Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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25 março 2021

O não pode se transformar em SIM!

Hoje estamos vivendo uma Pandemia Mundial gigantesca que eu sei que pra muitos sonhos mais parece um "NÃO". Muitas pessoas estavam se planejando para ser Au Pair, outras pessoas pra qualquer outro tipo de intercâmbio, porém quase todos esses planos se frustraram de 2020 pra cá. 

Hoje eu quero contribuir com um texto-relato-real de minha vida e experiência para que de alguma forma eu traga ESPERANÇA para corações que estão lendo isto. Esperança de que um 'NÃO' pode virar um 'SIM' com certeza!

Eu fui Au Pair aos 27 anos e 6 meses, sem dinheiro e sem reserva financeira alguma, num país que não tem Visto para Au Pair, sem saber inglês e sem auxílio de agência nenhuma. Acha mesmo que um ''NÃO" pode interromper teus sonhos?

Já contei aqui e lá no meu Canal do YouTube - Viver me inspira, que encontrei minha primeira família (Host Family) da Austrália pelo site Au Pair World e que devido a questões financeiras eu não conseguia aplicar pra um Visto de Estudante.

Com uma lista de ''nãos'' eu sentei, pensei e decidi expor minha situação para a mãe das crianças que eu era candidata a ser Au pair. Contei da minha falta de condições financeiras que me impediriam de seguir com o processo naquele momento. Ela ficou bem triste e infelizmente com essa minha notícia ela teve que ir em busca de outra Au pair. Mas disse que adoraria que fosse eu a Au pair e quem sabe depois de uns 6 meses a 1 ano a gente tentaria de novo. Eu me comprometi a trabalhar muito e juntar cada centavo pra tentar novamente. Prometemos uma a outra de não perder o contato e seguimos nossas vidas.

Após esse episódio eu não desanimei não, só sentia uma vontade enorme de vencer e isso me motivava mais e mais!

Continuei minhas pesquisas e mais um ''não'' surgiu em meu caminho. Descobri que para aplicar um visto de estudante pra Austrália eu teria que apresentar uma comprovação financeira de uns 70 mil reais. Dinheiro esse que deveria estar em minha conta bancária (ou de meus pais) por cerca de 3 meses ou mais... e na boa? Nunca vi esse tanto de dinheiro na vida, muito menos no meu extrato ou no dos meus pais.

Eu vim de uma família classe média baixa, considerada média porque meus pais tem casa própria, coisa que nem todos ao meu redor tinham enquanto eu crescia. E isso meus pais só conquistaram graças a muito esforço, trabalho e dinheiro poupado pra construir essa casa. Resumindo... eu não conhecia ninguém que pudesse me ajudar nesse ponto. Pensa que desisti por isso? Claro que não... quanto mais difícil, mais eu tinha sede de conquista!

Só pensava em trabalhar, juntar meu suado salário e passava minhas horas livres pesquisando formas de ir pra outros países e talvez de lá conseguir me estabilizar financeiramente e ir pra Austrália realizar meu sonho de criança.

Fazia renda extra vendendo de tudo que você possa imaginar: Avon, Natura, Lingerie, Trufas e muito mais.

Um belo dia eu recebi uma mensagem daquela mãe da Austrália que me trouxe o gostinho da felicidade. Muito chateada ela relatou que a atual Au pair não estava sendo tão legal como parecia que seria, havia mentido em algumas coisas e também não se mostrava tão responsável e cuidadosa com as crianças. Depois de desabafar e demonstrar sua decepção me questionou se eu ainda tinha interesse em ir pra lá. Eu disse que o interesse pulsava forte todos os dias em meu coração, e que eu estava lutando com garra pra conquistar o dinheiro necessário e um dia ir, mas que isso não seria tão rápido. Ela então me fez uma proposta de me ajudar com visto e com escola de inglês, e ali eu vi cada não se tornar SIM e toda a minha fé se materializar em realização.

A partir dali eu só deveria me preocupar em resolver minha situação no emprego do Brasil, aplicar o visto com a carta convite da família, esperar a aprovação, comprar minhas passagens aéreas e me preparar pra  V O O A A A R R R !

Entende o porquê eu fiz questão de contar minha experiência pra você hoje? Eu quero te mostrar que há esperança... Sabe essa força que vc faria pra desistir? Use-a pra te impulsionar a prosseguir. Use toda essa energia pra ir avante. Teu 'SIM' vai chegar!!!

Prometo trazer idéias e sugestões que irão te ajudar neste processo de transformar seus 'nãos'.

Estamos juntos nessa jornada!


Mil beijos com carinho da Nandy.

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28 fevereiro 2021

Terminando meu ano como Au Pair

Olá people,

Pra terminar com este assunto de Host family, vou contar o que aconteceu nos últimos meses.

Eu tive momentos legais com a minha host family (poucos)... Fui para a Disney com eles =) (foi um pouco stressfull) =X No geral, tive uma ótima experiência e faria tudo novamente, sem dúvidas sem contar que hoje a internet esta aí para facilitar nossas vidas, né?! (Quando eu fui Au pair, eu não tive acesso à internet o tempo todo, só no meu tempo off). Hoje você consegue assistir milhares de Au pairs e babás postando suas rotinas com as kids e tudo mais - (I dont like tho! As poucas fotos que eu tinha na internet com as crianças eu pedi autorização da mãe).

Lembre-se que Au Pair não é só curtição. Mesmo que você tenha um match com uma wonderful family, você é responsável pelas crianças. Caso não goste de criança, escolha um outro intercâmbio que se encaixe à você. Fora isso, é da sua responsabilidade também de limpar depois deles, lavar as roupas, brincar, ajudar com lição, dirigir eles para as aulas e entre outros. Fora a casa, você acaba limpando a sujeira de todos.

