá todos os dias por algumas horas. Odiei tudo, não aguentava o pique, não aguentava a gritaria, eu não sabia nem carregar um bebê no colo, morria de nojo de trocar fraldas, mas me mantive firme, tudo pelo sonho de me tornar au pair. 

Com o tempo fui criando resistência, acabaram me contratando para trabalhar lá e fiquei quase dois anos nessa luta. Ainda bem que fiz isso, foi bom ter uma experiência de verdade, porque antes eu realmente não seria uma Au Pair decente como sei que serei agora. Obviamente ainda não gosto de gritaria, ainda morro de nojo de trocar fraldas mas vamos ser sinceras, quem gosta?

Eu consegui a minha experiência, preenchi o meu application mas nunca conseguia finalizá-lo, na verdade me faltava só gravar o vídeo e não teve um dia que eu não me lembrava dele, foram quase três anos falando, um dia eu gravo, um dia eu faço isso, mas sempre surgiam imprevistos que me faziam adiar a minha viagem. Até que um belo dia voltando do meu trabalho, recebo um e-mail da minha agente dizendo que eu teria que ficar online pelo menos seis meses antes de completar 26 anos para poder aproveitar o meu intercâmbio do jeito que eu pretendia. Foi aí que a ficha caiu.

Olhando agora, eu tenho um emprego bom, estável, até gosto dele, tenho um namorado maravilhoso e que pretendemos nos casar futuramente mas, o intercâmbio ainda estava pendente, eu teria que fazê-lo e assim decidi.

O meu namorado já sabia, sempre me apoiou nas minhas decisões e ainda me apoia, inclusive, acho que sem ele eu não teria conseguido chegar ate aqui.

Editei o meu vídeo, fiquei on, conversei com famílias e me apaixonei por uma família que me ofereceu o match, eu estava nas nuvens, estava tudo dando certo, apesar dos medos, eu estava até indo bem.

No mesmo dia que me foi oferecido o match, tive um problema com o meu cachorro e tive que levá-lo para fazer um ultrassom e o resultado foi inconclusivo, podia ser uma pedra na bexiga dele, ele podia ter nada ou o meu maior medo, podia ser um tumor e dependendo do tamanho do tumor, ele precisaria de uma reconstrução de bexiga e passar por um processo longo de recuperação, e eu não iria deixá-lo passar por isso sozinho.

Neste mesmo dia tive uma conversa chorosa com a minha futura host family, expliquei tudo, contei que o veterinário pediu mais 20 dias de tratamento para tentarmos fazer outro ultrassom e eles foram tão amorosos, tão compreensíveis, me senti tão amada e ao mesmo tempo tão triste por não poder ser a au pair deles.

Nos dia seguintes eu estava no chão, bem chateada, tinha gostado da família, e nem era a família perfeita, e tinha tudo ido por água abaixo. Até quando recebi um e-mail da minha futura ex host mom dizendo que ela e as kids estavam muito chateados e preocupados com o meu dog e que não iriam procurar outra au pair enquanto eu não tivesse uma resposta definitiva, por que eles gostaram muito de mim e achavam que valia a pena esperar, e lá vai eu parar nas nuvens de novo!

Depois desse dia decidi tomar uma atitude que eu raramente tomava, pensar positivo não importasse o que acontecesse. E lá fui eu, encarnei a Alice que existe dentro de mim e coloquei na cabeça que tudo iria dar certo, passei todos os dias do tratamento do meu dog sendo a versão mais positiva de mim, trocava e-mails com a familia, contava que estávamos indo bem, morria de medo por dentro mas por fora super positiva! Pelo menos eu tentava!

No final, o meu dog está bem, está fazendo tratamento e fechei com essa familia ótima que me apoiou tanto quanto qualquer pessoa proxima a mim, e sinceramente,  é disso que preciso, de uma família que me veja como pessoa, que seja acolhedora. Claro que perrengue a gente sempre irá passar, mas entre ser mal tratada em outro país ou ficar aqui no Brasil, prefiro o meu país.

Agora estou no processo de sofrer de ansiedade, preencher o meu DS e aguardar o grande dia!

Bom, este foi um breve resumo sobre a minha aventura até hoje, espero que tenham gostado e com certeza voltarei com mais atualizações.

Beijos e até o mês que vem.

Thunder.

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