Não fui aquela Au Pair que viajou de monte. Eu fui mais para Au poor durante uns meses. Vou explicar: por 4 meses fiquei com a host family praticamente 24h por dia, conheci Chicago 1 vez e sai pra jantar umas 3 vezes com uma brasileira. Só então comecei a conhecer mais brasileiras ao redor. Fui numa dessas saídas pra noitada (a primeira por sinal) que conheci alguém.

Vou pular a parte de como conheci meu marido. Foi engraçado, divertido e este ano completamos 8 anos de casados. Mordi minha língua quando disse que não queria conhecer ninguém. Mas ele é um gentleman e não resisti. E o que tem a ver au poor e ele?

Bom, como expliquei minha host reclamava bastante. Iamos ao super mercado e ela falava pra eu pegar o que ia comer. Me sentia criança novamente, pois quando chegava no carrinho com frutas, um peixe congelado, ou qualquer coisa ela perguntava o preço e dizia que estava muito caro e pra eu escolher outra coisa. Sem contar que ela ia num mercado chamado Coscto (ótimo pra quem tem família grande por aqui). É um atacado, então quando comprava frutas, acabava jogando fora, pois ninguém comia por lá, apenas frutas já cortadas em embalagens de plástico. Foram meses vivendo de pão com queijo, e umas barrinhas de cereais recheada de açucar. Quando tinha tempo para cozinhar, não podia, pois fazia barulho. Foi o jeito prático que achei pelo menos pra comer algo. Lógico que ganhei uns kilos.

Depois de uns 4 meses no date com meu atual marido, decidi contar a eles (sim, foi as escondidas, era mais por mensagens e a gente se via alguns finais de semana no mês). Eu tinha uns 3 finais de semana off por mês até então. Decidi contar pra eles que tinha conhecido alguém, aí tudo mudou novamente. Minha rotina mudava quase toda a semana, e depois que eles souberam disso, eu tinha apenas um final de semana off no mês. Isso dificultou um pouco de eu ver meu namorado, mas não nos impediu de nos conhecermos melhor. Quando tinha este final de semana, ficava com ele, mais cozinhando do que tudo Lol. Fazia minhas compras com a grana de Au pair, e já deixava pra semana, pra mim e pra ele. Quando eu vi, equipei a cozinha dele também, pois só tinha prato e garfo hahaha.

Eles nunca fizeram questão de conhecer meu boyfriend, mas sempre tinha uma piadinha ou outra. (Ele é half mexicano by the way). Ah, no dia seguinte que contei que estava conhecendo alguém, a LCC estava me ligando, super “preocupada”, pois eu estava saindo com alguém (imagina eu, 24 anos). Como disse sempre teve paidinha, mas aprendi a ignorar. Estava em outra vibe, in love hahaha. Aprendi muita coisa daqui com ele (hoje em dia eu que ensino Lol ). Mas na verdade, demorei pra me apaixonar. Depois da gente se falando por mais de 4 meses, dizia pra ele, que ia embora soon.  Quando eu vi era final de ano e ele me pedindo em noivado. Não tinha pra onde correr, estava no apto dele no meio de uma nevasca haha. Eu já sabia e já tinha a resposta também. Nunca me senti tão segura com um SIM. Compartilhei a notícia com minha família no Brasil (eles ficaram mais animados do que eu). Noivamos e continuamos normalmente e quanso eu terminasse o meu de au pair e a gente ia vendo no que dava.

Eu estendi com a família por mais 3 mseses (você pode estender por mais 6,9 ou 12 meses ). O meu caso foi uma exceção: eu não ia estender por mais nenhum mês. Ia terminar meu primeiro ano e resolver minha vida. Primeiro eu tentei estender meu segundo ano de Au pair em Chicago, mas não tinha família available. Apareceu família da Califórnia, Nova York e outro estado (que não lembro qual). Neste período, o Host Dad teve uma promotion no trabalho dele e com isso eles tinham que se mudar pra Ohio. Como meu ano estava no final, ela logo se ligou que estaria “sozinha” com uma mega mudança e teria que dirigir até Ohio com 4 kids.

Até que ela, super nice, veio perguntar se eu não iria com eles pra Ohio (na verdade eles queriam que eu estendesse por mais 1 ano ou até mesmo 9 meses) e deixar o boy por aqui... Pedi um tempo pra pensar.

Meu ano terminaria em Abril de 2014, mas fiquei 3 meses a mais, pAra ajudar com toda a mudança. À essa altura do campeonato, já não queria ser mais Au pair e viver com outra família. E outra: eu já estava noiva. Só não queria ficar ilegal e homeless (caso o boy fugisse =D) . O jeito mais rápido e prático seria casando haha (na real não sei se é realmente o mais barato, but...)

Meu casório aconteceu. Ele estava trabalhando e eu estava de folga. Foi em uma quarta-feira nublada. Nos encontramos no meio do caminho. No cartório mais próximo. Eu de jeans e bota super fashion pra ninguém perceber, né?! (Para os meus hosts eu estava apenas namorando). 

Foram longos dias sendo Au Pair, mas pra quem ficou 1 ano, aguentar 3 meses para eu resolver a minha situação não seria tão difícil. Continuei fazendo meu trabalho, cuidando das kids normalmente, apenas contando os dias.

O mês em Ohio foi ótimo! A minha família estava só LOVE comigo, perguntando se nao queria ficar mais e blá blá bla! Lá, em qualquer folga que eu tinha, ia gritar nos Roller Coaster que ficava 20 minutos dirigindo de casa. Já não fazia mais o "extra" com eles. Meu último dia em Ohio foi com direito à churrascaria, caipirinha e com a kid que me deixou feridas (literalmente)... Que dormiu comigo....

E de volta para Chicago!


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